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 <title>DÁ FALA</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/taxonomy/term/33/0</link>
 <description>Blogue de cultura contemporânea africana</description>
 <language>pt-pt</language>
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 <title>MEMÓRIA E REPARAÇÃO~ perspectivas anticoloniais e decoloniais </title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/memoria-e-reparacao-perspectivas-anticoloniais-e-decoloniais</link>
 <description>&lt;p&gt;O colonialismo não é um capítulo encerrado da História, mas uma relação de poder que continua a organizar vidas, territórios e imaginários, e que exige ser combatida. Procuramos compreender como essas relações se inscrevem no presente e como podem ser confrontadas e resistidas.Esta programação parte da necessidade de recusar narrativas que impõem uma perspectiva europeia e de olhar criticamente para o colonialismo, as suas permanências e reconfigurações.&amp;nbsp;Memória e Reparação reúne filmes que abordam situações concretas de violência colonial e as resistências que lhes fazem frente, interrogando as formas como essa violência foi registada e representada, a apropriação do património e dos territórios, bem como o racismo, o apartheid e as estruturas que os sustentam. Estas questões cruzam-se com a intimidade, a pertença e o cuidado, enquanto a imaginação de outros futuros abre espaço à possibilidade de construir para além das estruturas existentes.No último encontro, a conversa traz estes assuntos para o presente que partilhamos, reunindo cineastas, colectivos e associações para pôr em comum perspectivas, práticas e modos de organização a partir dos seus bairros e comunidades de&amp;nbsp;proximidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="//www.instagram.com/_cinemanamula_?psln=MTB6YXp0aXg0aXMxcg==" target="_blank"&gt;instagram&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/whatsapp_image_2026-10-16_at_19.00.53.jpeg" alt="" width="590" height="738" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/cinema-na-mula-reparacao">cinema na Mula. reparação</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/memoria">memória</category>
 <content:encoded>&lt;p&gt;O colonialismo não é um capítulo encerrado da História, mas uma relação de poder que continua a organizar vidas, territórios e imaginários, e que exige ser combatida. Procuramos compreender como essas relações se inscrevem no presente e como podem ser confrontadas e resistidas.Esta programação parte da necessidade de recusar narrativas que impõem uma perspectiva europeia e de olhar criticamente para o colonialismo, as suas permanências e reconfigurações.&amp;nbsp;Memória e Reparação reúne filmes que abordam situações concretas de violência colonial e as resistências que lhes fazem frente, interrogando as formas como essa violência foi registada e representada, a apropriação do património e dos territórios, bem como o racismo, o apartheid e as estruturas que os sustentam. Estas questões cruzam-se com a intimidade, a pertença e o cuidado, enquanto a imaginação de outros futuros abre espaço à possibilidade de construir para além das estruturas existentes.No último encontro, a conversa traz estes assuntos para o presente que partilhamos, reunindo cineastas, colectivos e associações para pôr em comum perspectivas, práticas e modos de organização a partir dos seus bairros e comunidades de&amp;nbsp;proximidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="//www.instagram.com/_cinemanamula_?psln=MTB6YXp0aXg0aXMxcg==" target="_blank"&gt;instagram&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/whatsapp_image_2026-10-16_at_19.00.53.jpeg" alt="" width="590" height="738" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
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 <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 18:15:23 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>3º ANIVERSÁRIO MAC/CCB 23.10 — 25.10.26</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/3-aniversario-macccb-2310-251026</link>
 <description>&lt;p class="p1"&gt;O MAC/CCB celebra o seu 3.º aniversário de 23 a 25 de outubro, com entrada livre. Inauguramos a exposição &lt;em&gt;Here I Stand&lt;/em&gt;, de Ângela Ferreira, e na praça instala-se a sua obra de grandes dimensões &lt;em&gt;Zip Zap Circus School&lt;/em&gt;, que será ativada pela Escola de Circo do Chapitô.&lt;br /&gt;A noite de sexta-feira completa-se com o DJ set de Party Smith, e, no sábado, há um concerto do «Ciclo de Música Discreta» com Nkisi e Gonçalo F. Cardoso / Gonzo, além de conversas em torno da exposição de Frida Orupabo, visitas guiadas e a intervenção de António Guerreiro numa palestra.&lt;br /&gt;A Sala Lúdica espera pelos mais pequenos, e aproveitamos a ocasião para apresentar os últimos catálogos publicados, dedicados às exposições &lt;em&gt;Olhos Múltiplos&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Terra Crua&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Cloud of Confusion&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;«May I Help You? Posso Ajudar?» Artes e Artistas da década de 1970 em diante&lt;/em&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/angela.jpg" alt="" width="590" height="277" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;23.10.26&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;18h00 Conversa com Ângela Ferreira e Nuria Enguita, Auditório MAC/CCB&lt;br /&gt;19h00 Inauguração da exposição &lt;em&gt;Ângela Ferreira. Here I Stand&lt;/em&gt;, Piso 0&lt;br /&gt;19h30 Performance na &lt;em&gt;Zip Zap Circus School&lt;/em&gt;, de Ângela Ferreira, por alunos da Escola de Circo do Chapitô na Praça CCB&lt;br /&gt;20h00 DJ SET Party Smith, Piso 0&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;24.10.26&lt;br /&gt;11:30, 12:00, 12:30, 14:30, 17:00 e 17:30&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Visitas Breves de 30 minutos às coleções do MAC/CCB, pela equipa de Educação e Mediação.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15h00 Piso - 1&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Visita/Conversa com a curadora Marta Mestre, o Coletivo FACA (Andreia Coutinho e Maribel Mendes Sobreira) e Ícaro Lira, no contexto da exposição &lt;em&gt;Frida Orupabo. Cloud Of Confusion&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;15h00&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Forma encontra cor!&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Atividade em família, para crianças entre os 6 e os 12 anos, pela equipa de Educação e Mediação. Ponto de encontro: receção do museu.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17h00 Piso - 1&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nkisi e Gonçalo F. Cardoso / Gonzo em “Ciclo de Música Discreta”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18h00 Praça MAC/CCB&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Performance na &lt;em&gt;Zip Zap Circus School&lt;/em&gt;, de Ângela Ferreira, por alunos da Escola de Circo do Chapitô na Praça CCB&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;25.10.26&lt;br /&gt;11h00&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Cozinh’arte&lt;/em&gt;. Atividade em família, para crianças entre os 2 e os 5 anos, pela equipa de Educação e Mediação. Ponto de encontro: receção do museu.&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;11:30, 12:00, 12:30, 14:30, 17:00 e 17:30&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Visitas Breves de 30 minutos às coleções do MAC/CCB, pela equipa de Educação e Mediação&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15h00 Piso 0&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Visita/Conversa com Ângela Ferreira e Nuria Enguita&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16h00 Auditório MAC/CCB&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Apresentação dos catálogos lançados em 2026: &lt;em&gt;Terra Crua&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Olhos Múltiplos&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Cloud of Confusion&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;«May I Help You? Posso Ajudar?» Artes e Artistas da década de 1970 em diante&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17h00 Auditório MAC/CCB&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;A tentação da legibilidade: a dimensão crítica da arte face ao conformismo temático&lt;/em&gt;. Palestra de António Guerreiro com apresentação de Nuria&amp;nbsp;Enguita&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/arte-contemporanea">arte contemporânea</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/macccb">MAC/CCB</category>
 <content:encoded>&lt;p class="p1"&gt;O MAC/CCB celebra o seu 3.º aniversário de 23 a 25 de outubro, com entrada livre. Inauguramos a exposição &lt;em&gt;Here I Stand&lt;/em&gt;, de Ângela Ferreira, e na praça instala-se a sua obra de grandes dimensões &lt;em&gt;Zip Zap Circus School&lt;/em&gt;, que será ativada pela Escola de Circo do Chapitô.&lt;br /&gt;A noite de sexta-feira completa-se com o DJ set de Party Smith, e, no sábado, há um concerto do «Ciclo de Música Discreta» com Nkisi e Gonçalo F. Cardoso / Gonzo, além de conversas em torno da exposição de Frida Orupabo, visitas guiadas e a intervenção de António Guerreiro numa palestra.&lt;br /&gt;A Sala Lúdica espera pelos mais pequenos, e aproveitamos a ocasião para apresentar os últimos catálogos publicados, dedicados às exposições &lt;em&gt;Olhos Múltiplos&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Terra Crua&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Cloud of Confusion&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;«May I Help You? Posso Ajudar?» Artes e Artistas da década de 1970 em diante&lt;/em&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/angela.jpg" alt="" width="590" height="277" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;23.10.26&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;18h00 Conversa com Ângela Ferreira e Nuria Enguita, Auditório MAC/CCB&lt;br /&gt;19h00 Inauguração da exposição &lt;em&gt;Ângela Ferreira. Here I Stand&lt;/em&gt;, Piso 0&lt;br /&gt;19h30 Performance na &lt;em&gt;Zip Zap Circus School&lt;/em&gt;, de Ângela Ferreira, por alunos da Escola de Circo do Chapitô na Praça CCB&lt;br /&gt;20h00 DJ SET Party Smith, Piso 0&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;24.10.26&lt;br /&gt;11:30, 12:00, 12:30, 14:30, 17:00 e 17:30&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Visitas Breves de 30 minutos às coleções do MAC/CCB, pela equipa de Educação e Mediação.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15h00 Piso - 1&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Visita/Conversa com a curadora Marta Mestre, o Coletivo FACA (Andreia Coutinho e Maribel Mendes Sobreira) e Ícaro Lira, no contexto da exposição &lt;em&gt;Frida Orupabo. Cloud Of Confusion&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;15h00&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Forma encontra cor!&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Atividade em família, para crianças entre os 6 e os 12 anos, pela equipa de Educação e Mediação. Ponto de encontro: receção do museu.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17h00 Piso - 1&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nkisi e Gonçalo F. Cardoso / Gonzo em “Ciclo de Música Discreta”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18h00 Praça MAC/CCB&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Performance na &lt;em&gt;Zip Zap Circus School&lt;/em&gt;, de Ângela Ferreira, por alunos da Escola de Circo do Chapitô na Praça CCB&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;25.10.26&lt;br /&gt;11h00&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Cozinh’arte&lt;/em&gt;. Atividade em família, para crianças entre os 2 e os 5 anos, pela equipa de Educação e Mediação. Ponto de encontro: receção do museu.&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;11:30, 12:00, 12:30, 14:30, 17:00 e 17:30&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Visitas Breves de 30 minutos às coleções do MAC/CCB, pela equipa de Educação e Mediação&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15h00 Piso 0&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Visita/Conversa com Ângela Ferreira e Nuria Enguita&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16h00 Auditório MAC/CCB&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Apresentação dos catálogos lançados em 2026: &lt;em&gt;Terra Crua&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Olhos Múltiplos&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Cloud of Confusion&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;«May I Help You? Posso Ajudar?» Artes e Artistas da década de 1970 em diante&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17h00 Auditório MAC/CCB&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;A tentação da legibilidade: a dimensão crítica da arte face ao conformismo temático&lt;/em&gt;. Palestra de António Guerreiro com apresentação de Nuria&amp;nbsp;Enguita&lt;/p&gt;
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 <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 07:35:29 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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</item>
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 <title>Zonas de Contacto</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/zonas-de-contacto</link>
 <description>&lt;p&gt;Uma viagem. Uma caminhada. Uma conversa. Apareçam e juntem-se a nós.&lt;br /&gt;Encontro no Metro de Entrecampos às 14h30 (tolerância até às 14h45). Iniciamos com uma viagem de metro até Senhor Roubado/Odivelas onde iremos visitar e pensar os limites da chamada &amp;#8220;periferia urbana&amp;#8221; da cidade de Lisboa, suas indústrias em ruínas e as mobilidades pendulares da &amp;#8220;cidade dormitório&amp;#8221; e faremos uma conversa com a artista visual &lt;a href="https://www.msdm.org.uk/paula" target="_blank"&gt;paula roush&lt;/a&gt;, com &lt;a href="https://dinamiacet.iscte-iul.pt/full-team/andrea-pavoni" target="_blank"&gt;Andrea Pavoni&lt;/a&gt; dos estudos urbanos e com o antropólogo &lt;a href="https://www.cria.org.pt/pt/people/antonio-maria-pusceddu" target="_blank"&gt;António Pusceddu&lt;/a&gt; que trabalha com contextos industriais no campo da Ecologia Política&amp;#8230;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Esta iniciativa enquadra-se também em uma aula aberta da disciplina de Antropologia e Imagem do 3º ano da Licenciatura de Antropologia do ISCTE que coordeno com meus colegas Filipe Reis e Marcia Mansur.&lt;br /&gt;Tragam auriculares e o telefone com bateria, chapéu de sol ou de chuva conforme o dia se apresente, sapatos confortáveis e passe social ou cartão navegante para a viagem de Metro, e um lanchinho se quiserem e pelas 17h terminamos&amp;#8230; até lá.&amp;nbsp;E divulguem entre os amigues&amp;#8230;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paulo&amp;nbsp;Raposo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/ppc_zonas_de_contacto_caminhada.png" alt="" width="590" height="835" /&gt;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/periferia">periferia</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/zonas-de-contacto">Zonas de Contacto</category>
 <content:encoded>&lt;p&gt;Uma viagem. Uma caminhada. Uma conversa. Apareçam e juntem-se a nós.&lt;br /&gt;Encontro no Metro de Entrecampos às 14h30 (tolerância até às 14h45). Iniciamos com uma viagem de metro até Senhor Roubado/Odivelas onde iremos visitar e pensar os limites da chamada &amp;#8220;periferia urbana&amp;#8221; da cidade de Lisboa, suas indústrias em ruínas e as mobilidades pendulares da &amp;#8220;cidade dormitório&amp;#8221; e faremos uma conversa com a artista visual &lt;a href="https://www.msdm.org.uk/paula" target="_blank"&gt;paula roush&lt;/a&gt;, com &lt;a href="https://dinamiacet.iscte-iul.pt/full-team/andrea-pavoni" target="_blank"&gt;Andrea Pavoni&lt;/a&gt; dos estudos urbanos e com o antropólogo &lt;a href="https://www.cria.org.pt/pt/people/antonio-maria-pusceddu" target="_blank"&gt;António Pusceddu&lt;/a&gt; que trabalha com contextos industriais no campo da Ecologia Política&amp;#8230;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Esta iniciativa enquadra-se também em uma aula aberta da disciplina de Antropologia e Imagem do 3º ano da Licenciatura de Antropologia do ISCTE que coordeno com meus colegas Filipe Reis e Marcia Mansur.&lt;br /&gt;Tragam auriculares e o telefone com bateria, chapéu de sol ou de chuva conforme o dia se apresente, sapatos confortáveis e passe social ou cartão navegante para a viagem de Metro, e um lanchinho se quiserem e pelas 17h terminamos&amp;#8230; até lá.&amp;nbsp;E divulguem entre os amigues&amp;#8230;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paulo&amp;nbsp;Raposo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/ppc_zonas_de_contacto_caminhada.png" alt="" width="590" height="835" /&gt;&lt;/p&gt;
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 <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 13:34:29 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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<item>
 <title>Lançamento livro "Alda Espírito Santo" - 16 out CCCV</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/lancamento-livro-alda-espirito-santo-16-out-cccv</link>
 <description>&lt;p&gt;A presente coletânea organiza-se em quatro partes temáticas que procuram acompanhar os diferentes modos através dos quais a escrita de Alda Espírito Santo se tornou espaço de consciência histórica, de imaginação política, de memória coletiva e de reinvenção afetiva da pátria. Mais do que uma simples reunião de estudos dispersos, o volume constrói um percurso crítico que vai da emergência da literatura como linguagem da libertação às problemáticas da condição feminina, da subalternidade, da ancestralidade, da memória e das tensões do pós-independência, culminando numa reflexão sobre a dimensão performativa da&amp;nbsp;palavra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A primeira parte, &lt;strong&gt;Palavra, Nação e Consciência Anticolonial&lt;/strong&gt;, reúne os ensaios que regressam ao momento matricial em que a literatura se tornou, nos espaços africanos sob domínio português, um dispositivo de consciência e de&amp;nbsp;luta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A segunda parte, &lt;strong&gt;Mulheres e Linguagens da Resistência&lt;/strong&gt;, agrupando ensaios que problematizam as relações entre género, colonialismo, raça, desloca o foco para as relações entre colonialismo, patriarcado, violência e experiência&amp;nbsp;feminina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A terceira parte, &lt;strong&gt;Memória, Ancestralidade e Pós-Independência&lt;/strong&gt;, reúne os ensaios que interrogam as permanências da memória, as heranças ancestrais e os desencantos do tempo&amp;nbsp;pós-colonial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A quarta parte, &lt;strong&gt;Linguagem, Emoção e Reinvenção da Pátria&lt;/strong&gt;, culmina com dois ensaios que, na verdade, deveriam introduzir a dimensão performativa da&amp;nbsp;poesia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Inocência&amp;nbsp;Mata)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/alda.png" alt="" width="590" height="590" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;AUTORES DOS&amp;nbsp;ENSAIOS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Amarino Oliveira de&amp;nbsp;Queiroz&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ana Maria Teixeira da&amp;nbsp;Rocha&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Augusto&amp;nbsp;Nascimento&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Carmen Lúcia Tindó&amp;nbsp;Secco&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Clariane Crippa&amp;nbsp;e&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pires&amp;nbsp;Laranjeira&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Érica Antunes&amp;nbsp;Pereira&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inocência&amp;nbsp;Mata&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jurema&amp;nbsp;Oliveira&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Laura Cavalcante&amp;nbsp;Padilha&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Noemi&amp;nbsp;Alfieri&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paulo Sérgio&amp;nbsp;Gonçalves&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tânia&amp;nbsp;Lima&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Thaíse de Santana&amp;nbsp;Santos&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/alda-espirito-santo">Alda Espírito Santo</category>
 <content:encoded>&lt;p&gt;A presente coletânea organiza-se em quatro partes temáticas que procuram acompanhar os diferentes modos através dos quais a escrita de Alda Espírito Santo se tornou espaço de consciência histórica, de imaginação política, de memória coletiva e de reinvenção afetiva da pátria. Mais do que uma simples reunião de estudos dispersos, o volume constrói um percurso crítico que vai da emergência da literatura como linguagem da libertação às problemáticas da condição feminina, da subalternidade, da ancestralidade, da memória e das tensões do pós-independência, culminando numa reflexão sobre a dimensão performativa da&amp;nbsp;palavra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A primeira parte, &lt;strong&gt;Palavra, Nação e Consciência Anticolonial&lt;/strong&gt;, reúne os ensaios que regressam ao momento matricial em que a literatura se tornou, nos espaços africanos sob domínio português, um dispositivo de consciência e de&amp;nbsp;luta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A segunda parte, &lt;strong&gt;Mulheres e Linguagens da Resistência&lt;/strong&gt;, agrupando ensaios que problematizam as relações entre género, colonialismo, raça, desloca o foco para as relações entre colonialismo, patriarcado, violência e experiência&amp;nbsp;feminina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A terceira parte, &lt;strong&gt;Memória, Ancestralidade e Pós-Independência&lt;/strong&gt;, reúne os ensaios que interrogam as permanências da memória, as heranças ancestrais e os desencantos do tempo&amp;nbsp;pós-colonial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A quarta parte, &lt;strong&gt;Linguagem, Emoção e Reinvenção da Pátria&lt;/strong&gt;, culmina com dois ensaios que, na verdade, deveriam introduzir a dimensão performativa da&amp;nbsp;poesia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Inocência&amp;nbsp;Mata)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/alda.png" alt="" width="590" height="590" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;AUTORES DOS&amp;nbsp;ENSAIOS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Amarino Oliveira de&amp;nbsp;Queiroz&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ana Maria Teixeira da&amp;nbsp;Rocha&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Augusto&amp;nbsp;Nascimento&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Carmen Lúcia Tindó&amp;nbsp;Secco&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Clariane Crippa&amp;nbsp;e&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pires&amp;nbsp;Laranjeira&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Érica Antunes&amp;nbsp;Pereira&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inocência&amp;nbsp;Mata&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jurema&amp;nbsp;Oliveira&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Laura Cavalcante&amp;nbsp;Padilha&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Noemi&amp;nbsp;Alfieri&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paulo Sérgio&amp;nbsp;Gonçalves&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tânia&amp;nbsp;Lima&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Thaíse de Santana&amp;nbsp;Santos&lt;/p&gt;
</content:encoded>
 <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 13:12:50 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Kafuka African Film Festival 2026 celebra Amílcar Cabral e cinema africano em Cabo Verde</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/kafuka-african-film-festival-2026-celebra-amilcar-cabral-e-cinema-africano-em-cabo-verde</link>
 <description>&lt;p class="p1"&gt;&lt;strong&gt;A segunda edição do festival decorre de 15 a 18 de outubro no TeckPark, na cidade da Praia. O evento vai trazer à cidade realizadores de diferentes países, filmes presentes em grandes festivais internacionais, conversas, masterclasses, workshops, encontros entre profissionais do cinema e uma programação dedicada a crianças e adolescentes. Promovido pelo Kuletivu Nhanha, o festival este ano celebra o pensamento e legado de Amílcar Cabral, que está refletido na sua programação.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;A sessão de abertura, no dia 15 outubro, será marcada pela exibição de “Amílcar”, filme do realizador espanhol Miguel Eek, que estará presente no festival para uma conversa com o público.&amp;nbsp; A programação integra ainda filmes como “Nós, Povo das Ilhas”, “Time to Change” e “Afrikki”, propondo diferentes reflexões alusivas ao pensamento de Cabral. Está ainda prevista uma masterclass dedicada à presença de Amílcar Cabral no cinema de Flora Gomes, dinamizada pela investigadora Jusciele&amp;nbsp;Oliveira.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;O festival contará com a presença de outros realizadores e profissionais do cinema africano e da diáspora, em sessões de conversa com o público e atividades de formação. Entre os convidados de destaque está a conceituada realizadora e produtora senegalesa Angèle Diabang, que irá presidir ao júri do Kafuka 2026. A cineasta, que este ano integrou o júri do Festival de Cannes, vai apresentar no festival o seu filme “Une Si Longue Lettre”, que será exibido no dia 17 de outubro, seguido de uma sessão de perguntas e respostas com a&amp;nbsp;realizadora.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;Uma outra convidada de destaque é a realizadora ugandesa Patiente Nitumwesiga, autora de “The Woman who Poked the Leopard”, obra que aborda questões particularmente sensíveis da realidade política e social do Uganda. O filme estará em exibição no dia 17 de&amp;nbsp;outubro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;Para além das sessões de cinema, o Kafuka 2026 terá uma componente de formação e de desenvolvimento profissional. O programa inclui o mini-curso “Cinemas Africanos: Histórias, Estéticas e Políticas”, em parceria com a Universidade de Cabo Verde, masterclasses sobre crítica de cinema e cinema africano, conversas abertas e o encontro de profissionais onde decorrerá também o lançamento da plataforma REDE Cinema e Audiovisual PALOP+TL. Prevê-se ainda um Cine-Jantar na residência da Embaixada do Brasil com a exibição do filme “Cadernos Negros”, seguido de um cocktail e de uma conversa com o realizador Joel Zito&amp;nbsp;Araújo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;A programação de 2026 reforça a secção dedicada ao público infantil, o Kafukinha, que decorre de 17 a 18 de outubro, com uma seleção de filmes de Cabo Verde, Angola, Moçambique, Costa do Marfim e Brasil. As sessões serão acompanhadas por atividades de animação e workshops sobre reciclagem e Stop Motion. É com os olhos postos na futura inclusão de uma secção dedicada exclusivamente ao publico adolescente, o KafukaTeen, que este ano decorrerá durante o Kafukinha a entrega de prémios e a primeira exibição pública dos filmes desenvolvidos no âmbito do programa Filma Cabo&amp;nbsp;Verde.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;A programação do evento será complementada com duas exposições, uma de pintura pelo artista Joel Monteiro, e uma de fotografia pela artista Keila Fernandes, reforçando a ligação do Kafuka a outras expressões artísticas para além do&amp;nbsp;cinema.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;O Kafuka conta com importantes parcerias nacionais e internacionais, incluindo Embaixada de França no Senegal, Instituto Guimarães Rosa, Embaixada do Brasil em Cabo Verde, EME, Tecnicil Indústria, Teck Park Cabo Verde, Hotel Praiamar do Grupo Oásis e Praiano Apart Hotel,&amp;nbsp;.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;O programa completo do Kafuka 2026 está disponível no site &lt;a href="https://kafuka.cv/programacao"&gt;https://kafuka.cv/programacao&lt;/a&gt; e nas páginas oficiais do festival no Facebook e&amp;nbsp;Instagram.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/846505564_122203966676898237_5528271216343883875_n.jpg" alt="" width="590" height="590" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;&lt;strong&gt;Sobre o Kafuka African Film&amp;nbsp;Festival&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;O Kafuka African Film Festival foi criado com a ambição de iluminar, através do cinema, a diversidade de narrativas africanas, promover o intercâmbio cultural entre diferentes países e comunidades, com foco em Cabo Verde, África e diáspora, e contribuir para o desenvolvimento de um ecossistema cinematográfico em Cabo&amp;nbsp;Verde.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;O próprio nome Kafuka remete para um utensílio doméstico tradicional utilizado em Cabo Verde quando o acesso à eletricidade era limitado. Esta referência associa-se à ideia de luz, esperança, resiliência e à própria importância da luz na criação&amp;nbsp;cinematográfica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;O festival é promovido pelo Kuletivu Nhanha, dedicado à promoção das mulheres cabo-verdianas no cinema e no&amp;nbsp;audiovisual.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;strong&gt;Contactos&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Ilda Fortes (Kuletivu Nhanha): + 238 5921755 (WhatsApp)&amp;nbsp; Email: &lt;a href="&amp;#109;&amp;#97;&amp;#105;&amp;#108;&amp;#116;&amp;#111;&amp;#58;&amp;#107;&amp;#97;&amp;#102;&amp;#117;&amp;#107;&amp;#97;&amp;#102;&amp;#102;&amp;#99;&amp;#118;&amp;#64;&amp;#103;&amp;#109;&amp;#97;&amp;#105;&amp;#108;&amp;#46;&amp;#99;&amp;#111;&amp;#109;"&gt;&amp;#107;&amp;#97;&amp;#102;&amp;#117;&amp;#107;&amp;#97;&amp;#102;&amp;#102;&amp;#99;&amp;#118;&amp;#64;&amp;#103;&amp;#109;&amp;#97;&amp;#105;&amp;#108;&amp;#46;&amp;#99;&amp;#111;&amp;#109;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Redes Sociais:&amp;nbsp; Facebook - KAFF -Kafuka African Film Festival&amp;nbsp; &lt;a href="https://www.facebook.com/kafukaffcv/"&gt;https://www.facebook.com/kafukaffcv/&lt;/a&gt;;&amp;nbsp; Instagram –&amp;nbsp;Kafukaffcv&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/kafuka-african-film">Kafuka African Film</category>
 <content:encoded>&lt;p class="p1"&gt;&lt;strong&gt;A segunda edição do festival decorre de 15 a 18 de outubro no TeckPark, na cidade da Praia. O evento vai trazer à cidade realizadores de diferentes países, filmes presentes em grandes festivais internacionais, conversas, masterclasses, workshops, encontros entre profissionais do cinema e uma programação dedicada a crianças e adolescentes. Promovido pelo Kuletivu Nhanha, o festival este ano celebra o pensamento e legado de Amílcar Cabral, que está refletido na sua programação.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;A sessão de abertura, no dia 15 outubro, será marcada pela exibição de “Amílcar”, filme do realizador espanhol Miguel Eek, que estará presente no festival para uma conversa com o público.&amp;nbsp; A programação integra ainda filmes como “Nós, Povo das Ilhas”, “Time to Change” e “Afrikki”, propondo diferentes reflexões alusivas ao pensamento de Cabral. Está ainda prevista uma masterclass dedicada à presença de Amílcar Cabral no cinema de Flora Gomes, dinamizada pela investigadora Jusciele&amp;nbsp;Oliveira.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;O festival contará com a presença de outros realizadores e profissionais do cinema africano e da diáspora, em sessões de conversa com o público e atividades de formação. Entre os convidados de destaque está a conceituada realizadora e produtora senegalesa Angèle Diabang, que irá presidir ao júri do Kafuka 2026. A cineasta, que este ano integrou o júri do Festival de Cannes, vai apresentar no festival o seu filme “Une Si Longue Lettre”, que será exibido no dia 17 de outubro, seguido de uma sessão de perguntas e respostas com a&amp;nbsp;realizadora.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;Uma outra convidada de destaque é a realizadora ugandesa Patiente Nitumwesiga, autora de “The Woman who Poked the Leopard”, obra que aborda questões particularmente sensíveis da realidade política e social do Uganda. O filme estará em exibição no dia 17 de&amp;nbsp;outubro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;Para além das sessões de cinema, o Kafuka 2026 terá uma componente de formação e de desenvolvimento profissional. O programa inclui o mini-curso “Cinemas Africanos: Histórias, Estéticas e Políticas”, em parceria com a Universidade de Cabo Verde, masterclasses sobre crítica de cinema e cinema africano, conversas abertas e o encontro de profissionais onde decorrerá também o lançamento da plataforma REDE Cinema e Audiovisual PALOP+TL. Prevê-se ainda um Cine-Jantar na residência da Embaixada do Brasil com a exibição do filme “Cadernos Negros”, seguido de um cocktail e de uma conversa com o realizador Joel Zito&amp;nbsp;Araújo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;A programação de 2026 reforça a secção dedicada ao público infantil, o Kafukinha, que decorre de 17 a 18 de outubro, com uma seleção de filmes de Cabo Verde, Angola, Moçambique, Costa do Marfim e Brasil. As sessões serão acompanhadas por atividades de animação e workshops sobre reciclagem e Stop Motion. É com os olhos postos na futura inclusão de uma secção dedicada exclusivamente ao publico adolescente, o KafukaTeen, que este ano decorrerá durante o Kafukinha a entrega de prémios e a primeira exibição pública dos filmes desenvolvidos no âmbito do programa Filma Cabo&amp;nbsp;Verde.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;A programação do evento será complementada com duas exposições, uma de pintura pelo artista Joel Monteiro, e uma de fotografia pela artista Keila Fernandes, reforçando a ligação do Kafuka a outras expressões artísticas para além do&amp;nbsp;cinema.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;O Kafuka conta com importantes parcerias nacionais e internacionais, incluindo Embaixada de França no Senegal, Instituto Guimarães Rosa, Embaixada do Brasil em Cabo Verde, EME, Tecnicil Indústria, Teck Park Cabo Verde, Hotel Praiamar do Grupo Oásis e Praiano Apart Hotel,&amp;nbsp;.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;O programa completo do Kafuka 2026 está disponível no site &lt;a href="https://kafuka.cv/programacao"&gt;https://kafuka.cv/programacao&lt;/a&gt; e nas páginas oficiais do festival no Facebook e&amp;nbsp;Instagram.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p3"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/846505564_122203966676898237_5528271216343883875_n.jpg" alt="" width="590" height="590" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p4"&gt;&lt;strong&gt;Sobre o Kafuka African Film&amp;nbsp;Festival&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;O Kafuka African Film Festival foi criado com a ambição de iluminar, através do cinema, a diversidade de narrativas africanas, promover o intercâmbio cultural entre diferentes países e comunidades, com foco em Cabo Verde, África e diáspora, e contribuir para o desenvolvimento de um ecossistema cinematográfico em Cabo&amp;nbsp;Verde.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;O próprio nome Kafuka remete para um utensílio doméstico tradicional utilizado em Cabo Verde quando o acesso à eletricidade era limitado. Esta referência associa-se à ideia de luz, esperança, resiliência e à própria importância da luz na criação&amp;nbsp;cinematográfica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;O festival é promovido pelo Kuletivu Nhanha, dedicado à promoção das mulheres cabo-verdianas no cinema e no&amp;nbsp;audiovisual.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&lt;strong&gt;Contactos&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Ilda Fortes (Kuletivu Nhanha): + 238 5921755 (WhatsApp)&amp;nbsp; Email: &lt;a href="&amp;#109;&amp;#97;&amp;#105;&amp;#108;&amp;#116;&amp;#111;&amp;#58;&amp;#107;&amp;#97;&amp;#102;&amp;#117;&amp;#107;&amp;#97;&amp;#102;&amp;#102;&amp;#99;&amp;#118;&amp;#64;&amp;#103;&amp;#109;&amp;#97;&amp;#105;&amp;#108;&amp;#46;&amp;#99;&amp;#111;&amp;#109;"&gt;&amp;#107;&amp;#97;&amp;#102;&amp;#117;&amp;#107;&amp;#97;&amp;#102;&amp;#102;&amp;#99;&amp;#118;&amp;#64;&amp;#103;&amp;#109;&amp;#97;&amp;#105;&amp;#108;&amp;#46;&amp;#99;&amp;#111;&amp;#109;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Redes Sociais:&amp;nbsp; Facebook - KAFF -Kafuka African Film Festival&amp;nbsp; &lt;a href="https://www.facebook.com/kafukaffcv/"&gt;https://www.facebook.com/kafukaffcv/&lt;/a&gt;;&amp;nbsp; Instagram –&amp;nbsp;Kafukaffcv&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
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 <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 12:17:27 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Institute of Radical Imagination | RAIO DA RAIA! Una topia em curso</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/institute-of-radical-imagination-raio-da-raia-una-topia-em-curso</link>
 <description>&lt;p&gt;20 a 24 de outubro de 2026 Aberto ao&amp;nbsp;público&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Locais: Pó de Vir a Ser e Sociedade Harmonia&amp;nbsp;Eborense&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Organização: Pó de Vir a Ser e Institute of Radical&amp;nbsp;Imagination&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Moradas:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Pó de Vir a Ser – Rua de Machede, 58, 7000-864&amp;nbsp;Évora&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Sociedade Harmonia Eborense – Praça do Giraldo, 72,&amp;nbsp;7000-508&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;“Paz, trabalho e pão” Catarina&amp;nbsp;Eufémia&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;RAIO DA RAIA!— una topia em curso&lt;/em&gt; é um encontro de cinco dias organizado conjuntamente pelo Institute of Radical Imagination (IRI) e pela Pó de Vir a Ser, com a colaboração da Sociedade Harmonia Eborense (SHÉ), em Évora. Concebido como parte de uma relação de continuidade, procura criar as condições para uma leitura partilhada do presente a partir das coordenadas específicas e situadas deste encontro: Évora, 2026, num momento marcado pela aceleração da radicalização política e pela ascensão da extrema-direita, a par da intensificação das alterações&amp;nbsp;climáticas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O encontro propõe-se interrogar este momento e estas coordenadas através de quatro linhas de investigação interligadas: 1) ecologia, cultura e território; 2) revolução / transição e &lt;em&gt;Intervenção&lt;/em&gt;, fazendo eco das diferentes experiências da Revolução Portuguesa e da Transição Espanhola; 3) imaginação transfronteiriça para alianças político-artísticas; e 4) o espaço público enquanto comum: pensar a escultura e a (não-)monumentalidade para a justiça&amp;nbsp;social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao longo da semana, trabalhadores da cultura, ativistas e habitantes dos territórios da fronteira irão explorar formas de se organizarem com — e pela — arte nestes tempos incertos. &lt;em&gt;Raio da Raia&lt;/em&gt; procura abrir espaço para a criação de alianças internacionalistas, tecendo ligações entre territórios e propondo modos coletivos de agir fundados numa imaginação radical. Com uma estrutura que se vai auto-organizando em tempo real, o encontro segue por vezes partituras que propõem inflexões coletivas: assembleias e conversas, projeções, oficinas e momentos de criação&amp;nbsp;coletiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O título do encontro – Raio da Raia – parte da ambiguidade semântica de raia que tanto designa zona de fronteira, (e, em particular, a fronteira luso-espanhola); como da interjeição pejorativa “Raios!”; sendo que, quando ouvida em conjunto, a expressão “a raia” pode deslizar para “arraia”, palavra antiga para designar “o povo” ou “a gente comum”.&amp;nbsp; O encontro situa-se, assim, na raia, ou seja, na fronteira, para a poder ultrapassar – interrogando como, e a quem, servem as suas lógicas produtivas, mas sobretudo abrindo espaço para outras formas de sentir, fabular e imaginar o mundo para além das fronteiras, raias, e divisões (entre países, classes,&amp;nbsp;espécies,..).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/untitbfdbdfbled-1.png" alt="" width="383" height="505" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PROGRAMA&amp;nbsp;COMPLETO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;21 DE OUTUBRO – Sociedade Harmonia&amp;nbsp;Eborense&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;16:00–18:00 · Assembleia sobre Revolução / Transição /&amp;nbsp;Intervenção&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma assembleia pública que explora os movimentos culturais documentados pela revista portuguesa &lt;em&gt;Intervenção&lt;/em&gt;, com a participação de Ana Bigotte Vieira, Pedro Cerejo e Airton&amp;nbsp;Monteiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;20:00–22:30 · Projeção de filme – Pó de Vir a&amp;nbsp;Ser&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Informe general sobre algunas cuestiones de interés para una proyección pública&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pere Portabella, 1976 · 149&amp;nbsp;min.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Filmado nos meses que se seguiram à morte de Franco, este testemunho incontornável coloca uma única questão — como passar da ditadura a um Estado de direito — e deixa que partidos, sindicatos, juristas, militantes e assembleias de fábrica lhe respondam. Portabella entrelaça longas discussões, ensaios e cenas de rua numa vasta cartografia ensaística da Transição espanhola, na qual a experimentação formal e o debate político são indissociáveis. O filme permanece hoje simultaneamente como uma radiografia de um momento fundador e uma reflexão sobre os limites da própria&amp;nbsp;representação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta projeção integra o núcleo do IRI da Acció Portabella, uma iniciativa que celebra o centenário do cineasta catalão Pere&amp;nbsp;Portabella.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;22 DE&amp;nbsp;OUTUBRO&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;16:00–18:00 · Escultura e (não-)monumentalidade para uma topia por vir – Sociedade Harmonia&amp;nbsp;Eborense&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assembleia com intervenções de Pedro Fazenda (Pó), Clara Montoya, Theo Prodromidis e Pablo García Bachiller&amp;nbsp;(IRI).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Dia da Escultura e (não)monumentalidade considera a escultura como uma prática material e política através da qual se podem cartografar territórios, memórias e relações de poder. Pensando a partir do mármore do Mediterrâneo e com ele, a assembleia irá escutar, manusear e conviver com a pedra, entendendo-a como uma matéria portadora de histórias de extração, trabalho, dívida, fronteiras e poder&amp;nbsp;económico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Exploraremos outras formas de conquistar e exercer poder coletivo: a partir dos escombros materiais da sociedade capitalista e da memória do antigo matadouro que hoje acolhe a Pó de Vir a Ser. As histórias deste lugar tornam-se pontos de partida para imaginar de que modos o poder pode ser reivindicado, partilhado e exercido em&amp;nbsp;comum.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Através de caminhadas, encontros, processos de criação e debates coletivos, a assembleia colocará as histórias estratificadas deste lugar em diálogo com questões sobre quem tem o direito de falar, ocupar e moldar o espaço público. A escultura torna-se um encontro situado entre matéria, memória e ação coletiva, abrindo formas de cartografar Évora e o Alentejo a partir do&amp;nbsp;chão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;23 DE&amp;nbsp;OUTUBRO&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;16:00–19:00 · Raio da Raia! – Sociedade Harmonia&amp;nbsp;Eborense&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Publicar em torno da raia. Conversar através dos&amp;nbsp;livros&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A Ligeira Dificuldade de Ser Espanhol &amp;amp; A Fatal Tristeza de Ser&amp;nbsp;Português&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rui&amp;nbsp;Silva&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A Ligeira Dificuldade de Ser Espanhol &amp;amp; A Fatal Tristeza de Ser Português &lt;/em&gt;é um pequeno ensaio sobre guias de viagem que analisa, nos planos discursivo, textual e iconográfico, guias publicados sobre Portugal e Espanha entre as décadas de 1930 e&amp;nbsp;1980.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O livro surge na sequência de duas exposições realizadas no Porto (2022) e em Madrid (2025), e contrapõe os guias elogiosos, promovidos pelas ditaduras ibéricas, a textos cáusticos e satíricos, editados em França. Também revela como ambos os países utilizaram o turismo como instrumento económico e de propaganda, projetando uma imagem internacional favorável e transformando realidades políticas e sociais complexas em representações&amp;nbsp;idealizadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre estereótipos e ironias, descobrimos que, para os ingleses, «o povo português vive de bacalhau e de sonhos» e que «Espanha preserva o homem […] com essa liberdade que só os povos prisioneiros são capazes de sentir». O ensaio problematiza o modo como estes mitos foram incorporados nas identidades nacionais e ritualizados no quotidiano como uma espécie de fé&amp;nbsp;folclórica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tula Fernández · Estrella del Norte,&amp;nbsp;2025&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lisboa, 25 de abril de 1974. Enquanto o país rompe com décadas de ditadura, Pedro Araujo reconhece entre a multidão uma mulher do seu passado: María Paula Cortés, símbolo de resistência e figura central na sua própria&amp;nbsp;história.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Duas vidas marcadas pela luta e pelo amor entrecruzam-se no momento mais decisivo da história de Portugal. Em &lt;em&gt;Cinco Cartas Portuguesas&lt;/em&gt;, Tula Fernández narra uma história de amor e memória, de ideais partilhados e caminhos que se bifurcam. Um romance sobre o que permanece, mesmo após anos de ditadura, distância e&amp;nbsp;silêncio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Conspiraciones&amp;nbsp;transfronterizas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Armando Juntas, Território (Andy Luengo e Pat Naharro Aguilar, Cáceres), Tula Fernández (Ceuta), Miriam Bachiller Luque (La Línea de la Concepción, Cádiz) e Rui Silva (Porto). Acompanhamento de Sara Buraya Boned e Pablo García Bachiller&amp;nbsp;(IRI).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta assembleia aberta propõe uma reflexão sobre a colaboração cultural entre territórios e as conspirações internacionais enquanto horizonte político. Esta colaboração permitir-nos-ia criar, expandir e fortalecer uma rede de alianças transfronteiriças no quadro simbólico da fronteira luso-espanhola, a mais antiga e estável da Europa. Procuramos deslocar o olhar da visão securitária, violenta e excludente da “Fortaleza Europa” e abrir-nos, em contrapartida, ao tecido mais matizado, humano e sensível da&amp;nbsp;fronteira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este é um convite aberto a “conspirar” em conjunto: a tecer novas alianças internacionais, intergeracionais e interespécies entre o Alentejo e a Extremadura, e para além destas&amp;nbsp;regiões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Da Raia alentejano-extremenha a Ceuta ou La Línea, territórios fronteiriços de violência e despossessão, mas também de solidariedade e insurgência política. Queremos recuperar a história das relações passadas e, ao mesmo tempo, imaginar novas relações. Desejamos reunir agentes culturais ativos na região que se sintam interpelados por este&amp;nbsp;apelo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Queremos questionar a ideia, tantas vezes repetida, de que os espanhóis viram as costas a Portugal. Sobretudo porque isso simplesmente não corresponde à realidade: somos muitas pessoas — portuguesas e espanholas — as que olham umas para as outras, se reconhecem e desejam a fraternidade e a sororidade que os nossos povos&amp;nbsp;merecem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;24 DE&amp;nbsp;OUTUBRO&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;11:00–12:00 · Cooperativismo nos comuns territoriais – Pó de Vir a&amp;nbsp;Ser&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mesa-redonda sobre cooperativismo nos comuns territoriais, com Margarida Mendes e Joaquim Moreno, aproxima ecologia e território para investigar o cooperativismo nos comuns&amp;nbsp;territoriais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Partindo de investigação de campo em zonas húmidas e rios de todo o Portugal, Margarida Mendes propõe na sua intervenção um espaço para pensar as relações entre comunidades, materiais e fluxos de distribuição que se estabelecem através deles. As suas observações empíricas cruzam-se com investigações de cientistas e experiências relatadas por habitantes locais e guardiões dos rios, numa confluência de perspetivas entre ciência, ativismo e justiça ambiental, e com o trabalho que desenvolveu com o coletivo Natural Contract Lab ao longo da última&amp;nbsp;década.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresentação de Joaquim Moreno sobre cooperativismo aprofunda os modelos cooperativos enquanto formas alternativas de organização territorial assentes na propriedade coletiva e na governação partilhada. Em conjunto, as duas apresentações convidam-nos a pensar a ecologia e o território como questões entrelaçadas de produção do comum, governação e justiça espacial, e não como domínios&amp;nbsp;separados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;12:00 · Apresentação do mural pintado durante a&amp;nbsp;semana&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta pintura mural sobre uma tela de cinco metros é concebida como um documento vivo dos cinco dias do encontro &lt;em&gt;Raio da Raia!&lt;/em&gt;. Mais do que um registo linear, a tela transforma-se numa prática coletiva viva, dando lugar a um fazer afetivo-político a partir das ferramentas de Taring&amp;nbsp;Padi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Taring Padi é um coletivo de artistas indonésio fundado em 1998 por um grupo de estudantes de arte progressistas e ativistas, em resposta às convulsões sociopolíticas vividas na Indonésia durante o período da Reformasi. Protestos de rua, oficinas de xilogravura, carnavais artísticos e exposições em espaços não convencionais são práticas características da produção coletiva de Taring Padi. Diversas alianças políticas ad hoc, comunidades agrícolas e piscatórias, bem como os seus próprios contextos locais, são lugares onde Taring Padi trabalha e aprende em conjunto. Faixas, cartazes xilogravados e marionetas de cartão, assim como o popular grupo musical Dendang Kampungan, são fórmulas artísticas através das quais Taring Padi agita, educa e se organiza a si próprio, à sua comunidade e às diversas ações de solidariedade em que&amp;nbsp;participa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;16:30 · Plenário final —&amp;nbsp;Festa&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta assembleia aberta encerrará &lt;em&gt;Raio da Raia! — uma topia em curso&lt;/em&gt;, procurando sintetizar as aprendizagens e as estratégias coletivas destes dias e pensar, em conjunto, como poderemos continuar a colaborar, a coordenar-nos e a conspirar nos próximos&amp;nbsp;anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fechamos com uma&amp;nbsp;festa-convívio!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;____________________________________________________________________________&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS&amp;nbsp;COLETIVAS&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Oficina de estampagem de t-shirts com Taring&amp;nbsp;Padi&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;21 de outubro – 10h00&amp;nbsp;-13h00&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;– trazer uma t-shirt branca ou de cor clara, para&amp;nbsp;impressão-&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma oficina prática de estampagem de T-shirts, na qual as pessoas participantes aprendem técnicas de impressão e transferência e criam a sua própria peça, do início ao fim, enquanto ferramentas para a nossa autoprodução coletiva. A oficina abre uma linguagem comum em &lt;em&gt;Raio da Raia!&lt;/em&gt; através de um ato criativo coletivo que parte das ferramentas de Taring Padi para organizar, educar e&amp;nbsp;agitar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;inscrições para &lt;em&gt;&amp;#103;&amp;#101;&amp;#114;&amp;#97;&amp;#108;&amp;#64;&amp;#112;&amp;#111;&amp;#100;&amp;#101;&amp;#118;&amp;#105;&amp;#114;&amp;#97;&amp;#115;&amp;#101;&amp;#114;&amp;#46;&amp;#112;&amp;#116;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Manhãs na Pó de Vir a&amp;nbsp;Ser&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;20-24 de&amp;nbsp;outubro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pintura mural sobre uma tela de cinco metros – TARING&amp;nbsp;PADI&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta pintura mural sobre uma tela de cinco metros é concebida como um documento vivo dos cinco dias do encontro &lt;em&gt;Raio da Raia!&lt;/em&gt;. Mais do que um registo linear, a tela transforma-se numa prática coletiva viva, dando lugar a um fazer afetivo-político a partir das ferramentas de Taring&amp;nbsp;Padi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ações artísticas em curso –&amp;nbsp;IRI&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Derivas, pensamentos e materialidades para a ação&amp;nbsp;escultórica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma conversa aberta sobre o poder das pedras, a história da escultura, a arte e a cultura para imaginar ações coletivas possíveis. Estamos abertas ao que acontecer entre as materialidades e os corpos no espaço diante de&amp;nbsp;nós.&lt;/p&gt;
</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/institute-of-radical-imagination">Institute of Radical Imagination</category>
 <content:encoded>&lt;p&gt;20 a 24 de outubro de 2026 Aberto ao&amp;nbsp;público&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Locais: Pó de Vir a Ser e Sociedade Harmonia&amp;nbsp;Eborense&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Organização: Pó de Vir a Ser e Institute of Radical&amp;nbsp;Imagination&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Moradas:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Pó de Vir a Ser – Rua de Machede, 58, 7000-864&amp;nbsp;Évora&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Sociedade Harmonia Eborense – Praça do Giraldo, 72,&amp;nbsp;7000-508&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;“Paz, trabalho e pão” Catarina&amp;nbsp;Eufémia&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;RAIO DA RAIA!— una topia em curso&lt;/em&gt; é um encontro de cinco dias organizado conjuntamente pelo Institute of Radical Imagination (IRI) e pela Pó de Vir a Ser, com a colaboração da Sociedade Harmonia Eborense (SHÉ), em Évora. Concebido como parte de uma relação de continuidade, procura criar as condições para uma leitura partilhada do presente a partir das coordenadas específicas e situadas deste encontro: Évora, 2026, num momento marcado pela aceleração da radicalização política e pela ascensão da extrema-direita, a par da intensificação das alterações&amp;nbsp;climáticas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O encontro propõe-se interrogar este momento e estas coordenadas através de quatro linhas de investigação interligadas: 1) ecologia, cultura e território; 2) revolução / transição e &lt;em&gt;Intervenção&lt;/em&gt;, fazendo eco das diferentes experiências da Revolução Portuguesa e da Transição Espanhola; 3) imaginação transfronteiriça para alianças político-artísticas; e 4) o espaço público enquanto comum: pensar a escultura e a (não-)monumentalidade para a justiça&amp;nbsp;social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao longo da semana, trabalhadores da cultura, ativistas e habitantes dos territórios da fronteira irão explorar formas de se organizarem com — e pela — arte nestes tempos incertos. &lt;em&gt;Raio da Raia&lt;/em&gt; procura abrir espaço para a criação de alianças internacionalistas, tecendo ligações entre territórios e propondo modos coletivos de agir fundados numa imaginação radical. Com uma estrutura que se vai auto-organizando em tempo real, o encontro segue por vezes partituras que propõem inflexões coletivas: assembleias e conversas, projeções, oficinas e momentos de criação&amp;nbsp;coletiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O título do encontro – Raio da Raia – parte da ambiguidade semântica de raia que tanto designa zona de fronteira, (e, em particular, a fronteira luso-espanhola); como da interjeição pejorativa “Raios!”; sendo que, quando ouvida em conjunto, a expressão “a raia” pode deslizar para “arraia”, palavra antiga para designar “o povo” ou “a gente comum”.&amp;nbsp; O encontro situa-se, assim, na raia, ou seja, na fronteira, para a poder ultrapassar – interrogando como, e a quem, servem as suas lógicas produtivas, mas sobretudo abrindo espaço para outras formas de sentir, fabular e imaginar o mundo para além das fronteiras, raias, e divisões (entre países, classes,&amp;nbsp;espécies,..).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/untitbfdbdfbled-1.png" alt="" width="383" height="505" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PROGRAMA&amp;nbsp;COMPLETO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;21 DE OUTUBRO – Sociedade Harmonia&amp;nbsp;Eborense&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;16:00–18:00 · Assembleia sobre Revolução / Transição /&amp;nbsp;Intervenção&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma assembleia pública que explora os movimentos culturais documentados pela revista portuguesa &lt;em&gt;Intervenção&lt;/em&gt;, com a participação de Ana Bigotte Vieira, Pedro Cerejo e Airton&amp;nbsp;Monteiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;20:00–22:30 · Projeção de filme – Pó de Vir a&amp;nbsp;Ser&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Informe general sobre algunas cuestiones de interés para una proyección pública&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pere Portabella, 1976 · 149&amp;nbsp;min.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Filmado nos meses que se seguiram à morte de Franco, este testemunho incontornável coloca uma única questão — como passar da ditadura a um Estado de direito — e deixa que partidos, sindicatos, juristas, militantes e assembleias de fábrica lhe respondam. Portabella entrelaça longas discussões, ensaios e cenas de rua numa vasta cartografia ensaística da Transição espanhola, na qual a experimentação formal e o debate político são indissociáveis. O filme permanece hoje simultaneamente como uma radiografia de um momento fundador e uma reflexão sobre os limites da própria&amp;nbsp;representação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta projeção integra o núcleo do IRI da Acció Portabella, uma iniciativa que celebra o centenário do cineasta catalão Pere&amp;nbsp;Portabella.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;22 DE&amp;nbsp;OUTUBRO&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;16:00–18:00 · Escultura e (não-)monumentalidade para uma topia por vir – Sociedade Harmonia&amp;nbsp;Eborense&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assembleia com intervenções de Pedro Fazenda (Pó), Clara Montoya, Theo Prodromidis e Pablo García Bachiller&amp;nbsp;(IRI).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Dia da Escultura e (não)monumentalidade considera a escultura como uma prática material e política através da qual se podem cartografar territórios, memórias e relações de poder. Pensando a partir do mármore do Mediterrâneo e com ele, a assembleia irá escutar, manusear e conviver com a pedra, entendendo-a como uma matéria portadora de histórias de extração, trabalho, dívida, fronteiras e poder&amp;nbsp;económico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Exploraremos outras formas de conquistar e exercer poder coletivo: a partir dos escombros materiais da sociedade capitalista e da memória do antigo matadouro que hoje acolhe a Pó de Vir a Ser. As histórias deste lugar tornam-se pontos de partida para imaginar de que modos o poder pode ser reivindicado, partilhado e exercido em&amp;nbsp;comum.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Através de caminhadas, encontros, processos de criação e debates coletivos, a assembleia colocará as histórias estratificadas deste lugar em diálogo com questões sobre quem tem o direito de falar, ocupar e moldar o espaço público. A escultura torna-se um encontro situado entre matéria, memória e ação coletiva, abrindo formas de cartografar Évora e o Alentejo a partir do&amp;nbsp;chão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;23 DE&amp;nbsp;OUTUBRO&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;16:00–19:00 · Raio da Raia! – Sociedade Harmonia&amp;nbsp;Eborense&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Publicar em torno da raia. Conversar através dos&amp;nbsp;livros&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A Ligeira Dificuldade de Ser Espanhol &amp;amp; A Fatal Tristeza de Ser&amp;nbsp;Português&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rui&amp;nbsp;Silva&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A Ligeira Dificuldade de Ser Espanhol &amp;amp; A Fatal Tristeza de Ser Português &lt;/em&gt;é um pequeno ensaio sobre guias de viagem que analisa, nos planos discursivo, textual e iconográfico, guias publicados sobre Portugal e Espanha entre as décadas de 1930 e&amp;nbsp;1980.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O livro surge na sequência de duas exposições realizadas no Porto (2022) e em Madrid (2025), e contrapõe os guias elogiosos, promovidos pelas ditaduras ibéricas, a textos cáusticos e satíricos, editados em França. Também revela como ambos os países utilizaram o turismo como instrumento económico e de propaganda, projetando uma imagem internacional favorável e transformando realidades políticas e sociais complexas em representações&amp;nbsp;idealizadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre estereótipos e ironias, descobrimos que, para os ingleses, «o povo português vive de bacalhau e de sonhos» e que «Espanha preserva o homem […] com essa liberdade que só os povos prisioneiros são capazes de sentir». O ensaio problematiza o modo como estes mitos foram incorporados nas identidades nacionais e ritualizados no quotidiano como uma espécie de fé&amp;nbsp;folclórica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tula Fernández · Estrella del Norte,&amp;nbsp;2025&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lisboa, 25 de abril de 1974. Enquanto o país rompe com décadas de ditadura, Pedro Araujo reconhece entre a multidão uma mulher do seu passado: María Paula Cortés, símbolo de resistência e figura central na sua própria&amp;nbsp;história.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Duas vidas marcadas pela luta e pelo amor entrecruzam-se no momento mais decisivo da história de Portugal. Em &lt;em&gt;Cinco Cartas Portuguesas&lt;/em&gt;, Tula Fernández narra uma história de amor e memória, de ideais partilhados e caminhos que se bifurcam. Um romance sobre o que permanece, mesmo após anos de ditadura, distância e&amp;nbsp;silêncio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Conspiraciones&amp;nbsp;transfronterizas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Armando Juntas, Território (Andy Luengo e Pat Naharro Aguilar, Cáceres), Tula Fernández (Ceuta), Miriam Bachiller Luque (La Línea de la Concepción, Cádiz) e Rui Silva (Porto). Acompanhamento de Sara Buraya Boned e Pablo García Bachiller&amp;nbsp;(IRI).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta assembleia aberta propõe uma reflexão sobre a colaboração cultural entre territórios e as conspirações internacionais enquanto horizonte político. Esta colaboração permitir-nos-ia criar, expandir e fortalecer uma rede de alianças transfronteiriças no quadro simbólico da fronteira luso-espanhola, a mais antiga e estável da Europa. Procuramos deslocar o olhar da visão securitária, violenta e excludente da “Fortaleza Europa” e abrir-nos, em contrapartida, ao tecido mais matizado, humano e sensível da&amp;nbsp;fronteira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este é um convite aberto a “conspirar” em conjunto: a tecer novas alianças internacionais, intergeracionais e interespécies entre o Alentejo e a Extremadura, e para além destas&amp;nbsp;regiões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Da Raia alentejano-extremenha a Ceuta ou La Línea, territórios fronteiriços de violência e despossessão, mas também de solidariedade e insurgência política. Queremos recuperar a história das relações passadas e, ao mesmo tempo, imaginar novas relações. Desejamos reunir agentes culturais ativos na região que se sintam interpelados por este&amp;nbsp;apelo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Queremos questionar a ideia, tantas vezes repetida, de que os espanhóis viram as costas a Portugal. Sobretudo porque isso simplesmente não corresponde à realidade: somos muitas pessoas — portuguesas e espanholas — as que olham umas para as outras, se reconhecem e desejam a fraternidade e a sororidade que os nossos povos&amp;nbsp;merecem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;24 DE&amp;nbsp;OUTUBRO&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;11:00–12:00 · Cooperativismo nos comuns territoriais – Pó de Vir a&amp;nbsp;Ser&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mesa-redonda sobre cooperativismo nos comuns territoriais, com Margarida Mendes e Joaquim Moreno, aproxima ecologia e território para investigar o cooperativismo nos comuns&amp;nbsp;territoriais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Partindo de investigação de campo em zonas húmidas e rios de todo o Portugal, Margarida Mendes propõe na sua intervenção um espaço para pensar as relações entre comunidades, materiais e fluxos de distribuição que se estabelecem através deles. As suas observações empíricas cruzam-se com investigações de cientistas e experiências relatadas por habitantes locais e guardiões dos rios, numa confluência de perspetivas entre ciência, ativismo e justiça ambiental, e com o trabalho que desenvolveu com o coletivo Natural Contract Lab ao longo da última&amp;nbsp;década.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresentação de Joaquim Moreno sobre cooperativismo aprofunda os modelos cooperativos enquanto formas alternativas de organização territorial assentes na propriedade coletiva e na governação partilhada. Em conjunto, as duas apresentações convidam-nos a pensar a ecologia e o território como questões entrelaçadas de produção do comum, governação e justiça espacial, e não como domínios&amp;nbsp;separados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;12:00 · Apresentação do mural pintado durante a&amp;nbsp;semana&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta pintura mural sobre uma tela de cinco metros é concebida como um documento vivo dos cinco dias do encontro &lt;em&gt;Raio da Raia!&lt;/em&gt;. Mais do que um registo linear, a tela transforma-se numa prática coletiva viva, dando lugar a um fazer afetivo-político a partir das ferramentas de Taring&amp;nbsp;Padi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Taring Padi é um coletivo de artistas indonésio fundado em 1998 por um grupo de estudantes de arte progressistas e ativistas, em resposta às convulsões sociopolíticas vividas na Indonésia durante o período da Reformasi. Protestos de rua, oficinas de xilogravura, carnavais artísticos e exposições em espaços não convencionais são práticas características da produção coletiva de Taring Padi. Diversas alianças políticas ad hoc, comunidades agrícolas e piscatórias, bem como os seus próprios contextos locais, são lugares onde Taring Padi trabalha e aprende em conjunto. Faixas, cartazes xilogravados e marionetas de cartão, assim como o popular grupo musical Dendang Kampungan, são fórmulas artísticas através das quais Taring Padi agita, educa e se organiza a si próprio, à sua comunidade e às diversas ações de solidariedade em que&amp;nbsp;participa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;16:30 · Plenário final —&amp;nbsp;Festa&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta assembleia aberta encerrará &lt;em&gt;Raio da Raia! — uma topia em curso&lt;/em&gt;, procurando sintetizar as aprendizagens e as estratégias coletivas destes dias e pensar, em conjunto, como poderemos continuar a colaborar, a coordenar-nos e a conspirar nos próximos&amp;nbsp;anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fechamos com uma&amp;nbsp;festa-convívio!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;____________________________________________________________________________&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS&amp;nbsp;COLETIVAS&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Oficina de estampagem de t-shirts com Taring&amp;nbsp;Padi&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;21 de outubro – 10h00&amp;nbsp;-13h00&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;– trazer uma t-shirt branca ou de cor clara, para&amp;nbsp;impressão-&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma oficina prática de estampagem de T-shirts, na qual as pessoas participantes aprendem técnicas de impressão e transferência e criam a sua própria peça, do início ao fim, enquanto ferramentas para a nossa autoprodução coletiva. A oficina abre uma linguagem comum em &lt;em&gt;Raio da Raia!&lt;/em&gt; através de um ato criativo coletivo que parte das ferramentas de Taring Padi para organizar, educar e&amp;nbsp;agitar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;inscrições para &lt;em&gt;&amp;#103;&amp;#101;&amp;#114;&amp;#97;&amp;#108;&amp;#64;&amp;#112;&amp;#111;&amp;#100;&amp;#101;&amp;#118;&amp;#105;&amp;#114;&amp;#97;&amp;#115;&amp;#101;&amp;#114;&amp;#46;&amp;#112;&amp;#116;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Manhãs na Pó de Vir a&amp;nbsp;Ser&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;20-24 de&amp;nbsp;outubro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pintura mural sobre uma tela de cinco metros – TARING&amp;nbsp;PADI&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta pintura mural sobre uma tela de cinco metros é concebida como um documento vivo dos cinco dias do encontro &lt;em&gt;Raio da Raia!&lt;/em&gt;. Mais do que um registo linear, a tela transforma-se numa prática coletiva viva, dando lugar a um fazer afetivo-político a partir das ferramentas de Taring&amp;nbsp;Padi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ações artísticas em curso –&amp;nbsp;IRI&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Derivas, pensamentos e materialidades para a ação&amp;nbsp;escultórica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma conversa aberta sobre o poder das pedras, a história da escultura, a arte e a cultura para imaginar ações coletivas possíveis. Estamos abertas ao que acontecer entre as materialidades e os corpos no espaço diante de&amp;nbsp;nós.&lt;/p&gt;
</content:encoded>
 <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 09:04:21 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Dafne Editora, Outono 2026: Quatro títulos, dois lançamentos, uma tradução e um prémio</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/dafne-editora-outono-2026-quatro-titulos-dois-lancamentos-uma-traducao-e-um-premio</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Dafne Editora destaca quatro títulos neste outono, entre lançamentos, traduções e prémios. Livros diferentes entre si, como tem sido regra desde 2003, quando esta editora de vão-de-escada começou a publicar regularmente em português, a partir do Porto.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O primeiro destaque vai para &lt;em&gt;Fearless Forms, Fearful Concrete&lt;/em&gt;, a tradução inglesa de &lt;em&gt;Novela Bufa do Ufanismo em Concreto&lt;/em&gt;, de André Tavares, arquitecto e coordenador da Dafne Editora, publicada pela editora suíça &lt;em&gt;Park Books&lt;/em&gt;, uma referência internacional na edição de arquitectura, urbanismo e cultura arquitectónica. Dado à estampa pela primeira vez em 2009, o livro chega agora aos leitores internacionais numa nova edição em inglês, apresentada a 30 de Setembro, na livraria da Architectural Association, em Londres. Uma incursão pelas curvas e contracurvas da construção em betão armado – dito «concreto» no Brasil – a nova edição inclui o apêndice &lt;em&gt;The Cold Case&lt;/em&gt;, onde alguns mistérios por resolver no enredo original são retomados à luz de novas evidências. O livro volta ao Porto a 23 de Outubro, pelas 19 horas, no Teatro do Campo Alegre, numa viagem musical por estas páginas da arquitectura brasileira, com Álvaro Teixeira Lopes ao piano, leitura de André Tavares e a participação especial de Susana Menezes.&lt;br /&gt;Juntam-se dois reconhecimentos recentes: &lt;em&gt;Livro de Obra — O edifício d&amp;#8217;A Nacional nos Aliados&lt;/em&gt;, de Cristina Guedes, Francisco Vieira de Campos, Francisco Ascensão e André Tavares, foi um dos 24 seleccionados para a BIAU 14 – Bienal Ibero-Americana de Arquitectura e Urbanismo, na categoria &lt;em&gt;Publicações&lt;/em&gt;. Isto depois do livro &lt;em&gt;Dança Fora de Si: A Obra Coreográfica de Marlene Monteiro Freitas&lt;/em&gt;, de&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Alexandra Balona, desenhado pelo estúdio Macedo Cannatà, ter merecido o Prémio Design de Livro 2026, pela Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.&lt;br /&gt;Em Outubro, a Dafne Editora apresenta ainda &lt;em&gt;Territórios da Transgressão – Arquitectura e Lei&lt;/em&gt;, de Lucinda Correia, um livro que nasce do &lt;em&gt;podcast&lt;/em&gt; transmitido pela Rádio Antecâmara e que reúne mais de uma dezena de vozes sobre arquitectura, lei e cidade, entre as quais Helena Roseta, Paulo Pereira, João Gomes da Silva, Guilherme Carrilho da Graça e outros. Os lançamentos acontecem a 24 de Outubro, em Lisboa, na Antecâmara Galeria, e a 31 de Outubro, no Porto, no Instituto, com a presença de vários convidados.Completa a agenda de Outono a monografia dedicada a &lt;em&gt;Januário Godinho &lt;/em&gt;da autoria do arquitecto Domingos Tavares, professor emérito na Faculdade de Arquitectura do Porto e fundador da Dafne Editora. Nascido em 1910, Godinho foi um dos principais arquitectos da praça do Porto e um dos mais singulares autores da sua geração, a sua obra construída deu forma e sentido a muitas cidades em Portugal. Este livro de capa dura e profusamente ilustrado apresenta o seu trabalho a um público alargado. Com pré-venda a partir de Outubro e lançamento marcado a 24 de Novembro, no Porto.&lt;br /&gt;Dafne – figura mitológica que simboliza o aproveitamento das virtudes dos homens para a construção de um mundo mais belo – é uma editora em actividade há 23 anos, com base no Porto. Os seus livros distribuem-se por cinco colecções: &lt;em&gt;Sebentas de História da Arquitectura Moderna&lt;/em&gt;, série de monografias que percorrem o ciclo da arquitectura clássica; &lt;em&gt;Equações de Arquitectura&lt;/em&gt;, conjunto de publicações de amplo espectro temático; &lt;em&gt;Opúsculos&lt;/em&gt;, ensaios de 26 autores, disponibilizados gratuitamente online; &lt;em&gt;Imago&lt;/em&gt;, dedicada a aspectos da teoria da imagem, com base na tradução de autores relevantes; e &lt;em&gt;Fora de Série&lt;/em&gt;, que explora formatos menos&amp;nbsp;convencionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/arqu.png" alt="" width="590" height="394" /&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/aqui.png" alt="" width="590" height="466" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;#8230; . .&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;— AGENDA&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;OUT&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Livro de Obra – O edifício d’A Nacional nos Aliados&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Cristina Guedes, Francisco Vieira de Campos, Francisco Ascensão, André tavares&lt;em&gt;Selecção BIAU 14 – Bienal Ibero-Americana de Arquitectura e Urbanismo&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;SEX, 23 OUT, 19H&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Betão Concreto – Uma viagem musical às páginas da arquitectura brasileira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Leitura de André Tavares e Susana Menezes, com Álvaro Teixeira Lopes ao piano&lt;em&gt;Teatro do Campo Alegre, Porto&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;SÁB, 24 OUT, 17H&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Territórios da Transgressão – Arquitectura e Lei&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Lucinda CorreiaApresentação do livro por Ana Queiroz do Vale e Paula Castro&lt;em&gt;Antecâmara Galeria, Lisboa&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;SÁB, 31 OUT, 16H30&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Territórios da Transgressão – Arquitectura e Lei&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Lucinda CorreiaApresentação do livro por Helena Amaro e Fernanda Paula Oliveira&lt;em&gt;Instituto, Porto&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;SÁB, 24 NOV, 18H30&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Januário Godinho – Arquitecto Moderno&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Apresentação do livro por Domingos Tavares&lt;em&gt;Casa Comum,&amp;nbsp;Porto&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
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 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/dafne-editora">Dafne Editora</category>
 <content:encoded>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Dafne Editora destaca quatro títulos neste outono, entre lançamentos, traduções e prémios. Livros diferentes entre si, como tem sido regra desde 2003, quando esta editora de vão-de-escada começou a publicar regularmente em português, a partir do Porto.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O primeiro destaque vai para &lt;em&gt;Fearless Forms, Fearful Concrete&lt;/em&gt;, a tradução inglesa de &lt;em&gt;Novela Bufa do Ufanismo em Concreto&lt;/em&gt;, de André Tavares, arquitecto e coordenador da Dafne Editora, publicada pela editora suíça &lt;em&gt;Park Books&lt;/em&gt;, uma referência internacional na edição de arquitectura, urbanismo e cultura arquitectónica. Dado à estampa pela primeira vez em 2009, o livro chega agora aos leitores internacionais numa nova edição em inglês, apresentada a 30 de Setembro, na livraria da Architectural Association, em Londres. Uma incursão pelas curvas e contracurvas da construção em betão armado – dito «concreto» no Brasil – a nova edição inclui o apêndice &lt;em&gt;The Cold Case&lt;/em&gt;, onde alguns mistérios por resolver no enredo original são retomados à luz de novas evidências. O livro volta ao Porto a 23 de Outubro, pelas 19 horas, no Teatro do Campo Alegre, numa viagem musical por estas páginas da arquitectura brasileira, com Álvaro Teixeira Lopes ao piano, leitura de André Tavares e a participação especial de Susana Menezes.&lt;br /&gt;Juntam-se dois reconhecimentos recentes: &lt;em&gt;Livro de Obra — O edifício d&amp;#8217;A Nacional nos Aliados&lt;/em&gt;, de Cristina Guedes, Francisco Vieira de Campos, Francisco Ascensão e André Tavares, foi um dos 24 seleccionados para a BIAU 14 – Bienal Ibero-Americana de Arquitectura e Urbanismo, na categoria &lt;em&gt;Publicações&lt;/em&gt;. Isto depois do livro &lt;em&gt;Dança Fora de Si: A Obra Coreográfica de Marlene Monteiro Freitas&lt;/em&gt;, de&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Alexandra Balona, desenhado pelo estúdio Macedo Cannatà, ter merecido o Prémio Design de Livro 2026, pela Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.&lt;br /&gt;Em Outubro, a Dafne Editora apresenta ainda &lt;em&gt;Territórios da Transgressão – Arquitectura e Lei&lt;/em&gt;, de Lucinda Correia, um livro que nasce do &lt;em&gt;podcast&lt;/em&gt; transmitido pela Rádio Antecâmara e que reúne mais de uma dezena de vozes sobre arquitectura, lei e cidade, entre as quais Helena Roseta, Paulo Pereira, João Gomes da Silva, Guilherme Carrilho da Graça e outros. Os lançamentos acontecem a 24 de Outubro, em Lisboa, na Antecâmara Galeria, e a 31 de Outubro, no Porto, no Instituto, com a presença de vários convidados.Completa a agenda de Outono a monografia dedicada a &lt;em&gt;Januário Godinho &lt;/em&gt;da autoria do arquitecto Domingos Tavares, professor emérito na Faculdade de Arquitectura do Porto e fundador da Dafne Editora. Nascido em 1910, Godinho foi um dos principais arquitectos da praça do Porto e um dos mais singulares autores da sua geração, a sua obra construída deu forma e sentido a muitas cidades em Portugal. Este livro de capa dura e profusamente ilustrado apresenta o seu trabalho a um público alargado. Com pré-venda a partir de Outubro e lançamento marcado a 24 de Novembro, no Porto.&lt;br /&gt;Dafne – figura mitológica que simboliza o aproveitamento das virtudes dos homens para a construção de um mundo mais belo – é uma editora em actividade há 23 anos, com base no Porto. Os seus livros distribuem-se por cinco colecções: &lt;em&gt;Sebentas de História da Arquitectura Moderna&lt;/em&gt;, série de monografias que percorrem o ciclo da arquitectura clássica; &lt;em&gt;Equações de Arquitectura&lt;/em&gt;, conjunto de publicações de amplo espectro temático; &lt;em&gt;Opúsculos&lt;/em&gt;, ensaios de 26 autores, disponibilizados gratuitamente online; &lt;em&gt;Imago&lt;/em&gt;, dedicada a aspectos da teoria da imagem, com base na tradução de autores relevantes; e &lt;em&gt;Fora de Série&lt;/em&gt;, que explora formatos menos&amp;nbsp;convencionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/arqu.png" alt="" width="590" height="394" /&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/aqui.png" alt="" width="590" height="466" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;#8230; . .&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;— AGENDA&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;OUT&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Livro de Obra – O edifício d’A Nacional nos Aliados&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Cristina Guedes, Francisco Vieira de Campos, Francisco Ascensão, André tavares&lt;em&gt;Selecção BIAU 14 – Bienal Ibero-Americana de Arquitectura e Urbanismo&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;SEX, 23 OUT, 19H&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Betão Concreto – Uma viagem musical às páginas da arquitectura brasileira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Leitura de André Tavares e Susana Menezes, com Álvaro Teixeira Lopes ao piano&lt;em&gt;Teatro do Campo Alegre, Porto&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;SÁB, 24 OUT, 17H&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Territórios da Transgressão – Arquitectura e Lei&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Lucinda CorreiaApresentação do livro por Ana Queiroz do Vale e Paula Castro&lt;em&gt;Antecâmara Galeria, Lisboa&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;SÁB, 31 OUT, 16H30&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Territórios da Transgressão – Arquitectura e Lei&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Lucinda CorreiaApresentação do livro por Helena Amaro e Fernanda Paula Oliveira&lt;em&gt;Instituto, Porto&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;SÁB, 24 NOV, 18H30&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Januário Godinho – Arquitecto Moderno&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Apresentação do livro por Domingos Tavares&lt;em&gt;Casa Comum,&amp;nbsp;Porto&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
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 <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 08:00:03 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>As Telefones</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/as-telefones</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;texto de Djaimilia Pereira de Almeida, encenação de Zia Soares,&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Sala Estúdio Valentim de Barros, Jardins do Bombarda&lt;/strong&gt;9 e 10 OUT | 21H ; 11 OUT | 16H&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Fórum Cultural José Manuel Figueiredo (Moita)&lt;/strong&gt;14 NOV |&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;19 NOV | horário a definir&lt;br /&gt;Ao longo da vida falam sem se ver, imaginam-se: o rosto, o cheiro, as roupas, a maquilhagem, os gestos. A distância transforma-as em personagens, cada telefonema uma projeção e uma encenação em que se performam mutuamente.&lt;br /&gt;As Telefones é um vislumbre de duas mulheres, mãe e filha, que mapeiam e edificam a intimidade de um amor fraturado e devorador. Entre o fumo dos cigarros e o vapor dos banhos e das panelas ao lume erguem uma casa titubeante onde se acumulam as orações exorbitantes, os frémitos e os silêncios.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Duas mulheres, mãe e filha, separadas por um oceano de má memória, ligadas por telefones ao longo de três décadas. A sua ligação interrompida acompanha a história dessa invenção extraordinária.&lt;br /&gt;Espectáculo sobre o que é ser mãe e ser filha à distância, Bia e Estrela talvez não se conheçam e sejam meramente duas estranhas que falam uma com a outra, no presente, várias vezes por dia.&lt;br /&gt;Envelhecendo, apartando-se cada vez mais, mãe e filha são o teatro que é a projecção que fazem uma da outra e o teatro de um amor que não é senão sombra, espelhos, vídeo e mentiras.&lt;br /&gt;E contudo amam-se, ainda. Contudo, ainda é possível o amor. Talvez iluminar esse milagre seja a virtude desta criação de Zia Soares, milagre maior do que a chegada das pestes anunciada pela mãe à filha, maior do que o regresso do próprio criador.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Djaimilia Pereira de Almeida&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Bia e Estrela, filha e mãe, nascem e crescem na voz, ao telefone, ao longo de uma vida inteira, entre o dito e o ouvido, entre o real e o projectado.&lt;br /&gt;O palco talvez seja a cabeça de Bia: a partir da sua interioridade, o espectáculo se manifesta como evocação. Bia fala a cena enquanto a vive, mobilizando memória e imaginação para materializar a relação com a mãe e reivindicar o direito à sua própria abstração.&lt;br /&gt;Nesta arquitetura de hiper-consciência, surge a figura de uma mulher como o braço que edifica. Enquanto as palavras de Bia e Estrela atravessam o Atlântico, esta mulher ergue os alicerces de uma casa, uma construção feita de herança e ritual: o banho de sal, o vapor das panelas, a oração: tecnologias de sobrevivência.&lt;br /&gt;Há, neste universo, uma dimensão profundamente espiritual e fabulatória. A fé, o medo, o delírio, a doença e o humor coexistem como formas de lidar com a ausência, com a precariedade e com heranças maiores, pessoais e históricas.&lt;br /&gt;No âmago deste processo, o olhar de mulheres negras sobre os seus próprios imaginários e sobre a sua intimidade firma-se como território de soberania, onde o corpo se revela no silêncio e no mistério da sua própria alma.&lt;br /&gt;As Telefones é o gesto de quem insiste em construir uma casa feita de voz, um amor que sobrevive ao ensombramento da vida.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Zia Soares&lt;br /&gt;&lt;span class="imagecache-full" style="width: 590px"&gt;&lt;img  title="foto de Anita Gonçalves" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/as_telefones_canita_goncalves.jpg" alt="foto de Anita Gonçalves" width="590" height="393" /&gt;&lt;span class="caption"&gt;foto de Anita Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Texto: Djaimilia Pereira de Almeida&lt;br /&gt;Dramaturgia, Adaptação, Encenação: Zia Soares&lt;br /&gt;Interpretação: Lucília Raimundo, Sara Fonseca da Graça, Zia Soares&lt;br /&gt;Instalação Cenográfica, Figurinos: Neusa Trovoada&lt;br /&gt;Design de Iluminação: Carolina Caramelo&lt;br /&gt;Música e Design de Som: Xullaji&lt;br /&gt;Imagens em Movimento: Carolina Caramelo, Rui Xavier&lt;br /&gt;Video Design: Cláudia Sevivas&lt;br /&gt;Ilustração, Animação: Camila Reis&lt;br /&gt;Assistência ao Movimento: Lucília Raimundo&lt;br /&gt;Engenharia de Som: Jorge Gonçalves&lt;br /&gt;Maquilhagem: Zózi Zózimo&lt;br /&gt;Assistência à Cenografia: Marco Peixoto&lt;br /&gt;Assistência aos Figurinos: Fernanda Santos&lt;br /&gt;Assistência à Produção: Mariana Frazão, Marta dos Santos&lt;br /&gt;Produção: sowing_arts&lt;br /&gt;Co-produção: Teatro Constantino Nery&lt;br /&gt;Apoios: Câmara Municipal da Moita / Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, Câmara Municipal de Matosinhos, Câmara Municipal do Funchal / Teatro Baltazar Dias, Câmara Municipal do Seixal / Fórum Cultural do Seixal, Jardins do Bombarda, Nêga Filmes, Polo Cultural Gaivotas | Boavista, Rede Afrolink&lt;br /&gt;Projecto financiado por Câmara Municipal de Lisboa, República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes&lt;br /&gt;Agradecimentos: Patrícia David, Teatro Nacional D. Maria&amp;nbsp;II&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;M/14 | 90&amp;nbsp;MIN&lt;/p&gt;
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 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/djaimilia-pereira-de-almeida">Djaimilia Pereira de Almeida</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/zia-soares">Zia Soares</category>
 <content:encoded>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;texto de Djaimilia Pereira de Almeida, encenação de Zia Soares,&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Sala Estúdio Valentim de Barros, Jardins do Bombarda&lt;/strong&gt;9 e 10 OUT | 21H ; 11 OUT | 16H&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Fórum Cultural José Manuel Figueiredo (Moita)&lt;/strong&gt;14 NOV |&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;19 NOV | horário a definir&lt;br /&gt;Ao longo da vida falam sem se ver, imaginam-se: o rosto, o cheiro, as roupas, a maquilhagem, os gestos. A distância transforma-as em personagens, cada telefonema uma projeção e uma encenação em que se performam mutuamente.&lt;br /&gt;As Telefones é um vislumbre de duas mulheres, mãe e filha, que mapeiam e edificam a intimidade de um amor fraturado e devorador. Entre o fumo dos cigarros e o vapor dos banhos e das panelas ao lume erguem uma casa titubeante onde se acumulam as orações exorbitantes, os frémitos e os silêncios.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Duas mulheres, mãe e filha, separadas por um oceano de má memória, ligadas por telefones ao longo de três décadas. A sua ligação interrompida acompanha a história dessa invenção extraordinária.&lt;br /&gt;Espectáculo sobre o que é ser mãe e ser filha à distância, Bia e Estrela talvez não se conheçam e sejam meramente duas estranhas que falam uma com a outra, no presente, várias vezes por dia.&lt;br /&gt;Envelhecendo, apartando-se cada vez mais, mãe e filha são o teatro que é a projecção que fazem uma da outra e o teatro de um amor que não é senão sombra, espelhos, vídeo e mentiras.&lt;br /&gt;E contudo amam-se, ainda. Contudo, ainda é possível o amor. Talvez iluminar esse milagre seja a virtude desta criação de Zia Soares, milagre maior do que a chegada das pestes anunciada pela mãe à filha, maior do que o regresso do próprio criador.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Djaimilia Pereira de Almeida&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Bia e Estrela, filha e mãe, nascem e crescem na voz, ao telefone, ao longo de uma vida inteira, entre o dito e o ouvido, entre o real e o projectado.&lt;br /&gt;O palco talvez seja a cabeça de Bia: a partir da sua interioridade, o espectáculo se manifesta como evocação. Bia fala a cena enquanto a vive, mobilizando memória e imaginação para materializar a relação com a mãe e reivindicar o direito à sua própria abstração.&lt;br /&gt;Nesta arquitetura de hiper-consciência, surge a figura de uma mulher como o braço que edifica. Enquanto as palavras de Bia e Estrela atravessam o Atlântico, esta mulher ergue os alicerces de uma casa, uma construção feita de herança e ritual: o banho de sal, o vapor das panelas, a oração: tecnologias de sobrevivência.&lt;br /&gt;Há, neste universo, uma dimensão profundamente espiritual e fabulatória. A fé, o medo, o delírio, a doença e o humor coexistem como formas de lidar com a ausência, com a precariedade e com heranças maiores, pessoais e históricas.&lt;br /&gt;No âmago deste processo, o olhar de mulheres negras sobre os seus próprios imaginários e sobre a sua intimidade firma-se como território de soberania, onde o corpo se revela no silêncio e no mistério da sua própria alma.&lt;br /&gt;As Telefones é o gesto de quem insiste em construir uma casa feita de voz, um amor que sobrevive ao ensombramento da vida.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Zia Soares&lt;br /&gt;&lt;span class="imagecache-full" style="width: 590px"&gt;&lt;img  title="foto de Anita Gonçalves" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/as_telefones_canita_goncalves.jpg" alt="foto de Anita Gonçalves" width="590" height="393" /&gt;&lt;span class="caption"&gt;foto de Anita Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Texto: Djaimilia Pereira de Almeida&lt;br /&gt;Dramaturgia, Adaptação, Encenação: Zia Soares&lt;br /&gt;Interpretação: Lucília Raimundo, Sara Fonseca da Graça, Zia Soares&lt;br /&gt;Instalação Cenográfica, Figurinos: Neusa Trovoada&lt;br /&gt;Design de Iluminação: Carolina Caramelo&lt;br /&gt;Música e Design de Som: Xullaji&lt;br /&gt;Imagens em Movimento: Carolina Caramelo, Rui Xavier&lt;br /&gt;Video Design: Cláudia Sevivas&lt;br /&gt;Ilustração, Animação: Camila Reis&lt;br /&gt;Assistência ao Movimento: Lucília Raimundo&lt;br /&gt;Engenharia de Som: Jorge Gonçalves&lt;br /&gt;Maquilhagem: Zózi Zózimo&lt;br /&gt;Assistência à Cenografia: Marco Peixoto&lt;br /&gt;Assistência aos Figurinos: Fernanda Santos&lt;br /&gt;Assistência à Produção: Mariana Frazão, Marta dos Santos&lt;br /&gt;Produção: sowing_arts&lt;br /&gt;Co-produção: Teatro Constantino Nery&lt;br /&gt;Apoios: Câmara Municipal da Moita / Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, Câmara Municipal de Matosinhos, Câmara Municipal do Funchal / Teatro Baltazar Dias, Câmara Municipal do Seixal / Fórum Cultural do Seixal, Jardins do Bombarda, Nêga Filmes, Polo Cultural Gaivotas | Boavista, Rede Afrolink&lt;br /&gt;Projecto financiado por Câmara Municipal de Lisboa, República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes&lt;br /&gt;Agradecimentos: Patrícia David, Teatro Nacional D. Maria&amp;nbsp;II&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;M/14 | 90&amp;nbsp;MIN&lt;/p&gt;
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 <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 08:10:09 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>AFRODISIAC III </title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/afrodisiac-iii</link>
 <description>&lt;p&gt;Nasce como resgate do espaço de convergência cultural afro-lusófona em Lisboa, enquanto dimensão viva de produção, contaminação e presença.Linguagens e geografias cruzam-se entre a pista, o palco e a gastronomia.A música conduz:Afro Blu DJ’s traz um ambiente equatorial: o ritmo sai do Continente Negro, cruza o Atlântico rumo às Caraíbas e recarrega as baterias em Portugal.Mama Demba, arqueólogo da música lusófona, mergulha nas raízes musicais de Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e das Antilhas.Com um repertório focado na black music, Fella Ayala explora géneros como jazz, funk, reggae, dub e afrobeat.No palco, Geração Amílcar, com Ângelo Torres percorre a vida e o legado de Amílcar Cabral.Nas artes visuais, Valdemar Dória cruza memórias de São Tomé e Lisboa; A Costureira exibe&amp;nbsp;Afro-disia.C&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;achupa e Moamba trazem sabores de Cabo Verde e&amp;nbsp;Angola.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há histórias que pulsam no&amp;nbsp;beat&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Arroz Estúdios31 de outubro | 17h | entrada 10&amp;nbsp;euros&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/afros.jpeg" alt="" width="590" height="740" /&gt;&lt;/p&gt;
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 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/afrodisiac-iii">AFRODISIAC III</category>
 <content:encoded>&lt;p&gt;Nasce como resgate do espaço de convergência cultural afro-lusófona em Lisboa, enquanto dimensão viva de produção, contaminação e presença.Linguagens e geografias cruzam-se entre a pista, o palco e a gastronomia.A música conduz:Afro Blu DJ’s traz um ambiente equatorial: o ritmo sai do Continente Negro, cruza o Atlântico rumo às Caraíbas e recarrega as baterias em Portugal.Mama Demba, arqueólogo da música lusófona, mergulha nas raízes musicais de Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e das Antilhas.Com um repertório focado na black music, Fella Ayala explora géneros como jazz, funk, reggae, dub e afrobeat.No palco, Geração Amílcar, com Ângelo Torres percorre a vida e o legado de Amílcar Cabral.Nas artes visuais, Valdemar Dória cruza memórias de São Tomé e Lisboa; A Costureira exibe&amp;nbsp;Afro-disia.C&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;achupa e Moamba trazem sabores de Cabo Verde e&amp;nbsp;Angola.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há histórias que pulsam no&amp;nbsp;beat&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Arroz Estúdios31 de outubro | 17h | entrada 10&amp;nbsp;euros&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/afros.jpeg" alt="" width="590" height="740" /&gt;&lt;/p&gt;
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 <pubDate>Thu, 08 Oct 2026 19:34:14 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>«Terás visto o mar?» </title>
 <link>https://www.buala.org/pt/da-fala/teras-visto-o-mar</link>
 <description>&lt;p&gt;A pergunta vem de uma carta enviada a Guilherme da Costa Carvalho, preso político no Tarrafal entre 1949 e 1951. Dá agora título à exposição do seu neto, o fotógrafo João Pina, que inaugura a 22 de outubro no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, com curadoria de Emília&amp;nbsp;Tavares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A partir de um arquivo familiar com cerca de 800 cartas, fotografias e documentos, João Pina cruza investigação, fotografia contemporânea e testemunhos para revisitar a história do campo de concentração em Cabo Verde. A exposição reúne aproximadamente 250 imagens e documentação histórica, ligando a memória íntima à resistência antifascista e às lutas de libertação&amp;nbsp;africanas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Noventa anos depois da criação do Tarrafal, este trabalho interroga o legado da violência política e colonial, as experiências que ficaram à margem da história oficial e a transmissão da memória entre gerações. Que podem as imagens revelar? E como nos ajudam a construir uma cultura de&amp;nbsp;liberdade?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Terás visto o mar? Memórias do Tarrafal — João&amp;nbsp;Pina&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MNAC – Museu do Chiado, Galeria Capelo Sul, Lisboa&lt;br /&gt;Inauguração: 22 de outubro de 2026, às 18h30&lt;br /&gt;Patente até 24 de janeiro de 2027&lt;br /&gt;Visitas: terça a domingo, das 10h às 18h; última entrada às 17h30. Encerra às segundas-feiras e&amp;nbsp;feriados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais informações: &lt;a href="https://museuartecontemporanea.gov.pt/"&gt;https://museuartecontemporanea.gov.pt/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/whatsapp_image_2026-09-26_at_04.43.14.jpeg" alt="" width="590" height="987" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
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 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala">Dá fala</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/fotografia">fotografia</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/joaopina">JoãoPina</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/memoria">memória</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/da-fala/etiquetas/tarrafal">tarrafal</category>
 <content:encoded>&lt;p&gt;A pergunta vem de uma carta enviada a Guilherme da Costa Carvalho, preso político no Tarrafal entre 1949 e 1951. Dá agora título à exposição do seu neto, o fotógrafo João Pina, que inaugura a 22 de outubro no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, com curadoria de Emília&amp;nbsp;Tavares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A partir de um arquivo familiar com cerca de 800 cartas, fotografias e documentos, João Pina cruza investigação, fotografia contemporânea e testemunhos para revisitar a história do campo de concentração em Cabo Verde. A exposição reúne aproximadamente 250 imagens e documentação histórica, ligando a memória íntima à resistência antifascista e às lutas de libertação&amp;nbsp;africanas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Noventa anos depois da criação do Tarrafal, este trabalho interroga o legado da violência política e colonial, as experiências que ficaram à margem da história oficial e a transmissão da memória entre gerações. Que podem as imagens revelar? E como nos ajudam a construir uma cultura de&amp;nbsp;liberdade?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Terás visto o mar? Memórias do Tarrafal — João&amp;nbsp;Pina&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MNAC – Museu do Chiado, Galeria Capelo Sul, Lisboa&lt;br /&gt;Inauguração: 22 de outubro de 2026, às 18h30&lt;br /&gt;Patente até 24 de janeiro de 2027&lt;br /&gt;Visitas: terça a domingo, das 10h às 18h; última entrada às 17h30. Encerra às segundas-feiras e&amp;nbsp;feriados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais informações: &lt;a href="https://museuartecontemporanea.gov.pt/"&gt;https://museuartecontemporanea.gov.pt/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img class="imagecache-full" src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/full/2026/10/whatsapp_image_2026-09-26_at_04.43.14.jpeg" alt="" width="590" height="987" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
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 <pubDate>Wed, 07 Oct 2026 07:51:45 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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