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	<title>Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</title>
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		<title>Crítica: Alpha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carissa Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 19:52:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2 Claquetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se em outros dos seus filmes Ducournau tratou sobre o amadurecimento feminino, em Alpha ela não se distancia completamente disso.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alpha</strong><br><strong>Direção: </strong>Julia Ducournau<br><strong>Roteiro: </strong>Julia Ducournau<br><strong>Nacionalidade e Lançamento: </strong>França, 2025<br><strong>Elenco: </strong>Tahar Rahim, Golshifteh Farahani, Mélissa Boros, Emma Macke, Finnegan Oldfield, Louai El Amrousy.<br><strong>Sinopse: </strong>A garota rebelde de 13 anos Alpha mora com sua mãe, uma médica que ajuda pacientes afetados por uma doença sanguínea que lentamente transforma os infectados em mármore. Duas semanas após ter uma tatuagem infeccionada, a mãe de Alpha a leva ao hospital para fazer um exame de sangue, onde ela encontra sua professora de inglês, cujo parceiro está infectado com a doença. Os alunos da escola começam a espalhar boatos de que Alpha tem a doença, e Adrien a acusa de tê-la transmitido para ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/alpha-julia-ducournau-2-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79528" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/alpha-julia-ducournau-2-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/alpha-julia-ducournau-2-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Sou uma grande entusiasta do trabalho da Julia Ducournau. Sua maneira de trabalhar as questões do universo das mulheres fazendo uso do body horror e do grotesco sem medo me interessa particularmente. Então estava ansiosa para ver seu novo longa-metragem Alpha. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um vírus mortal está se espalhando pelo mundo. Quem adquire a doença começa a ficar com a pele endurecida feito mármore. E quanto mais o vírus se espalha no organismo, mais gelado e duro tudo fica no corpo, levando a morte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é a realidade em que vive Alpha, uma garota de 13 anos que um dia, enquanto está bêbada, resolve permitir que alguém tatue uma letra A toda torta em seu braço. Tudo isso sem nenhum tipo de asseio e cuidado. Quando sua mãe, que é médica, vê a tatuagem, fica desesperada e leva a filha para fazer exames, com medo dela ter adquirido o vírus.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto mais o tempo passa, mais a situação de Alpha fica estranha. A ferida não cicatriza e a garota começa a ter reações estranhas, tremendo em sua cama durante à noite. E enquanto lida com o desespero de sua mãe, apavorada que a filha esteja portando o vírus e logo comece a endurecer, Alpha também precisa lidar com seus colegas de escola que passam a fazer bullying com ela, tratando-a como uma pária.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se em outros dos seus filmes Ducournau tratou sobre o amadurecimento feminino, em Alpha ela não se distancia completamente disso. As questões relacionadas à vivência jovem estão ali. Só que aqui ela deseja abarcar outras coisas também.&nbsp;</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/alpha-julia-ducournau-3-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79529" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/alpha-julia-ducournau-3-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/alpha-julia-ducournau-3-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">É impossível assistir a esse trabalho da cineasta e não relacionar o filme a epidemia de Aids e a pandemia do Covid-19. Só que fica claro que o longa não quer ser tratado apenas como uma alegoria para esses momentos trágicos da sociedade. As metáforas que Alpha traz são claramente muito mais amplas. E isso é uma faca de dois gumes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É interessante que Ducournau queira tratar de diversos temas. Em Titane ela já apresenta ao público um filme que não tem apenas um único foco. O problema aqui é que parece que a cineasta deseja falar sobre tantas coisas que em alguns momentos tudo parece bastante bagunçada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É epidemia e como a sociedade lida com ela, é a questão do vício e como as famílias lidam com isso, é o bullying, é o luto, é o amadurecimento. As questões são diversas, mas nem sempre elas são bem trabalhadas. Tudo isso em um filme que não é fácil de digerir.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As imagens que Ducournau propõe continuam marcantes. A criatividade pulsante da realizadora ainda está presente. É difícil ser indiferente ao que ela nos apresenta. Só que infelizmente Alpha deixa a desejar por ser bastante confuso e bagunçado. Na sua tentativa de ser tanto, o filme acaba deixando eventos e personagens com pouco desenvolvimento e acaba sendo menos do que poderia ser.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nota:</strong> 2,5 /5</p>
</div></div>
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		<title>Crítica: Dia D</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/06/12/critica-dia-d/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Perez]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 00:45:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2 Claquetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acredito que Spielberg, por mais piegas que soe em Dia D, continua sendo muito competente em tocar o público, em fazer as pessoas...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dia D</strong><br><strong>Direção:</strong> Steven Spielberg<br><strong>Roteiro:</strong> David Koepp<br><strong>Nacionalidade e Lançamento: </strong>Estados Unidos, 2026<br><strong>Elenco: </strong>Emily Blunt, Josh O’Connor, Colin Firth, Eve Hewson, Colman Domingo<br><strong>Sinopse:</strong> Se você descobrisse que não estamos sozinhos, se alguém te mostrasse, isso te aterrorizaria?</p>



<p class="wp-block-paragraph">.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/dia-d-2026-2-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79520" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/dia-d-2026-2-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/dia-d-2026-2-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Quem ouve o podcast do Cinem(ação) deve ter passado pelo episódio em que comentamos Devoradores de Estrelas. Em certo momento, debatemos se Andy Weir, autor do livro que daria origem ao filme, foi inocente ao imaginar uma colaboração entre governos muito diferentes para enfrentar uma ameaça mundial. Particularmente, acho que nesse caso foi mais otimismo do que inocência, mesmo por que, depois temos um vislumbre da situação em que o planeta Terra se encontra e não é exatamente das melhores. Pensei nessa conversa depois de assistir Dia D: quem cumpre o papel de inocente no cinema de ficção científica esse ano, até o momento, é Steven Spielberg.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img decoding="async" width="758" height="1200" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/dia-d-2026-cartaz.jpg" alt="" class="wp-image-79522" style="aspect-ratio:0.6316675617225713;width:251px;height:auto"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Dia D marca o retorno de Spielberg à temática alienígena, a qual ele havia trabalhado pela última vez em Guerra dos Mundos, de 2005. Esse novo filme, porém, carrega mais similaridades com E.T.: O Extraterrestre (1982) e Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), sendo visto por algumas pessoas até como uma sequência não-oficial desse último. O roteiro é de David Koepp em sua quinta colaboração com o diretor, com base em uma história imaginada primeiro pelo próprio Spielberg.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme começa como um thriller de conspiração, com o personagem de Josh O’Connor, Daniel Kellner, encurralado por Noah (Colin Firth) e um bando de agentes que querem recuperar um “artefato”. Daniel exige que eles devolvam sua namorada, Jane (Eve Hewson), nessa troca, e temos aí a primeira de algumas cenas de fuga e perseguição. Daniel está agindo junto com um grupo de ex-funcionários da empresa onde trabalhava, liderado por Hugo (Colman Domingo), que pretende mostrar ao mundo uma verdade há décadas escondida pelo governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outro núcleo, conhecemos Margaret (Emily Blunt), a “moça do tempo” de um jornal local no Kansas que quer ser promovida a âncora. Ela vive com o namorado, Jackson (Wyatt Russell), que tem dificuldades de acompanhar o ritmo da moça, sempre pronta para mudar para outro lugar se não estiver conseguindo atingir seus objetivos no atual. Naquele café da manhã, Margaret recebe uma visita inesperada e, a partir daí, começa a falar em outras línguas sem perceber e a ler sentimentos e acontecimentos em pessoas, sem que elas digam uma palavra. Na previsão do tempo daquele dia, Margaret fala em uma língua ininteligível para a maior parte da humanidade, exceto para Daniel. E os dois vão se encontrar. Mas, em um filme de 145 minutos, vai demorar um pouco pra isso acontecer…</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Pelo lado positivo, Dia D reúne muitas das características que tornam o trabalho de Spielberg tão marcante. Em um filme repleto de cenas de ação grandiosas mescladas com momentos mais intimistas, a história é contada, em grande parte, na forma como a câmera dança nos cenários, acompanhando a coreografia dos atores em cena. Além disso, temos os tradicionais personagens comuns encarando situações extraordinárias, suas respostas emocionais, a iluminação que acompanha uma grande revelação, memórias da infância. Tudo isso é acompanhado pela trilha sonora de John Williams, que saiu da aposentadoria para uma 30ª colaboração com Spielberg. Mas, então, qual é o problema?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas essas características acabam um tanto apagadas quando o roteiro as transforma em um amontoado desconjuntado de clichês e conveniências. É divertido acompanhar as repetidas fugas e perseguições, mas vilões que parecem estar em uma esquete dos Trapalhões quebram o clima de tensão. O tal artefato, que a princípio parece perigoso e instável, aparece e some segundo as necessidades dos personagens, seja para ficarem invisíveis, seja para acender lâmpadas.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1100" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/dia-d-2026-1-1100x590.jpg" alt="" class="wp-image-79521"/></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">A situação em que nossos protagonistas se encontram acontece enquanto o mundo está à beira da terceira guerra mundial, o que é apresentado em passagens em noticiários ou com pessoas estocando comida em um mercado. O segredo que Daniel e companhia querem revelar ao mundo pode mudar os rumos da humanidade, mas a urgência do conflito é um pano de fundo tão superficial que parece que os dois assuntos nunca se encontram. Há, ainda, diálogos excessivamente didáticos, às vezes explicando algo que estamos vendo em tela, enquanto discussões interessantes, como o papel da religião ou do Deus católico em um mundo que sabe que alienígenas existem, são resolvidas com uma frase.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dia D é mais bem sucedido quando trata da mídia. A pergunta que a sinopse traz, questionando como seria se a humanidade descobrisse a verdade sobre a existência de vida fora da Terra, é quase uma pegadinha: não é isso que o filme vai responder. A questão é como uma notícia dessas é dada pela mídia. E volto ao começo desse texto, quando falei sobre a inocência: ambientar o filme no presente, quando notícias vêm de todos os lados o tempo todo, verdadeiras ou não, e contar que “passar no jornal das nove” seria o suficiente para mover as pessoas, é algo difícil de comprar. Talvez Spielberg veja na TV a mídia “oficial”, a mais confiável, mas o mundo veria dessa forma?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, por mais que o filme não tenha conseguido me fisgar, vi muita gente emocionada na saída da sessão. Acredito que Spielberg, por mais piegas que soe em Dia D, continua sendo muito competente em tocar o público, em fazer as pessoas se identificarem tanto com o ser humano comum quanto com os alienígenas capturados por agências governamentais estadunidenses. Pode não ser esse o filme que vai unir todos os povos, mas uma mensagenzinha de esperança nunca é demais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nota:</strong> 2,5 / 5</p>
</div></div>
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		<title>Podcast Cinem(ação) #649: Seven &#8211; Os Sete Crimes Capitais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Arinelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 16:26:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Podcast Cinem(ação)]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>E se o final mais perturbador dos anos 90 existir porque um produtor enviou o documento errado por engano? Pois é exatamente isso o que aconteceu com Seven, e David Fincher não deixou ninguém mudar nem uma vírgula. Brad Pitt e Morgan Freeman também bateram o pé. O estúdio tentou mandar a versão &#8220;comercial&#8221;. Os [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">E se o final mais perturbador dos anos 90 existir porque um produtor enviou o documento errado por engano? Pois é exatamente isso o que aconteceu com <strong>Seven</strong>, e David Fincher não deixou ninguém mudar nem uma vírgula. Brad Pitt e Morgan Freeman também bateram o pé. O estúdio tentou mandar a versão &#8220;comercial&#8221;. Os três ignoraram. Trinta anos depois, é difícil imaginar que poderia ter sido de outro jeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o que torna <strong>Seven</strong> tão visceralmente insuportável de esquecer? A fotografia de Darius Khondji com retenção de prata que cria pretos tão densos que você quase sente o cheiro da cena? O design de som que não te deixa em paz nem um segundo? Ou John Doe, um assassino que não é niilista porque, para ele, tudo importa demais?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.instagram.com/rafaarinelli/">Rafael Arinelli</a>, <a href="https://www.instagram.com/pedroeocinema/">Pedro Amaro</a> e <a href="https://www.instagram.com/belpetit_/">Bel Petit</a> revisitam o thriller de Fincher com olhos de 2026, discutem a lesão real de Brad Pitt que entrou no roteiro, o Kevin Spacey escondido no meio do filme sem crédito, e a questão que divide o grupo até hoje: afinal, John Doe venceu ou perdeu?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A caixa está esperando. Você abre?</p>



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</div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>• 05m12: </strong>Pauta Principal<br><strong>• 1h32m33: </strong>Plano Detalhe<br><strong>• 1h40m00: </strong>Encerramento</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ouça nosso Podcast também no:</strong></h2>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Agradecimentos aos padrinhos:&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">• André Marinho Moreira<br>• Bruna Mercer<br>• Charles Calisto Souza<br>• Daniel Barbosa da Silva Feijó<br>• Diego Alves Lima<br>• Eloi Xavier<br>• Guilherme S. Arinelli<br>• Thiago Custodio Coquelet<br>• Wilmar Arinelli Jr<br>• William Saito</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Edição: </strong><a href="https://issoai.com.br/">ISSOaí</a></p>
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		<title>Crítica: Backrooms: Um Não-Lugar</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/06/10/critica-backrooms-um-nao-lugar-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Diego Quaglia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:17:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2 Claquetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As cenas no Backrooms são repetitivas, guiadas por uma falta de tensão na direção tornando que mortes e perigos sejam banais</p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/06/10/critica-backrooms-um-nao-lugar-2/">Crítica: Backrooms: Um Não-Lugar</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Backrooms: Um Não-Lugar</strong><br><strong>Direção: </strong>Kane Parsons<br><strong>Roteiro:</strong> Will Soodik<br><strong>Nacionalidade e Lançamento:</strong> Estados Unidos, 2026<br><strong>Elenco: </strong>Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass.<br><strong>Sinopse:</strong> Um homem em crise e a sua terapeuta descobrem uma nova dimensão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1000" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/backrooms-um-nao-lugar-2-1000x590.webp" alt="" class="wp-image-79509"/></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Ontem mesmo vi um vídeo muito bom do Sérgio Alpendre, ótimo crítico de cinema que eu admiro bastante, falando sobre o &#8220;gosto médio&#8221; (recomendo muito esse vídeo e o trabalho do Sérgio). E isso me veio à cabeça ao começar a escrever sobre Backrooms. Acho que a Renate Reinsve, uma atriz boa e simpática que vive uma ascensão profissional, mas é também absolutamente convencional, reflete muito bem o que é isso. É uma atriz de &#8220;gosto médio&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que geralmente faz filmes de &#8220;gosto médio&#8221;, trabalha com cineastas de &#8220;gosto médio&#8221; e agrada um público de &#8220;gosto médio&#8221;. Aqueles filmes que contemplam quem quer algo fora do blockbuster genérico padrão, gostam do tipo de cinema mais escancarado nos seus vernizes cinematográficos, seus vernizes de profundidade, intelectualidade, de viés autoral, erudito, de prestígio ou mais tecnicamente de &#8220;bom gosto&#8221; mas também ao mesmo tempo não querem serem confrontados por um filme intelectual e erudito mais de vanguarda, experimental ou radical da Marguerite Duras ou então estão fechados pra reconhecer valor em algo de cinema de gênero mais grosseiro, aparentemente despretensioso e escrachado mesmo que seja realizado com esmero e seja primoroso em subtexto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Sérgio ressalta muito bem no vídeo dele que isso não é uma questão de qualidade dos filmes, dos cineastas ou de diminuição ou algo negativo/ofensivo de quem é assim (e claro é óbvio que amar/gostar dos filmes e artistas encaixados nisso não faz as pessoas automaticamente serem parte disso), mas acho interessante notar como ela está encaixada nisso e Backrooms provavelmente é um dos piores exemplos disso na minha visão.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/05/backrooms-20261-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79467" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/05/backrooms-20261-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/05/backrooms-20261-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">A sisudez da Renata Reinsve não tem nenhuma singularidade aqui que destaque ela como uma interpretação particular ou um retrato específico de uma personagem. O sentimento de &#8220;mais do mesmo&#8221; é muito tomado por uma composição básica numa personagem que fica pela metade e que é por vários momentos ignorada e esquecida pelo próprio filme diante da importância que ele quer que ela ocupe. Mas &#8220;mais do mesmo&#8221; é o sentimento geral com Backrooms.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acho que a única coisa notável do filme é a sequência do Chiwetel Ejiofor (um grande ator que é uma das coisas boas do filme) entrando no Backroom pela primeira vez. O uso de espaços cheios de pontos vazios, a profundidade de campo, a câmera percorrendo isso, o uso de câmera lenta, a direção de arte fora do tempo e excêntrica, essa cenografia tão particular, a gamificação da coisa numa dinâmica típica de videogames, a busca que reproduz a cultura de Internet, os efeitos especiais factíveis, uma boa aplicação técnica no geral e um dos poucos momentos de fato tensos do filme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas de resto a coisa acaba entrando num marasmo pelo fator vazio (tanto quanto o próprio backroom) e formulaico que o filme adquire. As cenas no Backrooms são repetitivas, guiadas por uma falta de tensão na direção tornando que mortes e perigos sejam banais, não existe nada no filme que não seja simplesmente uma derivação de outros filmes de terror sérios dessa vertente ou do passado (pensei muito no Cloverfield do Matt Reeves no registro de found footage dentro do registro das cenas de ataque e procura no local nessa reprodução de um território tanto típico da exploração de internet, Youtube, creepypastas e de vídeos caseiros também) sem um ponto de vista específico, os flashbacks também repetitivos e redundantes cortam a imersão e levam o longa para um lado ainda mais explicativo e professoral das suas explicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As representações temáticas e os tormentos psicológicos envolvendo os estados de vida atuais dos personagens de Ejiofor e Rrinsve nunca são desenvolvidos, ficam só no esboço de roteiro ruim, fazendo com que a virada dele pareça brusca dele e no geral o filme é consumido por uma tonalidade comum e uma caracterização visual que não expõe diferenciações entre esse e qualquer outro terror de prestígio metido a sagaz da A24 numa coisa oca tanto no psicologismo e na tensão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nota:</strong> 2 /5</p>
</div></div>
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		<title>O melhor monólogo do cinema está em um filme extremamente silencioso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduarda Smilari]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:55:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Monólogo: Sombras da Vida (A Ghost Story). Quem o viu sabe que um dos melhores monólogos do cinema está dentro dele.</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>Sombras da Vida (<a href="https://cinemacao.com/2022/11/21/critica-a-ghost-story-sombras-da-vida-2017/">A Ghost Story</a>) é um filme pouco citado pelos cinéfilos, mas quem o viu sabe que um dos melhores monólogos do cinema está dentro dele</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Sombras da Vida</em> não é um filme para qualquer um. E não quero dizer isso em forma de arrogância intelectual. Tecnicamente, do roteiro à direção, ele não foi feito para o grande público. É um filme que nasceu para ficar escondido e ser encontrado no catálogo sem a menor pretensão de ver algo extraordinário. Entretanto, o que torna <em>Sombras da Vida</em> inesquecível não é apenas sua história sobre a morte: é um monólogo de aproximadamente cinco minutos que surge depois de quase uma hora de filme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine assistir a um filme sobre a morte e, nos primeiros quinze minutos, o protagonista morrer. <em>Sombras da Vida</em> é isso. Ao invés de acompanharmos os últimos momentos de um ser humano vivo, acompanhamos sua existência como fantasma, revisitando tudo o que conquistou em vida. Conquistas que se resumem a uma simples casa interiorana e ao amor incondicional por outra pessoa.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/sombras-da-vida-2-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79505" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/sombras-da-vida-2-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/sombras-da-vida-2-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">É justamente aí que o filme brilha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na tentativa de explicar nossa insignificância diante do universo e nossa busca constante por controlar o tempo e tudo o que perdura nele, somos colocados diante de um fantasma que não consegue aceitar a própria morte. A casa, que antes era uma conquista de um casal apaixonado, torna-se cenário para tantas outras famílias que passam a habitá-la ao longo dos anos. E o fantasma continua lá, calado, observando, tentando de alguma forma pertencer a um lugar que já não é mais seu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de cinquenta e oito minutos de filme, enquanto o fantasma permanece obcecado pelo que restou daquela casa que ainda acredita poder possuir, vemos jovens festejando na sala de estar e na cozinha. As vozes e risadas dão lugar àquele que, em aproximadamente cinco minutos, consegue resumir exatamente o que entendo por humanidade &#8211; e que, para mim, todos deveriam ouvir pelo menos uma vez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma cerveja na mão, um homem questiona os amigos sobre qual a importância de fazermos coisas extraordinárias se, no fim, tudo um dia será esquecido. Pode demorar um pouco mais, caso você seja uma figura pública de influência, ou um pouco menos, caso tenha escolhido uma vida recatada entre os mais próximos. De qualquer modo, o esquecimento é inevitável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, há uma ambiguidade citada durante o monólogo: existe algo maior que nos torna humanos. Quando fazemos algo, não fazemos apenas por nós ou pelos outros; fazemos porque acreditamos na eternidade. Eternidade essa que pode ser nomeada como Deus ou apenas como a continuidade da vida no universo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mim, existe algo de extrema profundidade aí: é justamente entender que, mesmo dentro da nossa pequenez diante de um vasto universo inexplorado, existe algo de extraordinário na tentativa humana de ser eterno, embora saibamos o tempo todo que isso nunca será possível.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2019/11/a-ghost-story-3-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-59170" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2019/11/a-ghost-story-3-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2019/11/a-ghost-story-3-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">E talvez a eternidade esteja na arte. Naquela música de Beethoven que, daqui a milhões de anos, possa ser escutada por acaso e sentida da mesma maneira de quando foi composta. Ou na receita de bolo de fubá que sua bisavó lhe ensinou, que você passará aos seus filhos, e eles aos seus netos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Sombras da Vida</em> nos ensina algo tão primitivo, mas que esquecemos no percurso: a arte de realizar algo, seja uma melodia, uma escrita ou uma pintura, nada mais é do que uma forma de o ser humano, em uma vida extremamente frágil e rápida, eternizar algo tão pessoal que um dia, quando menos esperar, talvez seja lembrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou, como o homem na mesa diz em meio à conversa:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;90% da humanidade desaparecerá, de uma só vez (&#8230;) E voltaremos a ser carniceiros, caçadores e coletores. Mas talvez haja alguém que um dia cantarole uma melodia que todos costumavam saber.&#8221;<em>Sombras da Vida</em> está disponível para aluguel ou compra na Prime Video.</p>
</div></div>
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		<title>Filme &#8220;Mambembe&#8221; tem sessões gratuitas em João Pessoa e Campina Grande</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O filme "Mambembe" terá sessões especiais com debate em João Pessoa e Campina Grande nos dias 10 e 11 de junho.</p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/06/10/filme-mambembe-tem-sessoes-gratuitas-em-joao-pessoa-e-campina-grande/">Filme &#8220;Mambembe&#8221; tem sessões gratuitas em João Pessoa e Campina Grande</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O filme &#8220;Mambembe&#8221; terá sessões especiais com debate em João Pessoa e Campina Grande nos dias 10 e 11 de junho, com entrada gratuita e presença do diretor Fabio Meira. Na capital, a sessão acontece na quarta-feira, dia 10, às 19h50, no Cine Banguê, com mediação da atriz, diretora e roteirista paraibana Danny Barbosa, que acumula passagens por produções como &#8220;Bacurau&#8221; (2019), de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e pelo longa &#8220;Gravidade&#8221; (2025), que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Triunfo (PE). No dia seguinte, 11 de junho, o Cineteatro São José, em Campina Grande, recebe o filme às 14h30, com mediação da multiartista Joana Marques.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Mambembe&#8221; celebra a força do circo itinerante brasileiro e traz no elenco a artista circense potiguar Madona Show, Índia Morena — Patrimônio Vivo de Pernambuco e uma das maiores referências da arte de circo no país —, o ator brasiliense Murilo Grossi e a atriz e assistente de direção carioca Dandara Ohana, que interpreta Jéssica, ex-artista de circo em Belém. Em uma mistura entre documentário e ficção, o filme acompanha um topógrafo nômade, vivido por Murilo, que cruza o caminho dessas três mulheres.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video-container"><iframe loading="lazy" title="MAMBEMBE - direção Fabio Meira - 14 de Maio nos cinemas" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/JUaty9Lr6uk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, Fabio Meira se destacou no circuito nacional. Seu primeiro longa, “As Duas Irenes” (2017), rodado em Goiás e Pirenópolis, estreou no Festival de Berlim e recebeu quatro prêmios em Gramado. Em 2023, foi a vez de “Tia Virgínia”, protagonizado por Vera Holtz, arrebatar seis troféus no mesmo festival, além de ser indicado a sete categorias no Grande Otelo. Com “Mambembe”, Meira propõe uma jornada poética sobre a memória e o desejo, transformando o próprio ato de filmar ao longo de 15 anos em parte da narrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Mambembe&#8221; também já percorreu um circuito vitorioso de festivais. O filme estreou na Première Brasil do Festival do Rio e foi exibido na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, no Forumdoc.BH e no CinePE. No Festival de Cinema de Vitória, conquistou os troféus de Melhor Filme, Melhor Interpretação (Índia Morena) e Menção Honrosa (Madona Show), além do Prêmio Sesc Glória. Também venceu Melhor Filme e Melhor Montagem no Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, e levou Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Montagem no FICA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Festival Guarnicê de Cinema, o longa foi consagrado como Melhor Filme (júris técnico e popular) e conquistou Melhor Atuação para Dandara Ohana, Madona Show e Índia Morena, além dos troféus de Melhor Ator (Murilo Grossi) e Melhor Fotografia (Daniela Cajías). No circuito internacional, Meira venceu como Melhor Diretor no Bravo Film Festival, em Los Angeles. O longa também passou pelo Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata e recebeu o troféu do Prêmio do Júri no Festival Internacional de Cinema Brasileiro em Milão.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/mambembe-jessica-alves-credito-divulgacao-roseira-filmes2-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79501" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/mambembe-jessica-alves-credito-divulgacao-roseira-filmes2-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/mambembe-jessica-alves-credito-divulgacao-roseira-filmes2-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Serviço:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>João Pessoa/PB</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Data: 10 de junho (quarta-feira)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Horário: 19h50</p>



<p class="wp-block-paragraph">Local: Cine Banguê &#8211; Espaço Cultural José Lins do Rego &#8211; R. Abdias Gomes de Almeida, 800 &#8211; Tambauzinho, João Pessoa &#8211; PB, 58042-100</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entrada gratuita</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bate-papo mediado por Danny Barbosa</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Campina Grande/PB</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Data: 11 de junho (quinta-feira)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Horário: 14h30</p>



<p class="wp-block-paragraph">Local: Cineteatro São José — R. Lino Gomes da Silva &#8211; São José, Campina Grande &#8211; PB, 58400-360</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entrada gratuita</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bate-papo mediado por Joana Marques</p>
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		<title>O truque favorito dos diretores para gerar suspense sem usar uma única explosão</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/06/09/o-truque-favorito-dos-diretores-para-gerar-suspense-sem-usar-uma-unica-explosao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[cinemacao]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 22:22:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Truque: muitos cineastas sabem que o clímax perfeito mora no silêncio, na troca de olhares e na antecipação de uma decisão.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O bom cinema não precisa de explosões ou tiroteios para acelerar o coração do público. Na verdade, muitos cineastas sabem que o clímax perfeito mora no silêncio, na troca de olhares e na antecipação de uma decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os personagens sentam frente a frente, o campo de batalha deixa de ser físico e vira puramente mental. Quem domina a leitura do adversário dita o ritmo da cena, prendendo a atenção da audiência do início ao fim. Esse embate psicológico é a verdadeira essência do suspense.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um recurso poderoso, perfeitamente ilustrado em produções como <a href="https://cinemacao.com/2018/03/03/critica-a-grande-jogada/">A Grande Jogada (2017)</a>, onde a tensão narrativa é construída inteiramente na inteligência emocional e no controle da mesa, sem precisar de uma única arma.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2018/03/molly-sgame-010-1130x590.jpg" alt="A Grande Jogada" class="wp-image-48626" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2018/03/molly-sgame-010-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2018/03/molly-sgame-010-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">A construção do suspense nos tabuleiros</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um cineasta decide prender o público, ele sabe que uma mesa e duas cadeiras costumam ser mais eficientes do que grandes perseguições ou cenas de destruição. Colocar personagens dividindo o mesmo espaço físico em torno de um jogo cria um nível profundo de intimidade na tela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O espectador passa a observar detalhes corporais sutis, como o hesitar de uma mão ou a mudança no ritmo da respiração. Esse cenário focado no raciocínio transforma o silêncio em uma ferramenta poderosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao introduzir um elemento de disputa lógica, o diretor eleva a carga emocional da cena ao limite. O clássico <a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt0083658/">Blade Runner: O Caçador de Androides (1982)</a> ilustra perfeitamente esse recurso. O diretor utiliza uma partida de xadrez para simbolizar um embate pelo controle absoluto sobre a vida e a morte, criando tensão a cada movimento das peças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tabuleiro funciona como uma extensão clara da mente dos envolvidos no conflito. Não importa se você entende as regras matemáticas da partida, mas sim o impacto psicológico de quem sofre a emboscada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse conceito de tratar a narrativa como um grande jogo de raciocínio também se aplica a outros cenários cinematográficos. Filmes modernos, como <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/onze-homens-e-um-segredo-tera-nova-sequencia-confirma-george-clooney">Onze Homens e um Segredo (2001)</a>, constroem a tensão colocando os personagens ao redor de mesas para planejar seus passos. Eles tratam as plantas e maquetes dos edifícios como verdadeiros tabuleiros em escala real. Os diretores manipulam nossas expectativas mostrando esse processo intelectual de tentar antecipar os movimentos do adversário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, a direção coloca todos na ponta da cadeira sem precisar usar armas de fogo. A ansiedade gerada pela antecipação da próxima jogada cria um vínculo direto com quem assiste. Acabamos torcendo não por quem é o mais forte fisicamente, mas por quem consegue dominar o jogo mental e ler o andamento da partida com mais inteligência.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="452" height="300" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2017/01/onze-homens-e-um-segredo-foto-de-divulgacao.jpg" alt="A importância do Pôquer em Hollywood" class="wp-image-40185"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">O peso do blefe e o risco oculto</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Diferente de um tabuleiro onde todas as peças ficam expostas, as cartas trazem um novo nível de suspense para o cinema com a ocultação de informações. Quando os personagens não sabem o que o adversário tem nas mãos, a tensão deixa de ser puramente lógica e passa a depender do blefe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O clássico Golpe de Mestre (1973) usa essa dinâmica magistralmente, onde a vitória não vem da matemática, mas da capacidade de desestabilizar o rival na mesa de pôquer. Da mesma forma, A Mesa do Diabo (1965) transforma o carteado em um duelo de egos brutal, provando que o jogo é apenas uma desculpa para o embate psicológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A verdadeira ação acontece na mente dos jogadores, pois o suspense nasce da avaliação de riscos e da tentativa constante de ler intenções. O diretor cria o clímax perfeito focando na antecipação matemática do jogo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tensão de um personagem arriscando tudo enquanto tenta montar uma <a href="https://www.ignitionmax.com/poker/maos-de-poker/">sequência do poker</a> prende a respiração do público instantaneamente. Essa mesma dinâmica de gerenciamento de risco e leitura de cenários, por exemplo, é o que mantém as mesas virtuais de poker tão populares hoje em dia. Mesmo no ambiente online, os competidores precisam observar o ritmo das rodadas e controlar a própria ansiedade sob pressão constante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse controle emocional e a linguagem corporal dominam a tela em produções que fogem completamente do glamour tradicional. Em Tombstone: A Justiça Está Chegando (1993), a famosa disputa de cartas entre Doc Holliday e Ed Bailey serve puramente para estabelecer o domínio letal e o ódio entre os dois personagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998), a câmera foca no suor e nos micro-movimentos dos envolvidos para ditar o ritmo da cena. A audiência fica hipnotizada tentando descobrir quem realmente tem a vantagem escondida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O carteado funciona perfeitamente como uma panela de pressão narrativa. Ninguém precisa conhecer as estatísticas exatas do jogo para sentir o peso de uma decisão ruim na tela. O que segura a atenção é a pura reação humana diante do perigo oculto.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O silêncio como a verdadeira trilha sonora</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Seja movendo uma peça de madeira ou revelando uma carta decisiva na mesa, o maior truque do cinema consiste em fazer o espectador prender a respiração junto com o protagonista da história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os diretores experientes provam que o bom suspense nunca exige pirotecnia barulhenta para impactar profundamente o público. Ao focar no controle psicológico de uma disputa de inteligência, a tela transforma pequenos gestos cotidianos em momentos de extrema tensão narrativa. A força da mensagem mora na capacidade de manipular a nossa expectativa, mostrando que o raciocínio estratégico supera qualquer efeito visual grandioso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/06/09/o-truque-favorito-dos-diretores-para-gerar-suspense-sem-usar-uma-unica-explosao/">O truque favorito dos diretores para gerar suspense sem usar uma única explosão</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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		<title>Backrooms é a concretização da nova geração de youtubers na tela grande</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Henrique Rizatto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 22:11:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[. Backrooms]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Youtubers: já chega uma nova geração de diretores para também acompanharmos, e eles tem algo em comum, todos vieram diretamente do Youtube.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Não faz muitos anos que o cinema de terror começava a falar de uma nova geração de diretores que deveríamos prestar muita atenção, cito em especial a trinca do novo horror: Ari Aster, Jordan Peele e Robert Eggers, mas nesse mundo que se transforma tão rapidamente, já chega uma nova geração de diretores para também acompanharmos, e eles tem algo em comum, todos vieram diretamente do Youtube.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><em>*imagem destaque: Wikipedia</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="960" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/youtubers-kane-parsons-960x590.jpg" alt="" class="wp-image-79492"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Kane Parsons (imagem: reprodução youtube)</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Kane Parsons é o primeiro que vou citar aqui, seu filme Backrooms: Um Não Lugar está fazendo uma bilheteria impressionando, com um elenco de estrelas oscarizáveis Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve. Talvez mais impressionante que o sucesso financeiro do filme seja a idade do diretor, Parsons tem apenas 21 anos (ele nasceu em 18 de junho de 2005).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua ligação com a creepy pasta que criou a ideia dos Backrooms começou alguns anos atrás, quando começou a fazer vídeos em seu canal de Youtube expandindo e criando muitos conceitos desse não-lugar. Você pode assistir os vídeos no <a href="https://www.youtube.com/c/KANEpixels">canal oficial dele aqui</a>. Seu talento logo chamou a atenção de grandes produtoras e distribuidoras como a A24, Atomic Monster (do James Wan), e do diretor Osgood Perkins, que vem sendo um nome cada vez mais crescente e conhecido pelo grande público, mas que tem uma carreira mais tradicional nos cinemas e não veio direto do Youtube.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/youtubers-curry-barker-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79493" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/youtubers-curry-barker-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/youtubers-curry-barker-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Curry Barker (imagem: reprodução youtube)</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Curry Barker e seu filme Obsessão que estreou mês passado e logo já foi aclamado por muitos críticos e criadores de conteúdo emocionados como o melhor filme do ano (acho que podemos esperar pelo menos até dezembro para ver se esse título de “o melhor” poderia ser entregue), também impressionada por ser relativamente jovem, nascido em 22/09/1999 ele tem 26 anos, também começou no YouTube com o canal <a href="https://www.youtube.com/@thats_a_bad_idea">that’s a bad idea</a>, canal esse criado juntamente com seu amigo Cooper Tomlinson. Mas ao contrário do que possa parecer, o canal começou como um canal de comédia, mas tudo mudou quando foi lançado o terror Milk &amp; Serial A Found Footage Story dirigido diretamente pelo Barker e que foi o seu caminho de abertura para as telas grandes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por último, mas sem dúvidas não menos importante eu vou deixar os meus preferidos atualmente, os Irmãos Philippou. Esses irmãos gêmeos australianos já não são tão novinhos, nascidos em 13 de novembro de 1992, eles também começaram na plataforma vermelhinha, com o <a href="https://www.youtube.com/@Therackaracka">canal RackaRacka</a>. O canal deles é bem antigo, com foco em comédia e terror, e paródias bem inusitadas, vale muito a pena passar algumas boas horas explorando os vídeos deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A grande estreia deles no cinema mainstream foi com Fale Comigo que teve sua estreia mundial no Festival de Sundance em 2023 que teve a distribuição americana pela A24. Depois, em 2025 estreou o filme Faça Ela Voltar, para mim os dois filmes de terror são extremamente consistentes e tem uma dose de pavor, gore, e cenas impactantes de te fazer roer até as unhas do pé. E o mais interessante, ambos os filmes tem grande base em práticas ocultistas se passariam no mesmo mundo. E ironicamente, falando em universos compartilhados de filmes, os irmãos já foram contactados tanto pela DC quanto pela Marvel para futuros projetos de supers.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para nós resta acompanharmos os próximos projetos desses diretores e também olharmos para os criadores de vídeo no YouTube para ver quais novos nomes sairão da plataforma direto para as telonas do cinema, deixo ainda como dica final o canal Refúgio Cult do Lucas Maia que tem dezenas de vídeos onde ele indica e linka diversos <a href="https://www.youtube.com/@Ref%C3%BAgioCult">curtas e canais de terror</a>.</p>
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		<title>Crítica: Gatilheiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alan Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 03:03:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gatilheiro: o roteiro enxuto de Marchiori e Clara Ambrosini favorece a percepção de urgência, junto a delimitação temporal, embora...</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gatilheiro</strong><br><strong>Direção:</strong> Cristian Tapia Marchiori<br><strong>Roteiro: </strong>Clara Ambrosoni, Cristian Tapia Marchiori<br><strong>Nacionalidade e Lançamento: </strong>Argentina, 2025<strong><br>Elenco:</strong> Sergio Podeley, Julieta Díaz, Ramiro Blas, Maite Lanata, Mariano Torre, Matías Desiderio, Susana Varela, Gonzalo Gravano.<br><strong>Sinopse:</strong> Um thriller em tempo real filmado em uma cena contínua. Nas ruas de Isla Maciel, Buenos Aires, uma história contundente de tragédia e redenção se desenrola que mantém o espectador na beira da cadeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>Gatilheiro mostra ousadia do cinema independente argentino</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">No último dia 02 de junho aconteceu a maior premiação do cinema argentino, o XX Prêmios Sur, dado pela Academia de las Artes y Ciências Cinematográficas de la Argentina, com ganhadores esperados e algumas surpresas. O vencedor de melhor película foi <em>Belén</em> (2025), dirigido por Dolores Fonzi (disponível no Prime Vídeo), que foi o enviado pelo país como representante no Oscar  — passou na primeira seleção, ficou na <em>shortlist </em>e o resto, história. Inclusive, <em>O Agente Secreto</em> ganhou o prêmio de Melhor Filme Ibero-americano.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/gatilheiro-gatillero-2-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79484" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/gatilheiro-gatillero-2-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/gatilheiro-gatillero-2-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">O segundo maior ganhador — na verdade empatado com <em>Belén </em>com 5 prêmios —&nbsp; foi <em>Gatillero</em>, ou <em>Gatilheiro </em>(2025), filme de ação inteiramente em plano sequência, independente, quase marginal, e que no Brasil, apesar da identificação temática, não foi assistido como deveria. Não se trata de um novo clássico argentino, mas merece o reconhecimento pelo feito técnico e narrativa simples.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escondido no catálogo confuso da HBO Max desde setembro do ano passado, <em>Gatilheiro</em>, segundo longa do diretor Cristian Tapia Marchiori, acompanha em tempo real a recém saída da prisão de El Galgo (Sergio Podeley), um matador de aluguel que trabalhava para a Madrinha (Julieta Díaz), a chefe do tráfico do bairro. Dentro de uma única noite, Galgo retoma laços com os capangas da Madrinha e se vê numa rede de traição, assassinatos e controle de território.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Galgo foi usado por uma ala da quadrilha que encomendou a morte de Madrinha e buscava dar um golpe e tomar o poder. O plano não funciona e a guerra pelo território toma proporções grandiosas com a morte de inocentes. Apesar da recusa inicial de Galgo, um sujeito meio recluso, na companhia de seus ex-colegas, se vê solto e imponente, numa aparente tentativa de não passar fragilidade.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/gatilheiro-gatillero-3-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79485" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/gatilheiro-gatillero-3-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/gatilheiro-gatillero-3-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O roteiro enxuto de Marchiori e Clara Ambrosini, favorece a percepção de urgência, junto a delimitação temporal, embora enquadre o protagonista num emaranhado de importância difícil de comprar. A ideia de estar no lugar errado na hora errada, mesmo tendo sido peça importante na dominância do território antes de ser preso, carece de substância e peso dramático para gerar maior simpatia por ele e sua história.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se existe algo interessante são os feitos narrativos da direção em construir uma história em tempo real, que avança madrugada adentro num único plano, às vezes com cortes imperceptíveis, outras nem tanto. Galgo vai de caçador a caça em poucos instantes e se torna fugitivo dentro do próprio bairro, perseguido por colegas, amigos e jovens que ele viu crescer. Fica subentendido a falta de oportunidade naquela periferia e como seria difícil sair daquela realidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Galgo vira bode expiatório de uma disputa interna que, em sua negativa frouxa — qual escolha ele teria? —, aparentemente se viu num beco sem saída. A polícia que deveria fazer a segurança está fechada com a quadrilha, fazendo a população refém. Neste ponto, os roteiristas introduzem um elemento distrativo. Parte dos locais, que nada tem a ver com a guerra dos traficantes, resolve juntar forças para retomar o bairro. Um discurso raivoso e empoderador meia boca, dado pelo que entendemos ser o líder comunitário Nelson, em participação especial de Ramiro Blas, fica completamente deslocado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal ato cria um levante de moradores com armas em punho que sai do nada para lugar nenhum, pois logo retomamos a companhia de Galgo e sua luta por sobrevivência e justiça depois da morte de Nilda (Susana Varela). Apesar das dispersões, continua um roteiro enxuto, já que tudo ocorre dentro de 80 minutos de duração. O conjunto da obra fez com que Marchiori fosse reconhecido no Prêmio Sur com Melhor Direção e Roteiro Original. Além disso, levou Melhor Fotografia, Som, e Maquiagem e Caracterização.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A câmera na mão lembra brevemente a sensação que foi <em>Cidade de Deus</em>, com seu faroeste urbano e a direção de Fernando Meirelles. Não vale a comparação, mas Meirelles e Kátia Lund fizeram consistente e esteticamente melhor a relação controversa do domínio de territórios urbanos. A jornada do protagonista, porém, lembra vagamente Carlito, de <em>Pagamento Final</em>, o fabuloso longa de Brian de Palma, com Al Pacino tentando sair do crime e sendo arrastado, por vontade ou gravidade, de volta.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/gatilheiro-gatillero-4-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79486" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/gatilheiro-gatillero-4-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/gatilheiro-gatillero-4-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph"><em>Gatilheiro </em>não pode ser comparado objetivamente a nenhum deles. São meras referências e percepções. Ambos os filmes tinham orçamentos mais generosos, e o estadunidense estava em outro patamar. O segundo filme de Cristian Tapia explora um gênero com pouca força no cinema latino-americano, especialmente no cinema independente. A ação de sobrevivência com violência, esculpida de maneira cuidadosa e visualmente chamativa vale a visita, tendo o reconhecimento como uma surpresa entre os presentes na cerimônia, segundo reportagem do jornal argentino Clarín.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O empate com <em>Belén </em>no Prêmio Sur, por exemplo, aponta para o momento político de resistência na Argentina. O filme de Fonzi, sobre o direito ao aborto, e <em>Gatilheiro </em>que narra os marginalizados, com o diretor vindo da margem da opulenta Buenos Aires, parecem ecos da luta travada entre artistas e o governo ultraliberal de Javier Milei que consistentemente corta o financiamento do cinema argentino. O resultado, por vezes nada positivo, tem sido a tentação do streaming. Com ou apesar disso, qualquer ousadia cinematográfica, mesmo com simplificações, deve ser apreciada. <em>Gatillero </em>foi uma delas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nota:</strong> 3 /5</p>
</div></div>
</div></div>
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		<title>Futebol em tela: os filmes para assistir antes da Copa de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cinemacao]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 02:47:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Futebol em tela: Uma seleção de documentários e longas que mostram o que o cinema enxergou no futebol brasileiro antes de qualquer Copa</p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/06/08/futebol-em-tela-os-filmes-para-assistir-antes-da-copa-de-2026/">Futebol em tela: os filmes para assistir antes da Copa de 2026</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>Uma seleção de documentários e longas que mostram o que o cinema enxergou no futebol brasileiro antes de qualquer Copa</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Copa do Mundo de 2026 começa em 11 de junho, nos Estados Unidos, Canadá e México, e o cinema oferece uma forma mais interessante de entrar no clima: existe uma forma mais interessante de entrar no clima do que ficar olhando para escalações especulativas. O futebol brasileiro tem uma filmografia própria, com títulos que vão muito além da celebração e chegam perto do que o esporte realmente significa: identidade, memória, tragédia e, às vezes, pura alegria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lista abaixo não é ranking. É uma seleção de títulos para assistir antes de junho.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Garrincha, Alegria do Povo (1962)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto de partida obrigatório. Documentário de Joaquim Pedro de Andrade, rodado durante o auge da carreira do jogador, com registros em preto e branco que capturam Garrincha consagrado no Botafogo e como peça central da Seleção Brasileira campeã em 1958 e 1962. Andrade acabava de retornar de uma viagem de estudos nos Estados Unidos, onde teve contato com as técnicas do cinema direto dos irmãos Maysles, e isso aparece em cada enquadramento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme trata o futebol como fenômeno social antes de tratá-lo como esporte, e a camisa da seleção brasileira que Garrincha vestia já carregava um peso simbólico que o diretor entendeu melhor do que qualquer jornalista esportivo da época. A obra foi selecionada para o Festival de Berlim em 1963 e, décadas depois, ganhou uma versão restaurada apresentada em Veneza em 2006.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Boleiros: Era uma Vez o Futebol (1998)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Dirigido por Ugo Giorgetti e lançado em 1998, tornou-se um dos filmes mais marcantes sobre o futebol no Brasil. A abordagem sentimental resgata as raízes do esporte sob o aspecto lúdico, enxergando o jogo principalmente pela importância emotiva que preenche na vida das pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um bar de São Paulo, ex-jogadores se reúnem para relembrar antigas glórias e histórias curiosas do tempo em que ainda eram profissionais. Para o cinéfilo, é um filme sobre o que sobra depois que a narrativa principal termina. Menos sobre futebol e mais sobre o que as pessoas fazem com as histórias que não conseguem largar.<a href="https://esquinamusical.com.br/3-filmes-brasileiros-sobre-o-futebol/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;</a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Heleno (2012)</h3>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="575" height="323" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2012/04/heleno01.jpg" alt="" class="wp-image-3469"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Dirigido por José Henrique Fonseca, o longa conta a história de Heleno de Freitas, ídolo do Botafogo, considerado um dos primeiros craques problemáticos do futebol brasileiro por conta do seu temperamento explosivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de irregular, tem uma fotografia belíssima em preto e branco e uma atuação de Rodrigo Santoro que sustenta o filme inteiro. É o tipo de cinebiografia que interessa porque não tem interesse em reabilitar o personagem. Heleno de Freitas era difícil, e o filme não faz esforço para suavizar isso.<a href="https://nosbastidores.com.br/melhores-filmes-futebol/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;</a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Pelé (documentário, 2021)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanha a trajetória de Pelé desde a ascensão no Santos até a consagração definitiva na Copa de 1970. Mais do que relembrar gols e títulos, observa o peso político, social e simbólico do maior nome da história do futebol brasileiro. O que diferencia este documentário dos perfis celebratórios é o contexto: a Copa de 70 coincide com o período mais brutal da ditadura militar, e o filme não desvia do assunto.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.nike.com.br/nav/times/brasil" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>camisa da seleção brasileira original</strong></a> daquele ano tornou-se, ao mesmo tempo, símbolo de beleza e de contradição histórica.<a href="https://exame.com/esporte/copa-do-mundo-2026-7-filmes-e-series-para-assistir-antes-do-mundial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;</a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Maradona: Conquista de um Sonho (Amazon Prime Video, 2021)&nbsp;</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A única entrada da lista que não parte do futebol brasileiro, incluída pelo que diz sobre o ofício de narrar. A série dramatiza a vida de Diego Maradona em dez episódios, percorrendo diferentes fases da carreira e da vida pessoal do argentino, da estreia na Argentina ao auge no Napoli, passando por escândalos e sua relação intensa com a torcida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um experimento de como narrar um personagem que já foi narrado à exaustão. A solução encontrada é partir da fragmentação, o que nem sempre funciona, mas quando funciona é televisão de alto nível.<a href="https://timesbrasil.com.br/entretenimento/cinema-e-tv/10-filmes-series-documentais-futebol-ver-antes-copa-do-mundo-2026/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;</a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Brasil 2002: Os Bastidores do Penta (Netflix)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O documentário revisita a conquista do pentacampeonato mundial da Seleção Brasileira, com imagens gravadas pelos próprios jogadores e depoimentos de nomes como Ronaldo, Roberto Carlos e Cafu, mostrando o lado emocional e os bastidores da campanha. A escolha formal de entregar câmeras aos próprios atletas produz um material que nenhum documentarista externo conseguiria. É o tipo de arquivo que envelhece bem.</p>



<h3 class="wp-block-heading">TETRA: Acreditar de Novo (Netflix, 2026)</h3>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="686" height="386" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/futebol-em-tela-tetra-acreditar-de-novo.jpg" alt="" class="wp-image-79480"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O lançamento mais recente da lista. Documentário sobre o tetracampeonato de 1994, com imagens inéditas gravadas pelos próprios jogadores e entrevistas com Dunga, Romário, Bebeto e Zinho, dirigido por Luis Ara.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Copa de 94 foi, para parte da crítica esportiva, a mais discutida esteticamente do futebol brasileiro, associada por anos a um pragmatismo que se contrapunha à tradição ofensiva da seleção . O documentário chega num momento em que essa revisão histórica já está em curso, e há algo de interessante em ver aquele grupo sendo recontextualizado agora, às vésperas de outro Mundial.<a href="https://deliriumnerd.com/2026/05/12/filmes-de-futebol-em-2026-pre-copa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2026, com a Copa acontecendo pela primeira vez em solo norte-americano desde 1994, o Brasil chega carregando décadas de narrativa acumulada. Esses filmes ajudam a organizar esse arquivo antes do começo do torneio.</p>
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