Acaba a venda online de In Rainbows
12.12.07 07:56
“A gravadora não sabe. Ligou para nós perguntando se o número de discos que prensaram será suficiente”.
A frase é de Colin Greenwood, baixista do Radiohead, sobre o início das vendas de In Rainbows da forma tradicional, nas lojas de discos. O novo álbum da banda não pode mais ser baixado - de graça ou pagando - no site oficial, dois meses depois do seu lançamento inusitado.
O sucesso da empreitada é questionado. No mês passado, a empresa de consultoria online ComScore estimou que 62% dos internautas que baixaram o disco não pagaram nada por ele. A receita oficial com a venda não foi divulgada pela banda ou seus empresários. Artistas como Nicky Wire, do Manic Street Preachers, criticaram a investida, dizendo que “desvaloriza a música. O fenômeno do download gratuito está arruinando a indústria”.
Na virada do ano, In Rainbows vai para as lojas de todo o mundo e seguirá o caminho natural dos discos. Seus singles chegarão às rádios, os videoclips às emissoras de TV e, finalmente, será conhecido o impacto dos dois meses de disponibilidade do álbum na web.
O Radiohead deveria continuar a vender o disco pela internet, da mesma forma? Acredito que não. Encaro a experiência de In Rainbows como simbólica, uma provocação extrema para mostrar que o modo de operação da indústria fonográfica tem que mudar, antes que provoque a sua extinção.
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Se o disco vender bem, as gravadoras vão começar com o papo de “tá vendo? É melhor no modelo antigo!”. Mas vamos ver.