<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><rss xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"><channel><title>Crônicas do Joel - Contos e cronicas</title><description>Crônicas, contos, causos, prosa, versos, reflexões... Histórias cotidianas "pretensamente" divertidas e líricas.</description><managingEditor>noreply@blogger.com (JOEL)</managingEditor><pubDate>Wed, 2 Sep 2026 14:05:20 -0300</pubDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">159</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">25</openSearch:itemsPerPage><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/</link><language>en-us</language><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>Crônicas, contos, causos, lirismo, poesia, humor, estórias, histórias, mensagens frases, poesia, poemas, mensagens, provérbios, cronica, literatura, música, vídeos, imagens, Colatina, Vitória, Espírito Santo, crônica, contos, causos, frases, lendas, fábul</itunes:subtitle><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email></itunes:owner><item><title>O Teatro dos Vampiros em Brasília: Bíblia, Banco e Togados</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2026/09/o-teatro-dos-vampiros-em-brasilia.html</link><category>Crônica</category><category>Política</category><category>STF</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Wed, 2 Sep 2026 14:05:20 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-3859868355165062343</guid><description>&lt;!-- Estilos Inline Otimizados para Core Web Vitals e Leitura no Blogger --&gt;
&lt;style&gt;
  .post-container {
    max-width: 680px;
    margin: 0 auto;
    font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, "Segoe UI", Roboto, Georgia, serif;
    font-size: 1.125rem;
    line-height: 1.75;
    color: #292929;
  }
  
  .post-intro {
    font-size: 0.95rem;
    color: #555555;
    background-color: #f9f9f9;
    padding: 12px 16px;
    border-left: 4px solid #d1d5db;
    border-radius: 4px;
    margin-bottom: 24px;
  }

  /* Container da imagem com aspect-ratio reservado para eliminar CLS */
  .media-wrapper {
    position: relative;
    width: 100%;
    aspect-ratio: 1408 / 768;
    background-color: #f3f4f6;
    margin: 28px 0;
    border-radius: 8px;
    overflow: hidden;
  }
  
  .media-wrapper img {
    width: 100%;
    height: 100%;
    object-fit: cover;
    display: block;
    border: 0;
  }

  .post-container p {
    margin-top: 0;
    margin-bottom: 1.4em;
  }

  /* Estilo para diálogos e citações em destaque */
  .dialogue {
    padding-left: 16px;
    border-left: 2px solid #e5e7eb;
    font-style: italic;
    color: #374151;
  }

  .author-signature {
    margin-top: 40px;
    padding-top: 16px;
    border-top: 1px solid #e5e7eb;
    font-weight: 600;
    font-size: 0.95rem;
    color: #4b5563;
  }
&lt;/style&gt;

&lt;article class="post-container"&gt;

  &lt;!-- Imagem Otimizada para LCP e CLS --&gt;
  &lt;figure class="media-wrapper"&gt;
    &lt;img 
      src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjK4ZxO713ZGR2c-H7cL47hDQ0Mir20BwS71HyFV5KhIRWrTgJm1SrHGnBfhEW6BQOwqhaNNGn2d4qB36k4YNSQfKE3e_kXG1KQ_J_E_ypj4_rS3zFZvGxTLXFuIly8bxF31DPoSn5pbRh00i1pPYuklVa0QoMoFVEcfDKntXEIhq-tmEsFpv6z/s1408/teatrodos%20vampiros.jfif" 
      alt="Ilustração sobre bastidores e escândalos da política" 
      width="1408" 
      height="768" 
      loading="eager" 
      fetchpriority="high"
      decoding="async"
    /&gt;
  &lt;/figure&gt;

  &lt;!-- Conteúdo da Crônica --&gt;
  &lt;p&gt;Na política brasileira, companheiro, quando alguém começa a chorar, pode ter certeza: ou perdeu o prazo da prestação de contas ou tem um áudio caindo no WhatsApp da redação.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Aliás, chorar na política é que nem choro de herdeiro em leitura de testamento: é tudo ensaiado, e o lenço costuma ser de grife.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Eis que faltam poucos dias para a eleição federal. O clima não está fervendo, está fedendo mesmo. Uma mistura de pastel frito na feira com áudio vazado do celular do banqueiro.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;A última da praça era o ministro André Mendonça subindo nas tamancas para cima do Alexandre de Moraes. O Xandão! Aquele mesmo que tem a cabeça tão lustrosa quanto implacável. Mendonça, com aquele ar de quem acabou de sair da escola dominical, apontava o dedo, falava em ética, moral, bons costumes e, quem sabe, um pouquinho de fogo do inferno. Parecia um duelo bíblico: Davi contra Golias, só que os dois vestindo capa preta de cetim e ganhando teto constitucional.&lt;/p&gt;

  &lt;p class="dialogue"&gt;O cidadão olhava a cena na TV e pensava: "Nossa, que rigor institucional! Que nobreza!"&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Aí chegou a quarta-feira. E com a quarta-feira veio o portal de notícias.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Vazaram as mensagens. Descobriu-se que o nosso terrivelmente evangélico Mendonça também não é exatamente um eremita do deserto que vive de mel silvestre e gafanhotos. Não, senhor. Ele também gostava de uma boa conversa de bastidor, de um cafezinho sem holofote e de um papo afinado com o Vorcaro — o banqueiro que virou o cupido corporativo mais famoso de Brasília.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Até ida pra alfaiataria com advogado pra fazer terno sob medida entrou na história! Quer dizer, o sujeito vai ajustar a bainha da calça e sai de lá ajustando as pautas do Supremo. É o único país do mundo onde você entra pra tirar a medida do colarinho e sai com uma reunião secreta marcada em prédio comercial na Alameda Santos.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;O Vorcaro virou o verdadeiro Papai Noel da praxe jurídica. Sentou no colinho do Xandão? Sentou. Sentou no colinho do Mendonça? Pelo visto, puxou uma cadeira confortável do lado, tomou cafezinho e ficou duas horas trancado no ar-condicionado! É colo que não acaba mais. Daqui a pouco o banqueiro abre uma creche institucional para ministros desamparados.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;O problema de Brasília é esse. Eles passam a semana se xingando em rede nacional, fazendo caras e bocas de indignação para o eleitorado, prometendo a salvação da lavoura. E no fim de semana? No fim de semana estão todos no mesmo buffet, trocando figurinha de WhatsApp e descobrindo que o alfaiate de um é o mesmo cara que faz o balanço do banco do outro.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Se a política estivesse só fervendo, a gente jogava uma água fria e fazia um chá. O problema é que ela fede. E não adianta acender vela, nem rezar de joelhos, nem usar o discurso da ilibada reputação. Porque quando o vento sopra a toga, o que a gente enxerga por baixo não é a Justiça vestida de cega: é só um bando de marmanjo brigando pra ver quem fica com a melhor cadeira no camarote.&lt;/p&gt;

  &lt;!-- Assinatura --&gt;
  &lt;div class="author-signature"&gt;
    Autor: Joel Rogerio
  &lt;/div&gt;

&lt;/article&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjK4ZxO713ZGR2c-H7cL47hDQ0Mir20BwS71HyFV5KhIRWrTgJm1SrHGnBfhEW6BQOwqhaNNGn2d4qB36k4YNSQfKE3e_kXG1KQ_J_E_ypj4_rS3zFZvGxTLXFuIly8bxF31DPoSn5pbRh00i1pPYuklVa0QoMoFVEcfDKntXEIhq-tmEsFpv6z/s72-c/teatrodos%20vampiros.jfif" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Era uma vez na Rússia</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2026/09/era-uma-vez-na-russia.html</link><category>conto</category><category>Crônica</category><category>romance</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Tue, 1 Sep 2026 10:32:02 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-2108100661656406127</guid><description>&lt;!--Estilos Inline Otimizados para Core Web Vitals e Leitura no Blogger--&gt;
&lt;style&gt;
  .post-container {
    max-width: 680px;
    margin: 0 auto;
    font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, "Segoe UI", Roboto, Georgia, serif;
    font-size: 1.125rem;
    line-height: 1.75;
    color: #292929;
  }
  
  .post-intro {
    font-size: 0.95rem;
    color: #555555;
    background-color: #f9f9f9;
    padding: 12px 16px;
    border-left: 4px solid #d1d5db;
    border-radius: 4px;
    margin-bottom: 24px;
  }
  
  .post-intro a {
    color: #1a0dab;
    text-decoration: underline;
  }

  /* Container da imagem com aspect-ratio reservado para eliminar CLS */
  .media-wrapper {
    position: relative;
    width: 100%;
    aspect-ratio: 1408 / 768;
    background-color: #f3f4f6;
    margin: 28px 0;
    border-radius: 8px;
    overflow: hidden;
  }
  
  .media-wrapper img {
    width: 100%;
    height: 100%;
    object-fit: cover;
    display: block;
    border: 0;
  }

  .post-container p {
    margin-top: 0;
    margin-bottom: 1.4em;
  }

  /* Estilo para diálogos e citações em destaque */
  .dialogue {
    padding-left: 16px;
    border-left: 2px solid #e5e7eb;
    font-style: italic;
    color: #374151;
  }

  /* Rodapé/Trilha Sonora */
  .soundtrack-note {
    margin-top: 32px;
    font-style: italic;
    font-size: 0.95rem;
    color: #6b7280;
  }
&lt;/style&gt;

&lt;article class="post-container"&gt;
  
  &lt;!--Nota introdutória--&gt;
  &lt;div class="post-intro"&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 8px;"&gt;&lt;em&gt;Baseado em fatos reais (conforme &lt;a href="https://www.nine.com.au/world-news/couple-fall-in-love-at-suicide-spot-20100512-p5rx3q.html" rel="noopener noreferrer" target="_blank"&gt;nine.com.au&lt;/a&gt;)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
    &lt;p style="margin-bottom: 0px;"&gt;&lt;em&gt;"Há um vilarejo ali onde o vento acena a cada palmeira... E a gente parece que é mais feliz."&lt;/em&gt; (Marisa Monte)&lt;/p&gt;
  &lt;/div&gt;

  &lt;!--Imagem Otimizada para LCP e CLS--&gt;
  &lt;figure class="media-wrapper"&gt;
    &lt;img alt="Ilustração da história ambientada na Rússia" decoding="async" fetchpriority="high" height="768" loading="eager" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCZvNAjXoRymjSzFmOAHuqdz6KZ4Za1qeffhVVITsj5FRKy4OGgVh0vxEHYkdnqE0uiLbaht7xq8WPbrkYgj1pCSZvss4mGdI2vk9YTzpx1m88iXDCvw6aKSEH_cpzTaxjveuBhI2t8LMNiedtoAjUsDfALkreH2vG1IqI6JLHwxuqUv-l9iTB/s1408/Era.uma.vez.na.russia.jfif" width="1408" /&gt;
  &lt;/figure&gt;

  &lt;!--Conteúdo do Texto--&gt;
  &lt;p&gt;O frio de maio na Rússia não é desses de agasalho leve e conversa fiada na calçada. É um frio que entra nos ossos, daqueles que deixam a paisagem cinzenta, murcha, sem ponta de sol nem pra esquentar o peito.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Em Ufa — uma cidade de nome curto que fica ali no centro do mapa russo, onde o rio Belaya corre preguiçoso —, a ponte é um daqueles lugares compridos de ferro e concreto. Lugares que foram feitos pra unir margens, mas que, às vezes, atraem quem só quer encontrar um fim.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;E lá ia o Andriej. Vinte e seis anos na certidão, mas carregando nas costas o peso de cem invernos. A noiva, o amor da vida dele, morrera na véspera do casamento. O terno novinho no cabide, os convites distribuídos, o bolo encomendado... e de repente o vazio. A vida, essa danada que às vezes puxa o tapete sem avisar, deixou o rapaz sem chão. O peito do Andriej virara uma terra estorricada, onde não nascia mais nem mato. Ele só queria pular. Deixar o corpo cair nas águas escuras do rio e parar de sentir aquela dor que moía a alma.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Ajustou o casaco, caminhou até o meio da ponte e encarou o abismo.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Foi quando os olhos dele cruzaram com outra solidão.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Segurando na grade, pronta para dar o passo sem volta, estava a Maria. Maria Petrova. Vinte e um aninhos de idade, um rosto de menina e uma dor de gente grande. A história dela cabia num drama antigo: ficou grávida e o mundo dos homens, com sua moral de fachada e coração de pedra, a botou para fora de casa. Sem pai, sem mãe, sem terno teto, carregando no ventre uma vida novinha que a intolerância dos adultos já queria condenar.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Andriej olhou pra ela. Ela olhou pra ele. Dois naufragados na mesma tempestade, a dois metros de distância do abismo.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Pela lógica do desespero, cada um cuidaria de sua tragédia. Mas o ser humano é uma coisa misteriosa e bonita quando se despede da lógica. O rapaz, que fora até ali para morrer, sentiu um estalo por dentro. "Algo em mim se quebrou", diria ele mais tarde. Como pode um coração despedaçado, em ruínas, encontrar forças pra salvar outro?&lt;/p&gt;

  &lt;p class="dialogue"&gt;— Espera... não faz isso — ele disse, com a voz embargada pelo vento da noite.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Ele não usou palavras eruditas, nem citou grandes filósofos. Ele só estendeu a mão. Segurou Maria antes que o corpo dela se entregasse à gravidade. Trouxe a menina pra cá do parapeto. Maria caiu nos braços dele soluçando. E o Andriej, o homem firme que ia dar fim à própria dor, desabou no choro junto com ela.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Ali, no meio da ponte fria de Ufa, sob um céu sem estrelas, dois desconhecidos choraram abraçados a noite inteira.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;A noite passou devagar, como passam os trens de ferro que cruzam a nossa Minas ou a nossa Colatina. Conversaram sobre tudo e sobre nada. Ele contou da noiva que partira; ela contou do bebê que nascia. Ele ouviu o medo dela; ela acolheu a saudade dele. E na medida em que as palavras saíam, o frio da ponte ia perdendo a força. Descobriram que a dor, quando é dividida entre dois, vira metade. E que a esperança, quando é compartilhada, multiplica.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Amanheceu. O sol da Rússia — esse mesmo sol que às vezes custa a dar as caras — veio despontando no horizonte. E eles continuavam ali, vivos, de mãos dadas.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Muitas vezes a gente anda pela vida achando que está sozinho no mundo. A gente olha pro nosso próprio umbigo, chora os nossos tropeços e esquece que na outra margem da ponte tem mais alguém querendo um abraço, um bom dia, uma palavra de afeto. O destino, que às vezes joga pesado, também sabe pregar suas peças de luz. Botou dois desenganados no mesmo pedaço de ferro pra mostrar que o amor não é apenas um encontro de alegrias: é também o resgate de duas almas na beira do abismo.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Andriej e Maria saíram daquela ponte juntos. Não para morrer, mas para recomeçar.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Eu, daqui da minha janela em Colatina, vendo o Rio Doce passar calmo debaixo da ponte Florentino Ávidos, fico pensando nessa gente que teima em renascer. E dá uma vontade boa de continuar vivendo.&lt;/p&gt;

  &lt;!--Trilha Sonora / Nota Final--&gt;
  &lt;div class="soundtrack-note"&gt;Autor: Joel Rogerio&lt;/div&gt;

&lt;/article&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCZvNAjXoRymjSzFmOAHuqdz6KZ4Za1qeffhVVITsj5FRKy4OGgVh0vxEHYkdnqE0uiLbaht7xq8WPbrkYgj1pCSZvss4mGdI2vk9YTzpx1m88iXDCvw6aKSEH_cpzTaxjveuBhI2t8LMNiedtoAjUsDfALkreH2vG1IqI6JLHwxuqUv-l9iTB/s72-c/Era.uma.vez.na.russia.jfif" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>A Sunga Branca do Senador</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2026/08/a-sunga-branca-do-senador.html</link><category>humor</category><category>Política</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 14:16:12 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-1668172466361648088</guid><description>&lt;!-- Estilos Inline Otimizados para Core Web Vitals e Leitura no Blogger --&gt;
&lt;style&gt;
  .post-container {
    max-width: 680px;
    margin: 0 auto;
    font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, "Segoe UI", Roboto, Georgia, serif;
    font-size: 1.125rem;
    line-height: 1.75;
    color: #292929;
  }
  
  .post-intro {
    font-size: 0.95rem;
    color: #555555;
    background-color: #f9f9f9;
    padding: 12px 16px;
    border-left: 4px solid #d1d5db;
    border-radius: 4px;
    margin-bottom: 24px;
  }
  
  /* Container da imagem com aspect-ratio quadrado (1:1) para eliminar o CLS */
  .media-wrapper {
    position: relative;
    width: 100%;
    aspect-ratio: 1 / 1;
    background-color: #f3f4f6;
    margin: 28px 0;
    border-radius: 8px;
    overflow: hidden;
  }
  
  .media-wrapper img {
    width: 100%;
    height: 100%;
    object-fit: cover;
    display: block;
    border: 0;
  }

  .post-container p {
    margin-top: 0;
    margin-bottom: 1.4em;
  }

  /* Estilo estilizado para diálogos e destaques da crônica */
  .dialogue {
    padding-left: 16px;
    border-left: 2px solid #e5e7eb;
    font-style: italic;
    color: #374151;
  }
  
  .author-signature {
    margin-top: 40px;
    padding-top: 16px;
    border-top: 1px solid #e5e7eb;
    font-weight: 600;
    font-size: 0.95rem;
    color: #4b5563;
  }
&lt;/style&gt;

&lt;article class="post-container"&gt;
  
  &lt;!-- Nota introdutória --&gt;
  &lt;div class="post-intro"&gt;
    &lt;em&gt;Crônica humorística inspirada na repercussão nas redes sociais após a publicação de imagem gerada por IA do senador Flávio Bolsonaro no universo do jogo GTA.&lt;/em&gt;
  &lt;/div&gt;

  &lt;!-- Imagem Otimizada para LCP e CLS --&gt;
  &lt;figure class="media-wrapper"&gt;
    &lt;img 
      src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjE7ab8cFbX_uMaWmIB1YNmmVV1jPGtj1hetbZqCRz3epnHudDPdiztFPHnxnrQCVCRaUziUuyTgDx6rBe3makMZeuqk7sKCDHmWM31bF3mDUZtUG9h-lZ1_e66gYqqW2Kho2PM-j_LENvUaQ0V9-zBOup2H7m_tJnfbfCEGZGHHS3LxstAk9YS/s1024/flavio-de-sunga.jfif" 
      alt="Imagem gerada por IA no estilo GTA do senador de sunga" 
      width="1024" 
      height="1024" 
      loading="eager" 
      fetchpriority="high"
      decoding="async"
    /&gt;
  &lt;/figure&gt;

  &lt;!-- Conteúdo da Crônica --&gt;
  &lt;p&gt;Pense numa coisa.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Senado Federal. Um lugar suntuoso, cheio de engravatados com caras de poucos amigos, discutindo o futuro do país com aquele linguajar pomposo que ninguém entende. Aí você pensa que a grande preocupação de um senador da República seria uma lei complexa, a taxa de juros ou o orçamento secreto.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Pois sim.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Eis que surge no seu &lt;em&gt;feed&lt;/em&gt; o senador Flávio Bolsonaro. Mas não numa tribuna discursando. Não num debate acalorado. O sujeito resolveu postar uma foto dele mesmo. Só que não era uma foto qualquer. Era uma imagem criada por Inteligência Artificial. E o cenário? O universo do jogo &lt;em&gt;GTA VI&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Mas o detalhe que fez o Brasil parar — e rir gargalhadas de canto a canto — não foi a ambientação nos videogames. Foi o figurino. O homem resolveu aparecer de sunga. Uma sunga digital, tridimensional, esculpida pelo algoritmo.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Você para e pensa na cena. A Inteligência Artificial — a maior revolução tecnológica da humanidade desde a invenção da roda, a mesma tecnologia que promete curar doenças, prever terremotos e automatizar a economia global — sendo usada num sábado à tarde para botar a cabeça de um senador num corpo musculoso de sunga dentro de um jogo de videogame.&lt;/p&gt;

  &lt;p class="dialogue"&gt;O robô do computador, que passou anos treinando com bilhões de dados da história da humanidade, devia estar se perguntando: "Mas era pra isso mesmo que me criaram?".&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;A internet, claro, não perdoa. Em três minutos, o sujeito virou piada, meme, figurinha de WhatsApp e motivo de debate metafísico. Porque o brasileiro aceita quase tudo na política: aceita escândalo, aceita discurseira, aceita promessa não cumprida. Mas um político de sunga virtual caminhando pelo Pixel de Miami... aí já é demais para o estômago nacional.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;O que me impressiona nem é o político querer parecer o bonitão do videogame. É o uso que a gente dá para o futuro. A tecnologia avança a passos largos, a ciência se supera, e o ser humano continua o mesmo: querendo mostrar que tá em dia com a academia, nem que seja no Photoshop dos deuses eletrônicos.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Se isso não é o retrato perfeito da política moderna, meu amigo, eu realmente não sei mais o que é. Salve a Inteligência Artificial. E um brinde ao estilista virtual que desenhou a sunga.&lt;/p&gt;

  &lt;!-- Assinatura --&gt;
  &lt;div class="author-signature"&gt;
    Autor: Joel Rogerio
  &lt;/div&gt;

&lt;/article&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjE7ab8cFbX_uMaWmIB1YNmmVV1jPGtj1hetbZqCRz3epnHudDPdiztFPHnxnrQCVCRaUziUuyTgDx6rBe3makMZeuqk7sKCDHmWM31bF3mDUZtUG9h-lZ1_e66gYqqW2Kho2PM-j_LENvUaQ0V9-zBOup2H7m_tJnfbfCEGZGHHS3LxstAk9YS/s72-c/flavio-de-sunga.jfif" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><georss:featurename xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">Colatina, ES, Brasil</georss:featurename><georss:point xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-19.5368995 -40.6307885</georss:point><georss:box xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-47.847133336178842 -75.7870385 8.7733343361788449 -5.4745385000000013</georss:box></item><item><title>Tereza Bicuda: a assombração que a gente respeita</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2026/08/tereza-bicuda-assombracao-que-gente.html</link><category>assombração</category><category>conto</category><category>Crônica</category><category>Goiás</category><category>Jaraguá</category><category>terror</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 13:21:34 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-6491789695997680712</guid><description>&lt;!-- Estilos Inline Otimizados para Core Web Vitals e Leitura No Blogger --&gt;
&lt;style&gt;
  .post-container {
    max-width: 680px;
    margin: 0 auto;
    font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, "Segoe UI", Roboto, Georgia, serif;
    font-size: 1.125rem;
    line-height: 1.75;
    color: #292929;
  }
  
  .post-intro {
    font-size: 0.95rem;
    color: #555555;
    background-color: #f9f9f9;
    padding: 12px 16px;
    border-left: 4px solid #d1d5db;
    border-radius: 4px;
    margin-bottom: 24px;
  }
  
  .post-intro a {
    color: #1a0dab;
    text-decoration: underline;
  }
  
  /* Container da imagem com aspect-ratio para mitigar o CLS (Cumulative Layout Shift) */
  .media-wrapper {
    position: relative;
    width: 100%;
    aspect-ratio: 1408 / 768;
    background-color: #f3f4f6;
    margin: 28px 0;
    border-radius: 8px;
    overflow: hidden;
  }
  
  .media-wrapper img {
    width: 100%;
    height: 100%;
    object-fit: cover;
    display: block;
    border: 0;
  }
  
  .post-container p {
    margin-top: 0;
    margin-bottom: 1.4em;
  }
  
  /* Estilo estilizado para diálogos da crônica */
  .dialogue {
    padding-left: 16px;
    border-left: 2px solid #e5e7eb;
    font-style: italic;
    color: #374151;
  }
  
  .author-signature {
    margin-top: 40px;
    padding-top: 16px;
    border-top: 1px solid #e5e7eb;
    font-weight: 600;
    font-size: 0.95rem;
    color: #4b5563;
  }
&lt;/style&gt;

&lt;article class="post-container"&gt;
  
  &lt;!-- Nota introdutória --&gt;
  &lt;div class="post-intro"&gt;
    &lt;em&gt;O que você vai ler a seguir não é inventado. É verídico! &lt;a href="https://www.google.com/search?q=tereza+bicuda+de+jaragu%C3%A1" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Google — Tereza Bicuda de Jaraguá&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;
  &lt;/div&gt;

  &lt;!-- Imagem Otimizada para LCP e CLS --&gt;
  &lt;figure class="media-wrapper"&gt;
    &lt;img 
      src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCUAcs6dadgzaP-_kTJu7L0MttlTd5SK8eO4hKw6wwR4z6tbRSnBGpetUyhimbEjxElQeoHCSX9W_nH-BvzHVYJm_Ljy-tnwbAP91BLWZnzef8Ptdy3O01TVAHiK4PlwHk9eWUlrPsFlGfyZZFofK0wdwN1PWGIVp8yXPb5kTy-WNOV51FFyZv/s1408/Gemini_Generated_Image_bbuv2ybbuv2ybbuv.jpg" 
      alt="Ilustração da lenda de Tereza Bicuda" 
      width="1408" 
      height="768" 
      loading="eager" 
      fetchpriority="high"
      decoding="async"
    /&gt;
  &lt;/figure&gt;

  &lt;!-- Conteúdo da Crônica --&gt;
  &lt;p&gt;Pense numa mulher braba. Pensou? Agora multiplica por dez. Essa era Tereza Bicuda.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;A história se passa lá em Jaraguá, Goiás, no século XIX. O apelido "Bicuda", dizem as más línguas da época, não era por causa do formato do nariz, não. Era por causa da boca mesmo, uma boca que vivia armada num bico permanente de puro mau humor, e de onde só saía palavrão do pesado — daqueles que fazem até santo em altar de igreja corar.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Tereza era o terror da vizinhança. Maltratava todo mundo, xingava até os cachorros da rua e tinha um prazer quase infantil em infernar a vida de quem cruzasse seu caminho. Mas o auge do desaforo — e aqui a coisa ganha contornos de tragédia goiana — foi o que ela fez com a própria mãe. A velhinha, já cansada de tanto apanhar e ouvir cobras e lagartos, resolveu dar um basta e rogou uma praga na filha. E praga de mãe, meu amigo, você sabe: não falha. Tem mais precisão que GPS.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Pois bem. A velha disse que, quando Tereza morresse, nem a terra devoraria o corpo dela.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Dito e feito. Tereza bateu as botas. O povo do vilarejo, respirando aliviado pelo fim do pesadelo, tratou de enterrar a criatura no cemitério local. Ajeitaram a terra, rezaram três Pai-Nossos pra garantir e foram pro bar comemorar.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;No dia seguinte, surpresa: o caixão estava do lado de fora da cova. A terra tinha simplesmente cuspido a criatura de volta. Tentaram enterrar de novo. Nada. A terra recusava. Tentaram pela terceira vez e a terra, indignada, devolveu a mulher.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;A solução? O padre da cidade, suando frio, mandou levar o corpo para o alto da Serra da Cava (ou Serra de Jaraguá) e largar por lá mesmo, longe dos olhos dos cristãos.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;E foi aí que a lenda virou patrimônio cultural do medo.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Dizem que, até hoje, quem se aventura pela serra noitinha adentro escuta uns barulhos estranhos. Não é vento. É a Tereza Bicuda, descalça, arrastando uma corrente pesada e soltando os piores palavrões do vocabulário oitocentista. E o pior: contam os antigos que ela aparece com a boca enorme, cheia de dentes afiados, doida para pegar um incauto.&lt;/p&gt;

  &lt;p class="dialogue"&gt;Aí você me pergunta: Joel, isso é verdade?&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;E eu te respondo: meu caro, se uma mãe roga uma praga, a terra se recusa a comer a pessoa e ela passa a eternidade xingando no alto da serra... quem sou eu para duvidar? Na dúvida, se você for a Jaraguá e ouvir alguém te xingando no meio do mato, não responda. Apenas corra.&lt;/p&gt;

  &lt;!-- Assinatura --&gt;
  &lt;div class="author-signature"&gt;
    Autor: Joel Rogerio
  &lt;/div&gt;

&lt;/article&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCUAcs6dadgzaP-_kTJu7L0MttlTd5SK8eO4hKw6wwR4z6tbRSnBGpetUyhimbEjxElQeoHCSX9W_nH-BvzHVYJm_Ljy-tnwbAP91BLWZnzef8Ptdy3O01TVAHiK4PlwHk9eWUlrPsFlGfyZZFofK0wdwN1PWGIVp8yXPb5kTy-WNOV51FFyZv/s72-c/Gemini_Generated_Image_bbuv2ybbuv2ybbuv.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>A ressaca dos deuses</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2026/08/a-ressaca-dos-deuses.html</link><category>arqueologia</category><category>conto</category><category>Crônica</category><category>estoria</category><category>história</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 12:34:52 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-6383877254802083557</guid><description>&lt;style&gt;
  .post-container {
    max-width: 680px;
    margin: 0 auto;
    font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, "Segoe UI", Roboto, Georgia, serif;
    font-size: 1.125rem;
    line-height: 1.75;
    color: #292929;
  }
  
  .post-intro {
    font-size: 0.95rem;
    color: #555555;
    background-color: #f9f9f9;
    padding: 12px 16px;
    border-left: 4px solid #d1d5db;
    border-radius: 4px;
    margin-bottom: 24px;
  }
  
  .post-intro a {
    color: #1a0dab;
    text-decoration: underline;
  }
  
  /* Container da imagem com proporção fixa para evitar CLS (Cumulative Layout Shift) */
  .media-wrapper {
    position: relative;
    width: 100%;
    aspect-ratio: 1408 / 768; /* Proporção original da imagem */
    background-color: #f3f4f6;
    margin: 28px 0;
    border-radius: 8px;
    overflow: hidden;
  }
  
  .media-wrapper img {
    width: 100%;
    height: 100%;
    object-fit: cover;
    display: block;
    border: 0;
  }
  
  .post-container p {
    margin-top: 0;
    margin-bottom: 1.4em;
  }
  
  /* Destaque sutil para o diálogo */
  .dialogue {
    padding-left: 16px;
    border-left: 2px solid #e5e7eb;
    font-style: italic;
    color: #374151;
  }
  
  .author-signature {
    margin-top: 40px;
    padding-top: 16px;
    border-top: 1px solid #e5e7eb;
    font-weight: 600;
    font-size: 0.95rem;
    color: #4b5563;
  }
&lt;/style&gt;

&lt;article class="post-container"&gt;
  
  &lt;div class="post-intro"&gt;
    &lt;em&gt;A crônica a seguir é inspirada em caso real noticiado no site &lt;a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/sarcofago-romano-de-1700-anos-com-hercules-e-dionisio-e-descoberto.phtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Aventuras na História&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;
  &lt;/div&gt;

  &lt;figure class="media-wrapper"&gt;
    &lt;img 
      src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4AltO4LEvnrkZQLFsEdWM_axYYDkfNUo0Vq7Ss1ZBsUOBWZzutX1poGKSz-ooD7mImNZqJq5yb7rMHb1s9fcoNG7PpMY1ywy2KevF7_Q32KcT2TNrbDwWu4-Sotq2o2_KiwcRTh76kfjBSXnA0Ax1ep_mOpOrh34QU8MXpZ92jI6SrShnMRFe/s1408/Gemini_Generated_Image_4gwtqe4gwtqe4gwt.jfif" 
      alt="Ilustração do sarcófago romano retratando Hércules bêbado" 
      width="1408" 
      height="768" 
      loading="eager" 
      fetchpriority="high"
      decoding="async"
    /&gt;
  &lt;/figure&gt;

  &lt;p&gt;Pense numa coisa.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Sexta-feira. Quase seis da tarde. O expediente do arqueólogo já deu o que tinha que dar. O sujeito passou o dia inteiro no mormaço de Cesareia, em Israel, tirando areia com pincelzinho de maquiagem, limpando poeira de pedra, sonhando exclusivamente com duas coisas: um banho gelado e uma cerveja trincando no bar mais próximo.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Aí, faltando exatamente cinco minutos para bater o ponto e dar por encerrada a semana, o pincel bate numa ponta durinha. Pronto. Desgraça. Ninguém quer achar nada a cinco minutos do fim do expediente. Mas o sujeito insiste, varre mais um tiquinho de areia e... vem a surpresa. Não era uma pedra qualquer. Era o canto de um baita sarcófago romano de 1.700 anos.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Os caras suspiram, pegam a pá, começam a cavar aquele mármore milenar esperando encontrar o de praxe: uma cena solene, um imperador de cara fechada, uns anjinhos tristes, aquela pose de “fui importante e estou muito sério porque morri”.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Pois sim. Quando tiram a última camada de areia, quem surge esculpido no mármore?&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Hércules. O próprio. O homem dos Doze Trabalhos. O sujeito que matou o Leão de Nemeia, derrotou a Hidra de Lerna e limpou os estábulos de Augias sem nem sujar o sapato.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Só que tinha um detalhe. Hércules não estava lutando. Não estava de pé mostrando os bíceps. Hércules estava devidamente, rotundamente, acachapantemente... bêbado.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Mas bêbado no nível "trêmulo", largado em cima da pele de leão, com a taça de vinho na mão, olhando pro nada e sem a menor condição física ou moral de se manter em pé. Uma cena digna de fim de festa de casório no interior de São Paulo, por volta das quatro da manhã.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;A história por trás da piada esculpida na pedra? Segundo os peritos, o nosso herói resolveu inventar de apostar um campeonato de bebida contra Dionísio, o deus do vinho. Quer dizer: o cara achou mesmo que, só porque tinha doze trabalhos no currículo, ia aguentar o tranco contra o sujeito que inventou o porre. Deu no que deu. Perdeu feio, passou vergonha e o fracasso ainda virou obra de arte.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Aí você para e pensa na cabeça do finado romano que encomendou esse sarcófago há quase dois milênios. O sujeito viveu a vida, juntou seus tostões e disse para o escultor:&lt;/p&gt;

  &lt;p class="dialogue"&gt;— Olha, quando eu bater as botas, não quero nada dessa tristeza de sempre. Quero que esculpam na minha tumba o Hércules caindo de bêbado depois de tomar uma tura do deus do vinho. Quero que todo mundo que passar pelo meu túmulo dê uma risada.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;E o melhor de tudo: o recado atravessou dezessete séculos! O sujeito morreu, virou poeira, os impérios caíram, a tecnologia avançou... e lá no século XXI, uns arqueólogos suados e doidos para ir embora acham a piada de bar do cara.&lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;Se isso não é o verdadeiro sentido da imortalidade, meu amigo, eu não sei mais o que é. Salve o romano. E um brinde ao Hércules, que pelo menos tentou.&lt;/p&gt;

  &lt;div class="author-signature"&gt;
    Autor: Joel Rogerio
  &lt;/div&gt;

&lt;/article&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4AltO4LEvnrkZQLFsEdWM_axYYDkfNUo0Vq7Ss1ZBsUOBWZzutX1poGKSz-ooD7mImNZqJq5yb7rMHb1s9fcoNG7PpMY1ywy2KevF7_Q32KcT2TNrbDwWu4-Sotq2o2_KiwcRTh76kfjBSXnA0Ax1ep_mOpOrh34QU8MXpZ92jI6SrShnMRFe/s72-c/Gemini_Generated_Image_4gwtqe4gwtqe4gwt.jfif" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><georss:featurename xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">FF42+JQ Colatina, ES, Brasil</georss:featurename><georss:point xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-19.543483 -40.548031</georss:point><georss:box xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-20.060946487324127 -41.09734740625 -19.02601951267587 -39.99871459375</georss:box></item><item><title>Gentílico colatinense.</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2012/01/gentilico-colatinense.html</link><category>cidade</category><category>Colatina</category><category>Colatinense</category><category>crônica sobre colatina</category><category>crônicas</category><category>homenagem à Colatina</category><category>Rio Doce</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Mon, 31 May 2021 11:16:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-4870819949023854421</guid><description>&lt;style&gt;
  /* Configurações de Design e Core Web Vitals */
  .cronica-container {
    font-family: 'Georgia', 'Times New Roman', serif;
    line-height: 1.8;
    color: #333333;
    max-width: 800px;
    margin: 0 auto;
    font-size: 1.25rem; /* ~20px para leitura confortável */
  }

  .cronica-header-img {
    float: left;
    margin: 0 20px 15px 0;
    max-width: 200px;
  }

  .cronica-header-img img {
    width: 100%;
    height: auto;
    border-radius: 8px;
    box-shadow: 0 4px 8px rgba(0,0,0,0.1);
  }

  .highlight-red {
    color: #cc0000;
    font-size: 1.4rem;
    font-weight: bold;
    display: block;
    margin-bottom: 10px;
  }

  .video-wrapper {
    position: relative;
    padding-bottom: 56.25%; /* Proporção 16:9 */
    height: 0;
    overflow: hidden;
    max-width: 100%;
    margin: 30px 0;
    background: #000;
    border-radius: 8px;
  }

  .video-wrapper iframe {
    position: absolute;
    top: 0;
    left: 0;
    width: 100%;
    height: 100%;
    border: 0;
  }

  .footer-meta {
    font-size: 0.95rem;
    color: #666;
    border-top: 1px solid #eee;
    padding-top: 20px;
    margin-top: 40px;
  }

  .music-link {
    background: #f4f7f9;
    padding: 15px;
    border-radius: 5px;
    margin: 20px 0;
  }

  /* Responsividade para Celulares */
  @media (max-width: 600px) {
    .cronica-header-img {
      float: none;
      margin: 0 auto 20px;
      display: block;
    }
    .cronica-container {
      font-size: 1.15rem;
      padding: 10px;
    }
    .highlight-red {
      font-size: 1.2rem;
    }
  }
&lt;/style&gt;

&lt;article class="cronica-container"&gt;
  &lt;div class="cronica-header-img"&gt;
    &lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYAjJfiQjEnRA31wa8O1oBvKid4VUSEhDfnuffxONM3-WRTbYQsx84E09mZu-NeiizR0QBW1WsewJCXHEcki-2kLmvOAAdppUWw8WGPbVumxewA2G0SvoxFQO6xEqqUaA_w1yt/s200/gentil%C3%ADtico+Colatinense.jpg" 
         alt="Paisagem de Colatina e o Rio Doce" 
         width="200" 
         height="150" 
         loading="lazy"&gt;
  &lt;/div&gt;

  &lt;p&gt;
    &lt;span class="highlight-red"&gt;Chegamos. Tarde quente. Janeiro. Mormaço.&lt;/span&gt;
    Os raios do impenitente sol reverberavam à pista da grande ponte esticada pelos oitocentos metros que unem os dois lados da cidade. Meu pai trouxe um sonho de dias melhores, partilhado com toda a família, e também o rádio, um dos seus poucos entretenimentos. Estávamos todos como crianças, embevecidos com o lugar e com a possibilidade de tomarmos Coca-Colas geladas todas as semanas.
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    Pelo lado norte - por onde chegamos - vim saber anos mais tarde, tivera o nome de Francilvânia. Fora comunidade liderada por tal senhor França, um engenheiro que demarcara a sua colônia entre a barra de dois rios, comunidade que não vingaria aos ataques dos Botocudos – índios que resistiram tenazmente à invasão ao seu habitat natural. 
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    Mas a semente da cidade estava irremediavelmente plantada e os Botocudos logo seriam dizimados e reduzidos a relatos sobre índios perigosos e a gravuras, como as de Jean Baptiste Debret, que afirmavam a "condição miserável e cruel, e a insensibilidade dos indígenas para concorrer na melhoria da humanidade". Não importava mais o que se passou, Francilvânia semente, floresceu o bairro São Silvano – certamente que não sem muita luta de seu povo – para compor a parte norte da cidade.
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    Guardo tão bem comigo os detalhes mínimos da nossa chegada àquela cidade. O Rio Doce manso a um todo sol, a ponte Florentino Ávidos dando passagem a apressados Opalas Comodoro, aos Dodges, às Brasílias, às Variants, aos Fuscas... As placas nos bares anunciavam Cola-Cola e &lt;a href="http://img479.imageshack.us/img479/5396/grapete15bb137pp3.jpg" target="_blank" rel="noopener"&gt;Graphete&lt;/a&gt;. 
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    Das fotografias daquele dia, a mais perfeita na lembrança foi a do Cristo, de braços completamente abertos, posto em estátua branca, de corpo inteiro, com mais de trinta metros, cravado no cimo do morro do lado sul – era aquilo um prato cheio para alimentar a nossa esperança para com aquela cidade e com o novo ano de setenta e sete. Era certo que amanheceriam dias dourados.
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    O tempo passou e até somos felizes... É lógico que a vida em qualquer lugar do mundo é com todo o chão à nossa volta, coberto ou não de areia, é uma arena que desprende grãos aos ventos revoltos, e se quisermos continuar a enxergar lirismos – e é bem certo – faz-se necessário muitas vezes fecharmos os olhos num raio de muitos metros para que não se cegue o coração. Só então os ombros sentem mais leve o fardo – até nos entardeceres.
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    Assim, daquele ano de setenta e sete em que meu pai ouvia em seu motorádio a canção &lt;em&gt;“&lt;a href="https://www.letras.mus.br/os-incriveis/47832/" target="_blank" rel="noopener"&gt;Marcas do Que Se Foi&lt;/a&gt;”&lt;/em&gt; - dali em diante aquela cidade de nome engraçado, que é a princesa do norte capixaba, fortificou-se demasiadamente em mim, e por mais que ande pelo mundo afora, conheça as capitais e seus faustos, e mesmo que nem goste tanto mais de Coca-Cola, quando chego pela BR 259, ao avistar as águas do Rio Doce, tenho em mim a deleitosa sensação de não ser despovoado comigo, porque o meu encantamento é de primeiro grau por esse rio, por essa cidade, por essa gente, por essa vida.
  &lt;/p&gt;

  &lt;footer class="footer-meta"&gt;
    &lt;p&gt;Texto publicado originalmente em 2012/01.&lt;/p&gt;
    
    &lt;div class="music-link"&gt;
      &lt;span style="color: #cc0000; font-weight: bold;"&gt;♪&lt;/span&gt; 
      &lt;span style="color: #38761d; font-weight: bold;"&gt;Com vocês, meu amigo:&lt;/span&gt; 
      &lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=e4linNEMQE0" target="_blank" rel="noopener" style="color: #6699cc; font-weight: bold; text-decoration: none;"&gt;Zé Geraldo - Rio Doce&lt;/a&gt;
    &lt;/div&gt;

    &lt;div class="video-wrapper"&gt;
      &lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/e4linNEMQE0" 
              title="Zé Geraldo - Rio Doce" 
              allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" 
              allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;/div&gt;
  &lt;/footer&gt;
&lt;/article&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYAjJfiQjEnRA31wa8O1oBvKid4VUSEhDfnuffxONM3-WRTbYQsx84E09mZu-NeiizR0QBW1WsewJCXHEcki-2kLmvOAAdppUWw8WGPbVumxewA2G0SvoxFQO6xEqqUaA_w1yt/s72-c/gentil%C3%ADtico+Colatinense.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">10</thr:total></item><item><title>Vontade de ser bicho</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2012/03/vontade-de-ser-bicho.html</link><category>amizade</category><category>bichos</category><category>contos</category><category>cronicas</category><category>mensagem</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Fri, 30 Mar 2012 09:15:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-4666500252372528166</guid><description>&lt;style&gt;
  /* Design Responsivo e Tipografia Otimizada */
  .cronica-container {
    font-family: 'Georgia', serif; /* Mantém o tom literário da crônica */
    line-height: 1.8;
    color: #333;
    max-width: 800px;
    margin: 0 auto;
    font-size: 1.25rem; /* Equivalente a 20px */
  }

  /* Estilo da Imagem */
  .img-box {
    float: left;
    margin: 0 20px 15px 0;
    max-width: 200px;
  }

  .img-box img {
    width: 100%;
    height: auto;
    border-radius: 4px;
    box-shadow: 2px 2px 10px rgba(0,0,0,0.1);
  }

  /* Destaque da frase inicial */
  .intro-text {
    color: #cc0000;
    font-weight: bold;
    font-size: 1.3rem;
  }

  /* Ajustes para o vídeo responsivo */
  .video-container {
    position: relative;
    padding-bottom: 56.25%; /* Proporção 16:9 */
    height: 0;
    overflow: hidden;
    max-width: 100%;
    margin: 20px 0;
  }

  .video-container iframe {
    position: absolute;
    top: 0;
    left: 0;
    width: 100%;
    height: 100%;
    border: 0;
  }

  .musica-title {
    color: #cc0000;
    text-align: center;
    font-weight: bold;
    display: block;
    margin-top: 10px;
  }

  /* Responsividade para telas pequenas */
  @media (max-width: 600px) {
    .img-box {
      float: none;
      margin: 0 auto 20px;
      display: block;
      text-align: center;
    }
    .cronica-container {
      font-size: 1.1rem;
      padding: 0 15px;
    }
  }
&lt;/style&gt;

&lt;article class="cronica-container"&gt;
  
  &lt;div class="img-box"&gt;
    &lt;img alt="Gaivotas voando livremente pelo céu" height="127" loading="lazy" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWZ4KtFMhjydKPZCUuZjwXFD3Yxg4F-JnGoXUCcm5NJZWpYedH_uAARTCLCf7n4Z6QthrJqdwn66TzI2YvV5PoRIJfCqM5j3Kxp60PIGiK7-9W_XYO83sZvyEFPis_jYjVTwpj/s200/gaivotas-1.jpg" width="200" /&gt;
  &lt;/div&gt;

  &lt;p class="intro-text"&gt;
    Gaivotas fazem é escorregar pelo céu. Gosto de ver. Liberdade elas lembram. Mergulham no nada e tem tudo. Nem o nome “gaivota” precisam. Dá vontade de ser pássaro.
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    Médico e louco só um cura o outro, e acho por isso só tenho um pouco de louco para me curar sozinho. Certa vez quis me curar sem asas de um mundo com peso de pequenos problemas, medido em contas vencidas, amores perdidos, um time de pernas de pau e de gente sangrando na cidade maravilhosa. 
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    A bula estava lá, esticado como uma segunda-feira, no sofá: o gato vivendo a sua felina vida sem contrariedades – desejei ser um. Ser um gato de verdade, daqueles que miam. Daqueles, como se diz por ai: têm sete vidas – porque gato de ser bonito, isso já sou! Ser gato de me ir por aí, noites sem muros, sem escuros, ronronando a atrair gatinhas, sabendo amar até de arranhões. 
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    Ah, uma vida a bel-prazer, uma vida que se caísse em qualquer circunstância de queda, seria de pé, sem sentir a dor da falta de autoconfiança. Mas como tudo que passa, demovi-me da idéia de ser bichano. Considerei, e se me castrassem? Há gentes que são cruéis com os animais. Sabe como é, gato que não é inteiro só tem prazer em comer rato. Não quis ser gato mais... Vai que a minha dona é a Chica!
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    Mas não sou louco e nem vou dizer por aí que estou feliz. É que quando a gente quer ser bicho a razão já não serve mais pra nada. Então eu não li nos jornais o que disse uma criança da favela do Alemão? “Sonho é ser um pássaro e voar da favela”. Nas palavras de W. de treze anos, bastava ter tido a sorte de nascer passarinho “para poder voar para bem longe da favela”. 
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    Assim, ele se livraria da violência na Favela da Grota, no Complexo do Alemão, em Ramos. Os bichinhos, que são gente, estão desorientados, com medo. Muitos deles não querem ir para escola porque não conseguem se concentrar. “Ficam agressivos – feito bichos mesmo – deprimidos e acabam fazendo xixi e dormindo sem querer”. Bastava ser pássaro – uma gaivota – para deslizar no céu do Rio de Janeiro. E quem sabe ver a maravilhosa cidade que nunca se vê a não ser na televisão?
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    Não me digam que é melhor encarar a vida de cara, tête-à-tête, sem farmácia e fantasia, porque não se trata de enfrentar a vida – é a morte que se encara – não é o coitadinho do bicho papão que se tem pela frente.
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    Não se pode ser gente em lugar que se mata até os sonhos das crianças. Porque ser gente não existe coisa melhor. Melhor do que ser bicho que voa de bem perto para bem longe, porque gente tem sonho.
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    Não há nada mais belo do que ser gente na melhor acepção da palavra: gente que não rouba do erário público, que não escandaliza no senado, que não emprega parente, que não falta com o respeito. Gente que não é brega e subdesenvolvida como aqueles que puxam saco dos poderosos, aqueles que não trabalham e recebem, que xingam no trânsito, gente que não está nem aí e maltrata bichos.
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    Eu por mim nunca vi nada mais belo do que gente simpática que pede desculpas no trânsito e gente que dá bom dia pro porteiro. Eu fico apaixonado e feliz uma semana inteira e até mais quando vejo gente assim de verdade.
  &lt;/p&gt;

  &lt;p&gt;
    Para os que ainda não são, abraço do amigo urso!
  &lt;/p&gt;

  &lt;hr style="border-bottom: 0px; border-image: initial; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 1px solid rgb(238, 238, 238); border: 0; margin: 30px 0px;" /&gt;

  &lt;div style="color: #990000; font-weight: bold;"&gt;
    ♪ Gosto de ouvir isso: &lt;span style="color: #3d85c6;"&gt;I'll Fly With You (Acustico)&lt;/span&gt;
  &lt;/div&gt;

  &lt;span class="musica-title"&gt;Sagi-Rei - I'll fly with you&lt;/span&gt;
  
  &lt;div class="video-container"&gt;
    &lt;iframe allowfullscreen="" src="https://www.youtube.com/embed/p9DfDuictlU" title="Sagi-Rei - I'll fly with you"&gt;&lt;/iframe&gt;
  &lt;/div&gt;

&lt;/article&gt;


</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWZ4KtFMhjydKPZCUuZjwXFD3Yxg4F-JnGoXUCcm5NJZWpYedH_uAARTCLCf7n4Z6QthrJqdwn66TzI2YvV5PoRIJfCqM5j3Kxp60PIGiK7-9W_XYO83sZvyEFPis_jYjVTwpj/s72-c/gaivotas-1.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">45</thr:total></item><item><title>Rifa-se um coração. (Quase uma crônica de amor)</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2012/02/rifa-se-um-coracao-quase-uma-cronica-de.html</link><category>amor</category><category>contos</category><category>Crônica</category><category>paixão</category><category>traição</category><category>verdades</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Wed, 1 Feb 2012 15:00:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-2021592424849219340</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;
&lt;/center&gt;
&lt;center&gt;
&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguNUVBPwzmwu_8MUgBL7qmlSi3blbseVNk33Y36G0NCh-pB9aKzB6IfRqazBc2Udt0BZ6Tanw-YWMQqMJPSl1aepBOCnRDolxVyBf9Qh3TVqmlMCdIEjjm8HqX7y1Lci5_1xDu/s1600/rifa-se.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguNUVBPwzmwu_8MUgBL7qmlSi3blbseVNk33Y36G0NCh-pB9aKzB6IfRqazBc2Udt0BZ6Tanw-YWMQqMJPSl1aepBOCnRDolxVyBf9Qh3TVqmlMCdIEjjm8HqX7y1Lci5_1xDu/s320/rifa-se.jpg" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;em style="color: #cc0000; font-family: georgia; font-size: 100%;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;"Carlos, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será." ... (Carlos Drummond de Andrade)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-size: 100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Red Hat Display; font-size: large;"&gt;&lt;span style="text-align: left;"&gt;&lt;strong style="color: #333333;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;ntão eu seria rei.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Desconfiei que tudo na minha vida mudaria quando a vi tão paciente, generosa, a colocar pellets no potinho do pequeno viveiro de &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;a href="http://focinhos.ig.com.br/especiais/periquito_intro.shtml" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;periquitos australianos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;, a debulhar um alface inteiro e servi-lo aos multicoloridos e festeiros passarinhos. Pensei junto de um suspiro “Ah, vou ser um periquito!”. Depois não, eu iria ser rei.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="color: #666666; font-family: Red Hat Display; font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: 700;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong style="text-align: left;"&gt;Foi Nice que me apresentou à Joana, às seis da tarde de uma quinta, semana depois dela com os periquitos. Até hoje, Deus do céu, não entendo bem porque eu, e ela também, acreditamos piamente que encaixávamos sem folga e sem aperto, um no coração do outro. Liguei pra Nice: “Nice do céu, você é um anjo. Nice, você é um anjo do céu”. Nice disse que eu era bobo. Eu respondi não Nice, agora sou um rei.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: 700;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="text-align: left;"&gt;Encontrava Joana todos os dias e era pouco. Saíamos às vezes – pra mim era chope e pra ela um suco. Contava sobre o meu dia e Joana falava até dos periquitos. Ela torcia pelo &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=75726407&amp;amp;size=l" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Vasco&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt; e eu gostava disso. Eu ria de quase tudo, Joana de quase nada.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: 700;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: left;"&gt;&lt;strong style="text-align: left;"&gt;Numa vez, Joana um pouco triste, pediu-me para olhar em seus olhos – olhos castanhos claros sobre um nariz delicado e boca gostosa – tive de jurar que ficaríamos sempre juntos. Jurei pra lá de três vezes. “Claro que sim filé, claro que sim meu dengo, claro que sim amor da minha vida – eu juro!”. Em contrapartida, propus um pacto a Joana: que nos disséssemos sempre a verdade um ao outro. “A verdade é sempre o melhor presente que podemos oferecer a quem a gente ama”. Ela, ao ouvir isso, riu quase que em segredo e disse que eu era um poeta sabichão. Achava tão bom Joana me achar um poeta sabichão!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: 700;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="text-align: left;"&gt;Os nossos assuntos passaram a não só dias passados, mas os futuros também. Ofereci-a um sonho meu, o de conhecer &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=74726119&amp;amp;size=l" style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Estocolmo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;. Ela achou que era um lugar muito frio, mas na minha companhia o sol brilharia todos os dias na Suécia. Joana, simploriamente, revelou-me que só desejava ir à praia. Há muito tempo não ia à praia. Assim eu gostava mais de Joana.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: 700;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: left;"&gt;&lt;strong style="text-align: left;"&gt;Tudo era tão bom e eu rei que num sábado de muito quente, um mau pressentimento me esfriou por dentro. Fui à casa de Joana e ninguém estava. Liguei para o celular dela e só caixa postal. Cadê Joana? Joana minha amada, minha dor, cadê você linda?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: 700;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;
Chegou e passou a noite e Joana só era a caixa postal do celular. Lembrei-me de Nice, dela saberia o paradeiro de Joana. Nice disse incrível você não saber, Joana foi à praia. Foi com uma gente que ela disse ser os parentes. Nice percebeu que eu me afogara num mar de desapontamento, que meu moral estava abatido e estirado agonizante ao chão – metaforicamente dizendo – e, assim me disse um bocado de coisas legais, que me foram pílulas em forma de palavras e atenção que eu engolia numa talagada só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: large; text-align: left;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Joana me ligou, exatamente um dia completo depois, com um argumento que nem numa eternidade poderei entender. “Não queria te chatear. Tinha de ir à praia com minha prima. Desliguei o celular pois se você dissesse que estaria chateado comigo, nem para o mar conseguiria olhar”. Talvez fosse mesmo verdade. Talvez ela não soubesse que só a queria ver feliz. Que se o caso fosse praia – para mim cem quilômetros era um passo. O que era cem quilômetros para quem quer ver o sol brilhando em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.merretts.info/fullsize/sweden02/midnight_sun.jpg"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Estocolmo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;? Talvez houvesse razão na simplicidade argumentativa de Joana, ou não. Não importava mais, eu só pensava como seria o beijo de Nice. Cristo do céu – aquele cheirinho bom – como seria beijar Nice? Esse era o meu único dilema e que o resto do mundo explodisse.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong style="color: #333333;"&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;
&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot;; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;♫ &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;Música&lt;/span&gt;:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;; font-size: large;"&gt;Musikk Feat. John Rock - Love Changes Everything&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;em&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="217" src="https://www.youtube.com/embed/2rNuQSshJa4?rel=0" width="250"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;center&gt;

&lt;script async="" src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js"&gt;&lt;/script&gt;
&lt;!--RETANGULO-RESPONSIVO--&gt;
&lt;ins class="adsbygoogle" data-ad-client="ca-pub-9459008050642150" data-ad-slot="2250653325" style="display: inline-block; height: 280px; width: 336px;"&gt;&lt;/ins&gt;
&lt;script&gt;
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});
&lt;/script&gt;

&lt;/center&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguNUVBPwzmwu_8MUgBL7qmlSi3blbseVNk33Y36G0NCh-pB9aKzB6IfRqazBc2Udt0BZ6Tanw-YWMQqMJPSl1aepBOCnRDolxVyBf9Qh3TVqmlMCdIEjjm8HqX7y1Lci5_1xDu/s72-c/rifa-se.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">9</thr:total></item><item><title>Andando por sobre as águas.</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2012/01/andando-por-sobre-as-aguas.html</link><category>Abba</category><category>Carnaval</category><category>cinzas</category><category>contos</category><category>crônicas</category><category>Jesus Cristo</category><category>milagres</category><category>sobre as águas</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Tue, 31 Jan 2012 09:01:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-116316287677984230</guid><description>&lt;article style="max-width: 800px; margin: 0 auto; font-family: 'Verdana', sans-serif; color: #333; line-height: 1.8; padding: 20px; font-size: 1.2rem;"&gt;
  
  &lt;!-- Cabeçalho com Imagem e Citação --&gt;
  &lt;header style="margin-bottom: 30px; display: flow-root;"&gt;
    &lt;figure style="margin: 0 20px 15px 0; float: left; max-width: 250px;"&gt;
      &lt;img 
        src="https://photos1.blogger.com/blogger/6751/1863/200/walking%20on%20wather.jpg" 
        alt="Representação artística de Pedro caminhando sobre as águas" 
        loading="lazy" 
        width="250" 
        style="border-radius: 4px; box-shadow: 0 2px 8px rgba(0,0,0,0.1); width: 100%; height: auto;"
      &gt;
      &lt;figcaption style="font-size: 1rem; font-style: italic; color: #666; margin-top: 10px; line-height: 1.4;"&gt;
        Enquanto teve fé, Pedro andou por sobre as águas. (Mt 14: 28-30)
      &lt;/figcaption&gt;
    &lt;/figure&gt;
  &lt;/header&gt;

  &lt;!-- Conteúdo Principal --&gt;
  &lt;section style="text-align: justify;"&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;strong&gt;Quarta de cinzas.&lt;/strong&gt; Tudo aqui é agora um vazio de carnaval. A única sombra ou resquício de folia, se assim pode-se dizer, é o palanque, ainda cravado, próximo à praia, onde eram os shows, a espera do desmonte. Não mais estavam aqueles que até escambar o dia, bebiam, dançavam, gargalhavam, namoravam-se e até brigavam (os loucos).
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Minha cabeça não dói. Bebi, é claro que sim. Mas minha cabeça não dói. E essa estória que de bêbado não tem dono, não serve pra mim.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      A praia, agora de poucos, é lustrada por um sol impenitente, e bordada pela espuma que se derrete ao quebrar das ondas, que me faz lembrar do sonrisal que tomei ontem. Faz festa à vista. Prego uma mentira pro Mestre pra ele se entreter e assim parar de regurgitar essa estória de destruição do litoral, pela elevação das marés. 
    &lt;/p&gt;
    
    &lt;p&gt;
      Digo a ele que o Super Calangão não viera conosco, pois estava num relacionamento ”dirty” com uma ricaça, que o levou numa Hilux quatro por quatro, para &lt;strong&gt;Guarapari&lt;/strong&gt;. - ela é tão rica que nem toma água, só uísque treze anos – ele ri e nem questiona os treze anos. Sei que por boas frações de horas, ele ruminará esta estória fajuta. Fico em paz pra lembrar da pândega e das pessoas que deixam as brincadeiras ainda mais divertidas na folia, fazendo assim um “upgrade" no nosso emocional.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Observo o horizonte do mar, retilíneo. Um barco de pescadores surge na cena, quase sumido e cria um ângulo de felicidade. De súbito tenho vontade de caminhar até aquele longínquo barco. Caminhar por sobre as águas. Que doideira! Será o sonrisal? Sou apenas um comedor de feijão e às vezes de lentilha. O máximo que poderá ocorrer com uma tentativa é eu boiar, inchadão, dias depois. Milagres fazia a carteira do Meninão do &lt;strong&gt;Guaporé&lt;/strong&gt;. Carteirada neles, meninão!
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Não é original essa minha ideia de andar por sobre as águas, mas se imagine andando sobre um mar encapelado, ou mesmo sobre o &lt;strong&gt;Rio Doce&lt;/strong&gt;, com suas marolinhas!!! Será o sonrisal?
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      É, mas um camarada – conta-se e reconta-se – andou sobre um revolto mar da Galileia. Mas ele não era homem de verdade – era um Deus. Um certo Pedro quis fazer o mesmo, e até andou, mas quando lhe faltou a fé, começou a submergir feito pedra. Sorte dele que o Deus lhe estendeu a mão prontamente.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Certa feita, fiquei puto da vida com este Deus. Pedi-lhe um milagre. Queria que ele me estendesse a mão, afinal era o único Deus que tinha vez lá em casa. Pedi que aquele menininho de oito anos não morresse. Era um menino tão bom e inocente, me dava a maior moral e dançava “dancing queen”, comigo na sala. Eu queria mesmo ser um cãozinho que pudesse comer as migalhas do banquete que caíssem da mesa daquele Deus e dos seus. Mas afundei. Não tive o milagre. Faltou-me fé? Não sei.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Tenho ponderado as coisas. Tenho visto corpos nas pistas, tragédias dantescas. O que dizer da tsunâmi? Pobre Indonésia, paraíso das desgraças.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Se este Deus teve de morrer de maneira cruel e desumana, se esse Deus teve de comer o pão que o diabo amassou com o rabo, tenho que aprender a me conformar com as vicissitudes humanas. Talvez o Deus tenha morrido e ressuscitado pra isso: nunca perdermos a esperança.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Esta estória me deixa melhor. Por isso que me alegro até quando o destino me faz encaixar a orelha no bocal sem lâmpada, da banca de caipfrutas, quando tentei me esconder da chuva, levando um choque elétrico de ver estrelinhas ao redor.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Concluo que não preciso andar por sobre as águas (literalmente). Preciso correr nesta areia. É o que tenho agora e ademais a pança está saliente... 
      &lt;br&gt;
      &lt;span style="display: block; margin-top: 15px; font-weight: bold; font-size: 1.3rem;"&gt;Mas não consigo dançar sozinho na sala.&lt;/span&gt;
    &lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;

  &lt;!-- Rodapé do Artigo --&gt;
  &lt;footer style="margin-top: 40px; border-top: 1px solid #eee; padding-top: 20px; font-size: 1rem; color: #555;"&gt;
    &lt;p style="text-align: right; font-family: monospace;"&gt;Guriri - ES, Março/2006&lt;/p&gt;
    
    &lt;div style="margin-top: 30px;"&gt;
      &lt;p style="color: #3366ff; margin-bottom: 15px; font-weight: bold;"&gt;Ouvindo (sem dançar na sala): ABBA - Dancing Queen&lt;/p&gt;
      &lt;div style="position: relative; padding-bottom: 56.25%; height: 0; overflow: hidden; max-width: 100%; background: #000; border-radius: 8px;"&gt;
        &lt;iframe 
          style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; border: 0;"
          src="https://www.youtube.com/embed/xFrGuyw1V8s" 
          title="YouTube video player" 
          allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" 
          allowfullscreen&gt;
        &lt;/iframe&gt;
      &lt;/div&gt;
    &lt;/div&gt;
  &lt;/footer&gt;

&lt;/article&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://img.youtube.com/vi/xFrGuyw1V8s/default.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">7</thr:total></item><item><title>A minha mãe salva o planeta num domingo de sol.</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2012/01/a-minha-mae-salva-o-planeta-num-domingo.html</link><category>aquecimento global</category><category>contos</category><category>dia das mães</category><category>Família</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Sun, 29 Jan 2012 10:58:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-4377339740835162718</guid><description>&lt;article style="max-width: 800px; margin: 0 auto; font-family: 'Georgia', serif; color: #333; line-height: 1.8; padding: 20px; font-size: 1.2rem;"&gt;

  &lt;!-- Imagem e Citação --&gt;
  &lt;header style="margin-bottom: 30px; display: flow-root;"&gt;
    &lt;figure style="margin: 0 20px 15px 0; float: left; max-width: 250px;"&gt;
      &lt;img 
        src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgleo28wdRdc8dO6II3uPMEwEbkSXni_2adz2VXFFZSx7kb7EFVCar0v-2AFWIIFDzw5c-O3OFJ-ZV_-UU6T4DrbIOBimtD9_pIIzprkbuO-RM9xAq50Hrgv6Is2cd3fRn67bM1/s200/minha-mae-salva-o-planeta-num-domingo-de-sol.JPG" 
        alt="Foto de domingo ensolarado em família" 
        loading="lazy" 
        width="250" 
        style="border-radius: 4px; box-shadow: 0 2px 8px rgba(0,0,0,0.1); width: 100%; height: auto;"
      &gt;
    &lt;/figure&gt;
    &lt;blockquote style="font-style: italic; color: #555; border-left: 4px solid #cc0000; padding-left: 15px; margin: 0 0 20px 0; font-size: 1.1rem;"&gt;
      "A vida é mais simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável." (Kathleen Norris)
    &lt;/blockquote&gt;
  &lt;/header&gt;

  &lt;!-- Conteúdo da Crônica --&gt;
  &lt;section style="text-align: justify;"&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;strong&gt;Estávamos todos de casa reunidos&lt;/strong&gt; num domingo produzido em luz de exuberante manhã. Era daqueles que pedia fotografia – retrato – como diz meu velho pai. O último que chegara fora o irmão mais velho. Calçava sandálias Goóc que o afetava a pisar sofisticado. Trouxera um disco de videoclipes de músicas oitentistas e também sorvetes para sobremesa. Quatro sabores em dois vistosos potes. 
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Chamei-o de “Mané”, por notar a falta do meu preferido. Ele respondeu que na Summer não vendiam sabor banana. Retruquei que banana era bom pra mãe dele, porque eu queria degustar baunilha. Nisso, uma voz vindo da cozinha instou-me: “Olha a boca, moleque!”. Aquela voz tinha os melhores sabores dos sorvetes e da vida, fazia sorvete de baunilha virar fichinha.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      A Luizinha também estava lá. Ela quase sempre estava lá. E eu sempre quero ver Luiza. E Luiza engatinhava pelos cantos e meios da casa a espreitar tudo que se movesse, a experimentar todas as cores que seus vivos olhos amendoados alcançavam. Luiza é tudo de bom e parecia nanar o sonho de ter em seus pequenos braços e mãos de bebê, o gato. Que gato que é, acusava o golpe e se esgueirava aqui e acolá, sempre assustado.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Meu irmão, já sem as sandálias nos pés, tirou cuidadosamente o disquinho de DVD de clipes dos anos oitenta da capa. Falei minha nossa, esse cara vai desenterrar a Cindy Lauper. Ele se esforçou para não rir. Fingiu muito mal não ser com ele. Deu play e então começou a tocar Build, uma canção do The Housemartins. Tive impressão que conhecia os caras daquela Banda. Ou muito me engano, mas aqueles “Lemão” eram lá de Marilândia – eles tinham um quê de Marilandenses. A música deles era um pop dos açucarados, mas era boa.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Perguntei a meu irmão se ele gravara algum videoclipe do Village People naquela mídia. Ele respondeu perguntando se eu tinha alguma fantasia de “levadinho” na cabeça. Disse que não. É que a música dos caras arrancava máscaras. Qualquer festinha que tocasse aquilo, neguinho tímido e branquinho e pardinho também, que no fundo no fundo eram uns sapequinhas, agitavam-se igual às minhocas em asfalto quente. Lá no meu trabalho, na festa do fim de ano, dois sisudos “macho mans” pareciam ter virado gelatinas. Ele, rindo muito descaradamente, encenou acertar-me um tabefe. Falou-me que se eu tomasse uns pileques também perderia a estribeira como os sujeitos. Redargüi que assim seria covardia. Meu irmão mais velho sabe das coisas e até o Ira! tocou pra gente naquele domingo: &lt;em&gt;"Como eu um sou girassol, você é meu sol..."&lt;/em&gt;
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Percebia-se na cozinha pelo alvoroço e pelo aroma recendido no ar que ultimavam o almoço dominical. Meu irmão mais moço – estava bem na cara – era o mais contente entre nós e embalava a pequena Lívia que o tornara aquele jovem pai há dez meses. Os outros também aquinhoados de contentamento revezavam-se pelos cômodos da casa a contar os seus grandes feitos de seus pequenos mundos. Veio então o "paizinho" até a sala e pediu que a Livinha mostrasse os dentões. “Mostra os dentões pros tios, mostra os dentões”. Então ela abria a boca em gesto de sorriso e se via um rosário de graciosos dentes recentes.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      O meu irmão mais moço se mudaria para São Mateus na semana que se seguiria. Laborava no petróleo. São Mateus tinha petróleo – o Brasil precisa do petróleo – era melhor morar por lá. Disse-lhe que a Livinha iria poder curtir bem a praia de Guriri. Ao dizer isso, ocorreu-me o apocalíptico relatório do Painel Intergovernamental de mudança Climática (IPCC), divulgado em Paris e estampado nos jornais daquele domingo: secas, tempestades, enchentes. Tudo causado pelo aquecimento Global. 
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Falei pra meu irmão que a praia estava condenada. Ele disse não, o mar só subiria meio metro e isso em décadas. A praia estaria garantida por bom tempo. Contei-lhe sobre as consequências nas correntes marinhas por menor que fosse o aumento do volume do mar em decorrência do degelo glacial. O clima iria virar uma zorra. Ele fitou a filha, e não suprimido do seu contentamento, imitou voz de criança “meu pai é o super-homem, tio, ele vai salvar o planeta!”.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Pena que sou muito cabeção para não esquentar.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Poderia ser esse domingo, esplêndido em luz, generoso em família, a senha do primeiro dia do resto de nossas vidas? O prelúdio das nossas aflições?” Não, não e não! Havia ali, bem pertinho de nós, alguém diferente de tudo estupidamente capitalista, como matar a pobre vaca para comer um único bife – que deteria o tal inexorável degelo no ártico e na Antártida. Sim, que faria evitar esburrar o Atlântico nesta parte dos trópicos. 
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Alguém que eu sabia se imolar para que nos sentíssemos bem. Então eu não já a vira comer aquelas pontas duras do pão para que ficasse para nós a macia parte do meio do pão? Então eu já não a ouvira dizer que gostava do pé da galinha – e era desculpa, ninguém gosta de pé de galinha – só para não dar na cara que queria mesmo era deixar as partes carnudas e suculentas do parco frango para comermos e ficarmos bem nutridos?
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Eu, um cara com barba na cara, pensei: não se preocupe não rapaz, abandone esse ar inquietante, a sua velha e maravilhosa mãe vai salvar o seu planeta! Ela é a &lt;strong&gt;Mulher Maravilha&lt;/strong&gt;!
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Então uma sensação – uma tranquilidade boa – voltava ao ar. Era certo viveríamos ainda por muitos dias com aquele gosto de contentamento, como aquele almoço saboroso, sendo bem felizes.
    &lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;

  &lt;!-- Rodapé com Música --&gt;
  &lt;footer style="margin-top: 40px; border-top: 1px solid #eee; padding-top: 20px;"&gt;
    &lt;div style="color: #990000; font-weight: bold; margin-bottom: 15px;"&gt;
      &lt;span style="font-size: 1.5rem;"&gt;♪&lt;/span&gt; Quarteto em Cy e Gilberto Gil: &lt;em&gt;Tempo Rei&lt;/em&gt;.
    &lt;/div&gt;
    
    &lt;div style="position: relative; padding-bottom: 56.25%; height: 0; overflow: hidden; max-width: 100%; background: #000; border-radius: 8px;"&gt;
      &lt;iframe 
        style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; border: 0;"
        src="https://www.youtube.com/embed/097dmQLbl8Y" 
        title="YouTube video player" 
        allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" 
        allowfullscreen&gt;
      &lt;/iframe&gt;
    &lt;/div&gt;
  &lt;/footer&gt;

&lt;/article&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgleo28wdRdc8dO6II3uPMEwEbkSXni_2adz2VXFFZSx7kb7EFVCar0v-2AFWIIFDzw5c-O3OFJ-ZV_-UU6T4DrbIOBimtD9_pIIzprkbuO-RM9xAq50Hrgv6Is2cd3fRn67bM1/s72-c/minha-mae-salva-o-planeta-num-domingo-de-sol.JPG" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">13</thr:total></item><item><title>Dois caras, um coração de cão.</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2007/12/dois-caras-um-corao-de-co.html</link><category>Abbas</category><category>conto jornal</category><category>cronicas</category><category>Ismail</category><category>nacional</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Fri, 27 Jan 2012 16:11:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-2182512701977113430</guid><description>&lt;article style="max-width: 800px; margin: 0 auto; font-family: 'Georgia', serif; color: #333; line-height: 1.8; padding: 20px; font-size: 1.2rem;"&gt;

  &lt;!-- Imagem Centralizada --&gt;
  &lt;header style="margin-bottom: 30px; text-align: center;"&gt;
    &lt;figure style="margin: 0 auto; max-width: 400px;"&gt;
      &lt;img 
        src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6pR9mQ9MYsJY47aACqfg7msIeBGydaWBAvwe1nRnTp-HUcfR3CQTZIdDPpzrat63fC6OAnQkuDHF7WOJydiBpUILYcip1Ekz2xs-P0npCa-SH1v1z6XExVOcYEc-la9Zkhel3/s320/jornal+nacional+ismais+abbbas.jpg" 
        alt="Imagem relacionada ao Jornal Nacional e Ali Ismail Abbas" 
        loading="lazy" 
        style="border-radius: 4px; box-shadow: 0 2px 8px rgba(0,0,0,0.1); width: 100%; height: auto;"
      &gt;
    &lt;/figure&gt;
  &lt;/header&gt;

  &lt;!-- Conteúdo da Crônica --&gt;
  &lt;section style="text-align: justify;"&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;strong&gt;O cara pardo estava pregado no sofá, diante da tevê&lt;/strong&gt;. É quase sempre assim à hora do &lt;strong&gt;Jornal Nacional&lt;/strong&gt;.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Adentrei à sala numa noite boa e de estrelas e de sem calor. E ainda melhor: leve como pluma, sem o pejo da culpa de pecado da cultura judaico-cristã. É preciso, às vezes ser um grego antigo, ser um pagão, ser um cão!
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      O cabelo um pouco crescido e desgrenhado, fora do habitual, denunciava ainda mais suas cãs. Pensei em troçar dele. Iria dizer: Aí “véio”, está parecendo com uma raposa velha, hein?! Não está na hora de fazer uma bainha nesse coco não?! Segurei a “onda”. Venceu a reflexão. Eu não sabia se estava ali dentro daquele homem, um anjo de candura, como de costume ou o demônio do mau humor que boiava, volta e meia.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Também chafurdei-me no sofá. Havia o mundão de Colatina e adjacências a meu dispor, naquela noite tropical, mas quis ficar. Sabia que não havia nada apetecível no mundinho da televisão, principalmente, nas notícias do telejornal.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      O William Bonner com sua mecha prateada e a Fátima Bernardes com melenas caprichadas pela chapinha japonesa, para mim eram porta-vozes de um mundo cão: ocupação ocidental no &lt;strong&gt;Iraque&lt;/strong&gt;, homens bombas, mensalão, terremoto no &lt;strong&gt;Paquistão&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Vasco&lt;/strong&gt; despencando na tabela. E o velho todo olhos e ouvidos, sem se aborrecer.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Ali do meu lado estava anos da minha vida. Um carola cristão no papel e alma pagã no dia-a-dia. Assim como a ele, quase nada me afetava. Mas o casal da tevê narra o fato do menino iraquiano &lt;strong&gt;Ali Ismail Abbas&lt;/strong&gt; que havia amputado os braços. Estava no lugar errado (num alvo civil atingido por engano pela coalizão anglo-americana). 
    &lt;/p&gt;
    
    &lt;p&gt;
      Uma criança muçulmana que perdera, além dos braços, parte da família, incluindo pai e mãe, para nos sacanear, gesticulando com o seu coto de braço. &lt;strong&gt;Kriptonita&lt;/strong&gt;! Tentei olhar para meu pai. Ele não poderia me ver com olhos marejando. Deus me livre se ele me visse assim! Ainda bem que um sono súbito o acometeu. Ele se esticou no sofá, pôs uma almofada na cara e não mais viu o telejornal e nada mais. E eu: Para o alto e avante!
    &lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;

  &lt;!-- Rodapé com Música --&gt;
  &lt;footer style="margin-top: 40px; border-top: 1px solid #eee; padding-top: 20px;"&gt;
    &lt;div style="color: #cc0000; font-weight: bold; margin-bottom: 15px; font-style: italic;"&gt;
      &lt;span style="font-size: 1.5rem;"&gt;♪&lt;/span&gt; Debbie Gibson - Lost In Your Eyes
    &lt;/div&gt;
    
    &lt;div style="position: relative; padding-bottom: 56.25%; height: 0; overflow: hidden; max-width: 100%; background: #000; border-radius: 8px;"&gt;
      &lt;iframe 
        style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; border: 0;"
        src="https://www.youtube.com/embed/9xUhuP0tnBc" 
        title="YouTube video player" 
        allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" 
        allowfullscreen&gt;
      &lt;/iframe&gt;
    &lt;/div&gt;
  &lt;/footer&gt;

&lt;/article&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6pR9mQ9MYsJY47aACqfg7msIeBGydaWBAvwe1nRnTp-HUcfR3CQTZIdDPpzrat63fC6OAnQkuDHF7WOJydiBpUILYcip1Ekz2xs-P0npCa-SH1v1z6XExVOcYEc-la9Zkhel3/s72-c/jornal+nacional+ismais+abbbas.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>O helicóptero que caiu no meu quintal.</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2007/05/o-helicptero-que-caiu-no-meu-quintal.html</link><category>acidente aéreo</category><category>Colatina</category><category>contos</category><category>cronicas</category><category>Espírito Santo</category><category>frases</category><category>helicóptero</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Tue, 24 Jan 2012 02:19:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-7297167412822873291</guid><description>&lt;article style="max-width: 800px; margin: 0 auto; font-family: 'Georgia', serif; color: #333; line-height: 1.8; padding: 20px; font-size: 1.2rem;"&gt;

  &lt;!-- Cabeçalho com Imagem e Citação --&gt;
  &lt;header style="margin-bottom: 30px; display: flow-root;"&gt;
    &lt;figure style="margin: 0 20px 15px 0; float: left; max-width: 250px;"&gt;
      &lt;img 
        src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivTPBLZC4xIm2zm8fiUt1N9_4e3DNtWksoXQPd3UJSCotteufRrGWwCUYgnELWLOPq4XsnmDFv2bpy6BFMZw-oR7gTEPI-x_DVz_5lYrzOe19gKR79fKDKw6eNQZ7EA5UMUmY-/s200/Helicopter.jpg" 
        alt="Helicóptero em voo" 
        loading="lazy" 
        width="250" 
        style="border-radius: 4px; box-shadow: 0 2px 8px rgba(0,0,0,0.1); width: 100%; height: auto;"
      &gt;
    &lt;/figure&gt;
    &lt;blockquote style="font-style: italic; color: #555; border-left: 4px solid #cc0000; padding-left: 15px; margin: 0 0 20px 0; font-size: 1.1rem;"&gt;
      "Existem apenas duas maneiras de ver a vida. Uma é pensar que não existem milagres e a outra é que tudo é um milagre."
      &lt;footer style="text-align: right; font-size: 0.9rem; margin-top: 5px;"&gt;— Albert Einstein&lt;/footer&gt;
    &lt;/blockquote&gt;
  &lt;/header&gt;

  &lt;!-- Conteúdo Principal --&gt;
  &lt;section style="text-align: justify;"&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;strong&gt;O helicóptero cortava o silêncio do vale&lt;/strong&gt; no contrário da correnteza do rio. Seguia rumo à cidade. Fazia noite alta, beirava a data nova no calendário. Incomum em tardias horas helicóptero cruzar o céu da cidade. Mesmo em horas claras, se passa um já dizem: é o governador. Mas na última hora do domingo não haveria demanda de governança para tirá-lo de Vitória. Mais provável seria um E.T. da Constelação do "Canis Major" pousar aqui do que Hartung voar nessas horas. Talvez fosse resgate. Algum ricaço desafortunado de saúde seria levado à capital na propulsão daquelas céleres hélices.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Pousou no estádio. Que importava? Só debrucei na janela e em pensamentos para que chegasse sono, não aeronave. Sono que ignora a jornada da segunda. Meu irmão falou de chover à noite. Chuva espanta insônia. Previsão fajuta. O prazer de ver chuva molhar anuvia-lhe a razão, assim qualquer nuvenzinha cinzenta, que ele vê perdida no firmamento, pressagia: "Hoje, nem que de noite, vem toró".
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Privado de sono, de chuva, precisava privar de mim mesmo. No vazio de gente, busco nos sons que se propagam longínquos, uma música para existir de saudades, existir de amores, que me faça dormir e sonhar com tudo isso.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Dorme a cidade. Toda gente dorme. Dorme o mundo. O exílio da vigília não me afoga em oceano povoado de solidão. Na companhia da calada da noite me transformo naquele que tanto admiro e tanto gostaria de ser: Livre em mim mesmo. Não o bicho do mato que se zanga a perguntas cujas respostas estão à cara. Não o moço covarde ante a possibilidade de um diálogo autêntico, transparente, verdadeiro, de confiança, ao largo do distanciamento que encurta o caminho da solidariedade. 
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      O cara que sou de dia sabe que tantos esperam ou gostariam isso dele, mas é abatido por achar que vai dar a cara no muro. Pois em meio à clara insônia da noite, a vida substitui-se, dorme o sujeito egoísta da escuridão do dia, o que se atola no apelo do comércio e cujo profundo intento é resplandecer descolado num índigo &lt;em&gt;Zoomp&lt;/em&gt; na festa de sábado e esconder as persistentes olheiras em óculos de sol &lt;em&gt;Clairmont&lt;/em&gt;.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Àquele que tanto admiro e gostaria de ser, no menor vestígio sonoro da noite fria: o remoto trem de ferro em itinerário melódico Vale do Rio Doce abaixo, apetece ser o maquinista a passar pontes, túneis, lugarejos a lançar o olhar não para o umbigo, mas para onde possa ter o desejo de bons sonhos a toda gente que dorme e não o faz sentir solitário.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Assim, o moço súdito da humanidade e rei em si mesmo sem se importar com isso, aplacado pelo sono que viceja, boceja, esmorece, esmaece e quando quase desfalece, um barulho adia o sono. Um ronco de motor em agonia assoladora, vem de três ou quatro quilômetros. Na madorna - não se sabe qual dos dois - quase certo que o tolo que se esconde de horizontes, diz: "quero mais é dormir, se for avião que caia longe do meu telhado e se puder, longe do meu quintal".
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Manhã, despertar em sacrifícios, café sem açúcar, &lt;em&gt;Clairmont&lt;/em&gt; na cara, ao quintal pegar o carro, vejo o Juninho da Sara. Esforço-me para cumprimentá-lo. Ele que é vizinho, companheiro de malhação - sempre festeiro - antes de falar olha-se no reflexo do vidro do carro, ajeita o penteado e me pergunta informando: "Você soube que caiu um helicóptero nessa madrugada, ali em Barbados"? Falei pra ele "Você está de brincadeira, Calango Turbinado"! Pois caiu sim! E seis morreram. Veio buscar órgãos para transplantes - completou ele.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Tomei-me de constrangimento. Vontade de chorar, precisava prender o choro. O Juninho ali, colocava-me em ambiente nada privado. Às vezes tenho quase uma certeza a respeito do destino: ele é sempre um algoz que 'mais cedo ou menos cedo' nos detonará em tristeza. Sem controle algum, a gente vive como um barco à deriva, ao "Deus dará". Inevitavelmente naufragaremos na desgraça.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Seja de que maneira for, é preciso continuar a viver. A buscar a vida. Foi assim que os seis do helicóptero que caiu tão próximo da minha casa - sete quilômetros - morreram. Mesmo quando quase todos dormiam seus sonos, eles trabalhavam em prol da vida. Isso tudo me faz querer mais ainda ser igual àquele que admiro tanto.
    &lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;

  &lt;!-- Rodapé e Memória --&gt;
  &lt;footer style="margin-top: 40px; border-top: 1px solid #eee; padding-top: 20px; font-size: 1rem; color: #555;"&gt;
    &lt;p style="font-style: italic; margin-bottom: 20px;"&gt;
      &lt;strong&gt;Em memória de:&lt;/strong&gt; Álvaro Jorge Silva de Carvalho (capitão da PM), Eduardo Ponzo Peres (Piloto e investigador), Juliano Almeida do Valle (médico), Eugênio Ferraz (médico), Emanuel da Silva Vieira Júnior (médico), Marly de Almeida Marcelino (enfermeira) e ao Sr. João Schwartv Shumacher (doador).
    &lt;/p&gt;
    
    &lt;p style="font-weight: bold; color: #cc0000; margin-bottom: 20px;"&gt;
      &lt;span style="font-size: 1.3rem;"&gt;₪&lt;/span&gt; 
      &lt;a href="http://www.colatina.es.gov.br/noticias/noticias.php?area=gabin&amp;materia=0407005" style="color: #cc0000; text-decoration: none;"&gt;Leia a reportagem sobre o acidente&lt;/a&gt;
    &lt;/p&gt;

    &lt;div style="position: relative; padding-bottom: 56.25%; height: 0; overflow: hidden; max-width: 100%; background: #000; border-radius: 8px;"&gt;
      &lt;iframe 
        style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; border: 0;"
        src="https://www.youtube.com/embed/ek9LKDjgshU" 
        title="YouTube video player" 
        allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" 
        allowfullscreen&gt;
      &lt;/iframe&gt;
    &lt;/div&gt;
  &lt;/footer&gt;

&lt;/article&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivTPBLZC4xIm2zm8fiUt1N9_4e3DNtWksoXQPd3UJSCotteufRrGWwCUYgnELWLOPq4XsnmDFv2bpy6BFMZw-oR7gTEPI-x_DVz_5lYrzOe19gKR79fKDKw6eNQZ7EA5UMUmY-/s72-c/Helicopter.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">12</thr:total></item><item><title>A cruz branca da estrada.</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2012/01/a-cruz-branca-da-estrada.html</link><category>acidentes</category><category>contos</category><category>crônicas</category><category>mães</category><category>Rio Bananal</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Fri, 20 Jan 2012 23:05:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-115351816057652673</guid><description>&lt;article style="max-width: 800px; margin: 0 auto; font-family: 'Georgia', serif; color: #333; line-height: 1.8; padding: 20px; font-size: 1.2rem;"&gt;

  &lt;!-- Imagem e Citação Inicial --&gt;
  &lt;header style="margin-bottom: 30px; display: flow-root;"&gt;
    &lt;figure style="margin: 0 20px 15px 0; float: left; max-width: 320px;"&gt;
      &lt;img 
        src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTuhlmsNYP0qdbhzhiHy6NynudlPGYFyqZVzrsJDjDhH0XJCAlmIIeF7GPQXJka-a0cvIUyT0eZ3aXVhu8FGolcmvXqXuRgQ2zuwfT0r4zaGkN0AsNI7Lf8XhcRlDx2WR-yYOW/s320/cruz-flor.jpg" 
        alt="Cruz com flores à beira da estrada" 
        loading="lazy" 
        style="border-radius: 4px; box-shadow: 0 2px 8px rgba(0,0,0,0.1); width: 100%; height: auto;"
      &gt;
    &lt;/figure&gt;
    &lt;blockquote style="font-style: italic; color: #555; border-left: 4px solid #cc0000; padding-left: 15px; margin: 0 0 20px 0; font-size: 1.1rem;"&gt;
      "Não precisa correr tanto; o que tiver de ser seu às mãos lhe há de ir."
      &lt;footer style="text-align: right; font-size: 0.9rem; margin-top: 5px;"&gt;— Machado de Assis&lt;/footer&gt;
    &lt;/blockquote&gt;
  &lt;/header&gt;

  &lt;!-- Conteúdo da Crônica --&gt;
  &lt;section style="text-align: justify;"&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;strong&gt;Já havíamos percorrido mais de légua.&lt;/strong&gt; Não poderia estar errado. O homem que, com a foice em punhos, limpava o pasto à beira do asfalto, havia dito com todas as letras da sua simplicidade, que a entrada para Panorama era a primeira após a reluzente cruz branca, postada à beira do asfalto, que é ladeado de eucaliptos. 
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Resolvemos parar e olhar toda aquela vastidão de grota. As taboas reverberavam à espetacular luz das dez horas, marcando verdejante o caminho do Córrego Bley. O pasto, em setembro, é seco. Eram morros e morros estorricados. O gado se ajuntava a pastar o resto de verde na baixada onde havia uma porteira. 
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Um casebre de aspecto secular, de estuque, telhado encardido, encravado entre uma portentosa jaqueira e uma vistosa touceira de bambus, dava pista de humanos, brotando uma rala fumaça branca da chaminé. Falei: “pai – vamos perguntar lá, se a gente está mesmo a caminho de Panorama”. “Ô de casa, ô de casa” – gritei. Saiu uma mulher com uma menina de uns quatro anos, grudada ao seu flanco esquerdo, segurada a um braço só. Meu velho deu bom dia. Eu disse olá. 
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Solícita, disse que estávamos no caminho certo. Deveríamos passar pela porteira e subir a ladeira. Panorama estava a uns vinte minutos de pé – falou a dona da casa. Meu pai é do tipo que não se satisfaz com pouca conversa, mesmo que não venha à circunstância. Indagou a Marizete – assim que ela se chamava – se ela conhecia o Bosco, lá de Panorama. Ela respondeu que conhecia quase ninguém. Tinha chegado com marido e cinco filhos ali, na última “panha” do café, e ficaram pra cuidar do gado.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      A “gastura” já me vinha. “Vamos embora, pai?”. Queria chegar logo no nosso destino. Pra mim, aquele carro empoeirado, aquela estrada de chão, aquela erma vastidão, era-me um mundo estrangeiro. Tomamos o rumo indicado, sem não antes ter que espantar uma vaca que, preguiçosamente, deixava sua obra em forma de um estrume mole, no rústico caminho.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Estava certo. A casa do Bosco era ornada por uma antena parabólica apontando para o morro onde se via um retalho de mata, salpicada de prateadas imbaúbas. Também era ladeada por um grande quintal de terra batida, que chamam de terreiro, com uma mangueira de altura descomunal. Ao barulho do motor do carro saiu uma mulher de meia idade. “É aqui que mora o Bosco?” – perguntou meu pai. “É, mas ele não está em casa não” – respondeu a mulher.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Meu pai puxou conversa, esticou conversa, desfiou uma lista de gente da qual ela sabia de todos e de alguns que até já haviam morrido. Aos mortos, sempre um espanto do meu velho: “Não me diga?”. A prosa produziu alegria. A mulher lembrou-se de tudo. Ela era filha do Altoé e se casara com o Bosco. Meu pai disse que o mundo era pequeno. Eu pensei: “Rio Bananal é pequeno”.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      A senhora Amélia convidou-nos para almoço. Agradecemos. Tínhamos pouco tempo. Tínhamos que passar na sede do município para resolver uma “papelada”. “Mas um café vocês vão tomar!” – instou a generosa senhora. Um queijo curado num prato, noutro um verde (ela disse que era verde, mas era muito branquinho) e uma broa que derretia na boca, junto aos goles de café de sabor bom, que meu paladar desconhecia.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      No meio da animada prosa, ouvi um pio de japira. De japira sabia que fazia um ninho de galhinhos e ciscos, numa forma de coador de café. Já fazia muitos anos que Romildo, um menino “encapetado” da minha escola primária, tomou um golpe de ponta de guarda-chuvas, por ter zombado do afro cabelo da menina Gilcéia. “Ninho de Japira, ninho de japira, ninho de japira!” E o guarda-chuvas pontudo fez brotar sangue do cangote do besta.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Pedi licença, queria ver a japira. Dona Amélia disse que a ave fizera o ninho na mangueira, ali no terreiro, que fosse lá que veria. Perscrutei galho a galho da alta árvore e, realmente, estava lá, muito mais bela que o cabelo do Romildo, que não era ninho de japira. 
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Retornando, estava a senhora mostrando o álbum de fotografias da família a meu pai. Uma bela filha, numa beca de formatura – “É a minha filha mais nova. Formou-se há dois anos e é chefe da enfermaria do hospital aqui do Bananal.” Noutra foto gente paramentada de casamento. Uma noiva divina. Era a filha mais velha, casada há cinco anos.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Guardou aquele álbum e retornou, um tanto triste, com duas fotos de um rapaz. Um rapaz de físico bem formado, talvez um metro e oitenta, por aí. Bochechas rosadas em derredor de um par de raros olhos azuis. Com a voz cinzelada de nítido sofrimento, disse-nos que aquele era o Renzo, seu filho caçula. Há dois meses, vindo de uma festa à noite, pilotando uma moto, perdera a vida. Lá no asfalto, ladeado de eucaliptos, um pouquinho antes de entrar na estrada para Panorama. Era o morto da cruz branca.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Desde então, as cruzes de beira de estrada me dizem muita coisa. Mas não fico triste. Elas me dizem: "não corra Joel, não morra Joel". E soa como conselho de mãe.
    &lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;

  &lt;!-- Rodapé Musical --&gt;
  &lt;footer style="margin-top: 40px; border-top: 1px solid #eee; padding-top: 20px;"&gt;
    &lt;div style="color: #cc0000; font-weight: bold; margin-bottom: 15px;"&gt;
      &lt;span style="font-size: 1.5rem;"&gt;♫&lt;/span&gt; American Pie - Madonna (Don McLean)
    &lt;/div&gt;
    
    &lt;div style="position: relative; padding-bottom: 56.25%; height: 0; overflow: hidden; max-width: 100%; background: #000; border-radius: 8px;"&gt;
      &lt;iframe 
        style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; border: 0;"
        src="https://www.youtube.com/embed/9xUhuP0tnBc" 
        title="American Pie" 
        allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" 
        allowfullscreen&gt;
      &lt;/iframe&gt;
    &lt;/div&gt;
    
    &lt;p style="font-size: 0.9rem; color: #777; margin-top: 15px; text-align: right;"&gt;
      20 de setembro de 2007
    &lt;/p&gt;
  &lt;/footer&gt;

&lt;/article&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTuhlmsNYP0qdbhzhiHy6NynudlPGYFyqZVzrsJDjDhH0XJCAlmIIeF7GPQXJka-a0cvIUyT0eZ3aXVhu8FGolcmvXqXuRgQ2zuwfT0r4zaGkN0AsNI7Lf8XhcRlDx2WR-yYOW/s72-c/cruz-flor.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">12</thr:total><enclosure length="176770" type="application/x-shockwave-flash" url="https://storage.mais.uol.com.br/embed_v2.swf?mediaId=225667"/><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>"Não precisa correr tanto; o que tiver de ser seu às mãos lhe há de ir." — Machado de Assis Já havíamos percorrido mais de légua. Não poderia estar errado. O homem que, com a foice em punhos, limpava o pasto à beira do asfalto, havia dito com todas as letras da sua simplicidade, que a entrada para Panorama era a primeira após a reluzente cruz branca, postada à beira do asfalto, que é ladeado de eucaliptos. Resolvemos parar e olhar toda aquela vastidão de grota. As taboas reverberavam à espetacular luz das dez horas, marcando verdejante o caminho do Córrego Bley. O pasto, em setembro, é seco. Eram morros e morros estorricados. O gado se ajuntava a pastar o resto de verde na baixada onde havia uma porteira. Um casebre de aspecto secular, de estuque, telhado encardido, encravado entre uma portentosa jaqueira e uma vistosa touceira de bambus, dava pista de humanos, brotando uma rala fumaça branca da chaminé. Falei: “pai – vamos perguntar lá, se a gente está mesmo a caminho de Panorama”. “Ô de casa, ô de casa” – gritei. Saiu uma mulher com uma menina de uns quatro anos, grudada ao seu flanco esquerdo, segurada a um braço só. Meu velho deu bom dia. Eu disse olá. Solícita, disse que estávamos no caminho certo. Deveríamos passar pela porteira e subir a ladeira. Panorama estava a uns vinte minutos de pé – falou a dona da casa. Meu pai é do tipo que não se satisfaz com pouca conversa, mesmo que não venha à circunstância. Indagou a Marizete – assim que ela se chamava – se ela conhecia o Bosco, lá de Panorama. Ela respondeu que conhecia quase ninguém. Tinha chegado com marido e cinco filhos ali, na última “panha” do café, e ficaram pra cuidar do gado. A “gastura” já me vinha. “Vamos embora, pai?”. Queria chegar logo no nosso destino. Pra mim, aquele carro empoeirado, aquela estrada de chão, aquela erma vastidão, era-me um mundo estrangeiro. Tomamos o rumo indicado, sem não antes ter que espantar uma vaca que, preguiçosamente, deixava sua obra em forma de um estrume mole, no rústico caminho. Estava certo. A casa do Bosco era ornada por uma antena parabólica apontando para o morro onde se via um retalho de mata, salpicada de prateadas imbaúbas. Também era ladeada por um grande quintal de terra batida, que chamam de terreiro, com uma mangueira de altura descomunal. Ao barulho do motor do carro saiu uma mulher de meia idade. “É aqui que mora o Bosco?” – perguntou meu pai. “É, mas ele não está em casa não” – respondeu a mulher. Meu pai puxou conversa, esticou conversa, desfiou uma lista de gente da qual ela sabia de todos e de alguns que até já haviam morrido. Aos mortos, sempre um espanto do meu velho: “Não me diga?”. A prosa produziu alegria. A mulher lembrou-se de tudo. Ela era filha do Altoé e se casara com o Bosco. Meu pai disse que o mundo era pequeno. Eu pensei: “Rio Bananal é pequeno”. A senhora Amélia convidou-nos para almoço. Agradecemos. Tínhamos pouco tempo. Tínhamos que passar na sede do município para resolver uma “papelada”. “Mas um café vocês vão tomar!” – instou a generosa senhora. Um queijo curado num prato, noutro um verde (ela disse que era verde, mas era muito branquinho) e uma broa que derretia na boca, junto aos goles de café de sabor bom, que meu paladar desconhecia. No meio da animada prosa, ouvi um pio de japira. De japira sabia que fazia um ninho de galhinhos e ciscos, numa forma de coador de café. Já fazia muitos anos que Romildo, um menino “encapetado” da minha escola primária, tomou um golpe de ponta de guarda-chuvas, por ter zombado do afro cabelo da menina Gilcéia. “Ninho de Japira, ninho de japira, ninho de japira!” E o guarda-chuvas pontudo fez brotar sangue do cangote do besta. Pedi licença, queria ver a japira. Dona Amélia disse que a ave fizera o ninho na mangueira, ali no terreiro, que fosse lá que veria. Perscrutei galho a galho da alta árvore e, realmente, estava lá, muito mais bela que o cabelo do Romildo, que não era ninho de japira. Retornando, estava a senhora mostrando o álbum de fotografias da família a meu pai. Uma bela filha, numa beca de formatura – “É a minha filha mais nova. Formou-se há dois anos e é chefe da enfermaria do hospital aqui do Bananal.” Noutra foto gente paramentada de casamento. Uma noiva divina. Era a filha mais velha, casada há cinco anos. Guardou aquele álbum e retornou, um tanto triste, com duas fotos de um rapaz. Um rapaz de físico bem formado, talvez um metro e oitenta, por aí. Bochechas rosadas em derredor de um par de raros olhos azuis. Com a voz cinzelada de nítido sofrimento, disse-nos que aquele era o Renzo, seu filho caçula. Há dois meses, vindo de uma festa à noite, pilotando uma moto, perdera a vida. Lá no asfalto, ladeado de eucaliptos, um pouquinho antes de entrar na estrada para Panorama. Era o morto da cruz branca. Desde então, as cruzes de beira de estrada me dizem muita coisa. Mas não fico triste. Elas me dizem: "não corra Joel, não morra Joel". E soa como conselho de mãe. ♫ American Pie - Madonna (Don McLean) 20 de setembro de 2007</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (JOEL)</itunes:author><itunes:summary>"Não precisa correr tanto; o que tiver de ser seu às mãos lhe há de ir." — Machado de Assis Já havíamos percorrido mais de légua. Não poderia estar errado. O homem que, com a foice em punhos, limpava o pasto à beira do asfalto, havia dito com todas as letras da sua simplicidade, que a entrada para Panorama era a primeira após a reluzente cruz branca, postada à beira do asfalto, que é ladeado de eucaliptos. Resolvemos parar e olhar toda aquela vastidão de grota. As taboas reverberavam à espetacular luz das dez horas, marcando verdejante o caminho do Córrego Bley. O pasto, em setembro, é seco. Eram morros e morros estorricados. O gado se ajuntava a pastar o resto de verde na baixada onde havia uma porteira. Um casebre de aspecto secular, de estuque, telhado encardido, encravado entre uma portentosa jaqueira e uma vistosa touceira de bambus, dava pista de humanos, brotando uma rala fumaça branca da chaminé. Falei: “pai – vamos perguntar lá, se a gente está mesmo a caminho de Panorama”. “Ô de casa, ô de casa” – gritei. Saiu uma mulher com uma menina de uns quatro anos, grudada ao seu flanco esquerdo, segurada a um braço só. Meu velho deu bom dia. Eu disse olá. Solícita, disse que estávamos no caminho certo. Deveríamos passar pela porteira e subir a ladeira. Panorama estava a uns vinte minutos de pé – falou a dona da casa. Meu pai é do tipo que não se satisfaz com pouca conversa, mesmo que não venha à circunstância. Indagou a Marizete – assim que ela se chamava – se ela conhecia o Bosco, lá de Panorama. Ela respondeu que conhecia quase ninguém. Tinha chegado com marido e cinco filhos ali, na última “panha” do café, e ficaram pra cuidar do gado. A “gastura” já me vinha. “Vamos embora, pai?”. Queria chegar logo no nosso destino. Pra mim, aquele carro empoeirado, aquela estrada de chão, aquela erma vastidão, era-me um mundo estrangeiro. Tomamos o rumo indicado, sem não antes ter que espantar uma vaca que, preguiçosamente, deixava sua obra em forma de um estrume mole, no rústico caminho. Estava certo. A casa do Bosco era ornada por uma antena parabólica apontando para o morro onde se via um retalho de mata, salpicada de prateadas imbaúbas. Também era ladeada por um grande quintal de terra batida, que chamam de terreiro, com uma mangueira de altura descomunal. Ao barulho do motor do carro saiu uma mulher de meia idade. “É aqui que mora o Bosco?” – perguntou meu pai. “É, mas ele não está em casa não” – respondeu a mulher. Meu pai puxou conversa, esticou conversa, desfiou uma lista de gente da qual ela sabia de todos e de alguns que até já haviam morrido. Aos mortos, sempre um espanto do meu velho: “Não me diga?”. A prosa produziu alegria. A mulher lembrou-se de tudo. Ela era filha do Altoé e se casara com o Bosco. Meu pai disse que o mundo era pequeno. Eu pensei: “Rio Bananal é pequeno”. A senhora Amélia convidou-nos para almoço. Agradecemos. Tínhamos pouco tempo. Tínhamos que passar na sede do município para resolver uma “papelada”. “Mas um café vocês vão tomar!” – instou a generosa senhora. Um queijo curado num prato, noutro um verde (ela disse que era verde, mas era muito branquinho) e uma broa que derretia na boca, junto aos goles de café de sabor bom, que meu paladar desconhecia. No meio da animada prosa, ouvi um pio de japira. De japira sabia que fazia um ninho de galhinhos e ciscos, numa forma de coador de café. Já fazia muitos anos que Romildo, um menino “encapetado” da minha escola primária, tomou um golpe de ponta de guarda-chuvas, por ter zombado do afro cabelo da menina Gilcéia. “Ninho de Japira, ninho de japira, ninho de japira!” E o guarda-chuvas pontudo fez brotar sangue do cangote do besta. Pedi licença, queria ver a japira. Dona Amélia disse que a ave fizera o ninho na mangueira, ali no terreiro, que fosse lá que veria. Perscrutei galho a galho da alta árvore e, realmente, estava lá, muito mais bela que o cabelo do Romildo, que não era ninho de japira. Retornando, estava a senhora mostrando o álbum de fotografias da família a meu pai. Uma bela filha, numa beca de formatura – “É a minha filha mais nova. Formou-se há dois anos e é chefe da enfermaria do hospital aqui do Bananal.” Noutra foto gente paramentada de casamento. Uma noiva divina. Era a filha mais velha, casada há cinco anos. Guardou aquele álbum e retornou, um tanto triste, com duas fotos de um rapaz. Um rapaz de físico bem formado, talvez um metro e oitenta, por aí. Bochechas rosadas em derredor de um par de raros olhos azuis. Com a voz cinzelada de nítido sofrimento, disse-nos que aquele era o Renzo, seu filho caçula. Há dois meses, vindo de uma festa à noite, pilotando uma moto, perdera a vida. Lá no asfalto, ladeado de eucaliptos, um pouquinho antes de entrar na estrada para Panorama. Era o morto da cruz branca. Desde então, as cruzes de beira de estrada me dizem muita coisa. Mas não fico triste. Elas me dizem: "não corra Joel, não morra Joel". E soa como conselho de mãe. ♫ American Pie - Madonna (Don McLean) 20 de setembro de 2007</itunes:summary><itunes:keywords>acidentes, contos, crônicas, mães, Rio Bananal</itunes:keywords></item><item><title>Um ano inglês em revista</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2008/03/um-ano-ingls-em-revista.html</link><category>1966</category><category>futebol</category><category>Inglaterra</category><category>passado</category><category>revista cruzeiro</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Mon, 16 Jan 2012 22:20:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-4975633868940095869</guid><description>&lt;article style="max-width: 800px; margin: 0 auto; font-family: 'Georgia', serif; color: #333; line-height: 1.8; padding: 20px; font-size: 1.2rem;"&gt;

  &lt;!-- Imagem de Destaque --&gt;
  &lt;header style="margin-bottom: 30px; text-align: center;"&gt;
    &lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh7vG7vNlC5iiM5bCAeebq7JKElyQ5G7ZfcuVrqfhDnwVT9axmTQ7lFC-PfYS9RQNS8AqOW0b00AbNm-P0CHGOMy0VGnziOWkB1DtNgLlCfmp9aDfXtg2hi6y1c4KRFNyT57kjC/s1600-h/AlanBall08_468x363.jpg"&gt;
      &lt;img 
        src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh7vG7vNlC5iiM5bCAeebq7JKElyQ5G7ZfcuVrqfhDnwVT9axmTQ7lFC-PfYS9RQNS8AqOW0b00AbNm-P0CHGOMy0VGnziOWkB1DtNgLlCfmp9aDfXtg2hi6y1c4KRFNyT57kjC/s320/AlanBall08_468x363.jpg" 
        alt="Copa de 1966" 
        style="max-width: 100%; height: auto; border-radius: 4px; box-shadow: 0 2px 8px rgba(0,0,0,0.1);"
      &gt;
    &lt;/a&gt;
    &lt;blockquote style="font-style: italic; color: #555; border-left: 4px solid #660000; padding-left: 15px; margin: 20px 0; text-align: left; font-size: 1.1rem;"&gt;
      "Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo..." 
      &lt;footer style="font-size: 0.9rem; margin-top: 5px;"&gt;— Carlos Drummond de Andrade&lt;/footer&gt;
    &lt;/blockquote&gt;
  &lt;/header&gt;

  &lt;!-- Conteúdo Principal --&gt;
  &lt;section style="text-align: justify;"&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;span style="color: #660000; font-weight: bold;"&gt;Viveríamos muito mais ainda.&lt;/span&gt; Nasceríamos muitos ainda. Não, não seria nesse ano de nosso senhor Jesus Cristo que nosso planetinha azul sucumbiria à verve catastrófica dos profetas travestidos de astrônomos. O asteróide Ícaro passaria ao largo da Terra sem mover um grão de areia da nossa insignificante moradia sideral. Viveríamos mais para sonhar com a conquista da lua, tão misteriosa, tão imaculada de humanos. 
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Continuaríamos ilesos, avante na nossa ventura de futebol, política, amores, horrores e outras patacoadas. Não haveria perigos iminentes. As informações que temos é que este Ícaro não é mesmo de nada. Mesmo que viesse em direção à terra, não nos faria mal algum, a não ser que caísse certinho nas nossas cabeças duras. Não havia motivos de preocupação, estaríamos ilesos para promovermos as nossas guerras e incharmos os nossos egos com exercício da nossa moral decadente.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      O alívio de âmbito mundial não tem o mesmo tamanho para nós brasileiros. Não estamos mais no topo do mundo. O nosso sonho acabou em ano inglês. O Tri está perdido. O sonho do terceiro campeonato mundial escapou diante da nossa presunção - também pudera, depois de duas conquistas consecutivas, era impossível controlar o otimismo. O otimismo deixou os nossos dirigentes do futebol imprudentes a ponto de afastarem da chefia da delegação o Paulo Machado de Carvalho, que havia enquadrado o nosso escrete para as consecutivas vitórias de 58 e 62. O "Marechal da Vitória" sabia muito bem que no futebol destes tempos não havia mais espaço para amadorismos. Perdemos. A seleção canarinho não era mais como na nossa crença, imbatível. Sucumbimos diante de Euzébio e do resto da turma do Oto Glória.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Não andem em 1966 a procurar alegria na cara no pré-carnaval do Rio de Janeiro. A tristeza é bem maior que a de Pierrô. Fortes chuvas castigam a cidade causando enormes danos à população – petição de miséria - O Rio agora tem chuvas de trevas. Os becos e avenidas estão cheios de lamas e esperanças perdidas. Cogita-se de não se fazer o carnaval este ano. A força das tempestades chegou a destruir os barracões e quadras de várias Escolas. 
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      A calamidade arrancou o ânimo de se brincar o carnaval. Mas como neste país o carnaval sempre venceu, ninguém jurou se matar. O carnaval deve suavizar a dor e o samba do jovem compositor Paulo César Faria, conhecido pelos amigos como Paulinho da Viola ecoou "Era no tempo dos Reis" na avenida. Era o décimo-oitavo título da Portela. Quem disse que não teria samba? No Brasil surge também nas cinzas.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Nesse tempo a candidatura de Costa e Silva marcha inabalável ante ao espocar das bombas e da crescente perplexidade dos espectadores. Para o candidato da ARENA, ao Brasil do momento só cabe um processo político: aquele que ele chama de revolução – que pune com cassações os oposicionistas do regime com a fleuma de quem é dono da verdade. O marechal de sangue alemão só vê o bem nisso tudo. A vida não está em flor. Vai ao longe a química da ternura.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Na distante Inglaterra é dia de grande jogo de futebol. O estádio de Wembley está completamente tomado. A rainha Elizabeth II, toda soberana e inglesa chegou no exato momento em que se deu o início do &lt;em&gt;“kickoff”&lt;/em&gt;. Era a final da VIII Copa do Mundo. A imprensa inglesa forjara um clima emocional nada desportivo para aquela decisão do esporte bretão. Todos os detalhes para fazer do “English team” vencedor não foram menosprezados. Filmes da última grande guerra foram exibidos pela televisão - Alemanha contra o mundo. O escrete de Beckenbauer passou a ser visto como uma divisão do exército nazista.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Foi aquele sábado inglês o tempo em que a soberana britânica e seus súditos suportaram mal e disfarçadamente a angústia. Foi memorável aquele dia em que se passaram os noventa minutos regulares numa igualdade de dois tentos no placar e os trinta da prorrogação com dois gols discutíveis: no primeiro, um chute de Hurst, a bola bate no travessão e é rebatida de cabeça pelo zagueiro alemão - foi gol no grito, a bola não ultrapassou a linha. 
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Os jornalistas bem postados próximos ao lance não botavam a mão no fogo em favor dos ingleses – não houve opinião fora do campo que concordasse com o árbitro soviético Tofik Bakhramov. No segundo, tecnicamente, não deveria ser considerado, é que a gurizada e adultos também, ludibriando o policiamento, invadiram o campo no momento em que o quarto gol fora assinalado. Pois passados os cento e vinte minutos, os ingleses tornaram-se os soberanos no mundo da bola e a rainha voltou a sorrir ao entregar a taça Jules Rimet a Bobby Moore, o capitão do &lt;em&gt;english team&lt;/em&gt;. Bob também volta a sorrir ao erguer a taça na celebração do maior sonho inglês – a conquista do primeiro campeonato mundial da história de seu futebol.
    &lt;/p&gt;

    &lt;p&gt;
      Ler a edição tão antiga, amarelada, encardida da Revista Cruzeiro parece mesmo um mergulho no túnel do tempo. Eu ainda nascerei para atirar longe esta Cruzeiro de 66, e correr rápido para salvar, talvez a última das sete vidas do filhote de gato que Luíza, minha sobrinha de um ano e meio, carrega pelo pescoço, para atirar pela varanda do terceiro andar aqui do prédio. Agora, além disso não há nada para preocupar. Afinal, talvez nem esteja ainda pra nascer ingleses que nos tirem o reinado no futebol mundial.
    &lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;

  &lt;!-- Rodapé com Vídeo e Música --&gt;
  &lt;footer style="margin-top: 40px; border-top: 1px solid #eee; padding-top: 20px;"&gt;
    &lt;div style="text-align: center; margin-bottom: 25px;"&gt;
      &lt;div style="position: relative; padding-bottom: 56.25%; height: 0; overflow: hidden; max-width: 100%; background: #000; border-radius: 8px;"&gt;
        &lt;iframe 
          style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; border: 0;"
          src="https://www.youtube.com/embed/qhZULM69DIw" 
          title="Final Copa 1966" 
          allowfullscreen&gt;
        &lt;/iframe&gt;
      &lt;/div&gt;
      &lt;p style="font-size: 0.9rem; color: #660000; margin-top: 10px;"&gt;
        &lt;strong&gt;◘ Vídeo:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=103498436441892971" style="color: #000099; text-decoration: none;"&gt;World Cup Final 1966 in Colour&lt;/a&gt;
      &lt;/p&gt;
    &lt;/div&gt;

    &lt;div style="background: #f9f9f9; padding: 15px; border-radius: 8px; border-left: 5px solid #000099;"&gt;
      &lt;span style="color: #990000; font-size: 1.3rem;"&gt;♪&lt;/span&gt; 
      &lt;span style="color: #660000; font-weight: bold;"&gt;Música que se ouvia muito em 66:&lt;/span&gt; 
      &lt;a href="http://www.kboing.com.br/script/radioonline/radio/player.php?musica=100101&amp;op=1" style="color: #000099; font-style: italic; text-decoration: none;"&gt;"California Dreamin'" - The Mamas &amp; the Papas&lt;/a&gt;
    &lt;/div&gt;
  &lt;/footer&gt;

&lt;/article&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh7vG7vNlC5iiM5bCAeebq7JKElyQ5G7ZfcuVrqfhDnwVT9axmTQ7lFC-PfYS9RQNS8AqOW0b00AbNm-P0CHGOMy0VGnziOWkB1DtNgLlCfmp9aDfXtg2hi6y1c4KRFNyT57kjC/s72-c/AlanBall08_468x363.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></item><item><title>Considerações sobre a boçalidade</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2012/01/consideracoes-sobre-bocalidade.html</link><category>boçalidade</category><category>contos</category><category>crônicas</category><category>humanidade</category><category>prosa</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Tue, 10 Jan 2012 12:00:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-5859802785300108196</guid><description>&lt;span style="font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito". (Albert Einstein, físico alemão que desenvolveu a Teoria da Relatividade, 1879-1955).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtF5yrdjeCRdVY8XtH49jpyHGTIX1_52pAH2j4u0dkHiwsgLoWqAlG5Z6ocpXpM-SLtc3WH9F8TY5i-cMFAc4lvicZ1w_NDpWFRsF8KXkBuGA9agwoYvxLoeVEDNtMf4XnpBWe/s1600-h/B%C3%83%C2%81RBARIE+DOS+HOMENS.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124557016911388354" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtF5yrdjeCRdVY8XtH49jpyHGTIX1_52pAH2j4u0dkHiwsgLoWqAlG5Z6ocpXpM-SLtc3WH9F8TY5i-cMFAc4lvicZ1w_NDpWFRsF8KXkBuGA9agwoYvxLoeVEDNtMf4XnpBWe/s400/B%C3%81RBARIE+DOS+HOMENS.jpg" style="display: block; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: 130%;"&gt;Noite tépida, noite de sem ventos,&lt;/span&gt; de sem expectativas, semana passada. Um morno jogava na nossa cara o verão colatinense de lascar, ainda em outubro. Vontade de tragar um chope, ou uns chopes – sabe, daqueles. Duas ligações no celular para tirar o deserto de estar só na noite e também para que a bebida, que deveria ser prodigamente gelada, fosse acompanhada de amena prosa. 20h30, como combinado, estávamos lá.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;Eu não tenho muita certeza a respeito disso, como também não tenho certeza a respeito de nada, mas os atendentes, em qualquer bar aqui nesta cidade, parecem fazer corpo mole para os clientes. Parecem desinteressados, ensimesmados, caras de broas. Olham-nos, quando muito, com a desimportância que se faz para o número zero à esquerda. Às vezes jogam um "boa noite" à mesa, como fazem com o cardápio – soltam, deixam cair, à bangu. Não era bem isso que eu percebia em outras cidades – Não, não estou fazendo críticas gratuitas. Também não estou fazendo críticas a soldo ou a gorjetas, e tampouco estou embriagado. É que a verdade nem sempre se põe em vestes elegantes, apesar de seu conteúdo ser sempre melhor que a mentira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DP e SG são meus amigos de muitas histórias, também de muitos dias e de tantas outras noites de barzinhos. Comunhão. Com SG não comungava da mesma paixão clubista, e como o mar não estava para almirante, melhor era arrumar logo um assunto atraente, que esvaziasse qualquer menção a Vasco ou Flamengo. Falar de gente. Nada mais atraente do que falar de gente, embora nem sempre elegante. E havia muitos divórcios iminentes e comentáveis. De A a Z, se quisesse. Havia tantos casamentos falidos que se arrastavam entre quatro paredes. Tantos casamentos que se abafavam em árida solidão. Mas é muito fácil falar de gente em dores emocionais, difícil é estender a mão, difícil é olhar para os outros sem a obliteração das trevas do egoísmo. Difícil é sentir a extensão da dor do outro...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Servi-lhes, então, – sem não antes molhar a palavra com voluptuoso trago – de uma notícia que de certo estaria bem como aperitivo para os ouvidos e para o coração. Contei que lera sobre uma pesquisa que dava conta que a espécie humana atingiria seu apogeu por volta do ano 3.000, e não era uma pesquisa de butiquim, fora feita pelo centro de estudos da evolução da London School of Economics, sob encomenda para o canal Bravo, da TV britânica - Diante da boa receptividade ao assunto, continuei após mais um trago – Na alvorada do próximo milênio, os seres humanos terão entre 1,80 m e 2,10 m de altura, viverão 120 anos, serão belos, esbeltos, morenos e – informação que não poderia faltar numa pesquisa encomendada por um canal masculino – os homens terão pênis maiores. Os seios das mulheres também se beneficiarão – SG interpelou dizendo que 1,86 m já tinha - Então lhe disse que no caso dele, no futuro, considerando proporcionalmente, teria os dois e dez de altura - agora quanto a outras medidas máximas, talvez não fosse se beneficiar. Ele riu um pouco e disse que eu estava bebendo muito rápido, que iria pedir ao garçom para cortar a bebida. Então eu é que ri muito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DP manteve-se tocado por um silêncio circunspeto por tempo de mais uma garrafa e meia - silêncio que lhe valeu, depois que desvendei o motivo – mais admiração e orgulho por sua amizade. Para tirá-lo daquela calada absoluta, indaguei, sem não buscar o auxílio do humor: "conversa que você não conhece melhor calar, DP?"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele contou que pensava nessa idéia da evolução física realmente fascinante. Mas também tinha lido que a humanidade dera um salto longo em termos de tecnologia, em ínfimo tempo. O homem, se considerássemos o vastíssimo tempo de existência de vida no planeta, poderia-se dizer que havíamos descidos das árvores e saído das selvas há poucas horas. Que o homem ainda trazia em si a selvageria e o descontrole de um bicho. De um bicho que aliava sua inteligência a desejos que ele mesmo criava – o homem criava fomes que os bichos de verdade não sentiam. O homem hoje é uma besta que tem sob seus dedos da mão, botões que se clicar, poderia destruir o mundo... Por fim, um tanto desolado, concluiu com a pergunta "Será que mil anos seriam suficientes para que, além de dotar a humanidade de físico maravilhoso, libertá-lo de tanta boçalidade?".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vai saber! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;Não havia muito a brindar naquela noite. Não havia muito a comemorar, a não ser a amizade, e isso já era bastante. Estava bem, pelo menos ali e naquele instante, ninguém nos havia servido &lt;a href="http://oglobo.globo.com/economia/mat/2007/10/22/315721725.asp"&gt;leite longa vida adulterado &lt;/a&gt;com substâncias químicas perigosas, ou colocado uma boca de fogo, ou trabuco, como queiram, na nossa cara e dito: "quietinhos aí seus filósofos de boteco de merdas, é um assalto, vocês perderam".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-size: 180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-size: 180%;"&gt;♪ &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Em tempos em que a Polícia recrudesce até com a própria polícia, a poesia musical do The Police:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #351c75; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;; font-size: 85%;"&gt;&amp;nbsp;The Police - Every Breath You Take&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="allowfullscreen" frameborder="0" height="285" src="https://www.youtube.com/embed/J9iPmZSWR50" width="380"&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;span style="color: #351c75; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
10 de jan de 2012
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;

&lt;script async="" src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js"&gt;&lt;/script&gt;
&lt;!-- RETANGULO-RESPONSIVO --&gt;
&lt;ins class="adsbygoogle" data-ad-client="ca-pub-9459008050642150" data-ad-slot="2250653325" style="display: inline-block; height: 280px; width: 336px;"&gt;&lt;/ins&gt;
&lt;script&gt;
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});
&lt;/script&gt;

&lt;/center&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtF5yrdjeCRdVY8XtH49jpyHGTIX1_52pAH2j4u0dkHiwsgLoWqAlG5Z6ocpXpM-SLtc3WH9F8TY5i-cMFAc4lvicZ1w_NDpWFRsF8KXkBuGA9agwoYvxLoeVEDNtMf4XnpBWe/s72-c/B%C3%81RBARIE+DOS+HOMENS.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total></item><item><title>Uma noite sem canção para um homem lamentável.</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2007/04/uma-noite-sem-cano-para-um-homem.html</link><category>Antônio Maria</category><category>contos</category><category>Crônica</category><category>crônicas solidão</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Tue, 3 Jan 2012 23:20:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-5383085176592876829</guid><description>&lt;a href="http://br.search.yahoo.com/" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="153" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5098371510794452306" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7AsOQFlayqZWkaE6-f4Koq4c_P_v2HdaFbOD3x9YhAb3obKSu6xNLhqzGv38ihKbkluFeFx_-opKqqFrHFbJhARNkw21ZAiLoBHwkfidDvViAmzJju0UOLvNO2F5YpKU03hDR/s200/Solid%C3%A3o_mas_com_esperan%C3%A7a_de_mudar.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="200" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;a href="http://good-times.webshots.com/photo/2221938780097586426EtCgtL"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;helvetica neue&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Esta noite, ah esta noite, Antônio Maria...&lt;/span&gt; A carência é tanta e nem chuva há aqui para arrefecer a completa ausência dos deuses. O meu olhar para a cidade que brilha ao largo é um olhar de lamento, de apelo, de súplica e quase cego por uma turva tristeza. E, contrariamente do que se possa imaginar, é esta tristeza tão estéril e inútil, que sequer vem do desejo de gritar em público o nome de uma amada para sentir-me livre da ferida no peito. Sou um homem banal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é, Antônio Maria, a humanidade que precisa urgentemente de afeto e milagre – sou eu, este banal – que carece de uma canção. Já me bastaria ouvir de alguém dizer satisfeito em meio à multidão: “grande amigo, quanto tempo, senti saudades de você!” Mas estou à sombra do encantamento. Recordo você dizer que a única vantagem da solidão é poder ir ao banheiro de porta aberta, e que isto era muito pouco, para quem sequer tem a coragem de abrir a camisa e mostrar a ferida. Pois Antônio Maria, nem isso posso dizer. Talvez uma ferida no peito não me tornasse tão miserável, talvez uma ferida no peito para abrir a camisa e mostrar não me tornasse tão banal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também, ao menos hoje, não estou escrevendo para que alguém goste ou, ao menos, entenda. Escrevo, simplesmente, e isto me basta: cantar a minha solidão, uma opção piegas, igualmente pífia e sentimental, menos espalhafatosa, porém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem sabe venha um dia claro e na luz de suas primeiras horas haja um café aberto onde poderei apreciar uma boa média acompanhada de um pãozinho francês, ainda quente? E se ainda não tiver o leite e o pão, talvez o dono do estabelecimento me conheça – mesmo que por engano – me ofereça um vinho maduro, um vinho mítico, o melhor vinho que poderia haver em sua adega. E que eu tome com muito gosto em homenagem àquela alma boa. Que o vinho me faça ver, não mais garrafas vazias de bilhetes náufragos, mas gentes que saibam de gratidão, gentes que sejam interesseiras em amor e que haja mulheres que não sejam só a dos outros. E que na minha completa paciência ocorra o melhor dos encontros casuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso tudo porque às vezes, também me sinto muito só, pendurado a duas ou três lembranças que me fazem companhia, que eu gasto logo. Só que diferente de você, creio que amanhã aconteça alguma coisa de melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo que possa haver, Antônio Maria, não me cansarei nunca, enquanto eu tiver este coração.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;helvetica neue&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;helvetica neue&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Para o Cronista, jornalista, radialista esportivo Antônio Maria, 1921 – 1964. Diante de sua grandeza, a nossa singela homenagem.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;♫&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot;;"&gt;&lt;strong&gt;Música&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot;;"&gt;Não se esqueça de mim,&lt;span style="color: #3333ff;"&gt; Artista: Nana Caymmi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="225" src="//www.youtube.com/embed/merdOHEKGzA" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;/center&gt;
&lt;center&gt;

&lt;script async="" src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js"&gt;&lt;/script&gt;
&lt;!-- RETANGULO-RESPONSIVO --&gt;
&lt;ins class="adsbygoogle" data-ad-client="ca-pub-9459008050642150" data-ad-slot="2250653325" style="display: inline-block; height: 280px; width: 336px;"&gt;&lt;/ins&gt;
&lt;script&gt;
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});
&lt;/script&gt;

&lt;/center&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7AsOQFlayqZWkaE6-f4Koq4c_P_v2HdaFbOD3x9YhAb3obKSu6xNLhqzGv38ihKbkluFeFx_-opKqqFrHFbJhARNkw21ZAiLoBHwkfidDvViAmzJju0UOLvNO2F5YpKU03hDR/s72-c/Solid%C3%A3o_mas_com_esperan%C3%A7a_de_mudar.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">6</thr:total></item><item><title>Máscaras</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2006/01/mascaras.html</link><category>máscara</category><category>poema</category><category>Poesia</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Mon, 2 Jan 2012 07:00:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-113715363047667139</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;alavras são o quanto se quiser,&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhN1UzCStu2rNFjmJcQiRNG4fQXdyo4h2KsHHi6bL58MEL3j9thMtW2CuF3vDbrrtv_yRUw1C2ExVLYvPtX-7-UCp_mWRrPV2xwZEh3D3Ss2WkdmqGi6gAPnMOFa28l-1eIKA7q/s1600/m%C3%A1scara.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhN1UzCStu2rNFjmJcQiRNG4fQXdyo4h2KsHHi6bL58MEL3j9thMtW2CuF3vDbrrtv_yRUw1C2ExVLYvPtX-7-UCp_mWRrPV2xwZEh3D3Ss2WkdmqGi6gAPnMOFa28l-1eIKA7q/s1600/m%C3%A1scara.jpg" width="176" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Se diz de qualquer maneira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Às vezes se diz para não dizer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Achei fidalga uma pessoa de sorriso e descalça,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porque me disse boa sorte com os olhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bom dia, boa noite, parabéns, eu te amo, também se joga fora,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas Deus nunca morre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sempre se tem uma boa lembrança&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para quando se está cansado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em alguma rua, algum bar, alguma casa,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Haverá quem sinceramente fale de mãe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por vezes é difícil acordar,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A noite parece para sempre,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porque em teatro não se chora de verdade,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finge-se que está chorando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="169" src="https://www.youtube.com/embed/1-YtH2ETgnY" width="300"&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhN1UzCStu2rNFjmJcQiRNG4fQXdyo4h2KsHHi6bL58MEL3j9thMtW2CuF3vDbrrtv_yRUw1C2ExVLYvPtX-7-UCp_mWRrPV2xwZEh3D3Ss2WkdmqGi6gAPnMOFa28l-1eIKA7q/s72-c/m%C3%A1scara.jpg" width="72"/></item><item><title>A Dança das Pedras</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2011/12/a-danca-das-pedras.html</link><category>fado</category><category>metáforas</category><category>Poesia</category><category>saudade</category><category>tristonho</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Sat, 31 Dec 2011 22:26:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-451243431273394901</guid><description>&lt;span face="&amp;quot;roboto&amp;quot; , sans-serif , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot;" style="color: #333333; font-size: 20px;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;
&lt;span face="&amp;quot;roboto&amp;quot; , sans-serif , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot;" style="color: #333333; font-size: 20px;"&gt;
&lt;a href="http://photobucket.com/" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" border="0" height="131" src="https://i45.photobucket.com/albums/f62/joelrogerio/pensativo-1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;
&lt;span face="&amp;quot;roboto&amp;quot; , sans-serif , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot;"&gt;
&lt;div align="right" style="color: #333333; font-size: 20px;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="display: inline;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;"Eu sei que algum dia você terá uma linda vida, eu sei que você será uma estrela,&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;i&gt;No céu de um outro alguém, mas porque, porque, porque&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;i&gt;Não pode ser, não pode ser no meu?" &amp;nbsp; [Pearl Jam , na música &amp;nbsp;'Black"]&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;strong style="color: #333333; font-size: 20px;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify" style="color: #333333; font-size: 20px;"&gt;
&lt;strong style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 100%;"&gt;Celi, olhe em mim,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 100%;"&gt;
Veja o pesado céu plúmbeo:&lt;br /&gt;
Não vai chover.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;strong style="color: #333333; font-size: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;
Os &lt;/strong&gt;&lt;strong style="color: #333333; font-size: 20px;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 100%;"&gt;ventos alísios &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;; font-size: 20px;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 100%;"&gt;que meneiam os cabelos,&lt;br /&gt;
caprichosamente penteados deste amigo,&lt;br /&gt;
Conjugam trajédias e carnavais num mesmo tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Celi, o mundo acabará !&lt;br /&gt;
O &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 100%;"&gt;Rio Doce &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;; font-size: 20px;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 100%;"&gt;que corta nossa cidade quase ao meio,&lt;br /&gt;
Está de cortar os olhos ao meio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O céu é um quebra cabeças,&lt;br /&gt;
Ou um quebra corações ?&lt;br /&gt;
"Pro- réu"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Querem os bons companheiros&lt;br /&gt;
Aqui do &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 100%;"&gt;Espírito Santo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;; font-size: 20px;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 100%;"&gt;,&lt;br /&gt;
Com os quais dividimos ocasiões;&lt;br /&gt;
Ouvir-me como canções.&lt;br /&gt;
Quem sabe num domingo?&lt;br /&gt;
O diabo é surdo e mudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por enquanto,&lt;br /&gt;
Dentes quebrados.&lt;br /&gt;
Estórias no sótão.&lt;br /&gt;
Latitudes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O amor,&lt;br /&gt;
O amor não é real.&lt;br /&gt;
O amor não quer dizer seu nome,&lt;br /&gt;
Da mesma maneira que o sol&lt;br /&gt;
Que declina serenamente,&lt;br /&gt;
Num belo horizonte,&lt;br /&gt;
Prosperando no sentido das Minas Gerais.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;; font-size: 20px;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=9Nrt58bAXlM" target="_blank"&gt;Cássia Eller - Por enquanto&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-size: 20px;"&gt;&lt;b&gt;♪&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; font-size: 20px; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;
2 de out de 200&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;AnáliseLiterária:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;Este texto parece ser um poema, com uma estrutura livre, que combina imagens visuais, referências culturais e introspecções profundas para explorar temas de amor, tempo, perda e identidade. A linguagem é poética e metafórica, e o poema parece conter um tom subjacente de melancolia e desesperança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;O poema começa com um apelo a uma pessoa chamada Celi, pedindo-lhe que observe o estado do mundo à sua volta, descrito como cheio de tragédia e mudanças iminentes. O céu é descrito como "pesado" e "plúmbeo", sugerindo uma sensação de opressão ou desespero, enquanto o Rio Doce, um elemento da paisagem local, é descrito como "de cortar os olhos ao meio", sugerindo uma visão angustiante ou dolorosa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;A referência aos "ventos alísios" pode ser uma metáfora para as forças da mudança e do tempo, que podem ser tanto destrutivas quanto criativas, e o "carnaval" pode ser uma referência à alegria e festividade, em contraste com a "tragédia".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;O verso "Celi, o mundo acabará!" transmite um sentimento de finalidade e desespero, sugerindo uma sensação de desolação e perda. A menção do "quebra-cabeças" e do "quebra-corações" pode ser uma reflexão sobre a complexidade e a dor da vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;Há também uma referência ao "diabo", que é descrito como "surdo e mudo", talvez sugerindo a ideia de que há mal no mundo que é indiferente ou insensível ao sofrimento humano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;O poema termina com uma reflexão sobre o amor, que é descrito como "não é real" e "não quer dizer seu nome", sugerindo uma visão cínica ou desiludida do amor. No entanto, a imagem final do sol que "declina serenamente" é um contraponto mais calmo e pacífico a esta visão, sugerindo que ainda pode haver beleza e esperança em meio à desesperança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 20px;"&gt;Em geral, este poema é uma reflexão intensa e evocativa sobre a vida, a perda e o amor, usando a linguagem poética e as imagens visuais para explorar estas ideias complexas de uma maneira emocionalmente impactante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="&amp;quot;roboto&amp;quot; , sans-serif , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot;"&gt;&lt;center style="color: #333333; font-size: 20px;"&gt;&lt;ins class="adsbygoogle" data-ad-client="ca-pub-9459008050642150" data-ad-slot="2250653325" style="display: inline-block; height: 280px; width: 336px;"&gt;&lt;/ins&gt;
&lt;script&gt;
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});
&lt;/script&gt;

&lt;/center&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;


&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Insensato coração</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2011/03/insensato-coracao.html</link><category>amor</category><category>paixão</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Tue, 29 Mar 2011 19:33:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-3012883929072721907</guid><description>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdpVOuSIRqV3yDv0XXJEPstwfjQnD_bnYZcbg1mq4Lobn3WEgyiJCtdjjgqdpYvGEV-b11jGuCWhiHdzgxos4XmTOrmjVZzdUec3e5S4fKi4ryaCboKGBccPOIAAq2b4D5vITR/s1600/insensato-coracao.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdpVOuSIRqV3yDv0XXJEPstwfjQnD_bnYZcbg1mq4Lobn3WEgyiJCtdjjgqdpYvGEV-b11jGuCWhiHdzgxos4XmTOrmjVZzdUec3e5S4fKi4ryaCboKGBccPOIAAq2b4D5vITR/s320/insensato-coracao.jpg" width="246" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Arte:&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://www.red-wharf.com/john_smith.htm"&gt;John Smith&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;uem amo ri a felicidade&lt;br /&gt;
E isso quase me faz chorar&lt;br /&gt;
E minha Alma aparece nua&lt;br /&gt;
E isso quase me faz chorar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E nem sei bem que horas são para acordar cedo e ver uma nova cor&lt;br /&gt;
E se não acordar também pro céu vou&lt;br /&gt;
Porque meus olhos esticam para além da rua&lt;br /&gt;
E minha alma aparece nua&lt;br /&gt;
E isso quase me faz chorar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nem sei bem que horas são, porque quem amo ri a felicidade&lt;br /&gt;
e isso quase me faz chorar&lt;br /&gt;
E minha alma aparece nua&lt;br /&gt;
E isso quase me faz chorar.&lt;br /&gt;
Poque quem amo me ri em felicidade.&lt;br /&gt;
Ah, sou sem fome e nem de frio!&lt;br /&gt;
E minha alma é toda nua coberta de todo&lt;br /&gt;
Ah, me chame assim de criança como sou criança e nem sei ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Caetano Veloso - Nosso Estranho Amor&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="30" src="https://www.youtube.com/embed/zpWAiRBIlXk" title="YouTube video player" width="350"&gt;&lt;/iframe&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdpVOuSIRqV3yDv0XXJEPstwfjQnD_bnYZcbg1mq4Lobn3WEgyiJCtdjjgqdpYvGEV-b11jGuCWhiHdzgxos4XmTOrmjVZzdUec3e5S4fKi4ryaCboKGBccPOIAAq2b4D5vITR/s72-c/insensato-coracao.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">12</thr:total></item><item><title>Um homem qualquer</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2009/03/um-homem-qualquer.html</link><category>dores emocoionais</category><category>intimismo</category><category>sentimentos</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Tue, 17 Mar 2009 19:16:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-7569686546718427392</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-sRWPWWSi1MzwXMwx7DYveheTZ3B40Dh20mGpXisj6yExIk5AnbdWVHt7_bDMwetIb11mI49yDvRmwtVQtejpl58HdU9LCx8Ifse7tM6bED4SiK1njHEf7bpCt31S2PUvZiXD_Q/s1600/homem+longa+jornada.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-sRWPWWSi1MzwXMwx7DYveheTZ3B40Dh20mGpXisj6yExIk5AnbdWVHt7_bDMwetIb11mI49yDvRmwtVQtejpl58HdU9LCx8Ifse7tM6bED4SiK1njHEf7bpCt31S2PUvZiXD_Q/s320/homem+longa+jornada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;helvetica neue&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;"Felicidade se acha é em horinhas de descuido."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;helvetica neue&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Guimarães Rosa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt;O homem estava de olhos perdidos na tela do computador, viu que era preciso espairecer lá fora, por corredores e pátios afora. Saiu. O estupor de calor que sentiu quando deixou pra trás a sala refrigerada não arrefecia a espécie de dor que congelava a sua alma e quase o paralisava. Viu uns e outros e esboçava um sorriso obrigatório. Tudo pesava a medida de uma grande angústia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt;A mulher que cuidava de fazer limpeza do corredor – tudo indicava ser sua amiga – pediu-lhe um abraço. Abraçaram-se incomum. Ele se apertava às carnes fofas dela longamente. Falaram-se. Ela contou-lhe de câncer e de enterros e do fardo de doenças e falou também de gente impiedosa.  Ele foi ouvidos. Disse apenas que era a vontade de Deus. “Ele sabe o que faz”. Ela assentiu e agradeceu pelo abraço. Ele continuou pátio afora padecendo dos infortúnios do desamor, sentindo-se numa ilha distante e fria, mas bem nos trópicos, no coração do país. Viu ao longe o que pareceu uma garça voando alta e placenta rio abaixo, acima do ângulo de visão que seus olhos estiveram naquela tarde - era de uma brancura que ele pensara que nunca vira antes. Ele nem percebeu que no voo da garça havia um céu plúmbeo ao fundo. A garça voava num dia sem sol.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt;O Homem viu graça na sua dor emocional. Ele era um homem qualquer!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="color: #006699; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;tahoma&amp;quot; , &amp;quot;verdana&amp;quot; , sans-serif; font-size: 22px; font-weight: bold;"&gt;Radiohead - No Surprises&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot;; font-weight: bold;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="199" src="https://www.youtube.com/embed/u5CVsCnxyXg" width="250"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;center&gt;

&lt;script async="" src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js"&gt;&lt;/script&gt;
&lt;!-- RETANGULO-RESPONSIVO --&gt;
&lt;ins class="adsbygoogle" data-ad-client="ca-pub-9459008050642150" data-ad-slot="2250653325" style="display: inline-block; height: 280px; width: 336px;"&gt;&lt;/ins&gt;
&lt;script&gt;
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});
&lt;/script&gt;

&lt;/center&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-sRWPWWSi1MzwXMwx7DYveheTZ3B40Dh20mGpXisj6yExIk5AnbdWVHt7_bDMwetIb11mI49yDvRmwtVQtejpl58HdU9LCx8Ifse7tM6bED4SiK1njHEf7bpCt31S2PUvZiXD_Q/s72-c/homem+longa+jornada.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">15</thr:total></item><item><title>Walchemar vai muito bem, obrigado!</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2009/02/walchemar-vai-muito-bem-obrigado.html</link><category>acidente</category><category>alegria</category><category>humor</category><category>ridículo</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Sun, 8 Feb 2009 22:18:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-7181782210034222649</guid><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: -webkit-monospace; font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/joelrogerio/222245631/" title="Imagem065 by joelrogerio, on Flickr"&gt;&lt;img alt="Imagem065" height="180" src="http://farm1.static.flickr.com/75/222245631_8afacbb808_m.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;Walchemar 100%&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O bom humor é a única qualidade divina do homem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="aut" style="display: block; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 2px; padding-left: 35px; padding-right: 0px; padding-top: 2px; text-align: right;"&gt;&lt;a class="autor" href="http://www.pensador.info/autor/Arthur_Schopenhauer/" style="color: blue; padding-left: 5px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Arthur Schopenhauer&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #333333; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Sou assim mesmo,&lt;/span&gt; meio bobo, tipo perco o amigo mas não a piada. Também sou sujeito vexado por inteiro, talvez isso possa explicar tudo: meu contumaz &amp;nbsp;humor é para me blindar do ridículo. Isso mesmo, meto-me no invólucro da graça para proteger-me do projétil moral chamado rídico! E como sou ridículo! Assim agarro-me e aprecio coisas cômicas, amo gente com disposição de espírito para compreender que alegria não é sinônimo de vitória, e sim de viver. Viver é muito mais que vencer, é ou não é companheiro?&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #333333; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #333333; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Conheço um camaradinha show de gente que me ajudou a compreender um pouco disso. Último sábado o encontrei no caixa eletrônico do banco. Caramba, que alegria! Frases cheias de bom humor, dizia à namorada que eu era o cara e o tornara famoso e que eu tinha muito dinheiro!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #333333; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #333333; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Quem sou eu Walchemar, perto de você de alegrias que dinheiro nenhum paga? Esse menino que vi tantos tristes por ter sofrido um gravíssimo acidente - como diz a bíblia: andou no vale da sombra da morte. Mas tudo isso é passado, a alegria e o bom humor de Walchemar continuam, e que seja assim para sempre. Amém!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Verdana; font-size: 13px; font-weight: bold;"&gt;E que Deus me dê bom humor para esquecer que sou ridículo! Amém!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;Vídeo:&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IMLUF6Ljz7c" style="color: #398bce; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O sobrevivente (walchemar na época do acidente)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 85%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.mp3tube.net/musics/Legiao-Urbana-Vamos-Fazer-Um-Filme/57932/" target="_blank"&gt;Legião Urbana - Vamos Fazer Um Filme&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;object height="25" width="460"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Op_Mfhs86rg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Op_Mfhs86rg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="460" height="25"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://farm1.static.flickr.com/75/222245631_8afacbb808_t.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">9</thr:total></item><item><title>O cão do doutor Dhigo.</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2009/01/o-cao-do-doutor-dhigo.html</link><category>amizade</category><category>cachorro</category><category>causo</category><category>cão</category><category>Jardim da Penha</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Thu, 15 Jan 2009 13:31:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-8830705275281854539</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;
&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/83/231780321_294dd25de2_m.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="https://farm1.static.flickr.com/83/231780321_294dd25de2_m.jpg" style="display: block; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: center; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;; font-size: 13px; font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;; font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;A razão de eu amar tanto o meu cachorro é porque quando chego em casa ele é o único no mundo que me trata como seu fosse 'Os Beatles'."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;; font-size: 13px; font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt; &lt;/span&gt;(&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bill_Maher"&gt;Bill Maher&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O Doutor Dhigo abria-se em sonoras gargalhadas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, feito sanfona velha. “Pega Pretinho! Vai, pega ele! Come Pretinho! Come!”. E persistia na galhofa: “Rapaz, ele não pode ver o cheiro de fêmea. É isso, cheiro de fêmea, é por isso que ele te faz isso!” A vontade era de picar o pé naquele vira-latas – vira-latas é modo de dizer, o bicho é mesmo um poodle. Ele surgia ao ouvir o inaudível abrir do portão, feito um corisco, serelepe e vupit: Achava a minha perna. E cheio da saliência, entendia que fosse uma fêmea. Sei lá, talvez a perna fosse um fetiche sexual – coisa que gente também tem de sobra – há os que transam até com abóboras. Graças a Deus eu como abóboras sim, mas só no prato e cozida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perna gostosa a parte, teve um dia que o “dotô” levou o Pretinho ao veterinário. Estava um tufo ambulante – urgia uma tosa. Dhigo, meticuloso sempre, levou inclusive umas fotografias de diferentes tosas – substituiria a sempre tosa moderna, pelo estilo Leão. Feito. Porém o animal trouxera novo visual e uma profunda tristeza consigo. Parecia o fusquinha do casal de velhinhos da rua das jaqueiras – faróis baixos, lento, lento, lento... Não passava da segunda marcha. Falei “dotô o bicho quer uma feminha, é por isso que ele está deprimido”. Falei só por falar, mas achava mesmo que fosse o efeito da vacina. O dotô disse que não, e acariciando o bichinho, percebeu um ferimento – um rasgo de picotada de tesoura na anca – e era até grande para o tamanho do cachorro. Entristeceu-se muito o meu amigo Dhigo e mais ainda enraivou-se. Acho que fora a primeira vez que o vi possuído de raiva. Mas passou a ira e as tristezas do cão e do seu dono com o tempo – que é muito mais que doutor – é PhD para todos os males.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o doutor encontrou a grande paixão humana da sua vida (aliás, cabe dizer que só mais uma vez notei o dotô irritado – fora vítima, no fulgor da paixão, do monstro dos olhos verdes: o ciúme, conforme romanticamente epitetou esse sentimento, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%83%C2%BAme"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;strong&gt;Shakespeare&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;strong&gt;). Nas vicissitudes desse amor, o Dotô resolveu passar um final de semana prolongado em &lt;a href="http://pinfotos.abril.com.br/de/joel/fotos/e424dce5-0399-4a47-aa2b-50f723c5cbeb/mar-azul,-aracruz---es"&gt;Mar azul&lt;/a&gt;. Amigos são para o que der e vier. Assim tornei-me provisoriamente o babá da peste do cão. Centos de recomendações: Nada de carne ou qualquer alimento que não seja a ração prescrita, a quantidade dosada, distribuição em horários determinados, etcetera e tal. No começo tudo bem, depois o bicho amuou, até os bifinhos suculentos ele enjeitava. Esquadrinhei cada centímetro quadrado do pêlo e tudo não pareceu melhor, pois não encontrei sequer uma pulga, que diverte tanto os cães. Por fim, fiz uma coisa que nem sei por que estou contando aqui – já que até dos pensamentos risquei – ofereci minha perna. “Vai desgraçado, você não acha isso tudo de bom?”. E ele lá, indiferente fazendo pouco caso, como se aquilo não significasse coisa alguma pra ele. Como tivesse sido apenas um “casinho” furtivo e nada mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu bem sabia o que ele queria. Não era nada sexual, não era nada que pudesse forrar o seu estômago ou apetecer suas papilas gustativas. Havia fome no coração do bicho. Ele sentira em muito a falta do dotô Dhigo. No retorno do dotô, o dengoso pareceu estar sob efeito de psicônicos. Vi um show de alegria canina. Era a efusividade em forma de cão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O doutor, nubente, casa-se daqui a poucos dias. Já acertou o apartamento. Desconfio seriamente que apartamento não será uma boa para o Pretinho. Ele está acostumado a ficar solto num amplo quintal onde, vez por outra, abocanha um pardal ou uma rolinha distraída, às vezes se atém - reverente - ao longínquo som do trem da Vale, com a máquina ainda bem distante. Em ocasiões escapa ao abrir do portão e sai a ladrar, na tentativa insana - cabível somente a um cão - a acuar os carros que passam. No apê de Jardim da Penha não terá nada disso. Será prejudicada a sua vocação lúdica de viver. E além do mais – ao Pretinho – assim como a mim, apetece-lhe a sonoridade musical do trem, a trazer o minério das Minas Gerais para o &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vitoria.es.gov.br/negocios/investe6.htm"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;strong&gt;Porto de Tubarão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;strong&gt;. Vai ser dureza acostumar-lhe à barulheira dos aviões do aeroporto de Vitória, com rota de pousos atravessando baixo &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://i25.photobucket.com/albums/c78/brunpe/Reta20da20Penha20Geral.jpg"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;strong&gt;Jardim da Penha&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o dotô quiser, posso até ficar com o bicho. Idealizei um jeito de fazê-lo esquece-ser fácil, muito fácil do dono: Uma “feminha” bem fogosa – cheia do gás – como gosto de falar, e em dois tempos o Pretinho deixará de sentir saudades do Dhigo. Mas duvido que o dotô desista do Pretinho, dúvida reforçada depois de saber que numa escapolida do bicho, ao enfrentar um carro e se embolar debaixo do veículo, o dotô imaginando o pior, deu a prantear-se até perceber que o animal saíra ileso da ofensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem sabe? E tolo é quem está cheio das certezas. O dotô não deixa de ser, do ponto de vista científico, um animal – um bicho agora casado. Pois diante da força do amor alvitre do instinto, o que restar e não acrescentar poderá ser abolido, poderá ser extinto. E morreu Maria com gosto!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;center&gt;
&lt;ins class="adsbygoogle" data-ad-client="ca-pub-9459008050642150" data-ad-slot="2250653325" style="display: inline-block; height: 280px; width: 336px;"&gt;&lt;/ins&gt;
&lt;script&gt;
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});
&lt;/script&gt;

&lt;/center&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">7</thr:total></item><item><title>Os assanhados</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2007/04/os-assanhados.html</link><category>assanhados</category><category>contos</category><category>Crônica</category><category>crônicas</category><category>moral da história</category><category>sátira</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Tue, 13 Jan 2009 12:10:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-1274477460989753952</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirTZ8Qj0muNBxNfKp3fwbb0O_C-OfoJhbGuLmvFZJU-UFZeQxXhQCohhh3dC9Dt2SBQDuJmDk6K0XyODnGGYwgSgmZKws6WuyP5fWS_qvkNkH5MH-IzTVi-P_3TWz990-QnYU7/s1600-h/e+esta-1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056271118691166914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirTZ8Qj0muNBxNfKp3fwbb0O_C-OfoJhbGuLmvFZJU-UFZeQxXhQCohhh3dC9Dt2SBQDuJmDk6K0XyODnGGYwgSgmZKws6WuyP5fWS_qvkNkH5MH-IzTVi-P_3TWz990-QnYU7/s200/e+esta-1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O casal resolvera não ter mais filhos&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#333333;"&gt;A coisa estava apertada, o homem dava duro para mal-mal botar comida na boca da filharada – contingenciavam o incontingengiável. O mais velho já estava na faixa dos sete anos, o caçulinha - de peito - ainda faltavam meses para um ano. E havia ainda mais três. Do jeito que a coisa andava bem – de um certo ponto de vista – logo, logo, teriam um time de futebol em casa. O marido bolinava a dona patroa toda noite, e até de dia nos dias de folga, e ela não se dava por rogada: Fazia hora extra e elogiava o patrão. Sobrava disposição e o “malandrão vivia em atividade”, ou como já ouvi dizer por aí, “todo dia havia afogamento de ganso naquela casa”. (É necessário aqui explicar que é apenas uma expressão para designar, popularmente, um ato sexual – Vai que dirão que estou fazendo apologia a crueldades contra animais?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuraram o doutor Olide, homem de mãos boas, mãos grandes. Cuidava da saúde da mulher e do marido. Esse era o seu lema: “Médico que é médico com o coração cuida da família por completo". Daí que fazia, inclusive, o exame do toque nos homens, que mesmo a malgrado se satisfaziam com a argumentação do doutor, de que aquilo era apenas um toque que poderia salvar as suas vidas”. “O toque da saúde” – assim eram as suas palavras. Diziam alguns, os do deboche, que aquele toque era de ver estrelas. Metade da cidade tinha posto a cara no mundo por suas mãos. Muitas crianças até tinham o nome Olide, em homenagem ao “dotô”. Era a presteza em pessoa e especialista em pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ia doer nada, acalmou o médico - seria por via baixa. Dito e feito. Ligadura pronta e porteiras abertas. Maravilha! Exame de próstata feito. Nada de maravilha, mas deixa estar, a saúde em primeiro lugar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que a vida não é simples clichê. A vida é uma caixinha lotada de surpresas até na borda. Poucos meses e muitos calamengaus depois, a patroa começou a se preocupar pela menstruação que não vinha. Enjoada – não era possível. E ela que se gabava por ser reguladinha como um relógio suíço. Besta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou passar um tempo para se certificar do que desconfiava. Fez exame e não deu outra: Embuchamento! Bebê na mosca! Marido virou o diabo quando soube. Xingou até santo. Estava um perrengue danado botar comida dentro de casa pra sete bocas e agora mais uma? “Aquele dotô me paga!”. Pois não é que chegou na Santa Casa, feito um bicho feroz, cheio da coragem, destas que não se compram em farmácia ou gôndola de supermercado, com um “berro” em punhos – que não se sabe onde arranjara – abrindo eito em meio a paramédicos e outros tantos que entupiam o hospital. Encontrou o doutor Olide, que já percebido do motivo do alvoroço, batia em retirada. “Corre não, seu dotô de meia tigela que não serve nem pra capar porco!” Foram três tiros bem nas nádegas do médico em berros de pára com isso homem, pelo amor de Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu cadeia, pouco tempo, mas deu cadeia. Era tido como homem respeitoso, de muito suor, sem antecedência de crimes, sem constância de cachaçada. Seu único deleite era estar com a mulher. A justiça considerou e amainou a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas graças de Deus o menino nasceu e cresceu com muita saúde, apesar da carência material da família. Alan Diego está com dezesseis, é bonitão e educado. Joga um futebol fácil. Não é firuleiro enganador não! É Craque de verdade! Já está de contrato com um grande clube e já falam em Europa. Longe de casa, sente falta do tempero da comida da mamãe e do pôr-do-sol, tão bonito na sua terra natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus escreve certo por linhas tortas, mas atenção redobrada em quem é entortador de linhas. É por isso que não carecia de ter dó do Doutor Olide. Ele está no terceiro mandato de prefeito e emprega a parentada toda. Só de filhos – mais de quinze – frutos do casamento e de muitas poucas-vergonhas extraconjugais. Todos são bem remunerados pelo erário público. Dizem que a “nepotada” encheria o campo de futebol do estádio que ele mandou construir na cidade que nem time de futebol tem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: A vida é por vezes muito gozada! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 0, 0); font-family: 'times new roman'; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt; &lt;a target="_blank" href="http://www.mp3tube.net/musics/Paralamas-do-Sucesso-Romance-Ideal/5067/"&gt;Paralamas do Sucesso - Romance Ideal&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=7,0,0,0" width="260" height="60" id="mp3tube" align="middle" border="0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=65bb606f45db6248e16aa4c006e12527"&gt;&lt;param name="quality" value="High"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;param name="menu" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=65bb606f45db6248e16aa4c006e12527" quality="High" width="260" height="60" name="mp3tube" align="middle" allowscriptaccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirTZ8Qj0muNBxNfKp3fwbb0O_C-OfoJhbGuLmvFZJU-UFZeQxXhQCohhh3dC9Dt2SBQDuJmDk6K0XyODnGGYwgSgmZKws6WuyP5fWS_qvkNkH5MH-IzTVi-P_3TWz990-QnYU7/s72-c/e+esta-1.JPG" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>Cinco desejos para 2009</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2008/12/cinco-desejos-para-2009.html</link><category>2009</category><category>ano novo</category><category>desejos</category><category>sonhos</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Sun, 28 Dec 2008 14:09:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-3061430756202928820</guid><description>&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifBth6sPRJngBB03aPj6He9qX0Lk9rMuaNeb4H_hZD9VNIQSlJGoBNYMQNyVay9r7B1x35vtI1q342rg_kQmNqOyTLTkQyz28QxGpJEEnrNOc9ENPqC3XbT3IGJA43Y9L6iu4o/s1600-h/Cinco+desejos+para+2009.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifBth6sPRJngBB03aPj6He9qX0Lk9rMuaNeb4H_hZD9VNIQSlJGoBNYMQNyVay9r7B1x35vtI1q342rg_kQmNqOyTLTkQyz28QxGpJEEnrNOc9ENPqC3XbT3IGJA43Y9L6iu4o/s320/Cinco+desejos+para+2009.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284885040580761538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;De Sérgio tenho saudades&lt;/span&gt;. Pôxa, era o amigo que eu trazia no peito e a tira-colo, lá na Faculdade. Quanto tempo faz! Danado de inteligente, o Sérgio. As ótimas notas nas provas, a disposição daquele garoto em vazar noite estudando, as suas piadas para quase &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;tudo – sempre pertinentes e espirituosas – e a alegria que ele demonstrava com aqueles olhos de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight:bold"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Mickey Olhos Azuis?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Como diz a letra da velha canção da MPB:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; “&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Só quem toma um sonho como sua forma de viver pode desvendar o segredo de ser feliz”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; Pois o meu amigo Linharense me vendia sonhos, vendia é jeito de dizer, Sérgio me ofertava com gratuidade sonhos de ser alguém, de ser sucesso – feliz eu já estava. Eu sempre acreditei que o meu amigo, num futuro que é hoje, seria uma dessas pessoas que se vê na Tevê, a dar entrevistas sobre assuntos controversos, ou talvez se tornasse um magistrado respeitadíssimo, apesar de vê-lo mais ainda como um grande empresário – ele demonstrava uma queda, um “up”, por empreendimentos na iniciativa privado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Graduamos-nos e Sérgio sumiu no mundo. Num encontro casual que tive com o irmão de meu venerável amigo, que é conselheiro do tribunal de contas do Estado, soube que Sérgio se tornara pai e caminhoneiro, havia comprado três caminhões e pensava em aumentar a frota.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Pense aí você, meu estimado leitor, qual foi o meu sentimento? Acredite-me que, à distância temporal e espacial, tornei-me mais adepto daquele “cara” estudioso, ex-bancário do Banestes e campeão de caratê.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Sérgio havia dito quase como confissão certa vez, que queria mesmo era ser um caminhoneiro, um empresário do transporte. É pura verdade, falou isso mesmo! E também, num dia qualquer dos anos noventa – e eu nunca mais nesta vida, que desejo longa e feliz - esquecerei disso: Sérgio me disse que tivesse muito cuidado com meus sonhos. Quando a gente sonha um sonho intenso, o sonho vira realidade – filosofava ele. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Para ser sincero tenho tido poucos sonhos ultimamente, talvez nem tenha tido sonhos de verdade. Sonhos mesmo são aqueles que em todo dia e noite também, moram no nosso coração. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Pois minhas preclaras &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;a href="http://blogs.abril.com.br/cronicasdojoel/perfil?userid=437ac4dd-7e92-4fd3-beac-9aac0680be97"&gt;Lêda&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; e&lt;a href="http://beijofui.wordpress.com/about/"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;a href="http://beijofui.wordpress.com/about/"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;a href="http://beijofui.wordpress.com/about/"&gt;Andrea Dip&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;, quero dizê-las muito obrigado, por pedir para listar cinco desejos para o ano 2009. Olha &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;a href="http://blogs.abril.com.br/cronicasdojoel/perfil?userid=437ac4dd-7e92-4fd3-beac-9aac0680be97"&gt;Lêda&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;, c&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;apricharei na minha listinha,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;começando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; a desejar ter mais sonhos, pois ter mais sonhos está no topo da minha lista; em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;segundo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; lugar quero continuar crescendo profissionalmente; outra coisa: quero aprender a escrever belos textos, para quem sabe, poder publicá-los num livro – e este livro deverá ter a arte da capa da &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;a href="http://www.naipedesign.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Naipe Design&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;; outra: quero trocar o meu carro por um Corolla 2009; e para findar a lista, desejo aqui do meu coração sem fundo, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;a href="http://blogs.abril.com.br/cronicasdojoel/perfil?userid=437ac4dd-7e92-4fd3-beac-9aac0680be97"&gt;Lêda&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;a href="http://blogs.abril.com.br/cronicasdojoel/perfil?userid=437ac4dd-7e92-4fd3-beac-9aac0680be97"&gt; &lt;/a&gt;e&lt;a href="http://beijofui.wordpress.com/"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;a href="http://beijofui.wordpress.com/about/"&gt;Andrea Dip&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;que os seus desejos se realizem, que os desejos do meu amigo Sérgio se realizem, que todos os genuínos desejos dos amigos que têm afeto por mim se concretizem no ano que já vai nascer. Só uma recomendação: Muito cuidado com o que vocês sonham, sonhos verdadeiros se tornam realidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;a target="_blank" href="http://www.mp3tube.net/musics/Roupa-Nova-Nos-bailes-da-vida/199660/"&gt;Roupa Nova - Nos bailes da vida&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=7,0,0,0" width="260" height="60" id="mp3tube" align="middle" border="0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=dbc7947db80a95aff18c5d8e26a653e4"&gt;&lt;param name="quality" value="High"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;param name="menu" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=dbc7947db80a95aff18c5d8e26a653e4" quality="High" width="260" height="60" name="mp3tube" align="middle" allowscriptaccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifBth6sPRJngBB03aPj6He9qX0Lk9rMuaNeb4H_hZD9VNIQSlJGoBNYMQNyVay9r7B1x35vtI1q342rg_kQmNqOyTLTkQyz28QxGpJEEnrNOc9ENPqC3XbT3IGJA43Y9L6iu4o/s72-c/Cinco+desejos+para+2009.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>Revéillon retrô.</title><link>http://cronicasdojoel.blogspot.com/2008/12/reveillon-retro.html</link><category>amor</category><category>amores</category><category>crônicas</category><category>reflexão</category><category>retrô</category><category>Revéillon</category><author>noreply@blogger.com (JOEL)</author><pubDate>Thu, 25 Dec 2008 21:13:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-18931180.post-116595054018058628</guid><description>&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUyqfXysiBxhPIzWD8nT3X3LAgfNebp9-Jwwn_W7mo8CVDDhFDfnvx-rF1d3_AGAX3nBpv-rUtHf3cKBVabtzu_oIkI6TQLYSmustKS-jZOgVornwgAyows0mmz8ZDB2-CGQya/s1600-h/reveillon.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152569079338180546" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUyqfXysiBxhPIzWD8nT3X3LAgfNebp9-Jwwn_W7mo8CVDDhFDfnvx-rF1d3_AGAX3nBpv-rUtHf3cKBVabtzu_oIkI6TQLYSmustKS-jZOgVornwgAyows0mmz8ZDB2-CGQya/s200/reveillon.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;em&gt;"Tudo que eu entendo, entendo apenas por causa do que eu amo".&lt;/em&gt;&lt;a href="http://pt.wikiquote.org/wiki/Leon_Tolstoi" title="Leon Tolstoi"&gt;Leon Tolstoi&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-size: 130%;"&gt;A cueca vermelha era pra chamar amor.&lt;/span&gt; Nos outros anos foi branca, passou em branco...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;Dinheiro nem tanto, mas naquele ano novo que brotava eu queria ser servido de amor.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;A contagem regressiva, comecei às 19. Estava vestido da bendita cueca vermelha. 19, 20, 21, 22, 23, Zero hora! O firmamento brilhava aos bordões com o espocar dos fogos. Que zoeira! Fui à beira da praia tomada de gente, pulei as sete ondas que pareciam intermináveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha pressa, já era ano novinho em folha. Fui à fila de um pai de santo. Quis ouvir o que ele fava pro fulano da minha frente, parecia que ele falava baixinho de propósito para eu não ouvir. Na minha vez ele voltou a falar normal. Disse que o ano anterior tinha sido muito arrastado pra mim. O que tinha sentido. Mas neste ano novo tudo iria ser diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano pareceu todo carnaval. Tantos beijos, tantos “eu te amo” que não duravam um mês. Promessas de água abaixo. O coração transformou-se num &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.saudeanimal.com.br/quati.htm"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;quati&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt; velho, de tantos arranhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só depois de um punhado de anos que descobri que de amor não se é servido, amor se serve, e generosamente!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;
&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;strong&gt;¤&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;ABBA&lt;/span&gt; - H&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;; font-size: 85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=7qCRQqOz63s"&gt;appy New Year&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="285" src="https://www.youtube.com/embed/3Uo0JAUWijM" width="380"&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;span style="color: #3333ff; font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot;; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;center&gt;

&lt;script async="" src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js"&gt;&lt;/script&gt;
&lt;!-- RETANGULO-RESPONSIVO --&gt;
&lt;ins class="adsbygoogle" data-ad-client="ca-pub-9459008050642150" data-ad-slot="2250653325" style="display: inline-block; height: 280px; width: 336px;"&gt;&lt;/ins&gt;
&lt;script&gt;
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});
&lt;/script&gt;

&lt;/center&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUyqfXysiBxhPIzWD8nT3X3LAgfNebp9-Jwwn_W7mo8CVDDhFDfnvx-rF1d3_AGAX3nBpv-rUtHf3cKBVabtzu_oIkI6TQLYSmustKS-jZOgVornwgAyows0mmz8ZDB2-CGQya/s72-c/reveillon.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">9</thr:total></item></channel></rss>