<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss version="2.0"><channel><title>AVAC Magazine: Revista Técnica da Refrigeração e do Ar Condicionado</title><link>https://www.avacmagazine.pt</link><description>A melhor fonte de informação de engenharia: Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado, Refrigeração, etc</description><ttl>100</ttl><item><title>Samsung apresenta bomba de calor residencial com recuperação de calor</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/samsung-apresenta-bomba-calor-residencial-com-recuperacao-de-cal/</link><guid isPermaLink='false'>3649</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/calor-residencial.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">DR</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>A solu&ccedil;&atilde;o utiliza o refrigerante R32 e permite aproveitar a energia t&eacute;rmica recuperada durante o arrefecimento para aquecer &aacute;gua.</strong></p>

<p>A Samsung disponibiliza no mercado portugu&ecirc;s a EHS Quint, uma bomba de calor que integra as fun&ccedil;&otilde;es de aquecimento, arrefecimento e produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua quente sanit&aacute;ria (AQS).</p>

<p>Segundo um comunicado da empresa, o equipamento permite o funcionamento simult&acirc;neo de diferentes modos na mesma instala&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da integra&ccedil;&atilde;o de unidades interiores ar-ar e ar-&aacute;gua. O sistema permite por exemplo combinar o arrefecimento dos espa&ccedil;os com a produ&ccedil;&atilde;o de AQS.</p>

<p>Uma das principais caracter&iacute;sticas da EHS Quint &eacute; a recupera&ccedil;&atilde;o de calor. Em modo de arrefecimento, o calor extra&iacute;do dos espa&ccedil;os interiores pode ser transferido para o dep&oacute;sito de AQS, em vez de ser rejeitado para o exterior. Desta forma, a energia t&eacute;rmica recuperada &eacute; aproveitada para aquecer &aacute;gua, o que pode contribuir para aumentar a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica e reduzir os consumos de energia, segundo a marca.</p>

<p>A solu&ccedil;&atilde;o est&aacute; dispon&iacute;vel em capacidades de 12,5 e 16 kW e utiliza o refrigerante R32. Permite aquecer &aacute;gua at&eacute; uma temperatura de sa&iacute;da de 65 °C, com temperaturas exteriores entre -5 °C e 35 °C, e manter a capacidade de aquecimento mesmo a temperaturas exteriores negativas, dependendo do modelo. O equipamento disp&otilde;e ainda de um modo noturno, concebido para limitar o n&iacute;vel de ru&iacute;do de funcionamento a 35 dBA.</p>

<p>O sistema inclui diferentes unidades interiores e solu&ccedil;&otilde;es hidr&aacute;ulicas, nomeadamente a possibilidade de liga&ccedil;&atilde;o ao dep&oacute;sito EHS ClimateHub Mono, sendo tamb&eacute;m compat&iacute;vel com as gamas ClimateHub, ClimateFit e o M&oacute;dulo de Controlo da gama Monobloco Hidrosplit.</p>
 ]]></description><pubDate>Thu, 29 Oct 2026 14:20:53 GMT</pubDate></item><item><title>7º Seminário de Inverno do ISE-UALG realiza-se a 23 de janeiro de 2027</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/seminario-de-inverno-do-ise-ualg-realiza-se-janeiro2027/</link><guid isPermaLink='false'>3648</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/ual-campus-penha.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO SITE UALG - ISE CAMPOS DA PENHA</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>O evento reunir&aacute; especialistas, profissionais e estudantes em Faro para debater o desempenho energ&eacute;tico, a inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e experi&ecirc;ncias profissionais no setor AVAC.</strong></p>

<p>O Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve (ISE-UALG) promove a 23 de janeiro de 2027 o 7.º Semin&aacute;rio de Inverno, dedicado &agrave; climatiza&ccedil;&atilde;o e refrigera&ccedil;&atilde;o. Organizada e coordenada pelo Professor Celestino Rodrigues Ruivo e pelo Engenheiro Armando Inverno, a iniciativa ter&aacute; lugar no Campus da Penha em Faro e prop&otilde;e um programa que articula temas t&eacute;cnicos do setor AVAC com a partilha de experi&ecirc;ncias acad&eacute;micas e profissionais.</p>

<p>O semin&aacute;rio destina-se a estudantes e antigos alunos do ISE-UALG e de institui&ccedil;&otilde;es cong&eacute;neres, bem como a profissionais ligados ao projeto, instala&ccedil;&atilde;o, manuten&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o de sistemas de climatiza&ccedil;&atilde;o e refrigera&ccedil;&atilde;o. A participa&ccedil;&atilde;o &eacute; gratuita, mas sujeita &agrave; inscri&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria at&eacute; 16 de janeiro de 2027.</p>

<p>A sess&atilde;o da manh&atilde; ser&aacute; dedicada a v&aacute;rios desafios associados aos sistemas de climatiza&ccedil;&atilde;o e refrigera&ccedil;&atilde;o. Rui Florido apresentar&aacute; uma an&aacute;lise do desempenho e da otimiza&ccedil;&atilde;o de sistemas de refrigera&ccedil;&atilde;o com ciclo transcr&iacute;tico de CO2, seguindo-se uma interven&ccedil;&atilde;o de Ant&oacute;nio Raposo Soares sobre o impacto da falta de manuten&ccedil;&atilde;o nas instala&ccedil;&otilde;es de climatiza&ccedil;&atilde;o em Portugal. Ernesto Peixeiro Ramos abordar&aacute; ainda o comissionamento de instala&ccedil;&otilde;es de AVAC, antes de um momento de intera&ccedil;&atilde;o entre os participantes e as empresas expositoras.</p>

<p>A sess&atilde;o da tarde ter&aacute; in&iacute;cio com uma apresenta&ccedil;&atilde;o de Hazem Aly sobre o projeto SR2SH – Smart Rooms to Smart Hotels. Seguir-se-&aacute; a interven&ccedil;&atilde;o de M&aacute;rio Loureiro, que apresentar&aacute; uma an&aacute;lise econ&oacute;mica da substitui&ccedil;&atilde;o de sistemas de climatiza&ccedil;&atilde;o e de produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas quentes sanit&aacute;rias (AQS), com base num estudo de caso sobre a substitui&ccedil;&atilde;o de uma caldeira a g&aacute;s.</p>

<p>O programa dar&aacute; tamb&eacute;m espa&ccedil;o &agrave; partilha de percursos e experi&ecirc;ncias profissionais. Igor Guerreiro falar&aacute; sobre o seu percurso no setor da climatiza&ccedil;&atilde;o, antes, durante e ap&oacute;s a licenciatura em engenharia mec&acirc;nica, enquanto Camila Alferes partilhar&aacute; a sua experi&ecirc;ncia acad&eacute;mica e profissional na &aacute;rea da engenharia t&eacute;rmica. A encerrar o semin&aacute;rio, Ant&oacute;nio Miguel Barradas Figueiredo realizar&aacute; uma interven&ccedil;&atilde;o sobre a otimiza&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica aplicada &agrave; gest&atilde;o inteligente dos recursos energ&eacute;ticos e h&iacute;dricos numa unidade hoteleira do Algarve.</p>
 ]]></description><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 12:50:08 GMT</pubDate></item><item><title>Concursos públicos: os mais recentes</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/concursos-publicos-os-mais-recentes/</link><guid isPermaLink='false'>2035</guid><description><![CDATA[<p><strong>Consulte, no quadro-resumo, os concursos p&uacute;blicos mais recentes, no setor do AVAC e refrigera&ccedil;&atilde;o.</strong></p>

<p>No quadro-resumo, encontra a sele&ccedil;&atilde;o dos concursos publicados no setor, com a indica&ccedil;&atilde;o de:</p>

<ul>
	<li>Objeto do contrato</li>
	<li>Valor base</li>
	<li>Prazo de apresenta&ccedil;&atilde;o das propostas</li>
	<li>Crit&eacute;rio principal de adjudica&ccedil;&atilde;o</li>
	<li>Entidade adjudicante</li>
	<li><em>Link</em> para o pdf publicado em Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</li>
</ul>

<p>As informa&ccedil;&otilde;es apresentadas no quadro-resumo t&ecirc;m por base os an&uacute;ncios publicados no Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica. Por esse motivo, lembramos que de acordo com o nº 4 do artigo 40º do CCP “As indica&ccedil;&otilde;es constantes do programa do procedimento, do caderno de encargos e da mem&oacute;ria descritiva prevalecem sobre as indica&ccedil;&otilde;es do an&uacute;ncio em caso de diverg&ecirc;ncia”.</p>

<h2>Concursos lan&ccedil;ados at&eacute; 28 de outubro</h2>
<pago></pago>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size:11px">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>Substitui&ccedil;&atilde;o, fornecimento e instala&ccedil;&atilde;o de sistemas t&eacute;rmicos (AVAC e produ&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica) - Kristin</td>
			<td>195 777,40€</td>
			<td>06-nov</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Unidade Local de Sa&uacute;de do Baixo Mondego, EPE</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/10/209/419976378.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>Aquisi&ccedil;&atilde;o de equipamentos de climatiza&ccedil;&atilde;o</td>
			<td>95 100,00€</td>
			<td>06-nov</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Laborat&oacute;rio Nacional de Engenharia Civil, IP</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/10/209/419976381.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>



<h2>Concursos lan&ccedil;ados at&eacute; 23 de outubro</h2>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size:11px">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>Concurso P&uacute;blico nº 896/2026:Substitui&ccedil;&atilde;o das Unidades de Ventila&ccedil;&atilde;o do Bloco de Neurocirurgia, da ULS Santo Antonio, EPE</td>
			<td>174 094,00€</td>
			<td>30-out</td>
			<td>Qualidade/Pre&ccedil;o</td>
			<td>Unidade Local de Sa&uacute;de de Santo Ant&oacute;nio, EPE</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/10/197/419975179.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>



<h2>Concursos lan&ccedil;ados at&eacute; 09 de outubro</h2>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size:11px">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>Aquisi&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os de Manuten&ccedil;&atilde;o de Equipamentos de AVAC em Instala&ccedil;&otilde;es da Tejo Atl&acirc;ntico, por lotes - Zona Sul</td>
			<td>656 000,00€</td>
			<td>02-nov</td>
			<td>Qualidade/Pre&ccedil;o</td>
			<td>&Aacute;guas do Tejo Atl&acirc;ntico, SA</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/10/193/419974602.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>



<h2>Concursos lan&ccedil;ados at&eacute; 02 de outubro</h2>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size:11px">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>Aquisi&ccedil;&atilde;o de bomba de calor com pot&ecirc;ncia entre 85 e 150KW para o Centro de Sa&uacute;de de Mort&aacute;gua</td>
			<td>36 500,00€</td>
			<td>21-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio de Mort&aacute;gua</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/10/192/419974573.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>Aquisi&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de manuten&ccedil;&atilde;o de equipamentos AVAC em edif&iacute;cios municipais</td>
			<td>87 080,00€</td>
			<td>15-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio da Mealhada</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/10/192/419974654.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>



<h2>Concursos lan&ccedil;ados at&eacute; 30 de setembro</h2>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size:11px">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>Empreitada Substitui&ccedil;&atilde;o Equipamentos AVAC Chiller, VRF e Splits</td>
			<td>326 700,00€</td>
			<td>17-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Universidade do Algarve</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/189/419974103.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>""Reabilita&ccedil;&atilde;o do Edif&iacute;cio dos Pa&ccedil;os do Concelho - Efici&ecirc;ncia Energ&eacute;tica (AVAC, Fotovoltaico e Ilumina&ccedil;&atilde;o Interior) - Lote 1"" e ""Reabilita&ccedil;&atilde;o do Edif&iacute;cio dos Pa&ccedil;os do Concelho - Efici&ecirc;ncia Energ&eacute;tica (Caixilharias exteriores) - Lote 2""</td>
			<td>597 025,66€</td>
			<td>15-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio de Felgueiras</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/190/419974303.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>Constru&ccedil;&atilde;o e instala&ccedil;&atilde;o de sistemas de climatiza&ccedil;&atilde;o no Agrupamento de Escolas de Vimioso</td>
			<td>293.040,16</td>
			<td>14-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio de Vimioso</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/190/419974208.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>Instala&ccedil;&atilde;o de Aquecimento Ambiente em Edif&iacute;cios Municipais</td>
			<td>566 252,17€</td>
			<td>13-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio de Chaves</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/188/419973959.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>



<h2>Concursos lan&ccedil;ados at&eacute; 25 de setembro</h2>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size: 11px;">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>AQUISI&Ccedil;&Atilde;O DE SERVI&Ccedil;OS MANUTEN&Ccedil;&Atilde;O PREVENTIVA E CORRETIVA DE SISTEMAS DE AVAC</td>
			<td>532 134,00€</td>
			<td>25-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Ag&ecirc;ncia para a Reforma Tecnol&oacute;gica do Estado, IP</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/186/419973433.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>Presta&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os Especializados de Manuten&ccedil;&atilde;o dos Equipamentos de Climatiza&ccedil;&atilde;o, Ventila&ccedil;&atilde;o e Produ&ccedil;&atilde;o de AQS</td>
			<td>102 000,00€</td>
			<td>12-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio das Caldas da Rainha</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/186/419973754.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>REQUALIFICA&Ccedil;&Atilde;O DAS RESERVAS DO MUSEU MUNICIPAL DE PENAFIEL (INSTALA&Ccedil;&Atilde;O DE SISTEMA AVAC E EQUIPAMENTOS PARA ACOMODA&Ccedil;&Atilde;O DO ACERVO)</td>
			<td>234 444,04€</td>
			<td>09-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio de Penafiel</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/187/419973516.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>AQUISI&Ccedil;&Atilde;O DE SERVI&Ccedil;OS DE MANUTEN&Ccedil;&Atilde;O E ASSIST&Ecirc;NCIA T&Eacute;CNICA A INSTALA&Ccedil;&Otilde;ES AVAC DOS SMAS DE LEIRIA</td>
			<td>43 500,00€</td>
			<td>05-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Servi&ccedil;os Municipalizados de &Aacute;gua e Saneamento da C&acirc;mara Municipal de Leiria</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/187/419973585.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>Instala&ccedil;&atilde;o de AVAC em Lar Residencial</td>
			<td>30 000,00€</td>
			<td>05-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>APPACDM de Aveiro - Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Pais e Amigos do Cidad&atilde;o Deficiente Mental de Aveiro</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/187/419973858.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>



<h2>Concursos lan&ccedil;ados at&eacute; 23 de setembro</h2>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size:11px">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>Edif&iacute;cio Sede Instala&ccedil;&atilde;o AVAC Substitui&ccedil;&atilde;o das Torres de Arrefecimento do Piso 16</td>
			<td>178 500,00€</td>
			<td>21-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Instituto da Seguran&ccedil;a Social, IP</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/183/419973282.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>



<h2>Concursos lan&ccedil;ados at&eacute; 18 de setembro</h2>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size:11px">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>EM-26/00141 - Empreitada de Instala&ccedil;&atilde;o de Equipamentos de Avac em Edif&iacute;cios Escolares</td>
			<td>145 460,00€</td>
			<td>12-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio de Sintra</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/182/419973103.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>



<h2>Concursos lan&ccedil;ados at&eacute; 15 de setembro</h2>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size:11px">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>Fornecimento de Filtros de AVAC para as unidades de Portim&atilde;o e Terras do Infante</td>
			<td>60 000,00€</td>
			<td>28-set</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Unidade Local de Sa&uacute;de do Algarve, EPE</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/177/419972563.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>fornecimento de equipamentos de climatiza&ccedil;&atilde;o para as salas do pr&eacute;-escolar do Centro Escolar Prof.ª Filomena Mesquita</td>
			<td>1 580,00€</td>
			<td>15-ago</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio de Cabeceiras de Basto</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/175/419972460.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>



<h2>Concursos lan&ccedil;ados at&eacute; 09 de setembro</h2>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size:11px">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>Servi&ccedil;os de m&atilde;o de obra nas &aacute;reas da constru&ccedil;&atilde;o civil e AVAC</td>
			<td>467 309,76€</td>
			<td>07-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Universidade do Porto</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/175/419972219.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>Filtros para Sistema AVAC Plurianual: 2026-2027-2028</td>
			<td>248 648,50€</td>
			<td>06-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Unidade Local de Sa&uacute;de do Oeste, EPE</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/174/419972148.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>Aquisi&ccedil;&atilde;o de equipamentos AVAC para o edif&iacute;cio 21A - NPD n.º 5493009487 .</td>
			<td>141 225,00€</td>
			<td>01-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Sa&uacute;de, IP</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/173/419972188.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>Fornecimento e montagem de equipamentos de AVAC e de climatiza&ccedil;&atilde;o em instala&ccedil;&otilde;es municipais</td>
			<td>134 850,00€</td>
			<td>16-set</td>
			<td>Qualidade/Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio de Loures</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/173/419972137.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>



<h2>Concursos lan&ccedil;ados at&eacute; 04 de setembro</h2>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size: 11px;">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>Empreitada para substitui&ccedil;&atilde;o de caixilharias, IE, telecomunica&ccedil;&otilde;es e AVAC, reboco dos pilares na entrada principal no Pal&aacute;cio da Justi&ccedil;a de Ponta do Sol</td>
			<td>185 000,00€</td>
			<td>06-out</td>
			<td>Qualidade/Pre&ccedil;o</td>
			<td>Instituto de Gest&atilde;o Financeira e Equipamentos da Justi&ccedil;a, IP</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/172/419971775.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>Remodela&ccedil;&atilde;o dos sistemas de AVAC e sistema de hidr&aacute;ulica AQS das oficinas gerais do Carvalhido</td>
			<td>164 727,75€</td>
			<td>23-set</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio do Porto</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/170/419971904.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>Aquisi&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de manuten&ccedil;&atilde;o preventiva e corretiva de equipamentos m&eacute;dicos, estomatologia e AVAC da ULS do M&eacute;dio Tejo</td>
			<td>137 700,00€</td>
			<td>15-set</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Unidade Local de Sa&uacute;de do M&eacute;dio Tejo, EPE</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/171/419971754.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>



<h2>Concursos lan&ccedil;ados at&eacute; 01 de setembro</h2>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size:11px">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>Remodela&ccedil;&atilde;o do Sistema de AVAC dos Anfiteatros B001, B002 e B003 da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto</td>
			<td>233 010,00€</td>
			<td>16-set</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Universidade do Porto</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/169/419971859.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>FORNECIMENTO E MONTAGEM DE EQUIPAMENTO DE AR CONDICIONADO PARA O EDIF&Iacute;CIO DO RSB DA GRA&Ccedil;A - PROCESSO Nº 100/CP/DGES/ND/2026</td>
			<td>16 976,00€</td>
			<td>15-set</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio de Lisboa</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/09/169/419971814.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>Aquisi&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de manuten&ccedil;&atilde;o preventiva e corretiva de AVAC’s, incluindo a aquisi&ccedil;&atilde;o de novos equipamentos</td>
			<td>157 321,65€</td>
			<td>07-set</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Tratolixo - Tratamento de Residuos S&oacute;lidos, EIM - Empresa Intermunicipal, SA</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/08/167/419971547.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>



<h2>Concursos lan&ccedil;ados at&eacute; 27 de agosto</h2>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size:11px">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>Aquisi&ccedil;&atilde;o e Instala&ccedil;&atilde;o de Equipamentos de Climatiza&ccedil;&atilde;o para o Gin&aacute;sio Complexo de Lazer de Vila Verde</td>
			<td>89 978,00€</td>
			<td>10-set</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio de Vila Verde</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/08/165/419971297.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>



<h2>Concursos lan&ccedil;ados at&eacute; 24 de agosto</h2>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size:11px">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>Altera&ccedil;&atilde;o da Central T&eacute;rmica do Hospital do Fund&atilde;o</td>
			<td>89 107,00€</td>
			<td>14-set</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Unidade Local de Sa&uacute;de da Cova da Beira, EPE</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/08/163/419971011.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>Aquisi&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de manuten&ccedil;&atilde;o dos Sistemas de Aquecimento, Ventila&ccedil;&atilde;o e Ar Condicionado (AVAC), Produ&ccedil;&atilde;o de &Aacute;guas Quentes Sanit&aacute;rias (AQS) e G&aacute;s</td>
			<td>207 000,00€</td>
			<td>07-set</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio de Guimar&atilde;es</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/08/161/419970758.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>PAQ 266/2026 - Aluguer de Chiller para o sistema AVAC do Pavilh&atilde;o Multiusos - EDOC/2026/78031</td>
			<td>50 000,00€</td>
			<td>30-ago</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio de Viseu</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/08/162/419971010.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>



<h2>Concursos lan&ccedil;ados at&eacute; 20 de agosto</h2>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size:11px">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>26A00036 - Empreitada de instala&ccedil;&atilde;o de AVAC nos pisos -1 e 6 do edif&iacute;cio do Departamento de Matem&aacute;tica da Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia da Universidade de Coimbra</td>
			<td>399 999,99€</td>
			<td>01-out</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Universidade de Coimbra</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/08/158/419970427.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>Fornecimento e instala&ccedil;&atilde;o de sistemas de climatiza&ccedil;&atilde;o e de produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas quentes sanit&aacute;rias para as Resid&ecirc;ncias de Santiago da Universidade de Aveiro</td>
			<td>92 000,00€</td>
			<td>02-set</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Universidade de Aveiro</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/08/159/419970584.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
		<tr>
			<td>CP 2805/26 – Climatiza&ccedil;&atilde;o Servi&ccedil;o de Rouparia</td>
			<td>41 215,00€</td>
			<td>01-set</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Instituto Portugu&ecirc;s de Oncologia do Porto Francisco Gentil, EPE</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/08/158/419970361.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>



<table class="table table-bordered table-hover table-sm" style="font-size: 11px;">
	<thead class="text-center" style="background-color:rgb(0, 0, 0);color:white">
		<tr>
			<th>Objeto do contrato</th>
			<th>Valor base</th>
			<th>Prazo apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas</th>
			<th>Crit&eacute;rio de Adjudica&ccedil;&atilde;o</th>
			<th>Entidade adjudicante</th>
			<th>An&uacute;ncio de procedimento</th>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
		<tr>
			<td>Empreitada de substitui&ccedil;&atilde;o de cobertura e AVAC da EB Salgueiro Maia</td>
			<td>412 232,90€</td>
			<td>02-ago</td>
			<td>Pre&ccedil;o</td>
			<td>Munic&iacute;pio de Palmela</td>
			<td><a href="https://files.diariodarepublica.pt/cp_hora/2026/07/128/419965996.pdf" target="_blank">Ver o an&uacute;ncio</a></td>
		</tr>
	</tbody>
	<tbody>
	</tbody>
</table>


 ]]></description><pubDate>Wed, 28 Oct 2026 10:42:22 GMT</pubDate></item><item><title>Fujitsu passa a incluir Wi-Fi de série em todas as gamas Split KM e KL</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/fujitsu-passa-a-incluir-wifi-em-todas-as-gamas-split-km-kl/</link><guid isPermaLink='false'>3647</guid><description><![CDATA[

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/eurofred.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">DR</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>Enquanto a s&eacute;rie Split KM se destina a instala&ccedil;&otilde;es residenciais com espa&ccedil;o limitado, a gama Split KL foi concebida para divis&otilde;es de maiores dimens&otilde;es e com necessidades t&eacute;rmicas mais elevadas. </strong></p>

<p>A Eurofred anunciou a inclus&atilde;o de conectividade Wi-Fi de s&eacute;rie em todas as gamas Split KM e Split KL da Fujitsu, alargando as possibilidades de controlo remoto dos seus sistemas de climatiza&ccedil;&atilde;o residencial. Ambas as s&eacute;ries podem ser controladas atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o AIRSTAGE Mobile.</p>

<p>As duas gamas recorrem &agrave; tecnologia Inverter, mas destinam-se a aplica&ccedil;&otilde;es distintas. A s&eacute;rie Split KM foi concebida para instala&ccedil;&otilde;es residenciais com limita&ccedil;&otilde;es de espa&ccedil;o, enquanto a gama Split KL se adequa a divis&otilde;es de maiores dimens&otilde;es, a condi&ccedil;&otilde;es exteriores exigentes e a necessidades t&eacute;rmicas mais elevadas.</p>

<p>A gama KM Wi-Fi &eacute; composta por quatro modelos: ASY20-KMC, ASY25-KMC, ASY35-KMC e ASY40-KMC. O permutador de calor h&iacute;brido com tubos de 5 e 7 mm foi concebido para otimizar a transfer&ecirc;ncia de calor, mantendo dimens&otilde;es compactas.</p>

<p>Segundo os dados disponibilizados pela marca, a s&eacute;rie atinge valores de SEER at&eacute; 8,4 e de SCOP at&eacute; 4,6. O controlo Inverter ajusta a pot&ecirc;ncia do compressor &agrave;s necessidades t&eacute;rmicas, evitando ciclos frequentes de arranque e paragem e contribuindo para a estabilidade da temperatura e para a redu&ccedil;&atilde;o do consumo de eletricidade.</p>

<p>A unidade interior mede 27 × 83,4 × 22,2 cm, o que facilita a instala&ccedil;&atilde;o em espa&ccedil;os limitados. A gama disponibiliza ainda opcionalmente uma fun&ccedil;&atilde;o de monitoriza&ccedil;&atilde;o do ciclo do fluido frigor&iacute;geno.</p>

<p>A gama KL Wi-Fi inclui os modelos ASY50-KL e ASY71-KL, com capacidades nominais de arrefecimento de 5,2 e 7,1 kW, respetivamente, e capacidades de aquecimento de 6,3 e 8,0 kW, pela mesma ordem.</p>

<p>Ambos os modelos apresentam classifica&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica A++ em arrefecimento e A+ em aquecimento. No modelo ASY50-KL, os valores de SEER e SCOP s&atilde;o de 7,40 e 4,30, enquanto o ASY71-KL regista valores de 7,20 e 4,00.</p>

<p>A gama est&aacute; especificada para funcionar em modo de arrefecimento com temperaturas exteriores entre -10 °C e 50 °C e em modo de aquecimento entre -15 °C e 24 °C, detalha a marca em comunicado. Entre as funcionalidades dispon&iacute;veis, destacam-se o modo potente, que mant&eacute;m o compressor &agrave; velocidade m&aacute;xima durante 20 minutos, e o modo econ&oacute;mico, que ajusta automaticamente a temperatura em 1 °C.</p>

<p>As unidades interiores medem 29,3 × 79 × 24,9 cm, e a instala&ccedil;&atilde;o permite comprimentos de tubagem at&eacute; 30 m e desn&iacute;veis m&aacute;ximos de 20 ou 25 m, consoante o modelo. Ambos utilizam o fluido frigor&iacute;geneo R32.</p>
 ]]></description><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 08:30:01 GMT</pubDate></item><item><title>Calor extremo provoca cerca de 546 mil mortes por ano</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/calor-extremo-provoca-cerca-de-546mil-mortes-por-ano/</link><guid isPermaLink='false'>3646</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/temperaturas-elevadas.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO GERALT/ PIXABAY</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>Um relat&oacute;rio da Sustainable Energy for All alerta para as desigualdades no acesso ao arrefecimento e defende uma abordagem integrada que articule efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, conce&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios e resili&ecirc;ncia das comunidades.</strong></p>

<p>A mortalidade associada ao calor aumentou 63 % desde a d&eacute;cada de 1990, tendo atingindo uma m&eacute;dia anual estimada de 546 mil mortes entre 2012 e 2021, segundo a edi&ccedil;&atilde;o especial do relat&oacute;rio <a href="https://www.seforall.org/our-work/research-analysis/chilling-prospects-series/chilling-prospects-special-heat-vulnerability-mortality" target="_blank"><em>Chilling Prospects: Heat Vulnerability & Mortality</em>, publicado pela Sustainable Energy for All (SEforALL).</a> O estudo analisa a vulnerabilidade ao calor, as limita&ccedil;&otilde;es no acesso ao arrefecimento e as oportunidades de adapta&ccedil;&atilde;o.</p>

<p>De acordo com o relat&oacute;rio, o impacto do calor extremo permanece subavaliado, sobretudo na &Aacute;frica Subsariana, no Sul e Sudeste Asi&aacute;tico e na Am&eacute;rica Latina e Cara&iacute;bas. Nestas regi&otilde;es, as lacunas nos sistemas de registo de &oacute;bitos, a escassez de estudos epidemiol&oacute;gicos e as limita&ccedil;&otilde;es das metodologias existentes dificultam a avalia&ccedil;&atilde;o da verdadeira dimens&atilde;o do problema.</p>

<p>A vulnerabilidade &eacute; tamb&eacute;m profundamente desigual. Mais de mil milh&otilde;es de pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza, tanto em zonas urbanas como rurais, correm o risco de n&atilde;o ter acesso a solu&ccedil;&otilde;es de arrefecimento. A exposi&ccedil;&atilde;o ao calor conjugada com condi&ccedil;&otilde;es habitacionais inadequadas, pobreza energ&eacute;tica, falta de acesso fi&aacute;vel &agrave; eletricidade e aus&ecirc;ncia de sistemas de climatiza&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, agrava os riscos para a sa&uacute;de.</p>

<h2>O arrefecimento passivo como primeira linha de defesa</h2>

<p>O relat&oacute;rio destaca ainda a import&acirc;ncia de uma estrat&eacute;gia hierarquizada de arrefecimento, que privilegie a redu&ccedil;&atilde;o das necessidades de arrefecimento antes da instala&ccedil;&atilde;o ou utiliza&ccedil;&atilde;o de sistemas mec&acirc;nicos.</p>

<p>O sombreamento dos edif&iacute;cios, a ventila&ccedil;&atilde;o cruzada, a utiliza&ccedil;&atilde;o de superf&iacute;cies refletoras e a arboriza&ccedil;&atilde;o urbana s&atilde;o apontadas como medidas fundamentais para reduzir os ganhos de calor e as necessidades de arrefecimento. Estas solu&ccedil;&otilde;es permitem simultaneamente reduzir a procura de energia, aliviar a press&atilde;o sobre redes el&eacute;tricas vulner&aacute;veis e diminuir os custos de explora&ccedil;&atilde;o dos sistemas.</p>

<p>A integra&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias passivas desde a fase de conce&ccedil;&atilde;o &eacute; particularmente relevante num contexto de r&aacute;pida urbaniza&ccedil;&atilde;o. Segundo a SEforALL, uma parte substancial dos edif&iacute;cios que existir&atilde;o em 2050 ainda est&aacute; a ser constru&iacute;da, sobretudo em pa&iacute;ses onde os regulamentos relativos ao desempenho energ&eacute;tico dos edif&iacute;cios s&atilde;o pouco exigentes ou inexistentes. No entanto, em condi&ccedil;&otilde;es de temperatura e humidade extremas, o ar condicionado pode tornar-se indispens&aacute;vel para a sobreviv&ecirc;ncia.</p>

<h2>Efici&ecirc;ncia, acesso &agrave; energia e resili&ecirc;ncia</h2>

<p>O relat&oacute;rio sublinha, contudo, que os pa&iacute;ses onde se poder&atilde;o registar os maiores aumentos da mortalidade associada ao calor at&eacute; 2050 s&atilde;o tamb&eacute;m aqueles onde se prev&ecirc; menor dissemina&ccedil;&atilde;o de equipamentos de ar condicionado e onde as infraestruturas el&eacute;tricas apresentam maiores fragilidades.</p>

<p>Neste contexto, a resposta n&atilde;o pode limitar-se &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de equipamentos, insistem os autores do relat&oacute;rio. A SEforALL defende pol&iacute;ticas que combinem o acesso &agrave; energia, a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es habitacionais e o planeamento urbano.</p>

<p>Cerca de 60 % da popula&ccedil;&atilde;o africana n&atilde;o disp&otilde;e de sistemas de alerta precoce para ondas de calor. Paralelamente, a an&aacute;lise identifica 16 mil milh&otilde;es de dias-pessoa potencialmente expostos a calor extremo sem acesso b&aacute;sico &agrave; eletricidade, tendo em conta a sobreposi&ccedil;&atilde;o entre epis&oacute;dios de calor registados em 2024 e lacunas no acesso &agrave; energia.</p>

<p>O relat&oacute;rio aponta, assim, para a necessidade de encarar a mortalidade associada ao calor como um risco recorrente e previs&iacute;vel, que exige investimento antecipado e solu&ccedil;&otilde;es adaptadas a cada contexto clim&aacute;tico e socioecon&oacute;mico. A prote&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica das popula&ccedil;&otilde;es e o arrefecimento passivo assumem, neste contexto, um papel determinante na sa&uacute;de p&uacute;blica.</p>
 ]]></description><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 10:09:29 GMT</pubDate></item><item><title>Arquitetura metabólica pode melhorar a QAI segundo estudo da Universidade de Yale</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/arquitetura-metabolica-pode-melhorar-a-iaq/</link><guid isPermaLink='false'>3645</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/universidade-yale.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO CAMPUS YALE UNIVERSITY/ PIXABAY</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>Sistemas vivos poder&atilde;o superar as limita&ccedil;&otilde;es dos sistemas AVAC convencionais na redu&ccedil;&atilde;o de CO2 em espa&ccedil;os fechados.</strong></p>

<p>Biofiltros &agrave; base de plantas e microrganismos poder&atilde;o complementar os sistemas de ventila&ccedil;&atilde;o e climatiza&ccedil;&atilde;o, para reduzir a concentra&ccedil;&atilde;o de di&oacute;xido de carbono (CO2) no interior dos edif&iacute;cios para n&iacute;veis inferiores aos registados no ar exterior. Esta &eacute; uma das conclus&otilde;es apresentadas num estudo liderado pelo Yale Center for Ecosystems and Architecture (Yale CEA), em colabora&ccedil;&atilde;o com investigadores da New York University e da Purdue University, entre outras institui&ccedil;&otilde;es.</p>

<p>Publicado na revista Energy and Buildings, o <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S037877882601220X" target="_blank">trabalho intitulado “Assessing building-integrated bioremediation infrastructure within the context of unsustainable rising atmospheric CO2”</a> explora o potencial da chamada arquitetura metab&oacute;lica, uma abordagem que integra sistemas vegetais e microbianos na infraestrutura dos edif&iacute;cios, com o objetivo de melhorar a qualidade do ar interior.</p>

<p>O estudo parte de um desafio crescente para o setor AVAC: o aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de CO2 na atmosfera. Atualmente na ordem dos 420 ppm, este valor poder&aacute; atingir 936 ppm nos pr&oacute;ximos 50 anos, segundo as proje&ccedil;&otilde;es consideradas pelos investigadores. O problema tem particular relev&acirc;ncia nos meios urbanos, onde as pessoas passam mais de 90 % do seu tempo em espa&ccedil;os interiores, nos quais podem estar expostos a concentra&ccedil;&otilde;es elevadas de CO2.</p>

<p>Embora a ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica convencional seja essencial para diluir os poluentes presentes no ar interior, atrav&eacute;s da renova&ccedil;&atilde;o do ar, tem uma limita&ccedil;&atilde;o fundamental. Por si s&oacute;, n&atilde;o consegue reduzir a concentra&ccedil;&atilde;o de CO2 abaixo do n&iacute;vel existente no exterior.</p>

<p>Como alternativa complementar, os investigadores analisaram sistemas de biofiltra&ccedil;&atilde;o integrados nos edif&iacute;cios, que recorrem &agrave; fotoss&iacute;ntese para remover CO2 diretamente do ar interior. Al&eacute;m de poderem reduzir a sua concentra&ccedil;&atilde;o para n&iacute;veis inferiores aos do ar exterior, estes sistemas poder&atilde;o contribuir para aumentar a diversidade microbiana nos ambientes interiores.</p>

<p>A investiga&ccedil;&atilde;o identificou que op&ccedil;&otilde;es de conce&ccedil;&atilde;o relativamente simples, como o encaminhamento dos fluxos de ar e as condi&ccedil;&otilde;es de ilumina&ccedil;&atilde;o, podem influenciar a efic&aacute;cia dos biofiltros. O trabalho aponta assim para a possibilidade de integrar processos biol&oacute;gicos nas estrat&eacute;gias de conce&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios e de tratamento do ar interior. Os resultados constituem uma base para o desenvolvimento e a otimiza&ccedil;&atilde;o de futuras solu&ccedil;&otilde;es, aproximando a engenharia de edif&iacute;cios dos princ&iacute;pios de funcionamento dos sistemas vivos.</p>
 ]]></description><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 10:39:09 GMT</pubDate></item><item><title>Modelo de simulação otimiza compressores scroll</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/modelo-de-simulacao-otimiza-compressores-scroll/</link><guid isPermaLink='false'>3644</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/compressores-scroll.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO MUJIKO IMAGES/ SHUTTERSTOCK</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>Um estudo cient&iacute;fico prop&otilde;e uma abordagem experimental e num&eacute;rica para apoiar o desenvolvimento de compressores scroll que utilizam refrigerantes de baixo GWP, e assim melhorar o desempenho de sistemas de climatiza&ccedil;&atilde;o e refrigera&ccedil;&atilde;o.</strong></p>

<p>A transi&ccedil;&atilde;o para refrigerantes com menor potencial de aquecimento global (GWP) coloca novos desafios ao desenvolvimento de equipamentos de climatiza&ccedil;&atilde;o e refrigera&ccedil;&atilde;o. Um <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1359431126028917?via%3Dihub" target="_blank">estudo publicado na revista cient&iacute;fica Applied Thermal Engineering</a> apresenta um modelo de simula&ccedil;&atilde;o validado experimentalmente que permite prever o desempenho de compressores <em>scroll</em> que utilizam fluidos frigorig&eacute;neos com baixo GWP.</p>

<p>A investiga&ccedil;&atilde;o, desenvolvida por uma equipa que inclui investigadores ligados ao Instituto Internacional do Frio (IIR), centra-se numa primeira fase no R290 (propano) e no R454C, dois refrigerantes com menor impacto clim&aacute;tico do que os fluidos convencionais que se pretende substituir. A substitui&ccedil;&atilde;o de um refrigerante para outro n&atilde;o &eacute;, contudo, uma opera&ccedil;&atilde;o necessariamente direta e pode exigir altera&ccedil;&otilde;es na conce&ccedil;&atilde;o do compressor.</p>

<p>Para responder a este desafio, os investigadores desenvolveram um modelo baseado nos fen&oacute;menos f&iacute;sicos que ocorrem durante o funcionamento do compressor. A ferramenta tem em conta as transfer&ecirc;ncias de calor no interior do equipamento, as perdas mec&acirc;nicas, as fugas de refrigerante e a influ&ecirc;ncia do comportamento dos diferentes componentes. A conjuga&ccedil;&atilde;o de uma modela&ccedil;&atilde;o detalhada com a caracteriza&ccedil;&atilde;o experimental permite compreender melhor os fatores que condicionam o desempenho do equipamento.</p>

<p>Os resultados das simula&ccedil;&otilde;es evidenciam as limita&ccedil;&otilde;es da substitui&ccedil;&atilde;o direta de refrigerantes. A utiliza&ccedil;&atilde;o de R290 ou R454C num compressor originalmente concebido para funcionar com R410A pode provocar perdas significativas de desempenho. Uma das raz&otilde;es identificadas prende-se com as diferen&ccedil;as de densidade do vapor, que podem gerar uma incompatibilidade entre as propriedades do novo fluido e a geometria do compressor existente.</p>

<p>A principal conclus&atilde;o do estudo &eacute;, por isso, a necessidade de desenvolver compressores especificamente adaptados &agrave;s caracter&iacute;sticas de cada refrigerante, em vez de pressupor que a simples substitui&ccedil;&atilde;o do fluido de trabalho permite obter um desempenho equivalente. Numa fase seguinte, a equipa pretende aplicar esta metodologia &agrave; otimiza&ccedil;&atilde;o dos compressores para R290 e R454C, bem como quantificar os ganhos de desempenho alcan&ccedil;&aacute;veis.</p>
 ]]></description><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 12:05:28 GMT</pubDate></item><item><title>Daitsu lança novo sistema multisplit de climatização e AQS</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/daitsu-lanca-novo-sistema-multisplit-climatizacao-e-aqs/</link><guid isPermaLink='false'>3643</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/daitsu-multisplit.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">DR</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>O equipamento integra uma tecnologia de gest&atilde;o adaptativa que analisa os padr&otilde;es de consumo de &aacute;gua quente sanit&aacute;ria e ajusta o seu funcionamento aos h&aacute;bitos dos utilizadores.</strong></p>

<p>A Eurofred apresenta o Daitsu Multisplit Free Max ACS, uma solu&ccedil;&atilde;o para uso residencial que combina climatiza&ccedil;&atilde;o por expans&atilde;o direta e produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua quente sanit&aacute;ria (AQS). O sistema permite ligar at&eacute; tr&ecirc;s unidades interiores de climatiza&ccedil;&atilde;o e um dep&oacute;sito de AQS a uma &uacute;nica unidade exterior.</p>

<p>A gama inclui unidades interiores de parede, condutas, cassete e de ch&atilde;o, incluindo os modelos Artic e Artic Plus. Esta configura&ccedil;&atilde;o permite adaptar a instala&ccedil;&atilde;o a diferentes tipologias habitacionais e reduzir o n&uacute;mero de unidades exteriores necess&aacute;rias.</p>

<p>Uma das principais caracter&iacute;sticas do equipamento &eacute; o algoritmo IPoupan&ccedil;a, que analisa os padr&otilde;es de utiliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua quente sanit&aacute;ria e ajusta os ciclos de produ&ccedil;&atilde;o e armazenamento em fun&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos dos utilizadores. Segundo a Eurofred, esta gest&atilde;o adaptativa pode reduzir o consumo energ&eacute;tico do equipamento at&eacute; 37 %.</p>

<p>O sistema integra tamb&eacute;m uma fun&ccedil;&atilde;o de recupera&ccedil;&atilde;o de calor, que permite aproveitar a energia gerada durante o arrefecimento para produzir AQS. Esta funcionalidade pode reduzir a energia adicional necess&aacute;ria para o aquecimento de &aacute;gua, sobretudo no ver&atilde;o, quando a procura de arrefecimento &eacute; maior.</p>

<p>O dep&oacute;sito de AQS tem uma capacidade de 190 litros e dimens&otilde;es de 500 × 561 mm. Inclui uma resist&ecirc;ncia el&eacute;trica de apoio e permite aquecer a &aacute;gua at&eacute; 55 °C. De acordo com os dados fornecidos pelo fabricante, apresenta um COPdhw de at&eacute; 3,62 e uma classe de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica A++, segundo a norma EN16147.</p>

<p>No que diz respeito &agrave; instala&ccedil;&atilde;o, a gama admite comprimentos de tubagem at&eacute; 80 metros e diferen&ccedil;as de n&iacute;vel que facilitam a sua integra&ccedil;&atilde;o em edif&iacute;cios com configura&ccedil;&otilde;es mais exigentes. As unidades interiores e exteriores utilizam o fluido frigorig&eacute;neo R32, cujo potencial de aquecimento global (GWP) &eacute; inferior ao do R410A, utilizado em gera&ccedil;&otilde;es anteriores de equipamentos.</p>

<p>As unidades interiores compat&iacute;veis disp&otilde;em de conectividade Wi-Fi e podem ser controladas atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o Daitsu Connect, que permite programar hor&aacute;rios, regular a temperatura e monitorizar o consumo energ&eacute;tico. A solu&ccedil;&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m compat&iacute;vel com Google Home, Amazon Alexa, Modbus e Smart Grid Ready, permitindo a integra&ccedil;&atilde;o em sistemas de dom&oacute;tica e gest&atilde;o de energia.</p>

<p>Segundo a Eurofred, a unidade exterior pode funcionar em modo de arrefecimento com temperaturas exteriores at&eacute; 53 °C e em modo de aquecimento at&eacute; -20 °C, alargando o leque de condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas em que o sistema pode funcionar.</p>
 ]]></description><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 15:17:00 GMT</pubDate></item><item><title>A sustentabilidade em debate nas 26.as Jornadas da Climatização e da Refrigeração</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/sustentabilidade-em-debate-nas-jornadas-climatizacao-e-refrigera/</link><guid isPermaLink='false'>3642</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/lnec-jornadas-climatizacao.jpg" /></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>A Ordem dos Engenheiros, em colabora&ccedil;&atilde;o com a sec&ccedil;&atilde;o nacional da REHVA e o Cap&iacute;tulo Portugu&ecirc;s da ASHRAE organizaram o evento, que teve lugar a 15 de outubro de 2026 no LNEC.</strong></p>

<p>A transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica esteve em destaque nas <a href="https://www.ordemdosengenheiros.pt/pt/eventos/26-as-jornadas-de-climatizacao-e-refrigeracao/" target="_blank">26.as Jornadas da Climatiza&ccedil;&atilde;o e da Refrigera&ccedil;&atilde;o</a> que decorreram no audit&oacute;rio do Laborat&oacute;rio Nacional de Engenharia Civil (LNEC), no passado dia 15 de outubro. Organizado pela Ordem dos Engenheiros em colabora&ccedil;&atilde;o com a sec&ccedil;&atilde;o nacional da REHVA e o Cap&iacute;tulo Portugu&ecirc;s da ASHRAE, o evento reuniu oradores nacionais e internacionais para debater o papel da engenharia na descarboniza&ccedil;&atilde;o do setor AVAC atrav&eacute;s de tecnologias inovadoras.</p>

<p>Ap&oacute;s a sess&atilde;o de abertura conduzida por Dina Paz Dimas, Vice-Presidente nacional da Ordem dos Engenheiros (OE), e Odete de Almeida, Coordenadora da Especializa&ccedil;&atilde;o em Climatiza&ccedil;&atilde;o e Refrigera&ccedil;&atilde;o da OE, teve lugar o primeiro painel do dia, dedicado &agrave; descarboniza&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios e &agrave; qualidade do ar interior.</p>

<p>Chandra Sekhar, Professor na Universidade Nacional de Singapura e Vice-Presidente da ASHRAE, apresentou uma metodologia para avaliar o estatuto atual da Qualidade do Ar Interior (IAQ), bem como v&aacute;rios estudos de caso que evidenciaram a import&acirc;ncia da ventila&ccedil;&atilde;o na redu&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de CO2 em espa&ccedil;os fechados. Sublinhou, contudo, que n&atilde;o se trata de escolher entre a IAQ e a poupan&ccedil;a de energia, uma vez que ambas s&atilde;o complementares. Previu, por isso, que a monitoriza&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua em tempo real e a an&aacute;lise de dados ir&atilde;o assumir uma import&acirc;ncia crescente no futuro.</p>

<p>Por sua vez, Eduardo Maldonado, Diretor Regional da ASHRAE Europa e Professor da FEUP, destacou a necessidade de reabilitar os edif&iacute;cios e os sistemas AVAC existentes, salientando que 90 % dos edif&iacute;cios que existir&atilde;o em Portugal em 2050 – ano em que a Uni&atilde;o Europeia pretende alcan&ccedil;ar a neutralidade carb&oacute;nica – j&aacute; existem atualmente.</p>

<p>No entanto, Portugal e os seus vizinhos enfrentam dificuldades na transposi&ccedil;&atilde;o das diretivas europeias para a legisla&ccedil;&atilde;o nacional. Embora o prazo para a transposi&ccedil;&atilde;o da revis&atilde;o da Diretiva relativa ao Desempenho Energ&eacute;tico dos Edif&iacute;cios (EPBD) de 2024 tenha terminado em maio de 2026, nenhum Estado-Membro tinha ainda conclu&iacute;do esse processo &agrave; data do evento. Paralelamente, os apoios p&uacute;blicos destinados a incentivar a reabilita&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios t&ecirc;m vindo a diminuir. Eduardo Maldonado defendeu o refor&ccedil;o dos apoios p&uacute;blicos &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o, sublinhando que, se a descarboniza&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios “n&atilde;o for <em>affordable</em>, n&atilde;o ser&aacute; aplicada”.</p>

<h2>As vantagens de Portugal para a ind&uacute;stria dos <em>data centers</em></h2>

<p>No segundo painel, debateu-se a forma como os centros de dados est&atilde;o a abrir novas oportunidades de neg&oacute;cio para os profissionais do setor da climatiza&ccedil;&atilde;o. Para Lu&iacute;s Duarte, Presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Centros de Dados e primeiro orador do painel, a atratividade de Portugal para a ind&uacute;stria dos <em>data centers</em> &eacute; ineg&aacute;vel. O pa&iacute;s distingue-se pelos custos competitivos da energia e pela descarboniza&ccedil;&atilde;o do seu <em>mix</em> energ&eacute;tico: em 2025, 68 % da eletricidade consumida em Portugal teve origem renov&aacute;vel. Al&eacute;m disso, conta com uma elevada concentra&ccedil;&atilde;o de cabos submarinos, que asseguram uma forte conectividade digital internacional. O clima atl&acirc;ntico e temperado proporciona-lhe ainda muitas horas de funcionamento em modo <em>free cooling</em>. Por sua vez, Guilherme Martins da Navitas, empresa de consultoria especializada na conce&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o de centros de dados de grande escala, apresentou um trabalho sobre a modela&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica destas infraestruturas.</p>

<p>Ap&oacute;s a pausa para almo&ccedil;o, as jornadas prosseguiram com o terceiro painel do dia dedicado &agrave; refrigera&ccedil;&atilde;o. Marco Madureira, engenheiro projetista da Chilltek, abordou a utiliza&ccedil;&atilde;o do CO2 em sistemas de refrigera&ccedil;&atilde;o como alternativa aos refrigerantes convencionais. Apresentou v&aacute;rias solu&ccedil;&otilde;es para a refrigera&ccedil;&atilde;o comercial, nomeadamente a compress&atilde;o paralela, o <em>subcooling</em> e os <em>gas coolers</em> com arrefecimento adiab&aacute;tico, destacando tamb&eacute;m as possibilidades de recupera&ccedil;&atilde;o de calor. Seguiu-se a interven&ccedil;&atilde;o de &Aacute;ngel Ros Dolz, Diretor da &Aacute;rea Tewis Portugal, centrada nos sistemas frigor&iacute;ficos transcr&iacute;ticos com subarrefecimento mec&acirc;nico inteligente. O orador explicou que o sistema compensa a perda de efici&ecirc;ncia atrav&eacute;s da otimiza&ccedil;&atilde;o do ciclo termodin&acirc;mico, salientando a sua capacidade de funcionamento mesmo a uma temperatura de 10 °C. Segundo &Aacute;ngel Ros Dolz, em climas mais quentes, as poupan&ccedil;as energ&eacute;ticas s&atilde;o ainda maiores.</p>

<h2>Um sistema de ventila&ccedil;&atilde;o inovador para preservar obras de arte</h2>

<p>A interven&ccedil;&atilde;o de Michel Grabon, Diretor da &aacute;rea de <em>data centers</em> da Carrier, sobre o controlo das condi&ccedil;&otilde;es ambientais no interior da Capela Sistina foi sem d&uacute;vida um dos momentos mais marcantes do quarto e &uacute;ltimo painel do dia. Perante o aumento do n&uacute;mero de visitantes, o Vaticano deu o alerta em 2010: os frescos de Michelangelo que decoram a capela estavam a degradar-se significativamente. Foi ent&atilde;o que a Carrier recebeu a miss&atilde;o de desenvolver um sistema de ventila&ccedil;&atilde;o capaz de assegurar a renova&ccedil;&atilde;o do ar num espa&ccedil;o que podia acolher at&eacute; 2000 visitantes em simult&acirc;neo. Para responder a este desafio, a equipa liderada por Michel Grabon desenvolveu um sistema de v&iacute;deo capaz de contabilizar em tempo real as pessoas que entravam na capela e instalou um difusor de ar no seu interior. “Foi necess&aacute;rio inventar coisas que ainda n&atilde;o existiam”, resumiu Michel Grabon.</p>

<p>Ap&oacute;s esta apresenta&ccedil;&atilde;o, seguiram-se as interven&ccedil;&otilde;es de Daniel Malveira, respons&aacute;vel de solu&ccedil;&otilde;es da Baxi Portugal, que abordou solu&ccedil;&otilde;es integradas de climatiza&ccedil;&atilde;o para a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica, e de Nils Baumann, Diretor da Unidade de neg&oacute;cio de gest&atilde;o de produto da Delta Controls Alemanha, que analisou o contributo dos sistemas de gest&atilde;o t&eacute;cnica de edif&iacute;cios (BMS) para a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica. As Jornadas da Climatiza&ccedil;&atilde;o e da Refrigera&ccedil;&atilde;o terminaram com uma homenagem ao engenheiro Serafin Gra&ntilde;a, membro conselheiro da Ordem dos Engenheiros, falecido no in&iacute;cio de 2026. A sess&atilde;o de encerramento ficou a cargo de Odete de Almeida e Dina Paz Dimas.</p>
 ]]></description><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 10:48:52 GMT</pubDate></item><item><title>Entrevista a António Beirão fundador da Sandometal</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/entrevista-antonio-beirao-fundador-da-sandometal/</link><guid isPermaLink='false'>3641</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/montras/antonio-beirao1.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">DR</span></p>

<p>Entrevista e fotografia por Christina Genet</p>

<p>Com mais de cinco d&eacute;cadas de experi&ecirc;ncia no setor, Ant&oacute;nio Beir&atilde;o acompanhou de perto a transforma&ccedil;&atilde;o da climatiza&ccedil;&atilde;o em Portugal, desde os primeiros anos de atividade na Ind&uacute;strias T&eacute;rmicas Nunes Correia, SA at&eacute; &agrave; funda&ccedil;&atilde;o da Sandometal – Metalomec&acirc;nica e Ar Condicionado, SA em 1979, empresa que dirigiu durante 46 anos. Nesta entrevista, recorda a evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica do setor e partilha a sua vis&atilde;o sobre os principais desafios que hoje se colocam &agrave;s empresas: a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, o conforto dos utilizadores e a forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais.</p>

<h2>Como iniciou a sua vida profissional ligada ao setor da climatiza&ccedil;&atilde;o e do ar condicionado?</h2>

<p>Comecei a trabalhar no ramo do ar condicionado em 1966, como desenhador, numa empresa que fazia instala&ccedil;&otilde;es de ar condicionado. Depois, comecei a ir &agrave;s obras, a fazer e a coordenar pequenas instala&ccedil;&otilde;es de ar condicionado e ventila&ccedil;&atilde;o. Nessa altura, os tr&ecirc;s grandes instaladores de ar condicionado em Portugal chamavam-se Ind&uacute;strias T&eacute;rmicas S.A., que era onde eu trabalhava, Fonseca & Seabra e Metal&uacute;rgica Luso-Italiana, S.A. Cada um tinha a sua parte de fabrico e acabaram por se juntar e criar uma &uacute;nica empresa para fabricar as condutas. Houve um concurso interno na minha empresa e fui selecionado para chefiar a parte fabril dessa nova empresa, onde fabric&aacute;vamos condutas retangulares, tubo spiro, dep&oacute;sitos de combust&iacute;vel e de &aacute;guas sanit&aacute;rias.</p>

<h2>Que raz&otilde;es o levaram a fundar esta empresa?</h2>

<p>A seguir ao 25 de Abril de 1974, eu diria que ningu&eacute;m estava preparado para a liberdade de express&atilde;o e houve uma explos&atilde;o de ideias. Havia uma grande guerra entre os partidos, houve uma grande destabiliza&ccedil;&atilde;o social, o mercado caiu e os investidores deixaram de investir. Portanto, come&ccedil;ou a haver falta de trabalho generalizada. N&oacute;s, que fabric&aacute;vamos as condutas de ar condicionado, sem investimentos n&atilde;o t&iacute;nhamos condutas para fazer. Depois, come&ccedil;ou a haver necessidade de alimentar as pessoas que regressavam das antigas col&oacute;nias portuguesas, de Angola, Mo&ccedil;ambique e da Guin&eacute;-Bissau. Regressaram cerca de 600 mil pessoas. Foi um &ecirc;xodo, e Portugal n&atilde;o estava preparado para alimentar tanta gente. A carne de frango era a mais r&aacute;pida de produzir, mais barata, e assim, houve um boom na pecu&aacute;ria e come&ccedil;aram a aparecer os avi&aacute;rios. N&oacute;s t&iacute;nhamos umas Nunes Correia, pessoas conhecidas que fabricavam para esse setor, mas n&atilde;o tinham capacidade suficiente, ent&atilde;o come&ccedil;&aacute;mos n&oacute;s a fazer tudo o que era de chapa para a pecu&aacute;ria. E foi isso que aguentou a empresa onde eu estava. Quando a atividade do ar condicionado foi retomada, tivemos de deixar de fazer os produtos para a pecu&aacute;ria e voltar a fabricar as condutas de ar condicionado. Foi neste contexto, em 1979, que vi uma oportunidade de formar a Sandometal pois para come&ccedil;ar uma atividade, a pecu&aacute;ria pareceu-me um nicho de mercado interessante. Assim, nasceu a Sandometal – Equipamentos Agroindustriais Lda., que mais tarde veio dar lugar &agrave; Sandometal, Metalomec&acirc;nica e Ar Condicionado SA.</p>

<h2>Como recorda os tempos iniciais da sua atividade, comparando-os com a fase final do seu percurso profissional?</h2>

<p>O ramo do ar condicionado mudou muito desde ent&atilde;o. Depois do 25 de Abril, no final dos anos 1970, come&ccedil;aram a ser constru&iacute;dos hot&eacute;is e apareceram os primeiros centros comerciais e edif&iacute;cios de escrit&oacute;rios. Da&iacute; surgiu uma maior necessidade de ar condicionado. Foi neste contexto que todo o ramo do ar condicionado – e a economia em geral – evolu&iacute;ram. Nessa altura, os instaladores de ar condicionado tinham de fazer tudo. Faziam as condutas, faziam os ventiladores, faziam as grelhas e os difusores. Mais tarde, come&ccedil;aram a aparecer empresas especializadas, empresas de projeto, fabricantes de grelhas, fabricantes de ventiladores, etc. Isso tornou a vida do instalador muito mais f&aacute;cil. O instalador agora vai buscar ao mercado os componentes de que precisa para a sua instala&ccedil;&atilde;o de ar condicionado e coordena a montagem de tudo.</p>

<h2>Em que contexto &eacute; que a Sandometal come&ccedil;ou a internacionalizar-se?</h2>

<p>Diria que a internacionaliza&ccedil;&atilde;o da empresa come&ccedil;ou em 1992, ano em que a Espanha acolheu a Expo 92 em Sevilha, os Jogos Ol&iacute;mpicos em Barcelona, e Madrid era Capital Europeia da Cultura. Foram tr&ecirc;s grandes eventos que tiveram lugar nesse ano e a Espanha n&atilde;o tinha capacidade interna para fazer tudo aquilo. Eu dava-me muito bem com um fabricante de grelhas e difusores de Espanha e ele incentivou-nos a irmos fazer coisas para Sevilha. Come&ccedil;&aacute;mos a fornecer muitas condutas para Sevilha, depois, fornecemos condutas para a Illa Diagonal em Barcelona, e tamb&eacute;m muitas condutas para Madrid. Foi a&iacute; que come&ccedil;ou a nossa internacionaliza&ccedil;&atilde;o.</p>

<p>Mais tarde, come&ccedil;&aacute;mos a expor as nossas condutas Spiroval e Unidades de Tratamento de Ar, na Feira ISH em Frankfurt na Alemanha, e assim o nome da Sandometal come&ccedil;ou a ser conhecido internacionalmente.</p>

<p>Resultante disso, fomos abordados por um cliente irland&ecirc;s, com quem mantemos excelentes rela&ccedil;&otilde;es comerciais, e hoje &eacute; o nosso principal cliente para a Irlanda, Reino Unido e Pa&iacute;ses Baixos.</p>

<p>A nossa maior obra de Unidades de Tratamento de Ar foi o <pago></pago>Est&aacute;dio Ol&iacute;mpico de Londres, onde se disputou o Campeonato do Mundo de Rugby, em 2015. Para l&aacute;, fornecemos 49 Unidades de Tratamento de Ar (das grandonas). A seguir, foi o Hospital de Glasgow, na Esc&oacute;cia.</p>

<p>No mercado interno, temos centenas de UTA instaladas em grandes empreendimentos e obras de refer&ecirc;ncia, como por exemplo o Museu dos Coches em Bel&eacute;m.</p>

<h2>Como se encontra o mercado nacional dos fabricantes no setor do ar condicionado e da ventila&ccedil;&atilde;o, em compara&ccedil;&atilde;o com a concorr&ecirc;ncia internacional?</h2>

<p>N&oacute;s temos bons fabricantes em Portugal. Aquilo que, penso eu, nos diferencia da concorr&ecirc;ncia estrangeira, &eacute; que as grandes marcas fabricam em s&eacute;rie. T&ecirc;m um mercado extenso que lhes permite fazer s&eacute;ries de 20, 30, 50 m&aacute;quinas. E t&ecirc;m esses modelos. N&oacute;s c&aacute; acabamos por fazer um fato &agrave; medida. N&oacute;s nunca fazemos duas UTA iguais. N&oacute;s ajustamos o nosso fabrico &agrave;quilo que o projeto necessita.</p>

<h2>Quais s&atilde;o as suas previs&otilde;es para a evolu&ccedil;&atilde;o do mercado portugu&ecirc;s e internacional do ar condicionado?</h2>

<p>Eu diria que a qualidade de vida nos torna mais exigentes. Ensinou-nos a distinguir o conforto do ar condicionado de uma corrente de ar. Ensinou-nos tamb&eacute;m que o ar condicionado n&atilde;o pode ser uma fonte de ru&iacute;do. Nos escrit&oacute;rios, nas salas de aula, nas salas de espera, nos locais de trabalho, quando as pessoas est&atilde;o ali a trabalhar e t&ecirc;m aquele barulho constante, &eacute; aflitivo. Portanto, &eacute; preciso tornar as instala&ccedil;&otilde;es de ar condicionado e as pr&oacute;prias m&aacute;quinas cada vez mais silenciosas.</p>

<p>Os equipamentos atuais est&atilde;o muito mais adaptados a estas exig&ecirc;ncias. Para al&eacute;m de garantirem a climatiza&ccedil;&atilde;o, t&ecirc;m de proporcionar, ou pelo menos permitir, um maior conforto aos utilizadores.</p>

<p>Depois surgiu tamb&eacute;m a quest&atilde;o energ&eacute;tica. Antigamente, quando se dimensionava um ventilador e o caudal de ar n&atilde;o chegava ao fim da linha, o que &eacute; que se fazia? Aumentava-se a rota&ccedil;&atilde;o do ventilador para conseguir insuflar mais ar. &Eacute; evidente que isso aumentava o consumo. E, se o motor n&atilde;o tivesse pot&ecirc;ncia suficiente, colocava-se um motor mais potente. Hoje em dia, j&aacute; n&atilde;o &eacute; bem assim. A poupan&ccedil;a energ&eacute;tica &eacute; uma das maiores preocupa&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel global. Foi nesse contexto que surgiram os ventiladores de comuta&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica. N&oacute;s, eu diria, fomos dos primeiros em Portugal a instalar, de forma standard, ventiladores de comuta&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica nas nossas unidades de tratamento de ar. Deix&aacute;mos de ter os tradicionais ventiladores acionados por correias. S&oacute; o facto de utilizarmos ventiladores de comuta&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica e de acionamento direto permite, por si s&oacute;, uma poupan&ccedil;a energ&eacute;tica na ordem dos 20 %.</p>

<p>Al&eacute;m disso, estes ventiladores conseguem fornecer &agrave; sala exatamente o caudal de ar de que ela necessita. Imaginemos, por exemplo, uma sala para a qual &eacute; necess&aacute;rio fornecer mil metros c&uacute;bicos de ar. Quando os filtros est&atilde;o novos, limpos e n&atilde;o existem obstru&ccedil;&otilde;es, o ventilador trabalha a uma determinada rota&ccedil;&atilde;o, relativamente baixa. Mas, se o filtro come&ccedil;ar a ficar colmatado ou obstru&iacute;do, o ventilador sabe que tem de continuar a fornecer os mesmos 1000 metros c&uacute;bicos de ar &agrave; sala. Em vez de trabalhar sempre &agrave; mesma rota&ccedil;&atilde;o, vai aumentando progressivamente a velocidade para manter o caudal pretendido. &Eacute; certo que aumentar a rota&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m aumenta o consumo. No entanto, os ventiladores de comuta&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica permitem um controlo muito mais preciso e eficiente do funcionamento e, dessa forma, conseguem proporcionar uma poupan&ccedil;a energ&eacute;tica muito significativa.</p>

<h2>Acha que esta prioridade atribu&iacute;da &agrave; efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, promovida pela legisla&ccedil;&atilde;o europeia, cria novas oportunidades para a inova&ccedil;&atilde;o ou &eacute; sobretudo uma fonte de press&atilde;o para as empresas do setor?</h2>

<p>Acho que &eacute; preciso, efetivamente, que haja algu&eacute;m que diga: “A meta &eacute; esta.” E a legisla&ccedil;&atilde;o, principalmente a legisla&ccedil;&atilde;o europeia, faz isso. Est&atilde;o cada vez mais a impor limites em termos das redu&ccedil;&otilde;es de carbono, das emiss&otilde;es de gases, etc. Agora, se isto vem complicar a vida das empresas? Por um lado, vem. Porque se calhar n&atilde;o est&aacute;vamos preparados para atingir esses patamares. Mas, por outro lado, obriga-nos a “espevitar”, a desenvolver e a aprender a fazer cada vez melhor.</p>

<h2>Atualmente, o setor do AVAC tem dificuldades em atrair jovens. Como se pode despertar o interesse de mais jovens para uma carreira no setor da climatiza&ccedil;&atilde;o?</h2>

<p>Eu penso que os nossos jovens t&ecirc;m muito valor. Temos excelentes engenheiros. Ali&aacute;s, viu-se agora: a m&eacute;dia de entrada em Engenharia Aeroespacial atingiu 19,4. O que &eacute; que acontece depois? N&oacute;s pagamos mal. Os nossos profissionais ganham pouco no mercado portugu&ecirc;s. E talvez, por isso muitos dos bons profissionais que temos acabam por ir para fora, onde conseguem ganhar mais dinheiro.</p>

<p>Depois, as empresas tamb&eacute;m t&ecirc;m de evoluir. J&aacute; existem alguns projetos muito interessantes. N&oacute;s, aqui na Sandometal, j&aacute; trabalhamos em BIM e em modela&ccedil;&atilde;o 3D. E &eacute; isso que tamb&eacute;m cativa os jovens. Um jovem que sai da faculdade com bons conhecimentos, espera mais dum mercado de trabalho, do que um martelo e bater chapa.</p>

<p>N&atilde;o &eacute; esse o objetivo que tem. Por isso, uma das formas de cativar e trazer os jovens para o nosso setor, passa por acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica: a modela&ccedil;&atilde;o 3D, o BIM e tudo aquilo que eles j&aacute; conhecem e que est&atilde;o, ali&aacute;s, muito interessados em aprofundar e aplicar no dia a dia. Penso que essa &eacute; uma das vertentes que temos de explorar para cativar e trazer a "malta nova" para o nosso ramo.</p>

<p>Eu conhe&ccedil;o um gabinete de projeto – n&atilde;o vale a pena dizer agora qual – que trabalha exclusivamente em BIM. E n&oacute;s, aqui, tamb&eacute;m tivemos de avan&ccedil;ar nesse sentido, porque quando nos enviam os desenhos em BIM, se n&atilde;o estivermos preparados para trabalhar com essa tecnologia, deixamos de acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o. Por isso, &eacute; tamb&eacute;m uma necessidade para as empresas. E &eacute; cada vez mais por a&iacute; que o setor vai caminhar. Num projeto em BIM, por exemplo, sabe-se que passa aqui uma conduta de ar condicionado e que, naquele espa&ccedil;o, n&atilde;o pode passar um tubo de &aacute;gua. O tubo de &aacute;gua ter&aacute; de ser desviado e passar por outro lado. Isto torna os projetos muito mais f&aacute;ceis de coordenar e, consequentemente, facilita a sua execu&ccedil;&atilde;o, tornando-a tamb&eacute;m mais eficiente.</p>

<p>N&oacute;s sempre tivemos uma colabora&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima com as universidades. Uma das coisas de que eu gostava particularmente era receber visitas de estudo de estudantes universit&aacute;rios na Sandometal. &Agrave;s vezes, o simples facto de uma pessoa poder ver e acompanhar de perto um determinado produto ajuda-a a compreender muito melhor aquilo que aprendeu na teoria. Tivemos tamb&eacute;m uma parceria com o ISEL, no &acirc;mbito da qual estudaram as nossas m&aacute;quinas. Utilizavam, por exemplo, c&acirc;maras t&eacute;rmicas para identificar eventuais fugas de ar.</p>

<p>Em conjunto connosco, estudaram a envolvente das unidades de tratamento de ar onde s&atilde;o instaladas as serpentinas, entre outros componentes. Esse trabalho deu-nos uma experi&ecirc;ncia muito importante e ajudounos a perceber melhor aquilo que est&aacute;vamos a colocar no mercado. Na sequ&ecirc;ncia desse estudo, corrigimos uma s&eacute;rie de aspetos nos nossos equipamentos.</p>

<p>Um dia, comentei isso com um amigo meu, engenheiro do setor, e disse-lhe: “Fiz uma parceria com o ISEL e estamos a estudar aqui as caixas das unidades de tratamento de ar. Mesmo n&atilde;o sendo o ISEL uma entidade certificadora, pelo menos estamos a aprender muito com eles. E isto, se calhar, at&eacute; me dispensa da certifica&ccedil;&atilde;o Eurovent”, dizia eu. E ele respondeu-me: “Olha, meu amigo, em termos de certifica&ccedil;&atilde;o, s&oacute; h&aacute; dois clubes: os que t&ecirc;m e os que n&atilde;o t&ecirc;m.” Essa frase marcou-me de tal forma que decidimos, embora continuando as parcerias com as universidades, avan&ccedil;ar para a certifica&ccedil;&atilde;o Eurovent. &Eacute; uma certifica&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia e &eacute; esta que estabelece as regras e os crit&eacute;rios. E faz, de facto, toda a diferen&ccedil;a.</p>

<h2>Como &eacute; que se apoiam os trabalhadores mais antigos, j&aacute; dentro das empresas, para acompanharem estas novas tecnologias?</h2>

<p>N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil. Empresas como a Sandometal, e outras do setor, t&ecirc;m de apostar numa forma&ccedil;&atilde;o permanente. Fabricar condutas, martelar, bater aqui ou ali s&atilde;o coisas que n&atilde;o se aprendem nas faculdades. E tamb&eacute;m n&atilde;o existem propriamente centros de forma&ccedil;&atilde;o profissional que ensinem esta &aacute;rea espec&iacute;fica. Portanto, temos de assegurar forma&ccedil;&atilde;o de forma cont&iacute;nua. Uma das coisas que fui percebendo aqui na Sandometal foi a import&acirc;ncia de levar os trabalhadores &agrave;s obras, para verem as montagens no terreno. Eles gostavam de ir e reconheciam a import&acirc;ncia dessa experi&ecirc;ncia. Por exemplo, quando fizemos a substitui&ccedil;&atilde;o das unidades no Ocean&aacute;rio, fabric&aacute;mos, mont&aacute;mos e ensai&aacute;mos as unidades aqui na f&aacute;brica. Depois, tivemos de as desmontar para que pudessem passar pelas portas. Quando chegaram &agrave; obra, havia uma grande satisfa&ccedil;&atilde;o por parte dos trabalhadores ao montarem Unidades de Tratamento de Ar que eles pr&oacute;prios tinham fabricado aqui. Portanto, isso tamb&eacute;m funciona como um incentivo e d&aacute;-lhes um sentido de realiza&ccedil;&atilde;o.</p>

<h2>Diria que a intelig&ecirc;ncia artificial j&aacute; est&aacute; a mudar o dia a dia dos fabricantes e dos instaladores do setor?</h2>

<p>Na nossa &aacute;rea de fabrico, n&atilde;o h&aacute; muito que possa mudar, porque as coisas s&atilde;o como s&atilde;o. Uma conduta tem de ter determinadas dimens&otilde;es para que a velocidade do ar seja aquela que est&aacute; especificada. As condutas podem ser quadradas, redondas ou triangulares e, portanto, continua a ser necess&aacute;ria a interven&ccedil;&atilde;o humana na execu&ccedil;&atilde;o. Na parte do c&aacute;lculo e da prepara&ccedil;&atilde;o para o fabrico, a&iacute; sim, a tecnologia j&aacute; pode dar uma grande ajuda. N&oacute;s recebemos os desenhos e, hoje em dia, quando v&ecirc;m em BIM, praticamente j&aacute; n&atilde;o h&aacute; interven&ccedil;&atilde;o manual. O desenho entra diretamente no nosso software, que desenvolve a parte correspondente &agrave; conduta, e da&iacute; segue diretamente para a m&aacute;quina de corte a laser. Depois, no fabrico, haver&aacute; um ou outro setor onde a IA pode ajudar, mas a montagem, essa ter&aacute; sempre de ser manual.</p>

<h2>Est&atilde;o atualmente previstos cada vez mais projetos de constru&ccedil;&atilde;o de data centers. Na sua opini&atilde;o, &eacute; esse o futuro do setor AVAC?</h2>

<p>A primeira obra que fizemos para um centro de dados foi o data center da Covilh&atilde;, que, na altura, ainda pertencia &agrave; Portugal Telecom. Com as tecnologias antigas, o arrefecimento adiab&aacute;tico era importante e eficaz, mas consumia muita &aacute;gua. E a &aacute;gua pot&aacute;vel &eacute; cada vez mais um bem escasso, havendo tamb&eacute;m cada vez mais restri&ccedil;&otilde;es e cuidados relativamente ao seu consumo. Os <em>data centers</em> s&atilde;o particularmente exigentes, porque consomem uma quantidade enorme de energia, libertando uma grande quantidade de calor, que tem de ser dissipada. E &eacute; preciso acompanhar tamb&eacute;m a evolu&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;prias m&aacute;quinas, que j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o as mesmas de antigamente.</p>

<p>Tenho um amigo na Noruega que me disse: “O futuro s&atilde;o os data centers.” Segundo ele, at&eacute; 2032, este mercado continuar&aacute; sempre a crescer. E n&oacute;s vemos isso tamb&eacute;m aqui em Portugal. Estamos a fazer o data center de Sines, est&aacute; previsto outro na Castanheira, e estes s&atilde;o alguns dos maiores projetos. O de Sines tem quatro ou cinco fases, o que &eacute; uma verdadeira loucura. No resto do mundo tamb&eacute;m, h&aacute; cada vez mais data centers. Portanto, a nossa aposta neste mercado foi tamb&eacute;m muito influenciada por aquilo que esse meu amigo me disse: “Eu apostava nisto.”</p>

<p>Depois, foi necess&aacute;rio avan&ccedil;ar para a certifica&ccedil;&atilde;o, porque num data center n&atilde;o se pode correr riscos. Tem de existir uma s&eacute;rie de redund&acirc;ncias, porque o sistema n&atilde;o pode parar. Existem v&aacute;rios n&iacute;veis de redund&acirc;ncia e as nossas m&aacute;quinas tamb&eacute;m est&atilde;o preparadas para trabalhar com diferentes n&iacute;veis de seguran&ccedil;a. Penso que estamos a trabalhar no n&iacute;vel tr&ecirc;s, com uma disponibilidade anual de 99,982 % equivalente a um tempo m&aacute;ximo de paragem anual de ~ 1,6 horas. Imagine: se um data center precisa de seis m&aacute;quinas, tem sempre sete. H&aacute; sempre uma ou duas em redund&acirc;ncia. E existe uma m&aacute;quina principal, a master, que controla todo o sistema. Se essa m&aacute;quina tiver algum problema, d&aacute; ordem para arrancar outra. Os dados n&atilde;o podem falhar.</p>

<p><span style="font-size:11px;"><strong>Perfil</strong><br />
Fundador da Sandometal – Metalomec&acirc;nica e Ar Condicionado, SA, Ant&oacute;nio Beir&atilde;o construiu o seu percurso profissional ligado &agrave; ind&uacute;stria metalomec&acirc;nica e ao setor da climatiza&ccedil;&atilde;o.<br />
Durante 46 anos &agrave; frente da Sandometal, acompanhou o crescimento da empresa e a transforma&ccedil;&atilde;o do mercado de AVAC, numa trajet&oacute;ria marcada pela aposta na capacidade industrial e na internacionaliza&ccedil;&atilde;o. <br />
Sob a lideran&ccedil;a de Ant&oacute;nio Beir&atilde;o, a Sandometal esteve envolvida em obras de refer&ecirc;ncia em Portugal e no estrangeiro, incluindo a Expo 92, em Sevilha, os Jogos Ol&iacute;mpicos de Barcelona, a Expo 98, em Lisboa, e o Est&aacute;dio Ol&iacute;mpico de Londres. <br />
Em 2009, a empresa criou um departamento dedicado &agrave; Investiga&ccedil;&atilde;o, Desenvolvimento e Inova&ccedil;&atilde;o. Mesmo depois de se afastar da gest&atilde;o corrente, Ant&oacute;nio Beir&atilde;o manteve uma liga&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima &agrave; Sandometal e ao seu desenvolvimento, assumindo a presid&ecirc;ncia do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o da empresa.</span></p>
 ]]></description><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 10:45:15 GMT</pubDate></item><item><title>Guimarães estuda rede de climatização de baixa temperatura</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/guimaraes-estuda-rede-de-climatizacao-de-baixa-temperatura/</link><guid isPermaLink='false'>3640</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/guimaraes-croacia.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>Guimar&atilde;es vai estudar a viabilidade de uma rede urbana de aquecimento e arrefecimento de baixa temperatura, alimentada por  fontes de energia renov&aacute;vel e pelo aproveitamento de calor residual. A iniciativa integra o projeto europeu RISE-DHC, que pretende transformar o planeamento de redes t&eacute;rmicas eficientes em planos de investimento que permitam avan&ccedil;ar para a fase de contrata&ccedil;&atilde;o.</strong></p>

<p>O projeto, que conta com a participa&ccedil;&atilde;o da ADENE – Ag&ecirc;ncia para a Energia, prev&ecirc; oito estudos de caso em sete pa&iacute;ses europeus. Em Portugal, o estudo de Guimar&atilde;es ser&aacute; acompanhado pela ADENE, pelo Munic&iacute;pio de Guimar&atilde;es e pelo Laborat&oacute;rio da Paisagem, que ir&atilde;o avaliar as condi&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas e econ&oacute;micas necess&aacute;rias &agrave; concretiza&ccedil;&atilde;o da rede.</p>

<p>O RISE-DHC, financiado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia, decorre entre setembro de 2026 e agosto de 2029 e &eacute; coordenado pelo Energy Institute Hrvoje Požar, da Cro&aacute;cia. Al&eacute;m de Portugal, abrange estudos de caso na Cro&aacute;cia, It&aacute;lia, Su&eacute;cia, Irlanda, Eslov&eacute;nia e Alemanha.</p>

<p>A metodologia integra o diagn&oacute;stico territorial, a modela&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnico-econ&oacute;mica, a defini&ccedil;&atilde;o de modelos de neg&oacute;cio, a identifica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es de financiamento e a prepara&ccedil;&atilde;o dos procedimentos de contrata&ccedil;&atilde;o. O objetivo &eacute; apoiar os munic&iacute;pios na passagem do planeamento &agrave; concretiza&ccedil;&atilde;o de redes de aquecimento e arrefecimento baseadas em energias renov&aacute;veis e calor residual.</p>

<p>Uma das prioridades do projeto &eacute; desenvolver solu&ccedil;&otilde;es para edif&iacute;cios existentes em cidades que ainda n&atilde;o disp&otilde;em de redes t&eacute;rmicas. Cada estudo de caso receber&aacute; apoio t&eacute;cnico para elaborar, at&eacute; ao final do projeto, um plano de investimento que re&uacute;na as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para avan&ccedil;ar para a contrata&ccedil;&atilde;o da futura rede. Est&atilde;o tamb&eacute;m previstas ferramentas e a&ccedil;&otilde;es de capacita&ccedil;&atilde;o das equipas locais, destinadas a facilitar a aplica&ccedil;&atilde;o da metodologia noutros munic&iacute;pios.</p>

<p>A reuni&atilde;o de arranque do projeto realizou-se a 8 de setembro, em Zagreb, na Cro&aacute;cia, onde os parceiros discutiram o plano de trabalhos para os tr&ecirc;s anos de execu&ccedil;&atilde;o. A Euroheat & Power ficar&aacute; respons&aacute;vel pela divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados e pelo apoio &agrave; sua aplica&ccedil;&atilde;o noutros territ&oacute;rios europeus, de modo a facilitar a replica&ccedil;&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es desenvolvidas.</p>
 ]]></description><pubDate>Thu, 15 Oct 2026 15:36:09 GMT</pubDate></item><item><title>UE estabelece novas regras para embalagens de equipamentos AVAC</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/ue-novas-regras-para-embalagens-equipamentos-avac/</link><guid isPermaLink='false'>3639</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/embalagens-avac-ue.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO ABSOLUTVISION/ PIXABAY</span></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>O Regulamento (UE) 2025/40, aplic&aacute;vel desde 12 de agosto de 2026, estabelece novas exig&ecirc;ncias para as embalagens colocadas no mercado europeu, com impacto nos fabricantes, importadores e distribuidores do setor AVAC. O diploma introduz obriga&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; conformidade dos materiais, &agrave; rastreabilidade e &agrave; documenta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, prevendo ainda a aplica&ccedil;&atilde;o faseada de requisitos de reciclabilidade e a redu&ccedil;&atilde;o do volume e peso das embalagens.</strong></p>

<p>O novo enquadramento europeu procura reduzir a gera&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos de embalagens, promover a reutiliza&ccedil;&atilde;o e a reciclagem e harmonizar os requisitos aplic&aacute;veis nos Estados-Membros. Por se tratar de um regulamento, as suas disposi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o diretamente aplic&aacute;veis em Portugal, sem necessidade de transposi&ccedil;&atilde;o para a legisla&ccedil;&atilde;o nacional. A Comiss&atilde;o Europeia publicou entretanto um documento de orienta&ccedil;&atilde;o destinado a clarificar a interpreta&ccedil;&atilde;o das novas regras, nomeadamente quanto &agrave;s responsabilidades dos diferentes operadores econ&oacute;micos, &agrave; coloca&ccedil;&atilde;o das embalagens no mercado e &agrave; gest&atilde;o das exist&ecirc;ncias anteriores &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do regulamento.</p>

<p>No setor AVAC, as novas regras assumem particular relev&acirc;ncia devido &agrave;s caracter&iacute;sticas dos equipamentos, frequentemente volumosos ou pesados e sujeitos a necessidades espec&iacute;ficas de prote&ccedil;&atilde;o durante o transporte. A sua aplica&ccedil;&atilde;o exige que as empresas identifiquem as responsabilidades que lhes cabem enquanto fabricantes, importadores ou distribuidores.</p>

<p>Os fabricantes de embalagens abrangidos pelas disposi&ccedil;&otilde;es do regulamento devem assegurar o cumprimento dos requisitos aplic&aacute;veis, elaborar a documenta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica exigida e emitir a declara&ccedil;&atilde;o UE de conformidade. Esta documenta&ccedil;&atilde;o deve demonstrar o cumprimento das exig&ecirc;ncias relativas aos materiais utilizados, incluindo as restri&ccedil;&otilde;es &agrave; presen&ccedil;a de determinadas subst&acirc;ncias perigosas.</p>

<p>O regulamento estabelece igualmente requisitos de identifica&ccedil;&atilde;o e rastreabilidade das embalagens e dos operadores econ&oacute;micos. Os importadores e distribuidores devem cumprir as obriga&ccedil;&otilde;es que lhes sejam aplic&aacute;veis, incluindo a verifica&ccedil;&atilde;o da conformidade e da informa&ccedil;&atilde;o exigida antes da coloca&ccedil;&atilde;o ou disponibiliza&ccedil;&atilde;o das embalagens no mercado.</p>

<p>A responsabilidade alargada do produtor constitui outra componente do novo enquadramento, com obriga&ccedil;&otilde;es de registo e comunica&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es relativas &agrave;s embalagens colocadas no mercado.</p>

<h2>Reciclabilidade e embalagens de transporte</h2>

<p></p>

<p>A partir de 2030, ou 24 meses ap&oacute;s a entrada em vigor dos atos delegados aplic&aacute;veis, consoante a data que ocorrer mais tarde, as embalagens dever&atilde;o cumprir os crit&eacute;rios europeus de conce&ccedil;&atilde;o para reciclagem, atingindo pelo menos a classe C de desempenho. A partir de 2038, apenas ser&atilde;o admitidas, em regra, embalagens classificadas nas classes A ou B, sem preju&iacute;zo das exce&ccedil;&otilde;es previstas no regulamento.</p>

<p>Tamb&eacute;m a partir de 1 de janeiro de 2030, o regulamento estabelece um limite m&aacute;ximo de 50 % de espa&ccedil;o vazio em determinadas embalagens agrupadas, de transporte e de com&eacute;rcio eletr&oacute;nico. Esta disposi&ccedil;&atilde;o obriga os operadores abrangidos a avaliar a rela&ccedil;&atilde;o entre o volume das embalagens e as necessidades de prote&ccedil;&atilde;o dos equipamentos durante a distribui&ccedil;&atilde;o.</p>

<p>Est&atilde;o ainda previstas novas regras de rotulagem harmonizada, destinadas a facilitar a identifica&ccedil;&atilde;o dos materiais e a separa&ccedil;&atilde;o dos res&iacute;duos. A sua aplica&ccedil;&atilde;o ser&aacute; faseada, em fun&ccedil;&atilde;o dos prazos estabelecidos e da ado&ccedil;&atilde;o dos atos de execu&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rios.</p>

<p>O <a href="https://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2025/40/oj/por" target="_blank">regulamento</a> contempla, contudo, situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas para equipamentos industriais. O artigo 29.º prev&ecirc; uma isen&ccedil;&atilde;o das metas de reutiliza&ccedil;&atilde;o estabelecidas nos seus nºs 1, 2 e 3 para embalagens de transporte ou de venda utilizadas no transporte de maquinaria, equipamentos e mercadorias de grande escala e equipamentos pesados, quando concebidas especificamente para responder &agrave;s necessidades individuais do operador econ&oacute;mico que as encomendou.</p>

<p>Para as empresas do setor AVAC, a adapta&ccedil;&atilde;o ao novo enquadramento exige a revis&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es de embalagem, dos procedimentos de verifica&ccedil;&atilde;o documental e da informa&ccedil;&atilde;o transmitida ao longo da cadeia de abastecimento. As altera&ccedil;&otilde;es devem considerar tanto os requisitos j&aacute; aplic&aacute;veis como as obriga&ccedil;&otilde;es cuja entrada em vigor est&aacute; prevista para os pr&oacute;ximos anos.</p>
 ]]></description><pubDate>Wed, 14 Oct 2026 12:05:19 GMT</pubDate></item><item><title>Daikin apresenta soluções AVAC a profissionais na Madeira</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/daikin-apresenta-solucoes-avac-a-profissionais-na-madeira/</link><guid isPermaLink='false'>3638</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/daikin-madeira.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>A Daikin reuniu 50 profissionais do setor AVAC no Funchal para apresentar solu&ccedil;&otilde;es de climatiza&ccedil;&atilde;o, aquecimento, ventila&ccedil;&atilde;o e qualidade do ar interior. O encontro abordou a evolu&ccedil;&atilde;o da regulamenta&ccedil;&atilde;o europeia relativa aos  gases fluorados, novos equipamentos para aplica&ccedil;&otilde;es residenciais e comerciais e tecnologias de controlo e gest&atilde;o energ&eacute;tica.</strong></p>

<p>A iniciativa, denominada Daikin Solu&ccedil;&otilde;es Residenciais e Comerciais, reuniu instaladores, projetistas, parceiros, distribuidores e outros profissionais do setor. O programa combinou a apresenta&ccedil;&atilde;o de equipamentos e servi&ccedil;os com o enquadramento regulamentar e os desafios  dos mercados residencial e comercial.</p>

<h2>Novidades para climatiza&ccedil;&atilde;o residencial</h2>

<p></p>

<p>A sess&atilde;o incluiu uma abordagem &agrave; <a href="https://www.avacmagazine.pt/noticias/regulamentacao-ecologica/" target="_blank">evolu&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o europeia relativa aos gases fluorados</a> e &agrave;s suas implica&ccedil;&otilde;es para o futuro da climatiza&ccedil;&atilde;o. No segmento residencial, a empresa apresentou as suas gamas de ar condicionado de expans&atilde;o direta (DX) e de aquecimento, incluindo  equipamentos com lan&ccedil;amento previsto.</p>

<p>Entre as novidades destacaram-se a  X Series, com lan&ccedil;amento previsto para este m&ecirc;s, e a <a href="https://www.avacmagazine.pt/noticias/daikin-lanca-nova-gama-bombas-calor-propano/" target="_blank">Daikin Altherma 4</a>, no segmento das bombas de calor para  aquecimento residencial.</p>

<p>A ventila&ccedil;&atilde;o e a qualidade do ar interior tamb&eacute;m estiveram em destaque, com uma abordagem &agrave; crescente import&acirc;ncia destas &aacute;reas nos edif&iacute;cios e &agrave;s solu&ccedil;&otilde;es Duco para ventila&ccedil;&atilde;o residencial.</p>

<h2>Controlo e gest&atilde;o energ&eacute;tica</h2>

<p></p>

<p>A Daikin apresentou ainda <a href="https://www.avacmagazine.pt/noticias/daikin-amplia-monitorizacao-remota-de-sistemas-residenciais/" target="_blank">solu&ccedil;&otilde;es conectadas</a> para monitoriza&ccedil;&atilde;o e controlo dos equipamentos atrav&eacute;s de aplica&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis, gest&atilde;o energ&eacute;tica e  assist&ecirc;ncia preventiva.</p>

<p>Para os profissionais do setor, foram abordadas ferramentas de apoio &agrave; sele&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o de equipamentos, bem como recursos  de documenta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica.</p>

<h2>Solu&ccedil;&otilde;es comerciais e refrigerantes de menor impacto clim&aacute;tico</h2>

<p></p>

<p>No segmento comercial, a apresenta&ccedil;&atilde;o incidiu sobre os sistemas VRV e Sky Air, com destaque para  o <a href="https://www.avacmagazine.pt/noticias/daikin-lanca-novo-sistema-recuperacao-calor-vrv/" target="_blank">VRV 5</a> com tecnologia Shirudo e uma nova gama VRV que utiliza CO2 como refrigerante. Foram tamb&eacute;m apresentadas solu&ccedil;&otilde;es Sky Air para  espa&ccedil;os comerciais e centros de dados.</p>

<p>O programa incluiu  as unidades de tratamento de ar da gama Compact T, nomeadamente a sua  compatibilidade com sistemas de expans&atilde;o direta que utilizam R410A e R32 e com solu&ccedil;&otilde;es a &aacute;gua.</p>

<p>Na &aacute;rea das solu&ccedil;&otilde;es hidr&oacute;nicas, estiveram em an&aacute;lise <em>chillers</em> e bombas de calor com tecnologias ar-&aacute;gua e &aacute;gua-&aacute;gua, a utiliza&ccedil;&atilde;o de refrigerantes  refrigerantes de baixo potencial de aquecimento global (GWP) e as aplica&ccedil;&otilde;es comerciais e industriais destes equipamentos.</p>

<p>A sess&atilde;o incluiu ainda casos pr&aacute;ticos de aplica&ccedil;&atilde;o em habita&ccedil;&atilde;o unifamiliar e multifamiliar, hotelaria e com&eacute;rcio, ilustrando a utiliza&ccedil;&atilde;o das diferentes solu&ccedil;&otilde;es em fun&ccedil;&atilde;o das necessidades de cada edif&iacute;cio.</p>
 ]]></description><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 09:46:38 GMT</pubDate></item><item><title>Continuous Cooling em centros de dados</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/continuous-cooling-em-centros-de-dados/</link><guid isPermaLink='false'>3637</guid><description><![CDATA[<h2></h2>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/AM17-pag16.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<h6>Paulo Silva, Diretor Executivo Telcabo S.A.<br />
 </h6>

<h2>Import&acirc;ncia, requisitos t&eacute;cnicos e aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica em ambientes de elevada densidade de pot&ecirc;ncia</h2>

<p><strong>O aumento sustentado das densidades de pot&ecirc;ncia nos centros de dados, impulsionado por cargas de computa&ccedil;&atilde;o intensiva, aplica&ccedil;&otilde;es de intelig&ecirc;ncia artificial e pela consolida&ccedil;&atilde;o de infraestruturas digitais, coloca novos desafios aos sistemas de arrefecimento cr&iacute;tico. A capacidade de garantir a continuidade do arrefecimento durante eventos transit&oacute;rios, nomeadamente falhas da rede el&eacute;trica e transi&ccedil;&otilde;es entre fontes de energia, tornou-se um fator determinante para a fiabilidade operacional e para a prote&ccedil;&atilde;o dos equipamentos de Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o (TI).</strong></p>

<p>Embora os equipamentos de TI permane&ccedil;am alimentados por sistemas de alimenta&ccedil;&atilde;o ininterrupta, os sistemas mec&acirc;nicos de arrefecimento necessitam de um per&iacute;odo de recupera&ccedil;&atilde;o que pode demorar v&aacute;rios minutos, condicionado por tempos de estabiliza&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica, l&oacute;gicas de prote&ccedil;&atilde;o e sequ&ecirc;ncias de arranque controlado. O conceito de Continuous Cooling, conforme definido pelo Uptime Institute, responde diretamente a este desafio ao assegurar a manuten&ccedil;&atilde;o de um ambiente t&eacute;rmico est&aacute;vel durante todo o per&iacute;odo necess&aacute;rio &agrave; retoma do funcionamento normal do sistema de arrefecimento.</p>

<p>Este artigo analisa o enquadramento t&eacute;cnico do Continuous Cooling, a sua articula&ccedil;&atilde;o com as recomenda&ccedil;&otilde;es da ASHRAE relativas &agrave;s toler&acirc;ncias e &agrave;s taxas admiss&iacute;veis de varia&ccedil;&atilde;o de temperatura e a sua aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica num centro de dados em opera&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o da Grande Lisboa, evidenciando a relev&acirc;ncia deste conceito em ambientes de elevada densidade de pot&ecirc;ncia.</p>

<h2>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</h2>

<p>Os centros de dados modernos evolu&iacute;ram de forma significativa nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, acompanhando a crescente depend&ecirc;ncia da economia digital de infraestruturas altamente dispon&iacute;veis, resilientes e energeticamente eficientes. Esta evolu&ccedil;&atilde;o traduziu-se num aumento expressivo das densidades de pot&ecirc;ncia ao n&iacute;vel do rack, resultante da consolida&ccedil;&atilde;o de servidores, da crescente utiliza&ccedil;&atilde;o de aceleradores computacionais e da prolifera&ccedil;&atilde;o de cargas de trabalho de computa&ccedil;&atilde;o de alto desempenho.</p>

<p>Neste contexto, os sistemas de arrefecimento assumem um papel central na fiabilidade global da infraestrutura. Durante eventos de falha da rede el&eacute;trica, mesmo quando os equipamentos de TI permanecem alimentados por sistemas de alimenta&ccedil;&atilde;o ininterrupta, a suspens&atilde;o tempor&aacute;ria da produ&ccedil;&atilde;o ou distribui&ccedil;&atilde;o de frio pode provocar aumentos r&aacute;pidos da temperatura de admiss&atilde;o nos servidores, com impacto direto na integridade do hardware e na continuidade do servi&ccedil;o. &Eacute; neste enquadramento que surge o conceito de Continuous Cooling, promovido pelo Uptime Institute, como um elemento essencial para garantir a estabilidade t&eacute;rmica durante eventos transit&oacute;rios, em particular em centros de dados caracterizados por elevadas densidades de pot&ecirc;ncia.</p>

<h2>2. Conceito de <em>Continuous Cooling</em></h2>

<p>O Continuous Cooling &eacute; definido como a capacidade de manter um ambiente t&eacute;rmico est&aacute;vel para os equipamentos de TI, sem qualquer interrup&ccedil;&atilde;o, durante todo o per&iacute;odo necess&aacute;rio &agrave; retoma do funcionamento normal dos sistemas de arrefecimento ap&oacute;s uma falha de energia. Este conceito vai al&eacute;m da simples continuidade do fornecimento el&eacute;trico aos equipamentos de TI. Mesmo em centros de dados equipados com sistemas de UPS (Uninterruptible Power Supply) e grupos geradores, a disponibilidade de energia el&eacute;trica n&atilde;o garante, por si s&oacute;, a disponibilidade imediata da capacidade de arrefecimento mec&acirc;nico.</p>

<p>Entre a perda da energia da rede el&eacute;trica de servi&ccedil;o p&uacute;blico e o restabelecimento pleno do arrefecimento existe um intervalo de recupera&ccedil;&atilde;o operacional que pode estender-se por v&aacute;rios minutos, durante o qual o sistema t&eacute;rmico se encontra em fase de comuta&ccedil;&atilde;o e retoma funcional. A dura&ccedil;&atilde;o deste intervalo resulta de um conjunto de processos t&eacute;cnicos que incluem a dete&ccedil;&atilde;o da falha da rede, a estabiliza&ccedil;&atilde;o do grupo gerador em termos de tens&atilde;o e frequ&ecirc;ncia, a comuta&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica atrav&eacute;s dos sistemas de transfer&ecirc;ncia, bem como os tempos de prote&ccedil;&atilde;o, reinicializa&ccedil;&atilde;o e arranque controlado dos equipamentos mec&acirc;nicos de arrefecimento, nomeadamente chillers e sistemas hidr&aacute;ulicos associados.</p>

<p>O <em>Continuous Cooling</em> aplica-se tanto durante a <pago></pago>transi&ccedil;&atilde;o da rede el&eacute;trica para o grupo gerador como durante a transi&ccedil;&atilde;o inversa, do grupo gerador para a rede. Em ambos os sentidos da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica existem fases durante as quais a capacidade efetiva de produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de frio pode n&atilde;o estar imediatamente dispon&iacute;vel.</p>

<p>A manuten&ccedil;&atilde;o de um ambiente t&eacute;rmico est&aacute;vel deve, por isso, ser assegurada independentemente do sentido da comuta&ccedil;&atilde;o, evitando varia&ccedil;&otilde;es abruptas da temperatura de admiss&atilde;o aos equipamentos de TI. O Uptime Institute recomenda a ado&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es de Continuous Cooling para densidades superiores a 4 kW por rack, tornando este conceito obrigat&oacute;rio em infraestruturas classificadas como Tier IV e tecnicamente aconselh&aacute;vel em n&iacute;veis inferiores sempre que a criticidade da carga e a reduzida in&eacute;rcia t&eacute;rmica o justifiquem.</p>

<h2>3. Enquadramento ashrae e estabilidade t&eacute;rmica</h2>

<p>A ASHRAE, atrav&eacute;s das Thermal Guidelines for Data Processing Environments, estabelece n&atilde;o apenas faixas recomendadas e admiss&iacute;veis para a temperatura e humidade de admiss&atilde;o dos equipamentos de TI, mas tamb&eacute;m limites rigorosos para a varia&ccedil;&atilde;o dessas condi&ccedil;&otilde;es ao longo do tempo, reconhecendo que altera&ccedil;&otilde;es t&eacute;rmicas r&aacute;pidas podem ser t&atilde;o prejudiciais quanto temperaturas fora dos intervalos admiss&iacute;veis. De acordo com a ASHRAE, a taxa m&aacute;xima admiss&iacute;vel de varia&ccedil;&atilde;o da temperatura de admiss&atilde;o obedece aos seguintes crit&eacute;rios:</p>

<ul>
	<li>a varia&ccedil;&atilde;o de temperatura n&atilde;o deve exceder 5 °C em qualquer per&iacute;odo de 15 minutos;</li>
	<li>adicionalmente, &eacute; admitida uma varia&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de at&eacute; 20 °C por hora, desde que o limite de 5 °C em 15 minutos n&atilde;o seja ultrapassado;</li>
	<li>no caso de ambientes que incluam equipamentos mais sens&iacute;veis, como sistemas de armazenamento por fita, a varia&ccedil;&atilde;o admiss&iacute;vel &eacute; limitada a 5 °C por hora.</li>
</ul>

<p>Estas limita&ccedil;&otilde;es, definidas em janelas temporais discretas, t&ecirc;m implica&ccedil;&otilde;es diretas no dimensionamento das solu&ccedil;&otilde;es de arrefecimento e enquadram a necessidade de Continuous Cooling, sobretudo em centros de dados com elevada densidade de pot&ecirc;ncia e reduzida in&eacute;rcia t&eacute;rmica.</p>

<h2>4. Impacto das densidades de pot&ecirc;ncia elevadas</h2>

<p>&Agrave; medida que as densidades de pot&ecirc;ncia aumentam, a din&acirc;mica t&eacute;rmica dos centros de dados altera-se de forma significativa. Em ambientes com densidades de 10 a 20 kW por rack, a temperatura de admiss&atilde;o nos servidores pode aumentar rapidamente ap&oacute;s a perda de arrefecimento ou da circula&ccedil;&atilde;o de ar. Este aumento provoca a acelera&ccedil;&atilde;o dos ventiladores internos dos equipamentos de TI, resultando num incremento s&uacute;bito da pot&ecirc;ncia consumida e impactando diretamente a autonomia dos sistemas de UPS. Torna-se assim evidente que o controlo t&eacute;rmico durante eventos transit&oacute;rios &eacute; t&atilde;o cr&iacute;tico quanto a continuidade do fornecimento el&eacute;trico, particularmente em arquiteturas com elevada densidade de pot&ecirc;ncia e conten&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica.</p>

<h2>5. Solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas para <em>Continuous Cooling</em></h2>

<p><strong>5.1. Sistemas de &aacute;gua refrigerada</strong></p>

<p>Em arquiteturas baseadas em &aacute;gua refrigerada, o Continuous Cooling &eacute; assegurado pela manuten&ccedil;&atilde;o da circula&ccedil;&atilde;o hidr&aacute;ulica e pela utiliza&ccedil;&atilde;o da energia t&eacute;rmica armazenada no pr&oacute;prio sistema, permitindo garantir a continuidade do fornecimento de frio durante a recupera&ccedil;&atilde;o das unidades produtoras. A integra&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es de armazenamento t&eacute;rmico refor&ccedil;a a autonomia do sistema, permitindo acomodar tempos de arranque mais prolongados dos chillers sem impacto nas condi&ccedil;&otilde;es t&eacute;rmicas do espa&ccedil;o de TI.</p>

<p><strong>5.2. Sistemas de expans&atilde;o direta</strong></p>

<p>Nos sistemas de expans&atilde;o direta, a implementa&ccedil;&atilde;o do Continuous Cooling exige a alimenta&ccedil;&atilde;o ininterrupta das unidades internas, dos condensadores e dos compressores, bem como uma aten&ccedil;&atilde;o rigorosa &agrave;s l&oacute;gicas de prote&ccedil;&atilde;o e aos tempos m&iacute;nimos entre arranques.</p>

<p><strong>5.3. Sistemas evaporativos e <em>free-cooling</em></strong></p>

<p>Em solu&ccedil;&otilde;es evaporativas ou baseadas em <em>free-cooling,</em> a continuidade do arrefecimento depende essencialmente da alimenta&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica das bombas e ventiladores cr&iacute;ticos e da robustez global da solu&ccedil;&atilde;o adotada.</p>

<h2>6. Aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica – centro de dados na grande Lisboa</h2>

<p>A aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica dos princ&iacute;pios descritos nos cap&iacute;tulos anteriores &eacute; ilustrada atrav&eacute;s da an&aacute;lise de um centro de dados em opera&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o da Grande Lisboa, concebido pela Telcabo, segundo uma configura&ccedil;&atilde;o Tier III Enhanced, com elevado foco na resili&ecirc;ncia operacional e na estabilidade t&eacute;rmica durante eventos transit&oacute;rios. A infraestrutura adota uma arquitetura modular e escal&aacute;vel, desenvolvida em quatro fases de implementa&ccedil;&atilde;o, permitindo a adapta&ccedil;&atilde;o progressiva da capacidade instalada &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o da carga de TI. Em cada fase, os sistemas cr&iacute;ticos de energia e de arrefecimento foram dimensionados de forma coerente com a carga efetivamente instalada, assegurando que os princ&iacute;pios de redund&acirc;ncia, autonomia e Continuous Cooling s&atilde;o mantidos ao longo de todo o ciclo de vida do centro de dados.</p>

<p><strong>6.1. Caracteriza&ccedil;&atilde;o geral da infraestrutura</strong></p>

<p>O centro de dados integra um modelo de opera&ccedil;&atilde;o enterprise e colocation, suportando racks com densidades de pot&ecirc;ncia de 10 e 20 kW. A filosofia de projeto baseia-se na elimina&ccedil;&atilde;o de pontos &uacute;nicos de falha e na capacidade de manuten&ccedil;&atilde;o concorrente, compat&iacute;vel com uma abordagem Tier III, refor&ccedil;ada para responder &agrave;s exig&ecirc;ncias t&eacute;rmicas associadas a elevadas densidades de pot&ecirc;ncia.</p>

<p style="text-align: center;"><span style="font-size:12px;">Figura 1 Reservat&oacute;rios de in&eacute;rcia t&eacute;rmica.</span></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/AM17-pag18.jpg" /></p>

<p style="text-align: center;"><span style="font-size:12px;">Figura 2 Coletor de impuls&atilde;o de &aacute;gua refrigerada e reservat&oacute;rios de in&eacute;rcia t&eacute;rmica.</span></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/AM17-pag19-1.jpg" /></p>

<p><strong>6.2. Arquitetura de arrefecimento e in&eacute;rcia t&eacute;rmica</strong></p>

<p>O sistema de arrefecimento cr&iacute;tico assenta numa solu&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o centralizada de &aacute;gua refrigerada, com unidades produtoras (chillers) em configura&ccedil;&atilde;o N+1, garantindo capacidade suficiente para suportar a carga t&eacute;rmica instalada em cada fase do projeto. Um elemento central da solu&ccedil;&atilde;o &eacute; a implementa&ccedil;&atilde;o de reservat&oacute;rios de in&eacute;rcia t&eacute;rmica, criteriosamente dimensionados e instalados fase a fase, em alinhamento com a expans&atilde;o da infraestrutura. Estes reservat&oacute;rios (Figura 1) permitem armazenar energia t&eacute;rmica sob a forma de &aacute;gua refrigerada, aumentando a autonomia do sistema durante eventos de falha de energia e amortecendo o impacto da interrup&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria da produ&ccedil;&atilde;o de frio. A distribui&ccedil;&atilde;o e o arrefecimento junto &agrave; carga de TI s&atilde;o assegurados atrav&eacute;s de unidades InRow, organizadas em PODs (Performance Optimized Datacenters) com conten&ccedil;&atilde;o de corredor frio (Cold Aisle Contaiment), solu&ccedil;&atilde;o que maximiza a efici&ecirc;ncia t&eacute;rmica, mas reduz significativamente a in&eacute;rcia t&eacute;rmica do ambiente condicionado, refor&ccedil;ando a necessidade de continuidade do arrefecimento durante transi&ccedil;&otilde;es energ&eacute;ticas.</p>

<p><strong>6.3. Continuidade do arrefecimento durante transi&ccedil;&otilde;es energ&eacute;ticas</strong></p>

<p>Em cen&aacute;rios de falha da rede el&eacute;trica de servi&ccedil;o p&uacute;blico, ocorre um intervalo associado &agrave; dete&ccedil;&atilde;o da falha, arranque e estabiliza&ccedil;&atilde;o do grupo gerador, comuta&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s dos sistemas de transfer&ecirc;ncia e recupera&ccedil;&atilde;o progressiva dos sistemas mec&acirc;nicos de arrefecimento. Para garantir o funcionamento do Continuous Cooling durante este per&iacute;odo cr&iacute;tico, o centro de dados disp&otilde;e de UPS dedicadas aos sistemas mec&acirc;nicos cr&iacute;ticos, distintas das UPS que alimentam a carga de TI. Estas asseguram:</p>

<ul>
	<li>a alimenta&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua do sistema de controlo (UpCO5m) das unidades produtoras de frio;</li>
	<li>a alimenta&ccedil;&atilde;o das bombas do circuito prim&aacute;rio (N+N), associadas &agrave;s unidades produtoras de frio (chillers);</li>
	<li>a alimenta&ccedil;&atilde;o das bombas do circuito secund&aacute;rio (Figura 3) (N+1), respons&aacute;veis pela distribui&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua refrigerada at&eacute; &agrave;s unidades terminais (unidades InRow); a alimenta&ccedil;&atilde;o dedicada das unidades InRow, garantindo a continuidade do fornecimento de ar frio aos corredores contidos.</li>
</ul>

<p>Cada sistema de UPS foi dimensionado com n&iacute;veis de redund&acirc;ncia compat&iacute;veis com a filosofia Tier III e com autonomias suficientes para cobrir integralmente o per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o entre rede el&eacute;trica e grupo gerador.</p>

<p style="text-align: center;"><span style="font-size:12px;">Figura 3 Bombas circuladoras do secund&aacute;rio.</span></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/AM17-pag19-2.jpg" style="width: 700px; height: 340px;" /></p>

<p><strong>6.4. Funcionamento do sistema de Continuous Cooling A combina&ccedil;&atilde;o entre:</strong></p>

<ul>
	<li>armazenamento t&eacute;rmico assegurado pelos reservat&oacute;rios de in&eacute;rci,</li>
	<li>circula&ccedil;&atilde;o hidr&aacute;ulica cont&iacute;nua mantida pelas UPS dedicadas,</li>
	<li>e funcionamento ininterrupto das unidades InRow,</li>
</ul>

<p>assegura a manuten&ccedil;&atilde;o de um ambiente t&eacute;rmico est&aacute;vel durante todo o per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o dos sistemas mec&acirc;nicos, mesmo antes da reposi&ccedil;&atilde;o da capacidade nominal de produ&ccedil;&atilde;o de frio. Durante estes eventos, a temperatura de admiss&atilde;o dos equipamentos de TI mant&eacute;m-se dentro dos limites recomendados pela ASHRAE, n&atilde;o se verificando varia&ccedil;&otilde;es superiores aos valores e &agrave;s taxas m&aacute;ximas admiss&iacute;veis, em total alinhamento com os princ&iacute;pios do Continuous Cooling definidos pelo Uptime Institute.</p>

<p><strong>6.5. Considera&ccedil;&otilde;es finais sobre o caso pr&aacute;tico</strong></p>

<p>Este caso demonstra que a ado&ccedil;&atilde;o de uma abordagem refor&ccedil;ada ao n&iacute;vel do arrefecimento cont&iacute;nuo &eacute; essencial quando se pretende suportar densidades de pot&ecirc;ncia elevadas e ambientes com reduzida in&eacute;rcia t&eacute;rmica. A integra&ccedil;&atilde;o faseada de reservat&oacute;rios de in&eacute;rcia, UPS dedicadas aos sistemas mec&acirc;nicos e uma arquitetura de arrefecimento pr&oacute;xima da carga permitem elevar</p>

<p>Esta abordagem demonstra que solu&ccedil;&otilde;es de engenharia bem integradas permitem responder de forma eficaz &agrave;s exig&ecirc;ncias operacionais dos centros de dados atuais (...)</p>

<p>significativamente a resili&ecirc;ncia t&eacute;rmica do centro de dados, assegurando a continuidade operacional durante eventos transit&oacute;rios e protegendo os equipamentos de TI.</p>

<h2>7. Conclus&atilde;o</h2>

<p>O Continuous Cooling afirma-se como um elemento fundamental no projeto e opera&ccedil;&atilde;o de centros de dados modernos, particularmente em ambientes caracterizados por elevadas densidades de pot&ecirc;ncia e elevada criticidade operacional. Em cen&aacute;rios em que a recupera&ccedil;&atilde;o dos sistemas mec&acirc;nicos de arrefecimento pode demorar v&aacute;rios minutos ap&oacute;s uma falha de energia, a capacidade de manter um ambiente t&eacute;rmico est&aacute;vel durante eventos transit&oacute;rios torna-se determinante para a fiabilidade, efici&ecirc;ncia e seguran&ccedil;a das infraestruturas digitais. A articula&ccedil;&atilde;o entre as recomenda&ccedil;&otilde;es do Uptime Institute e as diretrizes da ASHRAE fornece um enquadramento t&eacute;cnico s&oacute;lido para a defini&ccedil;&atilde;o de limites admiss&iacute;veis de varia&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica e para o dimensionamento adequado das solu&ccedil;&otilde;es de arrefecimento. O caso pr&aacute;tico analisado demonstra que, mesmo numa infraestrutura concebida segundo uma configura&ccedil;&atilde;o Tier III, &eacute; poss&iacute;vel elevar significativamente o n&iacute;vel de resili&ecirc;ncia t&eacute;rmica atrav&eacute;s da ado&ccedil;&atilde;o de uma arquitetura de arrefecimento refor&ccedil;ada. A implementa&ccedil;&atilde;o de uma arquitetura modular e escal&aacute;vel, desenvolvida em quatro fases, aliada &agrave; integra&ccedil;&atilde;o faseada de reservat&oacute;rios de in&eacute;rcia t&eacute;rmica, UPS dedicadas aos sistemas mec&acirc;nicos cr&iacute;ticos e unidades de arrefecimento pr&oacute;ximas da carga, permite assegurar a continuidade do arrefecimento durante transi&ccedil;&otilde;es energ&eacute;ticas, em total alinhamento com os princ&iacute;pios do Continuous Cooling. Esta abordagem demonstra que solu&ccedil;&otilde;es de engenharia bem integradas permitem responder de forma eficaz &agrave;s exig&ecirc;ncias operacionais dos centros de dados atuais, indo al&eacute;m dos requisitos m&iacute;nimos associados a uma classifica&ccedil;&atilde;o Tier III tradicional.</p>

<h2>Refer&ecirc;ncias</h2>

<p><span style="font-size:12px;">– Uptime Institute. (2021). Accredited Tier Designer Technical Paper Series: Continuous Cooling. Uptime Institute.<br />
– Uptime Institute (2018). Data Center Site Infrastructure Tier Standard: Topology. Uptime Institute.<br />
– ASHRAE. (2015). Thermal Guidelines for Data Processing Environments. (4th Edition). ASHRAE.<br />
– Van Geet, Otto. (2013). Trends in Data Center Design - ASHRAE Leads the Way to Large Energy Savings. National Renewable Energy Laboratory (NREL).</span></p>
 ]]></description><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 16:06:17 GMT</pubDate></item><item><title>Novo RJUE reforça responsabilidade dos técnicos AVAC</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/novo-rjue-reforca-responsabilidade-dos-tecnicos-avac/</link><guid isPermaLink='false'>3636</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/predios-tecnicos.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO LLLIA HOROKHOVSKY/ UNSPLASH</span></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>As altera&ccedil;&otilde;es ao Regime Jur&iacute;dico da Urbaniza&ccedil;&atilde;o e da Edifica&ccedil;&atilde;o (RJUE), em vigor desde 1 de outubro, simplificam procedimentos urban&iacute;sticos e acentuam a import&acirc;ncia da responsabilidade t&eacute;cnica na elabora&ccedil;&atilde;o dos projetos e na execu&ccedil;&atilde;o das obras. Para o setor AVAC, o novo enquadramento exige particular aten&ccedil;&atilde;o &agrave; conformidade das instala&ccedil;&otilde;es, &agrave; coloca&ccedil;&atilde;o de equipamentos no exterior dos edif&iacute;cios e &agrave;s obriga&ccedil;&otilde;es de  comunica&ccedil;&atilde;o do in&iacute;cio dos trabalhos.</strong></p>

<p>O <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/108-2026-1128002421" target="_blank">Decreto-Lei n.º 108/2026</a>, de 29 de maio, rev&ecirc; o regime aplic&aacute;vel ao licenciamento das opera&ccedil;&otilde;es urban&iacute;sticas, dando continuidade &agrave;s  medidas de simplifica&ccedil;&atilde;o introduzidas em 2024. A entrada em vigor, inicialmente prevista para uma data anterior, foi adiada para 1 de outubro pelo <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/155-b-2026-1153967387" target="_blank">Decreto-Lei n.º 155-B/2026</a>, de 31 de julho.</p>

<p>Uma das principais consequ&ecirc;ncias da revis&atilde;o do RJUE para o setor da climatiza&ccedil;&atilde;o &eacute; a import&acirc;ncia acrescida da responsabilidade dos  dos intervenientes t&eacute;cnicos, num contexto de simplifica&ccedil;&atilde;o dos  procedimentos administrativos. As instala&ccedil;&otilde;es AVAC continuam sujeitas aos requisitos t&eacute;cnicos, energ&eacute;ticos, ac&uacute;sticos e urban&iacute;sticos aplic&aacute;veis, mesmo quando a interven&ccedil;&atilde;o est&aacute; dispensada de licen&ccedil;a ou comunica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via.</p>

<p>O novo regime prev&ecirc; a isen&ccedil;&atilde;o de licen&ccedil;a e comunica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via para determinadas obras de altera&ccedil;&atilde;o no interior de edif&iacute;cios ou fra&ccedil;&otilde;es, nas condi&ccedil;&otilde;es estabelecidas na lei, nomeadamente quanto &agrave; estabilidade estrutural. Esta distin&ccedil;&atilde;o &eacute; relevante para interven&ccedil;&otilde;es de climatiza&ccedil;&atilde;o que impliquem a instala&ccedil;&atilde;o de equipamentos no exterior dos edif&iacute;cios, cuja admissibilidade depende das caracter&iacute;sticas da opera&ccedil;&atilde;o e das regras urban&iacute;sticas aplic&aacute;veis.</p>

<h2>Responsabilidade t&eacute;cnica nos projetos e na execu&ccedil;&atilde;o</h2>

<p>A revis&atilde;o do RJUE evidencia a import&acirc;ncia dos termos de responsabilidade dos autores dos projetos de especialidades, que atestam o cumprimento das normas legais e regulamentares aplic&aacute;veis. No caso dos projetos AVAC, assume particular relev&acirc;ncia a documenta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica que permite demonstrar a  conformidade das solu&ccedil;&otilde;es previstas.</p>

<p>O coordenador de projeto desempenha igualmente um papel essencial na compatibiliza&ccedil;&atilde;o das diferentes  especialidades, nomeadamente quando as instala&ccedil;&otilde;es de climatiza&ccedil;&atilde;o interferem com a arquitetura, as estruturas ou outras infraestruturas t&eacute;cnicas do edif&iacute;cio.</p>

<p>Durante a execu&ccedil;&atilde;o, o artigo 83.º admite  altera&ccedil;&otilde;es ao projeto, mediante comunica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, acompanhada dos projetos e pareceres necess&aacute;rios. As altera&ccedil;&otilde;es correspondentes a obras isentas de licen&ccedil;a ou comunica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via dispensam este procedimento, enquanto as que envolvam amplia&ccedil;&otilde;es ou modifica&ccedil;&otilde;es da implanta&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios ficam sujeitas &agrave;s regras espec&iacute;ficas previstas na lei. Em qualquer dos casos, apenas t&ecirc;m de ser apresentados os elementos instrut&oacute;rios que sofreram altera&ccedil;&otilde;es.</p>

<p>Outra disposi&ccedil;&atilde;o relevante para a atividade dos instaladores consta do artigo 80.º-A. O promotor deve comunicar &agrave; C&acirc;mara Municipal a inten&ccedil;&atilde;o de iniciar os trabalhos, at&eacute; cinco dias antes do seu in&iacute;cio, identificando a pessoa ou empresa respons&aacute;vel pela execu&ccedil;&atilde;o. A obriga&ccedil;&atilde;o abrange tamb&eacute;m obras isentas de licen&ccedil;a ou comunica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, com exce&ccedil;&atilde;o das obras de conserva&ccedil;&atilde;o que incidam exclusivamente no interior dos edif&iacute;cios ou fra&ccedil;&otilde;es, nos termos previstos na lei.</p>

<p>A revis&atilde;o do RJUE vai, assim, al&eacute;m da simplifica&ccedil;&atilde;o administrativa. A redu&ccedil;&atilde;o de procedimentos de controlo pr&eacute;vio exige maior aten&ccedil;&atilde;o ao cumprimento das normas legais e regulamentares, mantendo-se a possibilidade de fiscaliza&ccedil;&atilde;o municipal posterior.</p>

<p>Neste contexto, as empresas de climatiza&ccedil;&atilde;o devem assegurar a correta execu&ccedil;&atilde;o das instala&ccedil;&otilde;es e, quando aplic&aacute;vel, a exist&ecirc;ncia da documenta&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria, para demonstrar a sua conformidade com os projetos e com as disposi&ccedil;&otilde;es legais e regulamentares em vigor.</p>
 ]]></description><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 12:16:30 GMT</pubDate></item><item><title>Danfoss reforça soluções para aplicações com R290</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/danfoss-reforca-solucoes-para-aplicacoes-com-R290/</link><guid isPermaLink='false'>3635</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/1danfoss-compressores-R290.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO SITE DANFOSS</span></p>

<p>Margarida Caferra</p>

<p><strong>A Danfoss alargou a oferta para aplica&ccedil;&otilde;es de aquecimento com R290 com novos compressores de velocidade vari&aacute;vel com inje&ccedil;&atilde;o de vapor e lan&ccedil;ou m&oacute;dulos para bombas de calor com refrigerantes hidrocarbonetos preparados para temperaturas de funcionamento mais elevadas. As altera&ccedil;&otilde;es integram a edi&ccedil;&atilde;o de setembro do <em>Tech Insider</em> da empresa, que re&uacute;ne atualiza&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas e de produto na &aacute;rea da refrigera&ccedil;&atilde;o e das solu&ccedil;&otilde;es industriais. </strong></p>

<p>A empresa introduziu a s&eacute;rie de compressores VPN com inje&ccedil;&atilde;o de vapor, desenvolvida a partir da plataforma VZN para R290. A gama inclui os modelos VPN086, VPN104, VPN140 e VPN175 e destina-se a melhorar o desempenho de sistemas de aquecimento quando funcionam com temperaturas exteriores reduzidas.</p>

<p>Os compressores integram uma liga&ccedil;&atilde;o para inje&ccedil;&atilde;o de vapor atrav&eacute;s de um permutador de calor interm&eacute;dio. Segundo a Danfoss, esta solu&ccedil;&atilde;o permite aumentar a capacidade de aquecimento &agrave; medida que a temperatura exterior diminui, melhorar o coeficiente de desempenho sazonal (SCOP) e ampliar o campo de funcionamento em aplica&ccedil;&otilde;es que combinam baixas temperaturas exteriores com necessidades elevadas de fornecimento de calor.</p>

<p>A s&eacute;rie &eacute; acompanhada por conversores de frequ&ecirc;ncia CDS203, com novos c&oacute;digos em conformidade com as normas EN 60730 e EN 61800. A implementa&ccedil;&atilde;o dos novos compressores ocorreu em julho de 2026 e n&atilde;o afeta os produtos j&aacute; instalados ou em funcionamento.</p>

<p>A Danfoss anunciou tamb&eacute;m novos m&oacute;dulos funcionais ICME com vedantes FKM para bombas de calor que utilizam hidrocarbonetos. Os m&oacute;dulos podem funcionar continuamente a temperaturas at&eacute; 130 °C. Os m&oacute;dulos s ICME 25 a 50 j&aacute; se encontram dispon&iacute;veis, o ICME 20 dever&aacute; estar dispon&iacute;vel para encomenda no in&iacute;cio de outubro.</p>

<p>A empresa alerta, contudo, que os m&oacute;dulos ICM e ICME utilizam o atuador ICAD e n&atilde;o devem ser instalados em zonas explosivas ou potencialmente explosivas.</p>

<p>A atualiza&ccedil;&atilde;o inclui ainda novas variantes multirrefrigerante dos compressores VZN086, VZN104, VZN140 e VZN175, compat&iacute;veis com R290, R513A e R454C. As novas vers&otilde;es substituem as variantes anteriormente dedicadas ao R290 e ao R513A e respondem, segundo a Danfoss, &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o dos requisitos do mercado europeu. O R454C disponibiliza uma alternativa A2L para aplica&ccedil;&otilde;es em que a utiliza&ccedil;&atilde;o de refrigerantes A3 pode implicar requisitos adicionais ao n&iacute;vel do projeto ou da conformidade.</p>
 ]]></description><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 10:50:55 GMT</pubDate></item><item><title>Bombas de calor ganham espaço na indústria alimentar</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/bombas-de-calor-ganham-espaco-na-industria-alimentar/</link><guid isPermaLink='false'>3634</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/bombbas-calor-setor-alimentar.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO PEXELS/ PIXABAY</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>Um webinar organizado pela EHPA e pelo projeto europeu EXQUISHEAT apresentou v&aacute;rios exemplos de reutiliza&ccedil;&atilde;o do calor residual em processos industriais.</strong></p>

<p>A recupera&ccedil;&atilde;o de calor residual atrav&eacute;s de bombas de calor est&aacute; a abrir novas oportunidades para a descarboniza&ccedil;&atilde;o do processamento alimentar. O tema esteve em destaque <a href="https://ehpa.org/news-and-resources/projects/from-refrigeration-to-heat-recovery-heat-pumps-in-food-processing/" target="_blank">num <em>webinar</em> promovido a 30 de setembro pela European Heat Pump Association (EHPA)</a> em colabora&ccedil;&atilde;o com o projeto europeu EXQUISHEAT.</p>

<p>Um dos casos apresentados foi o da f&aacute;brica de carne Grilstad na Su&eacute;cia. S&ouml;ren Friis-Hansen da Enrad explicou como a unidade substituiu um sistema de refrigera&ccedil;&atilde;o obsoleto por uma solu&ccedil;&atilde;o que utiliza o refrigerante natural R290. Em funcionamento desde 2019, a instala&ccedil;&atilde;o assegura uma capacidade de refrigera&ccedil;&atilde;o de cerca de 350 kW. No entanto, o aproveitamento do calor para a rede de aquecimento urbano est&aacute; limitado aos per&iacute;odos de maior procura.</p>

<p>Na Noruega, a Stella Polaris apresentou outra aplica&ccedil;&atilde;o: a reutiliza&ccedil;&atilde;o do calor proveniente da refrigera&ccedil;&atilde;o para produzir vapor destinado ao processamento de camar&atilde;o. Jaran Rau&oslash; apresentou uma instala&ccedil;&atilde;o desenvolvida no &acirc;mbito do projeto europeu SPIRIT, concebida para substituir uma caldeira alimentada a combust&iacute;veis f&oacute;sseis por bombas de calor de alta temperatura. O sistema dever&aacute; produzir cerca de 700 kW de vapor a uma temperatura de aproximadamente 145 °C, aproveitando o calor gerado pela refrigera&ccedil;&atilde;o que, de outro modo, seria dissipado na &aacute;gua do mar.</p>

<h2>Um sistema complexo de integrar nos processos industriais</h2>

<p>A discuss&atilde;o centrou-se tamb&eacute;m nos obst&aacute;culos &agrave; ado&ccedil;&atilde;o generalizada destas solu&ccedil;&otilde;es. Eric Lecomte da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Energia da Comiss&atilde;o Europeia salientou a import&acirc;ncia da coopera&ccedil;&atilde;o entre investigadores, fabricantes de bombas de calor e utilizadores industriais para acelerar a passagem da investiga&ccedil;&atilde;o para a aplica&ccedil;&atilde;o &agrave; escala industrial.</p>

<p>Por sua vez, Audrey Meurisse da Veolia apresentou resultados preliminares do EXQUISHEAT, com base em entrevistas a dez utilizadores industriais na Alemanha e em Espanha. Entre os principais obst&aacute;culos identificados encontram-se a incerteza quanto ao retorno do investimento, os custos iniciais elevados, a falta de compet&ecirc;ncias especializadas e a complexidade da integra&ccedil;&atilde;o das bombas de calor nos processos industriais existentes.</p>

<p>Moderado por Uli Jakob da dr. jakob energy research, o <em>webinar</em> refor&ccedil;ou a ideia de que o calor rejeitado pelos sistemas de refrigera&ccedil;&atilde;o, indispens&aacute;veis &agrave; ind&uacute;stria alimentar, pode deixar de ser desperdi&ccedil;ado e passar a constituir uma fonte de energia &uacute;til para os pr&oacute;prios processos produtivos.</p>
 ]]></description><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 10:47:26 GMT</pubDate></item><item><title>Daikin amplia monitorização remota de sistemas residenciais</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/daikin-amplia-monitorizacao-remota-de-sistemas-residenciais/</link><guid isPermaLink='false'>3633</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="Daikin amplia monitorização remota de sistemas residenciais" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/daikin-amplia-monitorizacao-remota-de-sistemas-residenciais.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>A Daikin ampliou as funcionalidades do Daikin Cloud Service Residential, que passa a permitir a monitoriza&ccedil;&atilde;o em tempo real, diagn&oacute;stico, otimiza&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o remota de sistemas residenciais de aquecimento e climatiza&ccedil;&atilde;o. A plataforma permite aos instaladores aceder a dados de funcionamento e intervir &agrave; dist&acirc;ncia, reduzindo a necessidade de desloca&ccedil;&otilde;es ao local. </strong></p>

<p>A nova vers&atilde;o disponibiliza numa &uacute;nica interface dados de telemetria em tempo real e hist&oacute;ricos relativos aos sistemas Daikin Altherma 3 e Daikin Altherma 4. Os instaladores podem consultar valores dos sensores, funcionamento dos atuadores e estados de opera&ccedil;&atilde;o, enquanto no Daikin Altherma 4 passam tamb&eacute;m a visualizar c&oacute;digos de erro ativos em tempo real. </p>

<p>A plataforma permite ainda configurar remotamente par&acirc;metros da zona principal, de zonas adicionais e do sistema. Entre as funcionalidades dispon&iacute;veis est&atilde;o a monitoriza&ccedil;&atilde;o do consumo de energia e da energia t&eacute;rmica, a configura&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua quente sanit&aacute;ria e a gest&atilde;o da prioridade entre aquecimento ambiente e &aacute;gua quente sanit&aacute;ria. </p>

<p>Os profissionais podem acrescentar marcadores &agrave; cronologia dos dados e descarregar gr&aacute;ficos em formatos PNG ou CSV para apoiar o diagn&oacute;stico. O <em>software</em> dos equipamentos tamb&eacute;m pode ser atualizado remotamente atrav&eacute;s da plataforma, incluindo atualiza&ccedil;&otilde;es de <em>firmware</em> WLAN para equipamentos Daikin Altherma e de ar condicionado residencial. </p>

<p>A monitoriza&ccedil;&atilde;o remota permite identificar problemas a partir dos dados de funcionamento e efetuar ajustes sem desloca&ccedil;&atilde;o &agrave; instala&ccedil;&atilde;o. A informa&ccedil;&atilde;o disponibilizada pela Daikin refere ainda o acesso ao hist&oacute;rico de funcionamento, permitindo apoiar o diagn&oacute;stico e reduzir a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es presenciais.</p>

<p>Para utilizar o servi&ccedil;o, a unidade tem de estar associada &agrave; conta Onecta do utilizador e este deve autorizar o acesso remoto. A gest&atilde;o das subscri&ccedil;&otilde;es e a sele&ccedil;&atilde;o das unidades s&atilde;o realizadas atrav&eacute;s da plataforma Stand By Me. </p>

<p>A atualiza&ccedil;&atilde;o do Daikin Cloud Service Residential est&aacute; dispon&iacute;vel na Europa desde setembro de 2026.</p>
 ]]></description><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 10:27:00 GMT</pubDate></item><item><title>Vendas de bombas de calor crescem 11 % na Europa</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/vendas-de-bombas-de-calor-crescem-na-europa/</link><guid isPermaLink='false'>3632</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/bombas-calor-residenciais-daikin.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO DAIKIN</span></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>As vendas de bombas de calor residenciais aumentaram 11 % no primeiro semestre de 2026 em 12 mercados europeus, incluindo Portugal. Cerca de 1,16 milh&otilde;es de unidades foram vendidas neste per&iacute;odo, face a 1,05 milh&otilde;es nos primeiros seis meses de 2025, segundo dados da European Heat Pump Association. </strong></p>

<p>Os dados abrangem &Aacute;ustria, B&eacute;lgica, Su&iacute;&ccedil;a, Dinamarca, Finl&acirc;ndia, Fran&ccedil;a, Alemanha, It&aacute;lia, Pa&iacute;ses Baixos, Noruega, Portugal e Su&eacute;cia. No conjunto destes mercados, foram comercializadas cerca de 1 163 000 bombas de calor residenciais entre janeiro e junho, mais 115 mil unidades do que no per&iacute;odo hom&oacute;logo.</p>

<p>A European Heat Pump Association associa esta evolu&ccedil;&atilde;o, entre outros fatores, &agrave; subida dos pre&ccedil;os do petr&oacute;leo e do g&aacute;s ap&oacute;s o encerramento do Estreito de Ormuz pelo Ir&atilde;o, em fevereiro, e &agrave;s <a href="https://ehpa.org/news-and-resources/press-releases/eu-advises-electricity-tax-cuts-for-clean-heat-shift/" target="_blank">medidas anunciadas pela Comiss&atilde;o Europeia (CE)</a> para reduzir a tributa&ccedil;&atilde;o da eletricidade e acelerar a substitui&ccedil;&atilde;o dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis. A associa&ccedil;&atilde;o tem defendido que a evolu&ccedil;&atilde;o das vendas de bombas de calor est&aacute; fortemente relacionada com o pre&ccedil;o da eletricidade.</p>

<h2>Pre&ccedil;o da eletricidade condiciona mercado</h2>

<p>O <a href="https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=CELEX:52026DC0595" target="_blank">Plano de A&ccedil;&atilde;o para a Eletrifica&ccedil;&atilde;o</a>, apresentado pela CE em julho, prev&ecirc; medidas para reduzir a diferen&ccedil;a entre os custos da eletricidade e dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis. Em paralelo, a CE apresentou uma proposta destinada a assegurar que a eletricidade n&atilde;o seja tributada mais pesadamente do que o g&aacute;s e a rever os encargos de rede, promovendo solu&ccedil;&otilde;es flex&iacute;veis como as bombas de calor.</p>

<p>De acordo com a European Heat Pump Association, a eletricidade continua, contudo, a suportar em v&aacute;rios mercados uma <a href="https://ehpa.org/news-and-resources/news/analysis-high-taxes-on-electricity-are-slowing-heat-pump-uptake/?utm_source=hs_email&amp;utm_medium=email&amp;_hsenc=p2ANqtz-8TQa4MT-sEQ8IAgELlyLwRQsw5amTc7tD1x5SQ8RwhuZb1ShK8UcfmHd5WYc_H2JBG-XOb" target="_blank">carga fiscal superior &agrave; do g&aacute;s</a>, penalizando a competitividade das bombas de calor face &agrave;s solu&ccedil;&otilde;es que recorrem a combust&iacute;veis f&oacute;sseis.</p>

<p>“Quando mais depressa a eletricidade se tornar a solu&ccedil;&atilde;o mais acess&iacute;vel, mais rapidamente avan&ccedil;aremos para uma energia limpa”, afirma Paul Kenny, diretor-geral da European Heat Pump Association. O respons&aacute;vel defende a redu&ccedil;&atilde;o dos impostos sobre a eletricidade e a sua transfer&ecirc;ncia para os combust&iacute;veis f&oacute;sseis, apontando os Pa&iacute;ses Baixos e a B&eacute;lgica como exemplos de pa&iacute;ses que j&aacute; avan&ccedil;aram nesse sentido.</p>
 ]]></description><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 11:50:46 GMT</pubDate></item><item><title>Samsung investe 135 milhões em nova linha de produção AVAC</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/samsung-investe-em-nova-linha-de-producao-avac/</link><guid isPermaLink='false'>3631</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/samsung-coreia-sul.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>A Samsung Electronics vai investir cerca de 240 mil milh&otilde;es de wons sul-coreanos, o equivalente a 158 milh&otilde;es de d&oacute;lares ou cerca de 135 milh&otilde;es de euros, na constru&ccedil;&atilde;o de uma nova linha de produ&ccedil;&atilde;o de sistemas AVAC em Gwangju, na Coreia do Sul. A unidade ter&aacute; 21 500 m² e dever&aacute; entrar em funcionamento at&eacute; 2028.</strong></p>

<p>A nova unidade vai produzir equipamentos da Fl&auml;ktGroup, adquirida pela Samsung no ano passado, incluindo solu&ccedil;&otilde;es de arrefecimento destinadas a centros de dados de intelig&ecirc;ncia artificial. O investimento surge num contexto de crescimento da procura por infraestruturas de climatiza&ccedil;&atilde;o para este tipo de instala&ccedil;&otilde;es.</p>

<p>“A aquisi&ccedil;&atilde;o da Fl&auml;ktGroup coloca-nos numa posi&ccedil;&atilde;o &uacute;nica para expandir o neg&oacute;cio de AVAC e torn&aacute;-lo num novo motor de crescimento, com o objetivo de nos tornarmos uma empresa de topo a n&iacute;vel mundial at&eacute; 2030”, afirma Cheolgi Kim, vice-presidente executivo e respons&aacute;vel pela unidade de Digital Appliances da Samsung Electronics. Segundo o dirigente, o investimento na nova linha de produ&ccedil;&atilde;o na Coreia do Sul ser&aacute; uma das bases para concretizar esse objetivo.</p>

<p>A unidade de Gwangju vai juntar-se &agrave;s 14 f&aacute;bricas da Fl&auml;ktGroup que abastecem mercados como os Estados Unidos, a Europa e a &Iacute;ndia. Neste &uacute;ltimo mercado, a empresa est&aacute; tamb&eacute;m a expandir a capacidade de produ&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do projeto GAGAN, em Pune. Gwangju torna-se, assim, a 15.ª f&aacute;brica do grupo e a base para a entrada da Samsung no mercado sul-coreano.</p>

<p>Em Portugal, a integra&ccedil;&atilde;o da Fl&auml;ktGroup alarga a oferta da Samsung Climate Solutions para projetos de maior dimens&atilde;o e complexidade, incluindo edif&iacute;cios inteligentes, centros de dados e infraestruturas cr&iacute;ticas. A opera&ccedil;&atilde;o combina as solu&ccedil;&otilde;es AVAC da Fl&auml;ktGroup com as plataformas digitais da Samsung.</p>

<p>“A combina&ccedil;&atilde;o do<em> know-how</em> industrial da Fl&auml;ktGroup com plataformas da Samsung, como SmartThings Pro e b.IoT, refor&ccedil;a a nossa capacidade para desenvolver solu&ccedil;&otilde;es de climatiza&ccedil;&atilde;o conectadas, com monitoriza&ccedil;&atilde;o e controlo digital em tempo real”, refere Ricardo Martins, respons&aacute;vel de neg&oacute;cio para Espanha e Portugal da Samsung Climate Solutions.</p>
 ]]></description><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 11:46:21 GMT</pubDate></item><item><title>A transformação da gestão técnica centralizada através de digital twins, IoT e inteligência artificial</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/transformacao-gestao-tecnica-centralizada-atraves-digital-twins-/</link><guid isPermaLink='false'>3630</guid><description><![CDATA[<h6 style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/gestao-tecnica-especializada.jpg" /><br />
 </h6>

<h6>J&eacute;ssica Pinto<strong>, </strong>Field Sales Engineer Specifer, Schneider Electric<br />
 </h6>

<p>Nos &uacute;ltimos anos, temos assistido a uma mudan&ccedil;a significativa na forma como os edif&iacute;cios s&atilde;o concebidos e operados. Tradicionalmente, os sistemas de Gest&atilde;o T&eacute;cnica Centralizada (GTC) tinham como principal objetivo monitorizar e controlar instala&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas como AVAC, ilumina&ccedil;&atilde;o, contagem de energia ou alarmes t&eacute;cnicos. Embora estas fun&ccedil;&otilde;es continuem a ser fundamentais, a realidade atual exige muito mais.</p>

<h2>Introdu&ccedil;&atilde;o</h2>

<p>A crescente preocupa&ccedil;&atilde;o com a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, a sustentabilidade, o conforto dos ocupantes e a redu&ccedil;&atilde;o dos custos operacionais est&aacute; a impulsionar uma nova gera&ccedil;&atilde;o de edif&iacute;cios inteligentes. Neste contexto, os dados assumem um papel central. Hoje j&aacute; n&atilde;o basta controlar equipamentos, &eacute; necess&aacute;rio compreender como o edif&iacute;cio se comporta, como consome energia e J&eacute;ssica Pinto de que forma pode ser continuamente otimizado. &Eacute; precisamente nesta evolu&ccedil;&atilde;o que surgem os conceitos de sensores IoT, <em>os digital twins</em> e a intelig&ecirc;ncia artificial. Quando integradas numa arquitetura de gest&atilde;o t&eacute;cnica moderna, estas ferramentas permitem transformar grandes volumes de dados em informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til para melhorar a opera&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios e apoiar a tomada de decis&atilde;o.</p>

<h2>A import&acirc;ncia dos sensores IOT</h2>

<p>Nenhum edif&iacute;cio inteligente pode existir sem informa&ccedil;&atilde;o de qualidade. Os sensores IoT (Internet of Things) constituem a base desta transforma&ccedil;&atilde;o digital, permitindo recolher dados em tempo real sobre o funcionamento dos espa&ccedil;os e dos sistemas t&eacute;cnicos. Atualmente &eacute; poss&iacute;vel monitorizar par&acirc;metros como <pago></pago>temperatura, humidade, n&iacute;veis de CO2, qualidade do ar interior, ocupa&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os, consumos energ&eacute;ticos, produ&ccedil;&atilde;o fotovoltaica ou estado de funcionamento dos equipamentos. Esta informa&ccedil;&atilde;o fornece uma vis&atilde;o muito mais detalhada e pr&oacute;xima da realidade do edif&iacute;cio do que era poss&iacute;vel h&aacute; apenas alguns anos. A grande vantagem desta abordagem est&aacute; na capacidade de adaptar o funcionamento do edif&iacute;cio &agrave;s necessidades reais. Um sistema de ventila&ccedil;&atilde;o pode ajustar-se automaticamente em fun&ccedil;&atilde;o da ocupa&ccedil;&atilde;o de uma sala. A ilumina&ccedil;&atilde;o pode responder &agrave; presen&ccedil;a de utilizadores e &agrave; luminosidade exterior. Os sistemas AVAC podem adequar o seu funcionamento ao n&iacute;vel de utiliza&ccedil;&atilde;o efetivo dos espa&ccedil;os. Ao mesmo tempo, a monitoriza&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua permite identificar desperd&iacute;cios energ&eacute;ticos, equipamentos a funcionar fora de hor&aacute;rio ou situa&ccedil;&otilde;es an&oacute;malas que muitas vezes passariam despercebidas numa explora&ccedil;&atilde;o convencional. No entanto, a recolha de dados por si s&oacute; n&atilde;o cria valor. O verdadeiro desafio est&aacute; em transformar essa informa&ccedil;&atilde;o em conhecimento &uacute;til para os operadores. &Eacute; precisamente esse o papel que os <em>digital twins</em> e a intelig&ecirc;ncia artificial come&ccedil;am a desempenhar.</p>

<p><strong>Figura 1 </strong>Sensores de escrit&oacute;rio</p>

<p><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/pagina_015_imagem_001.jpg" /></p>

<h2><em>Digital Twins</em>: do edif&iacute;cio f&iacute;sico ao edif&iacute;cio digital</h2>

<p>O conceito de digital twin tem vindo a ganhar cada vez mais relev&acirc;ncia na &aacute;rea dos edif&iacute;cios inteligentes. De uma forma simples, pode ser descrito como uma representa&ccedil;&atilde;o digital din&acirc;mica do edif&iacute;cio, continuamente alimentada pelos dados provenientes da GTC e dos sensores instalados. Ao contr&aacute;rio de um modelo BIM tradicional, que representa essencialmente a constru&ccedil;&atilde;o e os equipamentos, um <em>digital twin</em> reflete o comportamento real do edif&iacute;cio ao longo do tempo. &Eacute; uma esp&eacute;cie de r&eacute;plica viva que permite visualizar, analisar e compreender o que est&aacute; a acontecer em cada momento. A principal vantagem desta abordagem est&aacute; no contexto que fornece aos operadores. Um simples alarme deixa de ser apenas um ponto numa lista de eventos. Passa a estar associado ao equipamento em causa, &agrave; sua localiza&ccedil;&atilde;o, ao seu hist&oacute;rico de funcionamento e ao impacto que pode ter na opera&ccedil;&atilde;o do edif&iacute;cio. Os <em>digital twins</em> permitem ainda simular cen&aacute;rios antes da sua implementa&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, &eacute; poss&iacute;vel avaliar o impacto de altera&ccedil;&otilde;es de hor&aacute;rios, estrat&eacute;gias de climatiza&ccedil;&atilde;o ou configura&ccedil;&otilde;es de opera&ccedil;&atilde;o sem interferir diretamente com o edif&iacute;cio real. &Agrave; medida que os edif&iacute;cios se tornam mais complexos e mais exigentes em termos de desempenho energ&eacute;tico, esta capacidade de compreender e antecipar comportamentos torna-se cada vez mais importante para gestores de instala&ccedil;&otilde;es e equipas de manuten&ccedil;&atilde;o.</p>

<h2>Intelig&ecirc;ncia Artificial: da monitoriza&ccedil;&atilde;o &agrave; otimiza&ccedil;&atilde;o</h2>

<p>Se os sensores IoT recolhem dados e os <em>digital twins </em>fornecem contexto, a intelig&ecirc;ncia artificial representa a ferramenta que permite transformar essa informa&ccedil;&atilde;o em a&ccedil;&otilde;es concretas. Durante muitos anos, os sistemas de gest&atilde;o t&eacute;cnica funcionaram essencialmente atrav&eacute;s de regras fixas, hor&aacute;rios pr&eacute;-definidos e set-points programados. Embora esta abordagem continue a ser necess&aacute;ria, apresenta limita&ccedil;&otilde;es quando aplicada a edif&iacute;cios com n&iacute;veis elevados de complexidade e variabilidade operacional. A intelig&ecirc;ncia artificial permite analisar milhares de vari&aacute;veis em simult&acirc;neo e identificar padr&otilde;es dificilmente percet&iacute;veis atrav&eacute;s da an&aacute;lise humana. Atrav&eacute;s do cruzamento de dados hist&oacute;ricos e em tempo real, torna-se poss&iacute;vel otimizar o funcionamento dos equipamentos de forma cont&iacute;nua. Uma das aplica&ccedil;&otilde;es com maior potencial encontra-se na efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica. Sistemas inteligentes conseguem ajustar estrat&eacute;gias de climatiza&ccedil;&atilde;o de acordo com as condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas, n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o e comportamento hist&oacute;rico do edif&iacute;cio, reduzindo consumos sem comprometer o conforto. Outra &aacute;rea de interesse &eacute; a manuten&ccedil;&atilde;o preditiva.</p>

<p>Ao monitorizar par&acirc;metros como vibra&ccedil;&atilde;o, temperatura, press&atilde;o ou consumo el&eacute;trico, os algoritmos conseguem identificar sinais precoces de degrada&ccedil;&atilde;o dos equipamentos, permitindo planear interven&ccedil;&otilde;es antes da ocorr&ecirc;ncia de falhas. A dete&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de anomalias constitui igualmente uma funcionalidade de elevado valor. Equipamentos com consumos excessivos, funcionamento fora de hor&aacute;rio ou desempenhos abaixo do esperado podem ser identificados rapidamente, contribuindo para reduzir desperd&iacute;cios energ&eacute;ticos e custos operacionais. Apesar do potencial da intelig&ecirc;ncia artificial, considero que o seu papel n&atilde;o passa por substituir os profissionais respons&aacute;veis pela opera&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios. Pelo contr&aacute;rio, estas ferramentas devem funcionar como sistemas de apoio &agrave; decis&atilde;o, libertando as equipas das tarefas mais repetitivas e disponibilizando informa&ccedil;&atilde;o mais relevante para a gest&atilde;o di&aacute;ria.</p>

<h2>Conclus&atilde;o</h2>

<p>A evolu&ccedil;&atilde;o da Gest&atilde;o T&eacute;cnica Centralizada est&aacute; a alterar profundamente a forma como os edif&iacute;cios s&atilde;o operados. A combina&ccedil;&atilde;o entre sensores IoT, <em>digital twins </em>e intelig&ecirc;ncia artificial est&aacute; a criar uma nova gera&ccedil;&atilde;o de edif&iacute;cios mais eficientes, sustent&aacute;veis e preparados para responder aos desafios atuais.</p>

<p><strong>Figura 2</strong> Sensores IoT</p>

<p><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/pagina_016_imagem_002.jpg" style="width: 524px; height: 324px;" /></p>

<p>Os sensores fornecem informa&ccedil;&atilde;o detalhada sobre o funcionamento do edif&iacute;cio. Os <em>digital twins</em> transformam esses dados numa representa&ccedil;&atilde;o digital capaz de contextualizar e apoiar a opera&ccedil;&atilde;o. A intelig&ecirc;ncia artificial acrescenta uma camada de an&aacute;lise e otimiza&ccedil;&atilde;o que permite antecipar problemas, melhorar o desempenho energ&eacute;tico e apoiar a tomada de decis&atilde;o. Mais do que uma tend&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica, esta transforma&ccedil;&atilde;o representa uma evolu&ccedil;&atilde;o natural da automa&ccedil;&atilde;o de edif&iacute;cios. &Agrave; medida que a disponibilidade de dados aumenta e as exig&ecirc;ncias de desempenho se tornam mais elevadas, a capacidade de integrar estas tecnologias ser&aacute; cada vez mais determinante para o sucesso dos projetos. O futuro dos edif&iacute;cios inteligentes n&atilde;o passa apenas por ter mais tecnologia, mas tamb&eacute;m por utilizar melhor a informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel. E &eacute; precisamente nessa capacidade de transformar dados em valor que residir&aacute; o verdadeiro potencial da pr&oacute;xima gera&ccedil;&atilde;o de sistemas de Gest&atilde;o T&eacute;cnica Centralizada.</p>

<p><strong>Figura 3</strong> Solu&ccedil;&otilde;es em edif&iacute;cios</p>

<p><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/pagina_016_imagem_001.jpg" style="width: 473px; height: 408px;" /></p>

<h6></h6>
 ]]></description><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 10:38:33 GMT</pubDate></item><item><title>Instituto de Formação Vulcano promove curso sobre condutas</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/instituto-formacao-vulcano-promove-curso-sobre-condutas/</link><guid isPermaLink='false'>3629</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/condutas.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO TAMA66/ PIXABAY</span></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>O Instituto de Forma&ccedil;&atilde;o Vulcano (IFV) vai realizar, nos dias 28 e 29 de outubro, uma forma&ccedil;&atilde;o dedicada ao dimensionamento de redes de condutas, que abordar&aacute; requisitos de qualidade do ar interior, conforto t&eacute;rmico, sele&ccedil;&atilde;o de materiais e regras t&eacute;cnicas de instala&ccedil;&atilde;o.</strong></p>

<p>O curso de Dimensionamento de Condutas ter&aacute; uma dura&ccedil;&atilde;o de seis horas, em hor&aacute;rio p&oacute;s-laboral e formato <em>online</em>, e destina-se a instaladores, rec&eacute;m-licenciados e projetistas.</p>

<p>A forma&ccedil;&atilde;o aborda os requisitos de qualidade do ar interior e de conforto t&eacute;rmico, bem como a identifica&ccedil;&atilde;o e sele&ccedil;&atilde;o dos materiais utilizados na constru&ccedil;&atilde;o de redes de condutas. O programa inclui ainda o dimensionamento destas redes e a aplica&ccedil;&atilde;o de regras t&eacute;cnicas e boas pr&aacute;ticas na respetiva instala&ccedil;&atilde;o.</p>

<p>A iniciativa integra a oferta do IFV nas &aacute;reas de &aacute;gua quente, energia solar t&eacute;rmica e climatiza&ccedil;&atilde;o. As <a href="https://institutoformacaovulcano.bosch-homecomfort.pt/sui/landingPageItemDetail/42838?context=37" target="_blank">inscri&ccedil;&otilde;es</a> e restantes informa&ccedil;&otilde;es sobre o curso est&atilde;o dispon&iacute;veis atrav&eacute;s do <a href="https://institutoformacaovulcano.bosch-homecomfort.pt/sui/landingPage" target="_blank">IFV</a>.</p>
 ]]></description><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 09:57:52 GMT</pubDate></item><item><title>Hitachi apresenta novo sistema VRF air365 Max R32</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/hitachi-apresenta-novo-sistema-VRF-air365-Max-R32/</link><guid isPermaLink='false'>3628</guid><description><![CDATA[<h6 style="text-align: center;"><img alt="Hitachi apresenta novo sistema VRF air365 Max R32" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/hitachi-apresenta-novo-sistema-VRF-air365-Max-R32.jpg" /></h6>

<h6 style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></h6>

<h6 style="text-align: right;"></h6>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>A Hitachi Cooling & Heating vai apresentar a 1 de outubro o novo sistema VRF air365 Max (Pro) R32, numa transmiss&atilde;o em direto para a imprensa a partir de Vacarisses, em Barcelona. A sess&atilde;o incluir&aacute; ainda a apresenta&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia do Bosch Home Comfort Group, do qual a marca faz parte.</strong></p>

<p>O evento <em>online</em> decorrer&aacute; entre as 10h00 e as 11h00 em Portugal continental e na Madeira e entre as 09h00 e as 10h00 nos A&ccedil;ores. </p>

<p>Ter&aacute; in&iacute;cio com uma interven&ccedil;&atilde;o de Maria Zesch, membro do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o do Bosch Home Comfort Group e presidente regional para a regi&atilde;o EMEA, dedicada &agrave; vis&atilde;o e estrat&eacute;gia do grupo. Segue-se uma apresenta&ccedil;&atilde;o da f&aacute;brica de Vacarisses, em Espanha, por Toni Badia, diretor da unidade, onde ser&aacute; realizada a transmiss&atilde;o.</p>

<p>O novo sistema VRF air365 Max (Pro) R32 ser&aacute; apresentado entre as 10h15 e as 10h40 por Giuseppe Marino, <em>Product Line Manager, Air-Conditioning & Well-being</em>. A nova solu&ccedil;&atilde;o integra a gama de sistemas VRF da Hitachi Cooling & Heating e utiliza o refrigerante R32. O programa termina com uma sess&atilde;o de perguntas e respostas, prevista entre as 10h40 e as 11h00.</p>

<p>A Hitachi Cooling & Heating integra atualmente o Bosch Home Comfort Group, respons&aacute;vel pelo fabrico e comercializa&ccedil;&atilde;o dos produtos da marca.</p>

<p>A participa&ccedil;&atilde;o na <a href="https://teams.microsoft.com/l/meetup-join/19%3ameeting_NmJmNTA0ZTYtNWI0YS00NDE0LWIxZWYtZWFlMmRkNjhhMWQx%40thread.v2/0?context=%7b%22Tid%22%3a%22a1f1e214-7ded-45b6-81a1-9e8ae3459641%22%2c%22Oid%22%3a%22b3a8edec-6d05-4007-a49d-fcd35b62599a%22%7d" target="_blank">transmiss&atilde;o</a> requer <a href="https://forms.cloud.microsoft/r/QD7UUSNDjN" target="_blank">inscri&ccedil;&atilde;o</a> pr&eacute;via atrav&eacute;s do formul&aacute;rio disponibilizado pela organiza&ccedil;&atilde;o. No dia 1 de outubro, o evento poder&aacute; ser acompanhado em direto atrav&eacute;s do Microsoft Teams Town Hall.</p>
 ]]></description><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 12:45:31 GMT</pubDate></item><item><title>Carrier apresenta soluções de climatização na MACODESTAQUES</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/carrier-apresenta-solucoes-de-climatizacao-na-macodestaques/</link><guid isPermaLink='false'>3627</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/quinta-do-paul.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO QUINTA DO PAUL</span></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>A Carrier apresenta, na 4.ª edi&ccedil;&atilde;o da MACODESTAQUES, uma sele&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es de climatiza&ccedil;&atilde;o e bombas de calor para aplica&ccedil;&otilde;es residenciais e comerciais, com foco na efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, no conforto e na flexibilidade de instala&ccedil;&atilde;o. O evento decorre a 25 e 26 de setembro, na Quinta do Paul, em Ortigosa, Leiria.</strong></p>

<p>Promovida pela Macolis, a MACODESTAQUES re&uacute;ne profissionais, instaladores, fabricantes e outros agentes dos setores da climatiza&ccedil;&atilde;o, canaliza&ccedil;&atilde;o e energias renov&aacute;veis. A edi&ccedil;&atilde;o deste ano conta com mais de 30 expositores nacionais e internacionais, depois de a edi&ccedil;&atilde;o de 2024 ter recebido mais de 600 profissionais.</p>

<p>Entre as solu&ccedil;&otilde;es apresentadas pela Carrier estar&atilde;o bombas de calor e diferentes equipamentos de ar condicionado, incluindo a gama Ambi, equipamentos de condutas e sistemas multisplit. A oferta inclui ainda unidades ventiloconvectoras, destinadas a diferentes configura&ccedil;&otilde;es e requisitos de instala&ccedil;&atilde;o.</p>

<p>A presen&ccedil;a da Carrier permitir&aacute; apresentar aos profissionais uma oferta de solu&ccedil;&otilde;es para aquecimento e arrefecimento, com foco na efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, no conforto e na flexibilidade de instala&ccedil;&atilde;o. A participa&ccedil;&atilde;o permitir&aacute; ainda &agrave; equipa da empresa estabelecer contacto direto com diferentes perfis profissionais. O dia 25 &eacute; dirigido a gabinetes de arquitetura e projeto, construtores, entidades, organiza&ccedil;&otilde;es parceiras e institui&ccedil;&otilde;es de ensino, enquanto o dia 26 &eacute; dedicado aos clientes profissionais instaladores.</p>
 ]]></description><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 16:13:38 GMT</pubDate></item><item><title>UE cria classificação de sustentabilidade para centros de dados</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/ue-cria-classificacao-de-sustentabilidade-para-centros-de-dados/</link><guid isPermaLink='false'>3626</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/centros-dados.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>A Comiss&atilde;o Europeia apresentou um sistema comum de classifica&ccedil;&atilde;o da sustentabilidade dos centros de dados, baseado na efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica e h&iacute;drica, e lan&ccedil;ou uma consulta p&uacute;blica para preparar futuras normas m&iacute;nimas de desempenho. O crescimento do consumo de eletricidade destas infraestruturas, impulsionado pela intelig&ecirc;ncia artificial e por outros servi&ccedil;os digitais, est&aacute; na origem das novas medidas. </strong></p>

<p>Os centros de dados consumiram 68 TWh de eletricidade na Uni&atilde;o Europeia em 2024 e a Comiss&atilde;o estima que este valor possa atingir 114 TWh em 2030, equivalente a 3,2 % da procura de eletricidade da UE. Al&eacute;m do consumo energ&eacute;tico, o crescimento destas infraestruturas coloca desafios relacionados com as redes el&eacute;tricas, as emiss&otilde;es de carbono e a utiliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua.</p>

<p>O novo sistema europeu prev&ecirc; a atribui&ccedil;&atilde;o de etiquetas eletr&oacute;nicas aos centros de dados a partir das informa&ccedil;&otilde;es e dos indicadores de desempenho comunicados &agrave; base de dados europeia. As classes de efici&ecirc;ncia s&atilde;o determinadas atrav&eacute;s de dois indicadores, o Power Usage Effectiveness, PUE, para a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, e o Water Usage Effectiveness, WUE, para a efici&ecirc;ncia h&iacute;drica.</p>

<h2>Classes de A a G para energia e &aacute;gua</h2>

<p>A efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica ser&aacute; classificada numa escala de A a G. A classe A corresponde a um PUE igual ou inferior a 1,15, enquanto a classe G abrange valores superiores a 1,9. Na efici&ecirc;ncia h&iacute;drica, a classe A aplica-se a um WUE igual ou inferior a 0,1 e a classe G a valores superiores a 1,0.</p>

<p>A etiqueta incluir&aacute; ainda informa&ccedil;&atilde;o sobre a origem da energia consumida, as condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas da localiza&ccedil;&atilde;o, a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de flexibilidade &agrave; rede el&eacute;trica e a prepara&ccedil;&atilde;o da instala&ccedil;&atilde;o para a reutiliza&ccedil;&atilde;o de calor residual.</p>

<p>Neste &uacute;ltimo caso, o regulamento considera preparado para reutiliza&ccedil;&atilde;o de calor residual um centro de dados novo ou existente concebido ou adaptado para captar e fornecer esse calor a utilizadores externos. Entre as infraestruturas previstas encontram-se permutadores de calor, circuitos hidr&aacute;ulicos dedicados e sistemas de medi&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica.</p>

<p>A Comiss&atilde;o estima que uma melhoria do PUE de 1,6 para 1,2 pode reduzir em 25 % o consumo de eletricidade de um centro de dados. A passagem de um WUE de 1,0 para 0,5 poder&aacute; reduzir em 50 % o consumo de &aacute;gua. Segundo os c&aacute;lculos apresentados, a reutiliza&ccedil;&atilde;o de metade do calor residual produzido pelos centros de dados europeus teria potencial para cobrir as necessidades de aquecimento de quase quatro milh&otilde;es de habita&ccedil;&otilde;es.</p>

<p>As primeiras etiquetas dever&atilde;o ser geradas automaticamente pela base de dados europeia at&eacute; 15 de agosto de 2027 e passar&atilde;o a ser emitidas anualmente. Os documentos ser&atilde;o disponibilizados em formato eletr&oacute;nico e ter&atilde;o validade, em regra, at&eacute; 15 de agosto do ano seguinte.</p>

<h2>Comiss&atilde;o prepara requisitos m&iacute;nimos</h2>

<p>Em paralelo, a Comiss&atilde;o Europeia abriu uma <a href="https://ec.europa.eu/info/law/better-regulation/have-your-say/initiatives/19293-Data-centres-in-Europe-minimum-performance-standards_en" target="_blank">consulta p&uacute;blica</a> de 12 semanas sobre a introdu&ccedil;&atilde;o de normas m&iacute;nimas de desempenho para centros de dados. Os contributos podem ser apresentados at&eacute; 14 de dezembro e servir&atilde;o de base &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o de uma proposta legislativa prevista para o segundo trimestre de 2027.</p>

<p>As futuras normas poder&atilde;o estabelecer requisitos destinados a reduzir o consumo energ&eacute;tico e a pegada ambiental destas infraestruturas. A iniciativa enquadra-se na <a href="https://energy.ec.europa.eu/topics/energy-efficiency/energy-efficiency-targets-directive-and-rules/energy-efficiency-directive_en" target="_blank">Diretiva da Efici&ecirc;ncia Energ&eacute;tica</a>, que permite &agrave; Comiss&atilde;o propor medidas adicionais para melhorar o desempenho energ&eacute;tico dos centros de dados.</p>
 ]]></description><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 12:48:07 GMT</pubDate></item><item><title>HGE investe 4,1 milhões em sistemas híbridos para AQS</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/hge-investe-em-sistemas-hibridos-para-AQS/</link><guid isPermaLink='false'>3625</guid><description><![CDATA[<p></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/cetral-termica-destque.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>A HGE est&aacute; a desenvolver uma nova gera&ccedil;&atilde;o de sistemas h&iacute;bridos inteligentes para produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua quente sanit&aacute;ria, num projeto com um investimento de 4,1 milh&otilde;es de euros. O HYBRIDHEAT arrancou em julho de 2026 e dever&aacute; estar conclu&iacute;do em junho de 2028.</strong></p>

<p>O projeto assenta no desenvolvimento de sistemas de prepara&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua quente sanit&aacute;ria que combinam princ&iacute;pios de funcionamento tradicionalmente utilizados de forma independente. Esta abordagem dever&aacute; permitir ultrapassar limita&ccedil;&otilde;es das solu&ccedil;&otilde;es atualmente existentes.</p>

<p>A iniciativa insere-se na estrat&eacute;gia da HGE de aumentar a incorpora&ccedil;&atilde;o de engenharia pr&oacute;pria e desenvolver produtos diferenciados e escal&aacute;veis, reduzindo a depend&ecirc;ncia de solu&ccedil;&otilde;es <em>standard</em> dispon&iacute;veis no mercado. A empresa pretende tamb&eacute;m refor&ccedil;ar a capacidade de inova&ccedil;&atilde;o e a competitividade internacional.</p>

<p>A HGE desenvolve solu&ccedil;&otilde;es para produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de energia t&eacute;rmica, com atividade no segmento de<em> District Heating and Cooling </em>(DHC), nomeadamente atrav&eacute;s da conce&ccedil;&atilde;o e fabrico de subesta&ccedil;&otilde;es t&eacute;rmicas e de solu&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis de produ&ccedil;&atilde;o de energia.</p>

<p>O HYBRIDHEAT representa um investimento total de 4,1 milh&otilde;es de euros, com igual montante de financiamento n&atilde;o reembols&aacute;vel no &acirc;mbito do Plano de Recupera&ccedil;&atilde;o e Resili&ecirc;ncia (PRR). O projeto decorre em Leiria entre 1 de julho de 2026 e 30 de junho de 2028.</p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 14:59:22 GMT</pubDate></item><item><title>Desmitificando a desumidificação através de materiais dessecantes</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/desmitificando-a-desumidificacao-atraves-de-materiais-dessecante/</link><guid isPermaLink='false'>3623</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/desumidificacao.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R</span></p>

<h6>Autor <strong>David Schurk</strong>, Membro Vital&iacute;cio da ASHRAE<br />
Diretor de Mercados de Sa&uacute;de e Engenharia Aplicada da Innovative Air Technologies<br />
em Covington, Ge&oacute;rgia, nos Estados Unidos<br />
 </h6>

<p><strong>Algumas pessoas acreditam que a desumidifica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de materiais dessecantes &eacute; demasiado complexa e confusa de se compreender, que &eacute; ineficiente, ou excessivamente dispendiosa e s&oacute; deve ser aplicada em casos extremos, onde n&atilde;o h&aacute; outra alternativa. Com este artigo espera-se poder esclarecer esses equ&iacute;vocos.</strong></p>

<p>Na verdade, a desumidifica&ccedil;&atilde;o com meios dessecantes &eacute; uma solu&ccedil;&atilde;o eficiente em termos energ&eacute;ticos, sustent&aacute;vel e econ&oacute;mica para qualquer ambiente que o ar necessite de remo&ccedil;&atilde;o de humidade. Quando aplicada corretamente, este processo pode ser uma op&ccedil;&atilde;o termodinamicamente vantajosa.</p>

<h2>Definindo Desumidifica&ccedil;&atilde;o</h2>

<p>A ASHRAE definiu desumidifica&ccedil;&atilde;o como a remo&ccedil;&atilde;o do vapor de &aacute;gua do ar, de gases ou de outros fluidos.1 Neste artigo, iremos explorar a desumidifica&ccedil;&atilde;o do ar ambien­te. Este processo aplica-se tanto ao ar proveniente de ambientes interiores (ar recirculado), do exterior, ou “ar novo”, (associado ao processo de ventila&ccedil;&atilde;o) como de qualquer combina&ccedil;&atilde;o de ambos.</p>

<p>O objetivo &eacute; manter os ambientes interiores em n&iacute;veis particulares de humida­de relativa, ou de temperatura de ponto de orvalho. Indo um passo mais al&eacute;m, a desumidifica&ccedil;&atilde;o trata da remo­&ccedil;&atilde;o e subsequente transfer&ecirc;ncia de humidade de onde &eacute; considerada indesej&aacute;vel (geralmente em ambientes in­teriores) para onde ela n&atilde;o &eacute; (geralmente em ambientes exteriores).</p>

<h2>M&eacute;todo tradicional de desumidifica&ccedil;&atilde;o</h2>

<p>A refrigera&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, utilizando fluidos frigorig&eacute;neos, tem sido utilizada para climatizar edif&iacute;cios comerciais desde que foi apresentada ao p&uacute;blico americano na Exposi&ccedil;&atilde;o Mundial de 1904, em St. Louis, Missouri, nos Estados Unidos.2 Desde ent&atilde;o, tornou-se a solu&ccedil;&atilde;o tra­dicional para o arrefecimento de edif&iacute;cios de todos os tipos.</p>

<p>Embora os sistemas comerciais e residenciais tenham evolu&iacute;do desde os seus prim&oacute;rdios (quando utilizavam gases t&oacute;xicos ou inflam&aacute;veis, como o amon&iacute;aco, o di&oacute;­xido de enxofre, o cloreto de metilo ou o propano, que poderiam causar acidentes fatais em caso de fuga), o princ&iacute;pio de utilizar um fluido a baixa temperatura para arrefecer uma superf&iacute;cie, que depois desumidifica o ar, n&atilde;o se desviou desta abordagem original.</p>

<p>Os modernos sistemas de ar condicionado (AC) ainda utilizam um flui­do frigorig&eacute;neo que, quando circulando atrav&eacute;s de um permutador de calor, pode remover o calor sens&iacute;vel e latente indesejado dos edif&iacute;cios e transport&aacute;-lo para o exterior. O pr&oacute;prio fluido frigorig&eacute;neo pode arrefecer di­retamente o permutador de calor (sistema de expans&atilde;o direta) ou ser utilizado em equipamentos que arrefecem um fluido interm&eacute;dio, como &eacute; o caso da &aacute;gua (sistema de &aacute;gua refrigerada, ou arrefecida).</p>

<p>O permutador de calor utilizado &eacute; tipicamente uma bateria de tubos localizada numa unidade de tratamento de ar. O fluido de arrefeci­mento, l&iacute;quido ou vapor, circula no interior dos tubos de cobre da bateria, arrefecendo a sua superf&iacute;cie bem como a das alhetas de alum&iacute;nio adjacentes, de que esses equi­pamentos disp&otilde;em. &Agrave; medida que o “ar quente” passa pela serpentina, a sua temperatura &eacute; reduzida, enquanto o calor &eacute; removido. Dependendo da temperatura de sa&iacute;da do ar, o calor latente tamb&eacute;m pode ser removido num processo de mudan&ccedil;a de fase, formando-se um conden­sado l&iacute;quido, o que permite reduzir a humidade espec&iacute;fica do ar. &Eacute; assim o processo de desumidifica&ccedil;&atilde;o. O ar, desta forma dito condicionado, &eacute; ent&atilde;o distribu&iacute;do para o am­biente interior com o objetivo de manter a temperatura e a humidade relativa em valores compat&iacute;veis com o con­forto, ou com a produ&ccedil;&atilde;o, segundo o processo que a ele recorre. &Eacute; importante compreender que, geralmente, os sistemas tradicionais com baterias de arrefecimento s&atilde;o concebidos principalmente para arrefecer o ar de forma sens&iacute;vel (...)</p>
 ]]></description><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 16:02:16 GMT</pubDate></item><item><title>EFRIARC promove palestra sobre climatização com água fria</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/efirarc-promove-palestra-sobre-climatizacao-com-agua-fria/</link><guid isPermaLink='false'>3624</guid><description><![CDATA[<p></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/palestra-climatizacao.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO ASIACULTURECENTER / PIXABAY</span></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>A EFRIARC realiza, a 23 de setembro, a Palestra de Ver&atilde;o dedicada aos sistemas de climatiza&ccedil;&atilde;o com &aacute;gua fria. A sess&atilde;o decorre a partir das 16h00, no &acirc;mbito da ENERH2O 2026, e ter&aacute; como orador Gon&ccedil;alo Ramalho, da A400.</strong></p>

<p>A Palestra de Ver&atilde;o da EFRIARC ser&aacute; realizada no Pavilh&atilde;o 2, na Sala Solar Shop, e ter&aacute; como tema “Sistemas de Climatiza&ccedil;&atilde;o com &Aacute;gua Fria”.</p>

<p>O programa come&ccedil;a &agrave;s 16h00, com as boas-vindas da Dire&ccedil;&atilde;o da EFRIARC, seguindo-se, &agrave;s 16h05, a abertura pela Dire&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o T&eacute;cnica da associa&ccedil;&atilde;o. A apresenta&ccedil;&atilde;o de Gon&ccedil;alo Ramalho est&aacute; marcada para as 16h10 e ser&aacute; seguida, &agrave;s 16h40, de um per&iacute;odo de perguntas e respostas. O encerramento est&aacute; previsto para as 16h50.</p>

<p>Gon&ccedil;alo Ramalho, da A400, tem forma&ccedil;&atilde;o superior em Engenharia Mec&acirc;nica e experi&ecirc;ncia no <em>design</em> de edif&iacute;cios residenciais, educacionais e de servi&ccedil;os, incluindo com&eacute;rcio e hotelaria. Desenvolve projetos de novos edif&iacute;cios e de reabilita&ccedil;&atilde;o, incluindo estudos t&eacute;cnico-econ&oacute;micos e projetos de instala&ccedil;&otilde;es mec&acirc;nicas e de sistemas de gest&atilde;o t&eacute;cnica.</p>

<p>A participa&ccedil;&atilde;o na palestra &eacute; gratuita, com lugares limitados. De acordo com o programa divulgado pela EFRIARC, as <a href="https://efriarc.pt/product/palestra-de-verao-da-efriarc-sistemas-de-climatizacao-com-agua-fria/" target="_blank">inscri&ccedil;&otilde;es</a> decorrem at&eacute; 21 de setembro.</p>
 ]]></description><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 14:15:08 GMT</pubDate></item><item><title>Carrier alarga utilização de refrigerante A2L ao Vector HE 17</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/carrier-alarga-utilizacao-refrigerante-A2L-ao-vector-HE17/</link><guid isPermaLink='false'>3622</guid><description><![CDATA[<p></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/carrier-interior.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>A Carrier Transicold vai introduzir no Vector HE 17 um sistema de seguran&ccedil;a em duas etapas desenvolvido para a utiliza&ccedil;&atilde;o de refrigerantes A2L. A unidade foi concebida para operar com R454A, com um potencial de aquecimento global, </strong><strong>GWP, de 239, valor at&eacute; 89% inferior ao do R452A, utilizado como refer&ecirc;ncia no setor segundo a empresa. </strong></p>

<p>A solu&ccedil;&atilde;o est&aacute; a ser apresentada na IAA Transportation, que decorre entre 15 e 20 de setembro, em Hannover, na Alemanha. A tecnologia j&aacute; tinha sido aplicada pela Carrier Transicold no Vector HE 19 e passa agora a integrar o Vector HE 17, alargando a utiliza&ccedil;&atilde;o de refrigerantes com menor potencial de aquecimento global na gama destinada ao transporte refrigerado.</p>

<p>O R454A pertence &agrave; classe de seguran&ccedil;a A2L. Estes refrigerantes apresentam caracter&iacute;sticas de inflamabilidade ligeira, o que exige a ado&ccedil;&atilde;o de medidas t&eacute;cnicas espec&iacute;ficas para controlar os riscos associados &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o. A abordagem desenvolvida pela Carrier Transicold combina medidas de prote&ccedil;&atilde;o integradas no equipamento, controlo durante o fabrico, dete&ccedil;&atilde;o de fugas e um sistema de resposta em duas etapas.</p>

<h2>Sistema atua em duas etapas em caso de fuga</h2>

<p></p>

<p>O Vector HE 17 foi concebido para manter o refrigerante no circuito e limitar uma eventual liberta&ccedil;&atilde;o, preservando simultaneamente a fiabilidade e a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica do equipamento.</p>

<p>Ao primeiro sinal de fuga, o sistema ativa um alarme e a circula&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada de ar. Se necess&aacute;rio, pode depois isolar automaticamente o refrigerante e desloc&aacute;-lo para uma zona afastada da &aacute;rea de carga, ajudando a proteger pessoas, carga e ambiente.</p>

<p>“A transi&ccedil;&atilde;o para refrigerantes com menor GWP representa uma oportunidade importante para reduzir o impacto ambiental do transporte refrigerado”, afirma Victor Calvo, vice-presidente e diretor-geral da Carrier Transicold International Truck Trailer. O respons&aacute;vel acrescenta que a extens&atilde;o desta abordagem ao Vector HE 17 combina a utiliza&ccedil;&atilde;o de um refrigerante com menor GWP com medidas t&eacute;cnicas destinadas a apoiar a seguran&ccedil;a, a fiabilidade e a conformidade regulamentar, sem comprometer o desempenho exigido pelos clientes.</p>

<h2>R454A apresenta GWP de 239</h2>

<p></p>

<p>O R454A utilizado no Vector HE 17 apresenta um GWP de 239, enquanto o R452A, utilizado como refer&ecirc;ncia no setor segundo a Carrier Transicold, apresenta um GWP de 2140. A diferen&ccedil;a corresponde a uma redu&ccedil;&atilde;o de at&eacute; 89 % neste indicador.</p>

<p>A Carrier Transicold publicou ainda um documento t&eacute;cnico sobre a ado&ccedil;&atilde;o de refrigerantes A2L com baixo GWP no transporte refrigerado, que aborda as medidas destinadas &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da carga, &agrave; conformidade regulamentar e &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do impacto ambiental destes sistemas.</p>
 ]]></description><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 14:50:23 GMT</pubDate></item><item><title>Terá a China influenciado a adoção do ar condicionado nos EUA?</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/tera-a-china-influenciado-adocao-ar-condicionado-nos-eua/</link><guid isPermaLink='false'>3621</guid><description><![CDATA[<p></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/china-eua.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>Segundo um professor da Universidade da Calif&oacute;rnia em Berkeley, o pa&iacute;s asi&aacute;tico poder&aacute; ter contribu&iacute;do para a descida dos pre&ccedil;os dos equipamentos de climatiza&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio dos anos 2000.</strong></p>

<p>Com a entrada da China na Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio (OMC) em 2001, aumentaram tamb&eacute;m as exporta&ccedil;&otilde;es chinesas de equipamentos de ar condicionado. <a href="https://energyathaas.wordpress.com/2026/08/31/did-the-china-shock-increase-air-conditioning-adoption/" target="_blank">Num artigo publicado no Energy Institute Blog,</a> Lucas Davis, professor do Energy Institute at Haas da Universidade da Calif&oacute;rnia em Berkeley, analisa a poss&iacute;vel rela&ccedil;&atilde;o entre o aumento da concorr&ecirc;ncia das importa&ccedil;&otilde;es chinesas e a evolu&ccedil;&atilde;o do mercado norte-americano de ar condicionado residencial. Segundo Davis, o pa&iacute;s poder&aacute; ter contribu&iacute;do para baixar os pre&ccedil;os dos equipamentos e acelerar a sua ado&ccedil;&atilde;o nos EUA.</p>

<p>Os dados analisados apontam para uma redu&ccedil;&atilde;o particularmente acentuada dos pre&ccedil;os dos aparelhos de ar condicionado de ambiente entre 2000 e 2009. Com base em dados da Consumer Reports, o autor estima que o pre&ccedil;o m&eacute;dio tenha ca&iacute;do cerca de 50 % durante esse per&iacute;odo, enquanto a partir de 2010, os pre&ccedil;os permaneceram essencialmente est&aacute;veis.</p>

<p>Esta evolu&ccedil;&atilde;o coincide, segundo Davis, com o per&iacute;odo habitualmente identificado como o auge do <em>China shock</em>. Em 2011, a maioria dos equipamentos de ar condicionado vendidos nos EUA j&aacute; era fabricada na China. Atualmente, o pa&iacute;s representa cerca de 70 % da produ&ccedil;&atilde;o mundial deste tipo de equipamento, <a href="https://www.iea.org/reports/the-future-of-cooling-in-china" target="_blank">segundo dados da Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia (IEA).</a></p>

<h2>A decis&atilde;o de compra depende de v&aacute;rios fatores</h2>

<p>Mas ter&aacute; a descida dos pre&ccedil;os aumentado efetivamente a penetra&ccedil;&atilde;o do ar condicionado? De acordo com dados do Residential Energy Consumption Survey (RECS), a percentagem de lares norte-americanos com algum tipo de ar condicionado passou de 77 % em 2001 para 87 % em 2009. Depois, manteve-se praticamente inalterada.</p>

<p>Davis reconhece, contudo, que esta evolu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o permite estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o causal, tendo em conta que a ado&ccedil;&atilde;o j&aacute; tinha aumentado de 68 % para 77 % entre 1993 e 2001, antes da entrada da China na OMC. Al&eacute;m disso, o autor sublinha que fatores como o rendimento, o clima e outras caracter&iacute;sticas das habita&ccedil;&otilde;es influenciam as decis&otilde;es de aquisi&ccedil;&atilde;o, para al&eacute;m do pre&ccedil;o do equipamento.</p>

<p>Ainda assim, a an&aacute;lise levanta uma quest&atilde;o relevante para o setor AVAC: quando o com&eacute;rcio internacional reduz o custo dos equipamentos, at&eacute; que ponto essa redu&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;o estimula a sua utiliza&ccedil;&atilde;o? Para Davis, a quest&atilde;o ultrapassa o ar condicionado residencial e pode servir para uma an&aacute;lise mais aprofundada do seu impacto no consumo de eletricidade, na utiliza&ccedil;&atilde;o de refrigerantes e nas emiss&otilde;es de carbono.</p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 14:22:44 GMT</pubDate></item><item><title>Mitsubishi Electric triplica desempenho térmico de permutador</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/mitsubishi-electric-triplica-desempenho-termico-de-permutador/</link><guid isPermaLink='false'>3620</guid><description><![CDATA[<p></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/permutador-mitsubishi.JPG" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>A Mitsubishi Electric desenvolveu um novo permutador de calor de placas para equipamentos de climatiza&ccedil;&atilde;o com bomba de calor que apresenta um desempenho de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica cerca de tr&ecirc;s vezes superior ao dos modelos convencionais da empresa. A nova estrutura permite reduzir a carga de refrigerante necess&aacute;ria para aproximadamente um ter&ccedil;o.</strong></p>

<p>O desenvolvimento responde &agrave; necessidade de reduzir a quantidade de refrigerante utilizada nos equipamentos com bomba de calor, num contexto de maior restri&ccedil;&atilde;o aos fluidos com elevado potencial de aquecimento global. A empresa destaca que refrigerantes de nova gera&ccedil;&atilde;o, como o R32, apresentam um GWP inferior, mas muitos s&atilde;o inflam&aacute;veis, tornando relevante a redu&ccedil;&atilde;o da carga para diminuir o perigo associado a eventuais fugas acidentais.</p>

<p>Nos permutadores convencionais de placas ranhuradas, o aumento da transfer&ecirc;ncia de calor encontra limita&ccedil;&otilde;es de desempenho. Para ultrapass&aacute;-las, a Mitsubishi Electric desenvolveu uma nova estrutura com microalhetas desfasadas de elevada densidade entre placas planas, destinada a aumentar a transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica.</p>

<h2>Canais distribuem refrigerante pelas placas</h2>

<p></p>

<p>A utiliza&ccedil;&atilde;o das microalhetas colocou, contudo, um desafio relacionado com a distribui&ccedil;&atilde;o irregular do escoamento bif&aacute;sico de g&aacute;s e l&iacute;quido. Para o resolver, o novo permutador incorpora canais de distribui&ccedil;&atilde;o junto &agrave;s entradas e sa&iacute;das do fluido, assegurando uma distribui&ccedil;&atilde;o mais uniforme do refrigerante pelas placas.</p>

<p>A posi&ccedil;&atilde;o destes canais foi definida atrav&eacute;s de uma tecnologia de an&aacute;lise desenvolvida pela Mitsubishi Electric, utilizada para simular o comportamento do escoamento bif&aacute;sico entre as microalhetas. Os resultados permitiram otimizar a localiza&ccedil;&atilde;o dos canais e distribuir de forma uniforme o refrigerante bif&aacute;sico por toda a superf&iacute;cie das placas.</p>

<p>Segundo a empresa, a combina&ccedil;&atilde;o das duas solu&ccedil;&otilde;es permite alcan&ccedil;ar um desempenho de transfer&ecirc;ncia de calor aproximadamente tr&ecirc;s vezes superior ao dos permutadores convencionais utilizados como refer&ecirc;ncia.</p>

<h2>Carga de refrigerante reduzida em dois ter&ccedil;os</h2>

<p></p>

<p>O aumento da transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica permite diminuir o n&uacute;mero de camadas de placas necess&aacute;rias no <a href="https://europe.mitsubishielectric.com/en/pr/global/2026/0914_rd/" target="_blank">permutador</a>. Como resultado, a carga de refrigerante pode ser reduzida em dois ter&ccedil;os, ficando em cerca de um ter&ccedil;o do n&iacute;vel necess&aacute;rio na solu&ccedil;&atilde;o convencional. A Mitsubishi Electric associa esta redu&ccedil;&atilde;o &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o do impacto ambiental e ao aumento da seguran&ccedil;a na utiliza&ccedil;&atilde;o de refrigerantes inflam&aacute;veis.</p>

<p>A tecnologia pode ser aplicada a diferentes tipos de equipamentos, incluindo sistemas de climatiza&ccedil;&atilde;o a &aacute;gua, equipamentos de ar condicionado arrefecidos a ar e sistemas de bomba de calor para ve&iacute;culos el&eacute;tricos. A Mitsubishi Electric prev&ecirc; alargar a sua utiliza&ccedil;&atilde;o a equipamentos de climatiza&ccedil;&atilde;o comerciais e residenciais, bem como a sistemas de bomba de calor para ve&iacute;culos el&eacute;tricos que utilizem &aacute;gua ou fluido de arrefecimento.</p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:07:14 GMT</pubDate></item><item><title>CENTERM promove certificação para técnicos que trabalham com amoníaco</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/certificacao-para-tecnicos-que-trabalham-com-amoniaco/</link><guid isPermaLink='false'>3619</guid><description><![CDATA[<p></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/certificacao-aminiaco.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>Para se prepararem para o exame, os profissionais podem frequentar uma forma&ccedil;&atilde;o de apoio &agrave; obten&ccedil;&atilde;o da Certifica&ccedil;&atilde;o C, organizada pela APIEF.</strong></p>

<p>O <a href="https://www.centerm.pt/index.html#intro" target="_blank">CENTERM</a> iniciou em agosto os <a href="https://www.centerm.pt/cer_nh3.html" target="_blank">exames para obten&ccedil;&atilde;o da Certifica&ccedil;&atilde;o C</a>, obrigat&oacute;ria para os t&eacute;cnicos que desenvolvam atividades de instala&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de equipamentos que utilizem amon&iacute;aco (NH3) como fluido frigorig&eacute;neo. A nova certifica&ccedil;&atilde;o decorre do Regulamento de Execu&ccedil;&atilde;o (UE) 2024/2215, que estabelece os requisitos m&iacute;nimos de qualifica&ccedil;&atilde;o das pessoas que interv&ecirc;m em equipamentos de refrigera&ccedil;&atilde;o, ar condicionado e bombas de calor.</p>

<p><a href="https://apirac.pt/centerm-inicia-certificacao-obrigatoria-para-tecnicos-que-trabalham-com-amoniaco-nh%e2%82%83-2/" target="_blank">As inscri&ccedil;&otilde;es para os exames j&aacute; est&atilde;o abertas</a> e destinam-se a t&eacute;cnicos que j&aacute; possuam Certifica&ccedil;&atilde;o de Fluorados – Categoria 1 ou Certifica&ccedil;&atilde;o A1 em F-GASES + Hidrocarbonetos. Para os profissionais que necessitem de prepara&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, a APIEF (Centro de Forma&ccedil;&atilde;o Profissional para a Ind&uacute;stria T&eacute;rmica, Energia e Ambiente) disponibiliza forma&ccedil;&atilde;o profissional certificada de apoio &agrave; obten&ccedil;&atilde;o da Certifica&ccedil;&atilde;o C.</p>

<p>O processo de avalia&ccedil;&atilde;o inclui uma componente te&oacute;rica e uma componente pr&aacute;tica, cada uma com um peso de 50 % na classifica&ccedil;&atilde;o final. Para obter aprova&ccedil;&atilde;o, o candidato tem de alcan&ccedil;ar no m&iacute;nimo 70 % em ambas as partes. No entanto, o CENTERM prev&ecirc; a possibilidade de repetir as componentes em caso de reprova&ccedil;&atilde;o.</p>

<p>A certifica&ccedil;&atilde;o &eacute; v&aacute;lida por sete anos. Durante este per&iacute;odo, o t&eacute;cnico certificado fica sujeito a um acompanhamento anual por parte do organismo. No quarto ano &eacute; realizada uma verifica&ccedil;&atilde;o interm&eacute;dia de compet&ecirc;ncias, destinada a avaliar a atualiza&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos, tendo em conta a evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica do setor e a regulamenta&ccedil;&atilde;o aplic&aacute;vel.</p>

<p>O processo de certifica&ccedil;&atilde;o &eacute; assegurado pelo CENTERM – Centro Tecnol&oacute;gico para a Ind&uacute;stria T&eacute;rmica, Energia e Ambiente, uma associa&ccedil;&atilde;o sem fins lucrativos constitu&iacute;da em 2010 por iniciativa da APIRAC e de outras associa&ccedil;&otilde;es setoriais. Certificado pela CERTI, o organismo desenvolve atividades de certifica&ccedil;&atilde;o de pessoas, inspe&ccedil;&atilde;o setorial, ensaio e verifica&ccedil;&atilde;o de equipamentos, consultoria, auditoria e servi&ccedil;os t&eacute;cnicos nas &aacute;reas da energia e qualidade do ar interior.</p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 09:21:16 GMT</pubDate></item><item><title>Tarde Técnica da EFRIARC destaca novas soluções AVAC</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/tarde-tecnica-da-efriarc-destaca-novas-solucoes-avac/</link><guid isPermaLink='false'>3618</guid><description><![CDATA[<p></p>

<p></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/tarde-tecnica-porto.jpg" /></p>

<h6 style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></h6>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>Solu&ccedil;&otilde;es para reduzir o consumo energ&eacute;tico, integrar diferentes sistemas AVAC e recorrer a refrigerantes como o R290 e o R32 estiveram em destaque na Tarde T&eacute;cnica: Produtos Tecnologicamente Avan&ccedil;ados, promovida pela EFRIARC a 10 de setembro, no Porto. O encontro reuniu sete empresas do setor para a apresenta&ccedil;&atilde;o de tecnologias aplicadas &agrave; climatiza&ccedil;&atilde;o, tratamento de ar e produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua quente sanit&aacute;ria. </strong></p>

<p>A sess&atilde;o decorreu no Hotel AC Porto e contou com apresenta&ccedil;&otilde;es da ARFIT, BAXI, Panasonic, Samsung, CEST, REDGE e SGT Midea. Ao longo da tarde foram abordadas solu&ccedil;&otilde;es de moderniza&ccedil;&atilde;o de unidades de tratamento de ar, controlo de sistemas h&iacute;bridos e em cascata, recupera&ccedil;&atilde;o de calor, produ&ccedil;&atilde;o integrada de climatiza&ccedil;&atilde;o e &aacute;gua quente sanit&aacute;ria e evolu&ccedil;&atilde;o dos equipamentos de refrigera&ccedil;&atilde;o.</p>

<h2>Efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica na moderniza&ccedil;&atilde;o de equipamentos</h2>

<p></p>

<p>Na primeira apresenta&ccedil;&atilde;o, a ARFIT apresentou o WALLFIT, uma solu&ccedil;&atilde;o destinada &agrave; moderniza&ccedil;&atilde;o de unidades de tratamento de ar existentes atrav&eacute;s da substitui&ccedil;&atilde;o da sec&ccedil;&atilde;o de ventila&ccedil;&atilde;o por tecnologia EC FanWall, sem necessidade de substituir integralmente a unidade. O sistema permite controlo autom&aacute;tico de caudal e press&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o Modbus e integra&ccedil;&atilde;o em sistemas BMS.</p>

<p>Nos dados apresentados pela empresa, para uma unidade at&eacute; 30 000 metros c&uacute;bicos por hora, a 800 Pa e em funcionamento durante 24 horas, a solu&ccedil;&atilde;o pode representar uma redu&ccedil;&atilde;o anual do consumo energ&eacute;tico pr&oacute;xima dos 40 %, correspondente a cerca de 17 000 kWh por ano. A estimativa apresentada aponta para uma poupan&ccedil;a de 3600 euros por ano e um per&iacute;odo m&aacute;ximo de retorno do investimento de tr&ecirc;s anos, considerando um custo de energia de 0,21 euros por kWh.</p>

<h2>Controlo e integra&ccedil;&atilde;o de diferentes sistemas</h2>

<p></p>

<p>A BAXI centrou a interven&ccedil;&atilde;o no Hybrid System Controller, desenvolvido para o controlo central e monitoriza&ccedil;&atilde;o de sistemas com diferentes geradores. O equipamento permite gerir at&eacute; oito geradores em cascata e em modo h&iacute;brido e disp&otilde;e de liga&ccedil;&atilde;o a sistemas BMS atrav&eacute;s de Modbus TCP e sinal de 0 a 10 V.</p>

<p>A integra&ccedil;&atilde;o abrange bombas de calor com R32 e R290, recorrendo a comunica&ccedil;&atilde;o Modbus-RTU entre os equipamentos e o sistema de controlo. A Panasonic apresentou, por sua vez, uma nova gera&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es de controlo orientada para tr&ecirc;s n&iacute;veis de gest&atilde;o, atrav&eacute;s de controladores centralizados, controlo em cascata e integra&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplos sistemas.</p>

<h2>Sistemas h&iacute;bridos e recupera&ccedil;&atilde;o de calor</h2>

<p></p>

<p>Na segunda parte da sess&atilde;o, a Samsung apresentou o EHS Quint, uma solu&ccedil;&atilde;o h&iacute;brida que permite combinar climatiza&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua quente e operar em simult&acirc;neo com recupera&ccedil;&atilde;o de calor. Entre as caracter&iacute;sticas apresentadas est&atilde;o temperaturas de avan&ccedil;o da &aacute;gua at&eacute; 65 °C e classe de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica A+++ em determinadas condi&ccedil;&otilde;es de funcionamento.</p>

<p>A solu&ccedil;&atilde;o utiliza R32 e incorpora medidas de seguran&ccedil;a espec&iacute;ficas para este refrigerante. Em caso de dete&ccedil;&atilde;o de fuga, o sistema pode proceder &agrave; recolha do fluido, fechar as v&aacute;lvulas de corte, ativar circula&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada de ar e emitir um alarme.</p>

<h2>Compressores<em> inverter</em> e menor carga de refrigerante</h2>

<p></p>

<p>A CEST apresentou o AERMEC NSMJ, um <em>chiller </em>equipado com compressor de parafuso <em>inverter</em>, baterias de microcanais, ventiladores EC e evaporador do tipo<em> shell-and-tube</em>.</p>

<p>De acordo com os dados apresentados, a utiliza&ccedil;&atilde;o de condensadores de microcanais permite reduzir entre 30 % e 50 % a carga de refrigerante e alcan&ccedil;ar uma efici&ecirc;ncia de transfer&ecirc;ncia t&eacute;rmica at&eacute; 40 % a 50 % superior. A configura&ccedil;&atilde;o recorre a componentes em ligas de alum&iacute;nio e procura tamb&eacute;m reduzir o peso e as dimens&otilde;es do equipamento.</p>

<h2>R290 ganha espa&ccedil;o nas solu&ccedil;&otilde;es apresentadas</h2>

<p></p>

<p>A REDGE apresentou a gama EVIO de unidades <em>rooftop</em>, dispon&iacute;vel com R32 e R290. Na configura&ccedil;&atilde;o com propano, o equipamento integra medidas espec&iacute;ficas para gest&atilde;o do risco associado &agrave; inflamabilidade do refrigerante, incluindo dete&ccedil;&atilde;o &oacute;tica de fugas e entrada autom&aacute;tica em modo de seguran&ccedil;a.</p>

<p>O compartimento dos componentes termodin&acirc;micos disp&otilde;e ainda de ventila&ccedil;&atilde;o de extra&ccedil;&atilde;o ATEX em funcionamento permanente. Segundo a apresenta&ccedil;&atilde;o, esta configura&ccedil;&atilde;o procura impedir que, em caso de fuga, seja atingido o limite inferior de inflamabilidade do propano no compartimento.</p>

<p>A sess&atilde;o terminou com a apresenta&ccedil;&atilde;o da H-Pack pela SGT Midea, uma solu&ccedil;&atilde;o que integra arrefecimento, aquecimento e produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua quente sanit&aacute;ria. O equipamento utiliza 570 gramas de R290 e permite atingir uma temperatura de sa&iacute;da de &aacute;gua de 75 °C apenas com a bomba de calor, enquanto para produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua quente sanit&aacute;ria a temperatura indicada &eacute; de 70 °C.</p>

<p>O evento foi encerrado ap&oacute;s esta apresenta&ccedil;&atilde;o, concluindo um programa dedicado &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de novas solu&ccedil;&otilde;es de controlo, efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica e integra&ccedil;&atilde;o de sistemas no setor AVAC.</p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 08:26:26 GMT</pubDate></item><item><title>GIA Group marcou presença na IFA Berlim 2026</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/gia-group-marcou-presenca-na-ifa-berlim-2026/</link><guid isPermaLink='false'>3617</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="GIA Group marcou presença na IFA Berlim 2026" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/gia-group-marcou-presenca-na-ifa-berlim-2026.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<p></p>

<h6>Christina Genet</h6>

<p></p>

<p><strong>No &acirc;mbito da feira de tecnologias, eletrodom&eacute;sticos e inova&ccedil;&atilde;o para o lar, a empresa espanhola realizou uma apresenta&ccedil;&atilde;o sobre a sua estrat&eacute;gia para a digitaliza&ccedil;&atilde;o dos equipamentos. </strong></p>

<p>Realizada de 4 a 8 de setembro na Messe Berlin, a <a href="https://www.ifa-berlin.com/" target="_blank">IFA Berlim 2026</a> &eacute; uma feira internacional dedicada &agrave;s tecnologias de consumo, eletrodom&eacute;sticos e inova&ccedil;&atilde;o para o lar. A edi&ccedil;&atilde;o deste ano reuniu 2000 expositores e apresentou solu&ccedil;&otilde;es em &aacute;reas como intelig&ecirc;ncia artificial, rob&oacute;tica, casas inteligentes e tecnologias para o quotidiano.</p>

<p>No &acirc;mbito do Tuya Global Developer Summit Europe integrado na programa&ccedil;&atilde;o da feira, a empresa espanhola <a href="https://groupgia.com/en/" target="_blank">GIA Group</a> apresentou a sua estrat&eacute;gia para a digitaliza&ccedil;&atilde;o dos equipamentos dom&eacute;sticos numa palestra intitulada “From Smart appliances to a smarter, more sustainable home”, moderada por Thomas Chen, diretor de produto do GIA Group.</p>

<p>Segundo informa&ccedil;&otilde;es divulgadas pela marca em comunicado, a interven&ccedil;&atilde;o centrou-se na rela&ccedil;&atilde;o entre conectividade, utiliza&ccedil;&atilde;o dos equipamentos e efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica. Chen defendeu que os sistemas devem utilizar os dados e as fun&ccedil;&otilde;es de controlo para adaptar o funcionamento dos equipamentos &agrave;s necessidades reais dos utilizadores.</p>

<p>O grupo, que opera nas &aacute;reas da climatiza&ccedil;&atilde;o, &aacute;gua quente sanit&aacute;ria e pequenos eletrodom&eacute;sticos com as marcas HTW e Giatsu, apresentou, neste contexto a GIA App. A aplica&ccedil;&atilde;o permite o controlo remoto, a altera&ccedil;&atilde;o dos modos de funcionamento, a cria&ccedil;&atilde;o de programa&ccedil;&otilde;es e o acompanhamento da utiliza&ccedil;&atilde;o dos equipamentos. Entre os exemplos destacados estiveram o funcionamento do aquecedor de &aacute;gua apenas durante os per&iacute;odos necess&aacute;rios, o ajuste remoto da climatiza&ccedil;&atilde;o antes do regresso a casa e a adapta&ccedil;&atilde;o do funcionamento de uma bomba de calor &agrave; procura efetiva.</p>

<p>Chen relacionou esta abordagem com a evolu&ccedil;&atilde;o da efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica dos equipamentos, escreve a marca. A ideia defendida &eacute; que mesmo um equipamento eficiente pode continuar a consumir energia desnecessariamente se funcionar fora dos per&iacute;odos de utiliza&ccedil;&atilde;o. A programa&ccedil;&atilde;o inteligente e o controlo remoto podem assim tornar-se ferramentas para reduzir estes consumos evit&aacute;veis. “A energia mais ecol&oacute;gica &eacute;, normalmente, aquela que n&atilde;o precisamos de consumir”, declarou Chen.</p>
 ]]></description><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 11:20:35 GMT</pubDate></item><item><title>UE autoriza derrogação para gases fluorados em secadores de ar</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/ue-autoriza-derrogacao-para-gases-fluorados-em-secadores-de-ar/</link><guid isPermaLink='false'>3616</guid><description><![CDATA[<h6 style="text-align: center;"><img alt="UE autoriza derrogação para gases fluorados em secadores de ar " src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/ue-autoriza-derrogacao-para-gases-fluorados-em-secadores-de-ar .jpg" /></h6>

<h6 style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO RODRIGO KAMBARA / UNSPLASH</span></h6>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>A Comiss&atilde;o Europeia autorizou uma isen&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria &agrave;s restri&ccedil;&otilde;es aplic&aacute;veis a gases fluorados com efeito de estufa em determinados equipamentos utilizados para secar ar comprimido. A medida ser&aacute; aplic&aacute;vel entre 1 de janeiro de 2027 e 31 de dezembro de 2030. </strong></p>

<p>O <a href="https://eur-lex.europa.eu/eli/reg_impl/2026/1975" target="_blank">Regulamento de Execu&ccedil;&atilde;o (UE) 2026/1975</a>, publicado a 9 de setembro no Jornal Oficial da Uni&atilde;o Europeia, estabelece uma derroga&ccedil;&atilde;o &agrave;s proibi&ccedil;&otilde;es previstas no <a href="https://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2024/573/oj?locale=pt" target="_blank">Regulamento (UE) 2024/573</a> relativo aos gases fluorados com efeito de estufa.</p>

<p>As restri&ccedil;&otilde;es que entram em vigor a 1 de janeiro de 2027 abrangem, entre outros equipamentos, refrigeradores fixos com pot&ecirc;ncia nominal igual ou inferior a 12 kW e determinados equipamentos de ar condicionado aut&oacute;nomos que contenham, ou cujo funcionamento dependa de, gases fluorados com um potencial de aquecimento global igual ou superior a 150.</p>

<p>A isen&ccedil;&atilde;o agora concedida incide especificamente sobre equipamentos utilizados para secar ar comprimido por refrigera&ccedil;&atilde;o. Segundo o regulamento, estes sistemas s&atilde;o componentes essenciais das instala&ccedil;&otilde;es de ar comprimido utilizadas em v&aacute;rios setores industriais, assegurando a remo&ccedil;&atilde;o da humidade necess&aacute;ria ao funcionamento dos processos e equipamentos de produ&ccedil;&atilde;o.</p>

<p>A decis&atilde;o surge na sequ&ecirc;ncia de um pedido apresentado pelas autoridades alem&atilde;s &agrave; Comiss&atilde;o Europeia (CE), em fevereiro de 2026. O pedido abrangia refrigeradores fixos com capacidade de arrefecimento igual ou inferior a 12 kW e equipamentos de ar condicionado aut&oacute;nomos fixos utilizados na secagem de ar comprimido. </p>

<p>De acordo com o pedido de isen&ccedil;&atilde;o, ainda n&atilde;o est&atilde;o comercialmente dispon&iacute;veis, para toda a gama de aplica&ccedil;&otilde;es industriais, secadores refrigerados de ar comprimido que cumpram os requisitos estabelecidos pelo regulamento europeu. Apesar dos trabalhos de investiga&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento em curso, as alternativas que recorrem a refrigerantes com um potencial de aquecimento global inferior a 150 ainda n&atilde;o atingem os n&iacute;veis de desempenho, seguran&ccedil;a e fiabilidade necess&aacute;rios para todas as aplica&ccedil;&otilde;es.</p>

<p>O pedido indica ainda que a transi&ccedil;&atilde;o para tecnologias alternativas requer o desenvolvimento e a valida&ccedil;&atilde;o de novos conceitos de seguran&ccedil;a, bem como adapta&ccedil;&otilde;es na conce&ccedil;&atilde;o dos equipamentos destinadas a reduzir a carga de fluido refrigerante. Segundo o regulamento, estas altera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o poder&atilde;o estar conclu&iacute;das antes da entrada em vigor das proibi&ccedil;&otilde;es.</p>

<p>A CE concluiu que ainda n&atilde;o existem alternativas tecnicamente vi&aacute;veis para todas as aplica&ccedil;&otilde;es e que a aus&ecirc;ncia de uma derroga&ccedil;&atilde;o poderia originar custos desproporcionados. Por esse motivo, estabeleceu um per&iacute;odo de quatro anos para permitir a continuidade das opera&ccedil;&otilde;es industriais e, simultaneamente, o desenvolvimento e a introdu&ccedil;&atilde;o de alternativas conformes. </p>

<p>A autoriza&ccedil;&atilde;o abrange refrigeradores fixos com pot&ecirc;ncia nominal igual ou inferior a 12 kW e equipamentos de ar condicionado aut&oacute;nomos fixos com capacidade nominal igual ou inferior a 12 kW utilizados na secagem de ar comprimido. Inclui ainda equipamentos aut&oacute;nomos fixos com capacidade superior a 12 kW e at&eacute; 50 kW. Em todos os casos abrangidos, podem conter ou depender de gases fluorados com um potencial de aquecimento global igual ou superior a 150 e ficam sujeitos aos requisitos de rotulagem previstos no Regulamento (UE) 2024/573.</p>

<p>O novo regulamento entra em vigor no vig&eacute;simo dia seguinte ao da publica&ccedil;&atilde;o e ser&aacute; diretamente aplic&aacute;vel em todos os Estados-Membros. A derroga&ccedil;&atilde;o produz efeitos entre 1 de janeiro de 2027 e 31 de dezembro de 2030.</p>
 ]]></description><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 10:11:11 GMT</pubDate></item><item><title>RoomVent 2026 debate a evolução dos sistemas AVAC</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/roomvent-2026-debate-a-evolucao-dos-sistemas-avac/</link><guid isPermaLink='false'>3615</guid><description><![CDATA[<h6 style="text-align: center;"><img alt="RoomVent 2026 debate a evolução dos sistemas AVAC" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/roomvent-2026-debate-a-evolucao-dos-sistemas-avac.jpg" /></h6>

<h6 style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO FACULTY OF CIVIL ENGINEERING CTU IN PRAGUE</span></h6>

<p style="text-align: right;"></p>

<h6>Christina Genet</h6>

<p></p>

<p><strong>O programa do evento est&aacute; orientado para novas abordagens t&eacute;cnicas e desenvolvimentos nos setores AVAC e da constru&ccedil;&atilde;o.</strong></p>

<p>A <a href="https://www.roomvent2026.com/en" target="_blank">18.ª edi&ccedil;&atilde;o da confer&ecirc;ncia RoomVent</a> realiza-se de 15 a 18 de setembro de 2026 em Praga, na Rep&uacute;blica Checa. A iniciativa, cuja primeira edi&ccedil;&atilde;o teve lugar em 1987, prev&ecirc; a participa&ccedil;&atilde;o de mais de 300 pessoas e a apresenta&ccedil;&atilde;o de mais de 200 trabalhos. Entre os participantes esperados encontram-se decisores pol&iacute;ticos, projetistas, investigadores, engenheiros e outros profissionais do setor.</p>

<p>O programa da confer&ecirc;ncia abrange um conjunto de temas relacionados com a qualidade do ambiente interior, a ventila&ccedil;&atilde;o e o desempenho energ&eacute;tico, a modela&ccedil;&atilde;o e a simula&ccedil;&atilde;o, bem como a aplica&ccedil;&atilde;o da intelig&ecirc;ncia artificial e de tecnologias inteligentes ao projeto e ao controlo das condi&ccedil;&otilde;es interiores. O<a href="https://www.roomvent2026.com/en/program" target="_blank"> programa detalhado </a>encontra-se dispon&iacute;vel no site oficial do evento.</p>

<p>Um dos temas em destaque na RoomVent 2026 ser&aacute; a circularidade dos sistemas AVAC no &acirc;mbito do workshop<a href="https://www.rehva.eu/news/article/rehva-co-organizes-circular-hvac-workshop-at-roomvent-2026" target="_blank"> “Integrating circularity into design, installation and operation of HVAC systems” </a>(C-HVAC). Organizada em conjunto com a REHVA, a sess&atilde;o com uma dura&ccedil;&atilde;o de 90 minutos procurar&aacute; abordar a circularidade numa perspetiva transversal, envolvendo representantes das &aacute;reas da pol&iacute;tica, da investiga&ccedil;&atilde;o, da consultoria e da ind&uacute;stria.</p>

<p>O <em>workshop</em> abordar&aacute; ainda o impacto dos sistemas AVAC no contexto da legisla&ccedil;&atilde;o europeia, incluindo o Critical Raw Materials Act, o Ecodesign for Sustainable Products Regulation e o Construction Products Regulation.</p>

<p>A sess&atilde;o ser&aacute; moderada por Atze Boerstra, professor de Building Services Innovation na TU Delft, e Mikael B&ouml;rjesson, diretor de Future Solutions & Public Affairs da Swegon. A atividade inclui interven&ccedil;&otilde;es de Jacopo Famiglietti, sobre o enquadramento regulamentar europeu; Atze Boerstra, sobre desafios de investiga&ccedil;&atilde;o e lacunas metodol&oacute;gicas; Charlotte Nyholm, em formato <em>online</em>, sobre a aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica da circularidade em projetos; e Mikael B&ouml;rjesson, sobre as implica&ccedil;&otilde;es para os fabricantes, incluindo conce&ccedil;&atilde;o de produtos, materiais, log&iacute;stica e novos modelos de neg&oacute;cio.</p>
 ]]></description><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 14:25:13 GMT</pubDate></item><item><title>KIMM desenvolve bomba de calor que transforma calor residual em frio</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/kimm-desenvolve-bomba-calor-transforma-calor-residual-em-frio/</link><guid isPermaLink='false'>3614</guid><description><![CDATA[<p></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/bomba-calor-residual-frio.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>O novo sistema de adsor&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica permite baixar a temperatura de funcionamento necess&aacute;ria de mais de 70 ºC para cerca de 40 ºC. </strong></p>

<p>Uma equipa de investigadores do <a href="https://www.kimm.re.kr/eng/sub011001/view/id/1577" target="_blank">Korea Institute of Machinery and Materials (KIMM)</a> desenvolveu uma bomba de calor de nova gera&ccedil;&atilde;o capaz de produzir frio a partir de calor residual de baixa temperatura. A tecnologia, elaborada em colabora&ccedil;&atilde;o com a Chung-Ang University, com o apoio do programa Alchemist e financiado pelo KETEP, pretende aproveitar fluxos t&eacute;rmicos atualmente rejeitados por f&aacute;bricas.</p>

<p>O sistema combina uma bomba de calor de adsor&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica com um compressor eletroqu&iacute;mico, permitindo reduzir a temperatura necess&aacute;ria para acionar o ciclo. Segundo o KIMM, as solu&ccedil;&otilde;es convencionais de arrefecimento por adsor&ccedil;&atilde;o requerem fontes t&eacute;rmicas superiores a 70 °C, enquanto a nova tecnologia demonstrou capacidade de funcionamento com calor residual a apenas 40 °C.</p>

<p>A tecnologia utiliza amon&iacute;aco como refrigerante natural e est&aacute; tamb&eacute;m a ser desenvolvido um compressor de amon&iacute;aco de grande &aacute;rea. Um prot&oacute;tipo de 10 kW foi fabricado pela Samjung Tech e encontra-se atualmente em ensaios de demonstra&ccedil;&atilde;o.</p>

<p>A equipa de investiga&ccedil;&atilde;o redesenhou igualmente o leito de adsor&ccedil;&atilde;o, alcan&ccedil;ando uma pot&ecirc;ncia frigor&iacute;fica espec&iacute;fica de 346,5 W/kg. De acordo com o instituto sul-coreano, este valor corresponde a mais do dobro do desempenho de tecnologias compar&aacute;veis.</p>

<p>Outro elemento diferenciador &eacute; o compressor eletroqu&iacute;mico, que n&atilde;o possui componentes mec&acirc;nicos m&oacute;veis. Esta configura&ccedil;&atilde;o permite reduzir o consumo de eletricidade associado &agrave; compress&atilde;o e praticamente eliminar o ru&iacute;do e as vibra&ccedil;&otilde;es. O KIMM aponta, por isso, para aplica&ccedil;&otilde;es em ambientes sens&iacute;veis ao ru&iacute;do, como hospitais, escolas e &aacute;reas residenciais. Al&eacute;m disso, o instituto identifica os edif&iacute;cios comerciais e os centros de dados como potenciais campos de aplica&ccedil;&atilde;o da tecnologia.</p>
 ]]></description><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 09:21:54 GMT</pubDate></item><item><title>Eficiência energética na refrigeração industrial: estratégias para a descarbonização e resiliência operacional</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/eficiencia-energetica-na-refrigeracao-industrial/</link><guid isPermaLink='false'>3613</guid><description><![CDATA[<p></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/refrigeracao-industrial.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<p><strong>A refrigera&ccedil;&atilde;o &eacute; um componente essencial, embora por vezes subvalorizado, do consumo energ&eacute;tico industrial. Nos setores alimentar e das bebidas, qu&iacute;mico e farmac&ecirc;utico, os sistemas de refrigera&ccedil;&atilde;o garantem a qualidade dos produtos, permitem opera&ccedil;&otilde;es seguras e asseguram condi&ccedil;&otilde;es controladas de armazenamento e distribui&ccedil;&atilde;o. Estas fun&ccedil;&otilde;es s&atilde;o cr&iacute;ticas no Reino Unido e igualmente relevantes em Portugal, onde os setores agroalimentar, vitivin&iacute;cola, das pescas, da log&iacute;stica da cadeia de frio, farmac&ecirc;utico e qu&iacute;mico dependem de sistemas fi&aacute;veis de refrigera&ccedil;&atilde;o e controlo t&eacute;rmico de processos.</strong></p>

<p></p>

<h2>Introdu&ccedil;&atilde;o</h2>

<p>O contexto portugu&ecirc;s torna este tema particularmente importante. Portugal j&aacute; enfrenta temperaturas elevadas no ver&atilde;o, ondas de calor e uma crescente variabilidade clim&aacute;tica. Nos sistemas de refrigera&ccedil;&atilde;o, temperaturas ambiente mais elevadas aumentam o diferencial t&eacute;rmico entre evapora&ccedil;&atilde;o e rejei&ccedil;&atilde;o de calor, reduzindo o <em>Coe­fficient of Performance </em>(COP) e aumentando o consumo de energia el&eacute;trica dos compressores. Durante per&iacute;odos de calor extremo, a mesma instala&ccedil;&atilde;o frigor&iacute;fica pode enfrentar simultaneamente duas press&otilde;es: maior neces­sidade de arrefecimento e menor efici&ecirc;ncia operacional. Para instala&ccedil;&otilde;es industriais em funcionamento cont&iacute;nuo, isto tem implica&ccedil;&otilde;es nos custos energ&eacute;ticos, nos picos de consumo de eletricidade, na resili&ecirc;ncia operacional e nas emiss&otilde;es de gases com efeito de estufa.</p>

<p>Na Europa, a descarboniza&ccedil;&atilde;o industrial tem-se centra­do frequentemente nos processos de transfer&ecirc;ncia de calor e na substitui&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;veis f&oacute;sseis. Embora estas medidas continuem a ser essenciais, a refrigera&ccedil;&atilde;o merece uma aten&ccedil;&atilde;o equivalente. Em muitas instala&ccedil;&otilde;es industriais, a refrigera&ccedil;&atilde;o &eacute; um dos maiores consumido­res de eletricidade e pode operar 24 horas por dia. Estu­dos realizados em instala&ccedil;&otilde;es industriais no Reino Unido demonstram que &eacute; poss&iacute;vel alcan&ccedil;ar redu&ccedil;&otilde;es signifi­cativas no consumo energ&eacute;tico e nas emiss&otilde;es atrav&eacute;s da melhoria da opera&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o, de sistemas de controlo mais eficientes, de moderniza&ccedil;&otilde;es direciona­das e de melhor <em>design </em>das novas instala&ccedil;&otilde;es. Embora os dados tenham origem em instala&ccedil;&otilde;es brit&acirc;nicas, as conclus&otilde;es de engenharia s&atilde;o diretamente aplic&aacute;veis ao contexto portugu&ecirc;s e ao sul da Europa em geral.</p>

<p>Este artigo resume estrat&eacute;gias pr&aacute;ticas para melhorar a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica dos sistemas de refrigera&ccedil;&atilde;o in­dustrial e explora a forma como estas podem contribuir para a descarboniza&ccedil;&atilde;o e para a resili&ecirc;ncia operacional em climas “mais quentes”. As conclus&otilde;es apresentadas fazem parte do projeto <em>Transport, Industrial and Com­mercial Refrigeration (TICR)</em>, um projeto colaborativo li­derado pela autora e financiado pelo Departmento para a Energia e Seguran&ccedil;a Energ&eacute;tica do Reino Unido. Iniciado em 2022, o projeto apoia a estrat&eacute;gia brit&acirc;nica de neu­tralidade nas emiss&otilde;es de carbono atrav&eacute;s da an&aacute;lise do consumo energ&eacute;tico e das emiss&otilde;es associadas &agrave; refri­gera&ccedil;&atilde;o nos setores de transporte, industrial e comercial, particularmente em aplica&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis de descarbonizar.</p>

<h2>Processos industriais e refrigera&ccedil;&atilde;o</h2>

<p>A refrigera&ccedil;&atilde;o industrial abrange uma vasta gama de temperaturas e aplica&ccedil;&otilde;es. Na ind&uacute;stria alimentar e de bebidas, os processos mais comuns incluem refrigera­&ccedil;&atilde;o, congela&ccedil;&atilde;o, arrefecimento r&aacute;pido (<em>blast chilling</em>) e congela&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida (<em>blast freezing</em>). As aplica&ccedil;&otilde;es t&iacute;picas de refrigera&ccedil;&atilde;o (com temperaturas entre 0 °C e 5 °C) in­cluem carne, fruta, vegetais, latic&iacute;neos, cerveja, produtos de panifica&ccedil;&atilde;o e refei&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-preparadas. A congela&ccedil;&atilde;o ocorre geralmente abaixo de 0 °C e pode atingir cerca de -18 °C para muitos produtos alimentares, enquanto a congela&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida pode exigir temperaturas do ar entre -30 °C e -40 °C, ou inferiores, para congelar rapidamente os produtos e preservar a sua qualidade.</p>

<p>Na ind&uacute;stria qu&iacute;mica e farmac&ecirc;utica, os requisitos de refrigera&ccedil;&atilde;o podem ser ainda mais diversificados. (…)</p>

<p></p>

<h6><strong>Catarina Marques, </strong>Investigadora especializada em refrigera&ccedil;&atilde;o<br />
London South Bank University</h6>

<p></p>

<p></p>

<h5>Leia o artigo na integra na <a href="https://www.avacmagazine.pt/noticias/revista-n16-abril-junho-2026/" target="_blank">Avac Magazine nº 16, abril/ junho 2026</a></h5>

<p></p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 10:18:49 GMT</pubDate></item><item><title>26.as Jornadas de Climatização discutem descarbonização, CO2 e centros de dados</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/26as-jornadas-de-climatizacao/</link><guid isPermaLink='false'>3612</guid><description><![CDATA[<p></p>

<p></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/lnec-auditorio.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO SITE LNEC</span></p>

<p>Margarida Caferra</p>

<p><strong>As 26.as Jornadas de Climatiza&ccedil;&atilde;o e Refrigera&ccedil;&atilde;o realizam-se a 15 de outubro, no Laborat&oacute;rio Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa, com um programa dedicado &agrave; transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica, qualidade ambiental interior e sustentabilidade.</strong></p>

<p>Promovido pela Comiss&atilde;o de Especializa&ccedil;&atilde;o em Climatiza&ccedil;&atilde;o e Refrigera&ccedil;&atilde;o da Ordem dos Engenheiros, em colabora&ccedil;&atilde;o com a sec&ccedil;&atilde;o nacional da REHVA e o cap&iacute;tulo portugu&ecirc;s da ASHRAE, o encontro reunir&aacute; especialistas, investigadores, projetistas, fabricantes, instaladores, gestores de edif&iacute;cios e representantes da ind&uacute;stria.</p>

<p>A transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica estar&aacute; no centro das Jornadas, com particular aten&ccedil;&atilde;o &agrave; efici&ecirc;ncia dos sistemas, qualidade do ar interior, descarboniza&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios e das ind&uacute;strias, cadeia de frio e refrigerantes naturais. O programa abordar&aacute; ainda a pobreza energ&eacute;tica, bem como o papel das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e do financiamento na concretiza&ccedil;&atilde;o desta transforma&ccedil;&atilde;o.</p>

<p>Os trabalhos come&ccedil;am com uma sess&atilde;o institucional internacional, seguindo-se um primeiro painel dedicado &agrave; qualidade do ar interior e &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o de edif&iacute;cios e sistemas AVAC para a descarboniza&ccedil;&atilde;o. Entre as interven&ccedil;&otilde;es previstas encontram-se uma apresenta&ccedil;&atilde;o de Chandra Sekhar, professor no Department of the Built Environment da National University of Singapore, sobre auditoria da qualidade do ar interior em edif&iacute;cios, e uma sess&atilde;o de Eduardo Maldonado, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e diretor regional para a Regi&atilde;o XIV da ASHRAE, sobre a reabilita&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios e dos sistemas AVAC existentes.</p>

<p>A componente energ&eacute;tica dos centros de dados integra o segundo painel, que inclui interven&ccedil;&otilde;es sobre o papel destas infraestruturas na economia digital e sobre a sua modela&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica. O terceiro painel ser&aacute; dedicado &agrave; refrigera&ccedil;&atilde;o, com apresenta&ccedil;&otilde;es sobre sistemas frigor&iacute;ficos transcr&iacute;ticos com subarrefecimento mec&acirc;nico inteligente e instala&ccedil;&otilde;es de refrigera&ccedil;&atilde;o com CO2.</p>

<p>O <a href="https://www.ordemdosengenheiros.pt/pt/eventos/26-as-jornadas-de-climatizacao-e-refrigeracao/" target="_blank">programa</a> da tarde inclui ainda temas relacionados com o controlo do ambiente interior, solu&ccedil;&otilde;es integradas de climatiza&ccedil;&atilde;o para a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica e o impacto dos sistemas BMS na transi&ccedil;&atilde;o digital. As Jornadas terminam com uma homenagem ao engenheiro Serafim Gra&ntilde;a e a sess&atilde;o de encerramento.</p>

<p>Durante as Jornadas ser&aacute; tamb&eacute;m distribu&iacute;do aos participantes um livro t&eacute;cnico em l&iacute;ngua portuguesa, destinado &agrave; consulta e atualiza&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica. As inscri&ccedil;&otilde;es j&aacute; se encontram abertas e podem ser efetuadas atrav&eacute;s do site da <a href="https://www.ordemdosengenheiros.pt/pt/eventos/26-as-jornadas-de-climatizacao-e-refrigeracao/" target="_blank">Ordem dos Engenheiros</a>.</p>

<p></p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 09:54:44 GMT</pubDate></item><item><title>Data Centre World regressa a Londres em março de 2027</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/data-centre-world-regressa-a-londres-em-marco/</link><guid isPermaLink='false'>3611</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/datacenter-world.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>Em 2026, a feira dedicado aos atuais desafios da ind&uacute;stria dos centros de dados destacou temas como a gest&atilde;o t&eacute;rmica e o arrefecimento das infraestruturas.</strong></p>

<p>A pr&oacute;xima edi&ccedil;&atilde;o do <a href="https://www.techshowlondon.co.uk/data-centre-world" target="_blank">Data Centre World</a> realiza-se nos dias 10 e 11 de mar&ccedil;o de 2027 no Excel London. Integrado no Tech Show London, o evento ter&aacute; um programa centrado em temas como a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, o arrefecimento, a sustentabilidade e a adapta&ccedil;&atilde;o das infraestruturas &agrave;s exig&ecirc;ncias da intelig&ecirc;ncia artificial.</p>

<p>Em 2026, a feira incluiu sess&otilde;es especificamente dedicadas ao arrefecimento e &agrave; gest&atilde;o t&eacute;rmica, abordando desafios relacionados com torres de arrefecimento, <em>free cooling</em>, recupera&ccedil;&atilde;o de calor e prepara&ccedil;&atilde;o dos centros de dados para cargas de elevada densidade. O programa abordou tamb&eacute;m a evolu&ccedil;&atilde;o da infraestrutura el&eacute;trica, a qualidade da energia e diferentes estrat&eacute;gias para garantir resili&ecirc;ncia perante o aumento da procura.</p>

<p>Na edi&ccedil;&atilde;o 2027, decorrer&aacute; tamb&eacute;m a cerim&oacute;nia de entrega dos pr&eacute;mios Data Centre World Awards. O evento disponibiliza uma ferramenta de planeamento de reuni&otilde;es e contactos, e a organiza&ccedil;&atilde;o permite j&aacute; o <a href="https://www.techshowlondon.co.uk/register-interest-2027" target="_blank">registo de interesse para receber informa&ccedil;&atilde;o sobre a abertura das inscri&ccedil;&otilde;es.</a></p>

<p>Segundo informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis no site do evento, o Tech Show London 2026 registou mais de 31 200 visitantes e contou com mais de 450 oradores, distribu&iacute;dos por 15 espa&ccedil;os de confer&ecirc;ncia.</p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 14:08:01 GMT</pubDate></item><item><title>UNDP mobiliza 22,3 milhões de USD para a transição energética do setor do frio em África</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/undp-transicao-energetica-do-setor-do-frio-em-africa/</link><guid isPermaLink='false'>3610</guid><description><![CDATA[<p></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/energia-africa.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>Este financiamento dever&aacute; apoiar a melhoria da efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica do setor AVAC&R em &Aacute;frica e a implementa&ccedil;&atilde;o da Emenda de Kigali.</strong></p>

<p>O Fundo Multilateral para a implementa&ccedil;&atilde;o do Protocolo de Montreal aprovou um <a href="https://www.undp.org/africa/press-releases/undp-mobilizes-over-us22-million-africa-multilateral-fund-approves-landmark-cooling-and-ozone-protection-projects" target="_blank">pacote de 12 projetos em oito pa&iacute;ses africanos para a moderniza&ccedil;&atilde;o do setor do frio e da climatiza&ccedil;&atilde;o.</a> Neste contexto, foram mobilizados 22,3 milh&otilde;es de d&oacute;lares (cerca de 19 milh&otilde;es de euros) para apoiar estas iniciativas, promovidas pelo Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento (UNDP).</p>

<p>O financiamento pretende contribuir para a redu&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o de hidrofluorocarbonetos (HFC), para a melhoria da efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, para a implementa&ccedil;&atilde;o da Emenda de Kigali e para a ado&ccedil;&atilde;o de tecnologias de arrefecimento com menor impacto clim&aacute;tico. O investimento surge num contexto de crescimento da procura de solu&ccedil;&otilde;es de arrefecimento em &Aacute;frica, impulsionado pela urbaniza&ccedil;&atilde;o, pelo desenvolvimento econ&oacute;mico, pelas necessidades de conserva&ccedil;&atilde;o de alimentos e pelo aumento das temperaturas.</p>

<p>A maior fatia, de cerca de 18 milh&otilde;es de d&oacute;lares, ser&aacute; destinada &agrave; Nig&eacute;ria, com o objetivo de eliminar totalmente os HCFC no pa&iacute;s at&eacute; 2030. Al&eacute;m disso, ser&atilde;o refor&ccedil;ados os sistemas de regulamenta&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o, bem como as compet&ecirc;ncias dos profissionais dos setores da instala&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de equipamentos de ar condicionado. O programa dever&aacute; tamb&eacute;m acelerar a ado&ccedil;&atilde;o de refrigerantes e tecnologias com menor potencial de aquecimento global.</p>

<p>No Gana, a aprova&ccedil;&atilde;o de um fundo rotativo de 4 milh&otilde;es de d&oacute;lares introduz uma abordagem diferente: facilitar o financiamento da substitui&ccedil;&atilde;o de equipamentos de refrigera&ccedil;&atilde;o e climatiza&ccedil;&atilde;o obsoletos por solu&ccedil;&otilde;es mais eficientes. O mecanismo ser&aacute; implementado em parceria com dois bancos comerciais e destina-se, entre outros, a hot&eacute;is, supermercados e instala&ccedil;&otilde;es de armazenamento frigor&iacute;fico.</p>

<p>Por outro lado, a Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo e o Sud&atilde;o do Sul receber&atilde;o apoio para a elimina&ccedil;&atilde;o progressiva dos HCFC, enquanto o Qu&eacute;nia, Angola, a Eti&oacute;pia, a Guin&eacute;-Bissau e o Senegal beneficiar&atilde;o de financiamento para preparar projetos-piloto de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica aplicados &agrave; cadeia de frio.</p>
 ]]></description><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 10:48:07 GMT</pubDate></item><item><title>Fórum Sanitop 2026 decorre a 25 de setembro</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/forum-sanitop2026-decorre-a-25setembro/</link><guid isPermaLink='false'>3609</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/sanitop-evento.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>A Exposal&atilde;o da Batalha acolhe a edi&ccedil;&atilde;o deste ano do evento dirigido aos profissionais do setor das instala&ccedil;&otilde;es.</strong></p>

<p>Promovido pela Sanitop desde 2006, o <a href="https://www.sanitop.pt/Empresa/Forum-Sanitop" target="_blank">F&oacute;rum Sanitop 2026</a> realiza-se a 25 de setembro na Exposal&atilde;o da Batalha, e re&uacute;ne cerca de tr&ecirc;s mil profissionais ligados ao setor das instala&ccedil;&otilde;es.</p>

<p>O evento ocupar&aacute; os tr&ecirc;s pavilh&otilde;es da Exposal&atilde;o, com a participa&ccedil;&atilde;o confirmada de cerca de 100 marcas. A edi&ccedil;&atilde;o de 2026 ter&aacute; como mote “Em parceria com os profissionais – Assumir todos os desafios com os instaladores” e pretende constituir um espa&ccedil;o de contacto e partilha entre os diferentes intervenientes na cadeia de valor das instala&ccedil;&otilde;es.</p>

<p>Entre os temas em destaque est&atilde;o a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica e h&iacute;drica, as energias renov&aacute;veis, o conforto e os padr&otilde;es sanit&aacute;rios associados &agrave; qualidade de vida. Estas quest&otilde;es ser&atilde;o abordadas em quatro espa&ccedil;os de apresenta&ccedil;&otilde;es e palestras, com sess&otilde;es a decorrer ao longo do dia.</p>

<p>Segundo Johan Stevens, diretor executivo do grupo Sanitop, um dos objetivos do F&oacute;rum passa por refor&ccedil;ar a articula&ccedil;&atilde;o entre fabricantes e profissionais, nomeadamente atrav&eacute;s da partilha de conhecimento t&eacute;cnico e da apresenta&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es complementares.</p>

<p>Al&eacute;m da componente t&eacute;cnica, a edi&ccedil;&atilde;o deste ano incluir&aacute; atividades de conv&iacute;vio e um momento musical com o cantor Toy.</p>

<p>Fundada em 1993, a Sanitop atua na distribui&ccedil;&atilde;o de materiais para instala&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias e climatiza&ccedil;&atilde;o, abrangendo &aacute;reas como a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, as energias renov&aacute;veis, o conforto e a reabilita&ccedil;&atilde;o. Nos &uacute;ltimos anos, a empresa alargou tamb&eacute;m a sua atividade aos materiais el&eacute;tricos.</p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 10:39:54 GMT</pubDate></item><item><title>EHPA promove webinar sobre gémeos digitais aplicados a bombas de calor industriais</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/webinar-gemeos-digitais-aplicados-a-bombas-de-calor-industriais/</link><guid isPermaLink='false'>3608</guid><description><![CDATA[<p></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/gemeos-digitais-am.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO DC STUDIO/ MAGNIFIC.COM.BR</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>O encontro online decorre no &acirc;mbito do projeto europeu SPIRIT e da s&eacute;rie de webinars HEAT BIG da associa&ccedil;&atilde;o.</strong></p>

<p>No dia 18 de setembro, a European Heat Pump Association (EHPA) organiza o <em>webinar</em> intitulado <a href="https://ehpa.org/all-events/from-simulation-to-reality-digital-twins-for-industrial-heat-pumps/" target="_blank">“From Simulation to Reality: Digital Twins for Industrial Heat Pumps”</a>, dedicado &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de g&eacute;meos digitais na integra&ccedil;&atilde;o, monitoriza&ccedil;&atilde;o e opera&ccedil;&atilde;o de bombas de calor industriais. A sess&atilde;o realiza-se no &acirc;mbito do projeto europeu SPIRIT e da s&eacute;rie de <em>webinars</em> HEAT BIG da EHPA, entre as 9h00 e as 10h45 (hora de Portugal). A participa&ccedil;&atilde;o requer <a href="https://events.teams.microsoft.com/event/d81010a8-13a1-4a07-84b3-e16f94b21386@be738df7-00e9-427f-9d85-0585d4a07de4" target="_blank">inscri&ccedil;&atilde;o</a> pr&eacute;via atrav&eacute;s da p&aacute;gina do evento no site da EHPA.</p>

<p>O programa aborda a modela&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica e a forma como os modelos digitais de sistemas f&iacute;sicos podem ser utilizados para apoiar o projeto e a otimiza&ccedil;&atilde;o de instala&ccedil;&otilde;es. Est&atilde;o previstas apresenta&ccedil;&otilde;es dos g&eacute;meos digitais desenvolvidos para tr&ecirc;s unidades de demonstra&ccedil;&atilde;o do projeto SPIRIT, incluindo resultados de valida&ccedil;&atilde;o obtidos nas respetivas instala&ccedil;&otilde;es-piloto. A compara&ccedil;&atilde;o entre o desempenho modelado e os dados reais de opera&ccedil;&atilde;o ser&aacute; um dos temas em an&aacute;lise, a par da otimiza&ccedil;&atilde;o dos <em>set-points</em> dos sistemas de controlo e do estudo do comportamento das instala&ccedil;&otilde;es em condi&ccedil;&otilde;es de funcionamento estacion&aacute;rias e din&acirc;micas.</p>

<p>A sess&atilde;o come&ccedil;a com uma interven&ccedil;&atilde;o de Sonia Bianconi da EHPA sobre o enquadramento das bombas de calor industriais. De seguida, Manuel Graeber da TLK Energy apresenta os modelos digitais para bombas de calor industriais, desde a simula&ccedil;&atilde;o &agrave; otimiza&ccedil;&atilde;o.</p>

<p>Wouter de Vries da TNO apresenta o primeiro caso de demonstra&ccedil;&atilde;o, dedicado &agrave; integra&ccedil;&atilde;o de uma bomba de calor industrial no processamento de camar&atilde;o. Segue-se a apresenta&ccedil;&atilde;o de Emil Navntoft Pedersen do Danish Technological Institute sobre a aplica&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car. Por fim, Jens Oliver Gollasch do DLR apresenta a abordagem de modela&ccedil;&atilde;o utilizada no terceiro caso, relativo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de papel.</p>

<p>Al&eacute;m da an&aacute;lise t&eacute;cnica dos modelos, o <em>webinar</em> dever&aacute; abordar a utiliza&ccedil;&atilde;o da modela&ccedil;&atilde;o digital para obter, numa fase inicial, estimativas sobre o desempenho, as poupan&ccedil;as de energia e de combust&iacute;vel, os custos e as redu&ccedil;&otilde;es de emiss&otilde;es de CO2 em diferentes processos industriais.</p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:06:09 GMT</pubDate></item><item><title>Mercado AVAC espanhol cresce 11,4 % em 2025</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/mercado-avac-espanhol-cresce-em-2025/</link><guid isPermaLink='false'>3607</guid><description><![CDATA[<p></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/mercado-espanhol.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<p style="text-align: right;"></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>O mercado espanhol de climatiza&ccedil;&atilde;o registou um crescimento agregado de 11,4 % em 2025, segundo o relat&oacute;rio da AFEC, atualizado em agosto de 2026. A evolu&ccedil;&atilde;o foi acompanhada por altera&ccedil;&otilde;es na composi&ccedil;&atilde;o do mercado e pelo avan&ccedil;o da eletrifica&ccedil;&atilde;o, digitaliza&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o dos sistemas.</strong></p>

<p>O mercado AVAC em Espanha cresceu 11,4 % em 2025, de acordo com os dados<em> sell-in</em> da Asociaci&oacute;n de Fabricantes de Equipos de Climatizaci&oacute;n, AFEC. O resultado acompanha uma recomposi&ccedil;&atilde;o do mercado, que evolui de uma l&oacute;gica centrada nos equipamentos para uma abordagem com maior peso da integra&ccedil;&atilde;o, opera&ccedil;&atilde;o e dados.</p>

<p>Entre os diferentes segmentos analisados, os equipamentos de climatiza&ccedil;&atilde;o, bombas de calor e produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas quentes sanit&aacute;rias cresceram 6,5 % em 2025, depois do ajustamento registado no ano anterior. Segundo a AFEC, a evolu&ccedil;&atilde;o acompanha a crescente ado&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es de bombas de calor aerot&eacute;rmicas e geot&eacute;rmicas, com um crescimento semelhante nos segmentos residencial, comercial e industrial.</p>

<p>No tratamento e distribui&ccedil;&atilde;o de ar, o mercado das unidades de tratamento de ar e das unidades de ventila&ccedil;&atilde;o com recupera&ccedil;&atilde;o de calor apresentou uma evolu&ccedil;&atilde;o de 0,9 %. A ventila&ccedil;&atilde;o residencial e industrial e as unidades de recupera&ccedil;&atilde;o de calor registaram, contudo, um crescimento associado, entre outros fatores, &agrave; procura dos centros de dados, &agrave;s exig&ecirc;ncias operacionais da ind&uacute;stria e ao enquadramento regulamentar.</p>

<p>A digitaliza&ccedil;&atilde;o assume tamb&eacute;m maior peso na evolu&ccedil;&atilde;o do setor. A regula&ccedil;&atilde;o e controlo, a interoperabilidade e a verifica&ccedil;&atilde;o do desempenho em funcionamento ganham relev&acirc;ncia num contexto em que a integra&ccedil;&atilde;o dos sistemas procura aproximar a capacidade instalada do desempenho efetivo.</p>

<p>A evolu&ccedil;&atilde;o do mercado &eacute; ainda marcada pela implementa&ccedil;&atilde;o da diretiva relativa ao Desempenho Energ&eacute;tico dos Edif&iacute;cios (EPBD), pelo refor&ccedil;o dos Certificados de Poupan&ccedil;a Energ&eacute;tica em Espanha e pelo impulso europeu &agrave; eletrifica&ccedil;&atilde;o. A revis&atilde;o dos fatores de convers&atilde;o de energia prim&aacute;ria integra tamb&eacute;m este enquadramento.</p>

<p>No mercado europeu das bombas de calor, as vendas cresceram 13 % em 2025, atingindo 2,9 milh&otilde;es de unidades em 21 pa&iacute;ses europeus, num contexto de recupera&ccedil;&atilde;o deste mercado.</p>

<p>Em 2026, a eletrifica&ccedil;&atilde;o, a integra&ccedil;&atilde;o dos sistemas e o desempenho em condi&ccedil;&otilde;es reais de funcionamento mant&ecirc;m-se entre os fatores que marcam a evolu&ccedil;&atilde;o do setor, num contexto condicionado pela regulamenta&ccedil;&atilde;o, pelos sinais econ&oacute;micos, pelo financiamento, pela tecnologia e pela capacidade de execu&ccedil;&atilde;o.</p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 11:49:42 GMT</pubDate></item><item><title>GREE lança solução Multi + AQS num único sistema</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/gree-lanca-solucao-multi-aqs-num-unico-sistema/</link><guid isPermaLink='false'>3606</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/Ambiente-MARINA-1200x675.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<p>Chroistina Genet</p>

<p><strong>O equipamento integra a gama Free Match e oferece cinco modos de funcionamento distintos, combinando climatiza&ccedil;&atilde;o e &aacute;gua quente sanit&aacute;ria.</strong></p>

<p>A GREE apresenta a solu&ccedil;&atilde;o de climatiza&ccedil;&atilde;o Multi + AQS, integrada na gama Free Match e concebida para habita&ccedil;&otilde;es, pequenos edif&iacute;cios e espa&ccedil;os comerciais. O sistema diferencia-se pela disponibilidade de cinco modos de funcionamento: apenas frio, apenas aquecimento, apenas AQS, frio + AQS e aquecimento + AQS. Esta versatilidade permite adaptar o modelo &agrave;s diferentes necessidades sazonais e aos v&aacute;rios perfis de utiliza&ccedil;&atilde;o.</p>

<p>No modo de arrefecimento com produ&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de AQS, a solu&ccedil;&atilde;o destaca-se pela recupera&ccedil;&atilde;o de calor. Parte da energia t&eacute;rmica gerada durante o processo de climatiza&ccedil;&atilde;o, que normalmente seria dissipada pela unidade exterior, &eacute; aproveitada para aquecer a &aacute;gua no dep&oacute;sito termodin&acirc;mico, contribuindo para uma utiliza&ccedil;&atilde;o mais eficiente da energia dispon&iacute;vel.</p>

<p>A produ&ccedil;&atilde;o de AQS &eacute; assegurada pela unidade MARINA, um dep&oacute;sito com capacidade de 185 litros e um V40 de 225 litros. Entre as suas caracter&iacute;sticas destacam-se a produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua a temperaturas entre +35 °C e +55 °C, a prote&ccedil;&atilde;o IPX4, a utiliza&ccedil;&atilde;o de refrigerante R32, a conectividade Wi-Fi, o controlo de parede, a fun&ccedil;&atilde;o turbo e a esteriliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua. A unidade pode ainda ser configurada com unidades exteriores espec&iacute;ficas para a produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua quente, com capacidades de 36 e 42 kBtu.</p>

<p>Por outro lado, a gama Free Match permite ligar at&eacute; cinco unidades interiores a uma unidade exterior, com combina&ccedil;&otilde;es entre unidades murais, cassetes, condutas, consolas e modelos de ch&atilde;o/teto. Esta modularidade facilita a adapta&ccedil;&atilde;o do sistema a diferentes tipologias de espa&ccedil;os e necessidades de zonamento, detalha a marca em comunicado.</p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 10:36:11 GMT</pubDate></item><item><title>EFRIARC reúne soluções avançadas de climatização no Porto</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/efriarc-reune-solucoes-avancadas-de-climatizacao-no-porto/</link><guid isPermaLink='false'>3605</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/ac-porto.jpg" style="width: 700px; height: 340px;" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO HOTEL AC PORTO</span></p>

<h6>Margarida Caferra</h6>

<p></p>

<p><strong>A EFRIARC promove, a 10 de setembro, no Porto, uma tarde t&eacute;cnica dedicada a produtos tecnologicamente avan&ccedil;ados para o setor AVAC. O encontro re&uacute;ne solu&ccedil;&otilde;es de tratamento de ar, controlo, sistemas h&iacute;bridos, recupera&ccedil;&atilde;o de calor, <em>chillers</em> e climatiza&ccedil;&atilde;o integrada. </strong></p>

<p>A Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa dos Engenheiros de Frio Industrial e Ar Condicionado (EFRIARC) realiza, a 10 de setembro, no Hotel AC Porto, uma <a href="https://efriarc.pt/product/tarde-tecnica-produtos-tecnologicamente-avancados-4/" target="_blank">tarde t&eacute;cnica</a> subordinada ao tema “Produtos Tecnologicamente Avan&ccedil;ados”. A sess&atilde;o tem in&iacute;cio &agrave;s 14h e re&uacute;ne v&aacute;rias empresas do setor.</p>

<p>Ap&oacute;s as boas-vindas da Dire&ccedil;&atilde;o da EFRIARC, a abertura fica a cargo de Miguel Cavique, coordenador da iniciativa. Nicolau Monteiro, da ARFIT, d&aacute; in&iacute;cio ao programa t&eacute;cnico com o Wallfit, dedicado &agrave; otimiza&ccedil;&atilde;o de sistemas de tratamento de ar, seguindo-se Daniel Malveiro, da BAXI, com o HSC, Hybrid System Controller.</p>

<p>Daniel Valente, da Panasonic, centra a interven&ccedil;&atilde;o nas solu&ccedil;&otilde;es de controlo, desde sistemas em cascata &agrave; integra&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplos sistemas. Depois do <em>coffee break</em>, Diogo Joaquim, da Samsung, d&aacute; a conhecer o EHS Quint, com recupera&ccedil;&atilde;o de calor.</p>

<p>O programa prossegue com Ricardo Br&aacute;s, da CEST, a abordar o AERMEC NSMJ, um <em>chiller</em> com compressor de parafuso invertido. Ana Guimar&atilde;es, da REDGE, falar&aacute; sobre o EVIO RoofTop R32/R290. Por fim, Paulo Bessa, da SGT Midea, apresentar&aacute; o H-Pack, destinado &agrave; climatiza&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o integrada de &aacute;guas quentes sanit&aacute;rias.</p>

<p>A participa&ccedil;&atilde;o na tarde t&eacute;cnica &eacute; gratuita, estando o encerramento previsto para as 17h10, a cargo da Dire&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o T&eacute;cnica da EFRIARC.</p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 11:28:36 GMT</pubDate></item><item><title>Equipa da SDU repensa a tecnologia dos ejetores</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/equipa-sdu-repensa-tecnologia-dos-ejetores/</link><guid isPermaLink='false'>3604</guid><description><![CDATA[<p></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/equipa_SDU.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>A nova abordagem permite controlar ativamente o equil&iacute;brio entre l&iacute;quido e vapor no interior do componente, com potencial de aplica&ccedil;&atilde;o em sistemas t&eacute;rmicos. </strong></p>

<p>Investigadores da University of Southern Denmark (SDU) desenvolveram o <a href="https://www.sdu.dk/en/om-sdu/fakulteterne/teknik/nyt_fra_det_tekniske_fakultet/sdu-forskere-gentaenker-naesten-100-aar-gammel-energiteknologi" target="_blank">Jetjector, uma tecnologia que combina o princ&iacute;pio do ejetor convencional com uma unidade de deflex&atilde;o do jato.</a> Segundo a universidade, esta abordagem poder&aacute; contribuir para otimizar sistemas de energia t&eacute;rmica, incluindo aplica&ccedil;&otilde;es AVAC e de refrigera&ccedil;&atilde;o. Os primeiros resultados laboratoriais apontam para melhorias de efici&ecirc;ncia entre 2,2 % e 12,3 %.</p>

<p>A tecnologia dos ejetores &eacute; utilizada h&aacute; d&eacute;cadas em sistemas de aquecimento, arrefecimento e diversos processos industriais. O seu funcionamento baseia-se na utiliza&ccedil;&atilde;o de diferen&ccedil;as de press&atilde;o para movimentar l&iacute;quidos e gases, sem necessidade de uma fonte adicional de energia mec&acirc;nica ou el&eacute;trica. At&eacute; agora, a otimiza&ccedil;&atilde;o destes componentes tem assentado essencialmente em dois par&acirc;metros: a capacidade de aumentar a press&atilde;o e a quantidade de fluido transportado.</p>

<p>O Jetjector introduz um terceiro elemento. Gra&ccedil;as a uma unidade de deflex&atilde;o do jato especificamente concebida para o efeito, torna-se poss&iacute;vel controlar ativamente o equil&iacute;brio entre l&iacute;quido e vapor no interior do componente. Esta capacidade poder&aacute; ser relevante em sistemas t&eacute;rmicos nos quais os fen&oacute;menos de mudan&ccedil;a de fase desempenham um papel importante.</p>

<p>O conceito foi desenvolvido pelo professor assistente Baris Burak Kanbur e pelo assistente de investiga&ccedil;&atilde;o S&oslash;ren Sch&oslash;ler Sundall, do departamento de Engenharia Mec&acirc;nica da SDU. At&eacute; ao momento, o Jetjector foi testado com &aacute;gua e vapor de &aacute;gua, tanto em simula&ccedil;&otilde;es computacionais como em laborat&oacute;rio. A pr&oacute;xima fase passar&aacute; por estudar o seu comportamento com outros fluidos de trabalho, incluindo refrigerantes com baixo potencial de aquecimento global, e aprofundar a compreens&atilde;o dos mecanismos f&iacute;sicos envolvidos, explicam os investigadores em comunicado.</p>

<p>Entre as aplica&ccedil;&otilde;es potenciais apontadas pela equipa, encontram-se o arrefecimento de centros de dados, a refrigera&ccedil;&atilde;o industrial, a dessaliniza&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua do mar e outros sistemas de energia t&eacute;rmica. Para o setor AVAC, a inova&ccedil;&atilde;o destaca-se sobretudo por abrir uma nova via de otimiza&ccedil;&atilde;o dos ejetores: melhorar o desempenho de uma tecnologia existente e acrescentar-lhe uma nova capacidade de controlo.</p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 14:54:45 GMT</pubDate></item><item><title>Uma instalação de referência em refrigeração transcrítica a CO2</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/uma-instalacao-de-referencia-em-refrigeracao-transcritica-a-co2/</link><guid isPermaLink='false'>3603</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/Danfoss smart store.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<p><strong>Caso de estudo: Dinamarca – arquitetura, opera&ccedil;&atilde;o e efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica</strong></p>

<p>O presente artigo apresenta a an&aacute;lise t&eacute;cnica aprofundada de uma instala&ccedil;&atilde;o de refrigera&ccedil;&atilde;o transcr&iacute;tica a CO2 (R-744) de refer&ecirc;ncia mundial, implementada na sede da Danfoss na Dinamarca e dispon&iacute;vel para visita t&eacute;cnica e forma&ccedil;&atilde;o profissional.</p>

<p>Trata-se de um supermercado real, concebido para integrar grande parte das solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas atualmente dispon&iacute;veis para sistemas de CO2: circuitos de temperatura interm&eacute;dia (IT), m&eacute;dia temperatura (MT) e baixa temperatura (LT) com varia&ccedil;&atilde;o de velocidade individual por compressor; ejetores do tipo combi e <em>all-in-line </em>para apoio ao ar condicionado; produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua quente por recupera&ccedil;&atilde;o de calor (HRU); <em>gascooler </em>adiab&aacute;tico; e fonte t&eacute;rmica dedicada para descongela&ccedil;&atilde;o.</p>

<p>S&atilde;o apresentados e analisados os dados operacionais reais extra&iacute;dos do sistema de monitoriza&ccedil;&atilde;o da instala&ccedil;&atilde;o, incluindo press&otilde;es de opera&ccedil;&atilde;o, temperaturas, sobreaquecimentos, capacidades e diagrama press&atilde;o-entalpia (P-h) do ciclo transcr&iacute;tico. Discutem-se as implica&ccedil;&otilde;es para o projeto de novas instala&ccedil;&otilde;es comerciais em Portugal, com base na experi&ecirc;ncia acumulada.</p>

<p></p>

<h2>Introdu&ccedil;&atilde;o</h2>

<p>A Dinamarca tem-se afirmado como um dos mercados europeus mais avan&ccedil;ados na ado&ccedil;&atilde;o de sistemas de re­frigera&ccedil;&atilde;o com fluidos naturais. A Danfoss A/S, com sede em Nordborg, &eacute; um dos principais fabricantes mundiais de componentes para refrigera&ccedil;&atilde;o e AVAC. Esta instala­&ccedil;&atilde;o &eacute; um laborat&oacute;rio de investiga&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento que reproduz fielmente um supermercado real equipado com grande parte das solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas dispon&iacute;veis para o CO2 transcr&iacute;tico.</p>

<p>Esta instala&ccedil;&atilde;o constitui um recurso formativo de refer&ecirc;ncia para engenheiros, t&eacute;cnicos e decisores do setor a n&iacute;vel mundial, sendo poss&iacute;vel solicitar visita t&eacute;cnica. A Gesticool, no &acirc;mbito da sua pol&iacute;tica de atualiza&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica permanente e da introdu&ccedil;&atilde;o das mais recentes tecnologias de CO2 no mercado portugu&ecirc;s, tomou esta instala&ccedil;&atilde;o como refer&ecirc;ncia de projeto para novos desen­volvimentos em Portugal.</p>

<p>O presente artigo estrutura-se em torno da an&aacute;lise t&eacute;c­nica detalhada desta instala&ccedil;&atilde;o: a primeira sec&ccedil;&atilde;o des­creve a arquitetura do sistema; a segunda analisa os da­dos operacionais reais do sistema de monitoriza&ccedil;&atilde;o; a terceira detalha os subsistemas de valor acrescentado (ejetores, HRU, <em>gascooler </em>adiab&aacute;tico); e a quarta discute as conclus&otilde;es e as implica&ccedil;&otilde;es para o projeto de insta­la&ccedil;&otilde;es em Portugal.</p>

<p></p>

<h2>Arquitetura dos sitema - vis&atilde;o geral</h2>

<p>A instala&ccedil;&atilde;o &eacute; um sistema <em>booster </em>a CO2 funcionando em regime transcr&iacute;tico que serve em simult&acirc;neo tr&ecirc;s n&iacute;veis de temperatura, integra ar condicionado, produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua quente e descongela&ccedil;&atilde;o. A Figura 1 reproduz o diagrama funcional da instala&ccedil;&atilde;o tal como visualizado no sistema de monitoriza&ccedil;&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es reais de opera&ccedil;&atilde;o.</p>

<p></p>

<p><strong>Circuitos frigor&iacute;ficos </strong></p>

<p>A instala&ccedil;&atilde;o disp&otilde;e de tr&ecirc;s circuitos frigor&iacute;ficos distintos, correspondentes a tr&ecirc;s n&iacute;veis de temperatura de evapo­ra&ccedil;&atilde;o:</p>

<ul>
	<li>Temperatura Interm&eacute;dia (IT) — circuito de ar condi­cionado, com dois compressores IT1 e IT2, operando &agrave; data de recolha de dados com capacidade 0 %, indi­cando aus&ecirc;ncia de carga de arrefecimento de conforto;</li>
	<li>M&eacute;dia Temperatura (MT) — circuito de refrigerados (bal­c&otilde;es, vitrines, c&acirc;maras MT), servido por dois compres­sores MT1 e MT2. No momento de recolha, MT1 operava a 60 % de capacidade e MT2 estava parado (0 %). Tempe­ratura de descarga MT: 88,2 °C (Sd MT). Temperatura de aspira&ccedil;&atilde;o: –1,6 °C (T0-MT); sobreaquecimento MT: 23,4 K. Press&atilde;o de aspira&ccedil;&atilde;o MT: 32,38 bar (Po MT);</li>
	<li>Baixa Temperatura (LT) — circuito de congelados (ilhas de congelados, arcas), com dois compressores LT1 e LT2. LT1 estava em 0 % e LT2 operava a 57 % de capacidade. Temperatura de aspira&ccedil;&atilde;o LT: –25,6°C; sobreaquecimen­to LT: 30,6 K. Temperatura de descarga LT: 68,4°C (Sd LT). Press&atilde;o de aspira&ccedil;&atilde;o LT: 15,3 bar (Po LT).</li>
</ul>

<p><strong>Varia&ccedil;&atilde;o de velocidade por compressor </strong></p>

<p>Uma das caracter&iacute;sticas de destaque desta instala&ccedil;&atilde;o &eacute; a disponibilidade de variador de velocidade (VSD – <em>Varia­ble Speed Drive</em>) individual para cada compressor, inde­pendentemente do circuito a que pertence ­ <a href="https://www.avacmagazine.pt/noticias/revista-n16-abril-junho-2026/" target="_blank">(…)</a></p>

<p></p>

<h6>Equipa t&eacute;cnica da Gesticool em colabora&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica com a Danfoss A/S<br />
<strong>Carlos Alves</strong>, Gesticool, Engenheiro & Diretor Comercial<br />
<strong>Paulo Monteiro</strong>, Danfoss, Engenheiro & Delegado Comercial</h6>

<p></p>

<p></p>

<h5>Leia o artigo na integra na <a href="https://www.avacmagazine.pt/noticias/revista-n16-abril-junho-2026/" target="_blank">Avac Magazine nº 16, abril/ junho 2026</a></h5>
 ]]></description><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 13:35:27 GMT</pubDate></item><item><title>AIPOR promove conferência sobre instalações técnicas especiais</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/conferencia-instalacoes-tecnicas-especiais/</link><guid isPermaLink='false'>3602</guid><description><![CDATA[<p></p>

<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/instalacoes-tecnicas-especiais.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">FOTO JARMOLUK/ PIXABAY</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>O evento realiza-se no dia 23 de setembro por ocasi&atilde;o da ENERH2O, feira dedicada &agrave; inova&ccedil;&atilde;o e &agrave; tecnologia nos setores da energia, da &aacute;gua e da climatiza&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel.</strong></p>

<p>No &acirc;mbito da edi&ccedil;&atilde;o de 2026 da ENERH2O, a AIPOR – Associa&ccedil;&atilde;o dos Instaladores de Portugal organiza, a 23 de setembro, uma confer&ecirc;ncia dedicada &agrave;s Instala&ccedil;&otilde;es T&eacute;cnicas Especiais. A sess&atilde;o decorrer&aacute; entre as 12h00 e as 13h00 na Sala Solar Shop no recinto da Exponor no Porto, e destacar&aacute; a import&acirc;ncia da certifica&ccedil;&atilde;o face os desafios t&eacute;cnicos e clim&aacute;ticos.</p>

<p>A confer&ecirc;ncia ter&aacute; como orador principal Tiago Oliveira, atual Vice-Presidente da Assembleia Geral da AIPOR, que apresentar&aacute; o Organismo de Certifica&ccedil;&atilde;o de Pessoas (OCP) da associa&ccedil;&atilde;o e as certifica&ccedil;&otilde;es disponibilizadas do A1 ao E. Ser&aacute; ainda abordada a rela&ccedil;&atilde;o entre a certifica&ccedil;&atilde;o e as exig&ecirc;ncias regulamentares decorrentes do Regulamento de Execu&ccedil;&atilde;o (UE) 2024/2215.</p>

<p>A iniciativa realiza-se no &acirc;mbito da 4.ª edi&ccedil;&atilde;o da ENERH2O, feira de inova&ccedil;&atilde;o e tecnologia em energia e &aacute;gua, que decorrer&aacute; nos dias 23 e 24 de setembro de 2026 na Exponor no Porto. A edi&ccedil;&atilde;o deste ano inclui temas como a climatiza&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel e de baixo carbono, a digitaliza&ccedil;&atilde;o, a economia circular, as energias renov&aacute;veis, o armazenamento de energia, o hidrog&eacute;nio e a gest&atilde;o e o tratamento da &aacute;gua.</p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 14:26:06 GMT</pubDate></item><item><title>Bombas de calor para descarbonizar as redes de energia térmica</title><link>https://www.avacmagazine.pt/noticias/bombas-de-calor-para-descarbonizar-redes-de-energia-termica/</link><guid isPermaLink='false'>3601</guid><description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img alt="" src="https://www.avacmagazine.pt/userfiles/images/blog/posts/bombas-energia-termica.jpg" /></p>

<p style="text-align: right;"><span style="font-size:9px;">D.R.</span></p>

<p>Christina Genet</p>

<p><strong>O potencial destes equipamentos depende tamb&eacute;m da integra&ccedil;&atilde;o com armazenamento t&eacute;rmico, energia renov&aacute;vel e sistemas digitais de gest&atilde;o.</strong></p>

<p>As bombas de calor de grande escala podem apoiar a transforma&ccedil;&atilde;o das redes de aquecimento urbano, segundo um artigo do programa <a href="https://heatpumpingtechnologies.org/heat-pumps-move-to-the-centre-of-district-energy-how-electrified-heat-is-reshaping-the-decarbonisation-agenda/" target="_blank">Heat Pumping Technologies (HPT)</a> baseado no relat&oacute;rio <a href="https://www.iea.org/reports/renewables-in-district-energy" target="_blank">Renewables in District Energy da Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia (IEA).</a> O artigo analisa o potencial da eletrifica&ccedil;&atilde;o do calor para a descarboniza&ccedil;&atilde;o dos sistemas de energia t&eacute;rmica.</p>

<p>Apesar do forte crescimento da capacidade solar fotovoltaica e e&oacute;lica, a participa&ccedil;&atilde;o das energias renov&aacute;veis no aquecimento urbano manteve-se praticamente inalterada nos &uacute;ltimos anos. Segundo o relat&oacute;rio, as pol&iacute;ticas atuais apontam para um crescimento de apenas 10 % at&eacute; 2030. Ao mesmo tempo, o n&uacute;mero de consumidores ligados a redes de aquecimento urbano dever&aacute; aumentar cerca de 8 %, para aproximadamente 650 milh&otilde;es de pessoas.</p>

<p>Segundo os autores do artigo, &eacute; neste contexto que as bombas de calor ganham relev&acirc;ncia. Esta tecnologia permite aproveitar o calor residual industrial, as &aacute;guas residuais, a &aacute;gua do mar e a energia geot&eacute;rmica. As unidades de grande escala atualmente dispon&iacute;veis podem fornecer &aacute;gua entre 60 e 90 °C, embora temperaturas de fornecimento mais elevadas possam penalizar a efici&ecirc;ncia. Quanto maior for a temperatura da fonte e menor for a temperatura de distribui&ccedil;&atilde;o, menor ser&aacute; o <em>temperature lift</em> exigido &agrave; bomba de calor e consequentemente maior o seu desempenho, escrevem os autores.</p>

<h2>Armazenamento t&eacute;rmico para maior flexibilidade</h2>

<p>A competitividade, contudo, tamb&eacute;m depende da rela&ccedil;&atilde;o entre o pre&ccedil;o da eletricidade e o dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis. Quando a eletricidade custa duas a quatro vezes mais por unidade de calor &uacute;til do que o g&aacute;s natural, as bombas de calor enfrentam dificuldades econ&oacute;micas, sobretudo em redes de alta temperatura. Tarifas hor&aacute;rias ou indexadas ao mercado grossista, encargos de rede mais baixos para cargas flex&iacute;veis e eletricidade renov&aacute;vel a baixo custo podem alterar esta equa&ccedil;&atilde;o.</p>

<p>As solu&ccedil;&otilde;es de armazenamento t&eacute;rmico podem ajudar a aproveitar per&iacute;odos de eletricidade excedent&aacute;ria ou de pre&ccedil;os baixos, destacam os autores. A digitaliza&ccedil;&atilde;o acrescenta uma camada de otimiza&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de sensores inteligentes, an&aacute;lise de dados, manuten&ccedil;&atilde;o preditiva e controlo das temperaturas em tempo real. Os centros de dados constituem outra oportunidade emergente. Uma vez que rejeitam praticamente toda a eletricidade consumida sob a forma de calor de baixa temperatura, podem tornar-se fontes para redes pr&oacute;ximas, recorrendo a permutadores de calor e, quando necess&aacute;rio, a bombas de calor.</p>

<p>Segundo o relat&oacute;rio do programa Heat Pumping Technologies, a pr&oacute;xima fase da descarboniza&ccedil;&atilde;o das redes t&eacute;rmicas depender&aacute; menos da evolu&ccedil;&atilde;o isolada daas bombas de calor de grande escala e mais da capacidade de integrar bombas de calor, redes, armazenamento, eletricidade renov&aacute;vel e sistemas digitais num &uacute;nico sistema energ&eacute;tico flex&iacute;vel.</p>

<p></p>
 ]]></description><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 11:59:13 GMT</pubDate></item></channel></rss>