“Para mim, sexo só depois do casamento. Não gosto da maneira como as coisas estão hoje em dia. Tudo gira em torno do sexo. Eu acredito no amor, aquele de verdade, que corresponde à época de conhecimento e descoberta do outro. Sou católico, quero um dia casar, formar uma família e ficar velhinho junto com alguém para o resto da vida. Encaro a virgindade normalmente, não me vejo como um E.T. Sou como qualquer pessoa: trabalho, estudo, saio para a balada, tenho defeitos e qualidades. Acho até melhor ser virgem, porque não corro risco de pegar alguma doença ou de engravidar alguém. Posso ser chamado de retrógrado e careta, mas essa é a menor e a melhor das conseqüências.”
Márcio Damico, 23 anos
“Sexo nunca foi tabu na minha casa, apesar da nossa base cristã. Essa é uma decisão minha, não foi imposta por nada nem por ninguém. Quero que a primeira vez aconteça na minha lua-de-mel, com a pessoa com quem decidi me casar e que escolhi para estar comigo para sempre. Namoro há um ano e meio e ele, que não é virgem, me apóia e respeita. Minha virgindade nunca gerou problemas para nós nem foi um empecilho no nosso relacionamento. Algumas pessoas entendem e acham bonita minha postura. Outras acham careta e dizem que vou me arrepender: “Ah, mas você não experimentou mais de um... Vai que é ruim...” Do mesmo jeito que o beijo é especial quando existe amor, sei que será assim com o sexo. Sou bem resolvida. O mundo já está cheio de gente se guiando pela cabeça dos outros.”
Larissa B. Martins, 22 anos
Época São Paulo

































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