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 <title>BUALA | Cultura Contemporânea Africana</title>
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 <language>pt-pt</language>
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 <title>O Diogo</title>
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 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;João Pedro George &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante 35 anos, desenvolvemos uma amizade estreita e consistente. Estabelecemos uma espécie de comunhão espiritual, feita de muitos e bons convívios. Convívios também, por vezes, instáveis e voláteis, altamente combustíveis. Em muitas coisas éramos irreconciliáveis. Zangámo-nos algumas vezes. Gozámos um com o outro. Discordámos e provocámo-nos mutuamente, amuámos. Mas, no fim do dia, íamos sempre ter a uma mesa de café para preservarmos e renovarmos a nossa amizade. O Diogo conseguia ser imensamente terno, de uma ternura e inocência que me deixavam quase sem palavras.&lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/04/whatsapp_image_2026-04-14_at_23.10.52.jpeg" alt="" title="João Pedro George, António Araújo e Diogo Ramada Curto"  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="200" height="150" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/mukanda">Mukanda</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/amizade">amizade</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/diogo-ramada-curto">Diogo Ramada Curto</category>
 <pubDate>Sat, 18 Apr 2026 16:00:10 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Em nome da fraternidade e da solidariedade histórica, ativa e combativa</title>
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 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Apolo de Carvalho&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O relatório denuncia ainda perseguições políticas, repressão policial e um clima generalizado de impunidade, incluindo detenções massivas e restrições ditatoriais ao espaço público. O espancamento e assassinato de pessoas que se erguem para denunciar este sistema tornaram-se parte do seu modus operandi. “Pensar pela própria cabeça e agir para transformar”, ensinamentos preciosos deixados por Cabral, parece ter-se tornado um crime de lesa-Estado na República da Estrela Negra.&lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/04/whatsapp_image_2026-04-15_at_20.03.08.jpeg" alt="" title=""  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="200" height="200" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/mukanda">Mukanda</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/cabo-verde">Cabo Verde</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/guine-bissau">Guiné-Bissau</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/solidariedade">solidariedade</category>
 <pubDate>Thu, 16 Apr 2026 01:00:05 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Baralho de Cartas 16</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/mukanda/baralho-de-cartas-16</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Marta Lança&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“O &amp;#039;novo normal&amp;#039; é lidar com cataclismos”, dou por mim a dizer às crianças, como se lhes explicasse que não têm outra hipótese senão preparar-se para os possíveis fins. De qualquer coisa, por ora ainda abstrata, que morre devagar. Talvez desta ilusão de vivermos num mundo dominado pela paz, desenvolvimento e progresso. Longe de mim passar-lhes a cultura do medo, da culpa e de qualquer forma de ansiedade, nem a climática. Mas como se faz para transmitir a mensagem que a sociedade está profundamente assente em desigualdades e, ao mesmo tempo, dar-lhes esperança?&lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/04/petitapetit-1024x637.jpg" alt="" title="Petit à Petit, Jean Rouch, 1971 "  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="200" height="124" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/mukanda">Mukanda</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/baralho-de-cartas">Baralho de Cartas</category>
 <pubDate>Tue, 14 Apr 2026 23:15:21 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Kikongo, língua, história e identidade, uma conversa com Pedro Armando</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/a-ler/kikongo-lingua-historia-e-identidade-uma-conversa-com-pedro-armando</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pedro Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O estudo da língua Kikongo vai além do simples exercício linguístico, constitui uma via de acesso ao conhecimento de uma realidade histórica e cultural profundamente enraizada na África Central. Integrado no vasto grupo das línguas Bantu, o Kikongo é falado por milhões de pessoas em países como Angola, República do Congo e República Democrática do Congo, sendo a língua tradicional do povo Bakongo.&lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/04/captura_de_ecra_2026-04-14_as_18.33.53.png" alt="" title="Mapa de falantes de Kikongo"  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="200" height="157" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/a-ler">A ler</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/angola">angola</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/kikongo">kikongo</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/linguas">línguas</category>
 <pubDate>Tue, 14 Apr 2026 17:32:58 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Diogo Ramada Curto, um amigo</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/cara-a-cara/diogo-ramada-curto-um-amigo</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;António Araújo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quanto a mim, apenas uma gota de água num oceano imenso de amigos de todas as idades, classes e quadrantes, feitos no Colégio Militar e no râguebi, nas noites do Bairro Alto, nos corredores das universidades, nos jantarinhos da Lisboa-elite, recordarei para sempre as conversas maledicentes e bem-humoradas dos sábados de manhã, na esplanada do Clara Clara, após uma jornada de caça bibliófila, ou os cafés e os almoços às mesas da BN, servidos pelo senhor Paulo ou pela São, e na companhia do João Pedro George, que hoje estão destroçados. Como nós todos.&lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/04/captura_de_ecra_2026-04-13_as_01.55.12.png" alt="" title=""  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="200" height="151" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/cara-a-cara">Cara a cara</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/diogo-ramada-curto">Diogo Ramada Curto</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/historia">História</category>
 <pubDate>Mon, 13 Apr 2026 00:35:52 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Baralho de Cartas 15</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/mukanda/baralho-de-cartas-15</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ricardo Norte&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como falámos nas primeiras cartas, imaginar o futuro é difícil. Um dos maiores empecilhos é que para chegar a ver certas coisas é preciso estar num estado que deixa aparecer o que já estava à nossa frente, senão, nem as conseguimos imaginar. Só depois da mutação é que conseguimos ver o que até aí nunca nos passaria pela cabeça. Rouch fala nisso, diz que o que muitos colegas chamam o milagre do encontro, a descoberta, é o resultado de uma longa preparação. A razão de termos conseguido colocar a questão certa, deve-se a uma mudança de posição. Como fazer então para caçar esse Leão do futuro? &lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/04/whatsapp_image_2026-04-04_at_15.32.36.jpeg" alt="" title="fotografia do autor"  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="150" height="200" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/mukanda">Mukanda</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/baralho-de-cartas">Baralho de Cartas</category>
 <pubDate>Tue, 07 Apr 2026 22:17:59 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Um outro olhar para a Líbia de Gaddafi</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/vou-la-visitar/um-outro-olhar-para-a-libia-de-gaddafi</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pedro Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante mais de quatro décadas, o regime de Gaddafi procurou assim construir um modelo político próprio, baseado na afirmação da soberania nacional sobre os recursos naturais e numa forte intervenção do Estado na economia. Esse projeto acabaria, contudo, por enfrentar profundas transformações no início do século XXI, culminando nos acontecimentos que levariam à queda do regime em 2011.&lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/04/img_2.jpg" alt="" title="Muammar Gaddafi, fonte CJPME "  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="200" height="167" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/vou-la-visitar">Vou lá visitar</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/libia">líbia</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/muammar-gaddafi">Muammar Gaddafi</category>
 <pubDate>Thu, 02 Apr 2026 14:22:21 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Baralho de Cartas 14</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/mukanda/baralho-de-cartas-14</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Marta Lança&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É melhor ir aprendendo a lidar com as perdas avassaladoras sem nos escancararmos todos, até porque a vida, desde há uns anos, perdeu o travão e os natais e verões sucedem-se sem recuperarmos convenientemente, nem dá tempo para cumprir as promessas de fim de ano. Espero ainda atravessar um enorme manto desconhecido. Façamos o luto para as pessoas não nos ficarem entaladas. Conforta-me pensar que a morte de uns dá origem a novos sinais. Não numa relação causa-efeito, mas associo secretamente os gestos potenciadores que me aparecem a pequenas recompensas do nigredo. Ateia me confesso a encontrar respostas no divino…   &lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/04/the-new-albers-2002-acrylic-embroidery-and-gel-medium-on-canvas-70x72in.jpg" alt="" title="The New Albers, 2002, Ghada Amer"  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="200" height="192" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/mukanda">Mukanda</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/baralho-de-cartas">Baralho de Cartas</category>
 <pubDate>Wed, 01 Apr 2026 14:11:14 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Baralho de Cartas 13</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/mukanda/baralho-de-cartas-13</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ricardo Norte&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De abril contaram-me o medo que tiveram, de irem buscar o meu irmão às Belas-artes. De África nunca se falou, e o comunismo era um monstro que os assustava. À sexta rezavam o terço com a aldeia na garagem. Havia uma mesquinhez senhorial no uso da religião. Talvez exagere, mas, fazê-lo é hoje parte da minha liberdade, a sua conduta orientava-se no repúdio ao diálogo. Só me resta falar com sombras, elas inclinam-se sempre para os exageros. Era demasiado novo para que fosse simples. O meu pai tirou um bacharel de engenharia, escapou-se às cabras e às ovelhas, e fez uma vivenda sobranceira, como as nortenhas dos emigrantes, numa aldeia perto das Caldas. Da vida com os animais ficou um galinheiro e um porco que se matava uma vez por ano. Cresci numa bolha de incenso. Fizeram da pobreza uma culpa, isso amargava os grelos no quintal. Não eram ricos, tinham mais coisas do que os pais deles, e uma mudez que os amedrontava. O que me salvou, uso o verbo em contra-mão, foram os montes e os pinhais. Os diabos que os habitavam, os bichos de fagulhas no pêlo. Mas era um mundo silencioso, tecido de breu e olhares esquivos, não foi aí que aprendi a falar.&lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/03/whatsapp_image_2026-03-25_at_17.34.30.jpeg" alt="" title="Untitled Collage II, 1985, Damien Hirst"  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="142" height="200" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/mukanda">Mukanda</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/baralho-de-cartas">Baralho de Cartas</category>
 <pubDate>Wed, 25 Mar 2026 17:22:59 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>O capitalismo algorítmico: a guerra, o caos e nós</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/a-ler/o-capitalismo-algoritmico-a-guerra-o-caos-e-nos</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Stefano Rota &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se aceitarmos que o nosso presente está marcado pela emergência de uma nova ordem mundial à qual chamamos capitalismo algorítmico - com a produção de guerra e caos e baseado na lógica do conectivismo entre homem e máquina - quais desafios temos à nossa frente, em termos de ações e da sua organização? Ou, dito de outras formas, como construir as conexões com aqueles segmentos da cadeia indispensáveis para que o conflito seja levado lá, onde o capital ganha maior força, isto é, onde produz informação abstrata, por meio da apropriação da cooperação social em escala global?&lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/03/captura_de_ecra_2026-03-22_as_19.23.23.png" alt="" title="Drone Warfare Decoration, 2015. Por John Johnston/Flickr"  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="200" height="130" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/a-ler">A ler</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/algoritmo">algoritmo</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/capitalismo">capitalismo</category>
 <pubDate>Sun, 22 Mar 2026 19:25:50 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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