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 <title>DÁ FALA</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/taxonomy/term/33/0</link>
 <description>Blogue de cultura contemporânea africana</description>
 <language>pt-pt</language>
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 <title>Cinemateca lança edição dedicada a Billy Woodberry</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/cinemateca-lanca-edicao-dedicada-a-billy-woodberry</link>
 <description>&lt;p&gt;A Cinemateca Portuguesa apresenta no próximo sábado, dia 20 de junho às 17h na livraria Linha de Sombra, uma nova edição dedicada à obra de Billy Woodberry. A mais recente publicação resulta do programa “realizador convidado” de junho de 2025, que trouxe às salas da Cinemateca o realizador norte-americano onde propôs, na companhia de vários convidados especiais, uma viagem pessoal pelo seu cinema e inspirações suas.&lt;br /&gt;Atualmente a viver e trabalhar em Lisboa, Billy Woodberry nasceu em 1950 em Dallas e ficou associado à designada “L.A. Rebellion”, fundamental na representação das vidas e comunidades afro-americanas, asiático-americanos, latino-americanas e de americanos nativos, surgido no seio da UCLA, na Califórnia, nos anos 1970-80. Nos últimos anos tem vindo a dedicar-se a um cinema mais documental, realizando filmes que dialogam com a História, a cultura afro-americana ou as questões coloniais, incluindo as questões coloniais portuguesas, a partir de um trabalho sobre imagens de arquivo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Com o formato de “livro de bolso”, esta edição bilingue reúne textos e entrevistas originais ou inéditos em português com a participação de, entre outros, Maria João Madeira (programadora do ciclo e organizadora da edição), Andy Rector, Sylvain George, Maria do Carmo Piçarra, Luís Mendonça, Josslyn Luckett, Giovanni Vimercati, Valteri Lepistö, além do próprio Billy Woodberry.&lt;br /&gt;Para assinalar o lançamento, às 18h haverá uma sessão dupla integrada na rubrica COM A LINHA DE SOMBRA, com os títulos A STORY FROM AFRICA, de Billy Woodberry, e NOTRE MUSIQUE, de Jean-Luc Godard (a apresentar numa magnífica cópia 35mm, legendada em inglês e eletronicamente em português).&lt;br /&gt;Veja &lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.cinemateca.pt/CinematecaSite/media/Documentos/Livro-Billy-Woodberry-MIOLO_-div.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; algumas páginas da&amp;nbsp;edição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/convite_bw_1.png" alt="" width="590" height="842" /&gt;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/billy-woodberry">billy woodberry</category>
 <content:encoded>&lt;p&gt;A Cinemateca Portuguesa apresenta no próximo sábado, dia 20 de junho às 17h na livraria Linha de Sombra, uma nova edição dedicada à obra de Billy Woodberry. A mais recente publicação resulta do programa “realizador convidado” de junho de 2025, que trouxe às salas da Cinemateca o realizador norte-americano onde propôs, na companhia de vários convidados especiais, uma viagem pessoal pelo seu cinema e inspirações suas.&lt;br /&gt;Atualmente a viver e trabalhar em Lisboa, Billy Woodberry nasceu em 1950 em Dallas e ficou associado à designada “L.A. Rebellion”, fundamental na representação das vidas e comunidades afro-americanas, asiático-americanos, latino-americanas e de americanos nativos, surgido no seio da UCLA, na Califórnia, nos anos 1970-80. Nos últimos anos tem vindo a dedicar-se a um cinema mais documental, realizando filmes que dialogam com a História, a cultura afro-americana ou as questões coloniais, incluindo as questões coloniais portuguesas, a partir de um trabalho sobre imagens de arquivo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Com o formato de “livro de bolso”, esta edição bilingue reúne textos e entrevistas originais ou inéditos em português com a participação de, entre outros, Maria João Madeira (programadora do ciclo e organizadora da edição), Andy Rector, Sylvain George, Maria do Carmo Piçarra, Luís Mendonça, Josslyn Luckett, Giovanni Vimercati, Valteri Lepistö, além do próprio Billy Woodberry.&lt;br /&gt;Para assinalar o lançamento, às 18h haverá uma sessão dupla integrada na rubrica COM A LINHA DE SOMBRA, com os títulos A STORY FROM AFRICA, de Billy Woodberry, e NOTRE MUSIQUE, de Jean-Luc Godard (a apresentar numa magnífica cópia 35mm, legendada em inglês e eletronicamente em português).&lt;br /&gt;Veja &lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.cinemateca.pt/CinematecaSite/media/Documentos/Livro-Billy-Woodberry-MIOLO_-div.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; algumas páginas da&amp;nbsp;edição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/convite_bw_1.png" alt="" width="590" height="842" /&gt;&lt;/p&gt;
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 <pubDate>Mon, 21 Sep 2026 08:08:10 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Contemporânea leva a Lisboa e ao Porto um programa de performances sobre memória resistência e transformação</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/contemporanea-leva-a-lisboa-e-ao-porto-um-programa-de-performances-sobre-memoria-resistencia</link>
 <description>&lt;p class="p1"&gt;&lt;span&gt;Com curadoria de Alexandra Balona, MY CENTER IS NOT IN THE SOLAR SYSTEM reúne, entre 19 de setembro e 10 de outubro, obras de Sammy Baloji, Shahd Wadi, James Newitt, Noor Abed, Haig Aivazian, Ali Cherri, Ana Isabel Castro e Marcelo&amp;nbsp;Reis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;A Contemporânea apresenta, entre 19 de setembro e 10 de outubro, em Lisboa e no Porto, um programa de performances que cruza memória colonial, exílio, resistência palestiniana, transformação geológica e modos alternativos de perceção. Intitulado MY CENTER IS NOT IN THE SOLAR SYSTEM, o ciclo tem curadoria de Alexandra Balona, integra o projeto ON HYBRIDITY AND THE POETICS OF RESISTANCE e desenvolve-se sob direção artística de Celina&amp;nbsp;Brás.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;O título parte de The Heart of the Heart of Another Country, obra publicada em 2005 pela artista e poeta libanesa Etel Adnan, cuja escrita atravessa experiências de conflito, migração, exílio e identidades híbridas. A frase escolhida — «O meu centro não está no sistema solar» — serve de ponto de partida para um programa que procura deslocar centros, escalas e narrativas dominantes. Em vez de uma geografia fixa, propõe um campo de relações entre o Atlântico e o Mediterrâneo, ligando Europa, Ásia ocidental e norte de África através de histórias marcadas por diferentes regimes de poder, mobilidade e&amp;nbsp;visibilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;Ao reunir artistas com práticas e percursos distintos, o programa interroga versões eurocêntricas da história e os limites das fronteiras políticas e ideológicas. A performance surge aqui como linguagem capaz de aproximar corpo, voz, som, imagem e matéria, mas também de ensaiar outras temporalidades. São obras em que o passado não aparece como capítulo encerrado: persiste nos museus e nos arquivos, na paisagem, na garganta, na lama, nos gestos quotidianos e nas formas de&amp;nbsp;escutar.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;O ciclo organiza-se em três momentos. O primeiro decorre a 19 de setembro, no anfiteatro ao ar livre do CAM — Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, coincidindo com o segundo aniversário da reabertura do espaço. Seguem-se duas jornadas no Porto: a 3 de outubro, no Mosteiro de São Bento da Vitória, no programa da sua reabertura; e a 10 de outubro, na Rampa, espaço de arte&amp;nbsp;independente.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p5"&gt;&lt;strong&gt;Sammy Baloji revisita cinco séculos de relações entre a Europa e o Reino do&amp;nbsp;Congo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;A abertura, no CAM, faz-se com a estreia nacional de Missa Utica (2024), do artista congolês Sammy Baloji. A obra é um novo capítulo de Fragments of Interlaced Dialogues, investigação de longa duração desenvolvida a partir de objetos do Congo levados para a Europa ao longo dos últimos cinco séculos e hoje conservados em diferentes&amp;nbsp;museus.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;Depois de etapas em cidades como Florença e Paris, o percurso conduz Baloji a Utica, na Tunísia. Foi ali que, no século XVI, foi nomeado o primeiro bispo africano, num contexto de intensos intercâmbios entre a Europa cristã — em particular Portugal — e o Reino do Congo. A partir desta história, Missa Utica cruza o texto poético de Fiston Mwanza Mujila, a criação musical de Pytshens Kambilo e Barbara Drazkov, a interpretação de Bwanga Pilipili e a instalação cenográfica de Baloji. Entre concerto, instalação e performance, a obra aproxima memória colonial, espiritualidade e música, interrogando também os percursos dos objetos e as instituições que os&amp;nbsp;guardam.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/captura_de_ecra_2026-09-18_as_09.48.42.png" alt="" width="590" height="312" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p5"&gt;&lt;strong&gt;Palestina memória e voz no Mosteiro de São Bento da&amp;nbsp;Vitória&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;O segundo momento do programa reúne, a 3 de outubro, três obras no Mosteiro de São Bento da Vitória. A tarde começa com a estreia absoluta de Matei o Pássaro (2026), leitura-performance de Shahd Wadi com o artista australiano James Newitt. Entre memória, luto, escrita e herança palestiniana, Wadi parte da figura do pássaro como símbolo de esperança e liberdade para perguntar o que acontece quando as metáforas deixam de responder à dimensão da catástrofe. A criação atravessa poemas, canções, vozes ancestrais, fantasmas e símbolos da resistência palestiniana, procurando aquilo que pode permanecer vivo depois do fim da&amp;nbsp;esperança.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;Segue-se a estreia nacional de Nothing Will Remain Other than the Thorn Lodged in the Throat of this World (2025), de Noor Abed e Haig Aivazian. A performance nasce de uma correspondência continuada entre os dois artistas, feita de reflexões, episódios quotidianos, leituras, poemas, canções e recitações. Em cena, esse arquivo transforma-se numa partitura de som, texto e&amp;nbsp;movimento.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;O corpo é simultaneamente instrumento e arquivo. Suspiros, tosses, murmúrios e sibilos percorrem o nariz, a boca, a laringe, a traqueia e os pulmões, fazendo da voz um lugar de memória e resistência. Ao convidarem o público a participar em alguns momentos da experiência sonora, Abed e Aivazian procuram construir uma câmara de ressonância coletiva, um coro heterogéneo perante a violência genocida que atravessa as trajetórias de&amp;nbsp;ambos.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;A jornada prossegue com The Book of Mud (2025), estreia nacional do artista libanês Ali Cherri. A lama — matéria situada entre a terra e a água, associada tanto à origem da construção como a paisagens temidas e fantasmagóricas — conduz uma reflexão sobre civilização, poder, geologia e memória. Ao percorrer narrativas de pântanos, águas estagnadas e planícies, Cherri pergunta o que a matéria guardaria se tivesse memória própria e o que escolheria recordar. O encontro termina com um momento de convívio em torno da&amp;nbsp;mesa.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/captura_de_ecra_2026-09-18_as_09.48.56.png" alt="" width="590" height="443" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p5"&gt;&lt;strong&gt;Duas estreias na Rampa encerram o&amp;nbsp;ciclo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;A 10 de outubro, a Rampa recebe duas obras inéditas. Em street tease (2026), Ana Isabel Castro propõe um exercício de observação assente na proximidade e na disponibilidade perante aquilo que nos rodeia. A performance prolonga questões de Adoçar (2025), trabalho em que a palavra «adoçar» — usada, no lugar de onde vem a artista, como sinónimo de lavar — designa a retirada do sal e do suor do corpo com água doce. Se nesse projeto a limpeza abria espaço à observação, street tease aproxima esse gesto do público e procura torná-lo mais direto, íntimo e&amp;nbsp;igualitário.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;O programa encerra com Barragem dos Minutos (2026), vídeo-performance de Marcelo Reis que dá continuidade à sua investigação sobre o ruído. Depois de trabalhar com quedas de água, o artista procura agora um ruído não sonoro num corpo de água, encontrado à primeira luz da manhã na Barragem dos Minutos, em Montemor-o-Novo. Uma voz sintetizada convoca autores como Hito Steyerl, Aaron Zwintscher e Warren Weaver e explora a tensão entre ruído e apofenia — a tendência para reconhecer padrões onde eles não existem. No limite do audível, a própria voz deixa em aberto a dúvida sobre aquilo que é realmente escutado e aquilo que a imagem e as legendas levam o público a&amp;nbsp;ouvir.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;Entre Lisboa e Porto, MY CENTER IS NOT IN THE SOLAR SYSTEM constrói assim uma cartografia descontínua, feita de histórias coloniais, deslocações, matéria, perda e persistência. Mais do que oferecer respostas comuns, o programa aproxima práticas que usam a performance para descentrar o olhar e tornar sensíveis relações que as narrativas dominantes tendem a&amp;nbsp;apagar.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p6"&gt;&lt;strong&gt;Programa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p7"&gt;&lt;strong&gt;CAM — Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian,&amp;nbsp;Lisboa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;&lt;em&gt;Sábado, 19 de setembro&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul class="ul1"&gt;
&lt;li class="li8"&gt;20h00 — Sammy Baloji, Missa Utica (2024), estreia&amp;nbsp;nacional&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p class="p7"&gt;&lt;strong&gt;Mosteiro de São Bento da Vitória,&amp;nbsp;Porto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;&lt;em&gt;Sábado, 3 de outubro&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul class="ul1"&gt;
&lt;li class="li3"&gt;16h00 —&amp;nbsp;Abertura&lt;/li&gt;
&lt;li class="li3"&gt;16h30 — Shahd Wadi com James Newitt, Matei o Pássaro (2026), estreia&amp;nbsp;absoluta&lt;/li&gt;
&lt;li class="li3"&gt;17h30 — Noor Abed e Haig Aivazian, Nothing Will Remain Other than the Thorn Lodged in the Throat of this World (2025), estreia&amp;nbsp;nacional&lt;/li&gt;
&lt;li class="li3"&gt;18h30 — Ali Cherri, The Book of Mud (2025), estreia&amp;nbsp;nacional&lt;/li&gt;
&lt;li class="li8"&gt;20h00 —&amp;nbsp;Convívio&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p class="p7"&gt;&lt;strong&gt;Rampa,&amp;nbsp;Porto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;&lt;em&gt;Sábado, 10 de outubro&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul class="ul1"&gt;
&lt;li class="li3"&gt;15h00–19h00 — Ana Isabel Castro, street tease (2026), estreia&amp;nbsp;absoluta&lt;/li&gt;
&lt;li class="li3"&gt;19h00 — Marcelo Reis, Barragem dos Minutos (2026), estreia&amp;nbsp;absoluta&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/performance">performance</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/sammy-baloji">Sammy Baloji</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/shahd-wadi">Shahd Wadi</category>
 <content:encoded>&lt;p class="p1"&gt;&lt;span&gt;Com curadoria de Alexandra Balona, MY CENTER IS NOT IN THE SOLAR SYSTEM reúne, entre 19 de setembro e 10 de outubro, obras de Sammy Baloji, Shahd Wadi, James Newitt, Noor Abed, Haig Aivazian, Ali Cherri, Ana Isabel Castro e Marcelo&amp;nbsp;Reis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;A Contemporânea apresenta, entre 19 de setembro e 10 de outubro, em Lisboa e no Porto, um programa de performances que cruza memória colonial, exílio, resistência palestiniana, transformação geológica e modos alternativos de perceção. Intitulado MY CENTER IS NOT IN THE SOLAR SYSTEM, o ciclo tem curadoria de Alexandra Balona, integra o projeto ON HYBRIDITY AND THE POETICS OF RESISTANCE e desenvolve-se sob direção artística de Celina&amp;nbsp;Brás.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;O título parte de The Heart of the Heart of Another Country, obra publicada em 2005 pela artista e poeta libanesa Etel Adnan, cuja escrita atravessa experiências de conflito, migração, exílio e identidades híbridas. A frase escolhida — «O meu centro não está no sistema solar» — serve de ponto de partida para um programa que procura deslocar centros, escalas e narrativas dominantes. Em vez de uma geografia fixa, propõe um campo de relações entre o Atlântico e o Mediterrâneo, ligando Europa, Ásia ocidental e norte de África através de histórias marcadas por diferentes regimes de poder, mobilidade e&amp;nbsp;visibilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;Ao reunir artistas com práticas e percursos distintos, o programa interroga versões eurocêntricas da história e os limites das fronteiras políticas e ideológicas. A performance surge aqui como linguagem capaz de aproximar corpo, voz, som, imagem e matéria, mas também de ensaiar outras temporalidades. São obras em que o passado não aparece como capítulo encerrado: persiste nos museus e nos arquivos, na paisagem, na garganta, na lama, nos gestos quotidianos e nas formas de&amp;nbsp;escutar.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;O ciclo organiza-se em três momentos. O primeiro decorre a 19 de setembro, no anfiteatro ao ar livre do CAM — Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, coincidindo com o segundo aniversário da reabertura do espaço. Seguem-se duas jornadas no Porto: a 3 de outubro, no Mosteiro de São Bento da Vitória, no programa da sua reabertura; e a 10 de outubro, na Rampa, espaço de arte&amp;nbsp;independente.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p5"&gt;&lt;strong&gt;Sammy Baloji revisita cinco séculos de relações entre a Europa e o Reino do&amp;nbsp;Congo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;A abertura, no CAM, faz-se com a estreia nacional de Missa Utica (2024), do artista congolês Sammy Baloji. A obra é um novo capítulo de Fragments of Interlaced Dialogues, investigação de longa duração desenvolvida a partir de objetos do Congo levados para a Europa ao longo dos últimos cinco séculos e hoje conservados em diferentes&amp;nbsp;museus.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;Depois de etapas em cidades como Florença e Paris, o percurso conduz Baloji a Utica, na Tunísia. Foi ali que, no século XVI, foi nomeado o primeiro bispo africano, num contexto de intensos intercâmbios entre a Europa cristã — em particular Portugal — e o Reino do Congo. A partir desta história, Missa Utica cruza o texto poético de Fiston Mwanza Mujila, a criação musical de Pytshens Kambilo e Barbara Drazkov, a interpretação de Bwanga Pilipili e a instalação cenográfica de Baloji. Entre concerto, instalação e performance, a obra aproxima memória colonial, espiritualidade e música, interrogando também os percursos dos objetos e as instituições que os&amp;nbsp;guardam.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/captura_de_ecra_2026-09-18_as_09.48.42.png" alt="" width="590" height="312" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p5"&gt;&lt;strong&gt;Palestina memória e voz no Mosteiro de São Bento da&amp;nbsp;Vitória&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;O segundo momento do programa reúne, a 3 de outubro, três obras no Mosteiro de São Bento da Vitória. A tarde começa com a estreia absoluta de Matei o Pássaro (2026), leitura-performance de Shahd Wadi com o artista australiano James Newitt. Entre memória, luto, escrita e herança palestiniana, Wadi parte da figura do pássaro como símbolo de esperança e liberdade para perguntar o que acontece quando as metáforas deixam de responder à dimensão da catástrofe. A criação atravessa poemas, canções, vozes ancestrais, fantasmas e símbolos da resistência palestiniana, procurando aquilo que pode permanecer vivo depois do fim da&amp;nbsp;esperança.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;Segue-se a estreia nacional de Nothing Will Remain Other than the Thorn Lodged in the Throat of this World (2025), de Noor Abed e Haig Aivazian. A performance nasce de uma correspondência continuada entre os dois artistas, feita de reflexões, episódios quotidianos, leituras, poemas, canções e recitações. Em cena, esse arquivo transforma-se numa partitura de som, texto e&amp;nbsp;movimento.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;O corpo é simultaneamente instrumento e arquivo. Suspiros, tosses, murmúrios e sibilos percorrem o nariz, a boca, a laringe, a traqueia e os pulmões, fazendo da voz um lugar de memória e resistência. Ao convidarem o público a participar em alguns momentos da experiência sonora, Abed e Aivazian procuram construir uma câmara de ressonância coletiva, um coro heterogéneo perante a violência genocida que atravessa as trajetórias de&amp;nbsp;ambos.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;A jornada prossegue com The Book of Mud (2025), estreia nacional do artista libanês Ali Cherri. A lama — matéria situada entre a terra e a água, associada tanto à origem da construção como a paisagens temidas e fantasmagóricas — conduz uma reflexão sobre civilização, poder, geologia e memória. Ao percorrer narrativas de pântanos, águas estagnadas e planícies, Cherri pergunta o que a matéria guardaria se tivesse memória própria e o que escolheria recordar. O encontro termina com um momento de convívio em torno da&amp;nbsp;mesa.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/captura_de_ecra_2026-09-18_as_09.48.56.png" alt="" width="590" height="443" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p5"&gt;&lt;strong&gt;Duas estreias na Rampa encerram o&amp;nbsp;ciclo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;A 10 de outubro, a Rampa recebe duas obras inéditas. Em street tease (2026), Ana Isabel Castro propõe um exercício de observação assente na proximidade e na disponibilidade perante aquilo que nos rodeia. A performance prolonga questões de Adoçar (2025), trabalho em que a palavra «adoçar» — usada, no lugar de onde vem a artista, como sinónimo de lavar — designa a retirada do sal e do suor do corpo com água doce. Se nesse projeto a limpeza abria espaço à observação, street tease aproxima esse gesto do público e procura torná-lo mais direto, íntimo e&amp;nbsp;igualitário.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;O programa encerra com Barragem dos Minutos (2026), vídeo-performance de Marcelo Reis que dá continuidade à sua investigação sobre o ruído. Depois de trabalhar com quedas de água, o artista procura agora um ruído não sonoro num corpo de água, encontrado à primeira luz da manhã na Barragem dos Minutos, em Montemor-o-Novo. Uma voz sintetizada convoca autores como Hito Steyerl, Aaron Zwintscher e Warren Weaver e explora a tensão entre ruído e apofenia — a tendência para reconhecer padrões onde eles não existem. No limite do audível, a própria voz deixa em aberto a dúvida sobre aquilo que é realmente escutado e aquilo que a imagem e as legendas levam o público a&amp;nbsp;ouvir.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;Entre Lisboa e Porto, MY CENTER IS NOT IN THE SOLAR SYSTEM constrói assim uma cartografia descontínua, feita de histórias coloniais, deslocações, matéria, perda e persistência. Mais do que oferecer respostas comuns, o programa aproxima práticas que usam a performance para descentrar o olhar e tornar sensíveis relações que as narrativas dominantes tendem a&amp;nbsp;apagar.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p6"&gt;&lt;strong&gt;Programa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p7"&gt;&lt;strong&gt;CAM — Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian,&amp;nbsp;Lisboa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;&lt;em&gt;Sábado, 19 de setembro&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;li class="li8"&gt;20h00 — Sammy Baloji, Missa Utica (2024), estreia&amp;nbsp;nacional&lt;/li&gt;
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&lt;li class="li3"&gt;17h30 — Noor Abed e Haig Aivazian, Nothing Will Remain Other than the Thorn Lodged in the Throat of this World (2025), estreia&amp;nbsp;nacional&lt;/li&gt;
&lt;li class="li3"&gt;18h30 — Ali Cherri, The Book of Mud (2025), estreia&amp;nbsp;nacional&lt;/li&gt;
&lt;li class="li8"&gt;20h00 —&amp;nbsp;Convívio&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p class="p7"&gt;&lt;strong&gt;Rampa,&amp;nbsp;Porto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
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 <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 08:50:58 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>De Noémia Delgado a Margaret Tait, de Brigitte Bardot a Lino Brocka</title>
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&lt;p&gt;Em outubro, já feita a rentrée, a Cinemateca Portuguesa conta com dois ciclos que tocam no lado mais poético do cinema: o cinema etnográfico, literário e fantástico da realizadora e artista portuguesa &lt;strong&gt;Noémia Delgado&lt;/strong&gt; e a abordagem pessoal e experimental da cineasta e poeta escocesa &lt;strong&gt;Margaret Tait&lt;/strong&gt;. A programação mensal conta ainda com um ciclo dedicado a &lt;strong&gt;Brigitte Bardot&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Lado B.B.&lt;/strong&gt;, e a retrospetiva &lt;strong&gt;Lino Brocka – Matem o Artista Nacional&lt;/strong&gt;. O mês não termina sem um revisitar das paragens da &lt;strong&gt;Viagem ao Fim do Mudo&lt;/strong&gt; e a celebração do &lt;strong&gt;Dia Mundial do Património Audiovisual&lt;/strong&gt; com a exibição, entre outros títulos, de &lt;strong&gt;A LENDA DE MIRAGAIA&lt;/strong&gt;, um dos primeiros filmes de animação em Portugal, dado como perdido até à sua descoberta em maio e subsequente doação à Cinemateca.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Lado B.B. &lt;/strong&gt;decorre de &lt;strong&gt;1 a 17 de outubro&lt;/strong&gt; e explora a carreira de Bardot no cinema francês, da eclosão na Nouvelle Vague à instituição da iconicidade da sua imagem. A programação mostra a amplitude da sua filmografia, com filmes como ET DIEU… CRÉA LA FEMME, LE MÉPRIS, DEAR BRIGITTE, VIE PRIVÉE, LE REPOS DU GUERRIER, VIVA MARIA! e LA VÉRITÉ. O ciclo, apresentado em colaboração com a Festa do Cinema Francês, inclui ainda um “Spécial Bardot”, e A SIMPLE FAVOR, de Paul Feig, filme que contém três canções de Bardot (incluindo um dueto com Serge&amp;nbsp;Gainsbourg).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em concomitância, acontece de &lt;strong&gt;2 a 14 de outubro&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Noémia Delgado, O Cinema no Singular&lt;/strong&gt;, o ciclo dedicado à realizadora portuguesa, com um programa extremamente abrangente da sua obra, do seu trabalho na área do cinema (documental sobretudo, mas também ficcional, enquanto assistente de realização ou montadora) aos seus trabalhos televisivos (como em “Palavras Herdadas” ou “Contos Fantásticos”) relacionados com a cultura e o património portugueses. A retrospetiva, que inicia e termina com MÁSCARAS (o seu primeiro e mais reconhecido título enquanto realizadora) reflete o seu cinema poético e etnográfico, marcado por muitos escritores, que adapta ou a cuja obra dedica parte dos seus filmes (figuras como Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Camilo Pessanha e Almeida Garrett). Destacamos a apresentação integral dos seus sete “Contos Fantásticos”, que fizeram de Noémia uma pioneira de um género pouco comum em Portugal, o cinema fantástico, estando o seu nome associado a um importante prémio para o cinema de terror no feminino. Estão também presentes curtas-metragens e séries que realizou sobre arte, arquitetura, património e artesanato – com MAFRA E O BARROCO EUROPEU, “Arte Nova e Déco no Norte de Portugal” e “Trabalho do Ouro e da Prata no Norte” –, e outras raridades, sublinhando como foi sempre transitando entre o cinema, a escultura, a pintura o desenho e a&amp;nbsp;escrita.&lt;/p&gt;
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&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Lino Brocka – Matem o Artista Nacional&lt;/strong&gt; é a retrospetiva programada em conjunto pela Cinemateca e o DocLisboa e que será apresentada nas salas da Barata Salgueiro, escancarando as portas do cinema de &lt;strong&gt;Lino Brocka&lt;/strong&gt; entre &lt;strong&gt;16 e 30 de outubro&lt;/strong&gt;. Organizada em diálogo com Khavn De La Cruz, artista filipino multifacetado e especialista na obra de Brocka, é apresentado um conjunto significativo da obra do realizador filipino. Percorrem-se diferentes géneros e momentos da sua filmografia, mostrando a amplitude da sua produção cinematográfica – do infinitamente pessoal ao social e político numa escala mais alargada – como INSIANG, MACHO DANCER, CAIN AND ABEL, WANTED: PERFECT MOTHER, MY MOTHER, MY FATHER, ORAPRONOBIS, JAGUAR ou MANILA IN THE CLAWS OF LIGHT. Durante o ciclo será publicado um Caderno da Cinemateca sobre o trabalho do&amp;nbsp;cineasta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No final do mês, de &lt;strong&gt;26 a 31 de outubro&lt;/strong&gt;, teremos um ciclo dedicado à obra secreta de &lt;strong&gt;Margaret Tait&lt;/strong&gt;, realizadora e poeta escocesa cujos filmes são marcados por uma abordagem diarística, experimental e naturalmente poética. O programa reúne curtas-metragens (muitas delas a exibir em cópias de 16mm), retratos, diários e trabalhos ligados à memória, aos lugares e à experiência quotidiana, como THREE PORTRAIT SKETCHES, COLOUR POEMS, WHERE I AM IS HERE, ou MY ROOM. VIA ANCONA 21. Mas nem só de filmes assinados por Tait se faz este ciclo, que estabelece ligações com outros filmes que dialogam com as obras da realizadora. Um exemplo recente é AFTERSUN, de Charlotte Wells, que cita um dos livros de Tait (Poems, Stories and Writings), sendo que Wells assumiu a influência desta no seu trabalho. Outro diálogo surge através do emparelhamento de ONE IS ONE (1951) de Tait com VIAGGIO IN ITALIA (1954) de Rossellini, já que Tait estudou cinema em Itália entre 1949 e 1952 e conheceu pessoalmente o cineasta italiano. O programa inclui, claro, a única longa-metragem de Margaret Tait, o belíssimo palimpsesto geracional BLUE BLACK PERMANENT, bem como filmes-homenagem assinados por autores como Luke Fowler, Ute Aurand e &lt;strong&gt;Peter Todd&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Todd&lt;/strong&gt;, grande especialista na obra de Tait, &lt;strong&gt;estará em Lisboa para acompanhar o ciclo e apresentar os seus próprios filmes&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ciclo &lt;strong&gt;Viagem ao Fim do Mudo&lt;/strong&gt; em outubro desdobra-se nas exibições de EROTIKON, de Mauritz Stiller, RAPSODIA SATANICA, de Nino Oxilia, e FRAU IM MOND, de Fritz Lang, três filmes mudos europeus que exploram uma dimensão experimental. Sempre com acompanhamento ao&amp;nbsp;piano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Dia Mundial do Património Audiovisual&lt;/strong&gt;, a 27 de outubro, decorre este ano em ligação direta com o programa de comemoração dos 30 anos do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento. A data será marcada com a exibição de &lt;strong&gt;A LENDA DE MIRAGAIA&lt;/strong&gt; (de Raul Faria da Fonseca e António Cunhal), &lt;strong&gt;um dos primeiros filmes de animação em Portugal, dado como perdido&lt;/strong&gt; até à sua descoberta no passado mês de maio e subsequente doação à Cinemateca. Juntam-se na mesma sessão uma seleção de curtas-metragens portuguesas de animação: TÓ E TINA (Servais Tiago), CANTIGA DA LAGARTA (Artur Correia e Ricardo Neto), ESTÓRIA DO GATO E DA LUA (Pedro Serrazina), A NOITE (Regina Pessoa) e CLANDESTINO (Abi Feijó), numa celebração do cinema de animação português. No mesmo dia, mas noutra sessão, é apresentado LETTY LYNTON (1932, Clarence Brown), protagonizado por Joan Crawford, filme que esteve embargado mais de 90 anos e que só recentemente é possível&amp;nbsp;mostrar.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
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 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/de-noemia-delgado">De Noémia Delgado</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/margaret-tait">Margaret Tait</category>
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&lt;p&gt;Em outubro, já feita a rentrée, a Cinemateca Portuguesa conta com dois ciclos que tocam no lado mais poético do cinema: o cinema etnográfico, literário e fantástico da realizadora e artista portuguesa &lt;strong&gt;Noémia Delgado&lt;/strong&gt; e a abordagem pessoal e experimental da cineasta e poeta escocesa &lt;strong&gt;Margaret Tait&lt;/strong&gt;. A programação mensal conta ainda com um ciclo dedicado a &lt;strong&gt;Brigitte Bardot&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Lado B.B.&lt;/strong&gt;, e a retrospetiva &lt;strong&gt;Lino Brocka – Matem o Artista Nacional&lt;/strong&gt;. O mês não termina sem um revisitar das paragens da &lt;strong&gt;Viagem ao Fim do Mudo&lt;/strong&gt; e a celebração do &lt;strong&gt;Dia Mundial do Património Audiovisual&lt;/strong&gt; com a exibição, entre outros títulos, de &lt;strong&gt;A LENDA DE MIRAGAIA&lt;/strong&gt;, um dos primeiros filmes de animação em Portugal, dado como perdido até à sua descoberta em maio e subsequente doação à Cinemateca.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Lado B.B. &lt;/strong&gt;decorre de &lt;strong&gt;1 a 17 de outubro&lt;/strong&gt; e explora a carreira de Bardot no cinema francês, da eclosão na Nouvelle Vague à instituição da iconicidade da sua imagem. A programação mostra a amplitude da sua filmografia, com filmes como ET DIEU… CRÉA LA FEMME, LE MÉPRIS, DEAR BRIGITTE, VIE PRIVÉE, LE REPOS DU GUERRIER, VIVA MARIA! e LA VÉRITÉ. O ciclo, apresentado em colaboração com a Festa do Cinema Francês, inclui ainda um “Spécial Bardot”, e A SIMPLE FAVOR, de Paul Feig, filme que contém três canções de Bardot (incluindo um dueto com Serge&amp;nbsp;Gainsbourg).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em concomitância, acontece de &lt;strong&gt;2 a 14 de outubro&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Noémia Delgado, O Cinema no Singular&lt;/strong&gt;, o ciclo dedicado à realizadora portuguesa, com um programa extremamente abrangente da sua obra, do seu trabalho na área do cinema (documental sobretudo, mas também ficcional, enquanto assistente de realização ou montadora) aos seus trabalhos televisivos (como em “Palavras Herdadas” ou “Contos Fantásticos”) relacionados com a cultura e o património portugueses. A retrospetiva, que inicia e termina com MÁSCARAS (o seu primeiro e mais reconhecido título enquanto realizadora) reflete o seu cinema poético e etnográfico, marcado por muitos escritores, que adapta ou a cuja obra dedica parte dos seus filmes (figuras como Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Camilo Pessanha e Almeida Garrett). Destacamos a apresentação integral dos seus sete “Contos Fantásticos”, que fizeram de Noémia uma pioneira de um género pouco comum em Portugal, o cinema fantástico, estando o seu nome associado a um importante prémio para o cinema de terror no feminino. Estão também presentes curtas-metragens e séries que realizou sobre arte, arquitetura, património e artesanato – com MAFRA E O BARROCO EUROPEU, “Arte Nova e Déco no Norte de Portugal” e “Trabalho do Ouro e da Prata no Norte” –, e outras raridades, sublinhando como foi sempre transitando entre o cinema, a escultura, a pintura o desenho e a&amp;nbsp;escrita.&lt;/p&gt;
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&lt;p&gt;No final do mês, de &lt;strong&gt;26 a 31 de outubro&lt;/strong&gt;, teremos um ciclo dedicado à obra secreta de &lt;strong&gt;Margaret Tait&lt;/strong&gt;, realizadora e poeta escocesa cujos filmes são marcados por uma abordagem diarística, experimental e naturalmente poética. O programa reúne curtas-metragens (muitas delas a exibir em cópias de 16mm), retratos, diários e trabalhos ligados à memória, aos lugares e à experiência quotidiana, como THREE PORTRAIT SKETCHES, COLOUR POEMS, WHERE I AM IS HERE, ou MY ROOM. VIA ANCONA 21. Mas nem só de filmes assinados por Tait se faz este ciclo, que estabelece ligações com outros filmes que dialogam com as obras da realizadora. Um exemplo recente é AFTERSUN, de Charlotte Wells, que cita um dos livros de Tait (Poems, Stories and Writings), sendo que Wells assumiu a influência desta no seu trabalho. Outro diálogo surge através do emparelhamento de ONE IS ONE (1951) de Tait com VIAGGIO IN ITALIA (1954) de Rossellini, já que Tait estudou cinema em Itália entre 1949 e 1952 e conheceu pessoalmente o cineasta italiano. O programa inclui, claro, a única longa-metragem de Margaret Tait, o belíssimo palimpsesto geracional BLUE BLACK PERMANENT, bem como filmes-homenagem assinados por autores como Luke Fowler, Ute Aurand e &lt;strong&gt;Peter Todd&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Todd&lt;/strong&gt;, grande especialista na obra de Tait, &lt;strong&gt;estará em Lisboa para acompanhar o ciclo e apresentar os seus próprios filmes&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ciclo &lt;strong&gt;Viagem ao Fim do Mudo&lt;/strong&gt; em outubro desdobra-se nas exibições de EROTIKON, de Mauritz Stiller, RAPSODIA SATANICA, de Nino Oxilia, e FRAU IM MOND, de Fritz Lang, três filmes mudos europeus que exploram uma dimensão experimental. Sempre com acompanhamento ao&amp;nbsp;piano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Dia Mundial do Património Audiovisual&lt;/strong&gt;, a 27 de outubro, decorre este ano em ligação direta com o programa de comemoração dos 30 anos do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento. A data será marcada com a exibição de &lt;strong&gt;A LENDA DE MIRAGAIA&lt;/strong&gt; (de Raul Faria da Fonseca e António Cunhal), &lt;strong&gt;um dos primeiros filmes de animação em Portugal, dado como perdido&lt;/strong&gt; até à sua descoberta no passado mês de maio e subsequente doação à Cinemateca. Juntam-se na mesma sessão uma seleção de curtas-metragens portuguesas de animação: TÓ E TINA (Servais Tiago), CANTIGA DA LAGARTA (Artur Correia e Ricardo Neto), ESTÓRIA DO GATO E DA LUA (Pedro Serrazina), A NOITE (Regina Pessoa) e CLANDESTINO (Abi Feijó), numa celebração do cinema de animação português. No mesmo dia, mas noutra sessão, é apresentado LETTY LYNTON (1932, Clarence Brown), protagonizado por Joan Crawford, filme que esteve embargado mais de 90 anos e que só recentemente é possível&amp;nbsp;mostrar.&lt;/p&gt;
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 <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 07:36:44 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>De Noémia Delgado a Margaret Tait, de Brigitte Bardot a Lino Brocka</title>
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&lt;p&gt;Em outubro, já feita a rentrée, a Cinemateca Portuguesa conta com dois ciclos que tocam no lado mais poético do cinema: o cinema etnográfico, literário e fantástico da realizadora e artista portuguesa &lt;strong&gt;Noémia Delgado&lt;/strong&gt; e a abordagem pessoal e experimental da cineasta e poeta escocesa &lt;strong&gt;Margaret Tait&lt;/strong&gt;. A programação mensal conta ainda com um ciclo dedicado a &lt;strong&gt;Brigitte Bardot&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Lado B.B.&lt;/strong&gt;, e a retrospetiva &lt;strong&gt;Lino Brocka – Matem o Artista Nacional&lt;/strong&gt;. O mês não termina sem um revisitar das paragens da &lt;strong&gt;Viagem ao Fim do Mudo&lt;/strong&gt; e a celebração do &lt;strong&gt;Dia Mundial do Património Audiovisual&lt;/strong&gt; com a exibição, entre outros títulos, de &lt;strong&gt;A LENDA DE MIRAGAIA&lt;/strong&gt;, um dos primeiros filmes de animação em Portugal, dado como perdido até à sua descoberta em maio e subsequente doação à Cinemateca.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Lado B.B. &lt;/strong&gt;decorre de &lt;strong&gt;1 a 17 de outubro&lt;/strong&gt; e explora a carreira de Bardot no cinema francês, da eclosão na Nouvelle Vague à instituição da iconicidade da sua imagem. A programação mostra a amplitude da sua filmografia, com filmes como ET DIEU… CRÉA LA FEMME, LE MÉPRIS, DEAR BRIGITTE, VIE PRIVÉE, LE REPOS DU GUERRIER, VIVA MARIA! e LA VÉRITÉ. O ciclo, apresentado em colaboração com a Festa do Cinema Francês, inclui ainda um “Spécial Bardot”, e A SIMPLE FAVOR, de Paul Feig, filme que contém três canções de Bardot (incluindo um dueto com Serge&amp;nbsp;Gainsbourg).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em concomitância, acontece de &lt;strong&gt;2 a 14 de outubro&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Noémia Delgado, O Cinema no Singular&lt;/strong&gt;, o ciclo dedicado à realizadora portuguesa, com um programa extremamente abrangente da sua obra, do seu trabalho na área do cinema (documental sobretudo, mas também ficcional, enquanto assistente de realização ou montadora) aos seus trabalhos televisivos (como em “Palavras Herdadas” ou “Contos Fantásticos”) relacionados com a cultura e o património portugueses. A retrospetiva, que inicia e termina com MÁSCARAS (o seu primeiro e mais reconhecido título enquanto realizadora) reflete o seu cinema poético e etnográfico, marcado por muitos escritores, que adapta ou a cuja obra dedica parte dos seus filmes (figuras como Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Camilo Pessanha e Almeida Garrett). Destacamos a apresentação integral dos seus sete “Contos Fantásticos”, que fizeram de Noémia uma pioneira de um género pouco comum em Portugal, o cinema fantástico, estando o seu nome associado a um importante prémio para o cinema de terror no feminino. Estão também presentes curtas-metragens e séries que realizou sobre arte, arquitetura, património e artesanato – com MAFRA E O BARROCO EUROPEU, “Arte Nova e Déco no Norte de Portugal” e “Trabalho do Ouro e da Prata no Norte” –, e outras raridades, sublinhando como foi sempre transitando entre o cinema, a escultura, a pintura o desenho e a&amp;nbsp;escrita.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
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&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Lino Brocka – Matem o Artista Nacional&lt;/strong&gt; é a retrospetiva programada em conjunto pela Cinemateca e o DocLisboa e que será apresentada nas salas da Barata Salgueiro, escancarando as portas do cinema de &lt;strong&gt;Lino Brocka&lt;/strong&gt; entre &lt;strong&gt;16 e 30 de outubro&lt;/strong&gt;. Organizada em diálogo com Khavn De La Cruz, artista filipino multifacetado e especialista na obra de Brocka, é apresentado um conjunto significativo da obra do realizador filipino. Percorrem-se diferentes géneros e momentos da sua filmografia, mostrando a amplitude da sua produção cinematográfica – do infinitamente pessoal ao social e político numa escala mais alargada – como INSIANG, MACHO DANCER, CAIN AND ABEL, WANTED: PERFECT MOTHER, MY MOTHER, MY FATHER, ORAPRONOBIS, JAGUAR ou MANILA IN THE CLAWS OF LIGHT. Durante o ciclo será publicado um Caderno da Cinemateca sobre o trabalho do&amp;nbsp;cineasta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No final do mês, de &lt;strong&gt;26 a 31 de outubro&lt;/strong&gt;, teremos um ciclo dedicado à obra secreta de &lt;strong&gt;Margaret Tait&lt;/strong&gt;, realizadora e poeta escocesa cujos filmes são marcados por uma abordagem diarística, experimental e naturalmente poética. O programa reúne curtas-metragens (muitas delas a exibir em cópias de 16mm), retratos, diários e trabalhos ligados à memória, aos lugares e à experiência quotidiana, como THREE PORTRAIT SKETCHES, COLOUR POEMS, WHERE I AM IS HERE, ou MY ROOM. VIA ANCONA 21. Mas nem só de filmes assinados por Tait se faz este ciclo, que estabelece ligações com outros filmes que dialogam com as obras da realizadora. Um exemplo recente é AFTERSUN, de Charlotte Wells, que cita um dos livros de Tait (Poems, Stories and Writings), sendo que Wells assumiu a influência desta no seu trabalho. Outro diálogo surge através do emparelhamento de ONE IS ONE (1951) de Tait com VIAGGIO IN ITALIA (1954) de Rossellini, já que Tait estudou cinema em Itália entre 1949 e 1952 e conheceu pessoalmente o cineasta italiano. O programa inclui, claro, a única longa-metragem de Margaret Tait, o belíssimo palimpsesto geracional BLUE BLACK PERMANENT, bem como filmes-homenagem assinados por autores como Luke Fowler, Ute Aurand e &lt;strong&gt;Peter Todd&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Todd&lt;/strong&gt;, grande especialista na obra de Tait, &lt;strong&gt;estará em Lisboa para acompanhar o ciclo e apresentar os seus próprios filmes&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ciclo &lt;strong&gt;Viagem ao Fim do Mudo&lt;/strong&gt; em outubro desdobra-se nas exibições de EROTIKON, de Mauritz Stiller, RAPSODIA SATANICA, de Nino Oxilia, e FRAU IM MOND, de Fritz Lang, três filmes mudos europeus que exploram uma dimensão experimental. Sempre com acompanhamento ao&amp;nbsp;piano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Dia Mundial do Património Audiovisual&lt;/strong&gt;, a 27 de outubro, decorre este ano em ligação direta com o programa de comemoração dos 30 anos do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento. A data será marcada com a exibição de &lt;strong&gt;A LENDA DE MIRAGAIA&lt;/strong&gt; (de Raul Faria da Fonseca e António Cunhal), &lt;strong&gt;um dos primeiros filmes de animação em Portugal, dado como perdido&lt;/strong&gt; até à sua descoberta no passado mês de maio e subsequente doação à Cinemateca. Juntam-se na mesma sessão uma seleção de curtas-metragens portuguesas de animação: TÓ E TINA (Servais Tiago), CANTIGA DA LAGARTA (Artur Correia e Ricardo Neto), ESTÓRIA DO GATO E DA LUA (Pedro Serrazina), A NOITE (Regina Pessoa) e CLANDESTINO (Abi Feijó), numa celebração do cinema de animação português. No mesmo dia, mas noutra sessão, é apresentado LETTY LYNTON (1932, Clarence Brown), protagonizado por Joan Crawford, filme que esteve embargado mais de 90 anos e que só recentemente é possível&amp;nbsp;mostrar.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
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 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/de-noemia-delgado">De Noémia Delgado</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/margaret-tait">Margaret Tait</category>
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&lt;p&gt;Em outubro, já feita a rentrée, a Cinemateca Portuguesa conta com dois ciclos que tocam no lado mais poético do cinema: o cinema etnográfico, literário e fantástico da realizadora e artista portuguesa &lt;strong&gt;Noémia Delgado&lt;/strong&gt; e a abordagem pessoal e experimental da cineasta e poeta escocesa &lt;strong&gt;Margaret Tait&lt;/strong&gt;. A programação mensal conta ainda com um ciclo dedicado a &lt;strong&gt;Brigitte Bardot&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Lado B.B.&lt;/strong&gt;, e a retrospetiva &lt;strong&gt;Lino Brocka – Matem o Artista Nacional&lt;/strong&gt;. O mês não termina sem um revisitar das paragens da &lt;strong&gt;Viagem ao Fim do Mudo&lt;/strong&gt; e a celebração do &lt;strong&gt;Dia Mundial do Património Audiovisual&lt;/strong&gt; com a exibição, entre outros títulos, de &lt;strong&gt;A LENDA DE MIRAGAIA&lt;/strong&gt;, um dos primeiros filmes de animação em Portugal, dado como perdido até à sua descoberta em maio e subsequente doação à Cinemateca.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Lado B.B. &lt;/strong&gt;decorre de &lt;strong&gt;1 a 17 de outubro&lt;/strong&gt; e explora a carreira de Bardot no cinema francês, da eclosão na Nouvelle Vague à instituição da iconicidade da sua imagem. A programação mostra a amplitude da sua filmografia, com filmes como ET DIEU… CRÉA LA FEMME, LE MÉPRIS, DEAR BRIGITTE, VIE PRIVÉE, LE REPOS DU GUERRIER, VIVA MARIA! e LA VÉRITÉ. O ciclo, apresentado em colaboração com a Festa do Cinema Francês, inclui ainda um “Spécial Bardot”, e A SIMPLE FAVOR, de Paul Feig, filme que contém três canções de Bardot (incluindo um dueto com Serge&amp;nbsp;Gainsbourg).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em concomitância, acontece de &lt;strong&gt;2 a 14 de outubro&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Noémia Delgado, O Cinema no Singular&lt;/strong&gt;, o ciclo dedicado à realizadora portuguesa, com um programa extremamente abrangente da sua obra, do seu trabalho na área do cinema (documental sobretudo, mas também ficcional, enquanto assistente de realização ou montadora) aos seus trabalhos televisivos (como em “Palavras Herdadas” ou “Contos Fantásticos”) relacionados com a cultura e o património portugueses. A retrospetiva, que inicia e termina com MÁSCARAS (o seu primeiro e mais reconhecido título enquanto realizadora) reflete o seu cinema poético e etnográfico, marcado por muitos escritores, que adapta ou a cuja obra dedica parte dos seus filmes (figuras como Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Camilo Pessanha e Almeida Garrett). Destacamos a apresentação integral dos seus sete “Contos Fantásticos”, que fizeram de Noémia uma pioneira de um género pouco comum em Portugal, o cinema fantástico, estando o seu nome associado a um importante prémio para o cinema de terror no feminino. Estão também presentes curtas-metragens e séries que realizou sobre arte, arquitetura, património e artesanato – com MAFRA E O BARROCO EUROPEU, “Arte Nova e Déco no Norte de Portugal” e “Trabalho do Ouro e da Prata no Norte” –, e outras raridades, sublinhando como foi sempre transitando entre o cinema, a escultura, a pintura o desenho e a&amp;nbsp;escrita.&lt;/p&gt;
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&lt;p&gt;No final do mês, de &lt;strong&gt;26 a 31 de outubro&lt;/strong&gt;, teremos um ciclo dedicado à obra secreta de &lt;strong&gt;Margaret Tait&lt;/strong&gt;, realizadora e poeta escocesa cujos filmes são marcados por uma abordagem diarística, experimental e naturalmente poética. O programa reúne curtas-metragens (muitas delas a exibir em cópias de 16mm), retratos, diários e trabalhos ligados à memória, aos lugares e à experiência quotidiana, como THREE PORTRAIT SKETCHES, COLOUR POEMS, WHERE I AM IS HERE, ou MY ROOM. VIA ANCONA 21. Mas nem só de filmes assinados por Tait se faz este ciclo, que estabelece ligações com outros filmes que dialogam com as obras da realizadora. Um exemplo recente é AFTERSUN, de Charlotte Wells, que cita um dos livros de Tait (Poems, Stories and Writings), sendo que Wells assumiu a influência desta no seu trabalho. Outro diálogo surge através do emparelhamento de ONE IS ONE (1951) de Tait com VIAGGIO IN ITALIA (1954) de Rossellini, já que Tait estudou cinema em Itália entre 1949 e 1952 e conheceu pessoalmente o cineasta italiano. O programa inclui, claro, a única longa-metragem de Margaret Tait, o belíssimo palimpsesto geracional BLUE BLACK PERMANENT, bem como filmes-homenagem assinados por autores como Luke Fowler, Ute Aurand e &lt;strong&gt;Peter Todd&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Todd&lt;/strong&gt;, grande especialista na obra de Tait, &lt;strong&gt;estará em Lisboa para acompanhar o ciclo e apresentar os seus próprios filmes&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ciclo &lt;strong&gt;Viagem ao Fim do Mudo&lt;/strong&gt; em outubro desdobra-se nas exibições de EROTIKON, de Mauritz Stiller, RAPSODIA SATANICA, de Nino Oxilia, e FRAU IM MOND, de Fritz Lang, três filmes mudos europeus que exploram uma dimensão experimental. Sempre com acompanhamento ao&amp;nbsp;piano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Dia Mundial do Património Audiovisual&lt;/strong&gt;, a 27 de outubro, decorre este ano em ligação direta com o programa de comemoração dos 30 anos do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento. A data será marcada com a exibição de &lt;strong&gt;A LENDA DE MIRAGAIA&lt;/strong&gt; (de Raul Faria da Fonseca e António Cunhal), &lt;strong&gt;um dos primeiros filmes de animação em Portugal, dado como perdido&lt;/strong&gt; até à sua descoberta no passado mês de maio e subsequente doação à Cinemateca. Juntam-se na mesma sessão uma seleção de curtas-metragens portuguesas de animação: TÓ E TINA (Servais Tiago), CANTIGA DA LAGARTA (Artur Correia e Ricardo Neto), ESTÓRIA DO GATO E DA LUA (Pedro Serrazina), A NOITE (Regina Pessoa) e CLANDESTINO (Abi Feijó), numa celebração do cinema de animação português. No mesmo dia, mas noutra sessão, é apresentado LETTY LYNTON (1932, Clarence Brown), protagonizado por Joan Crawford, filme que esteve embargado mais de 90 anos e que só recentemente é possível&amp;nbsp;mostrar.&lt;/p&gt;
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 <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 07:36:39 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">11133 at https://www.buala.org</guid>
</item>
<item>
 <title>NA MARÉ, de César Schofield Cardoso, no CNAD</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/na-mare-de-cesar-schofield-cardoso-no-cnad</link>
 <description>&lt;p&gt;Exibição do filme documentário NA MARÉ, de César Schofield Cardoso, no dia 25 de setembro, pelas 19h00, no Pátio Multiuso Vasco Martins, CNAD (&lt;span&gt;Centro Nacional de Arte, Artesanato e&amp;nbsp;Design).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após a projeção, será realizado um debate com dois convidados: a professora investigadora da Universidade de Cabo Verde, Celeste Fortes e o psicólogo e cineasta, Olavo da&amp;nbsp;Luz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;NA MARÉ&lt;/em&gt; foi realizado no âmbito de uma residência de investigação artística, desenvolvida entre janeiro e maio de 2026, na comunidade de Salamansa, em Mindelo, em preparação para o projeto que o autor apresentará na Bienal de Sharjah 17, nos Emirados Árabes Unidos, em janeiro de 2027.O filme conta com a participação de Alcinda Évora, Arlindo David, Auxílio Matias, Daniel Bandeira, Daniel David, Joanita Gomes, Manuel Évora e Manuel dos Santos.Na equipa técnica, participam David Medina, Alex de Figueiredo, Natalia Andrade, Cátia Lush e Eurittse Silva.&lt;br /&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/outlook-hkqnl1wv.jpg" alt="" width="590" height="738" /&gt;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/artesanato-e-design">Artesanato e Design</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/celeste-fortes">Celeste Fortes</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/centro-nacional-de-arte">Centro Nacional de Arte</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/cesar-schofield-cardoso">César Schofield Cardoso</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/olavo-da-luz">Olavo da Luz</category>
 <content:encoded>&lt;p&gt;Exibição do filme documentário NA MARÉ, de César Schofield Cardoso, no dia 25 de setembro, pelas 19h00, no Pátio Multiuso Vasco Martins, CNAD (&lt;span&gt;Centro Nacional de Arte, Artesanato e&amp;nbsp;Design).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após a projeção, será realizado um debate com dois convidados: a professora investigadora da Universidade de Cabo Verde, Celeste Fortes e o psicólogo e cineasta, Olavo da&amp;nbsp;Luz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;NA MARÉ&lt;/em&gt; foi realizado no âmbito de uma residência de investigação artística, desenvolvida entre janeiro e maio de 2026, na comunidade de Salamansa, em Mindelo, em preparação para o projeto que o autor apresentará na Bienal de Sharjah 17, nos Emirados Árabes Unidos, em janeiro de 2027.O filme conta com a participação de Alcinda Évora, Arlindo David, Auxílio Matias, Daniel Bandeira, Daniel David, Joanita Gomes, Manuel Évora e Manuel dos Santos.Na equipa técnica, participam David Medina, Alex de Figueiredo, Natalia Andrade, Cátia Lush e Eurittse Silva.&lt;br /&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/outlook-hkqnl1wv.jpg" alt="" width="590" height="738" /&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded>
 <pubDate>Thu, 17 Sep 2026 13:34:30 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>MEU SEMBA, de Hugo Salvaterra. hoje no Cinema Ideal </title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/meu-semba-de-hugo-salvaterra-hoje-no-cinema-ideal</link>
 <description>&lt;p&gt;Quinta, 17, 21:30 - MEU SEMBA, no Cinema Ideal, Lisboa, com a presença do&amp;nbsp;realizador&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma sinfonia urbana, crua e vibrante, sobre Luanda e os 70% que sustentam a cidade sem ocuparem o seu centro. Entre o documentário e o manifesto, &lt;em&gt;Meu Semba&lt;/em&gt; acompanha X e os irmãos Lelé e Maria pelos ritmos, conflitos e contradições da capital angolana. O rap transforma o quotidiano em palavra política e a cidade numa batida coletiva: trabalho precário, sobrevivência, família, orgulho e o sonho de chegar ao grande&amp;nbsp;palco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Primeira longa-metragem de Hugo Salvaterra, produzida pela Geração 80, &lt;em&gt;Meu Semba&lt;/em&gt; é um filme sobre quem constrói Luanda todos os dias — e reclama o direito de ser visto, ouvido e representado. Depois de integrar a Tiger Competition do Festival de Roterdão, venceu o prémio de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de&amp;nbsp;Innsbruck.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cinema angolano pulsante, feito de resistência e voz&amp;nbsp;coletiva.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/meusemba.jpeg" alt="" width="590" height="738" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/cinemaangolano">CinemaAngolano</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/geracao80">Geração80</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/hugosalvaterra">HugoSalvaterra</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/luanda">Luanda</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/meusemba">MeuSemba</category>
 <content:encoded>&lt;p&gt;Quinta, 17, 21:30 - MEU SEMBA, no Cinema Ideal, Lisboa, com a presença do&amp;nbsp;realizador&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma sinfonia urbana, crua e vibrante, sobre Luanda e os 70% que sustentam a cidade sem ocuparem o seu centro. Entre o documentário e o manifesto, &lt;em&gt;Meu Semba&lt;/em&gt; acompanha X e os irmãos Lelé e Maria pelos ritmos, conflitos e contradições da capital angolana. O rap transforma o quotidiano em palavra política e a cidade numa batida coletiva: trabalho precário, sobrevivência, família, orgulho e o sonho de chegar ao grande&amp;nbsp;palco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Primeira longa-metragem de Hugo Salvaterra, produzida pela Geração 80, &lt;em&gt;Meu Semba&lt;/em&gt; é um filme sobre quem constrói Luanda todos os dias — e reclama o direito de ser visto, ouvido e representado. Depois de integrar a Tiger Competition do Festival de Roterdão, venceu o prémio de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de&amp;nbsp;Innsbruck.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cinema angolano pulsante, feito de resistência e voz&amp;nbsp;coletiva.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/meusemba.jpeg" alt="" width="590" height="738" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
</content:encoded>
 <pubDate>Thu, 17 Sep 2026 09:45:37 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Não Resta Nada, de André Godinho</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/nao-resta-nada-de-andre-godinho</link>
 <description>&lt;p&gt;Ficção : 126&amp;#8217; / Amizade, Distopia, Comunidade, Mistério, Paisagem, Queer,&amp;nbsp;Corpos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um grupo de pessoas queer é raptado e largado no meio do nada. Será um campo de concentração? Foram deixadas a apodrecer? Ou estão ali para serem caçadas? Quando não resta nada, a única coisa que podemos fazer é encontrar a nossa maneira de&amp;nbsp;resistir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;.Exibição Lisboa 22 de Setembro | 19h00 | Cinema São Jorge - Sala Manoel de Oliveira, c&lt;span&gt;om a presença do cineasta André&amp;nbsp;Godinho&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/godim.jpeg" alt="" width="590" height="843" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/andre-godinho">André Godinho</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/filme">filme</category>
 <content:encoded>&lt;p&gt;Ficção : 126&amp;#8217; / Amizade, Distopia, Comunidade, Mistério, Paisagem, Queer,&amp;nbsp;Corpos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um grupo de pessoas queer é raptado e largado no meio do nada. Será um campo de concentração? Foram deixadas a apodrecer? Ou estão ali para serem caçadas? Quando não resta nada, a única coisa que podemos fazer é encontrar a nossa maneira de&amp;nbsp;resistir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;.Exibição Lisboa 22 de Setembro | 19h00 | Cinema São Jorge - Sala Manoel de Oliveira, c&lt;span&gt;om a presença do cineasta André&amp;nbsp;Godinho&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/godim.jpeg" alt="" width="590" height="843" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
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 <pubDate>Wed, 16 Sep 2026 13:35:59 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">11127 at https://www.buala.org</guid>
</item>
<item>
 <title>Intimate Distance, Uncaptured City, Edson Chagas </title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/intimate-distance-uncaptured-city-edson-chagas</link>
 <description>&lt;p class="p1"&gt;&lt;strong&gt;Curadoria de Ana Balona de&amp;nbsp;Oliveira&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img class="imagecache-half" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/half/2026/09/whatsapp_image_2026-09-09_at_11.37.33.jpeg" alt="" width="290" height="512" /&gt;Em &lt;em&gt;Intimate Distance, Uncaptured City&lt;/em&gt;, Edson Chagas apresenta vários corpos de trabalho desenvolvidos ao longo das duas últimas décadas: &lt;em&gt;Found Not Taken&lt;/em&gt; (2008-2014, Londres, Newport, Luanda), &lt;em&gt;Archives of Absence: Involuntary Images&lt;/em&gt; (2019, Namibe), e &lt;em&gt;Common Walls&lt;/em&gt; (2022-2024, Lisboa, Brescia). A exposição coloca em diálogo séries fotográficas formalmente muito distintas que, contudo, se aproximam conceptualmente. Através delas, o fotógrafo tem refletido não só sobre o próprio meio fotográfico, as possibilidades imaginativas e afetivas da fotografia e os limites do documental, mas também sobre a experiência corpórea e emocional, física e psíquica, de habitar os espaços urbanos que têm marcado a sua biografia. Através de várias estratégias de abstração, as obras evocam diferentes modos de habitar Luanda (onde nasceu, viveu e aonde continua a regressar), Lisboa, Londres e Newport (cidades onde viveu e estudou fotografia), assim como frequentes passagens pela cidade do Namibe, no sul de Angola, e pela cidade de Brescia, no norte de&amp;nbsp;Itália.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;Tais modos de habitar e se deslocar entre cidades a Norte e a Sul implicaram, ao longo do tempo, experiências múltiplas de partida, chegada, permanência e regresso, e processos de construção e desconstrução de novas e antigas familiaridades. A experiência diaspórica e migratória com frequência tornou distante o que era íntimo (sem, contudo, apagar a intimidade), transformando em íntimo o que era distante (sem, contudo, anular a inescapável distância). Consequentemente, o olhar fotográfico de Chagas e, em particular, das séries que compõem esta exposição evidencia a complexidade afetiva de tais experiências, da sua memória, e da sua representação visual e fotográfica. A exposição revela a opacidade inerente à recusa da cidade em deixar-se capturar e à recusa do fotógrafo em procurar tal captura.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;&lt;span class="imagecache-full" style="width: 590px"&gt;&lt;img  title="Edson Chagas, Found Not Taken, London, 2014" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/whatsapp_image_2026-09-09_at_12.31.13.jpeg" alt="Edson Chagas, Found Not Taken, London, 2014" width="590" height="393" /&gt;&lt;span class="caption"&gt;Edson Chagas, Found Not Taken, London,&amp;nbsp;2014&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;strong&gt;EN&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;In &lt;em&gt;Intimate Distance, Uncaptured City&lt;/em&gt;, Edson Chagas presents several bodies of work developed over the last two decades: &lt;em&gt;Found Not Taken&lt;/em&gt; (2008–2014, London, Newport, Luanda), &lt;em&gt;Archives of Absence: Involuntary Images&lt;/em&gt; (2019, Namibe), and &lt;em&gt;Common Walls&lt;/em&gt; (2022–2024, Lisbon, Brescia). The exhibition brings into dialogue photographic series that are formally very distinct yet closely related conceptually. Through them, the photographer has reflected not only on the medium of photography itself, its imaginative and affective possibilities and the limits of the documentary, but also on the bodily and emotional, physical and psychic experience of inhabiting the urban spaces that have shaped his life. Through various strategies of abstraction, the works evoke different ways of inhabiting Luanda (the city where he was born, lived and to which he continues to return), Lisbon, London and Newport (cities where he lived and studied photography), as well as frequent visits to the city of Namibe, in southern Angola, and the city of Brescia, in northern&amp;nbsp;Italy.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;Over time, such ways of living and moving between cities in the North and South have entailed multiple experiences of departure, arrival, permanence and return, as well as the construction and deconstruction of new and old forms of familiarity. The diasporic and migratory experience has frequently distanced what was once intimate (without, however, erasing that intimacy), while making intimate what was once distant (without, however, negating the inescapable distance). Consequently, Chagas’ photographic gaze – particularly the one shaping the series in this exhibition – highlights the emotional complexity of such experiences, of their memory, and of their visual and photographic representation. The exhibition reveals the opacity inherent in the city’s refusal to allow itself to be captured and in the photographer’s refusal to seek such&amp;nbsp;capture.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p5"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/ana-balona-de-oliveira">Ana balona de oliveira</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/arte-contemporanea-angolana">arte contemporânea angolana</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/edson-chagas">Edson Chagas</category>
 <content:encoded>&lt;p class="p1"&gt;&lt;strong&gt;Curadoria de Ana Balona de&amp;nbsp;Oliveira&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img class="imagecache-half" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/half/2026/09/whatsapp_image_2026-09-09_at_11.37.33.jpeg" alt="" width="290" height="512" /&gt;Em &lt;em&gt;Intimate Distance, Uncaptured City&lt;/em&gt;, Edson Chagas apresenta vários corpos de trabalho desenvolvidos ao longo das duas últimas décadas: &lt;em&gt;Found Not Taken&lt;/em&gt; (2008-2014, Londres, Newport, Luanda), &lt;em&gt;Archives of Absence: Involuntary Images&lt;/em&gt; (2019, Namibe), e &lt;em&gt;Common Walls&lt;/em&gt; (2022-2024, Lisboa, Brescia). A exposição coloca em diálogo séries fotográficas formalmente muito distintas que, contudo, se aproximam conceptualmente. Através delas, o fotógrafo tem refletido não só sobre o próprio meio fotográfico, as possibilidades imaginativas e afetivas da fotografia e os limites do documental, mas também sobre a experiência corpórea e emocional, física e psíquica, de habitar os espaços urbanos que têm marcado a sua biografia. Através de várias estratégias de abstração, as obras evocam diferentes modos de habitar Luanda (onde nasceu, viveu e aonde continua a regressar), Lisboa, Londres e Newport (cidades onde viveu e estudou fotografia), assim como frequentes passagens pela cidade do Namibe, no sul de Angola, e pela cidade de Brescia, no norte de&amp;nbsp;Itália.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;Tais modos de habitar e se deslocar entre cidades a Norte e a Sul implicaram, ao longo do tempo, experiências múltiplas de partida, chegada, permanência e regresso, e processos de construção e desconstrução de novas e antigas familiaridades. A experiência diaspórica e migratória com frequência tornou distante o que era íntimo (sem, contudo, apagar a intimidade), transformando em íntimo o que era distante (sem, contudo, anular a inescapável distância). Consequentemente, o olhar fotográfico de Chagas e, em particular, das séries que compõem esta exposição evidencia a complexidade afetiva de tais experiências, da sua memória, e da sua representação visual e fotográfica. A exposição revela a opacidade inerente à recusa da cidade em deixar-se capturar e à recusa do fotógrafo em procurar tal captura.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;&lt;span class="imagecache-full" style="width: 590px"&gt;&lt;img  title="Edson Chagas, Found Not Taken, London, 2014" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/whatsapp_image_2026-09-09_at_12.31.13.jpeg" alt="Edson Chagas, Found Not Taken, London, 2014" width="590" height="393" /&gt;&lt;span class="caption"&gt;Edson Chagas, Found Not Taken, London,&amp;nbsp;2014&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;strong&gt;EN&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;In &lt;em&gt;Intimate Distance, Uncaptured City&lt;/em&gt;, Edson Chagas presents several bodies of work developed over the last two decades: &lt;em&gt;Found Not Taken&lt;/em&gt; (2008–2014, London, Newport, Luanda), &lt;em&gt;Archives of Absence: Involuntary Images&lt;/em&gt; (2019, Namibe), and &lt;em&gt;Common Walls&lt;/em&gt; (2022–2024, Lisbon, Brescia). The exhibition brings into dialogue photographic series that are formally very distinct yet closely related conceptually. Through them, the photographer has reflected not only on the medium of photography itself, its imaginative and affective possibilities and the limits of the documentary, but also on the bodily and emotional, physical and psychic experience of inhabiting the urban spaces that have shaped his life. Through various strategies of abstraction, the works evoke different ways of inhabiting Luanda (the city where he was born, lived and to which he continues to return), Lisbon, London and Newport (cities where he lived and studied photography), as well as frequent visits to the city of Namibe, in southern Angola, and the city of Brescia, in northern&amp;nbsp;Italy.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;Over time, such ways of living and moving between cities in the North and South have entailed multiple experiences of departure, arrival, permanence and return, as well as the construction and deconstruction of new and old forms of familiarity. The diasporic and migratory experience has frequently distanced what was once intimate (without, however, erasing that intimacy), while making intimate what was once distant (without, however, negating the inescapable distance). Consequently, Chagas’ photographic gaze – particularly the one shaping the series in this exhibition – highlights the emotional complexity of such experiences, of their memory, and of their visual and photographic representation. The exhibition reveals the opacity inherent in the city’s refusal to allow itself to be captured and in the photographer’s refusal to seek such&amp;nbsp;capture.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p5"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded>
 <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 11:45:23 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">11120 at https://www.buala.org</guid>
</item>
<item>
 <title>Novela gráfica «Caderno de Memórias Coloniais»</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/novela-grafica-caderno-de-memorias-coloniais</link>
 <description>&lt;p class="p1"&gt;Novela Gráfica&amp;nbsp;&lt;span&gt;de Isabela Figueiredo e ilustrações de Júlia Barata volta a trazer para o centro do debate temas como colonialismo, o racismo e a memória histórica. Já nas&amp;nbsp;livrarias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Dez anos após a sua publicação pela Editorial Caminho, em 2015, «Caderno de Memórias Coloniais» regressa ao centro do debate, com uma nova versão ilustrada, fiel à sua vocação de expor cruamente o colonialismo português em Moçambique. Nesta novela gráfica, ilustrada por Júlia Barata, Isabela Figueiredo revisita o seu texto, aprofundando a reflexão sobre a sua infância e relação com o pai, enquanto reabre uma ferida da nossa história ainda em processo de cicatrização. Num tempo em que factos e vivências individuais são frequentemente questionados ou silenciados ao serviço de determinadas narrativas, esta obra interpela de forma direta a maneira como abordamos temas tão essenciais quanto o colonialismo, o racismo e a memória histórica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Várias apresentações com a presença das autoras&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Isabela Figueiredo (texto) e Júlia Barata (ilustração)&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/captura_de_ecra_2026-09-08_as_17.35.08.png" alt="" width="474" height="804" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/captura_de_ecra_2026-09-08_as_17.33.33.png" alt="" width="528" height="803" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;strong&gt;ISABELA FIGUEIREDO &lt;/strong&gt;nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, hoje Maputo, em 1963, filha de portugueses oriundos da zona Centro-Oeste de Portugal. Após a independência de Moçambique, em 1975, rumou a Portugal. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Especializou-se em Estudos sobre as Mulheres na Universidade Aberta. Trabalhou como jornalista no Diário de Notícias entre 1988 e 1994, onde foi também coordenadora do suplemento DN Jovem. Foi professora de português no ensino secundário. Escreveu &lt;em&gt;Conto É Como Quem Diz&lt;/em&gt;, novela que recebeu o primeiro prémio da Mostra Portuguesa de Artes e Ideias, &lt;em&gt;Caderno de Memórias Coloniais&lt;/em&gt;, cuja edição francesa foi finalista do Prémio Femina Estrangeiro, e &lt;em&gt;A Gorda&lt;/em&gt;, obra que recebeu o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues. Os seus livros estão publicados em França, Itália, Alemanha, Espanha e Brasil e alcançaram grande êxito junto do público e da crítica, especialmente em Portugal e no Brasil, sendo constantemente reimpressas. Em 2022 publicou &lt;em&gt;Um Cão no meio do Caminho&lt;/em&gt;, o seu mais recente romance que é também um sucesso de&amp;nbsp;vendas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;&lt;strong&gt;JÚLIA BARATA &lt;/strong&gt;nasceu em Portugal, cresceu em Moçambique até 1988 e vive atualmente em Buenos Aires. É arquiteta e autora de banda desenhada. Publicou novelas gráficas em Portugal, Argentina e&amp;nbsp;Espanha.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/caderno-de-memorias-coloniais">Caderno de Memórias Coloniais</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/isabela-figueiredo">Isabela Figueiredo</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/julia-barata">Júlia Barata</category>
 <content:encoded>&lt;p class="p1"&gt;Novela Gráfica&amp;nbsp;&lt;span&gt;de Isabela Figueiredo e ilustrações de Júlia Barata volta a trazer para o centro do debate temas como colonialismo, o racismo e a memória histórica. Já nas&amp;nbsp;livrarias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Dez anos após a sua publicação pela Editorial Caminho, em 2015, «Caderno de Memórias Coloniais» regressa ao centro do debate, com uma nova versão ilustrada, fiel à sua vocação de expor cruamente o colonialismo português em Moçambique. Nesta novela gráfica, ilustrada por Júlia Barata, Isabela Figueiredo revisita o seu texto, aprofundando a reflexão sobre a sua infância e relação com o pai, enquanto reabre uma ferida da nossa história ainda em processo de cicatrização. Num tempo em que factos e vivências individuais são frequentemente questionados ou silenciados ao serviço de determinadas narrativas, esta obra interpela de forma direta a maneira como abordamos temas tão essenciais quanto o colonialismo, o racismo e a memória histórica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Várias apresentações com a presença das autoras&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Isabela Figueiredo (texto) e Júlia Barata (ilustração)&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/captura_de_ecra_2026-09-08_as_17.35.08.png" alt="" width="474" height="804" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/captura_de_ecra_2026-09-08_as_17.33.33.png" alt="" width="528" height="803" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;strong&gt;ISABELA FIGUEIREDO &lt;/strong&gt;nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, hoje Maputo, em 1963, filha de portugueses oriundos da zona Centro-Oeste de Portugal. Após a independência de Moçambique, em 1975, rumou a Portugal. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Especializou-se em Estudos sobre as Mulheres na Universidade Aberta. Trabalhou como jornalista no Diário de Notícias entre 1988 e 1994, onde foi também coordenadora do suplemento DN Jovem. Foi professora de português no ensino secundário. Escreveu &lt;em&gt;Conto É Como Quem Diz&lt;/em&gt;, novela que recebeu o primeiro prémio da Mostra Portuguesa de Artes e Ideias, &lt;em&gt;Caderno de Memórias Coloniais&lt;/em&gt;, cuja edição francesa foi finalista do Prémio Femina Estrangeiro, e &lt;em&gt;A Gorda&lt;/em&gt;, obra que recebeu o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues. Os seus livros estão publicados em França, Itália, Alemanha, Espanha e Brasil e alcançaram grande êxito junto do público e da crítica, especialmente em Portugal e no Brasil, sendo constantemente reimpressas. Em 2022 publicou &lt;em&gt;Um Cão no meio do Caminho&lt;/em&gt;, o seu mais recente romance que é também um sucesso de&amp;nbsp;vendas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;&lt;strong&gt;JÚLIA BARATA &lt;/strong&gt;nasceu em Portugal, cresceu em Moçambique até 1988 e vive atualmente em Buenos Aires. É arquiteta e autora de banda desenhada. Publicou novelas gráficas em Portugal, Argentina e&amp;nbsp;Espanha.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
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 <pubDate>Fri, 04 Sep 2026 14:05:35 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>ROOFTALK Conversa, Música e Artes</title>
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 <description>&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-half" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/half/2026/09/captura_de_ecra_2026-09-02_as_23.09.51.png" alt="" width="290" height="328" /&gt;ROOFTALK é o encontro da LULENDO no Rooftop do DESTINATION: um espaço onde livros, ideias, música e artes sobem ao terraço para criar conversas que aproximam pessoas e culturas.&lt;br /&gt;Em cada edição, um autor, artista ou criador é o ponto de partida para uma experiência que combina conversa, descoberta e música, num ambiente descontraído e contemporâneo.&lt;br /&gt;ROOFTALK — livros que geram conversa, música que cria ambiente, arte que aproxima.&lt;br /&gt;DESTINATION — Cais do Sodré Uma iniciativa&amp;nbsp;LULENDO&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-half" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/half/2026/09/whatsapp_image_2026-08-25_at_22.49.07.jpeg" alt="" width="290" height="516" /&gt;&lt;img class="imagecache-half" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/half/2026/09/whatsapp_image_2026-08-25_at_22.49.14.jpeg" alt="" width="290" height="516" /&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/whatsapp_image_2026-08-24_at_20.27.51.jpeg" alt="" width="590" height="1112" /&gt;&lt;/p&gt;
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 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/conversas">conversas</category>
 <content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-half" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/half/2026/09/captura_de_ecra_2026-09-02_as_23.09.51.png" alt="" width="290" height="328" /&gt;ROOFTALK é o encontro da LULENDO no Rooftop do DESTINATION: um espaço onde livros, ideias, música e artes sobem ao terraço para criar conversas que aproximam pessoas e culturas.&lt;br /&gt;Em cada edição, um autor, artista ou criador é o ponto de partida para uma experiência que combina conversa, descoberta e música, num ambiente descontraído e contemporâneo.&lt;br /&gt;ROOFTALK — livros que geram conversa, música que cria ambiente, arte que aproxima.&lt;br /&gt;DESTINATION — Cais do Sodré Uma iniciativa&amp;nbsp;LULENDO&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-half" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/half/2026/09/whatsapp_image_2026-08-25_at_22.49.07.jpeg" alt="" width="290" height="516" /&gt;&lt;img class="imagecache-half" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/half/2026/09/whatsapp_image_2026-08-25_at_22.49.14.jpeg" alt="" width="290" height="516" /&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/09/whatsapp_image_2026-08-24_at_20.27.51.jpeg" alt="" width="590" height="1112" /&gt;&lt;/p&gt;
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 <pubDate>Wed, 02 Sep 2026 16:02:22 +0000</pubDate>
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