A ratificação do Tratado de Lisboa, após o «não» do referendo na Irlanda, com «pressões e ingerências» para «obrigar os irlandeses a mudar de opinião» é «profundamente anti-democrática», afirmaram, em conferência de imprensa, em Lisboa, os dois eurodeputados comunistas, Ilda Figueiredo e Pedro Guerreiro.
«As pressões, as ingerências e a chantagem sobre a Irlanda são inadmissíveis e um atentado à democracia», disse Ilda Figueiredo, lembrando que o tratado em vigor obriga que «todos os Estados membros» ratifiquem o novo tratado.
Em alternativa à Europa «federalista, militarista e neoliberal» do tratado de Lisboa, o PCP sugere «uma outra Europa de paz, cooperação, que respeite o princípio de Estados soberanos e iguais em direitos».
O Tratado de Lisboa, assinado em
Lisboa em Dezembro, «morreu» ¿ «está acabado» - e é preciso agora «reabrir as negociações entre o Conselho [Europeu] para
saber se queremos ou não um novo tratado», disse Ilda Figueiredo.
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