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 <title>BUALA | Cultura Contemporânea Africana</title>
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 <language>pt-pt</language>
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 <title>“Depois vem o português, que é a língua de cultura moderna, língua de ciência”</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/a-ler/depois-vem-o-portugues-que-e-a-lingua-de-cultura-moderna-lingua-de-ciencia</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ronaldo Mendes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que está em causa, como bem referiu o Professor Domingos, é o modo como o português tem sido ensinado na Guiné-Bissau, como língua materna [13, 14], e a disfuncionalidade do sistema educativo, fruto, em grande medida, do mau funcionamento do próprio sistema político. Além disso, quando se fala da necessidade de oficializar o crioulo e de o adotar como língua de ensino na Guiné-Bissau, não se trata de substituir o português. Seria uma péssima decisão política. &lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/05/foto.jpeg" alt="" title="ronaldo mendes"  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="154" height="200" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/a-ler">A ler</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/crioulo">crioulo</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/portugues">português</category>
 <pubDate>Sat, 09 May 2026 11:34:31 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Política linguística e educação em Cabo Verde: dois silêncios estruturais</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/a-ler/politica-linguistica-e-educacao-em-cabo-verde-dois-silencios-estruturais</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eleutério Afonso&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; A língua, enquanto património afetivo, cognitivo e cultural, continua a ser convocada no discurso, mas raramente assumida como objeto de uma política estruturada de Estado. Quem está disposto a assumir, com seriedade institucional, que a língua não é apenas símbolo, mas também sistema? Quem está disposto a aceitar que a ciência deve informar a política linguística, e não o inverso? O convite permanece aberto, mas o silêncio é, muitas vezes, mais eloquente do que a respost&lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/05/liggigg.jpg" alt="" title=""  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="200" height="133" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/a-ler">A ler</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/caboverdiano">caboverdiano</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/lingua">língua</category>
 <pubDate>Thu, 07 May 2026 10:00:10 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Baralho de Cartas 19</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/mukanda/baralho-de-cartas-19</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ricardo Norte&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante anos, por volta de abril, pelas três da manhã, vinha um andorinhão para o meu telhado, com um tesão desgraçado, ainda com o fulgor africano a estremecer-lhe as penas, guinchava noite adentro à espera de uma resposta. As janelas são de papel, os carros zumbem-me na cabeceira. Não tinha como não acordar com os berros do pássaro solitário. Cheguei a pendurar-me na janela, não fosse ter um ninho no beiral. Quase me estatelei no alcatrão. Acabei por me habituar à passarada.Quando fico doente procuro concentrar-me nas alterações da percepção, como se fosse uma droga. A gripe não vai muito longe, mas, mesmo assim, com alguma atenção, o espaço modifica-se e estou noutra relação com o corpo. O centro de gravidade baixa ligeiramente, o ar fica líquido. &lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/05/whatsapp_image_2026-05-06_at_13.31.23.jpeg" alt="" title="Owl Mocked by Small Birds, Kawanabe Kyōsai, ca. 1887"  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="152" height="200" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/mukanda">Mukanda</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/baralho-de-cartas">Baralho de Cartas</category>
 <pubDate>Wed, 06 May 2026 12:58:45 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Será que existe um novíssimo cinema português?</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/afroscreen/sera-que-existe-um-novissimo-cinema-portugues</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Manuel Halpern&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Encontra-se antes um pretexto para procurar as filiações de um novíssimo cinema português, em busca dessa raiz perdida, dessa escola, de uma unidade, ainda que frágil. Isto, não obstante, e dando de barato que, num mundo global, somos todos inevitavelmente influenciados de forma global. Todavia, não se deve subestimar o potencial do vizinho do lado. Se não existe um corpo suficientemente bem definido para caracterizar um cinema português, com um pouco de boa vontade há, pelo menos, escolas, linhas e movimentos — alguns deles provavelmente involuntários, mas que, sem querer, se desenham.&lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/05/cochena2.jpg" alt="" title="Cochena, de Diogo Allen"  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="200" height="150" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/afroscreen">Afroscreen</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/cinema-portugues">cinema português</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/indielisboa">indielisboa</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/terratreme">Terratreme</category>
 <pubDate>Mon, 04 May 2026 08:47:24 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Entre jornalismo e amor público: contar o coletivo em tempos de crise</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/a-ler/entre-jornalismo-e-amor-publico-contar-o-coletivo-em-tempos-de-crise</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sofia José Santos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O jornalismo é importante em si mesmo. Mas, sobretudo, é importante pela forma como se ramifica e impacta transversalmente o que somos enquanto sociedade. Num tempo em que, com as redes sociais, virtualmente todos e todas podem aceder e produzir informação — nem sempre fiável, nem sempre contextualizada, nem sempre reconhecendo a complexidade da realidade —, o jornalismo continua a ser insubstituível, ainda que também ele não esteja imune a tensões, limitações e disputas internas. O jornalismo informa. Mas faz isso de uma forma que mais nenhuma outra prática faz. &lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/04/captura_de_ecra_2026-04-29_as_09.36.33.png" alt="" title=""  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="131" height="200" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/a-ler">A ler</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/jornalismo">jornalismo</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/resistencia">resistência</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/utopia">utopia</category>
 <pubDate>Wed, 29 Apr 2026 08:29:51 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Baralho de Cartas 18</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/mukanda/baralho-de-cartas-18</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Marta Lança&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguns moradores de rua, concentrados nesta zona oriental da cidade, aquartelados no Beato com cama e refeição - já me deparei com uma petição contra eles, vociferando insegurança e sujidade no bairro - andam por aí, personificando as doenças generalizadas do capitalismo. Cabeças despenteadas e dedos grossos a contar moedas, a segurar o pacote de vinho barato. Sei lá que pessoas terão sido com as suas vidas passadas esfaceladas na violência do presente. Guardam nos olhos mistérios e venenos que talvez o Herberto Helder extraísse em poemas, projetando neles uma “alegria desesperada”. &lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/04/clock.jpeg" alt="" title="Christian Marclay, The Clock, 2010. Vídeo-instalação."  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="173" height="200" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/mukanda">Mukanda</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/baralho-de-cartas">Baralho de Cartas</category>
 <pubDate>Tue, 28 Apr 2026 10:36:54 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Lília Momplé no lançamento de “Ninguém Matou Suhura”</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/mukanda/lilia-momple-no-lancamento-de-ninguem-matou-suhura</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Lília Maria Clara Carrière Momplé &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ela sempre escreveu sobre o que viu, sentiu e viveu. O livro “Ninguém matou Suhura” marca a estreia de uma voz ímpar na história da literatura moçambicana. A sua escrita fala sobre a denúncia da exploração dos humanos pelos humanos, fala das circunstâncias-limite que a humilhação colonial condicionou milhares de homens e mulheres de África. Fala da resistência e luta de todo um povo. Publicado pela primeira vez nos anos 1980, passados 40 anos, o livro volta às bancas como um lembrete do tempo que jamais deverá ser esquecido. Um lembrete para as gerações de hoje e as de amanhã de que a liberdade e a justiça para todos constrói-se com educação, amor, saúde, transporte e empatia. &lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/04/ninguem_matou_suhura_capa_site_1-copia.jpg" alt="" title=""  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="133" height="200" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/mukanda">Mukanda</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/lilia-momple">Lília Momplé</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/literatura-mocambicana">literatura moçambicana</category>
 <pubDate>Mon, 27 Apr 2026 10:19:00 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>25 de Abril todos os dias</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/mukanda/25-de-abril-todos-os-dias</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Marta Lança&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;instigante sentir o tsunami de gente diversa a “sair à rua (avenidas, desculpem) de cravo na mão a horas certas”. Há muitos anos que sou uma célula dessa massa de água e de carne, e tem sido animador ver a data da revolução reativar-se, ganhar fôlego e multidão, mais causas e palavras de ordem. Reconheço o 25 de Abril no meu percurso, como se o praticasse todos os dias e tenho pensado neste nosso lugar geracional: os filhos do 25 de Abril, que viemos com o fim da ditadura para pôr em prática a liberdade, com tantas possibilidades para florescer e sempre tão queixosos. &lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/04/whatsapp_image_2026-04-26_at_15.54.12.jpeg" alt="" title="25 de Abril 2026 em Lisboa."  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="200" height="150" /&gt;</description>
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 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/25-de-abril">25 de abril</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/percurso">percurso</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/revolucao">revolução</category>
 <pubDate>Sun, 26 Apr 2026 20:56:16 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Porque o 25 de Abril nasceu em África</title>
 <link>https://www.buala.org/pt/a-ler/porque-o-25-de-abril-nasceu-em-africa</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Yussef B&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Trazer à tona estes momentos históricos intrinsecamente ligados — Revolução Francesa e Revolução Haitiana —, onde os povos praticaram uma solidariedade internacionalista militante própria das épocas revolucionárias, revela-se, mutatis mutandis, de toda a pertinência. Isto porque as lutas de libertação em África contra o colonialismo português e as lutas travadas pelo povo português no 25 de Abril encontraram igualmente essa solidariedade nos dois sentidos. Esta foi possibilitada tanto pelas relações económicas entre a metrópole e as colónias como pela pertença à mesma classe trabalhadora dos povos em luta em Portugal e no continente africano — não obstante a heterogeneidade de situações dentro dessa classe —, o que significava terem pela frente os mesmos exploradores e opressores.&lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/04/whatsapp_image_2024-05-02_at_11.26.29.jpeg" alt="" title=""  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="150" height="200" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/a-ler">A ler</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/tags/25-de-abril">25 de abril</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/tags/lutas-de-libertacao">lutas de libertação</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/tags/revolucao">revolução</category>
 <pubDate>Thu, 23 Apr 2026 14:04:15 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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 <title>Evaristo Abreu – o homem e o teatro moçambicano </title>
 <link>https://www.buala.org/pt/palcos/evaristo-abreu-o-homem-e-o-teatro-mocambicano</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Venâncio Calisto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nascido em 1969, quando chegou a independência, Evaristo Abreu era, à semelhança das crianças do seu tempo, um menino acabado de nascer num mundo também ele recém-parido. Evaristo era um continuador da revolução, parte da geração que Samora Machel apelidou de “flores que nunca murcham”.&lt;/p&gt;
&lt;img src="https://www.buala.org/sites/default/files/imagecache/thumb/2026/04/evaristo.png" alt="" title="Evaristo Abreu "  class="imagecache imagecache-thumb imagecache-default imagecache-thumb_default" width="200" height="133" /&gt;</description>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/palcos">Palcos</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/evaristo-abreu">Evaristo Abreu</category>
 <category domain="https://www.buala.org/pt/etiquetas/teatro-mocambicano">teatro moçambicano</category>
 <pubDate>Thu, 23 Apr 2026 11:04:03 +0000</pubDate>
 <dc:creator>martalanca</dc:creator>
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