«Estou satisfeito. É bom estarmos a falar outra vez com Hugo Chávez sobre este assunto e espero que isso nos ajude a tirar os reféns das FARC», disse George Gonsalves à agência noticiosa.
Sócrates fala com Chávez sobre refém
Contactado pela Lusa a partir de Lisboa, George Gonsalves referiu ainda que espera que possa começar «em breve» uma nova mediação com as FARC para que o filho Marc e os outros reféns «sejam libertados».
Afirmando que não tem notícias recentes sobre o filho, George Gonsalves garantiu que vai continuar a mobilizar «o maior número possível de pessoas para manter o processo de mediação vivo e a funcionar».
Durante a visita oficial de três dias à Venezuela, concluída quinta-feira, o primeiro-ministro, José Sócrates, abordou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, sobre a situação do luso-descendente Marc Gonsalves.
Chávez conhece «prefeitamente» o caso
Segundo fonte diplomática, Hugo Chávez disse a Sócrates que conhecia «perfeitamente» o caso do luso-descendente e que inclusivamente já tinha recebido em Caracas familiares seus.
No entanto, de acordo com as mesmas fontes diplomáticas portuguesas, o presidente venezuelano referiu-se também aos «problemas» que já enfrentou com processos de resgate de reféns e terá deixado transparecer uma maior distância face a estes casos que envolvem em guerrilha colombiana.
Marc Gonsalves foi sequestrado pelas FARC a 13 de Fevereiro de 2003, depois de o avião em que seguia com mais quatro pessoas se ter despenhado.
Elementos das FARC cercaram os destroços do avião e executaram os tripulantes, Thomas Janis e Luís Alcides Cruz, tendo levado como reféns Marc Gonsalves, Keith Stansell e Thomas Howes.
Gonsalves cumpria uma missão de vigilância do cultivo de droga na selva colombiana de Caquetá e estava ao serviço de uma companhia privada contratada pelo governo norte-americano.