Luiz Felipe Scolari traçou uma meta também ela muito prudente: «A minha ambição maior é ultrapassar a primeira fase, depois posso pensar noutro objectivo.» Isto porque o seleccionador diz ter os pés bem assentes no chão. «Vamos tentar consegui-lo com o nosso melhor, mas o mundo não acaba se não ganharmos.»
Questionado acerca da sua estratégia para motivar os jogadores, Scolari revelou alguns dos seus segredos. «Só a motivação de chegar a um Europeu é suficiente. Quem precisa mais de motivação são os jogadores menos mediáticos, precisam de um incentivo maior e que demonstre confiança neles», explicou.
Com a lista de 23 já pronta e apenas mais um jogo de preparação antes do Campeonato da Europa, o técnico nacional admitiu que ainda há aspectos a corrigir. «Temos de limar algumas arestas. Precisamos de uma integração maior, porque a Selecção mudou muito entretanto», justificou.
A personalidade do Sargentão também foi abordada. A sua
maior qualidade? «O meu entendimento com os atletas. Gosto de agir com eles como se fossem um irmão ou um pai.» E defeito?
«Sou muito impulsivo e, depois, arrependo-me passado algum tempo.» Scolari admitiu igualmente ser um treinador «conservador»
e elogiou o Euro-2004: «Portugal mostrou ao mundo que tem as melhores condições.»
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