Raimundinho, o breve
“Bota qualquer um lá e depois troca”. Foi essa a sugestão que o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, vereador Tin Gomes (PHS), deu ao PT para que a sigla ganhasse tempo enquanto o vice da Luizianne era escolhido. O conselho foi atendido e Raimundo Ângelo, o Raimundinho, presidente do PT em Fortaleza, foi formalizado como um vice provisório. Obediente e fiel ao partido, Raimundinho ocupou a vaga por um mês, até ser substituído pelo próprio Tin Gomes.
Na ocasião de sua renúncia, surpreendido por repórteres curiosos, o ex-candidato a vice não soube dizer qual o motivo que o levou a tomar a decisão. Raimundinho disse apenas que esse era um direito que lhe era assistido pela lei, e que mais detalhes poderiam ser esclarecidos pela assessoria jurídica da coligação da prefeita. Talvez, intimamente, ele imagine que, tal como na passagem bíblica, na política também os humildes serão exaltados. Levado à condição de “qualquer um”, exposto à opinião pública como uma solução momentânea, Raimundinho, fazendo jus ao diminutivo do apelido, agüentou calado situações constrangedoras.
O pior de tudo nessa história é que seus protagonistas tentam, com certa arrogância, fazer entender que tudo o que aconteceu foi normalíssimo, e que qualquer estranhamento não passaria de má-fé dos adversários. Melhor teria sido assumir as dificuldades enfrentadas e em seguida ressaltar a saída encontrada. Seria algo mais digno, além de respeitar a inteligência do público. Mas os envolvidos devem considerar a transparência uma forma de humilhação. Com essa lógica, melhor que todos passarem vexame, é chamar o companheiro Raimundinho.





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Quinta-feira, 7 Agosto, 2008 às 12:13 pm em


Olá!
9 Agosto, 2008 às 11:12 pmSou tua vizinha… Será que pode colocar meu link no seu blogroll?
Agradeço!
[]s