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	<title>Manual do Usuário</title>
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	<description>Vida digital saudável / por Rodrigo Ghedin</description>
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		<title>Isso é besteira e mentalidade de perdedor. Claro que é possível ser rápido e seguro [usando IA]. Pare de pensar em como ser mais lento e concentre-se em como ser mais rápido.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2026 12:29:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Privacidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O que me exaspera é o bullying e o terrorismo de diretores e a confirmação de algo de que se suspeitava há anos: que a promessa de segurança e privacidade da Proton, apesar de ter alguns lapsos de honestidade, é, antes de qualquer coisa, um argumento marqueteiro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/10/andy-yen-proton.avif" alt="Homem com traços orientais, óculos de grau retangulares e camisa azul; ao fundo, o céu e alguns prédios desfocados." width="64" height="64" class="alignnone size-full wp-image-65864"><span><strong>Andy Yen</strong><br><a href="https://www.microsoft.com/en-us/research/project/project-vega/">Fundador e CEO da Proton</a></span></p>
<p>A frase acima foi dita por Andy Yen, fundador e CEO da Proton, em um canal interno do Slack da empresa. O site <cite>404 Media</cite> falou com oito funcionários e um ex <a href="https://www.404media.co/manifestos-fear-and-loser-thinking-inside-protons-ai-reckoning/">para entender a cultura da empresa</a>, após vazar que a direção da Proton faria “re-entrevistas” com funcionários com o intuito de demitir quem não estivesse usando IA para programar.</p>
<p>Pessoalmente, estou ok com empresas usando IA. É meio inevitável a essa altura e fazer uma filtragem me levaria de volta aos sinais de fumaça e pombos-correios. O que me exaspera é o bullying e o terrorismo de diretores e a confirmação de algo de que se suspeitava há anos: que a promessa de segurança e privacidade da Proton, apesar de ter alguns lapsos de honestidade, é, antes de qualquer coisa, um argumento marqueteiro.</p>
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		<title>Como livrar seu e-mail das garras do Google (Gmail) ou da Microsoft (Outlook)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 13:35:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[E-mail]]></category>
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					<description><![CDATA[Um dos primeiros passos de quem embarca na jornada para diminuir a dependência das big techs é tirar o e-mail do Google ou da Microsoft. Testei dois provedores independentes, Purelymail e Migadu, e conto as minhas impressões.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos primeiros passos de quem embarca na jornada para diminuir a dependência das big techs é tirar o e-mail do Google ou da Microsoft.</p>
<p>O processo em si não é dos mais complexos. O problema é de ordem cultural. A hegemonia desses dois serviços — Gmail e Hotmail/Outlook — atrofiou a compreensão de uma das tecnologias de internet mais antigas que ainda usamos e segue importante.</p>
<p><span id="more-65853"></span>O e-mail é descentralizado, ou seja, diferentes provedores do serviço conversam entre si. Você precisa de um desses provedores e de um domínio — a parte após a arroba em nome@dominio.com — para participar.</p>
<p>Gmail e Hotmail/Outlook empacotam essas duas partes e as oferecem em um formulário de inscrição simples. Ambos escondem todas as abstrações e configurações necessárias. É muito conveniente! Não por acaso, é o tipo de conveniência que te amarra a um provedor.</p>
<p>Fora dali, o cenário ideal é ter seu próprio domínio e escolher o provedor que melhor convém. <a href="https://registro.br">Um domínio .br custa R$ 40/ano</a>. Após assegurar um, o segundo passo é escolher um provedor.</p>
<p>Há duas semanas troquei o provedor dos meus e-mails — deste <strong>Manual</strong> e do meu <a href="https://rodrigo.ghed.in">e-mail/site pessoal</a>. Até então usava o iCloud+, a mesma assinatura que dá espaço extra para guardar fotos do iPhone na nuvem da Apple.</p>
<p>O iCloud+ é ridiculamente barato, custando a partir de R$&nbsp;5,90/mês por 50&nbsp;GB de espaço, mas é um tanto limitado. A pior coisa do iCloud+ é que endereços distintos caem todos em uma mesma caixa por pessoa. Sem falar que trocar Google ou Microsoft por Apple é trocar seis por meia dúzia, né?</p>
<p>***</p>
<p>Minha primeira escolha foi um risco calculado, dado que nunca a havia usado: o <a href="https://purelymail.com/">Purelymail</a>. “Traga o seu domínio e usuários; a gente lida com o resto”, diz o site do serviço. Ei, é isso o que eu quero!</p>
<p>Uma característica legal do Purelymail é a cobrança. Muitos provedores cobram por “assento”, ou caixa de entrada. Em outras palavras, cada endereço de e-mail adicionada aumenta o valor da fatura. No Purelymail o preço é fixo (US$&nbsp;10/ano, cerca de R$&nbsp;55) para caixas ilimitadas. Se o seu uso do e-mail ficar acima dos recursos provisionados para cada conta, eles gentilmente solicitam que você pague o extra. Para uma pessoa comum, é difícil bater nesses limites.</p>
<p>Cadastrei-me e comecei a migrar meus e-mails. Uso um serviço gratuito bastante simples e competente, o <a href="https://imapsync.lamiral.info/">Imapsync</a>. Basta colocar as credenciais dos provedores antigo e novo, e esperar. Se preferir, existe uma versão local, na linha de comando.</p>
<p>(“Coloque suas credenciais neste site esquisito” é um conselho que não costumo dar. Confiei no Imapsync por ser a ferramenta recomendada pela Migadu, de que falarei mais abaixo.)</p>
<p>(Aliás, outro parêntese: ao se cadastrar em um provedor de e-mail, ele devolverá uma série de “registros DNS” que devem ser copiados, à risca, no gerenciador do domínio. São esses códigos que conectam a caixa de entrada ao domínio que você adquiriu. É algo trivial, porque são operações de copiar e colar. Só é preciso atenção para escolher os tipos de registros corretos e copiar as coisas sem falhas.)</p>
<p>No processo de migrar minhas mensagens do iCloud+ para o Purelymail, topei com o primeiro problema: a lentidão do novo provedor. Foi sofrível migrar as minhas caixas de e-mail, que juntas somavam +70&nbsp;mil mensagens. (Isso é bastante, certo?)</p>
<p>Outro problema, o que me fez desistir do Purelymail, é o suporte básico ao protocolo CalDAV, o da agenda de compromissos. A implementação deles não tem suporte a convites, recurso que uso com frequência. Existe um sistema extraoficial, o <a href="https://github.com/bhartiyashesh/purelymailcalendar">Purelymail Calendar</a>, que preenche essa lacuna, mas… né… é mais uma coisa para manter e totalmente estranha ao fluxo padrão de envio e recebimento de convites.</p>
<p>Desisti. O Purelymail funciona bem para caixas de entrada pequenas e com baixo volume, acho eu. E para quem não usa convites na agenda de compromissos. As coisas funcionam! Só não funcionaram para o meu uso. Diante dessa descoberta, migrei outra vez, agora para a Migadu.</p>
<p>***</p>
<p>Já usávamos a <a href="https://migadu.com">Migadu</a> na <a href="https://celere.dev">Célere</a> há alguns meses. A proposta é similar à do Purelymail: traga o seu domínio e usuários e comece a usar. E com uma implementação do CalDAV que suporta convites!</p>
<p>Novamente recorri ao Imapsync para transferir os e-mails do Purelymail para a Migadu. A agenda eu exportei para um arquivo <code>*.ics</code> e os contatos, em um <code>*.vcf</code> — são formatos incomuns, mas que o Thunderbird e outros aplicativos leem numa boa.</p>
<p>Uma desvantagem do Migadu são as soluções web. Há um webmail simples e, até onde eu sei, sem acesso a agendas de compromissos e de contatos. O Purelymail usa uma solução de terceiro — bem mais completa — para seu webmail, o <a href="https://roundcube.net/">Roundcube</a>. De qualquer forma, o ideal é usar aplicativos próprios, como o já mencionado Thunderbird.</p>
<p>Ah é: aproveitei essa tour por provedores de e-mail para trocar o aplicativo de e-mails que uso no computador. Saíram o trio da Apple (Mail, Calendário e Lembretes), entrou o Thunderbird, que cumpre essas três funções. Nessa, organizei os arquivos dos meus e-mails por ano e migrei eles para o disco local, aliviando a carga no provedor de e-mails. (Falo mais do Thunderbird em outro post? Você me diz nos comentários.)</p>
<p>***</p>
<p>Estou satisfeito com a Migadu. O plano “Micro” custa US$&nbsp;19/ano (~R$&nbsp;100) e, embora os limites pareçam apertados, ainda estou para batê-los.</p>
<p class="ctx"><strong>Dica:</strong> A Migadu é uma das parceiras do nosso <a href="https://manualdousuario.net/apoie/clube-de-descontos/">clube de descontos</a>. Eles oferecem 25% de desconto para <a href="https://manualdousuario.net/apoie/">assinantes do <strong>Manual</strong></a>. (Eu não ganho nada com a sua assinatura; busquei essa parceria porque gosto do serviço deles.)</p>
<p>Eu gosto muito da filosofia que fundamenta esses dois serviços. A Migadu tem uma <a href="https://www.migadu.com/procon/">“lista de desvantagens”</a> longa, com tudo o que esperar (ou não) do serviço. Um dos itens é “não correr atrás do fator ‘descolado’”:</p>
<blockquote><p>Unicórnios, fadas e investidores. Nenhum por aqui. Não temos dinheiro para queimar. Não falamos em “escalar”, mas sim em servir melhor. Somos cuidadosos com os recursos que trazemos ou tiramos e permanecemos muito leais aos nossos usuários.</p></blockquote>
<p>É dos poucos lugares onde tenho a certeza de que o serviço que uso e confio hoje estará no mesmo lugar amanhã, sem alterações desnecessárias nem novos recursos para “melhorar a minha experiência de uso”. IA? Hahaha… acho que não. Queria mais coisas assim na minha rotina digital.</p>
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		<title>Lata de lixo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 13:00:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É só uma lata de lixo, com lixo em volta que você pode colocar de volta dentro da lixeira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É só uma lata de lixo, com lixo em volta que você pode colocar de volta dentro da lixeira.</p>
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		<title>Rock Social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 13:00:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Meio rede social, meio prática relaxante, o desafio diário neste site é amontoar pedras virtuais de acordo com o tema proposto. Há uma galeria com as obras das outras pessoas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Meio rede social, meio prática relaxante, o desafio diário neste site é amontoar pedras virtuais de acordo com o tema proposto. Há uma galeria com as obras das outras pessoas.</p>
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		<title>Notational Velocity e nvALT, antigos apps de anotações do macOS, estão de volta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2026 18:10:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Do nada, Notational Velocity e nvALT, dois aplicativos de anotações rápidas que já foram muito populares no macOS, foram ressuscitados por seus respectivos criadores. Ainda há espaço para eles?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/10/nvalt-icone.avif" alt width="192" height="192" class="alignright size-full wp-image-65837">Quando usava Windows, há mais de dez anos, sentia uma grande invejinha do pessoal do Mac por causa do <a href="https://www.notational.net/">Notational Velocity</a>, um aplicativo de anotações rápido.</p>
<p>O visual característico, com a lista de anotações no topo e o texto da selecionada embaixo, somava-se ao controle total pelo teclado e ao atalho global para iniciar um novo texto. Por baixo do capô, tudo era salvo em arquivos de texto comuns (<code>*.txt</code> ou similares). <a href="https://lifehacker.com/the-best-syncing-note-taker-for-mac-5815743">As pessoas adoravam-no!</a></p>
<p><span id="more-65836"></span>Queria tanto aquele aplicativo que um dia o descrevi no meu blog pessoal, esperançoso de que um desenvolvedor adotasse o projeto. E deu certo! <a href="https://arob.sh/">Alison Robson</a> escreveu o <a href="https://manualdousuario.net/notation-app/">Notation</a>, uma transposição quase perfeita, e nativa, do Notational Velocity para Windows. Funcionou enquanto estive no Windows, ou seja, pouco mais de um ano.</p>
<p>O nosso não foi o único do tipo que caiu no esquecimento. A nossa inspiração e o <a href="https://brettterpstra.com/projects/nvalt/">nvALT</a>, “fork” mais famoso do Notational Velocity com algumas alterações, também pararam de receber atualizações. O surgimento de alternativas modernas, como Obsidian e Joplin, poupou o luto de quem dependia deles.</p>
<p>Por isso, foi com alguma surpresa que descobri que ambos — Notational Velocity e nvALT — voltaram à vida nas últimas semanas, após um hiato de dez anos. As novas versões adaptaram os aplicativos aos chips M da própria Apple, modernizaram dependências e… bem, funcionam da mesma maneira que no passado.</p>
<figure id="attachment_65838" aria-describedby="caption-attachment-65838" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" fetchpriority="high" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/10/notational-velocity-nvalt.avif" alt="Prints do Notational Velocity e do nvALT, lado a lado, mostrando o mesmo texto." width="1280" height="958" class="size-full wp-image-65838"><figcaption id="caption-attachment-65838" class="wp-caption-text">Vivendo em 2012 de novo.</figcaption></figure>
<p>Brett Terpstra, desenvolvedor do nvALT, promete um novo aplicativo do tipo, o nvUltra, há um punhado de anos. No <a href="https://brettterpstra.com/2026/10/24/nvalt-back-from-the-dead/">anúncio da ressurreição do nvALT</a>, ele justifica o trabalho como alto temporário até o nvUltra sair da fase de testes.</p>
<p>Já o repositório do Notational Velocity, cria de Zachary Schneirov, conta com apenas dois lançamentos, publicados há duas semanas.</p>
<p>Pergunto-me se ainda há espaço para esses editores da velha guarda na paisagem moderna. O Obsidian, com o seu ecossistema de plugins e a dinâmica dos “cofres”, capturou a atenção de muita gente que trabalha com textos simples e, no que é indispensável hoje, oferece um aplicativo para celulares e diversas maneiras de sincronizar as notas.</p>
<p>Mesmo eu, que me viro com o Editor de Texto (o Bloco de Notas do macOS), não me convenci de uma eventual mudança, ainda que consiga ver algumas vantagens, como desocupar a minha área de trabalho, hoje tomada por arquivos <code>*.txt</code>.</p>
<p>De qualquer maneira, os aplicativos estão aí, agora compatíveis com versões mais recentes do macOS. Para quem sentia falta ou gente nova curiosa com os hábitos das pessoas “produtivas” de décadas atrás, vale a curiosidade. Ambos são gratuitos e têm o código-fonte aberto.</p>
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		<title>BIGWORDS.PAGE</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2026 13:00:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Este site permite compor uma mensagem gigante, que ocupe a tela toda, direto no navegador, editando apenas a URL. (Tem um editor visual também; mais fácil.) Além de palavras, dá para colocar também QR codes, contadores regressivos, imagens…]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este site permite compor uma mensagem gigante, que ocupe a tela toda, direto no navegador, editando apenas a URL. (Tem um editor visual também; mais fácil.) Além de palavras, dá para colocar também QR codes, contadores regressivos, imagens…</p>
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		<title>Kaijumietz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 13:00:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Neste joguinho, você é um gato gigante com a missão de destruir uma cidade. Qual cidade? Qualquer uma: o jogo usa como base os dados do OpenStreetMap, uma alternativa livre ao Google Maps.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste joguinho, você é um gato gigante com a missão de destruir uma cidade. Qual cidade? Qualquer uma: o jogo usa como base os dados do <a href="https://www.openstreetmap.org/">OpenStreetMap</a>, uma alternativa livre ao Google Maps. (Dica do Ramon <a href="https://orbita.social.br/p/Mp4bpVvzZA/um-gato-gigante-que-destroi-cidades-joguinho-que-utiliza-os-dados-do-openstreetmap-para-voce-brincar">no Órbita</a>.)</p>
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		<title>Você piscou e o Google se deu o direito de usar seu Gmail, Drive e fotos para personalizar anúncios</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 11:46:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Privacidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O Google alterou uma regra importante em seus termos de uso que diz respeito ao uso de conteúdo do usuário guardado no Drive, Fotos e Gmail.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Google alterou uma regra importante em seus termos de uso que diz respeito ao uso de conteúdo do usuário guardado no Drive, Fotos e Gmail. Até 16/10, <a href="https://policies.google.com/privacy/archive/20261012">o documento</a> afirmava:</p>
<blockquote><p>Não mostramos anúncios personalizados com base no seu conteúdo do Drive, Gmail ou Fotos.</p></blockquote>
<p><a href="https://policies.google.com/privacy">Os novos termos</a> estendem esse trecho para adicionar condicionantes:</p>
<blockquote><p>Não mostramos anúncios personalizados com base no seu conteúdo do Drive, Gmail ou Google Fotos, a menos que você escolha disponibilizar dados desses serviços para Serviços do Google que oferecem anúncios personalizados.</p></blockquote>
<p>(Interessante ver <a href="https://policies.google.com/privacy/archive">o histórico/arquivo dos termos de uso</a>. Há muita atividade desde o lançamento do Gemini.)</p>
<p>Não é como se o Google passasse a vasculhar ativamente seus e-mails, fotos e arquivos, mas qualquer compartilhamento com — por exemplo — o Gemini ou o Modo IA da busca coloca o conteúdo à mercê da personalização de anúncios. (O texto é vago, não? Provavelmente de propósito.)</p>
<p>O <cite>Android Authority</cite>, <a href="https://www.androidauthority.com/google-personal-intelligence-privacy-3727111/">primeiro a notar</a> essa concessão nos novos termos de uso, recomenda desvincular aplicativos conectados na sua conta Google, nas <a href="https://myaccount.google.com/data-and-privacy">configurações de privacidade</a>. Confesso que não achei a tela que eles indicam. Talvez porque já estava tudo desativado na minha empoeirada conta Google? Sei lá.</p>
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		<title>A partir de segunda (26), a Milena Giacomini tomará conta das redes…</title>
		<link>https://manualdousuario.net/milena-redes-sociais-manual/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2026 12:31:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir de segunda (26), a Milena Giacomini tomará conta das redes sociais deste Manual.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir de segunda (26), a <a href="https://milenagiacomini.com.br/">Milena Giacomini</a> tomará conta das redes sociais deste <strong>Manual</strong>.</p>
<p>Caso ainda não acompanhe, siga por aqui: <a href="https://bsky.app/profile/manualdousuario.net">Bluesky</a>, <a href="https://www.linkedin.com/company/manualdousuario/">LinkedIn</a> e <a href="https://t.me/manualdousuario">Telegram</a>. (Deixamos o <a href="https://mastodon.social/@manualdousuario">Mastodon</a> de fora porque o fediverso é meio avesso a perfis institucionais.) E, claro, <a href="https://manualdousuario.net/acompanhe/">inscreva-se na newsletter gratuita</a>.</p>
<p>Estou animado para ver o que alguém que manja do assunto é capaz de fazer. Bem-vinda e boa sorte, Milena!</p>
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		<title>Post livre #358</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 15:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Post livre]]></category>
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					<description><![CDATA[Toda semana, o <strong>Manual do Usuário</strong> publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="ctx"><strong>Atualização (26/10, às 19h40):</strong> Post fechado. Sexta-feira tem mais!</p>
<p>Toda semana, o <strong>Manual do Usuário</strong> publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
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		<title>Facebook tenta abocanhar — de graça — o conteúdo dos sites de notícias para treinar IAs</title>
		<link>https://manualdousuario.net/facebook-treinar-ia-conteudo-noticias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[David Gerard]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 12:14:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Meta]]></category>
		<category><![CDATA[Pivot to AI]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir de 30/10, se você for uma empresa, o Facebook poderá raspar o seu site e usar o conteúdo para tudo quanto é coisa, incluindo treinar IAs.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="ctx"><strong>Atualização (14h35):</strong> A Meta adiou a entrada em vigor dos novos termos de uso para 30/11, após a News/Media Alliance publicar <a href="https://www.newsmediaalliance.org/letter-to-meta-demanding-withdrawal-of-new-terms-of-use/">uma carta aberta</a> ao CEO da empresa, Mark Zuckerberg. A informação é da <a href="https://www.fastcompany.com/91628981/meta-quietly-delays-controversial-update-that-critics-say-will-allow-website-scraping"><cite>FastCompany</cite></a>.</p>
<p>O Facebook vem aí com novos termos de serviço para usuários corporativos! A partir de 30/10, se você for uma empresa, o Facebook poderá raspar o seu site e usar o conteúdo para tudo quanto é coisa.</p>
<p>A versão anterior dos termos só dizia que você licenciava o seu conteúdo para que a Meta pudesse exibi-lo nas suas publicações ou anúncios dentro das plataformas dela. Mas agora acrescentaram <a href="https://www.facebook.com/legal/commercial_terms_preview">um parágrafo novo</a> (<a href="https://archive.is/k80Ui">cópia arquivada</a>): se você tem uma conta que a Meta considera comercial, ela pode rastrear o seu site e usar o conteúdo como bem entender:</p>
<p><span id="more-65725"></span></p>
<blockquote><p>acessar, indexar, armazenar em cache, analisar, coletar, recuperar ou rastrear os domínios, páginas da web ou URLs (e qualquer conteúdo disponível por meio deles) associados aos seus produtos ou serviços, ou disponibilizados por meio do uso, por você ou por usuários, dos Produtos e serviços das Empresas da Meta […] a fim de fornecer, desenvolver, aprimorar, pesquisar e manter produtos de publicidade e de negócios.</p></blockquote>
<p>Na primeira versão, a Meta deixou escrito que poderia “treinar” com o seu material. Os veículos de notícias chiaram e ela tirou a palavra “treinar”. A Meta <a href="https://www.theverge.com/tech/1013409/meta-removes-language-that-may-have-allowed-it-to-scrape-news-sites">disse à imprensa</a>:</p>
<blockquote><p>Ouvimos vocês e queremos esclarecer: os termos de rastreamento que consolidamos se aplicavam apenas aos nossos anúncios e produtos de negócios, e deixamos isso claro nos próprios termos. Isso não muda a forma como a Meta utiliza seus rastreadores da web. Como sempre, os proprietários de conteúdo podem usar o robots.txt para indicar suas preferências. Não se trata de fazer scraping em sites de notícias, e essas atualizações não nos dão novos direitos que se sobreponham a essas preferências.</p></blockquote>
<p>Que beleza! Só que a Meta não colocou nos novos termos nada do que disse de bom na nota à imprensa. Continua sendo um parágrafo inteiramente novo, que reivindica novos direitos para a Meta usar o que é seu.</p>
<p>A imprensa especializada em jornalismo <a href="https://www.niemanlab.org/2026/10/legal-experts-warn-metas-new-terms-still-grant-broad-scraping-permissions-despite-language-changes/">consultou advogados</a> a respeito dos novos termos. Eles têm quase certeza de que a redação atualizada não impede a Meta de treinar IAs de graça, nem de fazer scraping:</p>
<blockquote><p>A versão revisada dos novos termos ainda permite que a Meta use esse conteúdo coletado para desenvolver qualquer “produto de negócios”. Isso não parece ser um termo definido e, presumivelmente, a Meta está desenvolvendo produtos de negócios de IA. Acho que “desenvolver” é amplo o bastante para incluir “treinar”.</p></blockquote>
<p>Os veículos não estão nada felizes com a Meta se apropriando de direitos na base do “li e aceito”, sem licença. (Hoje o treinamento de IA com conteúdo jornalístico costuma ser licenciado em troca de dinheiro de verdade.) E não acreditam que a empresa tenha mudado de intenção. A News Media Alliance, dos EUA, <a href="https://www.mercurynews.com/2026/10/16/meta-updates-data-scraping-policy-following-criticism/">disse ao <cite>Mercury News</cite></a>:</p>
<blockquote><p>Pode ser que tenham tirado o treinamento da lista de usos, mas, como ele não foi expressamente excluído, continua sendo uma possibilidade.</p></blockquote>
<p>No Reino Unido, a News Media Association cobra do governo a regulação do comportamento da Meta, <a href="https://newsmediauk.org/blog/2026/10/16/nma-condemns-arrogant-metas-shameless-landgrab-attempt-to-plunder-news-publisher-websites/">em nota à imprensa</a>.</p>
<p>O European Publishers Council <a href="https://www.epceurope.eu/post/european-commission-should-be-extremely-concerned-about-meta-s-dilemma-for-european-publishers-hand">entrou em contato com urgência</a> com a Comissão Europeia:</p>
<blockquote><p>A Meta não pode simplesmente se dar permissão para pegar esse trabalho. Os veículos precisam poder decidir se, e de que forma, o seu jornalismo é usado, e negociar uma remuneração justa. Enterrar reivindicações de tão longo alcance nos termos de uma plataforma não substitui o consentimento.</p></blockquote>
<p>Nem o pagamento aos veículos.</p>
<p class="ctx"><a href="https://pivot-to-ai.com/2026/10/20/facebook-tries-to-grab-all-news-publisher-website-content-for-training-for-free/">Publicado originalmente no <cite>Pivot to AI</cite></a> em 20/10/2026.</p>
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		<title>500 MHz</title>
		<link>https://manualdousuario.net/500-mhz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2026 18:15:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Hardware]]></category>
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					<description><![CDATA[Trabalhar no computador limitando sua CPU a 500 MHz: muito curioso, mas isso ainda faz sentido?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este cara (Zhuk?) limita a frequência da CPU ao mínimo viável para o computador não travar:</p>
<blockquote><p>Doze anos atrás, algum aplicativo, sabe-se lá como, deixava a CPU em 100% por minutos sem nenhum motivo aparente. A ventoinha disparando, o notebook esquentando de forma perceptível, a CPU chegando a 70-80º&nbsp;Celsius. Um pico de calor desses, isolado, não é nada, mas isso acontecia com regularidade e durava bastante tempo. Comecei a me perguntar se aquilo poderia danificar o notebook no futuro. Por que eu cheguei a tal pergunta? Porque gosto que as coisas durem: celular, carro, ferramentas, notebook, o que for. Manter o calor sob controle virou uma preocupação. O calor, e a bateria também: acho que ela se desgasta mais rápido se a máquina inteira fica assando a 40–60º&nbsp;C por longos períodos.</p></blockquote>
<p>Ele diz que as coisas funcionam, ainda que um pouco mais lentas, em especial ao abrir um aplicativo (“cold start”).</p>
<p>Por curiosidade, quis saber em que temperatura o meu computador, um MacBook Air (M1) de 2020, opera. Esse chip tem quatro núcleos de eficiência (mais lentos) e quatro de desempenho, com frequências que variam de 600&nbsp;MHz a 2,06 e 3,2&nbsp;GHz, respectivamente.</p>
<p>Instalei um aplicativo no terminal chamado <a href="https://github.com/vladkens/macmon">macmon</a> para ter esse dado. Imaginava que ele devolveria uma temperatura baixa, dado que o computador sequer tem ventoinha, e de fato: enquanto escrevia este post no Editor de Texto, a temperatura estava em 35º&nbsp;Celsius.</p>
<p>Exigi mais dos recursos redimensionando uma imagem gigante no Pixelmator&nbsp;Pro. A temperatura subiu para 51º&nbsp;C e, logo em seguida, caiu para 40º&nbsp;C.</p>
<p>No servidor doméstico, com um chip Intel N100 (frequência base de 800-1.000&nbsp;MHz, e 3,4&nbsp;GHz de máxima), rodando Debian&nbsp;12 “headless” e uns dez contêineres Docker, a temperatura (via <a href="https://github.com/lm-sensors/lm-sensors">lm-sensors</a>) quando ocioso fica em torno de 46º&nbsp;C.</p>
<p>A essa altura, acho que tudo isso vale mais como curiosidade. Não deixa de ser uma legal.</p>
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		<item>
		<title>Suas playlists são suas: O custo de sair do Spotify</title>
		<link>https://manualdousuario.net/publi-paradify/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2026 17:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Patrocínios]]></category>
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					<description><![CDATA[Anos acumulando músicas em uma plataforma criam um acervo difícil de abandonar. Cada lista reúne escolhas minuciosas, ordem planejada e horas de escuta que definem nossa identidade musical. Quando você decide mudar de serviço, a promessa da portabilidade de dados parece resolver a transição. Na prática, o processo revela limites técnicos e legais que pegam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Anos acumulando músicas em uma plataforma criam um acervo difícil de abandonar. Cada lista reúne escolhas minuciosas, ordem planejada e horas de escuta que definem nossa identidade musical.</p>
<p>Quando você decide mudar de serviço, a promessa da <a href="https://manualdousuario.net/open-banking-brasil/">portabilidade de dados</a> parece resolver a transição. Na prática, o processo revela limites técnicos e legais que pegam muitos usuários de surpresa.</p>
<p><span id="more-65715"></span>O download fornecido pelo Spotify entrega apenas arquivos de texto estruturados com registros da conta. Você não recebe arquivos de áudio prontos para tocar em outro catálogo.</p>
<h2>O que a portabilidade de dados garante — e o que o Spotify oferece?</h2>
<h3>O que prevê o direito à portabilidade na LGPD?</h3>
<p>O <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm">artigo 18, inciso V, da LGPD</a> estabelece o direito de solicitar a portabilidade dos dados pessoais a outro fornecedor de serviço. Essa regra exige pedido expresso do titular e depende da regulamentação da autoridade competente.</p>
<p>A lei protege dados pessoais e salvaguarda segredos comerciais e industriais. Ela não obriga uma empresa a conceder acesso livre ao catálogo musical de outra nem a fornecer arquivos de áudio.</p>
<p>Na União Europeia, o GDPR adota um princípio semelhante. O titular ganha controle sobre seus dados cadastrais e de uso, mas o enquadramento de uma seleção musical depende das regras de cada jurisdição.</p>
<h3>O que vem no download de dados do Spotify?</h3>
<p>O Spotify entrega as informações solicitadas em <a href="https://support.spotify.com/br-pt/article/understanding-your-data/">arquivos no formato JSON</a>. Esse formato estruturado organiza registros de conta, histórico e títulos de listas em texto puro legível por programas.</p>
<p>Eu recomendo baixar esse pacote e guardá-lo como registro de segurança pessoal. Ainda assim, um arquivo JSON não é uma lista de reprodução pronta para execução em outro aplicativo.</p>
<p>Os arquivos registram metadados, não as gravações de áudio ou licenças de reprodução comercial. Para usar essas listas em outra plataforma, cada faixa precisa ser localizada de forma independente na nova biblioteca.</p>
<h2>O que de uma playlist pode ser levado para outro serviço?</h2>
<h3>Ordem, nomes e outros detalhes podem ser preservados?</h3>
<p>A migração consegue recriar os elementos básicos da lista quando o serviço receptor encontra faixas equivalentes. O nome da playlist e a ordem original das músicas costumam ser transferidos com sucesso.</p>
<p>Descrições longas, capas personalizadas e dados de listas colaborativas nem sempre sobrevivem ao processo. Cada serviço exibe esses campos de forma diferente ou simplesmente descarta detalhes específicos.</p>
<p>Eu sempre reviso o resultado lista por lista após qualquer exportação. Uma transferência pode manter o título intacto e, ainda assim, omitir faixas que não encontrou na base de destino.</p>
<h3>Diferenças de catálogo e correspondência de gravações</h3>
<p>Nenhum serviço de streaming tem o mesmo acervo que o concorrente. Acordos de distribuição regional e licenças comerciais variam constantemente entre empresas e países.</p>
<p>Uma música disponível no Brasil em uma plataforma pode não existir na outra. Faixas também saem de circulação, mudam de gravadora ou acabam substituídas por outras edições ao longo do tempo.</p>
<p>Buscar apenas por título e artista também não garante a mesma gravação. O sistema de busca pode selecionar um remix, uma versão ao vivo ou uma regravação no lugar do registro original de estúdio.</p>
<p>O <a href="https://www4.ecad.org.br/noticias/pro-musica-brasil-e-gestao-coletiva-divulgam-orientacoes-para-a-emissao-do-isrc-no-pais/">código ISRC</a>, quando exposto nos metadados de ambas as partes, identifica a gravação exata com segurança. Como nem todas as ferramentas leem esse identificador, conferir álbuns e durações manualmente continua necessário.</p>
<h2>Como funcionam as ferramentas de transferência de playlists?</h2>
<p>Ferramentas de migração, como o <a href="https://paradify.com/">Paradify</a>, atuam como intermediárias entre dois catálogos fechados. Elas leem os itens da lista de origem via conexão de dados e pesquisam equivalentes no acervo do destino.</p>
<p>Quando o código ISRC não está disponível, os algoritmos combinam nome da música, artista e álbum. Em casos ambíguos, a ferramenta recorre à duração aproximada para desempatar faixas parecidas.</p>
<p>Falhas de leitura acontecem com frequência em títulos traduzidos, faixas bônus ou obras clássicas. Por isso, eu analiso o relatório de itens não encontrados antes de encerrar o processo.</p>
<h3>O que verificar antes de conceder acesso a uma conta?</h3>
<p>Conectar ferramentas externas exige autorização expressa para acessar sua conta. Verifique sempre se o aplicativo usa telas oficiais de autenticação, sem exigir sua senha diretamente.</p>
<p>Analise a política de privacidade para entender que informações a empresa coleta e armazena. Conceda apenas permissões estritamente necessárias, como leitura de biblioteca e criação de listas.</p>
<p>Depois de concluir a transferência, acesse as configurações da conta e revogue as permissões concedidas. Deixar acessos abertos por tempo indeterminado cria riscos de privacidade desnecessários.</p>
<h2>Como manter uma cópia das playlists antes de trocar de serviço?</h2>
<p>Criar uma cópia de segurança antes de cancelar uma assinatura evita retrabalho. Eu mantenho o download oficial da plataforma acompanhado de uma versão legível, como uma planilha detalhada.</p>
<p>Para cada lista, anote o nome, a descrição e a sequência exata das músicas. Registre o título da faixa, o artista principal, o álbum e o ano de lançamento.</p>
<p>Se tiver acesso a identificadores específicos ou códigos ISRC, inclua essas informações na mesma planilha. Arquivos de texto e tabelas continuam legíveis mesmo se os serviços fecharem ou mudarem de formato.</p>
<p>Após exportar, compare o número total de itens contra a lista original no aplicativo. Em listas com centenas de faixas, perdas no meio da exportação passam despercebidas com facilidade.</p>
<p>Guarde esses arquivos em um local sob seu controle direto, como um <a href="https://manualdousuario.net/backup-sincronia-nuvem-software-livre/">backup local ou nuvem pessoal</a>. Se você atualizar uma playlist com frequência, renove a cópia e registre a data da versão.</p>
<h2>Uma cópia das playlists reduz o custo de mudar de serviço</h2>
<p>A maior barreira para trocar de streaming é o trabalho acumulado de curadoria. Plataformas constroem <a href="https://manualdousuario.net/substack-botao-seguir/">ecossistemas fechados</a> justamente para aumentar o esforço de saída do usuário.</p>
<p>Manter seus próprios registros reduz essa dependência e devolve a liberdade de escolha. Você não fica preso a um provedor apenas pelo receio de perder o histórico construído ao longo dos anos.</p>
<p>A migração nunca será perfeita, porque catálogos e metadados têm discrepâncias reais. Ter um inventário organizado, no entanto, reduz o tempo de transição a poucas checagens pontuais.</p>
<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>A LGPD obriga o Spotify a transferir playlists diretamente para outro serviço?</h3>
<p>Não. A LGPD assegura a portabilidade de dados pessoais, mas não obriga a plataforma a transferir músicas para concorrentes ou fornecer arquivos de áudio.</p>
<h3>O arquivo JSON baixado da conta pode ser importado em outro aplicativo?</h3>
<p>Não diretamente. Arquivos JSON reúnem apenas texto e dados estruturados, exigindo ferramentas intermediárias para localizar as faixas correspondentes no outro catálogo.</p>
<h3>É possível migrar uma playlist preservando a ordem das faixas?</h3>
<p>Sim, desde que a ferramenta reconheça a sequência e encontre todas as músicas no destino. Se faixas ficarem de fora por falta de catálogo, a contagem e as posições mudam.</p>
<h3>O que fazer quando músicas não são encontradas na transferência?</h3>
<p>Verifique o relatório de pendências da ferramenta e busque as faixas manualmente no novo serviço. Diferenças de licenciamento, grafia ou edições regionais costumam explicar a ausência.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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	</item>
		<item>
		<title>SHRTCTS</title>
		<link>https://manualdousuario.net/shrtcts/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 13:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Links legais]]></category>
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					<description><![CDATA[Um teclado interativo que te ajuda a memorizar teclas de atalho de vários aplicativos populares. O estúdio que criou este site fiz que “é mais rápido que memorizar uma lista e ‘gruda’ mais do que pesquisar o mesmo atalho no Google pela décima vez”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um teclado interativo que te ajuda a memorizar teclas de atalho de vários aplicativos populares. (Gosto muito de atalhos no teclado!) O estúdio que criou este site fiz que “é mais rápido que memorizar uma lista e ‘gruda’ mais do que pesquisar o mesmo atalho no Google pela décima vez”.</p>
]]></content:encoded>
					
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	</item>
		<item>
		<title>“Vibe codando” este Manual do Usuário</title>
		<link>https://manualdousuario.net/vibe-coding-funciona-dilemas/</link>
					<comments>https://manualdousuario.net/vibe-coding-funciona-dilemas/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 14:12:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Textões]]></category>
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					<description><![CDATA[Usei uma IA generativa para corrigir erros no blog, fazer ajustes há muito adiados e até “vibe codar” um plugin para o ClassicPress. Estou numa “empolgação contida” com a tecnologia, que talvez seja mesmo o futuro (ou o presente?) da programação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uns dois anos atrás, curioso com o bafafá em torno da IA generativa para programar, pedi ao Claude para corrigir erros e otimizar o tema que uso neste <strong>Manual</strong>.</p>
<p>Ele ficou um bom tempo mexendo nos arquivos do tema. As alterações anunciadas faziam sentido. E quanta coisa errada havia caído pelas frestas! Estou no futuro. Super empolgado, coloquei o tema modificado para rodar e… a atualização causou um erro fatal e derrubou o site. Reverti todas as alterações e segui com a minha vida.</p>
<p>Infelizmente não guardei aquela cópia modificada pela IA nem o pull request no repositório do tema. Você terá que confiar na minha palavra.</p>
<p>Corta para 2026.</p>
<p><span id="more-65701"></span>Novamente curioso, desta vez com os relatos de que na virada de 2025 para 2026 o Claude “ficou bom de verdade”, pedi a ele para encontrar erros e correções pendentes no tema — o mesmo de dois anos atrás, apenas com as várias atualizações manuais feitas por gente de carne e osso, quase todas minhas.</p>
<p>O Claude, com o “cérebro” Opus 5.5, retornou outra lista enorme de sugestões — algumas me deixaram meio constrangido, do tipo “como deixei isto passar?”. Respondi: “Ok, implemente”. Atualizei a versão do tema para a 5.0, porque adoto o <a href="https://pridever.org/">versionamento por orgulho</a>, e subi em produção. Desta vez, o site não caiu — o que já foi um grande avanço. Mais que isso, o tema atualizado funcionou muito bem. Uns poucos erros no console do navegador sumiram e o consumo de recursos do servidor diminuiu. (Tudo bem que o site não consumia nada, mas… né.) Tudo lindo. Fiquei impressionado.</p>
<p>***</p>
<p>Daria para continuar sem essas correções e melhorias? Claro que sim. Afinal, o <strong>Manual</strong> passou quase 13&nbsp;anos com código escrito à mão por um não-programador. É melhor com o tema corrigido? Sim, óbvio. Vale a pena usar a IA para esse fim? Não sei, mas tendo ao “sim”.</p>
<p>Não são poucos os argumentos contrários à IA generativa, muitos deles (todos?) já levantados neste mesmo blog. E, no sentido contrário, aqui também já deixei pistas do meu ~amolecimento diante dessa tecnologia à luz das evidências, em textos como <a href="https://manualdousuario.net/ia-pode-ser-boa/">“Neste texto eu falo bem da IA”</a> (março de 2026), <a href="https://manualdousuario.net/escrever-ia-chatgpt/">Tudo bem se você usa o ChatGPT para escrever</a> (abril de 2025) e <a href="https://manualdousuario.net/vibe-coding/">um sobre “vibe coding”</a> (março de 2025).</p>
<p>Ainda assim, creio que a ocasião suscita revisitar alguns aspectos polêmicos da IA generativa.</p>
<p>Tratemos da propriedade intelectual. No nível elementar, sou contrário à lógica dos direitos de autoria — os mesmos que as empresas de IA atropelam sem cerimônia. O que não significa que esteja do lado da Anthropic, OpenAI, Google e companhia. Essa é uma falsa escolha, <a href="https://baixacultura.org/2026/07/13/desnaturalizar-a-ia-os-comuns-digitais-como-materia-prima-de-um-novo-cercamento/">nas palavras de Leonardo Foletto</a>. Para ele, “o copyright deixou de ser o inimigo principal e, exatamente por isso, também deixou de ser a solução”.</p>
<p>Um pouco antes, Foletto argumenta que:</p>
<blockquote><p>O que precisa ser freado não é o acesso ao conhecimento, mas a extração sem reciprocidade, a apropriação que não devolve nada ao ecossistema que a torna possível. São coisas distintas, e confundi-las é cair numa armadilha. A questão não é apenas técnica (como impedir a raspagem), é também política e econômica: como garantir que a produção de comuns continue sendo possível, sustentável e plural.</p></blockquote>
<p>Outro aspecto desse debate é no toque humano existente em códigos de programação. É uma arte? Ou, como o WordPress ainda estampa no rodapé de seu site, “código é poesia”?</p>
<p>Se for, é uma arte perdida. Abra o seu celular, ligue seu notebook. De sites a aplicativos, passando pelo próprio sistema operacional, é difícil encontrar um site ou software que não seja um lixo, mesmo antes do “vibe coding”. Lentos, inchados, instáveis. Talvez alcancemos melhores resultados se deixarmos a IA programar, afinal.</p>
<p>O meu trabalho aqui não é escrever o código do site. Nunca foi. Sempre me apoiei em código alheio, beneficiado pelas maravilhas do software livre. O pouco que me cabe (desenhar o leiaute) é menos uma atividade mecânica (programar) e mais uma série de decisões (como o blog deve ser apresentado e funcionar?). O código é o caminho para a tomada de decisões; não raro, era um entrave intransponível para decidir qualquer coisa.</p>
<p>Esse Claude contemporâneo me livra do gargalo do código. E não substitui um profissional de programação — um que nunca contratei e nem poderia, com o faturamento pífio do projeto. Passado esse primeiro momento, espero que ele me livre das pequenas obsessões com o leiaute do blog e libere “espaço mental” para escrever ou, sei lá, fazer qualquer coisa diferente de olhar para uma tela.</p>
<p>Outro exemplo. O espaço para comentários nativo do WordPress/ClassicPress nunca foi prioridade para seus mantenedores. Existe, funciona, mas é a mesma coisa há mais de uma década. Ao longo dos anos, vez ou outra varria o diretório de plugins em busca de novas opções para enriquecer esse espaço que nos é tão caro aqui. Nunca saí dessa busca com algo usável e que atendesse aos meus padrões.</p>
<p>No último fim de semana “vibe codei” o plugin Upvotes Comments, específico para o ClassicPress e exatamente do jeito que eu queria: <a href="https://manualdousuario.net/sistema-votacao-comentarios/">com “upvotes” e ordens de visualização dinâmicas</a>. Troquei poucas palavras com o Claude. Pedi o plugin em detalhes, depois alguns ajustes na apresentação e na compatibilidade com o sistema de cache. E… só. Funcionou. Muito bem, aliás. É eficiente, otimizado, feito sob medida, mas possível de ser compartilhado com mais gente que queira essas mesmas funcionalidades em seus blogs. Tem como não gostar disso?</p>
<p>***</p>
<p>As breves aventuras recentes (e bem-sucedidas!) não me transformaram em um entusiasta da tecnologia. Ainda, talvez? Refletindo a respeito, acho que estou numa fase de “empolgação contida”.</p>
<p>É realmente empolgante conseguir implementar coisas que sempre quis, mas que a preguiça e/ou ignorância me impediam. Ou que eram triviais demais para gastar o meu tempo. Por exemplo, arrumar o cabeçalho das páginas de assuntos, como <a href="https://manualdousuario.net/assunto/links-legais/">a dos links legais</a>. Duvido que muito mais gente além de mim acesse essas páginas, mas elas existem — e, agora, ficaram mais apresentáveis. Outra: padronizar os diversos botões e elementos de formulários espalhados pelo site.</p>
<p>Entende o que quero dizer?</p>
<p>O grande elefante na sala, ou o único estrago indefensável do uso da IA generativa, é o impacto ambiental. Ele não sai da minha cabeça, o que me leva a usos mais comedidos. (A refatoração do tema do <strong>Manual</strong> é o maior projeto que já empreendi com uma IA.)</p>
<p>Ao contrário de outras tecnologias digitais, a inteligência artificial generativa não tem seus custos (financeiro e ambiental) reduzidos à medida que mais gente passa a usá-la. É o contrário: o aumento da base de usuário, a intensificação das cargas de trabalho e o aperfeiçoamento dos grandes modelos de linguagem (LLMs) só aumentam o consumo de recursos naturais, a poluição.</p>
<p>Tal característica atípica desemboca em centros de dados gigantescos, no consumo volumoso de água, nos aumentos na conta de luz, em lobbies do retrocesso com a promessa vaga de que dias melhores virão, coisa que custo a acreditar. Digo, poderemos até ter dias melhores no futuro, mas — com sorte — não será por causa da IA, mas sim apesar dela. As pessoas à frente dessa “revolução” são clinicamente insanas ou cruéis. Talvez ambas.</p>
<p>***</p>
<p>Após os ajustes no tema, por curiosidade gastei mais uma garrafa d&#8217;água e pedi ao Claude, no mesmo projeto, para imaginar um leiaute “moderno”. O prompt foi este:</p>
<blockquote><p>Sem se distanciar muito da atual identidade visual, sugira mudanças e melhorias para tornar o tema/blog mais fácil de entender e agradável a leitores humanos. Liste a sugestão com screenshots.</p></blockquote>
<p><a href="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/10/Capa-desktop-tema-claro@2x.png">Este foi o resultado</a> (alerta de imagem pesada).</p>
<p>Os cracudos de IA do Vale do Silício vivem dizendo que nesta nova era, “bom gosto” é a única coisa que importa. Por isso fiquei feliz com o que o Claude produziu: algo insosso, genérico, sem alma; algo de mau gosto.</p>
<p>Até agora, “IA de bom gosto” é uma contradição em termos. O que explica o sucesso da tecnologia na programação, a parte que quase ninguém vê em um software ou site.</p>
<p>***</p>
<p>Estou ciente de que o tema é polêmico e desperta reações apaixonadas. Este relato é um exercício da conhecida transparência com que toco o <strong>Manual</strong> e um convite para refletir o dilema da IA generativa com parcimônia. Respiremos fundo, todos ao mesmo tempo, antes de redigir um comentário. E comente! Estou curiosíssimo com as reações à minha confissão. </p>
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