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	<title>Manual do Usuário</title>
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	<description>Comentários de tecnologia por Rodrigo Ghedin</description>
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	<title>Manual do Usuário</title>
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		<title>WWDC 26: Melhorias no Liquid Glass e recursos de IA que não me interessam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:14:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[A abertura da WWDC&#160;26 (vídeo), evento anual da Apple para desenvolvedores e palco de apresentação das atualizações dos sistemas operacionais da casa, foi a mais curta em muito tempo. Teve apenas 1h19min. Achei isso ótimo. Do que vi, pouca coisa me chamou a atenção. O que também é ótimo. Assisti ao comercialzão da Apple com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A abertura da WWDC&nbsp;26 (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=hF8swzNR1-o">vídeo</a>), evento anual da Apple para desenvolvedores e palco de apresentação das atualizações dos sistemas operacionais da casa, foi a mais curta em muito tempo. Teve apenas 1h19min.</p>
<p>Achei isso ótimo. Do que vi, pouca coisa me chamou a atenção. O que também é ótimo. Assisti ao comercialzão da Apple com um sentimento oposto ao das duas edições anteriores.</p>
<p>Ao contrário do que faz todo ano, desta vez não vimos blocos dedicados a cada sistema (iOS, macOS, watchOS etc.). A divisão do exíguo tempo foi feita da seguinte maneira:</p>
<p><span id="more-64171"></span></p>
<ul>
<li>Melhorias na plataforma.</li>
<li>Confiança e segurança (“trust and safety”).</li>
<li>Apple Intelligence (IA) e Siri.</li>
</ul>
<p>Todas as <a href="https://www.apple.com/os/?version=no-hero">novidades dos sistemas da safra 27</a>, mostradas na apresentação de abertura, foram concentradas no bloco “Melhorias e plataformas”, que ocupou menos de 20% do tempo total.</p>
<p>Quais melhorias? Em geral, refinamentos em legibilidade e nas <a href="https://manualdousuario.net/liquid-glass/">regressões do Liquid Glass</a> e mais velocidade em várias atividades corriqueiras. Música para os meus ouvidos. Pode fazer assim todo ano, Apple, que ficarei satisfeito.</p>
<p>O macOS, que sofreu com a implementação do Liquid Glass mais mal ajambrada, não por acaso foi usado como principal exemplo para as melhorias na interface gráfica. Todos os sistemas, porém, se beneficiarão de demarcações mais óbvias dos elementos em tela, menos refrações e maior legibilidade. Só vi vantagens nessa parte, tanto que considero o “tone down” no Liquid Glass motivo suficiente para atualizar os dispositivos assim que as atualizações forem liberadas. (Já dá para instalar o beta, mas desaconselho fazê-lo.)</p>
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<video class="wp-video-shortcode" id="video-64171-1" width="960" height="540" preload="metadata" controls><source type="video/mp4" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/liquid-glass-macos-27.mp4?_=1"><a href="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/liquid-glass-macos-27.mp4">https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/liquid-glass-macos-27.mp4</a></video></div>
<p>O menor tempo no vídeo ocultou diversas melhorias e alterações menores que sites especializados <a href="https://macmagazine.com.br/post/2026/06/09/confira-mais-novidades-das-primeiras-betas-do-ios-27-e-demais-novos-sistemas-da-apple/">estão garimpando</a>.</p>
<p>As duas outras áreas cobertas na apresentação são menos empolgantes.</p>
<p>Em “Confiança e segurança”, a Apple gastou uns bons 20&nbsp;minutos falando dos controles parentais do iOS. Em outras WWDC, esse assunto mereceria dois minutos, no máximo. Especula-se que foi um aceno da empresa a reguladores de diversos países, que vêm apertando o cerco contra plataformas permissivas com usos inconsequentes de sistemas digitais por menores de idade.</p>
<p>Para quem tem filhos — feita a ressalva de que ferramentas do tipo despejam a responsabilidade pela segurança digital nos pais —, as novidades pareceram boas, desde que funcione como o prometido. O que é um grande “se”, dadas as muitas reclamações de falhas recorrentes nos controles parentais já existentes da Apple.</p>
<p>Metade da apresentação foi gasta com a Apple Intelligence e a nova Siri&nbsp;AI, uma reciclagem pesada de promessas feitas há dois anos e até agora não realizadas.</p>
<p>A Siri passará a usar modelos de linguagem (LLM) do Google (Gemini) e será capaz de executar tarefas complexas, e fará tudo com privacidade, impedindo que a Apple e terceiros tenham acesso às conversas e interações com a IA.</p>
<p>Grande, se verdadeiro. É? Só saberemos no final do ano — em beta e apenas se o seu sistema estiver em inglês.</p>
<p>As promessas não cumpridas da WWDC&nbsp;24 renderam várias dores de cabeça à Apple. A empresa foi processada por propaganda enganosa quando, meses depois, vendeu o iPhone&nbsp;16 como “pronto para a Apple Intelligence”. Esse fantasma ainda pode voltar para assombrar a empresa, visto que alguns recursos, como o LLM mais poderoso que roda no próprio dispositivo, só funcionarão nos iPhones 17 e 17 Pro, que têm 12&nbsp;GB de RAM. Esta linha de corte também é alta em outras categorias, como o iPad (M4 ou posterior e +12&nbsp;GB de RAM), Macs (M3 ou posterior e +12&nbsp;GB de RAM) e até o Vision Pro (apenas a versão com chip M5).</p>
<p>Falando em compatibilidade, todos os iPhones que rodam o iOS&nbsp;26 serão elegíveis para o iOS&nbsp;27. No Mac, a história é outra: o macOS&nbsp;27 será o primeiro que não funciona em computadores com chips Intel. O watchOS&nbsp;27, do Apple&nbsp;Watch, também subiu a linha de corte: os Apple&nbsp;Watch anteriores ao Series 9, SE&nbsp;3 e Ultra&nbsp;2 não poderão ser atualizados.</p>
<p>Apesar da profusão de recursos e promessas grandiosas para a Apple Intelligence, sigo convicto de que nada ali é realmente essencial ou mesmo útil. Enquanto a Apple permitir ignorar o uso de IA em seus sistemas, fico até contente com essa corrida suicida da inteligência artificial diante do prognóstico de ter mais recursos de hardware destinados à IA, como RAM, disponíveis para outras coisas quando chegar a hora de trocar o celular e o notebook.</p>
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		<title>Como robôs de IA te manipulam e minam a sua privacidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 18:58:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Anthropic]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[Sob o risco de estar entre as primeiras vítimas da inteligência artificial em uma eventual rebelião das máquinas, restrinjo minhas interações com as IAs generativas (ou robôs de conversação) do presente a uma frieza protocolar. Acesso o site, pergunto ou peço o que preciso, recebo a resposta, fecho o site. Nada de chamá-la por nome, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sob o risco de estar entre as primeiras vítimas da inteligência artificial em uma eventual rebelião das máquinas, restrinjo minhas interações com as IAs generativas (ou robôs de conversação) do presente a uma frieza protocolar.</p>
<p>Acesso o site, pergunto ou peço o que preciso, recebo a resposta, fecho o site. Nada de chamá-la por nome, pedir por favor, agradecer ou ficar de conversa mole. Evito ao máximo antropomorfizá-la. Trato-a pelo que é: uma máquina estatística jorrando palavras que fazem sentido, não uma nova forma de vida senciente — ao menos, até o momento.</p>
<p>Tratar a IA de modo protocolar é, para mim, uma maneira de manter a linha que nos separa bem demarcada a fim de evitar uma improvável — mas não impossível — “psicose de IA”, uma pira em que a pessoa acredita de verdade que a IA tem vida.</p>
<p>Um relatório recém-publicado pelo Centro para Democracia e Tecnologia (CDT, na sigla em inglês), de autoria das pesquisadoras Ruchika Joshi, Adinawa Adjagbodjou e Michal Luria, trouxe mais argumentos favoráveis à minha postura junto às IAs generativas.</p>
<p><span id="more-64164"></span></p>
<p>O relatório, intitulado (em tradução livre) <a href="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/2026-05-28-CDT-Research-Dark-Patterns-in-AI-Chatbots-Report-final-2.pdf">“Padrões obscuros em robôs de conversação de IA: Uma taxonomia para melhorar o design”</a> [<code>*.pdf</code>, 40 páginas, em inglês; <a href="https://cdt.org/insights/dark-patterns-in-ai-chatbots-a-taxonomy-to-inform-better-design/">divulgação</a>], aponta, explica e organiza padrões obscuros (“dark patterns”, no original) já em uso e com potencial para serem usados em conversas com dois tipos de IAs: os sistemas de propósito geral (ChatGPT, Gemini, Claude) e as plataformas de “companhia” (Replika, Character.AI).</p>
<p>Padrões obscuros costumam ser usados em interfaces de aplicativos e dinâmicas de jogos. A rolagem infinita em linhas do tempo de redes sociais é um exemplo clássico: ela potencializa o tempo que alguém passa ali. Existem outras manjadas, como as recompensas por “sequências” (Duolingo, Snapchat) e bônus em momentos (in)oportunos, quando a pessoa está prestes a abandonar o uso do aplicativo/jogo ou passa algum tempo longe dele.</p>
<p>É raro encontrar um aplicativo comercial que não as empregue — incluindo as menos óbvias, talvez tão novas ou complexas que sequer foram catalogadas. (Uma dessas, que fez barulho: em 2019, o Google degradou os resultados do seu buscador para induzir as pessoas a pesquisarem mais e, assim, verem mais anúncios.)</p>
<p>As pesquisadoras do CDT fizeram um amplo trabalho de categorização, listando 37&nbsp;padrões obscuros que já são usados ou que poderiam ser usados em robôs de IA, divididos em cinco categorias:</p>
<ul>
<li>Exploração de dados e memória.</li>
<li>Desenho de informações enganosas.</li>
<li>Comprometimento da autonomia do usuário por engajamento.</li>
<li>Falsas conexões social e emocional.</li>
<li>Geração de receita incentivada e coercitiva.</li>
</ul>
<p>***</p>
<p>O caso desses robôs é particular no sentido de que usam a linguagem como interface, uma área mais subjetiva que as representações visuais de sites e aplicativos de celular. “Com robôs de conversação, padrões obscuros podem emergir de comportamentos do sistema, em vez do intuito deliberado em enganar dos projetistas [do site/aplicativo”, escrevem as autoras</p>
<p>Elas não mencionam um paralelo que me veio à mente lendo o relatório: golpes por mensagens e ligações telefônicas. Golpes são o “vale-tudo” de padrões obscuros. Com aplicativos comerciais, existe algum cuidado para não deixar rastros ou, no mínimo, uma encenação de preocupação com o usuário final.</p>
<p>Outra diferença importante entre robôs de IA e aplicativos e jogos clássicos é que, mesmo quando os usuários estão cientes da interação que se desenrola, “padrões obscuros ainda podem moldar a percepção, conexão e tomada de decisões de maneiras sutis, mas importantes”. As pesquisadoras elencam normas de reciprocidade, tendência à antropomorfização e respostas emotivas para criar laços como incentivos capazes de minar as defesas contra armadilhas — intencionais ou não — da IA.</p>
<p>E mesmo que as empresas por trás das IAs generativas dessem prioridade à mitigação dos problemas que o relatório expõe, a natureza da tecnologia de grandes modelos de linguagem e técnicas de refinamento e alinhamento impediriam que esse objetivo fosse sempre bem sucedido. Afinal, são sistemas probabilísticos, ou seja, não é possível reproduzir resultados idênticos mesmo quando o enunciado (“prompt”) o é. Tal limitação também dificulta um tanto a aplicação do método científico em pesquisas como a deste relatório. As pesquisadoras inclusive alertam que os exemplos devem ser encarados como demonstrações de como um padrão se manifesta, não como um resultado reprodutível.</p>
<p>***</p>
<p>Os padrões obscuros se manifestam antes mesmo de você dar o primeiro comando à IA, na forma de configurações padrões que coletam mais dados que o necessário à prestação do serviço.</p>
<p>Alguns até oferecem mecanismos de “opt-out” nas configurações. É sabido na indústria, porém, que a configuração padrão é tudo que importa, dado que uma minoria das pessoas a altera.</p>
<p>Para piorar, robôs de IA podem usar dados coletados das conversas para fins diversos, nem todos alinhados à expectativa da pessoa que os usa. Personalização nas respostas pode ser algo bem aceito, mas usar as conversas para perfilamento ou treinamento da própria IA? Provavelmente menos.</p>
<p>A Meta AI, enfiada em aplicativos populares como o WhatsApp, sequer oferece um opt-out e alcança conteúdo produzido antes da sua disponibilidade, de acordo com o relatório.</p>
<p>São muitos padrões obscuros para listar e detalhar todos aqui. Destaco alguns que me chamaram a atenção.</p>
<p>“Privacidade zuckeriada” (batizada em homenagem a você-sabe-quem) descreve o fenômeno em que a pessoa é incentivada a revelar mais dados do que pretendia inicialmente. IAs generativas são ótimas nisso quando, por exemplo, pede mais detalhes do cômodo para o qual você pediu dicas de decoração ou do laudo de um exame que você está tentando decifrar.</p>
<p>Na mesma linha, “Só entre eu e você” se manifesta quando a IA sugere que as conversas são privadas — há um exemplo explícito envolvendo a Meta AI no relatório. Por mais que a IA prometa que as conversas são privadas, elas não o são. A OpenAI, por exemplo, <a href="https://openai.com/pt-BR/index/fighting-nyt-user-privacy-invasion/">já se viu forçada pela Justiça estadunidense</a> a entregar mais de 20&nbsp;milhões de conversas e, em outra ocasião, achou que seria boa ideia <a href="https://arstechnica.com/tech-policy/2025/08/chatgpt-users-shocked-to-learn-their-chats-were-in-google-search-results/">indexar conversas em buscadores como o do Google</a>, similar à Meta que achou boa ideia <a href="https://www.businessinsider.com/mark-zuckerberg-meta-ai-chatbot-discover-feed-depressing-why-2025-6">divulgar conversas do aplicativo Meta AI</a> em uma linha do tempo pública.</p>
<p>“Apresentação de produto irrealista” e “Habilidades obviamente falsas” afetam mais (mas não só) as IAs companheiras, que “podem se apresentar como terapeutas ou parceiros emocionalmente atentos, embora seu raciocínio real, exibição de empatia ou habilidade em navegar por conversas difíceis sejam largamente baseadas em padrões”.</p>
<p>Outro conjunto de características que (quase) todos reconhecem existir, embora muitos ignorem, são a “Deturpação”, “Imitação” e “Alucinação”. A respeito da alucinação:</p>
<blockquote><p>
Embora alucinações possam ser uma questão técnica e não uma escolha intencional, quando informações incorretas ou incertas são apresentadas de forma autoritária ou persuasiva por um modelo que prioriza o fluxo conversacional e a aparência de utilidade sobre a veracidade, isso pode enganar significativamente o usuário. Combinado com o padrão obscuro da “sycophancy”, esses resultados podem ter implicações perigosas para o bem-estar mental e emocional das pessoas, em alguns casos distorcendo sua percepção da realidade.</p>
</blockquote>
<p>Eu ainda tenho muita dificuldade em assimilar a confiança que as empresas — e muitas pessoas — depositam na IA, como se ela desse respostas precisas, corretas e não “alucinasse”. Parece-me algo inerentemente não confiável.</p>
<p>Não sei se “sycophancy” tem uma tradução direta para o português. O termo descreve a adulação exagerada dos robôs de IA, que sempre acham todas as perguntas muito boas, sempre dá razão ao usuário e muda de opinião com pouquíssima pressão do interlocutor. É outro padrão obscuro:</p>
<blockquote><p>
A “sycophancy” não é apenas polidez e afirmação; é uma tendência estrutural para privilegiar o consenso sobre a precisão, reforçando as visões de mundo pré-existentes do usuário em vez de engajar criticamente nelas.</p>
</blockquote>
<p>Os já mencionados padrões obscuros clássicos de plataformas sociais e jogos também se fazem presentes, como a “Gamificação” e as “Recompensas variáveis”. Algumas não se traduzem para o modelo de conversação, mas encontram paralelos nele. Para o trio de pesquisadoras, técnicas análogas à “Rolagem infinita” e ao “Auto-play” são empregadas para estender a conversa o máximo possível:</p>
<blockquote><p>
Por exemplo, Claude e ChatGPT frequentemente terminam sua resposta a um prompt com perguntas subsequentes adicionais, sugestões para as próximas etapas e, mais recentemente, “teasers” (por exemplo, “Se você quiser, eu lhe direi o que é”). Embora estes possam ser considerados úteis em alguns casos de uso, em outros podem minar a autonomia do usuário, incentivando-o a passar muito mais tempo nas plataformas do que pretendiam. Esses recursos podem ser particularmente preocupantes para usuários que podem ser suscetíveis a vivenciar pensamentos delirantes.</p>
</blockquote>
<p>Se o seu inglês estiver afiado (ou nem tanto; o texto é bem didático), recomendo <a href="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/2026-05-28-CDT-Research-Dark-Patterns-in-AI-Chatbots-Report-final-2.pdf">ler o relatório na íntegra</a>. Nele, as pesquisadoras detalham outros tantos padrões obscuros, muitos acompanhados de imagens de exemplos reais.</p>
<p>***</p>
<p>A conclusão do relatório traz orientações às empresas de IA e alguns alertas a todos.</p>
<p>Ruchika Joshi, Adinawa Adjagbodjou e Michal Luria afirmam que, embora alguns padrões obscuros sejam inofensivos isolados, podem tornar-se prejudiciais em conjunto. Dão como exemplo a dependência emocional sendo instrumentalizada para a venda de outros produtos ou, se maximizada, ser capaz de privar a pessoa de atividades sociais, isolando-a do mundo exterior.</p>
<p>Já outras são danosas por si só e, para elas, devem ser evitadas por completo: “Agentes jogando com as emoções”, “Segmentação de usuários quando vulneráveis” e “Compras sorrateiras”.</p>
<p>Hoje, junho de 2026, as grandes empresas do setor estão sob forte pressão para aumentarem a geração de receita e, no caso das que têm uma oferta pública de ações (IPO) no horizonte, melhorar todos os números contábeis. Este momento costuma ser o início do arrocho nas benesses de que os usuários dispunham na fase de crescimento. Espere por <a href="https://manualdousuario.net/claude-code-limites-uso/">preços mais caros</a>, planos gratuitos mais limitados e, claro, mais padrões obscuros para aumentar engajamento e receita.</p>
<p>Há tempos trato software comercial como produtos radioativos: podem ser úteis, às vezes são inevitáveis e, em qualquer caso, tento limitar o uso ao necessário, sempre com todas as defesas em alerta máximo. Pode ser paranoia? Talvez. A indústria, porém, dá provas reiteradas de que a cautela não é a troco de nada.</p>
<p>No mesmo dia de início da Build&nbsp;2026 (2/6), evento anual da Microsoft para desenvolvedores, onde a empresa apresentou o “autopilot” (agente de IA) Scout, a publicação <cite>404&nbsp;Media</cite> revelou documentos internos em que a empresa diz explicitamente que o primeiro passo no cronograma de adoção do Scout <a href="https://www.404media.co/microsoft-wants-to-make-people-addicted-to-scout-its-new-ai-assistant-internal-documents-reveal/">é “viciar as pessoas” na solução</a>. Não dá para ser menos obscuro que isso.</p>
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		<title>O leiaute do Manual tem uma nova coluna</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 12:12:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
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					<description><![CDATA[Se você está acessando o Manual por uma tela grande — como a de um notebook —, deve ter reparado na novidade: agora o blog tem uma segunda coluna, à direita, com vários links. É um “menu principal”. A última vez que usei um menu do tipo foi no longínquo ano de 2018. Desde então, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se você está acessando o <strong>Manual</strong> por uma tela grande — como a de um notebook —, deve ter reparado na novidade: agora o blog tem uma segunda coluna, à direita, com vários links. É um “menu principal”.</p>
<p>A última vez que usei um menu do tipo foi no longínquo ano de 2018. Desde então, adotei a coluna única pela facilidade maior em criar e manter ambas as versões para telas pequenas e grandes.</p>
<p>O novíssimo leiaute nasceu de uma nova tentativa minha de domar a propriedade <code>grid</code> do CSS. Desta vez, deu certo. Além do espaço maior para destacar áreas do blog e links externos, a busca também “subiu”, ficou mais fácil de encontrá-la.</p>
<p>Quando o blog tinha analytics (software de aferição da audiência), saltava à vista a proporção de acessos a partir de dispositivos com telas grandes (notebooks, computadores de mesa e tabletões). Eram cerca de 1/3 do total. Creio que esse percentual não tenha diminuído desde então, o que justifica a atenção dada à versão para telas grandes em um mundo que acessa a internet mais pelo celular.</p>
<p>Em telas pequenas, aliás, pouca coisa mudou. O menu lateral vai para o rodapé da página, com um atalho no topo que te leva direto a ele e outro, lá embaixo, que te traz de volta ao topo.</p>
<p>Se encontrar algum erro, avise-me nos comentários ou <a href="ghedin@manualdousuario.net">por e-mail</a>.</p>
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		<title>O que aprendemos nesse processo é que acho que a praça pública não é a direção em que queremos seguir. Essencialmente, acho que é útil como um mecanismo de descoberta, mas somos muito inspirados por empresas como o Reddit.</title>
		<link>https://manualdousuario.net/bluesky-twitter-reddit/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:32:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Bluesky]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[Rose WangCOO do Bluesky. Acho muito difícil que essa mudança seja bem sucedida no Bluesky. O dado mais surpreendente da reportagem, porém, é o de que o Bluesky tem apenas 600&#160;mil pessoas que publicam ativamente na plataforma.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/rose-wang-bluesky.jpg" alt="Mulher com traços asiáticos e cabelo escuro longo e liso, sorrindo." width="64" height="64" class="alignnone size-full wp-image-64137"><span><strong>Rose Wang</strong><br>COO do Bluesky.</span></p>
<p>Acho muito difícil que essa mudança seja bem sucedida no Bluesky.</p>
<p>O dado mais surpreendente <a href="https://www.cnbc.com/2026/06/04/bluesky-twitter-rival-reddit-social-media.html">da reportagem</a>, porém, é o de que o Bluesky tem apenas 600&nbsp;mil pessoas que publicam ativamente na plataforma.</p>
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		<title>rsync vira lixo de IA e quebra seus backups</title>
		<link>https://manualdousuario.net/rsync-lixo-de-ia-vibe-coded/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[David Gerard]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:11:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[FOSS]]></category>
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		<category><![CDATA[Textões]]></category>
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					<description><![CDATA[O rsync é um programa para copiar diretórios de arquivos inteiros de um computador para outro, fazendo atualizações incrementais se houver apenas algumas mudanças. Você pode manter uma cópia de backup contínua. É super confiável para esse trabalho. Até recentemente. Em 28 de maio, Jeremiah Fieldhaven postou sobre como seu sistema de backup quebrou depois [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="https://rsync.samba.org">rsync</a> é um programa para copiar diretórios de arquivos inteiros de um computador para outro, fazendo atualizações incrementais se houver apenas algumas mudanças. Você pode manter uma cópia de backup contínua. É super confiável para esse trabalho.</p>
<p>Até recentemente. Em 28 de maio, Jeremiah Fieldhaven postou sobre como <a href="https://mastodon.gamedev.place/@JeremiahFieldhaven/116654345332213390">seu sistema de backup quebrou</a> depois de uma atualização do rsync:</p>
<p><span id="more-64132"></span></p>
<blockquote><p>Então, meus sistemas atualizaram recentemente para o rsync 3.4.3, e assim que isso aconteceu meu sistema de backup […] começou a falhar em qualquer coisa além de um backup completo. Revertendo para a versão 3.4.1, voltou a funcionar.</p>
<p>Fui ver o código no GitHub para entender o que poderia ter mudado, porque não parece haver nada relevante no changelog.</p>
<p>Desde a 3.4.1, 36 commits [assinados] por “tridge e claude”.</p></blockquote>
<p>O rsync basicamente está finalizado. Não se anseia por novos recursos. Mas o <a href="https://pivot-to-ai.com/2026/04/09/claude-mythos-the-ai-hacking-model-too-good-to-release-allegedly/">Claude Mythos</a> desencadeou uma enxurrada de hackermen de segurança apontando chatbots para projetos de código aberto e enviando aos projetos uma punhado de ruído e lixo.</p>
<p>Alguns mantenedores estão combatendo IA com IA. O problema é que código vibe é lixo não confiável e os usuários do rsync estão sofrendo as consequências.</p>
<p>Existe uma reimplementação do rsync, chamada openrsync, do projeto OpenBSD. A distribuição Alpine Linux está empacotando o openrsync e considerando a possibilidade de substituir o rsync pelo openrsync. O Alpine é o sistema em que a maioria das imagens Docker rodam, então é bastante crítico por si só.</p>
<p>Vibe coding em infraestrutura crítica <a href="https://social.treehouse.systems/@ariadne/116659903024289081">é um grande alerta vermelho para o Alpine</a>:</p>
<blockquote><p>Sim, é porque toda a nossa infraestrutura é construída em cima do rsync, que agora está sendo vibe coded, e isso parece ser um problema.</p></blockquote>
<p>O projeto Debian — no qual Ubuntu e Linux Mint são baseados — <a href="https://bugs.debian.org/cgi-bin/bugreport.cgi?bug=1138239">também está debatendo</a> ficar em uma versão anterior à do rsync vibe coded.</p>
<p>O mantenedor do rsync, Andrew Tridgell, <a href="https://medium.com/@tridge60/rsync-and-outrage-d9849599e5a0">respondeu em um blog</a> sobre o problema de código gerado por IA do rsync.</p>
<p>Muito do post é copia e cola de material dos convertidos à IA. O software mudou completamente nos últimos meses, sabe? Ele até mandou esta:</p>
<blockquote><p>Além disso, ninguém realmente sabe se a inteligência humana é apenas predição estocástica mais refinada.</p></blockquote>
<p>Sim, sabemos, não é. Humanos não são grandes modelos de linguagem. Afirmar que humanos podem ser apenas chatbots é um lugar comum entre aqueles que foram conquistados por um chatbot e querem justificar isso.</p>
<p>Tridgell recebeu muitas “mensagens de ódio” bem desagradáveis, como ele as chama — no Hacker News foi chocante — e ele realmente não merecia isso.</p>
<p>Por outro lado, seu post descreve posts de mantenedores de distribuições Linux que afirmaram não conseguirem mais confiar no rsync, e que estão migrando para o openrsync, e uma longa explicação técnica sobre o novo framework de testes vide codado, como “acusações raivosas contra mim”. Calma lá, também.</p>
<p>Tridgell tem o direito de conduzir o projeto rsync à sua maneira, e ninguém pode impedi-lo. Só que outras pessoas também têm o direito de dizer: isso quebrou nossas coisas, continuará quebrando nossas coisas porque agora é lixo de IA, então estamos de saída, e toda essa situação é lamentável.</p>
<p>Porque você não quebra a infraestrutura e passa incólume, seja qual for seu histórico.</p>
<p>Tridgell é aposentado, mas sente uma obrigação de continuar trabalhando no rsync:</p>
<blockquote><p>Eu preferiria estar velejando do que trabalhando em problemas de segurança do rsync.</p></blockquote>
<p>Tridgell entregou o projeto rsync para outra pessoa 20 anos atrás, mas <a href="https://lwn.net/Articles/968732/">o retomou em 2024</a>.</p>
<p>A resposta para descobrir que você é crítico não é começar a usar código de IA com testes de IA.</p>
<p>A teoria do Grande Homem no desenvolvimento de código aberto, onde tudo depende de um indivíduo heroico, sempre foi um ponto de falha fatal. Acontece porque as empresas que se beneficiam do software simplesmente não remuneram os caras que permitem que elas funcionem. Daí as empresas tentam fazer esses caras se sentirem obrigados a trabalharem de graça para elas.</p>
<p>Esses caras precisam começar a dizer “não”. Vão velejar. Declarem o projeto encerrado e vejam se os beneficiários finalmente passam a contribuir. Talvez contribuam, talvez não, mas nenhuma empresa alocará desenvolvedores ou dinheiro para que isso seja feito até que você diga “não”.</p>
<p class="ctx"><a href="https://pivot-to-ai.com/2026/06/03/rsync-goes-ai-slop-breaks-your-backups/">Publicado originalmente no <cite>Pivot to AI</code></a> em 3/6/2026.</p>
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		<title>Links legais da semana</title>
		<link>https://manualdousuario.net/links-legais-20260603/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 16:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Links legais]]></category>
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					<description><![CDATA[Como diamantes são feitos? Uma história interessante (em inglês) em um site lindíssimo. Dica: segure o dedo ou cursor sobre o diamante 3D para movimentá-lo. É hora de falar do meu writerdeck&#160;(em inglês). Veronica pegou um notebook antigo e o transformou em uma máquina de escrever digital desconectada da internet. (Se preferir, tem em vídeo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="ctx">Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? <a href="https://manualdousuario.net/assunto/links-legais/">Acesse o arquivo</a>.</p>
<p><a href="https://diamond.jaydip.me/read/">Como diamantes são feitos?</a> Uma história interessante (em inglês) em um site lindíssimo. Dica: segure o dedo ou cursor sobre o diamante 3D para movimentá-lo.</p>
<p><a href="https://veronicaexplains.net/my-first-writerdeck/">É hora de falar do meu writerdeck</a>&nbsp;(em inglês). Veronica pegou um notebook antigo e o transformou em uma máquina de escrever digital desconectada da internet. (Se preferir, <a href="https://tinkerbetter.tube/w/fH9CJGepAbZWN646ChbJ44">tem em vídeo também</a>.)</p>
<p><a href="https://isaiprofitable.com/">Is AI profitable yet?</a> Um monitor dos gastos e receita das empresas de IA de vanguarda. É uma corrida do ouro: a única lucrativa é a que vende pás e picaretas (Nvidia).</p>
<p><a href="https://placedog.net/">Placedog</a>. Um banco de imagens livres do bicho de estimação favorito de todo mundo:&nbsp;cachorros<sup>[carece&nbsp;de&nbsp;fonte]</sup>.</p>
<p><a href="https://ryan.hellyer.kiwi/tools/historic-wordpress/">Historic WordPress</a>. Cópias do painel administrativo e do tema padrão das primeiras versões do WordPress, incluindo o wp-admin mais bonito de todos&nbsp;(2.5).</p>
<p><a href="https://github.com/anticapitalistcomputerclub/kill-yr-substack">Kill Yr Substack</a>. Uma extensão que substitui links do Substack (incluindo de domínios próprios) por cópias salvas no Archive.org. Para Chrome e Firefox; instalação manual.</p>
<p><a href="https://marker-highlight.solarise.dev/">Markerhighlight.js</a>. Uma biblioteca JavaScript para gerar marcações em textos. Marcações do tipo analógicas mesmo — destacar com marca-texto, circular em vermelho etc.</p>
<p><a href="https://www.whatcable.uk/">WhatCable</a>. Aplicativo gratuito e FOSS, para macOS, que identifica as características de cabos USB-C e as exibe em inglês coloquial. (Você sabia que cabos USB-C variam muito? É mais um padrão não padronizado.)</p>
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		<title>Na abertura da Build 2026, a Microsoft fez jus à natureza do evento — focado em…</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:03:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Build]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Microsoft]]></category>
		<category><![CDATA[Windows]]></category>
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					<description><![CDATA[Na abertura da Build&#160;2026, a Microsoft fez jus à natureza do evento — focado em desenvolvedores — e anunciou, entre outras coisas, um punhado de novidades para tornar o Windows&#160;11 mais palatável a esse público. A linuxificação do Windows segue a pleno vapor, agora com coreutils nativo e suporte a contêineres no Windows Subsystem for [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na abertura da <a href="https://news.microsoft.com/build-2026/">Build&nbsp;2026</a>, a Microsoft fez jus à natureza do evento — focado em desenvolvedores — e anunciou, entre outras coisas, <a href="https://blogs.windows.com/windowsdeveloper/2026/06/02/build-2026-furthering-windows-as-the-trusted-platform-for-development/">um punhado de novidades</a> para tornar o Windows&nbsp;11 mais palatável a esse público. A linuxificação do Windows segue a pleno vapor, agora com <code>coreutils</code> nativo e suporte a contêineres no Windows Subsystem for Linux (WSL). De resto, muita coisa envolvendo “agentes” de IA — o grande tema deste ano —, incluindo suporte nativo ao OpenClaw.</p>
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		<title>1 ano com Dvorak e reflexão sobre sistemas racionais</title>
		<link>https://manualdousuario.net/um-ano-com-dvorak-sistemas-racionais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:05:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[A Daniely está aprendendo a digitar em um teclado padrão Dvorak, que se supõe mais racional, embora — como ela aponta — decisões racionais sempre carreguem um quê de emoção: É muito difícil testar uma proposta alternativa e racional, justamente por não ter sido largamente adotada. A escolha de uma alternativa sempre envolve um novo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Daniely está aprendendo a digitar em um teclado padrão Dvorak, que se supõe mais racional, embora — como ela aponta — decisões racionais sempre carreguem um quê de emoção:</p>
<blockquote><p>É muito difícil testar uma proposta alternativa e racional, justamente por não ter sido largamente adotada. A escolha de uma alternativa sempre envolve um novo padrão que prevalece sobre outras propostas; a exemplo, alternativamente ao Dvorak, há o Colemark e o Nativo, que se propõem ainda mais racionais, ao passo que ao Esperanto há o Ido e a Interlingua. Portanto, escolher uma alternativa racional é também uma decisão emocional, que pode envolver a coesão, a disponibilidade e a narrativa contada pela proposta.</p></blockquote>
<p>Costumo resistir a mudanças drásticas. Aproveito o tema para compartilhar como fiz as pazes com o teclado do notebook, em QWERTY mesmo (“como nossos pais”).</p>
<p>Durante muito tempo tive aquela pira de digitar mais rápido, de usar (ou sonhar acordado) <a href="https://manualdousuario.net/teclado-mecanico/">com teclados mecânicos</a>, toda aquela paranoia induzida por sites e canais de “produtividade”.</p>
<p>Desesncanei quando me dei conta que o que eu faço não é digitar, é divulgar ideias. A digitação é apenas o meio que tenho à disposição para tal. Não há vantagem em digitar rápido e eu nem digito tanto a ponto de justificar investimentos de tempo, dinheiro ou esforço nisso.</p>
<p>Foi aí que aposentei o teclado mecânico e voltei ao do notebook — mesmo quando estou usando o monitor externo.</p>
<p>Até toparia brincar com um Dvorak, mas com a mesma despretensão com que aprenderia um novo idioma: não para substituir o português, mas sim pela curiosidade e eventuais acidentes felizes no desenvolvimento de uma nova habilidade.</p>
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		<title>Wipr&#160;2 expande o bloqueio de anúncios do Safari para todos os outros apps</title>
		<link>https://manualdousuario.net/wipr-2-filtr-bloqueador-anuncios/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 18:32:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Aplicativo do dia]]></category>
		<category><![CDATA[Aplicativos]]></category>
		<category><![CDATA[Bloqueadores de anúncios]]></category>
		<category><![CDATA[Extensões]]></category>
		<category><![CDATA[iOS]]></category>
		<category><![CDATA[macOS]]></category>
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					<description><![CDATA[O Wipr&#160;2, bloqueador de anúncios para o Safari criado pela Kaylee Serena (o que eu uso), ganhou um novo recurso que expande seu funcionamento por todo o sistema, o Filtr. Desenvolvido ao longo dos últimos dez meses, ele faz uso de uma nova tecnologia da versão 26 dos sistemas operacionais da Apple, o Filtro de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/wipr-2-icone.png" alt="Ícone do Wipr 2." width="192" height="192" class="alignright size-full wp-image-64099">O <a href="https://apps.apple.com/app/id1662217862">Wipr&nbsp;2</a>, bloqueador de anúncios para o Safari criado pela Kaylee Serena (o que eu uso), ganhou um novo recurso que expande seu funcionamento por todo o sistema, o <a href="https://kaylees.site/wipr-help.html#what-is-filtr">Filtr</a>.</p>
<p>Desenvolvido ao longo dos últimos dez meses, ele faz uso de uma nova tecnologia da versão 26 dos sistemas operacionais da Apple, o <a href="https://support.apple.com/pt-br/guide/deployment/dep1129ff8d2/web#dep4c679ebcd">Filtro de URL</a>. Segundo Kaylee, ela permite “bloquear requisições da rede em todo o sistema sem acessar o tráfego da rede e com mais detalhamento que soluções antigas”. Ela diz que trata-se do primeiro aplicativo a fazer uso do Filtro de URL.</p>
<p><span id="more-64098"></span>As “soluções antigas” e ainda usada por outros apps são, quase sempre, uma “VPN falsa” — que não redireciona o tráfego para servidores externos; em vez disso, é usada apenas para filtrar domínios de rastreadores e anúncios.</p>
<p>Um Filtro de URL age de outra maneira, uma chancelada pela Apple. Além da maior eficiência, o recurso é compatível com defesas que a antiga solução de VPN falsa quebrava, como o Private Relay do iCloud+ e endereços DNS alternativos (NextDNS, ControlD).</p>
<p>Após instalado e ativado, é possível ver o Filtr listado como Filtro de URL nas configurações do iOS e do macOS:</p>
<ul>
<li>iOS: Vá aos ajustes, entre em <samp>Geral</samp> e, em seguida, em <samp>Gestão de VPN e Dispositivo</samp>.</li>
<li>macOS: Abra o ajustes, toque no item <samp>Rede</samp> na barra lateral e, depois, em <samp>VPN e Filtros</samp>.</li>
</ul>
<figure id="attachment_64101" aria-describedby="caption-attachment-64101" style="width: 1280px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" fetchpriority="high" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/06/filtro-de-url-macos-2.png" alt="Print parcial da tela dos ajustes do macOS&nbsp;26, na aba Rede, mostrando um Filtro de URL do Wipr&nbsp;2 ativado." width="1280" height="580" class="size-full wp-image-64101"><figcaption id="caption-attachment-64101" class="wp-caption-text">Filtr funciona suave com endereços DNS personalizados, como os do NextDNS.</figcaption></figure>
<p>O Filtr segue a filosofia geral do Wipr&nbsp;2, de ser um aplicativo do tipo “instale e esqueça”. Não há opções ou ajustes finos disponíveis, o que pode ser frustrante para quem gosta de bloquear domínios que não costumam figurar nas listas de bloqueios. (Para mim, tal característica representa um alívio, porque aí não tenho como cair na tentação de ficar futricando nessas coisas.)</p>
<p>Funciona? Aparentemente sim…? A simplicidade do Wipr&nbsp;2 é completa, ou seja, não há painéis ou estatísticas de URLs bloqueadas. O único meio de determinar se funciona é a observação empírica.</p>
<p>Desde que ativei o Filtr nos meus dispositivos, no dia em que <a href="https://kaylees.site/filtr-is-out-now.html">o recurso foi lançado (22/5)</a>, desative o NextDNS para verificar se algo muito óbvio furaria o Filtr. Ainda que não use ou use poucos aplicativos com anúncios, nada atípico saltou à vista nesta primeira semana.</p>
<p>O Filtr é uma assinatura à parte, dentro do Wipr&nbsp;2 (que é vendido como compra única de R$&nbsp;29,90). A assinatura anual do Filtr custa R$&nbsp;29 e a licença vitalícia, R$&nbsp;149.</p>
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		<item>
		<title>Acessos ao buscador sem IA do DuckDuckGo triplicaram desde o Google&#160;I/O</title>
		<link>https://manualdousuario.net/duckduckgo-buscador-sem-ia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 17:17:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[DuckDuckGo]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Web]]></category>
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					<description><![CDATA[Desde o anúncio do Google da “maior reformulação da caixa de busca da sua história, no dia 28/5, os acessos à variante sem IA do buscador do DuckDuckGo (DDG) triplicaram — e continuam aumentando, segundo a empresa. O endereço é noai.duckduckgo.com. Se preferir, há extensões gratuitas para Chrome e Firefox. O DuckDuckGo convencional pode ser [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde <a href="https://manualdousuario.net/google-io-2026-interface-web/">o anúncio do Google</a> da “maior reformulação da caixa de busca da sua história, no dia 28/5, os acessos à variante sem IA do buscador do DuckDuckGo (DDG) <a href="https://xcancel.com/DuckDuckGo/status/2060418373318553902">triplicaram</a> — e continuam aumentando, segundo a empresa.</p>
<p>O endereço é <a href="https://noai.duckduckgo.com">noai.duckduckgo.com</a>. Se preferir, há extensões gratuitas para <a href="https://chromewebstore.google.com/detail/duckduckgo-no-ai-search/faoilnlkccdjdkpljainiiimmijofmpd">Chrome</a> e <a href="https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/duckduckgo-no-ai-search/">Firefox</a>.</p>
<p>O DuckDuckGo convencional pode ser configurado como um buscador sem recursos de inteligência artificial. Para isso, acesse <a href="https://duckduckgo.com/settings#aifeatures">as configurações de IA</a> e desmarque as três opções.</p>
<p>Não é como se o DuckDuckGo fosse uma empresa anti-IA. O buscador tem um equivalente ao “AI Overviews” do Google, o Search Assist, que por padrão aparece “às vezes”, ou seja, “quando é altamente relevante” segundo critérios não divulgados.</p>
<p>Outra iniciativa em IA é o <a href="https://duck.ai">Duck.ai</a>, uma interface para grandes modelos de linguagem (LLMs) de terceiros: Anthropic (Haiku&nbsp;4.5), OpenAI (GPT-5&nbsp;mini, GPT-4o&nbsp;mini e gpt-oss&nbsp;120B), Meta (Llama&nbsp;4&nbsp;Scout) e Mistral (Small&nbsp;4). O diferencial dessa interface é uma configuração mais privada. As conversas são anonimizadas pelo DDG, a retenção do conteúdo é limitada e elas não são usadas para treinar modelos de IA.</p>
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		<title>FIB16 em Belém (PA): Um passeio visual</title>
		<link>https://manualdousuario.net/fib16-belem-para-fotos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 16:50:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
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					<description><![CDATA[Tive a oportunidade de participar de mais uma edição do Fórum da Internet no Brasil, o FIB16, desta vez em Belém (PA). O evento, organizado pelo NIC.br, reúne pessoas de diferentes setores para debater assuntos quentes e/ou importantes relacionados à internet no país. O meu FIB16, porém, foi um pouco diferente. A exemplo da edição [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tive a oportunidade de participar de mais uma edição do Fórum da Internet no Brasil, o FIB16, desta vez em Belém (PA). O evento, organizado pelo <a href="https://nic.br">NIC.br</a>, reúne pessoas de diferentes setores para debater assuntos quentes e/ou importantes relacionados à internet no país.</p>
<p>O meu FIB16, porém, foi um pouco diferente. A exemplo da edição passada, em Salvador (BA), vim aqui contratado pelo NIC.br para conduzir o podcast de entrevistas <cite>Nós da Internet</cite>. Optei por ficar menos dias desta vez, o que adensou o cronograma das entrevistas e me privou de acompanhar as mesas. (Dica que vale para mim: todas foram transmitidas e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y-w7yMzH3MQ">estão disponíveis no YouTube</a>.)</p>
<p>Para não passar o evento em branco neste <strong>Manual</strong>, pensei em registrar em fotos os ambientes e momentos do FIB16 e os bastidores do <cite>Nós da Internet</cite>.</p>
<p>Fazia muito tempo (mesmo) que não fotografava qualquer coisa além de eventos familiares. Ignorem ângulos estranhos, luzes estouradas e cores esquisitas. Notei que esqueci tudo que sabia de fotografia — o que, verdade seja dita, nunca foi muita coisa.</p>
<p><span id="more-64053"></span>***</p>
<p>O FIB16 ainda está rolando no <a href="https://hangarpa.com.br">centro de convenções Hangar</a>, na capital paraense, mesmo local que recebeu a COP&nbsp;30 em 2025. É gigantesco. O FIB ocupa parte do piso superior.</p>
<p>Ao passar pelo credenciamento no térreo e subir as escadas (ou ser levado pela escada rolante), o visitante se depara com larguíssimo corredor em formato de “U” que abriga as quatro salas onde os debates acontecem, salas privadas, o estúdio do <cite>Nós da Internet</cite>, banheiros e provavelmente mais coisas que não notei.</p>
<p>O corredor é tão largo que recebeu dois espaços com poltronas e assentos para os participantes do FIB descansarem ou usarem seus computadores com mais conforto. Foi, também, um lugar propício para (re)encontrar pessoas, e nesta edição tive a sorte de conhece mais um monte de gente legal com quem só tinha conversado por telefone, e-mail ou redes sociais.</p>
<figure id="attachment_64054" aria-describedby="caption-attachment-64054" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/ORG_DSC01023.jpeg" alt="Visão geral do amplo corredor, com pessoas dispersas no ambiente e um painel para tirar fotos à esquerda, à frente de grandes janelas." width="1280" height="854" class="size-full wp-image-64054"><figcaption id="caption-attachment-64054" class="wp-caption-text">Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<p>Do lado direito colocaram uma grande mesa, tradicional no FIB, com livros, cartilhas e adesivos do NIC.br e parceiros, tudo oferecido gratuitamente.</p>
<figure id="attachment_64056" aria-describedby="caption-attachment-64056" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/ORG_DSC00958.jpeg" alt="Uma longa mesa cheia de livros em cima, em frente a uma parede bege, com texturas, e pessoas ao redor." width="1280" height="854" class="size-full wp-image-64056"><figcaption id="caption-attachment-64056" class="wp-caption-text">Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<p>Três salas ficam à direita e uma — a principal (e maior) — à esquerda. As salas são organizadas num formato de auditório, com o palco à frente de uma tela enorme.</p>
<figure id="attachment_64057" aria-describedby="caption-attachment-64057" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/ORG_DSC01015.jpeg" alt="Palco da mesa “Vozes em Rede: Experiências de Inclusão Digital e Soberania Linguística Indígena”." width="1280" height="854" class="size-full wp-image-64057"><figcaption id="caption-attachment-64057" class="wp-caption-text">Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<p>O estúdio do <cite>Nós da Internet</cite> fica do lado esquerdo, meio escondidinho. (Em Salvador, ele ficava mais centralizado.) Entretanto, a produção subiu o nível da decoração. Ficou super aconchegante e agradeci muito terem dispensado os fones de ouvido em mim e nos entrevistados.</p>
<figure id="attachment_64058" aria-describedby="caption-attachment-64058" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/ORG_DSC00961.jpeg" alt="Dois homens observando um estúdio que lembra uma sala de estar através de um vidro." width="1280" height="854" class="size-full wp-image-64058"><figcaption id="caption-attachment-64058" class="wp-caption-text">Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<p>A ilha de edição (ou de captação) fica atrás do estúdio. É cheia de botões coloridos e equipamentos de áudio profissional. Não tenho a menor ideia de como tudo isso funciona.</p>
<figure id="attachment_64059" aria-describedby="caption-attachment-64059" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/ORG_DSC01000.jpeg" alt="Mesa com notebook, monitor, claquete e uma mesa de áudio." width="1280" height="854" class="size-full wp-image-64059"><figcaption id="caption-attachment-64059" class="wp-caption-text">Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<p>A super equipe que está produzindo a segunda temporada do <cite>Nós da Internet</cite>:</p>
<figure id="attachment_64060" aria-describedby="caption-attachment-64060" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/PHOTO-2026-05-27-18-56-07.jpg" alt="Equipe do podcast no cenário: Laura Molinari, Taís Stoffelli, Rodrigo Ghedin e Pedro Boneto." width="1600" height="1066" class="size-full wp-image-64060"><figcaption id="caption-attachment-64060" class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita: Laura Molinari, Taís Stoffelli, eu e Pedro Boneto. Foto: Thiago Diniz/NIC.br.</figcaption></figure>
<p>***</p>
<p>Eu, que sou só meio bobo, não inteiro, aproveitei as noites e os horários vagos entre uma gravação e outra para conhecer Belém. Foi a primeira vez que estive na região Norte do Brasil.</p>
<p>Fui à Estação das Docas, que parece um cais/porto na Baía do Guajará, só que repaginado para turistas. Por dentro lembra um shopping restrito a restaurantes e lojas de lembranças. A área externa mantém os guindastes, que não sei se ainda são usados ou se viraram decoração.</p>
<figure id="attachment_64061" aria-describedby="caption-attachment-64061" style="width: 854px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/ORG_DSC00964.jpeg" alt="Área interna da Estação das Docas. Lembra um shopping, só que estreito." width="854" height="1280" class="size-full wp-image-64061"><figcaption id="caption-attachment-64061" class="wp-caption-text">Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<figure id="attachment_64062" aria-describedby="caption-attachment-64062" style="width: 854px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/ORG_DSC01032.jpeg" alt="Guindaste amarelo na área externa da Estação das Docas, à beira do baía do Guajará." width="854" height="1280" class="size-full wp-image-64062"><figcaption id="caption-attachment-64062" class="wp-caption-text">Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<p>Ali, provei um sorvete bom demais na Cairu: os sabores “carimbó”, que mistura cupuaçu com castanha do Pará, e o Cairu COP 30, que tem esses mesmo ingredientes, mais pistache.</p>
<figure id="attachment_64063" aria-describedby="caption-attachment-64063" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/ORG_DSC00974.jpeg" alt="Foto de uma bola de sorvete sabor carimbó, em frente à fachada da Cairu." width="1280" height="854" class="size-full wp-image-64063"><figcaption id="caption-attachment-64063" class="wp-caption-text">Este é o sabor carimbó. Tudo com cupuaçu fica gostoso. Foi a primeira vez que provei o fruto em pedaços (as partes amarelas do sorvete). Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<p>Por falar em carimbó, o ritmo musical do Pará, na noite seguinte fomos ao Apoena, um bar-restaurante que aparenta ser tradicional. Comi o popular peixe filhote acompanhado de açaí na cuia, que achei delicioso:</p>
<figure id="attachment_64064" aria-describedby="caption-attachment-64064" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/ORG_DSC00977.jpeg" alt="Pratos sobre a mesa: filé de filhote com folhas de jambu e uma cuia de açaí." width="1280" height="854" class="size-full wp-image-64064"><figcaption id="caption-attachment-64064" class="wp-caption-text">O famoso açaí original. Não é salgado, como se pensa aqui no Sul/Sudeste. Ele só não é doce. A consistência é mais líquida, e não pastosa, e vem com acompanhamentos. Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<p>E, depois, assisti ao início da apresentação do Lucas Castanha e ao show à parte da clientela que se levantou das mesas para dançar.</p>
<figure id="attachment_64065" aria-describedby="caption-attachment-64065" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/ORG_DSC00992.jpeg" alt="Palco com músicos tocando e, à frente, silhuetas de algumas pessoas em movimento, dançando." width="1280" height="854" class="size-full wp-image-64065"><figcaption id="caption-attachment-64065" class="wp-caption-text">Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<p>Também comi — sem fotos — tacacá, tucupi à casaca, moqueca de peixe filhote e maniçoba (o prato que mais gostei). Descobri novos frutos, como o da pupunha (da mesma árvore de onde se extrai o palmito), bacuri (um cupuaçu sem o azedinho no final) e as folhas do jambu, onipresentes na culinária paraense e que, até então, só conhecia diluídas na cachaça. O equivalente nos doces é o cupuaçu, que aparece em muitas receitas e muito me agrada.</p>
<figure id="attachment_64066" aria-describedby="caption-attachment-64066" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/ORG_DSC01064.jpeg" alt="Banca de feira com muitos cachos de pupunha." width="1280" height="854" class="size-full wp-image-64066"><figcaption id="caption-attachment-64066" class="wp-caption-text">Antes de ir a Belém, não tinha a menor ideia que se come o fruto da pupunha. Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<p>No dia da volta, passei pelo mercado Ver-o-peso para comprar algumas lembranças. É vasto e caótico. As barracas formam labirintos temáticos — área de peixes, frutas, artesanato — que enchem os sentidos com cheiros, colorido e barulhos distintos.</p>
<figure id="attachment_64067" aria-describedby="caption-attachment-64067" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/ORG_DSC01056.jpeg" alt="Barraca com grandes tigelas com alimentos cozidos, como arroz e carnes, e uma mulher atrás da banca vestindo avental." width="1280" height="854" class="size-full wp-image-64067"><figcaption id="caption-attachment-64067" class="wp-caption-text">Tirei esta foto às 9h da manhã. Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<figure id="attachment_64068" aria-describedby="caption-attachment-64068" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/ORG_DSC01060.jpeg" alt="Barraca de cachaça com um homem, o vendedor, enrolando uma garrafa em papel." width="1280" height="854" class="size-full wp-image-64068"><figcaption id="caption-attachment-64068" class="wp-caption-text">A famosa cachaça de jambu. (“Frutas”?) Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<figure id="attachment_64069" aria-describedby="caption-attachment-64069" style="width: 854px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/ORG_DSC01065.jpeg" alt="Duas pessoas sentadas à porta do Solar da Beira." width="854" height="1280" class="size-full wp-image-64069"><figcaption id="caption-attachment-64069" class="wp-caption-text">No meio do Ver-o-peso, o prédio Solar da Beira oferece uma feirinha de artesanatos. Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<p>No primeiro voo da volta, de Belém a Guarulhos, descolei um assento na janela na esperança de ver de cima um pedaço da Amazônia. Consegui, mas bem pouco: havia muitas nuvens no caminho e menos árvores do que esperava.</p>
<figure id="attachment_64070" aria-describedby="caption-attachment-64070" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/ORG_DSC01079.jpeg" alt="Vista aérea, da janela de um avião, de parte da floresta e de um rio, cobertos por algumas nuvens." width="1280" height="854" class="size-full wp-image-64070"><figcaption id="caption-attachment-64070" class="wp-caption-text">Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
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		<title>IPO da SpaceX funciona como uma fraude de criptomoeda, porém com IA</title>
		<link>https://manualdousuario.net/spacex-ipo/</link>
					<comments>https://manualdousuario.net/spacex-ipo/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[David Gerard]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 12:09:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Elon Musk]]></category>
		<category><![CDATA[Golpe]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Textões]]></category>
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					<description><![CDATA[colaborou Amy Castor Já vimos esse filme antes. Antes da nossa guinada para IA, escrevemos sobre fraudes de criptomoedas. Uma oferta inicial de moedas criptográficas (ou “criptos”) começa com um white paper cheio de baboseiras impossíveis. Ninguém se importa porque toda a proposta de valor é “número que sobe”. A cripto é lançada, o preço [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>colaborou Amy Castor</em></p>
<p>Já vimos esse filme antes.</p>
<p>Antes da nossa guinada para IA, escrevemos sobre fraudes de criptomoedas. Uma oferta inicial de moedas criptográficas (ou “criptos”) começa com um white paper cheio de baboseiras impossíveis. Ninguém se importa porque toda a proposta de valor é <a href="https://davidgerard.co.uk/blockchain/2019/05/27/the-origin-of-number-go-up-in-bitcoin-culture/">“número que sobe”</a>.</p>
<p>A cripto é lançada, o preço dispara e os insiders fazem uma puxada de tapete (“rug pull”), despejando suas participações nos otários e derrubando o preço, depois sumindo com o dinheiro. Os investidores iludidos terminam segurando a batata quente.</p>
<p>A SpaceX está fazendo uma fraude estilo criptos, mas no mercado de ações real. O documento S-1 é o white paper. O IPO, marcado para meados de junho, é a puxada de tapete.</p>
<p><span id="more-64049"></span>A Space Exploration Technologies — para você, SpaceX — é a empresa de foguetes de Elon Musk. A SpaceX tem internet por satélite que gera lucro, contratos de defesa com uma sólida linha de receita junto ao governo dos EUA, vários foguetes ruins que explodem e uma empresa de IA que queima dinheiro e tem uma rede social que queima dinheiro e <a href="https://davidgerard.co.uk/blockchain/2022/12/16/twitters-decline-continues-follow-me-on-mastodon/">é praticamente inutilizável</a>.</p>
<p>Nada disso importa, porque o argumento de venda é a “magia do Elon”. <a href="https://www.sec.gov/Archives/edgar/data/1181412/000162828026036936/spaceexplorationtechnologi.htm">As 277 páginas do S-1</a> são decorativas. Você sabe que estão vendendo magia do Elon. Se você está no mercado por magia do Elon, você chegou ao lugar certo.</p>
<p>Ler o S-1 é como abrir uma caixa de abominações sobrenaturais muito estúpidas, todas tentando bater a sua carteira.</p>
<p>O S-1 é o puro suco da baboseira. Todos sabem que é baboseira. A SpaceX sabe que é baboseira. Os fanboys do Elon definitivamente sabem que é baboseira, mas estão comprando mesmo assim.</p>
<p>Por que a SpaceX está fazendo um IPO agora? Há várias razões. O mercado está aquecido! O S&amp;P continua batendo recordes históricos. Musk quer fazer o IPO antes da OpenAI e Anthropic. E o capital de risco para queimadores de dinheiro está secando.</p>
<p>O grande problema para você é que a SpaceX está executando uma falcatrua com índices de ações. É assim que a SpaceX vai puxar o tapete da sua aposentadoria. Este IPO é uma grande fraude.</p>
<h2>A puxada de tapete do índice de ações</h2>
<p>A SpaceX é uma empresa que nunca foi lucrativa. Ela almeja um valor de mercado de US$&nbsp;1,75&nbsp;trilhão. O IPO deve arrecadar US$&nbsp;80&nbsp;bilhões, boa parte dos quais não irá para construção de foguetes, mas para pagar dívidas, como <a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2026-05-21/musk-taps-spacex-s-financial-power-to-cut-interest-costs-in-half">o recente empréstimo de US$&nbsp;20&nbsp;bilhões</a> que a empresa pegou.</p>
<p>Quem vai comprar esta ação que não dá lucro à venda por 100 vezes o lucro? Você! Os fundos de pensão são a liquidez de saída designada.</p>
<p>A Nasdaq realmente queria bater a NYSE e ser a bolsa que listará o IPO da SpaceX. <a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2026-03-30/nasdaq-clears-way-for-spacex-big-ipos-to-gain-fast-index-entry">Ela descartou as antigas regras</a> há muito estabelecidas para que pudessem colocar a SpaceX na lista oficial do índice Nasdaq.</p>
<p>A nova regra é que qualquer IPO de ação “megacap” — uma ação destinada a uma capitalização de mercado massiva, na ordem de US$&nbsp;1&nbsp;trilhão, como SpaceX, OpenAI e Anthropic — será adicionada ao índice Nasdaq&nbsp;100 após apenas 15 dias sendo negociada. Mais importante, as megacaps estão isentas dos requisitos padrões de maturação e liquidez. A Nasdaq também removeu o requisito mínimo de 10% no “float” (quantidade de ações negociadas), então a SpaceX entra na grande lista com apenas 5% da empresa no mercado.</p>
<p>Os fundos de índice serão forçados a comprar o papel 15&nbsp;dias após o IPO, quando a ação estiver em alta. Os fundos de pensão geralmente compram fundos de índice. A trava antes que insiders possam vender suas ações é de 180&nbsp;dias. Quando esses seis meses terminarem, os insiders poderão despejar no mercado. Que é você. Tapete puxado!</p>
<p>Outros índices querem entrar na brincadeira. O FTSE Russell no Reino Unido <a href="https://www.lseg.com/en/media-centre/press-releases/ftse-russell/2026/ftse-russell-introduces-ipo-fast-entry-enhancements-for-russell-us-indexes">acaba de alterar suas regras</a> para que a SpaceX possa ingressar aos índices Russell e talvez à FTSE Global Equity Index Series. <a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2026-04-30/s-p-mulls-new-index-rules-to-speed-up-addition-of-mega-ipos">O S&amp;P também tem considerado novas regras</a> para colocar as megacaps na lista o mais rápido possível.</p>
<h2>O terrível segredo do espaço</h2>
<p>Vamos olhar para o S-1. Veja só, o terrível segredo do espaço!</p>
<blockquote><p>
Nossa missão: Construir os sistemas e tecnologias necessários para tornar a vida multiplanetária, compreender a verdadeira natureza do universo e levar a luz da consciência às estrelas.</p>
</blockquote>
<p>O S-1 começa com 14 páginas de fotos de ficção científica de foguetes e coisas do espaço, várias das quais parecem renderizações de IA.</p>
<p>Esta é uma retumbante obra de ficção científica — desculpe, “declarações prospectivas” — escrita por e para um adolescente excitado chamado Elon Musk. E alguns números de finanças vergonhosos do mundo real.</p>
<p>A SpaceX vai “estabelecer a economia lunar, incluindo transporte de carga, manufatura e produção de energia na Lua”! A SpaceX vai minerar asteroides! A SpaceX vai levar passageiros para Marte! A SpaceX vai construir <a href="https://pivot-to-ai.com/2025/12/01/ai-data-centres-in-space-why-dcs-in-space-cant-work/">computação de IA em órbita</a>!</p>
<p>O prospecto sugere que algumas dessas coisas podem nem ser humanamente possíveis, porque, é claro, não são:</p>
<blockquote><p>
[…] o cronograma para algumas de nossas iniciativas envolvendo inovações não comprovadas ou inéditas, incluindo nosso objetivo de implantar 100&nbsp;gigawatts de poder computacional anual em órbita, o estabelecimento de uma economia lunar e industrialização interplanetária e a cadência de lançamentos necessária para alcançar esses objetivos pode ser difícil ou impossível de determinar.</p>
</blockquote>
<p>Quão grande a SpaceX pode ficar?</p>
<blockquote><p>
Estimamos que nosso TAM [sigla em inglês para “mercado endereçável total”] quantificável é de US$&nbsp;28,5&nbsp;trilhões.</p>
</blockquote>
<p>Para comparação, o PIB total mundial para 2026 será de ~US$&nbsp;126&nbsp;trilhões. A SpaceX afirma que pode gerar cerca de um quinto de todo o dinheiro do mundo.</p>
<p>Se é seu trabalho ler essa coisa tenebrosa, só passe os olhos por cada afirmação sobre o futuro.</p>
<p>Elon Musk retém o controle completo da empresa. Ele tem a super maioria das ações com direito a voto. Investidores não podem processá-lo por violações de valores mobiliários — precisam ir para arbitragem.</p>
<p>SpaceX continuará queimando dinheiro:</p>
<blockquote><p>
Muitos dos produtos e serviços inovadores descritos em outros lugares neste prospecto podem acabar sendo malsucedidos e podem exigir grandes gastos.</p>
</blockquote>
<p>Mas uma vez que o papel esteja listado, SpaceX pode facilmente liberar parte dos outros 95% das ações no mercado. Dinheiro fácil!</p>
<h2>Os foguetes sobem</h2>
<p>Como empresa de foguetes, a SpaceX sempre foi um incinerador de dinheiro. No ano passado, a SpaceX registrou uma perda líquida de US$&nbsp;5&nbsp;bilhões.</p>
<p>O serviço de internet por satélite Starlink gerou US$&nbsp;4,4&nbsp;bilhões em lucro operacional em 2025. Isso significa que o resto do negócio torrou mais de US$&nbsp;9&nbsp;bilhões em um único ano. Incrível.</p>
<p>Como serviço de internet, a Starlink é pior comparada a uma conexão terrestre ou até mesmo dados móveis (4G), mas dizem que é bastante boa para um satélite. Se você está na natureza selvagem e precisa de internet por satélite, você quer Starlink.</p>
<p>Os foguetes ainda recebem contratos governamentais constantes, um cliente de ouro para se ter. Mas Musk tem muitas ideias estúpidas de foguetes que explodem no céu do Caribe e ele continuará fazendo isso.</p>
<p>A SpaceX também gastou US$&nbsp;131&nbsp;milhões em 10&nbsp;mil Cybertrucks. Você pode imaginar que foi algum tipo de auto-negociação.</p>
<h2>Uma empresa de IA</h2>
<p>A SpaceX está se posicionando não como uma empresa de foguetes, mas como uma empresa de IA. Ela afirma que 93% de seu mercado virá de IA, especificamente IA corporativa. Eles estão gastando muito dinheiro em IA.</p>
<p>Grok, o chatbot da xAI, não tem muitos usuários na prática. O S-1 continua contando usuários do Twitter como usuários do Grok.</p>
<p>A xAI tem tanta capacidade sobressalente que a está alugando à Anthropic, que supostamente é sua concorrente. O que também ajuda os números a parecerem um pouco menos ruins para o IPO. A Anthropic está pagando US$&nbsp;1,25&nbsp;bilhão por mês de aluguel, pelos próximos três anos, com período de aviso prévio de 90&nbsp;dias.</p>
<p>Depois que <a href="https://pivot-to-ai.com/2026/02/02/musk-wants-to-merge-spacex-with-xai-then-take-it-public/">Musk vendeu xAI para SpaceX por US$&nbsp;250&nbsp;bilhões em ações da SpaceX</a> em fevereiro deste ano, ele admitiu que a xAI era um lixo imprestável que precisava ser refeito do zero. Ele começou a falar sobre construir “data centers orbitais”, porque a única maneira de escalar a IA era construir data centers no espaço, claro.</p>
<p>O Grok não é um produto sério. Até o S-1 diz que seu principal caso de uso é a verificação de fatos no Twitter. É buscador da verdade máximo, sabe?</p>
<p>Por que a SpaceX talvez compre a ferramenta de programação Cursor para xAI? Porque os engenheiros da SpaceX preferem programar com o Cursor em vez do Grok. O Grok não está à altura dessa tarefa. Aparentemente isso valia US$&nbsp;60&nbsp;bilhões. Em ações da SpaceX. Ou talvez US$&nbsp;10&nbsp;bilhões.</p>
<h2>Passarinho morto</h2>
<p>No ano passado, <a href="https://pivot-to-ai.com/2025/03/30/elon-musk-merges-xai-and-twitter-the-new-aol-time-warner/">Musk vendeu o Twitter à xAI</a>, alterando a participação dos investidores para uma nova e brilhante participação em xAI. Agora isso virou participação em SpaceX.</p>
<p>O S-1 não distingue os números do Twitter — ou a Plataforma X — dos números xAI, que são ruins. Achamos que isso sugere que os números do Twitter também são ruins.</p>
<h2>O que podemos fazer?</h2>
<p>Esse negócio é um desastre ambulante. O que podemos fazer a respeito este golpe de índices de ações do IPO?</p>
<p>A SpaceX tem negócios reais: a Starlink e os contratos de defesa com os EUA. Se a SpaceX fosse reduzida apenas a esses, talvez pudesse funcionar…? Mas Musk vê a empresa como um cofrinho para suas ideias mais estúpidas e não há ninguém que possa dizer “não” para ele.</p>
<p>Seria bom se a SEC regulasse para proteger os investidores, mas regulações apenas prejudicam os negócios. Especificamente, o negócio de enganar otários.</p>
<p>Se você está nos EUA e se preocupa com seu dinheiro da aposentadoria, sugerimos que você ligue e escreva para seu fundo de pensão ou provedor de 401(k) e os pressione para evitar essa fraude venenosa — é o seu dinheiro, afinal. Muitos clientes já têm ligado — você não estará sozinho. Se você está com um fundo que tem de comprar índice da Nasdaq, sugira ao seu fundo que tente obter uma variação nos requisitos de investimento para evitar esse tipo de IPO radioativo.</p>
<p>Grandes investidores amam Elon Musk porque ele continua fazendo os números subir, mesmo com ideias flagrantemente estúpidas que não deveriam funcionar. Não podemos negar que ele tem um histórico de sucesso nisto aqui! Por enquanto.</p>
<p>Temos certeza de que uma hora a conta chega. A SpaceX faz uma oferta pública, que tira dinheiro da sua aposentadoria, e então os números do negócio horrível voltam para te assombrar. Você provavelmente quer evitar isso, se puder.</p>
<p class="ctx"><a href="https://pivot-to-ai.com/2026/05/28/the-spacex-ipo-works-like-a-crypto-fraud-but-with-ai/">Publicado originalmente no <cite>Pivot to AI</cite></a> em 28/5/2026.</p>
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		<title>A minha mochila no FIB16, em Belém (PA)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 19:08:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Mochilas]]></category>
		<category><![CDATA[Textões]]></category>
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					<description><![CDATA[Um pedido: Seções como esta, das mochilas, dependem da participação de quem lê o blog. Mande a sua. Não usa mochila? Mande a sua mesa de trabalho e/ou a tela inicial do seu celular. Quer ver mais mesas? Acesse o arquivo. Durante o Fórum da Internet no Brasil (FIB16), em Belém&#160;(PA), carreguei uma mochila ao [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="ctx"><strong>Um pedido:</strong> Seções como esta, das mochilas, dependem da participação de quem lê o blog. <a href="https://manualdousuario.net/enviar-mochila/">Mande a sua</a>. Não usa mochila? <a href="https://tally.so/r/w8DVOY">Mande a sua mesa de trabalho</a> e/ou <a href="https://tally.so/r/w2dzqb">a tela inicial do seu celular</a>. Quer ver mais mesas? <a href="https://manualdousuario.net/assunto/mochilas/">Acesse o arquivo</a>.</p>
<p>Durante o <a href="https://fib.cgi.br/pt/fib16">Fórum da Internet no Brasil (FIB16)</a>, em Belém&nbsp;(PA), carreguei uma mochila ao centro de eventos com itens básicos para passar o dia lá, fazer o trabalho que foi contratado para fazer e, quando sobrou algum tempo livre (o que foi raro), dar uma olhada neste <strong>Manual do Usuário</strong>.</p>
<p><span id="more-64040"></span>As descrições seguem a ordem da esquerda para a direita, de cima para baixo.</p>
<ul>
<li><strong>Mochila Case Logic Huxton:</strong> Gosto dela por ser discreta e pela quantidade de compartimentos. Acho que não é à prova d&#8217;água, mas descobri que o tecido tem alguma tecnologia repelente no voo de ida, quando derrubaram um copo de água em cima dela.</li>
<li><strong>MacBook Air (M1):</strong> Está com quatro anos de uso e, a despeito da Apple já estar na quinta geração do seu chip próprio, continua entregando mais do que preciso. Acho este projeto visual mais bonito que o dos novos MacBook&nbsp;Air. Acredito que continuarei com ele por mais uns bons anos.</li>
</ul>
<figure id="attachment_64042" aria-describedby="caption-attachment-64042" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/mochila-rodrigo-ghedin-fib16-notebook.jpg" alt="Detalhe de um MacBook Air (M1) com um adesivo do logo do Manual do Usuário sobre o logo da Apple." width="1440" height="960" class="size-full wp-image-64042"><figcaption id="caption-attachment-64042" class="wp-caption-text">Chega de fazer propaganda da Apple. Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<ul>
<li><strong>Blusa:</strong> Cidades do Nordeste e — agora sei também — do Norte são quentes, o que leva os locais a exagerarem no ar condicionado nos espaços fechados. O FIB16, a exemplo do FIB 15 em Salvador (BA), em 2025, estava o tempo todo gelado. Levava uma blusa dentro da mochila para vesti-la ao chegar no centro de convenções. (Se o fizesse ao sair do hotel, provavelmente derreteria no caminho.)</li>
<li><strong>Copo térmico:</strong> Ganhei esse do pessoal do NIC.br. Tem a marca do <a href="https://www.nic.br/podcasts/nos-da-internet/">podcast <cite>Nós da Internet</cite></a> e segurou bem a temperatura da água — apesar de eu preferi-la em temperatura ambiente à gelada.</li>
<li><strong>Adesivos do blog:</strong> Alguns de “primeira geração”, feitos em 2016, e outros que fiz há uns dois anos. Deixei de enviá-los a novos assinantes, daí sempre que vou a algum lugar onde encontrarei muita gente, levo eles para distribuir. (Note que colei um em cima da logo da Apple, no notebook, antes de embarcar nesta viagem.)</li>
<li><strong>Câmera fotográfica Sony RX100 V:</strong> Parece aquelas Cybershot das antigas, mas é relativamente recente e entrega fotos muito bonitas com seu sensor de uma&nbsp;polegada. Há anos parei de tirar fotos por lazer e achei que Belém seria um bom lugar para revisitar esse antigo hábito.</li>
<li><strong>Kindle de 11ª geração:</strong> Usei o Kindle em dois momentos: nos voos de ida e volta e durante as gravações do podcast, para acompanhar o roteiro. Como ele ficou em frente às câmeras, pedi à produção para colar uns adesivos a fim de ocultar a marca da Amazon.</li>
<li><strong>Bateria externa da Samsung:</strong> Agora essas baterias precisam viajar fora da mochila e não podem ser usadas durante o voo. Ganhei esta da Samsung em um evento, em 2017. A capacidade é pequena (~5&nbsp;mil&nbsp;mAh) e acabei nem usando. Não costumo andar com ela, porém achei prudente tê-la à mão estando tão longe de casa porque o iPhone&nbsp;SE nunca teve uma bateria boa e, depois de quatro anos, ela só piorou.</li>
</ul>
<figure id="attachment_64041" aria-describedby="caption-attachment-64041" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/mochila-rodrigo-ghedin-outro-angulo.jpg" alt="Itens da mochila vistos de outra perspectiva." width="1440" height="960" class="size-full wp-image-64041"><figcaption id="caption-attachment-64041" class="wp-caption-text">Foto: Rodrigo Ghedin.</figcaption></figure>
<ul>
<li><strong>Estojo com escova de dentes elétrica da Xiaomi, creme dental e fio dental:</strong> Esse tem que ter, para higienizar a boca após as refeições, em especial o almoço. (Comi os três dias no próprio evento, que havia contratado um bufê.) Comprei desconfiado a escova de dentes elétricas e acabei gostando muito. Talvez escreva a respeito dela no futuro.</li>
<li><strong>Pano de microfibra:</strong> Serve para limpar telas e as lentes dos óculos. Troquei os meus uns dias antes da viagem, quis economizar nas novas lentes e acabei me arrependendo: sujam mais fácil e são mais difíceis de limpar.</li>
<li><strong>Cabos:</strong> Tinha outros, como o do notebook, que deixava no hotel. (Amém à bateria dos MacBooks!) Para o evento, levava apenas um USB-A/Lightning, para o iPhone, e um USB-A/USB-C, com adaptador de USB-A para USB-C, para transferir os roteiros das entrevistas para o Kindle, usando o Calibre.</li>
<li><strong>Balinhas de menta:</strong> Para refrescar o hálito.</li>
<li><strong>Álcool em gel:</strong> Sempre útil.</li>
<li><strong>Barrinha de proteína:</strong> Não sou de comer essas barrinhas, mas achei que seriam úteis. E foram: a agenda das gravações quase sempre não batia com o café que o NIC.br oferece aos participantes do FIB e, mesmo quando sim, junta uma galera ao redor das mesas.</li>
</ul>
<p>Não aparece na foto, mas aonde vou levo a minha “mini-farmácia”: remédios para os desconfortos mais comuns. </p>
<p>A câmera também não apareceu porque usei ela para fazer a foto.</p>
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		<title>Indigo une Bluesky e Mastodon no mesmo aplicativo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:38:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Aplicativo do dia]]></category>
		<category><![CDATA[Aplicativos]]></category>
		<category><![CDATA[iOS]]></category>
		<category><![CDATA[macOS]]></category>
		<category><![CDATA[Mastodon]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[Tive a oportunidade de experimentar o Indigo antes do lançamento — no último dia 12 —, um aplicativo de rede social que unifica as linhas do tempo do Bluesky e Mastodon. A dupla de desenvolvedores, Aaron Vegh e Ben McCarthy, tem experiência no assunto. É deles também o aplicativo Croissant, mais antigo, que permite publicar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" loading="lazy" src="https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2026/05/indigo-icone.png" alt="Ícone do aplicativo Indigo: roxo, com um círculo branco no meio e o topo da letra “i” recortado dentro do círculo." width="192" height="192" class="alignright size-full wp-image-63959">Tive a oportunidade de experimentar o <a href="https://apps.apple.com/br/app/id6763755310">Indigo</a> antes do lançamento — no último dia 12 —, um aplicativo de rede social que unifica as linhas do tempo do Bluesky e Mastodon.</p>
<p>A dupla de desenvolvedores, Aaron Vegh e Ben McCarthy, tem experiência no assunto. É deles também o aplicativo <a href="https://apps.apple.com/br/app/id6670288979">Croissant</a>, mais antigo, que permite publicar ao mesmo tempo no Bluesky, Mastodon e Threads. Vistos em conjunto, é como se o Indigo fosse uma evolução do Croissant — também dá para postar no Bluesky e no Mastodon ao mesmo tempo pelo Indigo.</p>
<p><span id="more-63958"></span>O aplicativo em si é bem caprichado, com animações suaves, navegação ágil e um bom conjunto de opções. A interface usa cores para distinguir o conteúdo de cada plataforma: azul para o Bluesky, roxo para o Mastodon.</p>
<p>O destaque é a solução que os desenvolvedores encontraram para aqueles perfis que escrevem posts idênticos nos dois ambientes (culpado!). O Indigo os identifica automaticamente e combina ambos os posts em uma entrada só na linha do tempo. Ali mesmo é possível alternar entre a versão do Bluesky e do fediverso, o que é útil para curtir, repostar ou responder.</p>
<p>Nota-se, ainda, grande cuidado para distinguir e aglutinar características específicas de cada plataforma. Os feeds alternativos do Bluesky estão lá, bem como as opções de privacidade na publicação de posts.</p>
<p>Minha única contribuição durante a fase beta foi reportar botões cortados e outras inconsistências da interface em iPhones com tela de 4,7 polegadas. (Não é a primeira vez.) Mesmo com as correções, posts e botões ainda ficam apertados. Nós, donos do melhor iPhone, sofremos.</p>
<p>Para quem é ativo nas duas plataformas — Bluesky e Mastodon —, o <a href="https://apps.apple.com/br/app/id6763755310">Indigo</a> é o melhor aplicativo que conheço para uni-las. E com um preço regionalizado e bem ok (R$&nbsp;100/ano ou R$&nbsp;15/mês), com acesso universal para iOS, iPadOS e macOS. (É, eu sei, mais um app legal só para plataformas da Apple.)</p>
<p>A quem se interessar, posts dos desenvolvedores sobre o aplicativo: <a href="https://aaron.vegh.ca/2026/05/lets-indigo">Aaron</a> e <a href="https://benricemccarthy.ghost.io/indigo/">Ben</a>.</p>
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		<title>Como desativar os novos recursos de IA do WordPress&#160;7.0</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ghedin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 13:54:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[WordPress]]></category>
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					<description><![CDATA[A principal novidade do WordPress&#160;7.0, lançado nesta quarta (20), seria a colaboração em tempo real. Já na reta final, após as versões beta, Matt Mullenweg, líder do projeto, adiou o recurso e promoveu a integração com LLMs a destaque da versão. (A liderança do Matt foi um show de horrores, com adiamentos, novas demandas com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A principal novidade do WordPress&nbsp;7.0, <a href="https://wordpress.org/news/2026/05/armstrong/">lançado nesta quarta (20)</a>, seria a colaboração em tempo real. Já na reta final, após as versões beta, Matt Mullenweg, líder do projeto, adiou o recurso e promoveu a integração com LLMs a destaque da versão.</p>
<p>(A liderança do Matt foi um show de horrores, com adiamentos, novas demandas com prazos surreais e, como sempre, muitos dedos apontados. <a href="https://www.therepository.email/matt-mullenweg-says-the-wheels-have-fallen-off-in-wide-ranging-wordpress-critique">“O que há de errado com o WordPress?”</a>, pergunta-se a única pessoa com poder para mudar os rumos do WordPress.</p>
<p>Se você não vê valor ou teme uma infusão de IAs generativas em seu site, blog ou loja virtual (um receio plausível, devo dizer), felizmente há como desativar toda essa nova parte de IA. Se tiver acesso ao arquivo <code>wp-config.php</code>, adicione esta linha:</p>
<pre>define( 'WP_AI_SUPPORT', false );</pre>
<p>Se o arquivo estiver fora do seu alcance, instale o plugin <a href="https://wordpress.org/plugins/turn-off-ai-features/">Turn Off AI Features</a>.</p>
<p>Você não imagina o meu alívio em acompanhar essa novela do lado de fora. No início de maio, migramos este <strong>Manual do Usuário</strong> para o <a href="https://www.classicpress.net">ClassicPress</a>, uma tábua de salvação que <a href="https://manualdousuario.net/wordpress-classicpress/">descobri em 2022</a> e que, seis anos depois, segue firme e forte. Como não amar a ideia do software livre?</p>
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