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	<title>Manual do Usuário</title>
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	<description>Comentários de tecnologia por Rodrigo Ghedin</description>
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	<title>Manual do Usuário</title>
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		<title>Links legais da semana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 16:58:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Links legais]]></category>
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					<description><![CDATA[Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Nesta lista, destaque para o blog escrito à mão — de verdade!]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="ctx">Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? <a href="https://manualdousuario.net/assunto/links-legais/">Acesse o arquivo</a>.</p>
<p><a href="https://handwritten.danieljanus.pl">handwritten.blog</a>. Um blog escrito à mão. Literalmente. O cara escreve em um tablet com tela e-ink, depois faz todo um trabalho de adaptação e publica. O contra é que no celular fica tudo pequeno, mal dá para ler.</p>
<p><a href="https://neal.fun/wiki-spy/">Wiki Spy</a>. Navegue por imagens da Wikipedia. Clique em uma, e o site retorna outras similares. Mais um do nosso amigo Neal.</p>
<p><a href="https://janjakes.github.io/wordpress-museum/">WordPress Museum</a>. Um ambiente tridimensional com toda a história e um monte de curiosidades do WordPress. <a href="https://www.painelwp.com.br/newsletter-wordpress-edicao-365/">Dica do Daniel</a>.</p>
<p><a href="https://www.nandomp4.com/letras">Gerador de Letras Recortadas</a>. Este site gera frases com letras recortadas de revistas. Era o que sequestradores usavam quando existiam revistas de papel. Dica do Gustavo.</p>
<p><a href="https://distrofighter.com">Distro Fighter</a>. Um jeito… ahn… original de escolher uma distribuição Linux. Dica do Renan.</p>
<p><a href="https://dirtylittlezine.com">Dirty Little Zine</a>. Quer criar um zine? Este site facilita um bocado o trabalho.</p>
<p><a href="https://noelcody.itch.io/moss-moss"><cite>Moss Moss</cite></a>. Joguinho de plataforma para o PICO-8 (que também funciona na web) em que seu objetivo é se esfregar em todas as superfícies do cenário. Parece obsceno, mas é bem de boa, divertido e bonito.</p>
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		<title>Aplicativos no iPhone de lojas alternativas à App Store: Análise empírica e algumas reflexões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 13:19:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Aplicativos]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[iOS]]></category>
		<category><![CDATA[Textões]]></category>
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					<description><![CDATA[A Apple abriu o iOS no Brasil para lojas de aplicativos alternativas/de terceiros, acabando com o monopólio da sua App Store no país. Fui dar uma olhada em como isso funciona na prática.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Regulação é uma maravilha e quem acha que não está maluco. Na última quinta (18), a Apple <a href="https://www.apple.com/br/newsroom/2026/06/apple-announces-changes-to-ios-in-brazil/">abriu o iOS no Brasil para lojas de aplicativos alternativas (ou de terceiros)</a>, acabando com o monopólio da sua App Store no país.</p>
<p>Bondade da Apple? Não. Foi pressão institucional que resultou em um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). O Brasil junta-se à União Europeia e ao Japão no restrito grupo de países onde lojas alternativas são permitidas no sistema do iPhone.</p>
<p>Não entrarei em detalhes técnicos nem financeiros do arranjo oferecido pela Apple — que prevê a cobrança de taxas mesmo de apps distribuídos por fora da App Store, o que a princípio me soa contraditório ao “espírito da lei”. Em vez disso, quero focar na experiência em si e no que se pode obter fora do jardim murado da Apple.</p>
<p><span id="more-64370"></span>***</p>
<p>O processo para adicionar lojas alternativas no iOS é um pouco complicado. Inicia-se no site delas. Por ora, apenas uma está disponível no Brasil, a AltStore&nbsp;PAL.</p>
<div class="carrossel">
	<img decoding="async" fetchpriority="high" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/instalar-altstore-pal-ios-brasil-1.png" alt="Alerta do iOS no site da AltStore&nbsp;PAL." width="320" height="569" class="size-full wp-image-64375"><br>
	<img decoding="async" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/instalar-altstore-pal-ios-brasil-2.png" alt="Nova opção aparece nos Ajustes" width="320" height="569" class="size-full wp-image-64374"><br>
	<img decoding="async" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/instalar-altstore-pal-ios-brasil-3.png" alt="Tela de configurações de lojas alternativas no iOS." width="320" height="569" class="size-full wp-image-64373"><br>
	<img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/instalar-altstore-pal-ios-brasil-4.png" alt="Último alerta para a instalação de loja alternativa no iOS." width="320" height="569" class="size-full wp-image-64372">
</div>
<p>Ao clicar no botão para adicionar a loja, o iOS exibe um alerta de que é necessário permitir a instalação da mesma. Clique no botão <samp>Ajustes</samp> para ser levado às configurações. Lá, permita a instalação da loja ou, se preferir, selecione a opção <samp>Permitir Sempre</samp>, que faz o que o rótulo diz.</p>
<p>Nessa mesma tela, que pode ser acessada em <samp>Ajustes</samp>, <samp>Apps</samp>, <samp>Instalação de Apps</samp>, há outras configurações relacionadas ao gerenciamento e comportamento das lojas de terceiros.</p>
<p>Ao voltar ao site da loja (AltStore&nbsp;PAL, nesse exemplo), uma mensagem em tela cheia do iOS perguntará se você quer mesmo instalar a loja de aplicativos. Clique em <samp>Permitir</samp>, autentique-se com Face/Touch ID e pronto, a nova loja já está disponível.</p>
<p>***</p>
<p>A grande vantagem das lojas alternativas é poder rodar aplicativos que a Apple proíbe na App Store. (Obviamente, essa não é a única razão de existir dessas lojas. Há outros motivos para quererem distância da Apple.)</p>
<p>A AltStore&nbsp;PAL surgiu para distribuir um desses “proibidos”: o Delta, um emulador de video games antigos.</p>
<p>Mais uma vez provando que a concorrência nos beneficia, tão logo a Apple abriu o iOS para lojas de terceiros na União Europeia, a empresa mudou as regras da sua App Store para permitir aplicativos de emulação de outros sistemas, liberando a distribuição do Delta. Presume-se que tal mudança, naquele momento, foi uma jogada da Apple para evitar que os usuários descobrissem as lojas alternativas.</p>
<p>O Delta é apenas um dos aplicativos da AltStore&nbsp;PAL. Por padrão, no momento em que escrevo isto, estão disponíveis também:</p>
<ul>
<li>Clip, um gerenciador da área de transferência.</li>
<li>Delta Camera, que permite usar a antiga Game Boy Camera no iPhone.</li>
<li>CSAM Store Checker, que analisa se uma loja de aplicativos distribui material de abuso sexual infantil. (É uma óbvia cutucada na Apple, que permite apps como o X, notório roteador de imagens de abuso sexual.)</li>
</ul>
<p>O mais legal, porém, é a possibilidade de conectar “fontes” à AltStore&nbsp;PAL. É mais ou menos a lógica dos repositórios de gerenciadores de pacotes Linux, como o apt, e da F-Droid, uma loja de aplicativos FOSS para Android.</p>
<p>Algumas fontes são listadas em <a href="https://explore.alt.store/@altstore">um site à parte da AltStore</a> (que é <a href="https://manualdousuario.net/altstore-pal-mastodon-brasil/">um servidor do Mastodon</a>), e é ali que as diferenças para a App Store se tornam mais evidentes.</p>
<p>Quer baixar arquivos por torrent no iOS? Tem aplicativos para isso. Quer o Stremio completo? Tem também. (A versão da App Store é bastante limitada.) Pornografia? Pela primeira vez, é possível baixar apps do tipo no iOS sem depender do desbloqueio do sistema. <cite>Fortnite</cite>? Idem. (A Epic Games, dona do jogo, também tem <a href="https://store.epicgames.com/mobile/ios?lang=pt-BR">uma loja própria para iOS</a> que será disponibilizada em breve no Brasil.)</p>
<p>Não são aplicativos que têm apelo a todos, mas que finalmente estão disponíveis para quem quiser.</p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/customize-search-engine-icone.png" alt="Ícone do aplicativo Customize Search Engine." width="192" height="192" class="alignright size-full wp-image-64371">Eu rodei por todas as fontes listadas pela AltStore e encontrei apenas um aplicativo que quis instalar no ato: o <a href="https://cizzuk.net/projects/cse/">Customize Search Engine</a>, do desenvolvedor japonês Cizzuk. (Curiosamente, um app que <a href="https://apps.apple.com/br/app/customize-search-engine/id6445840140">também está disponível na App Store</a>. Pode acontecer!)</p>
<p>Ele permite definir qualquer buscador como padrão no Safari. Finalmente pude colocar <a href="https://busca.pcdomanual.com">o nosso SearXNG</a> como padrão! E ainda tem atalhos para outros buscadores, num esquema parecido com os !bangs do DuckDuckGo.</p>
<p>A AltStore&nbsp;PAL em si, a loja propriamente dita, não diverge muito da App Store ou de qualquer outra loja de aplicativos para celulares. Ainda não inventaram uma maneira melhor de exibir aplicativos instaláveis, então usa-se o que já é conhecido e sabido que funciona.</p>
<p>***</p>
<p>Há riscos? Sim, claro. A variedade de lojas implica em variedade de termos de uso, critérios de elegibilidade para aplicativos e outras variáveis que podem não estar alinhadas às que alguém acostumado à App Store espera. A expansão de meios de pagamento para além do da própria Apple também pode ser explorada por atores maliciosos, além de aumentar a complexidade no gerenciamento de compras e assinaturas.</p>
<p>Por outro lado, não é como se a App Store fosse um paraíso livre de fraudes e sem falhas em seu histórico. E, de qualquer modo, as lojas alternativas são opcionais e desativadas por padrão.</p>
<p>Esse último detalhe não impede alguém determinado de instalar eventuais aplicativos suspeitos no próprio celular. É assim que aplicativos adulterados, de bets irregulares e outros tipos de golpes são instalados: com orientações claras dos golpistas, acompanhamento em tempo real e um senso de urgência que leva a vítima a ignorar eventuais alertas do sistema.</p>
<p>O Google, que sempre permitiu lojas de terceiros e até a instalação direta de aplicativos no Android, propôs o bloqueio da instalação de apps não identificados por métodos alternativos. Ele começa a valer em alguns países — Brasil entre eles — em setembro deste ano.</p>
<p>Apesar das <a href="https://manualdousuario.net/google-android-verificacao-desenvolvedores/">críticas</a>, o <a href="https://android-developers.googleblog.com/2026/03/android-developer-verification.html">procedimento para remover o bloqueio</a> proposto pelo Google me pareceu bastante razoável. Ele leva 24 horas para ser realizado e ataca os principais artifícios empregados por golpistas para ludibriar as vítimas: a assistência do golpista em tempo real (por ligação ou compartilhamento de tela) e a urgência. Precisa ser feito apenas uma vez e dá a opção de liberação ser temporária (7&nbsp;dias) ou permanente.</p>
<p>Muitos comparam os celulares a computadores, que sempre foram abertos à instalação de aplicativos de qualquer fonte, para cobrar a Apple e o Google por uma maior abertura do iOS e Android. É preciso considerar, porém, que os celulares são mais populares do que o computador jamais foi e que a amplitude de perfis que usam celular é muito maior — do hacker experiente a senhorzinhos e senhorinhas que tiveram seu primeiro e único contato com a internet pelo dispositivo. Diante de um novo cenário de risco, faz-se necessário buscar por novas soluções.</p>
<p>Apesar disso, é vantagem termos mais lojas disponíveis, com meios de pagamento externos aos da Apple e do Google. Esse avanço ajuda a reequilibrar, ainda que pouco, a queda de braço entre a agência das pessoas sobre seus próprios dispositivos e o poder exagerado que as empresas resguardam para si.</p>
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		<title>Uma contradição no relato do meu quase atropelamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 14:43:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Acessórios]]></category>
		<category><![CDATA[Som]]></category>
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					<description><![CDATA[Alguém no Tildes apontou uma contradição no final do relato do meu quase atropelamento. Ele tinha razão. Enquanto refletia, vi uma contradição ainda maior vinda da Apple. Difícil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém no Tildes <a href="https://tildes.net/~life/1uqm/i_almost_got_hit_by_a_car#comment-i3ic">apontou uma contradição</a> no final do <a href="https://manualdousuario.net/quase-fui-atropelado/">relato do meu quase atropelamento</a>, onde digo que, desde o incidente, passei a usar o Loop Engage que reduz 16&nbsp;dB, o que é bem menos que o cancelamento de ruído dos AirPods&nbsp;Pro&nbsp;2, estimado em 27&nbsp;dB.</p>
<p>“A redução de 11&nbsp;dB é muito maior do que os números por si só aparentam”, escrevi. Nesse caso, os 16&nbsp;dB que o Loop Engage reduz seriam, também, uma redução significativa.</p>
<p>Ele tem razão. Se o objetivo da minha mudança de comportamento é manter a atenção máxima ao meu entorno, qualquer redução na audição joga contra esse intuito.</p>
<p>Desde quinta passada (18), quando li esse comentário, passei a experimentar a rua no seu volume normal. Sem Loop Engage, sem fones, nada: com ouvidos “nus”.</p>
<p>Como era de se esperar, após uns dois anos ininterruptos andando na rua com algo nos ouvidos atenuando o barulho, foi estranho. Por outro lado, o incômodo foi menor do que eu esperava. Talvez a minha tolerância tenha aumentado nesse intervalo?</p>
<p>Alguém me sugeriu usar o “modo Adaptativo” dos AirPods. Desde 2023, alguns modelos contam com esse recurso, uma espécie de união dos outros dois originais. <a href="https://support.apple.com/pt-br/104979#anc">Segundo a Apple</a>,</p>
<blockquote><p>O modo Adaptativo combina o Cancelamento Ativo de Ruído e o modo Ambiente para controlar o nível de ruído que você ouve nos fones de ouvido com base nas mudanças nas condições de ruído no ambiente. Você pode personalizar o Áudio Adaptativo para permitir mais ou menos ruído.</p></blockquote>
<p>Sempre usei esses fones no “8 ou 80”, ou seja, com cancelamento de ruído ou no modo ambiente. Vivendo e aprendendo.</p>
<p>De qualquer forma, o modo adaptativo não resolve o problema de imagem. Continuaria sendo uma pessoa que parece distraída por seus fones de ouvido.</p>
<p>Esse problema de imagem se intensificou na sexta (19). No intervalo da partida entre Brasil e Haiti, pela Copa do Mundo, surpreendi-me ao ver na TV o jogador Vinícius Jr. bailando, todo pleno, em uma cidade barulhenta, porém isolado do caos sonoro graças aos seus AirPods&nbsp;Pro™&nbsp;3 com “o melhor cancelamento ativo de ruído do mundo em fones intra-auriculares”, em um comercial da Apple. Aí fica difícil.</p>
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		<title>Estes homens bregas com óculos ridículos querem que você também os use</title>
		<link>https://manualdousuario.net/oculos-inteligentes-brega/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 13:26:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
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		<category><![CDATA[Textões]]></category>
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					<description><![CDATA[Os CEOs do Vale acreditam que a melhor maneira de mitigar a compulsão por telas a 20 cm do rosto é colocar telas a 20 mm dos olhos em óculos “inteligentes” ridículos. Veja com seus olhos como eles próprios ficam usando suas criações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Meta, mesma empresa que afirmou em 2021 que hoje você estaria vivendo no “metaverso”, vendeu alguns poucos milhões de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=EaJSPeJmqis">óculos com câmeras para pervertidos</a> e, de repente, o novo futuro vislumbrado pela mente doentia de Mark Zuckerberg é da gente usando óculos com câmeras e “inteligência artificial”.</p>
<p>Sim, os CEOs do Vale acreditam que a melhor maneira de mitigar a compulsão por telas a 20&nbsp;cm do rosto é colocar telas a 20&nbsp;mm dos olhos.</p>
<p><span id="more-64308"></span>Como o Vale do Silício é o equivalente digital de uma cidadezinha do interior, as “modinhas” se espalham rápido. Ninguém quer ficar para trás. A diferença é que, lá, qualquer “modinha” significa a incineração de bilhões de dólares e ameaças à humanidade de futuros caricatos da literatura que cinco ou seis caras sem imaginação leram na infância, interpretaram errado e até hoje não se deram ao trabalho de revisitá-los.</p>
<p>Muitas dessas ideias erradas esbarram na cultura. Mesmo que os desafios técnicos sejam superados com o trabalho dos melhores engenheiros vivos, a parte difícil é convencer pessoas normais a passarem horas, todos os dias, com um capacete de realidade virtual acoplado aos olhos, por exemplo.</p>
<p>Por algum motivo, a Apple, que costuma ser a última a embarcar em novos mercados, entrou nesse. Deve ter sido a última, porque o lançamento do Vision&nbsp;Pro coincidiu com o tímido sucesso dos óculos Meta Ray-Ban, que redefiniram a corrida pela próxima interface de computação da humanidade. Agora vai…?</p>
<p>À parte a utilidade (que é em si questionável), proponho uma argumentação fashionista/cultural no sentido de que a tendência dos óculos “inteligentes” é, também, uma correria que não irá a lugar algum.</p>
<p>Trata-se apenas de um punhado de homens bregas sem ideias originais que decidiram pensar outra vez, o que é sempre perigoso.</p>
<p>Antes de entrarmos nos óculos, acho que vale um registro da (talvez única?) foto do CEO da Apple, Tim Cook, vestindo o ridículo Vision&nbsp;Pro para <a href="https://www.vanityfair.com/news/tim-cook-apple-vision-pro">um perfil</a> na revista <cite>Vanity Fair</cite>:</p>
<figure id="attachment_64345" aria-describedby="caption-attachment-64345" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/tim-cook-apple-vision-pro.jpg" alt="CEO da Apple, Tim Cook, vestindo o Vision Pro em um escritório à meia luz." width="960" height="640" class="size-full wp-image-64345"><figcaption id="caption-attachment-64345" class="wp-caption-text">Foto: <cite>Vanity Fair</cite>/Reprodução.</figcaption></figure>
<p>Você pode procurar por outras fotos de Cook com o Vision&nbsp;Pro nos materiais de divulgação da Apple, incluindo o vídeo de apresentação do dispositivo. Não tem. Pergunto-me por quê.</p>
<p>***</p>
<p>O sonho de acrescentar uma camada digital sobre a realidade — tecnologia chamada de realidade aumentada — vem de longe. Diz muito que o maior sucesso de algo do tipo tenha sido não um par de óculos, mas um aplicativo de celular, o coletor de <a href="https://epocanegocios.globo.com/inteligencia-artificial/noticia/2026/06/o-que-o-pokemon-go-tem-a-ver-com-a-guerra-jogo-teria-ajudado-a-treinar-ia-usada-por-drones-militares.ghtml">coordenadas para treinar drones assassinos</a> chamado <cite>Pokémon Go</cite>, de ~2015.</p>
<p>Alguns anos antes, o Google foi pioneiro na oferta de óculos feios. O Google Glass trazia apenas a armação e um pequeno bloco transparente no olho direito para exibir informações. Larry Page e Sergey Brin, os co-fundadores do Google:</p>
<figure id="attachment_64310" aria-describedby="caption-attachment-64310" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/larry-page-sergey-brin-google-glass.jpg" alt="Colagem mostrando Larry Page e Sergey Brin usando o Google Glass." width="1440" height="633" class="size-full wp-image-64310"><figcaption id="caption-attachment-64310" class="wp-caption-text">Larry Page e Sergey Brin, visionários e ícones da moda.</figcaption></figure>
<p>Você verá apenas CEOs usando óculos ridículos neste texto. Faço uma exceção ao Google Glass. A foto abaixo, do blogueiro promotor de startups Robert Scoble usando os seus nu debaixo do chuveiro, foi a gota d&#8217;água (!) nas pretensões do Google de massificar seus óculos esquisitos:</p>
<figure id="attachment_64316" aria-describedby="caption-attachment-64316" style="width: 1250px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/robert-scoble-google-glass.jpg" alt="Homem loiro, com a boca aberta e usando Google Glass, embaixo de um chuveiro." width="1250" height="830" class="size-full wp-image-64316"><figcaption id="caption-attachment-64316" class="wp-caption-text">Desculpe por te expor a esta imagem. Foto: Robert Scoble/Reprodução.</figcaption></figure>
<p>Mark Zuckerberg, CEO da Meta e arquétipo de homem brega, pode ser considerado o líder da nova investida para popularizar óculos com câmeras. Porque, sejamos francos: embora todas essas empresas vendam esses óculos como “inteligentes”, “com IA”, a real mesmo é que quem compra os Meta Ray-Ban está mais interessado na câmera — seja para registrar as férias da família, seja para esconder a discreta luz da câmera a fim de constranger mulheres em público escondendo.</p>
<p>Em sua segunda geração, mesmo com a EssilorLuxottica e os desenhos célebres da Ray-Ban, os óculos continuam feios:</p>
<figure id="attachment_64312" aria-describedby="caption-attachment-64312" style="width: 1439px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/mark-zuckerberg-meta-ray-ban.jpg" alt="Mark Zuckerberg com óculos Meta Ray-Ban, camiseta branca e um microfone à sua frente." width="1439" height="959" class="size-full wp-image-64312"><figcaption id="caption-attachment-64312" class="wp-caption-text">Só faltou o bigode falso para ficar igual àqueles disfarces de “espiões” (🥸).</figcaption></figure>
<p>Como a miniaturização ainda não avançou o suficiente para esconder os chips e bateria na armação de óculos normais, todos eles têm essas grossas. Lembram os óculos do saudoso Shelley Berman no papel de pai do Larry David em <cite>Curb you enthusiasm</cite>. Para referência:</p>
<figure id="attachment_64314" aria-describedby="caption-attachment-64314" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/pai-larry-david-curb-your-enthusiasm.jpg" alt="Shelley Berman interpretando o pai de Larry David com seus óculos de aros grossos." width="1400" height="764" class="size-full wp-image-64314"><figcaption id="caption-attachment-64314" class="wp-caption-text">À frente do seu tempo. Imagem: Warner Bros./Reprodução.</figcaption></figure>
<p>A Snap, dona do Snapchat (que ainda existe), merece crédito por ter apostado na atual tendência anos atrás. Os primeiros óculos com câmera da empresa, os Spectacles, foram lançados em 2016. Não tinham nada de “smart”. Era só uma câmera conectada ao Snapchat no celular. Não por acaso, é o menos brega de todos listados aqui:</p>
<figure id="attachment_64318" aria-describedby="caption-attachment-64318" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/spectacles-3.jpg" alt="Foto de rosto, frontal, de uma mulher com batom vermelho e Spectacles 3 na cor rosa." width="1440" height="810" class="size-full wp-image-64318"><figcaption id="caption-attachment-64318" class="wp-caption-text">Terceira geração (e a última que se parecia com óculos normais) dos Spectacles. Foto: Snap/Divulgação.</figcaption></figure>
<p>Corta para dez anos mais tarde e vemos Evan Spiegel, co-fundador e CEO da Snap, aparecer em público com a atrocidade abaixo, os <a href="https://newsroom.snap.com/introducing-specs-augmented-reality-glasses?lang=pt-BR">SPECS Augmented Reality</a>, ou a sexta geração dos óculos da marca, o primeiro do tipo com realidade aumentada. Pena que eles esmaguem as suas orelhas, a bateria só dure quatro horas e… bem, sejam ridículos:</p>
<figure id="attachment_64343" aria-describedby="caption-attachment-64343" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/evan-spiegel-snap-specs.jpg" alt="Duas fotos de Evan Spiegel, da Snap, usando os novos SPECS. A da esquerda mostra a orelha dele amassada pelos óculos." width="1440" height="810" class="size-full wp-image-64343"><figcaption id="caption-attachment-64343" class="wp-caption-text">Foto: Snap/Reprodução.</figcaption></figure>
<p>E o Google? Claro que o Google, precursor da categoria, não ficaria de fora. No Google I/O deste ano, a empresa anunciou, <a href="https://news.samsung.com/us/samsung-google-first-look-new-intelligent-eyewear/">em parceria com a Samsung</a>, os seus próprios óculos movidos pelo Android&nbsp;XR, uma plataforma para realidades aumentada e virtual. Sem surpresa e mesmo com o desenho assinado por empresas do setor (Gentle Monster e Warby Parker), são óculos feios:</p>
<figure id="attachment_64344" aria-describedby="caption-attachment-64344" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/google-oculos.jpg" alt="Homem sorrindo com os óculos do Google/Samsung." width="1440" height="810" class="size-full wp-image-64344"><figcaption id="caption-attachment-64344" class="wp-caption-text">David Gilboa, co-fundador e co-CEO da Warby Parker, usando os óculos criados com o Google e a Samsung. Foto:&nbsp;Google/Reprodução.</figcaption></figure>
<p>Na condição de alguém que viveu sem óculos por 30&nbsp;anos e passou a ter que usá-los no dia a dia, somente vantagens muito grandes são capazes de convencer alguém colocá-los no rosto o dia todo. Por exemplo, enxergar direito.</p>
<p>Para além dos benefícios (limitados e/ou questionáveis) a quem usa esses óculos, a bateria ainda dura poucas horas e eles são um pesadelo de privacidade do outro, como os Meta Ray-Ban hoje e o Google Glass em 2012 exemplificam. Não era à toa que os donos do Google Glass eram chamados de “glassholes”, neologismo em inglês que junta as palavras “óculos” e [CENSURADO].</p>
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		<title>Beta do Audacity 4</title>
		<link>https://manualdousuario.net/audacity-4-beta-download/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 14:49:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Aplicativos]]></category>
		<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[macOS]]></category>
		<category><![CDATA[Som]]></category>
		<category><![CDATA[Windows]]></category>
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					<description><![CDATA[Já está disponível o beta do Audacity 4, nova versão — com visual e ícone novos — do tradicional editor de áudio FOSS (Linux, macOS e Windows).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já está disponível o <a href="https://www.audacityteam.org/next/">beta do Audacity&nbsp;4</a>, nova versão — com visual e ícone novos — do tradicional editor de áudio FOSS (Linux, macOS e Windows). Faça becape de projetos feitos na versão&nbsp;3.x: esses abrem no Audacity&nbsp;4, mas alterações salvas (ou novos projetos) nele não têm retrocompatibilidade com o Audacity&nbsp;3.x, <a href="https://www.omgubuntu.co.uk/2026/06/audacity-4-0-beta">segundo o <cite>Omg! Ubuntu</cite></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Encontramos os aplicativos de IA perdidos. E ninguém baixa eles</title>
		<link>https://manualdousuario.net/apps-ia-ninguem-usa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[David Gerard]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 12:22:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[Se a IA é tão boa para programar, cadê os pequenos aplicativos feitos por IA? Neste ano, os bros da IA finalmente estão excretando aplicativos! E adivinha só? Ninguém quer saber deles.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em setembro passado, o programador Mike Judge perguntou: se a IA é tão boa para programar, <a href="https://pivot-to-ai.com/2025/09/09/if-ai-coding-is-so-good-where-are-the-little-apps/">cadê os pequenos aplicativos feitos por IA</a>? Onde estão os widgets que alguém simplesmente vibe codou? A avalanche de apps porcaria feitos por IA? Ele foi atrás dos números e não encontrou aumentos nos apps chegando à App Store ou à Play Store.</p>
<p>Neste ano, os bros da IA finalmente estão excretando aplicativos! E adivinha só? Ninguém quer saber deles.</p>
<p><span id="more-64283"></span>Tem <a href="https://www.nber.org/system/files/working_papers/w35275/w35275.pdf">um artigo recém-publicado</a> do National Bureau of Economic Research (NBER): “Writing code vs. shipping code: Productivity effects across generations of AI coding tools” (algo como “Escrever código vs. lançar código: efeitos de produtividade através das gerações de ferramentas de programação com IA”).</p>
<p>A tese deles é que a IA trouxe ganhos tremendos de “produtividade” na programação, mas isso não se reflete no uso dos aplicativos resultantes.</p>
<p>A ideia do NBER de “ganho de produtividade” é simplesmente quantidade de linhas de código. Cuspir código de chatbot agora é produtividade. Eles passam as primeiras quarenta páginas do artigo analisando o processo de vibe-codar mais e mais linhas de código.</p>
<p>Então ótimo, temos uma fonte inesgotável de lixo, bem produtiva. Mas… alguém liga para isso? Essa pergunta é respondida de passagem, nas últimas nove páginas do artigo:</p>
<blockquote><p>Apesar dessa expansão na oferta, constatamos que o uso total de aplicativos nos primeiros três meses após o lançamento não aumentou em nenhum dos quatro marketplaces.</p>
<p>[…] A parcela de novos aplicativos que não conseguem alcançar nem um público modesto aumentou em todos os marketplaces, sugerindo que a expansão do lado da oferta está concentrada em aplicativos com pouca ou nenhuma base de usuários.</p></blockquote>
<p>Ou seja, os usuários não estão nem aí para a enxurrada de apps-spam toscos feitos por IA. E por que ligariam?</p>
<p>O artigo não chega a provar que esse monte de lixo é feito com apps programados por IA, mas os autores acham que essa é a fonte óbvia do aumento repentino de novos apps, no que eu concordo.</p>
<p>Tem um monte de gente que sempre quis ser desenvolvedora e que de repente se sentiu empoderada pelo vibe coding. E os gráficos do artigo mostram um salto no número de novos apps no que os autores chamam de “era da programação agêntica”.</p>
<p>Por que os usuários não ligam? Os autores sugerem que talvez os usuários é que precisem se atualizar e acompanhar o ritmo:</p>
<blockquote><p>[…] a resposta de uso pode simplesmente estar sendo lenta, já que descoberta e adoção levam tempo.</p></blockquote>
<p>Ou talvez os usuários apenas não estão interessados em apps ruins.</p>
<p>Se você olhar os gráficos na página 42, o número de apps só sobe, sobe e sobe!</p>
<p>Mas o uso total de todos os apps está estagnado ou caindo. Adicionar mais apps não significa mais apps sendo usados.</p>
<p>E aí tem as avaliações e os downloads. Ninguém avalia ou baixa essa apps vibe-codados. É spam e ninguém liga.</p>
<p>Os autores do artigo são entusiastas de IA que parecem decepcionados que ninguém esteja nem aí para esse tanto de código lixo. Eles até descrevem errado os próprios dados no resumo do artigo:</p>
<blockquote><p>Os grandes ganhos em produtividade da IA em nível de tarefa, portanto, se traduziram apenas parcialmente em software lançado e utilizado até o momento.</p></blockquote>
<p>Se você chama zero ou negativo de “parcial”… Porque zero ou negativo é exatamente o que os próprios gráficos deles mostram.</p>
<p>Os autores insistem em chamar esse rodopio de trabalho inútil de “produtividade”, e não de um desperdício completo de esforço, dinheiro e do tempo de todo mundo.</p>
<p class="ctx"><a href="https://pivot-to-ai.com/2026/06/16/we-found-the-missing-ai-apps-and-nobody-downloads-them/">Publicado originalmente no <cite>Pivot to AI</cite></a> em 16/6/2026.</p>
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		<title>Links legais da semana</title>
		<link>https://manualdousuario.net/links-legais-20260618/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 16:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Links legais]]></category>
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					<description><![CDATA[Town Square. Script que cria uma pracinha no rodapé do site. (Role a página até o final para ver na prática.) Quem estiver online ganha um boneco de palitinho e consegue conversar com outras pessoas. Feito pelo brasileiro Cauê. Firewood Splitting Simulator. Um simulador de corte de lenha porque sim. Dica do Rennan. LinkedIn Badge [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="ctx">Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? <a href="https://manualdousuario.net/assunto/links-legais/">Acesse o arquivo</a>.</p>
<p><a href="https://cauenapier.com/blog/two-days-of-town-square/">Town Square</a>. Script que cria uma pracinha no rodapé do site. (Role a página até o final para ver na prática.) Quem estiver online ganha um boneco de palitinho e consegue conversar com outras pessoas. Feito pelo brasileiro Cauê.</p>
<p><a href="https://screen.toys/firewood/">Firewood Splitting Simulator</a>. Um simulador de corte de lenha porque sim. Dica do Rennan.</p>
<p><a href="https://linkedin.codecon.dev/">LinkedIn Badge Generator</a>. Gerador de avatares com aquele selo “Open to Work” do LinkedIn, mas personalizável. Feito pelo Gabriel Nunes.</p>
<p><a href="https://thesans.org/">Sociedade para o avanço do salto de paraquedas nu</a>. Não sei o que dizer.</p>
<p><a href="https://milliontimes.vercel.app/">A Million Times</a>. Um relógio feito de muitos relógios. Inspirado na obra “Humans since 1982”, de Bjarke Ingels.</p>
<p><a href="https://www.moments.im">moments</a>. É tipo o Bear Blog — serviço simples para publicar blogs —, só que voltado a fotos. O resultado é bonito e gostoso de navegar. <a href="https://pego.dev/i-wanted-bear-blog-but-for-my-photos/">Explicação do criador</a>&nbsp;(em inglês). Indie e, por ora, gratuito.</p>
<p><a href="https://akselmo.dev/posts/komodo-my-first-kde-app/">KomoDo</a>. Aplicativo de listas de tarefas baseado no todo.txt para Linux (KDE/Qt).</p>
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		<title>Apple Intelligence pode ser obrigatória no iOS e macOS 27</title>
		<link>https://manualdousuario.net/apple-intelligence-obrigatoria-ios-macos-27/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 20:16:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[iOS]]></category>
		<category><![CDATA[macOS]]></category>
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					<description><![CDATA[Até hoje, a Apple mantém a Apple Intelligence, o conjunto de ferramentas de inteligência artificial encrostados nos seus sistemas operacionais, como algo opcional. Isso mudou no primeiro beta do iOS/macOS 27.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Até hoje, a Apple mantém a Apple&nbsp;Intelligence, o conjunto de ferramentas de inteligência artificial encrostados nos seus sistemas operacionais, como algo opcional. Se não quiser, basta ignorar a opção durante a configuração de um novo dispositivo ou nas atualizações do sistema.</p>
<p>Esse gesto de respeito com seus clientes pode mudar no iOS/macOS&nbsp;27. <a href="https://forums.macrumors.com/threads/can-someone-verify-can-you-disable-siri-ai-apple-intelligence-in-ios-27.2483562/?post=34625074#post-34625074">Relatos</a> dão conta de que, pelo menos no primeiro beta, a Apple&nbsp;Intelligence é obrigatória:</p>
<p><span id="more-64253"></span><figure id="attachment_64259" aria-describedby="caption-attachment-64259" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/apple-intelligence-obrigatorio-ios-27.png" alt="Comparativo da tela da Apple Intelligence nos Ajustes do iOS 26 e 27." width="1440" height="700" class="size-full wp-image-64259"><figcaption id="caption-attachment-64259" class="wp-caption-text">No iOS&nbsp;26 (esq.), é possível desativar a Apple Intelligence. No iOS&nbsp;27 beta 1, não.</figcaption></figure></p>
<p>“Qual o problema?”, alguém me pergunta. A IA da Apple significa alguns giga bytes de espaço em disco ocupados e menos folga para a RAM. Não é grande problema para quem tem Macs parrudos. Prevejo que será para o meu, com seus parcos 256&nbsp;GB de armazenamento e só 8&nbsp;GB de RAM&nbsp;🥲</p>
<p>O <cite>The Register</cite> aponta <a href="https://www.theregister.com/ai-and-ml/2026/06/16/the-new-siri-makes-one-of-apples-most-convenient-os-features-a-cumbersome-mess/5256591">outro problema</a>. Com a nova Siri&nbsp;AI, o funcionamento do Spotlight (busca interna dos sistemas) muda. Ele passa a responder consultas que, anteriormente, devolviam resultados previsíveis.</p>
<p>Brandon Vigliarolo, autor do post, diz estar acostumado a usar o Spotlight para iniciar uma pesquisa no Google. A Siri&nbsp;AI tenta responder a consulta, usando o “cérebro” do Gemini:</p>
<blockquote><p>No geral, a experiência me lembra os infames e muitas vezes errados AI Overviews do Google, que empurram os resultados reais da pesquisa para baixo em favor de informações alimentadas à força do Google Gemini.</p></blockquote>
<p>Ainda há esperança de que a Apple reverta esse comportamento e continue permitindo a desativação da Apple&nbsp;Intelligence nos sistemas 27.</p>
<p class="ctx">Obrigado pela dica, <a href="https://masto.ai/@eusouumcesar/116765797341390753">Cesar</a> e <a href="https://ciberlandia.pt/@thgcmps/116766260279477329">Thiago</a>!</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Quase fui atropelado</title>
		<link>https://manualdousuario.net/quase-fui-atropelado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 12:43:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Acessórios]]></category>
		<category><![CDATA[Som]]></category>
		<category><![CDATA[Textões]]></category>
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					<description><![CDATA[O ser humano tem a tendência de ignorar recomendações que julga, pelo instinto, como excessivas. Acho que era o meu caso com os fones de ouvido na rua.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No início de junho, durante uma visita aos meus pais no interior do Paraná, decidi trocar a ida à musculação por uma passada na farmácia à luz dos primeiros sinais de uma crise de enxaqueca, o melhor momento para tomar um remédio e evitar uma piora.</p>
<p>A farmácia mais próxima fica a cerca de 1,5&nbsp;km. Calcei o tênis de corrida para unir o útil ao agradável: uma caminhada leve para buscar o remédio.</p>
<p>Saindo da farmácia, decidi mudar a rota para dar algumas voltas em uma pracinha onde, quando morava lá, costumava ir para caminhar.</p>
<p>Quase chegando à casa dos meus pais, atravessei uma avenida movimentada, sem sustos. Do outro lado, tive um lapso e, por um momento, imaginei que a rua transversal fosse de uma mão só. (Ela de fato é do outro lado da avenida.)</p>
<p>Olhei para um lado, nenhum carro ou moto à vista. Fui.</p>
<p><span id="more-64247"></span>Durante a travessia, ouvi uma barulho alto, de batida de carro. Olhei para o outro lado e vi uma picape pequena a menos de um metro de mim. Por muito pouco não fui atropelado. O barulho veio da batida do carro atrás da picape. Arrebentou a parte frontal deste porque o carro que freou tinha um “rabicho”.</p>
<figure id="attachment_64248" aria-describedby="caption-attachment-64248" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/mapa-quase-atropelamento.png" alt="Mapa simples mostrando, numa visão de cima, o acidente." width="1280" height="720" class="size-full wp-image-64248"><figcaption id="caption-attachment-64248" class="wp-caption-text">“Arte”: Rodrigo Ghedin/Manual do Usuário.</figcaption></figure>
<p>A situação foi tão surreal que demorei alguns segundos para registrar o que acabara de acontecer. (Mais sobre isso abaixo.) Ao ouvir o barulho e me virar para ver o que tinha acontecido, foi como se o acidente tivesse ocorrido longe de mim. Foi só do outro lado da rua que a ficha caiu.</p>
<p>Pura desatenção minha, sim, só que potencializada por um dispositivo digital: os fones de ouvido. Estava com o cancelamento de ruído ativo e, não bastasse isso, ouvindo música. Eu só ouvi a batida porque o barulho de batidas é bem alto.</p>
<p><a href="https://manualdousuario.net/barulho-plugue-protetor-ouvidos/">Minha sensibilidade a barulhos</a> é conhecida por quem acompanha este <strong>Manual do Usuário</strong>. Por isso, o cancelamento ativo de ruídos de fones como os AirPods&nbsp;Pro <a href="https://manualdousuario.net/fones-de-ouvido-sem-fio-airpods-pro/">foi uma revelação</a>. De repente, podia andar na rua sem ter os ouvidos agredidos por motores automotivos ruidosos.</p>
<p>Tudo que é demais, porém, fica ruim. Talvez se não tivesse suprimido a audição, um dos dois sentidos vitais no trânsito, teria ouvido os carros descendo na mão que julguei não existir. Poderia ter evitado a batida e a experiência de quase atropelamento.</p>
<p>É senso comum e tem comprovação científica — embora, para minha surpresa, os poucos estudos que encontrei sejam de uma década ou mais atrás. (<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22248915/">Lichenstein et al., 2012</a>, <a href="https://www.dguv.de/ifa/forschung/projektverzeichnis/iag_420001-13.jsp">IAG/DGUV, 2012</a>, <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2095756415000689">Mwakalonge et al., 2015</a>. Se souber de um estudo mais recente, avise-me!)</p>
<p>O uso de fones de ouvido na rua gera dois problemas: eles suprimem o barulho dos veículos e diminuem a atenção ao entorno porque nos concentramos na música ou no podcast.</p>
<p>Em um comunicado à imprensa, a Dekra, empresa alemã líder global em inspeção e certificação de veículos, trouxe <a href="https://www.dekra.com.cn/en/keep-your-ears-open-in-traffic/">algumas informações atualizadas</a>. Por exemplo, que “fones de ouvido com cancelamento de ruídos são especialmente perigosos” porque, mesmo com a música baixa, eles retardam a reação do pedestre. A minha reação teve um atraso grande o bastante para que eu notasse.</p>
<p>O texto também alerta para o maior risco a pedestres desatentos proporcionado carros e motos elétricos e ciclistas, elementos menos barulhentos que ganham cada vez mais espaço no asfalto.</p>
<p>O ser humano tem a tendência de ignorar recomendações que julga, pelo instinto, como excessivas. Acho que era o meu caso com os fones de ouvido na rua.</p>
<p>Horas depois do susto, peguei-me pensando no transtorno que teria sendo atropelado. Hospital, família preocupada, possíveis cirurgias, recuperação longa, talvez sequelas. A gente se esquece que vida é frágil.</p>
<p>Desde o incidente, troquei os fones de ouvido na rua por um abafador de ruídos, o Loop&nbsp;Engage. Ele reduz o som em apenas 16&nbsp;decibéis, o suficiente para mitigar motores estourados e de veículos de grande porte, sem me isolar do mundo ao redor.</p>
<p>Embora a Apple não divulgue esse dado, <a href="https://hearingreview.com/inside-hearing/research/evaluating-apple-airpods-pro-2-for-hearing-protection-and-listening">especialistas estimam</a> que os AirPods&nbsp;Pro&nbsp;2 — modelo que estava usando no quase fatídico dia — reduz 27&nbsp;dB. Vale lembrar que a escala dos decibéis não é linear, é logarítmica, logo a redução de 11&nbsp;dB é muito maior do que os números por si só aparentam.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Criar o seu site é mais fácil que analisar a escalação do Brasil na Copa do Mundo</title>
		<link>https://manualdousuario.net/hostinger-horizons-202606/</link>
					<comments>https://manualdousuario.net/hostinger-horizons-202606/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Manual do Usuário]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 14:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Patrocínios]]></category>
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					<description><![CDATA[Enquanto o Brasil inteiro estava discutindo escalação, eu estava pensando em outra coisa: por que ainda tem tanta gente sem site próprio? Sério. A gente consegue analisar 4-3-3 vs 4-4-2 em detalhes absurdos, mas na hora de colocar um projeto, portfólio ou ideia na internet, a resposta costuma ser: “ah, é muito complicado” ou “deve [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto o Brasil inteiro estava discutindo escalação, eu estava pensando em outra coisa: por que ainda tem tanta gente sem <a href="https://www.hostg.xyz/SHJd4">site próprio</a>?</p>
<p>Sério. A gente consegue analisar 4-3-3 vs 4-4-2 em detalhes absurdos, mas na hora de colocar um projeto, portfólio ou ideia na internet, a resposta costuma ser: “ah, é muito complicado” ou “deve custar caro”.</p>
<p>Não custa. E não é complicado.</p>
<p>Um site próprio, com domínio personalizado (sabe, aquele .com.br com o seu nome de verdade), sai por volta de R$&nbsp;200 por ano. Isso é menos do que um ingresso pra ver jogo numa arena. Menos que um ano de qualquer streaming. É um jantar fora de casa.</p>
<p>E o que você ganha por isso?</p>
<ul>
<li>Um endereço fixo na internet que é seu, não alugado de rede social</li>
<li>Controle total sobre o que aparece e como aparece</li>
<li>Nada de algoritmo decidindo quem vê o que você publica</li>
<li>Aquela sensação boa de falar o nome do seu site em voz alta</li>
</ul>
<p>A infraestrutura básica é simples: um domínio (o “www” do seu site) + uma hospedagem (média de R$&nbsp;180–R$&nbsp;250 ao ano) já resolvem o problema pra maioria dos casos. Se quiser algo mais enxuto ainda, serviços como a <a href="https://www.hostg.xyz/SHJd4">Hostinger</a> oferecem um planos por 4&nbsp;anos, que tornam o valor bem mais amigável (uma média de R$&nbsp;530 para todo o período, com domínio incluído no primeiro ano).</p>
<p>Não precisa saber programar. Não precisa de designer. Precisa de uma tarde, um cartão de crédito e vontade de ter um cantinho seu na internet — que não suma se uma big tech resolver mudar as regras do jogo.</p>
<p>A Copa acaba. O seu site fica.</p>
<p>Use o cupom <code>MANUALDOUSUARIO</code> para mais 10% de desconto na <a href="https://www.hostg.xyz/SHJd4">Hostinger</a>. </p>
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		<title>Fim da linha para extensões que bloqueiam anúncios no Chrome e derivados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 12:44:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Chrome]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[Navegadores]]></category>
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					<description><![CDATA[O Google removerá os últimos traços do Manifest&#160;v2, recurso que viabilizava extensões robustas de bloqueio de anúncios, como a uBlock Origin, nas versões 150 e 151 do Chrome. Derivados (“forks”) do Chromium — Edge e Opera — sinalizaram que seguirão o mesmo caminho do Google, ainda sem prazos definidos. Bloqueadores de anúncios adequados ao Manifest&#160;v3 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Google <a href="https://github.com/w3c/webextensions/issues/1000">removerá os últimos traços do Manifest&nbsp;v2</a>, recurso que viabilizava extensões robustas de bloqueio de anúncios, como a uBlock Origin, nas versões 150 e 151 do Chrome. Derivados (“forks”) do Chromium — Edge e Opera — sinalizaram que seguirão o mesmo caminho do Google, ainda sem prazos definidos. Bloqueadores de anúncios adequados ao Manifest&nbsp;v3 funcionam, porém com limitações.</p>
<p>Firefox (e derivados) e Safari continuarão suportando o Manifest&nbsp;v2.</p>
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		<title>Galera acabei de me dar conta que esse botão de IA no YouTube finalmente vai nos permitir converter de volta tutoriais em video para tutoriais em texto… meio que deitei</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 18:22:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[YouTube]]></category>
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					<description><![CDATA[gui@NotaDiamond@mastodon.com.br É a natureza se regenerando ao mesmo tempo em que é destruída pelo processo de regeneração.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/gui-NotaDiamond.jpg" alt="Homem branco, sério, de cabelo curto encaracolado e bigode." width="64" height="64" class="alignnone size-full wp-image-64225"><span><strong>gui</strong><br><a href="https://mastodon.com.br/@NotaDiamond/116737960048368824">@NotaDiamond@mastodon.com.br</a></span></p>
<p>É a natureza se regenerando ao mesmo tempo em que é destruída pelo processo de regeneração.</p>
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		<title>Um pedido de ajuda para o PC do Manual e encerramento do Wallabag</title>
		<link>https://manualdousuario.net/ajuda-pc-do-manual-proxy/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 14:22:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[PC do Manual]]></category>
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					<description><![CDATA[Estamos — eu e o Renan — sempre atentos à disponibilidade e velocidade dos serviços do PC do Manual, nossa plataforma de serviços FOSS na web. Por isso, vamos descontinuar o Wallabag no dia 15 de julho. Se você usa o Wallabag, sugerimos salvar seus dados e movê-los ao Readeck, que faz a mesma coisa. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos — eu e o <a href="https://altendorfme.com">Renan</a> — sempre atentos à disponibilidade e velocidade dos serviços do <a href="https://pcdomanual.com/">PC do Manual</a>, nossa plataforma de serviços FOSS na web.</p>
<p>Por isso, vamos <strong>descontinuar o Wallabag no dia 15 de julho</strong>.</p>
<p>Se você usa o Wallabag, sugerimos salvar seus dados e movê-los ao Readeck, que faz a mesma coisa. (A duplicidade é o principal motivo de estarmos encerrando o Wallabag.) O Readeck é mais moderno, fácil de usar e tem mais recursos.</p>
<p>***</p>
<p>Em paralelo, precisamos de ajuda.</p>
<p>Para mitigar os sistemas de bloqueio impostos por muitos sites, o Renan criou um proxy descentralizado de código aberto para pulverizar os IPs que os acessam em serviços do PC do Manual (Miniflux, principalmente) e no <a href="https://marreta.link">Marreta</a>.</p>
<p>Estamos usando o <a href="https://github.com/butialabs/proxywi">Proxywi</a> há alguns meses sem contratempos. Até agora, somos três nós. Cada nó consome ~300&nbsp;MB de tráfego por mês e ocupa menos de 10&nbsp;MB de memória na máquina. Os IPs são ocultados pelo próprio Proxywi. Para maior privacidade, os IPs das máquinas participantes são parcialmente mascarados.</p>
<p>Se você tem um homelab, servidor ou qualquer coisa rodando Docker e quer ajudar, envie um e-mail para <a href="mailto:proxywi@butialabs.com">proxywi@butialabs.com</a>. Renan criará seus usuário e te devolverá um docker-compose prontinho para subir.</p>
<p>***</p>
<p>Ah, um detalhe legal: coloquei links para *todos* os serviços do PC do Manual no novo menu lateral aqui do blog. Cada item tem uma breve explicação do que se trata na linha inferior. Sempre lembrando: a maioria desses serviços é 100% gratuita. Use, use mais, fale para os amigos, espalhe por aí. E use. Bastante.</p>
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		<title>RCS chega a 145 milhões de usuários ativos no Brasil</title>
		<link>https://manualdousuario.net/rcs-145-milhoes-usuarios-ativos-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 13:24:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[Mensagens]]></category>
		<category><![CDATA[RCS]]></category>
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					<description><![CDATA[Kaio Marin, head de RCS for business do Google Brasil, disse em um evento no final de maio que o RCS tem 145&#160;milhões de usuários no Brasil no final de 2025. Para se chegar a tal número — 86,6% do total de pessoas com celulares em 2024 (IBGE) —, presume-se que o Google coloque na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Kaio Marin, head de RCS for business do Google Brasil, disse em um evento no final de maio que <a href="https://www.mobiletime.com.br/noticias/12/06/2026/rcs-145-mi-brasil/">o RCS tem 145&nbsp;milhões de usuários no Brasil</a> no final de 2025.</p>
<p>Para se chegar a tal número — 86,6% do total de pessoas com celulares em 2024 (<a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/44032-no-brasil-88-9-da-populacao-de-10-anos-ou-mais-tinha-celular-em-2024">IBGE</a>) —, presume-se que o Google coloque na conta de “usuários ativos” qualquer pessoa que receba spam ou tentativas de golpe por RCS.</p>
<p>A inflada no número, mais um exemplo de como torturar as estatísticas para pintar um cenário mais conveniente, coincide com um reforço do Google nas ferramentas de publicidade baseadas em mensagens de texto. A nota do <cite>Mobile Time</cite>, onde noticiou o dado, lista os novos recursos para anunciantes do Google envolvendo RCS.</p>
<p>Não é muito diferente do que a Meta está tentando fazer com o WhatsApp, com a diferença de que este é usado para outras coisas além de falar com comércios. No RCS, que pouquíssima gente usa (de verdade) no Brasil, essa investida só ajuda a consolidar o aplicativo Mensagens como um lixão de spam.</p>
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		<title>A sequência — ou “complemento” — do filme “A rede social”</title>
		<link>https://manualdousuario.net/the-social-reckoning-trailer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 14:27:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema e TV]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook Papers]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Zuckerberg]]></category>
		<category><![CDATA[Meta]]></category>
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					<description><![CDATA[O ótimo A rede social (2010), que dramatizou a criação do Facebook, ganhará um filme “complementar” em outubro, The social reckoning (ainda sem título brasileiro). Desta vez, o filme retratará os eventos da divulgação dos “Facebook Papers”, documentos internos vazados à imprensa em 2021 por Frances Haugen, ex-engenheira da Meta (à época, ainda Facebook). O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe loading="lazy" title="THE SOCIAL RECKONING – Official Teaser Trailer (HD)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/gM4LkaXwGuY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O ótimo <a href="https://www.themoviedb.org/movie/37799-the-social-network"><cite>A rede social</cite></a> (2010), que dramatizou a criação do Facebook, ganhará um filme “complementar” em outubro, <cite>The social reckoning</cite> (ainda sem título brasileiro).</p>
<p>Desta vez, o filme retratará os eventos da divulgação <a href="https://manualdousuario.net/assunto/facebook-papers/">dos “Facebook Papers”</a>, documentos internos vazados à imprensa em 2021 por Frances Haugen, ex-engenheira da Meta (à época, ainda Facebook).</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gM4LkaXwGuY">O primeiro trailer</a> mostra Jeremy Strong no papel de Mark&nbsp;Zuckerberg, o que achei boa escolha: a voz está muito parecida e o ator caracterizado é tão esquisito quanto o original que o inspira. (No primeiro filme, Zuckerberg foi interpretado por Jesse Eisenberg.)</p>
<p>Aaron Sorkin assina o roteiro sozinho e também dirige o novo filme. Uma pena que David Fincher não tenha voltado para dirigir a sequência, digo, o “complemento”. Não senti firmeza no trailer de que teremos um filme à altura do primeiro.</p>
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