<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-7823123175662652773</atom:id><lastBuildDate>Tue, 04 Aug 2026 08:48:34 +0000</lastBuildDate><category>Oportunidades de tecnologia</category><category>Notícias</category><category>cursos gratuitos</category><category>Tecnologia</category><category>Fitness</category><category>Educação financeira</category><category>Empreendedorismo</category><category>esportes</category><title>Tecnologia dev-ink</title><description></description><link>https://www.dev-inksites.com.br/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Fabiana lima)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2326</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7823123175662652773.post-5407139333113632349</guid><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 08:48:34 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-04T01:48:34.051-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Oportunidades de tecnologia</category><title>Na Rio Innovation Week, tecnologia vira agenda de negócios com painéis sobre IA, tokenização e cibersegurança</title><description>&lt;p&gt;&lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A Rio Innovation Week volta ao calendário de inovação com foco em tecnologias que estão deixando de ser “experimentos” para se tornarem projetos com orçamento, governança e impacto comercial. O evento começa hoje e vai até o próximo dia 7 de agosto, no Píer Mauá, com programação organizada em múltiplos ambientes e trilhas.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O evento vem se consolidando no calendário de inovação do Brasil e funciona como termômetro de investimento e contratação, concentrando discussões sobre como implementar tecnologia com segurança, como financiar inovação e como reduzir incertezas regulatórias e operacionais — fatores que definem retorno.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;No cenário atual, o debate sobre inovação no Brasil ganhou um componente adicional: além de velocidade, cresce a exigência por confiabilidade e compliance. Em paralelo, o mercado financeiro vem incorporando temas como IA aplicada, tokenização e cibersegurança em suas agendas de produto e infraestrutura. Não por acaso, a ANBIMA anunciou participação com programação dedicada no contexto da RIW, destacando a importância de aproximar o setor financeiro das discussões que moldam a economia digital.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para o ecossistema, isso sinaliza uma mudança de fase: a tecnologia deixa de ser apenas uma promessa de eficiência e passa a ser tratada como camada estratégica. Seja em fintechs, indústria, logística ou serviços, os mesmos temas atravessam decisões sobre como automatizar sem perder controle, como usar dados com segurança e como estruturar cadeias de valor conectadas a mercados e financiamento.&lt;/p&gt;



&lt;h2 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;O que observar nos painéis&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Há três implicações econômicas imediatas para quem acompanha o evento.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;strong&gt;1) IA deixa o laboratório e entra no orçamento&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br&gt;&lt;/strong&gt; Painéis focados em aplicação e governança tendem a influenciar o “custo de fazer” tecnologia: elevam exigência por qualidade de dados, auditoria e controle de risco operacional. Na prática, isso pode acelerar adoção em setores que conseguem desenhar casos de uso com métricas claras — e reduzir adoção onde a maturidade é insuficiente.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;strong&gt;2) Tokenização e infraestrutura financeira como caminho de escalabilidade&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br&gt;&lt;/strong&gt; Quando iniciativas sobre tokenização entram em agendas ligadas ao mercado de capitais, o debate migra para liquidez, padronização e eficiência de processos — variáveis que, para empresas, podem afetar prazos de captação e custos de operação.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;strong&gt;3) Cibersegurança como requisito para novos produtos&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br&gt;&lt;/strong&gt; Com empresas conectando canais, sistemas e ecossistemas (incluindo IA), a superfície de ataque aumenta. A tendência é que segurança deixe de ser “projeto de TI” e vire pré-condição para lançar soluções, mantendo continuidade de negócios e reputação.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Um público sempre presente nas edições da RIW são os investidores, sempre buscando trazer ao radar quais apostas estão mais próximas de monetização e quais estão sendo tratadas com maior seriedade técnica e regulatória.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;E para executivos, a lição é pragmática: o ganho competitivo vem da combinação entre tecnologia, governança e execução.&lt;/p&gt;



&lt;h2 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Para quem quer transformar conversa em investimento&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A RIW entrou em cartaz na Cidade Maravilhosa e uma pergunta que está no ar é: “o que muda no mundo real?”. Os painéis mais úteis para negócios tendem a ser os que traduzem tecnologia em processos, métricas, prazos e governança, e não apenas em visão. Para investidores, a recomendação prática é observar sinais de maturidade: parcerias, validação de casos de uso e integração entre inovação e risco.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Nos próximos dias do evento, o acompanhamento deve privilegiar os temas que conectam tecnologia a decisões financeiras e operacionais — exatamente onde se formam projetos com potencial de escala.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/na-rio-innovation-week-tecnologia-vira-agenda-de-negocios-com-paineis-sobre-ia-tokenizacao-e-ciberseguranca/&quot;&gt;Na Rio Innovation Week, tecnologia vira agenda de negócios com painéis sobre IA, tokenização e cibersegurança&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/startupi/&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O contexto atual é bem conhecido de todos, com um elevado custo do capital, o que tem levado startups tecnológicas a passar a contar mais com duas fontes para financiar ciclos de P&amp;amp;D: linhas públicas (crédito e subvenção econômica) geridas por agências de fomento e capital corporativo por meio de Corporate Venture Capital (CVC). E a junção desses dois fenômenos está transformando o ecossistema, diminuindo a dependência única de investimentos caros em &lt;em&gt;equity&lt;/em&gt;, aumentando a previsibilidade para as rodadas &lt;em&gt;Seed &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Série A &lt;/em&gt;e, acima de tudo, acelerando a atenção das empresas para aquisições e parcerias com startups, especialmente quando a liquidez do mercado de capitais é restrita.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A relevância disso para os negócios parece clara, com a inovação financiada por essas modalidades geralmente exigindo uma forte capacidade de integração comercial (&lt;em&gt;go-to-market&lt;/em&gt;), acelerando processos de fusões e aquisições (M&amp;amp;A) e mudando a forma como os investidores avaliam o risco e o retorno, levando em conta aspectos como governança, tração e capacidade de execução.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;strong&gt;Subvenção e crédito retornam ao foco do financiamento da inovação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;No que diz respeito ao Estado, a Finep gerencia ferramentas como a subvenção econômica, que libera recursos para ações de P&amp;amp;D e inovação sem que haja a obrigação de devolução ao órgão que os concedeu. A própria Finep explica que o programa de subvenção visa aumentar as atividades de inovação e a competitividade das empresas.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;No crédito, o BNDES possui linhas direcionadas à inovação, como o Crédito Inovação Direto (Finem), que possibilita o financiamento de etapas do plano de investimento e, em alguns casos, do capital de giro vinculado aos projetos financiados.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Há também indícios de ampliação orçamentária e condições em programas relacionados à inovação: uma reportagem da Agência Estado (via UOL) informa que o orçamento de um programa do BNDES para 2026 foi elevado para R$ 12 bilhões, com expectativas de taxas a partir de 5,75% ao ano (MPE) e 6,88% ao ano (grandes empresas), além de um volume significativo de aprovações entre 2023 e 2025 para inovação.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Este conjunto de fatores é o que torna o financiamento público mais atraente durante um período de aumento das taxas de juros: ele transfere parte do “custo do capital” para instrumentos com desenho de política industrial/inovação, em vez de depender integralmente de captações a valuation pressionado.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;strong&gt;Por que CVC se expande quando capital próprio se torna caro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O CVC atua como um elo entre os recursos financeiros da corporação e a busca por inovações, tanto incrementais quanto disruptivas. Em períodos de juros elevados, a lógica se torna quase contábil: à medida que o custo de capital aumenta (o que resulta em um maior desconto nas avaliações de futuros), e considerando que o custo da dívida também exerce uma pressão significativa, os CVCs (Corporate Venture Capitals) tendem a se destacar de três maneiras:&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8211; Sinergia estratégica: o corporativo não busca somente lucro, mas também tecnologia e novas fontes de receita.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8211; Rapidez: CVCs têm a capacidade de tomar decisões mais ágeis em comparação com as estruturas tradicionais.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8211; Opção de M&amp;amp;A: em vez de contar com saídas através de IPOs ou aquisições de forma generalista, a empresa corporativa cria uma “fila” de ativos para aquisições quando o mercado abre.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Em relatórios internacionais, a CB Insights indica que, apesar de uma diminuição geral nas transações, as rodadas seed/angel e Série A permanecem bastante resistentes; a teoria é que os investidores as consideram um “refúgio” durante janelas de saída tardias que são mais desafiadoras.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Consultas realizadas pela empresa já apontam uma leitura de CVCs de que há uma concentração de capital em rodadas maiores, o que sugere uma seleção mais rigorosa do mercado, favorecendo negócios que já demonstraram tração e boa governança.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;strong&gt;Do edital ao cheque—e o impacto na liquidez, risco e governança&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Quando a subvenção/crédito caminha lado a lado com a CVC, o perfil de risco do portfólio se transforma. Para as startups, logo, é comum estender o prazo para P&amp;amp;D antes de solicitar mais participação. Além disso, as empresas buscam minimizar ou adiar a diluição, além de elevar a probabilidade de uma rodada com “tese” clara para o corporativo e métricas auditáveis para o regulador/financiador.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para as empresas tradicionais, o efeito micro-macro se manifesta no custo de oportunidade: ao invés de aguardar um “momento ideal” de mercado para inovar, elas adquirem tempo e vantagem competitiva através de participações acionárias e colaborações. Para os investidores, a atenção se desloca de “quanto financia” para “quem financia, com qual governança” e “em que etapa do ciclo de vida”.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;strong&gt;Análise da Sinergia prossegue&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O ciclo atual tende a reforçar uma divisão pragmática do trabalho: agências de fomento sustentam pesquisa e desenvolvimento, viabilizando sua execução; CVC acelera a tração comercial e facilita a integração. A questão para 2026-2027 é se essa sinergia vai continuar a diminuir o risco de financiamento sem aumentar o risco de execução (projetos que não se alinham ao mercado) ou de governança (em termos de conformidade no uso dos recursos e dos critérios de decisão corporativa).&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A lição que o mercado terá que tirar é continuar observando a capacidade de execução, a estrutura de financiamento fase a fase e os sinais de interesse corporativo em fusões e aquisições quando a liquidez convencional diminuir.&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;* Por Lígia Lopes&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A biometria facial se consolidou como símbolo da digitalização do sistema financeiro brasileiro. A abertura de contas ficou mais rápida, a experiência do usuário melhorou e as exigências de identificação passaram a ser atendidas de forma prática. O problema é que eficiência operacional não significa, necessariamente, proteção contra fraudes.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Existe hoje um paradoxo no onboarding financeiro: a tecnologia mais associada à conformidade regulatória não é, necessariamente, a mais eficaz para identificar riscos. Segundo análises da Serasa Experian, 56% das fraudes detectadas no mercado financeiro brasileiro são identificadas por inconsistências cadastrais, como informações incompatíveis de renda, endereço ou histórico financeiro. São sinais que uma selfie simplesmente não captura.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A biometria facial responde a uma pergunta importante: a pessoa é quem diz ser? Ela verifica a correspondência entre rosto e documento, detecta tentativas básicas de fraude e confirma a presença de um usuário real. Mas, o desafio atual do setor financeiro vai além da autenticação da identidade.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Grande parte das fraudes contemporâneas ocorre com documentos legítimos, CPFs válidos e identidades reais. O problema está no contexto. É nesse espaço que surgem inconsistências que revelam riscos ocultos, mas que permanecem invisíveis para sistemas focados apenas na validação biométrica.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O cenário se torna ainda mais desafiador diante da evolução tecnológica. O avanço das ferramentas de inteligência artificial generativa ampliou significativamente a sofisticação dos ataques digitais. Deep fakes e outras técnicas de manipulação de imagem reduzem a eficácia de sistemas tradicionais de verificação, exigindo abordagens mais robustas.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Ao mesmo tempo, o ambiente regulatório também está mudando. As novas resoluções publicadas pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional em 2025 reforçam a necessidade de cruzamento de informações e consultas a bases externas durante os processos de onboarding. Na prática, isso representa um reconhecimento de que a validação biométrica, sozinha, não é suficiente para sustentar os níveis de segurança exigidos pelo mercado atual.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Nesse contexto, ganha força o conceito de cadastro inteligente. A proposta não é substituir a biometria facial, mas integrá-la a outras camadas de análise capazes de gerar uma visão mais ampla do cliente. O Open Finance desempenha papel central nessa transformação. Com autorização do usuário, instituições podem acessar dados financeiros que permitem confrontar informações declaradas com comportamentos efetivamente observados. Renda, padrão de consumo, histórico de movimentações e relacionamento com outras instituições passam a compor uma avaliação muito mais consistente.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Outra frente relevante é a biometria comportamental, que analisa padrões de navegação, digitação e interação digital para construir perfis dinâmicos de comportamento. Diferentemente de uma fotografia estática, esses sinais evoluem continuamente e oferecem novas possibilidades de identificação de anomalias e tentativas de fraude.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A principal mudança, porém, é estratégica. Historicamente, o onboarding foi tratado como uma etapa burocrática necessária para cumprir exigências regulatórias. O cadastro inteligente propõe uma lógica diferente: transformar o primeiro contato do cliente com a instituição em uma fonte contínua de conhecimento.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Em vez de encerrar o processo com a confirmação de uma identidade, o onboarding passa a iniciar a construção de um modelo capaz de apoiar decisões futuras de crédito, prevenção a fraudes, personalização de ofertas e gestão de relacionamento. No cenário financeiro atual, conhecer o cliente tornou-se tão importante quanto identificá-lo. E essa diferença pode determinar quais instituições estarão preparadas para competir em um mercado cada vez mais orientado por dados.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;*&lt;em&gt;Lígia Lopes é CEO da Teros&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/cadastro-inteligente-por-que-o-onboarding-financeiro-precisa-evoluir-alem-da-selfie/&quot;&gt;Cadastro inteligente: por que o onboarding financeiro precisa evoluir além da selfie&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/assinatura-de-artigos/&quot;&gt;Convidado Especial&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O mais maduro ecossistema de startups brasileiro está catalisando a transição do venture capital clássico para instrumentos de dívida estruturada, como CRIs, debêntures incentivadas e FIDCs, num movimento reforçado pelo alto custo do capital e pela aversão a rodadas que diluem participação acionária.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Ao invés de vender participação acionária em um cenário de valuations em baixa, agtechs e cleantechs têm buscado financiamento que se vincule à futura geração de caixa e a recebíveis, uma opção que mantém o controle acionário e se alinha mais aos projetos que demandam grande infraestrutura.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A mudança vai além do financeiro; é o mercado mais maduro que se demonstra. Conforme noticiado no setor, startups que já têm negócios mais sólidos começaram a optar por financiamento via dívida para evitar down rounds, e o mercado de capitais está se tornando uma fonte cada vez mais significativa de financiamento para o ecossistema, especialmente através de FIDCs e títulos incentivados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Isso se aplica de maneira particular a agtechs e cleantechs, onde, geralmente, as startups precisam investir significativamente em ativos físicos, aumentar suas operações e começar a gerar receita a partir de contratos recorrentes.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Em um cenário de altas taxas de juros, a dívida toma o lugar do equity&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;É possível notar uma forte tendência ao analisar a precificação desses papéis. De acordo com relatórios de mercado mencionados por corretoras de análise, em 2026 os CRIs, CRAs e debêntures incentivadas ofereceram retornos típicos de 7% a 8% acima da inflação, em um cenário de Selic alta e uma curva de juros reais pressionada. Em outra pesquisa, as emissões isentas de IR chegaram a ser negociadas com prêmios equivalentes a IPCA + 7,5% ao ano em janeiro, oferecendo um retorno líquido competitivo para o investidor individual.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para a empresa que emite, esse custo pode ser inferior ao custo implícito de perder a participação em uma rodada tardia de venture capital, especialmente se o crescimento já for bastante previsível. A tese oferece ao investidor proteção contra a inflação, isenção fiscal em certos instrumentos e lastro em ativos ou recebíveis, o que torna mais claro o apelo das operações estruturadas.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;O mercado de capitais se tornou a principal fonte de financiamento&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Os dados do ecossistema são úteis para entender a inflexão. No ano de 2025, reportagens que se basearam em dados da Sling Hub indicaram que as cinco maiores captações do ecossistema de startups brasileiro foram organizadas através de FIDCs, e não por meio de rodadas de equity; dos US$ 4,5 bilhões captados ao longo do ano, US$ 2,4 bilhões foram levantados por FIDCs, enquanto US$ 1,7 bilhão veio de equity. No primeiro trimestre de 2024, as startups já haviam captado 40% a mais, sendo que quase a metade desse montante era em forma de dívida. Em outra perspectiva latino-americana, o mercado revelou que uma parte significativa do novo capital já está sendo investida através de instrumentos de crédito, e não apenas em ações.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Esse movimento explica em parte por que a profissionalização financeira do setor passou a ser uma prioridade. Ao invés de contar unicamente com capital de venture capital, startups de growth passaram a criar estruturas semelhantes às de empresas que já estão listadas ou que têm um histórico de mercado, utilizando garantias, recebíveis e covenants para obter financiamento em maior escala.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;O que se altera para as agtechs e cleantechs&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Em se tratando de agtechs e cleantechs, a dívida estruturada é uma solução que resolve duas questões: financia ativos que demoram para gerar retorno e evita a diluição de participação quando o valuation pode não ser favorável. No que se refere a infraestrutura, transição energética, irrigação, logística, processamento ou bioinsumos, a previsibilidade em contratos e recebíveis permite a estruturação de CRIs, debêntures incentivadas e FIDCs, desde que existam governanças, históricos operacionais e capacidade de pagamento da dívida.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Contudo, a disciplina ainda é essencial quando se trata de precificação. Se a operação atual tiver sido montada com um spread real elevado — algo condizente com o mercado de 2026, quando ainda são frequentes os papéis de infraestrutura e crédito incentivado que pagam prêmios superiores a IPCA + 6% e até IPCA + 7% —, a argumentação só se mantém se a empresa for capaz de transformar o capital levantado em crescimento que traga retornos superiores ao custo do financiamento.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Análise de mercado&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A série de captações por meio de dívidas indica que o ecossistema deixou de ver o crédito privado como uma alternativa temporária e começou a utilizá-lo como uma ferramenta estratégica para o crescimento. Para investidores de mercado, isso diversifica as opções de risco e retorno; para os fundadores, diminui a necessidade de capital próprio caro; e para o setor de inovação, sugere uma mudança de venture capital tradicional para um modelo híbrido, onde o capital de risco e o mercado de capitais coexistem em diferentes etapas do ciclo.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Ainda assim, a linha entre um financiamento eficiente e uma alavancagem excessiva continua sendo bastante fina. À medida que a dependência de dívida aumenta em um cenário de juros reais elevados, torna-se cada vez mais crucial ter um forte caixa operacional, boa governança e uma previsibilidade nos negócios. &lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;É exatamente esse critério que costuma diferenciar as startups que conseguem crescer com um capital organizado daquelas que apenas substituem uma diluição imediata por um risco financeiro maior a médio prazo.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Seja &amp;#8216;clean&amp;#8221; ou seja &amp;#8220;ag&amp;#8221;, os números seguirão no foco do mercado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/startups-de-agtech-e-cleantech-trocam-equity-por-divida-para-financiar-expansao-em-alta-dos-juros/&quot;&gt;Startups de agtech e cleantech trocam equity por dívida para financiar expansão em alta dos juros&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/startupi/&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;em&gt;* Por Gerson Soares&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Em 2026, o marketing de conteúdo atingiu um ponto de inflexão silencioso. Nunca se produziu tanto, nunca se publicou com tanta frequência e nunca foi tão fácil escalar volume. Ainda assim, os resultados médios mostram outra direção. A crença dominante &amp;#8211; de que produzir mais gera crescimento &amp;#8211; começa a revelar suas limitações. Existe um limite invisível nessa equação, e ele não está no volume, mas no engajamento.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Nos últimos anos, vimos a consolidação de uma cultura orientada à produção contínua. Com a inteligência artificial reduzindo drasticamente o custo de criação e as plataformas premiando frequência, publicar deixou de ser um diferencial competitivo. Virou rotina. Ao mesmo tempo, a atenção humana não acompanhou esse crescimento. Ela continua limitada e cada vez mais disputada.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O resultado já é visível nos indicadores: queda de performance média, saturação e aumento do custo de atenção. Mais conteúdo não está gerando mais resultado. Em muitos casos, está reduzindo a eficiência da distribuição. O alcance não responde apenas ao volume, mas à capacidade do conteúdo de gerar reação. Sem engajamento, a entrega perde força e o conteúdo deixa de competir.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O ponto crítico é que produção deixou de ser o gargalo. Distribuição passou a ser. Em um ambiente onde todos conseguem produzir, vence quem consegue distribuir. Quem não tem estratégia de distribuição consistente transforma conteúdo em custo operacional. Quem tem, transforma conteúdo em ativo de aquisição, recorrência e construção de marca.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Essa dinâmica pode ser resumida em três variáveis: volume, engajamento e alcance. Volume é intensidade de produção. Engajamento é a resposta da audiência. Alcance é distribuição. Essas forças são interdependentes. Quando o volume cresce sem sustentação de engajamento, o alcance desacelera. E a eficiência da operação cai.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O mercado está aumentando o volume sem sustentação de engajamento. O resultado é previsível: queda de alcance, perda de eficiência e desgaste da audiência. Não é um problema de esforço. É um problema de calibração.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Grande parte das estratégias ainda confunde consistência com excesso. Escalar conteúdo ignorando sinais reais de engajamento é operar sem feedback. Volume não gera crescimento por si só. Ele amplifica o que já funciona ou acelera o que já não deveria estar sendo feito.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Na prática, isso muda a forma de operar. Engajamento deixa de ser métrica de vaidade e passa a ser critério de decisão. Volume deixa de ser meta isolada e passa a ser variável de ajuste. E distribuição deixa de ser etapa final para se tornar o eixo central da estratégia.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O próximo ciclo do marketing de conteúdo não será definido por quem produz mais, mas por quem consegue alinhar produção, engajamento e distribuição de forma eficiente. Escala, a partir de agora, não é intensidade, mas sim coordenação.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Portanto, estamos assumindo acima da capacidade de absorção da audiência. O problema não é falta de conteúdo. É excesso sem estratégia: acelerar sem sustentação.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;em&gt;* Gerson Soares é CEO e fundador da Autoclipper&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/a-ilusao-da-escala-no-marketing-de-conteudo/&quot;&gt;A ilusão da escala no marketing de conteúdo&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/assinatura-de-artigos/&quot;&gt;Convidado Especial&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O Brasil enfrenta um dilema financeiro que altera o futuro de inúmeras startups. Embora o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tenha cortado a taxa Selic três vezes em 2026 — passando de 15% para 14,25% ao ano —, o custo do capital ainda está alto o bastante para manter os gestores de venture capital (VC) em alerta. O mercado alcançou um total de US$ 15,9 bilhões em transações de fusões e aquisições (M&amp;amp;A) no primeiro trimestre de 2026, o que representa um aumento de 30% em comparação com o mesmo período de 2025, e é o melhor resultado para esse período desde 2021, de acordo com uma pesquisa da Seneca Evercore.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Em contrapartida, o venture capital brasileiro levantou US$ 428,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, um valor que ficou abaixo do que foi registrado no último trimestre de 2025 e também inferior ao primeiro trimestre do ano anterior, de acordo com o relatório Venture Pulse da KPMG Private Enterprise. A diferença entre os dois mundos não é por acaso: é a matemática do custo de oportunidade funcionando.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;O funcionamento: quando a renda fixa se torna uma competidora forte&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A taxa Selic é tanto um indicador quanto uma guia para a economia. A cada 45 dias, o Copom define essa taxa que afeta diretamente o custo do dinheiro para empresas, consumidores e, especialmente, para fundos de investimento. Com a Selic a 14,25% ao ano, um investidor institucional consegue, com bastante folga, obter retornos reais acima da inflação apenas investindo em títulos públicos ou CDBs de grandes bancos — risco bem menor do que aportar em uma startup early-stage.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Esse fenômeno, chamado de custo de oportunidade, muda a lógica de alocação de capital. Quando os juros estão baixos — como em 2020 e 2021, quando a Selic atingiu a mínima de 2% ao ano —, o excesso de capital disponível leva os investidores a buscar retornos em ativos mais arriscados, como startups. O resultado foi um aumento explosivo nas captações, colocando o ecossistema brasileiro no centro das atenções do mundo todo. Atualmente, a situação se inverteu: com o CDI proporcionando atratividade a curto e médio prazos, o capital de risco tornou-se menos relativo.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A mediana das previsões do mercado, conforme o Boletim Focus do Banco Central, indica que a Selic deve terminar 2026 em 12,25% ao ano e cair para 10,50% em 2027. Em outras palavras, mesmo que a taxa básica esteja em um ciclo de redução, ela deverá permanecer em dois dígitos por um período mais longo, o que continuará a tornar a renda fixa uma opção de investimento forte e competitiva.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Do micro ao macro: como isso altera valuations e estratégias&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A elevação da Selic não apenas diminui o interesse em novas captações de risco; ela também desconta o valor das startups já existentes. No modelo de avaliação por múltiplos de receita — que é bastante comum no venture capital —, o valor presente dos fluxos de caixa futuros diminui quando a taxa de desconto aumenta. De forma prática, uma startup que em 2021 tinha uma valuation de R$ 100 milhões pode, de forma matemática, valer bem menos hoje, mesmo tendo dobrado de faturamento, apenas por conta do juro de referência estar sete vezes maior.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Esse efeito de compressão de valuation favorece a realização de aquisições defensivas. Startups que, durante um período de juros baixos, poderiam facilmente garantir uma nova rodada de financiamento Series B ou Series C, agora enfrentam um cenário onde o mercado de capital de risco é mais exigente. Qual é a outra opção? Ser comprada por um concorrente maior, que tenha acesso a capital mais barato ou que queira agregar tecnologia ao seu portfólio sem arcar com os custos e riscos de um desenvolvimento próprio.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Os dados validam a afirmação. Em 2026, no primeiro trimestre, o Brasil viu 153 operações de M&amp;amp;A, sendo que o setor de tecnologia e SaaS foi responsável por aproximadamente 36% do volume total de transações. Os fintechs, por sua vez, cresceram quase 100% nas transações em 2025, impulsorados pela expansão de Itaú, Nubank e novos entrantes focados em IA para crédito.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O que se vê, portanto, é um padrão: empresas tradicionais do varejo, do agronegócio, do setor financeiro, entre outros, estão comprando startups de inteligência artificial para se digitalizar mais rápido. Como a &lt;strong&gt;Magazine Luiza&lt;/strong&gt;, que se reposicionou como uma plataforma digital ao adquirir empresas como a &lt;strong&gt;SmartHint &lt;/strong&gt;(IA para e-commerce) e a &lt;strong&gt;Movestax &lt;/strong&gt;(aceleração de software com IA generativa).&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;VC em modo de contenção: escolha cuidadosa e resistência&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Em contrapartida, o venture capital brasileiro atua de maneira cautelosa. No primeiro trimestre de 2026, o setor registrou 41 transações, mas com um valor total de apenas US$ 285 milhões — o que sugere rodadas menores e uma aversão ao risco maior. Ao contrário, o private equity destacou-se pela disparidade entre o número de transações e o capital envolvido: foram apenas 17 negócios, mas o valor arrecadado ultrapassou a marca de US$ 3,1 bilhões, evidenciando a preferência por ativos de maior porte e mais maduros.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A mensagem do mercado é clara: o capital está disponível, mas não para qualquer companhia. A métrica de &amp;#8220;crescimento a qualquer custo&amp;#8221; deu lugar a eficiência de capital, governança sólida e um caminho bem definido para a rentabilidade.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8220;&lt;em&gt;De fato, há uma redução do volume de capital disponível, especialmente quando comparado ao período de 2021 e 2022. Os investidores tornaram-se mais exigentes, mas ainda existem boas oportunidades sendo concretizadas. Embora o ambiente macroeconômico, especialmente com as taxas de juros elevadas, não tenha sido muito favorável para nós, de certa forma somos uma indústria que está acostumada a ambientes voláteis&lt;/em&gt;&amp;#8220;, diz&lt;strong&gt; Priscila Rodrigues, presidente da ABVCAP (Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital).&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;O que está por vir: a consolidação como norma, não como exceção&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Os anos de 2026 e 2027 indicam uma rápida consolidação do ecossistema. Com a Selic prevista para uma queda lenta e gradual, mas ainda sem abandonar os dois dígitos tão cedo, o M&amp;amp;A deve seguir como a principal rota de liquidez para startups de médio porte. A KPMG constatou que 57% das lideranças do setor têm planos de intensificar suas atividades de M&amp;amp;A em 2026, o maior índice em três anos.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O &lt;em&gt;middle market&lt;/em&gt; — empresas que faturam entre R$ 50 milhões e R$ 500 milhões — deve ser o foco da maior parte das transações. Este setor apresenta múltiplos de entrada mais interessantes do que os de grandes empresas, menos competição por ativo e um potencial de crescimento que justifica aportes de &lt;em&gt;private equity&lt;/em&gt; e aquisições estratégicas regionais.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A redução gradual dos juros torna o financiamento mais favorável para compradores alavancados. O retorno do capital externo aumenta o número de interessados. Além disso, o desenvolvimento dos fundos de private equity no Brasil assegura a presença de compradores ativos e regulares nesse setor, independentemente do ciclo econômico.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A mensagem é clara para fundadores e investidores: em um ciclo de juros altos, não é apenas inovação que garante a sobrevivência, mas também eficiência operacional, boa governança corporativa e métricas sólidas. Os mais organizados, com &lt;em&gt;valuation &lt;/em&gt;embasado e finanças transparentes, vão tirar o melhor do ciclo de consolidação que se aproxima. &lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;E aqueles que não estiverem preparados, provavelmente cairão em suas garras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/selic-em-1425-por-que-o-juro-alto-esta-engordando-o-ma-e-deixando-o-venture-capital-de-dieta/&quot;&gt;Selic em 14,25%: por que o juro alto está engordando o M&amp;amp;A e deixando o Venture Capital de dieta&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/startupi/&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O Grupo Pitzi anunciou a fusão com a Renov, empresa especializada em soluções de trade-in para eletrônicos, formando um grupo que projeta movimentar R$ 280 milhões em vendas em 2026. A operação reúne as atividades de proteção, aluguel e recompra de smartphones em uma única estrutura.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Segundo as empresas, a integração tem como objetivo ampliar a oferta de serviços para varejistas de eletroeletrônicos, combinando programas de trade-in para aparelhos usados com serviços financeiros voltados à proteção de smartphones novos. O grupo estima atuar em um mercado formado por cerca de 257 milhões de smartphones ativos no Brasil, além de aproximadamente 40 milhões de aparelhos novos e 40 milhões de usados comercializados anualmente.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;De acordo com o comunicado, a Renov registrou crescimento de 320% no volume de aparelhos adquiridos no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. A empresa passa a integrar o Grupo Pitzi ao lado da Leapfone, unidade dedicada ao aluguel de smartphones usados.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8220;A união entre Pitzi e Renov cria um ecossistema que acompanha toda a jornada do smartphone, desde a troca do aparelho usado até a proteção e o aluguel do dispositivo. Nossa proposta é ampliar as oportunidades para o varejo e aumentar a recorrência dos serviços ao longo do ciclo de vida dos aparelhos&amp;#8221;, afirma Felipe Mendes, CEO do Grupo Pitzi.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Com a conclusão da fusão e a expansão do negócio de aluguel de aparelhos, o grupo projeta um crescimento de 40% no faturamento em 2027.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A estrutura de liderança do grupo será composta por Felipe Mendes, CEO da Pitzi; Tatiany Martins, vice-presidente Comercial da Pitzi; Stephanie Peart, diretora-geral da Leapfone; Matheus Mundstock, cofundador e CEO da Renov; e Ismael Kolling, cofundador da Renov e vice-presidente responsável pelo desenvolvimento de soluções comerciais integradas entre as empresas. A gestão operacional e logística ficará sob responsabilidade de Cristiano Gonçalves.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/grupo-pitzi-conclui-fusao-com-a-renov-e-projeta-movimentar-r-280-milhoes-em-vendas-em-2026/&quot;&gt;Grupo Pitzi conclui fusão com a Renov e projeta movimentar R$ 280 milhões em vendas em 2026&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/startupi/&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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via &lt;a href=&quot;https://ifttt.com/?ref=da&amp;site=blogger&quot;&gt;IFTTT&lt;/a&gt;</description><link>https://www.dev-inksites.com.br/2026/07/grupo-pitzi-conclui-fusao-com-renov-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabiana lima)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7823123175662652773.post-7083354242778048500</guid><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 08:48:49 +0000</pubDate><atom:updated>2026-07-29T01:48:49.173-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Oportunidades de tecnologia</category><title>De São Paulo para o Mundo: 71% dos empreendedores brasileiros já miram além das fronteiras</title><description>&lt;p&gt;&lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Uma pesquisa inédita da Endeavor, divulgada em abril de 2026, quantifica uma transformação silenciosa que está redesenhando o mapa da inovação brasileira: 71% dos empreendedores brasileiros já iniciaram ou estão se preparando para expandir internacionalmente. Entre as startups e scale-ups fundadas entre 2020 e 2024, quase a metade planeja essa expansão a curto ou médio prazo. O dado é mais do que uma estatística — é um sinal de que o ecossistema brasileiro deixou de ser um mercado doméstico para se tornar uma plataforma de lançamento global. E isso muda tudo para quem investe, empreende e consome tecnologia no país.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para entender o peso dessa mudança, é preciso olhar para trás. Há uma década, quando a Ebanx — hoje um dos unicórnios mais conhecidos do Brasil — decidiu processar pagamentos internacionais, a startup era uma exceção quase solitária. VTEX, Wellhub (antiga Gympass) e Hotmart completavam um punhado de empresas brasileiras que ousavam competir fora de casa. O tamanho do mercado nacional, que permite construir bases sólidas localmente, deixava a expansão internacional em segundo plano. A nova geração, porém, parece não querer mais esperar e já nascem com o mundo como horizonte.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A pesquisa da Endeavor, que ouviu 101 scale-ups brasileiras e realizou 20 entrevistas com empreendedores e investidores, revela um contraste marcante com o passado. 60% dos 25 unicórnios brasileiros mantinham uma tese predominantemente nacional quando alcançaram a avaliação de US$1 bilhão. No restante da América Latina, essa proporção é de apenas 16%. Em outras palavras: o Brasil historicamente criava gigantes domésticas. Agora, está criando empresas globais.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Os fatores que impulsionam essa nova onda são internos e externos. Para 75% dos empreendedores, o potencial de mercado é o principal motor. Para 42%, a demanda dos próprios clientes os leva para fora. A saturação do mercado nacional aparece como motivação para apenas 17% — ou seja, a expansão não é uma fuga, é uma conquista. Fatores externos como o tipo de câmbio, a liquidez do mercado privado, acordos comerciais e o novo ciclo de inovação impulsionado pela inteligência artificial completam o cenário.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Quando decidem saltar, os brasileiros têm destinos claros. Estados Unidos é o primeiro destino para 63% das startups que já se expandiram, com a Califórnia — berço do Silicon Valley — atraindo a maioria. América Latina (60%) e Europa (49%), com Portugal e Espanha como pontos de entrada, completam o roteiro. O processo, porém, raramente começa com a abertura de um escritório: 51% dos empreendedores indicaram que o movimento foi feito de forma não ortodoxa, enquanto 43% optaram por iniciar com vendas internacionais. Fusões, aquisições e alianças também integram o &lt;em&gt;playbook&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A boa execução dessa internacionalização depende de uma variável crítica: a presença do liderança. 44% dos empreendedores entrevistados informaram que se mudaram ou planejam se mudar para o novo mercado. Outros 46% decidiram contratar executivos locais de alto nível. &amp;#8220;&lt;em&gt;Tem que estar entre as três prioridades principais e se tornar um &amp;#8216;projeto pessoal&amp;#8217;. Pensar que vai delegar um projeto assim é uma ilusão&lt;/em&gt;&amp;#8220;, afirma &lt;strong&gt;João Del Valle&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;cofundador e CEO da Ebanx&lt;/strong&gt;, que hoje também atua como mentor de startups. &amp;#8220;&lt;em&gt;Muitas vezes o empreendedor está aqui muito focado no Brasil e a internacionalização lhe parece um monstro de sete cabeças, mas não é. É uma questão de mentalidade&lt;/em&gt;&amp;#8220;.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A trajetória da Ebanx ilustra o caminho. A empresa nasceu com a missão de ajudar clientes internacionais — como marketplaces dos Estados Unidos, China e Europa — a vender no Brasil. A partir da experiência no mercado nacional, expandiu para outros países a partir de 2015 e hoje processa pagamentos em 20 mercados, incluindo regiões emergentes da África e da Ásia. Em 2025, 65% da receita bruta da empresa veio do exterior — e 20% de fora da América Latina. Foram mais de 1,3 bilhão de transações processadas para clientes como Uber, Spotify, AliExpress, Shein e Canva. &amp;#8220;&lt;em&gt;Nossa ideia partiu desde o princípio da missão de ajudar clientes internacionais a se expandirem no Brasil e tínhamos que sair ao exterior para conseguir esses clientes&lt;/em&gt;&amp;#8220;, explica Del Valle.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;strong&gt;Por que isso importa para negócios?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A internacionalização em massa do ecossistema brasileiro tem implicações diretas em múltiplas frentes. Para investidores, amplia o universo de oportunidades: empresas que competem globalmente tendem a ter valuations mais altos e caminhos de saída (exits) mais diversificados. Para empreendedores, significa que a barreira de entrada em mercados internacionais está caindo — o playbook está sendo escrito em tempo real por quem já passou pelo processo. Para o Brasil, representa a consolidação de um modelo econômico baseado em inovação e exportação de tecnologia, em vez de commodities.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O cenário é favorável. O ecossistema brasileiro de startups ultrapassou 20 mil empresas ativas em 2025, segundo o &lt;strong&gt;Observatório Sebrae Startups&lt;/strong&gt;, com crescimento de 26,7% em relação a 2024. A expectativa do mercado é que o Brasil encerre 2026 com mais de 25 mil startups ativas. A distribuição regional também se amplia: enquanto o Sudeste concentra 35,8% das empresas, o Nordeste responde por 24,7% e o Sul por 20,7%. Cidades como Florianópolis, Recife e Belo Horizonte se tornaram centros importantes de inovação, reduzindo a dependência do eixo Rio-São Paulo.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A maturidade do ecossistema também se traduz em disciplina de capital. Após o ciclo de hype de 2020-2022, o mercado de venture capital no Brasil se tornou mais seletivo. Dados do mercado indicam que o país registrou 367 rodadas de venture capital somando cerca de R$ 14,5 bilhões em 2025. O foco migrou de &amp;#8220;crescer a qualquer custo&amp;#8221; para eficiência operacional, governança e sustentabilidade do crescimento. Nesse contexto, a internacionalização deixa de ser um luxo de unicórnios para se tornar uma estratégia de sobrevivência e escala.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8220;&lt;em&gt;O segundo semestre mostra um ecossistema mais sólido. O capital continua disponível, mas está sendo direcionado para startups que demonstram capacidade de execução, geração de receita e potencial de crescimento sustentável. Isso fortalece o mercado como um todo&lt;/em&gt;&amp;#8220;, avalia &lt;strong&gt;Marilucia Silva Pertile&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;CEO e cofundadora da Start Growth&lt;/strong&gt;. A combinação de capital mais seletivo, tecnologia em escala — mais da metade das startups brasileiras já utiliza IA em produtos ou operações — e ambição global cria um terreno fértil para a próxima geração de empresas de alto crescimento.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O movimento, porém, não está isento de desafios. A &lt;strong&gt;ABStartups&lt;/strong&gt; aponta que, apesar da maioria das startups brasileiras ter mais de cinco anos de funcionamento (38,5%), apenas 15,4% está em período de expansão. A maioria (28,8%) ainda se encontra em fase de tração, com perspectivas cautelosas diante de um apetite de risco menor do mercado. Além disso, cerca de 60% dos empreendimentos não sobrevivem além do quinto ano de operação. A internacionalização, portanto, é uma aposta de quem já consolidou o modelo de negócio doméstico — e sabe que o teto do Brasil, por maior que seja, não é o limite do mundo.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para Del Valle, o conselho é direto: desmitificar a internacionalização. &amp;#8220;&lt;em&gt;Para uma empresa de tecnologia, pode designar um time, de maneira intencional, para explorar e cometer alguns erros. Primeiro, é uma questão de mentalidade: o empreendedor tem que estar disposto a fazê-lo&lt;/em&gt;&amp;#8220;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Com 71% dos empreendedores brasileiros já nessa direção, a pergunta que resta não é mais ‘se’ o Brasil vai produzir startups globais. É ‘quantas’ — e ‘quão rápido’.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/de-sao-paulo-para-o-mundo-71-dos-empreendedores-brasileiros-ja-miram-alem-das-fronteiras/&quot;&gt;De São Paulo para o Mundo: 71% dos empreendedores brasileiros já miram além das fronteiras&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/startupi/&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;em&gt;* Por Thais Sterenberg&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Quando um investidor senta para avaliar uma startup, ele não olha apenas para o produto ou para o potencial de mercado. Ele tenta entender se a empresa sabe o que está acontecendo dentro dela, se consegue prever o que vem pela frente e se tem controle suficiente sobre a receita para justificar o capital que vai receber. E para que isso aconteça, a qualidade dos dados tem um peso extra.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O problema é que a maioria das startups chega a uma rodada com dados fragmentados, espalhados entre CRM, planilhas, conversas de WhatsApp e memória do time comercial. Os líderes até conseguem mostrar o número, mas têm dificuldade de explicar o que está por trás dele, o que motivou o churn, por que uma projeção não se realizou, onde está o risco real da carteira. Do ponto de vista do investidor, essa dificuldade de explicar é tão relevante quanto o número em si.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Revenue Intelligence pode mudar essa dinâmica porque organiza o que aconteceu e também o contexto em que aconteceu. Uma startup que consegue mostrar os sinais que antecederam um churn, demonstrar como identificou esse padrão e o que fez para evitá-lo nas contas seguintes está apresentando algo muito mais valioso do que uma taxa de retenção.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Essa capacidade de aprendizado documentada é o que transforma dados comerciais em argumento de investimento, porque Revenue Intelligence integra numa mesma visão o que aconteceu em diferentes áreas, tornando possível explicar um resultado com a precisão que nenhuma planilha ou CRM isolado conseguiria entregar.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O mesmo vale para projeção de faturamento. Projetar apenas com base em histórico de CRM é diferente de projetar com base em comportamento dos contatos, sinais de engajamento e dados de CS integrados ao processo comercial, e essa diferença aparece na hora em que alguém começa a fazer perguntas mais complexas sobre os números.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Enfim, investidores experientes já viram muitas startups que cresceram bem e travaram na hora de explicar por quê. O que vai prender a atenção deles numa negociação não é só o crescimento em si, mas a clareza de quem sabe exatamente o por que cresceu. Revenue intelligence é o que permite chegar nessa conversa com respostas, porque integra dados de vendas, marketing e CS num histórico rastreável, tornando possível explicar cada resultado, identificar onde está o risco da carteira e projetar com base em comportamento, não em achismo.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;em&gt;* Thais Sterenberg é CEO e Cofundadora da Elephan.ai&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/o-impacto-de-revenue-intelligence-no-valuation-de-startups/&quot;&gt;O impacto de Revenue Intelligence no valuation de startups&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/assinatura-de-artigos/&quot;&gt;Convidado Especial&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A leitura mais comum sobre os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) os trata como um produto de juro alto: enquanto a Selic aperta e o banco recua, o crédito estruturado avança. O problema dessa leitura é que ela não sobrevive aos próprios números. A Selic já foi cortada três vezes seguidas, de 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, para 14,25% em junho, e a indústria de FIDC não desacelerou. Ao contrário: caminha para ultrapassar R$ 1 trilhão em patrimônio líquido, depois de atingir cerca de R$ 960 bilhões em maio.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O dado importa porque desmonta a tese fácil. Se o crescimento do FIDC fosse apenas reflexo da Selic alta, a virada do ciclo já apareceria como freio. Não apareceu. A indústria captou R$ 41,6 bilhões entre janeiro e maio, alta de 36% sobre o mesmo período de 2025, e segue liderando as entradas líquidas da indústria de fundos mesmo em meses de resgate generalizado na renda fixa. “O crescimento do FIDC não é filho do juro alto. É filho de uma mudança na forma como o crédito chega à economia real”, afirma Gabriel Padula, CEO do Grupo EverBlue, especializado em crédito estruturado e securitização. “Se fosse só Selic, a indústria oscilaria com o Copom. Ela não oscila — cresceu com o juro a 15% e continua crescendo agora que ele começou a ceder. Isso é estrutural.”&lt;/p&gt;



&lt;h2 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;A base de investidores conta a história&lt;/h2&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A migração mais reveladora não está no estoque, mas em quem compra esse risco. O número de contas de investidores em FIDCs saltou de 172,2 mil em janeiro de 2025 para 331,4 mil em dezembro, alta de 92,5% em um único ano. É uma democratização de uma classe de ativo antes restrita a grandes operações e investidores institucionais, hoje disputando espaço na carteira de uma base muito mais ampla.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para Padula, esse é o ponto que a narrativa de conjuntura ignora. “Quando a base de investidores quase dobra em doze meses, você não está diante de uma janela de oportunidade que abre e fecha com a taxa de juros. Está diante de um instrumento queentrou de vez no mercado de capitais brasileiro.”&lt;/p&gt;



&lt;h2 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;O que realmente sustenta o crédito estruturado&lt;/h2&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A força do FIDC, segundo Padula, não está na Selic, mas na forma como o ativo é analisado e originado. Diferentemente de uma linha bancária tradicional, o FIDC olha para o fluxo de recebíveis, para a capacidade de geração de caixa e para a estrutura da operação, não apenas para o porte da empresa. Isso permite transformar direito creditório em caixa com uma velocidade que o crédito bancário, mais lento e mais seletivo, raramente acompanha.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;É também aí que mora um ponto que o discurso simplista costuma esconder. Juro alto por tempo prolongado não é uma bênção automática para o crédito estruturado: ele pressiona a inadimplência das pequenas e médias empresas, justamente o lastro desses fundos. “Selic alta não é vento a favor. Ela aperta o tomador, e quem compra recebível sente isso na carteira”, diz Padula. “Por isso a disciplina de análise é o que separa quem cresce de forma sustentável de quem só surfa um momento. O FIDC bem estruturado não torce por juro alto, ele é desenhado para atravessar qualquer ciclo.”&lt;/p&gt;



&lt;h2 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;O teste daqui para frente&lt;/h2&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Com a Selic em queda gradual e o Banco Central sinalizando cautela, a inflação projetada para 2026 segue acima do teto da meta, e o ritmo de cortes permanece incerto, o crédito estruturado entra em um teste real. Se a tese de que o FIDC é conjuntural estivesse certa, o afrouxamento monetário começaria a esvaziar a indústria. Os números do primeiro semestre apontam o contrário.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt; “O ponto central não é a Selic de hoje. É entender que a empresa não procura o FIDC porque o banco está caro, ela procura porque precisa transformar venda em caixa, manter fornecedor e honrar folha com previsibilidade”, conclui Padula. “Esse problema existe com juro a 15% e existe com juro a 10%. É por isso que o crédito estruturado deixou de ser alternativa de momento para virar infraestrutura de financiamento da economia real.”&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/r-1-trilhao-em-fidcs-o-que-explica-a-expansao-em-meio-a-queda-da-selic/&quot;&gt;R$ 1 trilhão em FIDCs: o que explica a expansão em meio à queda da Selic?&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/startupi/&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Em julho de 2026, enquanto a taxa Selic se mantém em 14,25% ao ano — patamar que o mercado projeta inalterado até dezembro —, um movimento contraintuitivo ganha força no ecossistema brasileiro de startups. A notícia vem do registro de que empresas nacionais de inteligência artificial, todas focadas em resolver gargalos específicos de setores tradicionais, foram mapeadas e apresentaram potencial para captar até US$100 milhões cada ao longo do ano.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A lista, divulgada pela &lt;strong&gt;Value Capital Advisors &lt;/strong&gt;em parceria com a Forbes Brasil, inclui nomes como &lt;strong&gt;Blip &lt;/strong&gt;(atendimento conversacional), &lt;strong&gt;Nagro &lt;/strong&gt;(crédito rural) e &lt;strong&gt;Enter &lt;/strong&gt;(automação jurídica), e sinaliza uma mudança de lógica: o capital de risco deixou de buscar &amp;#8220;novos ChatGPTs&amp;#8221; e pode passar a premiar startups que aplicam IA em problemas reais, mensuráveis e lucrativos.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O &lt;em&gt;timing &lt;/em&gt;não é casual. O &lt;strong&gt;Observatório Sebrae Startups &lt;/strong&gt;registrou 22.869 startups ativas no Brasil em 2025, alta de 26,7% sobre 2024, com projeção de que o país ultrapasse 25 mil empresas do tipo até dezembro de 2026. O crescimento ocorre mesmo com o ciclo de juros elevados, que encarece o capital de giro e reduz o apetite por investimentos de alto risco. Ainda assim, o ecossistema de &lt;em&gt;venture capital &lt;/em&gt;mostra sinais de recuperação: o Brasil captou US$1,25 bilhão no primeiro semestre de 2025, superando a metade de todo o ano de 2024, quando o total foi de apenas US$1,7 bilhão — o menor em mais de uma década.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Por trás da aposta&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O que explica a aposta em IA de nicho num cenário de juros altos? A resposta está na maturidade do mercado. Segundo levantamento da &lt;strong&gt;ABStartups&lt;/strong&gt;, o ecossistema brasileiro de IA cresceu mais de 40% nos últimos dois anos, com mais de 1.400 empresas mapeadas. Mas o diferencial das dez startups da lista não é a sofisticação do modelo de linguagem — é o conhecimento profundo do setor atendido.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A Nagro, por exemplo, acelera análises de crédito rural; a &lt;strong&gt;Traive&lt;/strong&gt; calcula risco financeiro a partir de imagens de satélite e dados climáticos; a &lt;strong&gt;Arvo &lt;/strong&gt;identifica fraudes em operadoras de saúde; e a &lt;strong&gt;Logcomex &lt;/strong&gt;organiza dados do comércio exterior para importadores. Todas operam em mercados que movimentam bilhões de reais, onde pequenos ganhos de eficiência se traduzem em impacto financeiro imediato.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8220;&lt;em&gt;O segundo semestre mostra um ecossistema mais sólido. O capital continua disponível, mas está sendo direcionado para startups que demonstram capacidade de execução, geração de receita e potencial de crescimento sustentável&lt;/em&gt;&amp;#8220;, afirma &lt;strong&gt;Marilucia Silva Pertile&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;CEO da Start Growth&lt;/strong&gt;, que tem sede em Curitiba e é considerado um dos melhores ecossistema do país pela &lt;strong&gt;Global Startup Ecosystem Index 2026.&lt;/strong&gt; A executiva reforça que o desafio atual não é apenas criar startups, mas transformá-las em empresas preparadas para competir em mercados cada vez mais exigentes.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A Selic em 14%+, no entanto, impõe uma realidade dura. Para &lt;strong&gt;Nelson Hervey Costa&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;diretor-superintendente do Sebrae-SP&lt;/strong&gt;, juros altos desaceleram a atividade econômica, reduzem consumo e investimentos, além de encarecer o capital de giro. &amp;#8220;&lt;em&gt;Nesse cenário, as micro e pequenas empresas sentem mais esse efeito porque dependem mais de financiamento, têm menos garantias e pagam spreads mais altos&lt;/em&gt;&amp;#8220;, explica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Setores intensivos em capital, com retorno mais lento, como construção e bens duráveis, sofrem mais. Mas startups de software e SaaS, com custos variáveis e menor imobilização de capital, atravessam melhor o período — especialmente quando vendem eficiência operacional a grandes corporações que, justamente por causa dos juros, buscam reduzir custos.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A aposta internacional reforça o otimismo. &amp;#8220;&lt;em&gt;Hoje você pode construir muito mais rápido com IA. O diferencial passa a ser entender o problema. E brasileiros são bons nisso, especialmente em ambientes complexos&lt;/em&gt;&amp;#8220;, disse &lt;strong&gt;Linda Rottenberg, cofundadora e CEO da Endeavor&lt;/strong&gt;, durante a &lt;strong&gt;Brazil at Silicon Valley 2026&lt;/strong&gt;. Rottenberg, que lidera uma rede de 100 unicórnios em mais de 60 países, aposta que a próxima onda de inovação virá de mercados &amp;#8220;fora do eixo&amp;#8221;, especialmente na camada de aplicação de IA: &amp;#8220;&lt;em&gt;No caso do Brasil, há algo muito interessante: empresas olhando para problemas complexos, em áreas de recursos humanos, jurídico, outros, em ambiente extremamente regulado. Isso cria uma base para empresas globais desde o início, com &amp;#8216;alma brasileira&amp;#8217;&lt;/em&gt;&amp;#8220;.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;O que vem pela frente&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O calendário de eventos do segundo semestre reforça o ritmo acelerado. Entre 26 e 28 de agosto, Florianópolis recebe o &lt;strong&gt;Startup Summit 2026 &lt;/strong&gt;— com a novidade da etapa brasileira da Startup World Cup, cuja vencedora disputará US$1 milhão na final em Silicon Valley.&amp;nbsp; Já em outubro, São Paulo sediará o &lt;strong&gt;Futurecom 2026&lt;/strong&gt;, com foco em IA e conectividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para fundadores, a lição é clara: &lt;strong&gt;em 2026, não basta ter tecnologia. É preciso ter receita, dominar um nicho e saber comunicar eficiência em reais economizados — não apenas em &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;prompts&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; gerados&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O ecossistema brasileiro de 25 mil startups está aprendendo, na marra, que sobrevivência e escala passam pelo mesmo portão estreito, resolvendo problemas reais e oferecendo retorno mensurável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/por-uma-nova-ia-como-startups-brasileiras-miram-uma-nova-posicao-no-segmento-mais-atraente-da-tecnologia-global/&quot;&gt;Por uma nova IA, como startups brasileiras estão construindo posição no segmento mais atraente da tecnologia global&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/startupi/&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Mais de 66% das edtechs brasileiras nunca receberam investimento externo. Ainda assim, boa parte dessas empresas conseguiu consolidar seus negócios e hoje compõem um ecossistema mais maduro e resiliente do que o mercado imagina. É o que mostra o estudo inédito &amp;#8220;O Perfil das Edtechs Brasileiras&amp;#8221;, realizado pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups) em parceria com o Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da Universidade de São Paulo (PGT USP).&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Com base na análise de 368 edtechs brasileiras, o estudo revela um ecossistema que cresce de forma sustentável, mesmo diante da dificuldade de acesso a capital. Entre as startups mapeadas, 44,6% estão em operação há mais de cinco anos, indicando que boa parte delas conseguiu consolidar seus modelos de negócio por meio da geração de receita própria. Para alcançar essa sustentabilidade, a capacidade de adaptação foi determinante. Segundo o estudo, 59,7% das startups já pivotaram — ou seja, mudaram seu modelo de negócio ou estratégia ao longo da trajetória.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8220;Quando observamos os resultados em conjunto, vemos um ecossistema que amadureceu mesmo enfrentando restrições de capital. A combinação entre capacidade de adaptação, foco em modelos escaláveis e aproximação com o mercado corporativo mostra que as edtechs brasileiras encontraram caminhos para crescer de forma consistente e gerar valor&amp;#8221;, afirma Cláudia Schulz, CEO da ABStartups.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Outro destaque é a consolidação do segmento corporativo como principal frente de atuação das edtechs. O modelo B2B lidera com 38,1% das intenções de atuação, seguido pelo B2B2C, com 32,7%, demonstrando que empresas e instituições de ensino se tornaram importantes impulsionadoras do crescimento dessas startups. &amp;#8220;A educação corporativa e o fornecimento de tecnologia para grandes instituições são hoje algumas das frentes mais promissoras para as edtechs. Existe uma demanda crescente por soluções que aumentem a eficiência, a escala e a qualidade dos processos de aprendizagem, e as startups brasileiras têm respondido a esse movimento&amp;#8221;, avalia Cláudia Schulz.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O estudo também mostra que as edtechs operam com estruturas enxutas e modelos altamente escaláveis. Mais da metade das empresas possui equipes de até cinco colaboradores, enquanto o modelo SaaS (Software as a Service) é o mais adotado pelo setor, reforçando a busca por eficiência operacional.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Embora apenas 11% das startups já tenham expandido suas operações para outros países, o interesse pela internacionalização é expressivo: 61,3% afirmam que pretendem levar seus negócios para mercados internacionais, indicando que esse deve ser um dos próximos movimentos do ecossistema.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O levantamento completo reúne ainda informações sobre distribuição geográfica das edtechs, perfil dos investimentos, modelos de trabalho, propriedade intelectual e tendências para o desenvolvimento do setor no Brasil. &amp;#8220;As edtechs brasileiras mostraram que conseguem construir negócios consistentes mesmo em um cenário desafiador. Agora, o próximo passo é criar condições para que esse ecossistema acelere seu crescimento e amplie seu impacto dentro e fora do país&amp;#8221;, conclui Claudia Schulz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/estudo-mostra-que-2-em-cada-3-edtechs-no-brasil-nunca-receberam-investimento/&quot;&gt;Estudo mostra que 2 em cada 3 edtechs no Brasil nunca receberam investimento&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/startupi/&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O Banco do Nordeste (BNB), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), anunciou a criação de um Fundo de Investimento Capital Semente no valor de R$ 120 milhões. O recurso é destinado exclusivamente a startups em estágio inicial instaladas na área de atuação do banco, que abrange os nove estados nordestinos, além de partes de Minas Gerais e do Espírito Santo.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A iniciativa visa suprir uma lacuna histórica no ecossistema de inovação brasileiro: a concentração de investimentos nas regiões Sul e Sudeste. Para startups com receita bruta anual de até R$4,8 milhões, o fundo oferece um aporte inicial de até R$1 milhão. Empresas que apresentarem bom desempenho podem receber uma segunda rodada de até R$5 milhões, totalizando R$6 milhões por negócio.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;O gargalo do financiamento inicial&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Um dos principais obstáculos para empreendedores de regiões fora do eixo tradicional é a captação de recursos nos primeiros anos de operação. &amp;#8220;&lt;em&gt;Esse investimento pode representar o impulso decisivo para startups que estão em fase de validação de seu Produto Mínimo Viável (MVP) ou que já iniciaram a geração de receita, mas ainda não tiveram acesso aos recursos necessários para alcançar todo o seu potencial&lt;/em&gt;&amp;#8220;, afirma a superintendente de Operações Financeiras e de Mercado de Capitais do BNB, &lt;strong&gt;Sandra dos Santos Lisboa&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O fundo já realizou seus primeiros aportes em empresas da Paraíba e de Pernambuco . A expectativa é que, pelo menos, 30 startups sejam contempladas. Os setores priorizados incluem tecnologia financeira (fintechs), educação, saúde, energias renováveis, biotecnologia, agronegócio e segurança cibernética .&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Por que isso importa para negócios?&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A chegada de um fundo com essa estrutura ao Nordeste representa uma mudança de paradigma. Para além do recurso financeiro, a iniciativa sinaliza o amadurecimento de teses de investimento que buscam negócios de alto impacto social e econômico fora dos grandes centros. Startups de áreas como agronegócio e energias renováveis, por exemplo, encontram na região um campo fértil para validação de mercado e acesso direto a clientes potenciais, reduzindo o ciclo de vendas e acelerando a escalabilidade.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Conectando o micro ao macro, o movimento do BNB em parceria com Finep e Sebrae tende a descentralizar a inovação, criando polos de retenção de talentos e fomentando a geração de negócios em estados que historicamente enfrentam desafios estruturais. &amp;#8220;&lt;em&gt;Com o objetivo de contribuir para a superação dessa barreira e fortalecer o ecossistema de inovação da nossa área de atuação, ampliamos as oportunidades para que negócios promissores possam crescer, inovar e gerar impacto econômico e social&lt;/em&gt;&amp;#8220;, destaca Sandra Lisboa .&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;As inscrições para receber os recursos devem ser realizadas no portal do Fundo Capital Semente, onde as empresas precisam informar dados da companhia, setor de atuação, descrição do negócio e mercado-alvo para passarem pelas etapas de avaliação .&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Mais informações da iniciativa podem ser acessadas no site: &lt;a href=&quot;https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/mercado-de-capitais/fundos-de-investimentos/fundos-de-investimento-em-empresas-e-projetos/fundos-de-venture-seed-capital&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noreferrer noopener&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/mercado-de-capitais/fundos-de-investimentos/fundos-de-investimento-em-empresas-e-projetos/fundos-de-venture-seed-capital&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/bnb-anuncia-r120-milhoes-para-startups-do-nordeste-e-coloca-regiao-no-mapa-da-inovacao/&quot;&gt;BNB anuncia R$120 milhões para startups do Nordeste e coloca região no Mapa da Inovação&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/startupi/&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O cenário do empreendedorismo no Brasil tem apresentado crescimento expressivo, com a abertura de mais de 5,1 milhões de empresas no ano passado, um alcance recorde cujo número é 18,6% maior em relação a 2024. Diante dessa expansão, a Receita Federal anunciou que, no fim deste mês, entra em vigor o CNPJ Alfanumérico, um novo modelo de identificação que passará a misturar letras e números. A iniciativa visa solucionar a escassez de combinações disponíveis no formato atual, que utiliza apenas números, garantindo que o país possa continuar emitindo identificações únicas para cada novo negócio.&lt;/p&gt;



&lt;h2 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;Como será o novo CNPJ Alfanumérico?&lt;/h2&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O novo formato manterá a estrutura atual de 14 caracteres, mas permitirá que alguns desses dígitos sejam substituídos por letras do alfabeto, de A a Z, excluindo-se as letras I, O, Q e F para evitar confusões visuais com números. Por exemplo, um registro que hoje segue o padrão estritamente numérico poderá apresentar uma composição mista, como 1A.3BC.45D/0001-EF.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;“A transição ocorrerá de forma gradual e não afetará as empresas já existentes. Quem já possui um CNPJ numérico permanecerá com o mesmo número, que continuará válido e sem necessidade de alteração cadastral junto aos órgãos públicos. O modelo alfanumérico será obrigatório apenas para novas inscrições e filiais criadas após a data de implementação”, comenta Rafael Caribé, CEO da Agilize.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O especialista explica que, apesar de a mudança ser de caráter apenas funcional, o impacto técnico será amplo e exigirá atenção consultiva dos gestores. Sistemas de gestão, plataformas de emissão de notas fiscais eletrônicas e softwares contábeis precisarão ser atualizados para reconhecer e processar o novo padrão. “Bancos, prefeituras e órgãos de proteção ao crédito também deverão adaptar suas bases de dados para garantir a continuidade das operações e integrações entre parceiros e fornecedores, mas tenho dúvidas sobre a capacidade de prontidão desses sistemas”, alerta.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;E, embora a lógica do dígito verificador permaneça a mesma, as letras agora deverão ser convertidas em valores numéricos baseados na tabela ASCII para o cálculo. Rafael recomenda que, para se prepararem, as empresas devem verificar com seus fornecedores de tecnologia se as ferramentas utilizadas já estão aptas a aceitar o novo formato.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;“A Receita Federal não cobra taxas pela implementação da medida, mas os negócios podem enfrentar custos internos relacionados à atualização de sistemas ERP e ao treinamento de equipes das áreas financeira, fiscal e de atendimento. Os empreendedores devem manter contato próximo com seus contadores e acompanhar o cronograma oficial de implantação progressiva para evitar interrupções operacionais”, finaliza o especialista.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/cnpj-alfanumerico-entra-em-vigor-a-partir-de-31-07/&quot;&gt;CNPJ Alfanumérico entra em vigor a partir de 31/07: entenda o que muda para as empresas&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/startupi/&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O computador que você usa para trabalhar — seja um laptop ou um desktop — está prestes a ganhar um &amp;#8220;cérebro&amp;#8221; próprio para inteligência artificial. A Nvidia, gigante dos chips para data centers, anunciou o desenvolvimento do superchip **RTX Spark**, um processador projetado especificamente para que computadores pessoais possam rodar agentes de IA de forma autônoma, sem depender da nuvem. A promessa é que, em breve, cada máquina terá seu próprio assistente digital capaz de executar tarefas complexas com dados sensíveis, como informações bancárias e estratégias de negócio, em um ambiente mais seguro e controlado.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para startups, que frequentemente operam com recursos limitados e dados críticos, essa novidade pode ser um divisor de águas. Atualmente, o acesso a modelos de IA avançados geralmente exige conexão constante com a internet e custos recorrentes com serviços em nuvem. Com o novo chip, a capacidade de processamento de IA se torna nativa, abrindo caminho para uma nova era de eficiência e inovação dentro das empresas.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;O Fim da Dependência da Nuvem?&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O anúncio foi feito por Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante a Computex, em Taipei. Segundo ele, o RTX Spark é &amp;#8220;o chip de PC mais eficiente da história&amp;#8221;, capaz de entregar 1 petaflop — o equivalente a 1 quatrilhão de operações por segundo . A grande inovação, no entanto, não está apenas na velocidade, mas na arquitetura: ele integra uma CPU com design da Arm e uma GPU Blackwell, permitindo rodar modelos robustos de IA diretamente no dispositivo.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Isso significa que tarefas que antes exigiam o envio de dados para servidores remotos poderão ser executadas localmente. Para uma startup de fintech, por exemplo, isso permite que análises de crédito e detecção de fraudes sejam feitas com maior privacidade e menor latência. Para uma healthtech, é a possibilidade de processar dados de pacientes sem expô-los a riscos de segurança na nuvem.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8220;Estamos agora entrando na era da agentic AI. Teremos nossos dados de cartões bancários e nossas informações pessoais sendo usadas por esses agentes. A grande sacada da Nvidia, trabalhando no projeto junto com a Microsoft, foi permitir que você tenha o seu agente de maneira mais segura, rodando on device&amp;#8221;, avaliou Gabriela Moraes, analista da São Pedro Capital, em declaração recente à imprensa.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Impacto Direto no Bolso das Startups&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Do ponto de vista econômico, a chegada do RTX Spark pode alterar a equação de custo-benefício para empresas de tecnologia. A redução da dependência de serviços de nuvem para processamento de IA pode representar uma economia significativa em infraestrutura, um dos maiores gastos operacionais de startups em estágio de crescimento.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Além disso, a tecnologia desafia diretamente os atuais líderes do mercado, como Intel, Qualcomm e os Macs da Apple com chip M5, prometendo democratizar o acesso à IA de alta performance . Startups brasileiras, que muitas vezes dependem de hardwares mais acessíveis, podem se beneficiar de uma competição mais acirrada que tende a baixar os preços e aumentar a oferta de máquinas potentes.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Os primeiros PCs com o RTX Spark começarão a ser vendidos ainda em 2026 pela Microsoft, com previsão de chegada também a fabricantes como Dell, Lenovo, Asus e HP . Isso indica que a tecnologia não será restrita a um nicho, mas rapidamente se tornará parte do ecossistema corporativo padrão.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;O que Esperar do Mercado de Startups&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para o ecossistema de inovação, o movimento sinaliza uma tendência clara: a &amp;#8220;agentic AI&amp;#8221; (IA com capacidade de agir de forma autônoma) será o próximo grande campo de batalha. Startups que desenvolverem aplicações capazes de explorar ao máximo o potencial desses agentes locais — especialmente em setores como segurança, automação de processos e análise de dados — podem conquistar uma vantagem competitiva significativa.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O desafio, agora, é pensar em soluções que respeitem a privacidade dos dados e ofereçam valor real ao usuário final. A tecnologia já está chegando; a pergunta que fica é: quais negócios serão construídos sobre ela?&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Caminho para a Inovação no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A entrada da Nvidia no mercado de PCs com IA dedicada representa mais do que um avanço técnico; é uma mudança de paradigma sobre onde e como a inteligência artificial é processada. Para as startups brasileiras, isso representa uma oportunidade de reduzir custos, aumentar a segurança e criar novos produtos que antes eram inviáveis.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A revolução não está na nuvem, mas sobre a mesa de trabalho do empreendedor. As empresas que entenderem isso primeiro poderão liderar a próxima onda de inovação no país.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/seu-proximo-funcionario-pode-ser-um-chip-o-que-a-revolucao-dos-agentes-de-ia-pessoais-significa-para-startups/&quot;&gt;Seu Próximo Funcionário pode ser um Chip: O que a Revolução dos Agentes de IA Pessoais Significa para Startups&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/startupi/&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;em&gt;* Por Leandro Akio&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A corrida pela inteligência artificial nas empresas já não gira em torno da adoção da tecnologia. O debate mudou de lugar. A questão agora é como incorporar sistemas cada vez mais autônomos sem comprometer qualidade, segurança e confiabilidade. Em engenharia de software, essa discussão se tornou urgente porque a velocidade promovida pela IA é real. O problema é que acelerar processos não significa necessariamente produzir melhores resultados. Sem critérios claros de governança, o ganho de produtividade pode se transformar rapidamente em uma nova fonte de risco operacional.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Segundo a MIT Sloan Management Review, 39% das empresas já utilizam inteligência artificial em produção em escala, ante 24% no ano anterior e menos de 5% há apenas dois anos. A velocidade dessa evolução mostra que a IA deixou de ser uma iniciativa experimental para se tornar parte da infraestrutura de negócios. Ao mesmo tempo, uma reportagem da ITShow revelou que três em cada quatro instituições financeiras já utilizam IA em funções críticas, enquanto apenas 11% conseguem demonstrar que esses sistemas são confiáveis e auditáveis. A diferença entre adoção e governança talvez seja hoje o principal risco da transformação digital.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Muitas organizações ainda enxergam a IA apenas como uma ferramenta para produzir mais rápido. É um raciocínio compreensível, mas incompleto. Quando modelos passam a apoiar desenvolvimento, testes, revisão de código, análise de requisitos e decisões operacionais, a preocupação não pode se limitar à eficiência. Um erro automatizado continua sendo um erro, apenas executado em escala muito maior. Em ambientes corporativos, especialmente aqueles que lidam com sistemas críticos, a ausência de rastreabilidade pode dificultar a identificação da origem de falhas, aumentar retrabalho e comprometer a confiança nas entregas.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Na prática, empresas que conseguem escalar tecnologia de forma consistente são aquelas que transformam governança em parte integrante do processo de engenharia. O estudo da MIT Sloan mostra que as organizações mais avançadas estão estruturando verdadeiras fábricas de IA, combinando dados, plataformas, métodos e processos para acelerar a criação de soluções de maneira previsível. O ponto central é que a governança não surge depois da inovação. Ela é o mecanismo que permite inovar continuamente sem perder o controle.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Esse desafio se torna ainda maior em arquiteturas modernas, compostas por APIs, microsserviços e múltiplas integrações. Nesses ambientes, pequenas falhas podem se propagar rapidamente entre sistemas conectados. Por isso, práticas como validação contínua, observabilidade, monitoramento, testes de integração e acompanhamento de desempenho deixam de ser atividades secundárias e passam a representar uma camada essencial de proteção. Quanto maior a autonomia das soluções, maior precisa ser a capacidade de supervisioná-las.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A inteligência artificial certamente continuará acelerando a engenharia de software nos próximos anos. A questão é que a vantagem competitiva não estará apenas em quem desenvolve mais rápido, mas em quem consegue manter qualidade, segurança e previsibilidade enquanto acelera. Empresas que enxergarem governança como um elemento estratégico estarão mais preparadas para capturar os benefícios da IA sem ampliar os riscos. No fim, a velocidade continuará sendo importante. O que definirá os vencedores será a capacidade de sustentar essa velocidade com confiança.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;em&gt;*Leandro Akio é Head de Produtos da Vericode&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/ia-sem-governanca-e-produtividade-com-prazo-de-validade/&quot;&gt;IA sem governança é produtividade com prazo de validade&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/assinatura-de-artigos/&quot;&gt;Convidado Especial&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/como-a-unicorns-mafia-esta-criando-a-proxima-geracao-de-startups-no-brasil/&quot;&gt;Como a ‘Unicorns Mafia’ está criando a próxima geração de startups no Brasil&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Assim como a &amp;#8220;PayPal Mafia&amp;#8221; — o grupo de ex-funcionários do PayPal que fundou empresas como Tesla, LinkedIn e YouTube — deu forma ao Vale do Silício, a América Latina está vivendo seu próprio momento de transbordamento empreendedor. Unicórnios como Rappi, Mercado Libre, Nubank, Clip e Kavak estão se transformando em verdadeiras &amp;#8220;universidades&amp;#8221; para a nova geração de startups da região. No Brasil, esse movimento já produz frutos e promete acelerar o ecossistema de inovação como nunca antes. Mas o que explica esse fenômeno, e por que ele importa para o futuro dos negócios por aqui?&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A ideia de que grandes empresas geram novas empresas não é nova. No início dos anos 2000, os ex-funcionários do PayPal se tornaram uma força empreendedora descomunal. Agora, a América Latina repete o feito. O fenômeno é tão evidente que já tem até nome: o &amp;#8220;Efeito Rappi&amp;#8221;. A startup colombiana, que começou como um app de entregas e se tornou um &amp;#8220;super app&amp;#8221; regional, é uma das principais fontes dessa nova onda empreendedora .&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Segundo &lt;strong&gt;Juan Pablo Ortega&lt;/strong&gt;, um dos diretores fundadores do Rappi e hoje fundador da Yuno (uma plataforma de integração de pagamentos), essa é uma evolução natural. &amp;#8220;&lt;em&gt;Rappi se tornou um berço de empreendedorismo, uma empresa que não desenvolve apenas modelos de negócios, mas também pessoas que fazem coisas que antes seriam impossíveis&lt;/em&gt;&amp;#8220;, disse Ortega à Bloomberg. Ao lado de Julián Núñez, outro ex-executivo do Rappi, ele transformou a dor que conheciam bem — a otimização de pagamentos — em um negócio de sucesso que, em março de 2022, já havia levantado US$ 10 milhões em uma rodada seed.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A experiência de trabalhar em uma startup de alto crescimento é vista por muitos como um &amp;#8220;MBA na prática&amp;#8221;. &lt;strong&gt;Alejandro Casas&lt;/strong&gt;, fundador da &lt;strong&gt;Simetrik&lt;/strong&gt;, comparou sua passagem pelo Rappi a um mestrado e sua experiência com o Mercado Pago a um doutorado. &amp;#8220;&lt;em&gt;Se o Rappi foi o mestrado, o Mercado Pago foi o doutorado&lt;/em&gt;&amp;#8220;, declarou destacando como a vivência dentro de unicórnios lapida a visão de negócios e a capacidade técnica dos empreendedores.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A análise do portfólio de aceleradoras como a Y Combinator reforça que esse caldo de cultura é fértil para o surgimento de startups em áreas de ponta, como inteligência artificial e infraestrutura de agentes. O ecossistema latino, ao exportar talentos e ideias para o mundo, também importa tendências. A &lt;em&gt;Y Combinator&lt;/em&gt;, que já investiu em startups latinas como a Rappi, aposta fortemente em agentes de IA para desenvolvimento de software e infraestrutura — áreas que podem ser o próximo grande movimento da &amp;#8220;máfia&amp;#8221; latina .&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para o mercado brasileiro, esse fenômeno tem implicações diretas. Significa que o país está formando uma massa crítica de empreendedores experientes, que já viram de perto os desafios de escalar um negócio, lidar com investidores e navegar em mercados complexos. Estes &amp;#8220;alunos&amp;#8221; de unicórnios tendem a criar negócios mais robustos, com maior foco em B2B e soluções tecnológicas para problemas reais de grandes corporações, como visto com a Yuno e a Simetrik .&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8220;&lt;em&gt;Há um ciclo de feedback no ecossistema de startups que está se acelerando&lt;/em&gt;&amp;#8220;, analisa &lt;strong&gt;Enzo Cavalie&lt;/strong&gt;, CEO da &lt;strong&gt;Startupeable&lt;/strong&gt;, em entrevista recente. Segundo ele, veremos cada vez mais um efeito dominó, onde o sucesso de um unicórnio não apenas inspira, mas também capacita a próxima geração de founders.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Por tudo isso, para o ecossistema, vale ficar de olho não apenas nos unicórnios de hoje, mas em quem está saindo deles. A próxima grande startup brasileira pode estar sendo gestada agora mesmo nos corredores de um Nubank, um iFood ou um 99.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/como-a-unicorns-mafia-esta-criando-a-proxima-geracao-de-startups-no-brasil/&quot;&gt;Como a ‘Unicorns Mafia’ está criando a próxima geração de startups no Brasil&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/startupi/&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Sempre que falamos em soberania nacional, pensamos em território, instituições, leis e autonomia para tomar decisões. Tudo isso continua essencial. Mas existe uma dimensão que ganhou importância estratégica no século XXI e que é a soberania tecnológica.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Se amanhã as principais empresas de tecnologia do mundo interrompessem seus serviços no Brasil, quanto tempo nossa economia continuaria funcionando normalmente?&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A resposta provavelmente seria: não por muito tempo.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Não se trata de defender isolamento econômico, protecionismo ou produzir tudo dentro de casa. Nenhum país faz isso. A economia digital é global, baseada em cadeias de suprimentos distribuídas , especialização produtiva e intensa colaboração internacional.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Qual é o grau de dependência que um país pode ter de tecnologias desenvolvidas por outros sem comprometer sua capacidade de decidir, inovar e continuar funcionando?&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Quando olhamos para o Brasil, percebemos que uma parte significativa da infraestrutura digital sobre a qual nossa economia opera foi construída por empresas americanas.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Praticamente todos os smartphones utilizados pelos brasileiros funcionam com Android, do Google, ou iOS, da Apple. A maior parte dos computadores utiliza Windows, da Microsoft, ou macOS, da Apple. Grande parte da computação em nuvem utilizada por empresas brasileiras está concentrada em AWS, Microsoft Azure e Google Cloud. Os principais modelos de inteligência artificial, como ChatGPT, Claude, Gemini e Grok, foram desenvolvidos por empresas americanas. Navegadores, plataformas de produtividade, ferramentas de desenvolvimento, videoconferência, colaboração corporativa e boa parte dos serviços digitais que utilizamos diariamente seguem a mesma lógica.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Os processadores que movimentam nossos computadores, celulares, equipamentos industriais e servidores são projetados por empresas como Intel, AMD, NVIDIA, Qualcomm e ARM e fabricados, em grande parte, em países como Taiwan e Coreia do Sul. Os roteadores que conectam nossa internet, os equipamentos de telecomunicações, muitos componentes das redes elétricas, satélites, sensores industriais e até equipamentos hospitalares dependem de cadeias globais extremamente concentradas. Mesmo quando a fabricação ocorre em outros países, grande parte da propriedade intelectual, das arquiteturas de chips, dos softwares de projeto, dos sistemas operacionais ou da cadeia de valor permanece fortemente vinculada a empresas dos Estados Unidos.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Isso não representa um problema, muito pelo contrário. É uma demonstração da extraordinária capacidade que os Estados Unidos tiveram de transformar inovação em liderança tecnológica global.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Mas a reflexão importante não é sobre os Estados Unidos, é sobre o Brasil.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Será que estamos construindo competências tecnológicas capazes de reduzir nossa dependência em áreas consideradas estratégicas?&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O PIX é um bom exemplo para ajudar a entender essa diferença.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Seu sistema central foi concebido, desenvolvido e é operado pelo Banco Central do Brasil. Sua governança, liquidação financeira e infraestrutura crítica são nacionais, fazendo do PIX um dos maiores exemplos de inovação tecnológica já produzidos pelo país e uma referência mundial em sistemas de pagamentos instantâneos. Trata-se de um grande avanço da engenharia e da capacidade tecnológica brasileira.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Mas a inovação não termina no sistema central. Milhões de brasileiros acessam o PIX diariamente por meio de celulares que utilizam Android, do Google, ou iOS, da Apple. Os aplicativos bancários são distribuídos pelas lojas dessas plataformas, desenvolvidos com ferramentas criadas majoritariamente por empresas americanas e executados sobre processadores, sistemas operacionais e componentes inseridos em cadeias globais de tecnologia.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Isso mostra que as duas afirmações podem ser verdadeiras ao mesmo tempo: o Brasil desenvolveu uma infraestrutura financeira de excelência reconhecida internacionalmente e, ao mesmo tempo, essa infraestrutura se conecta a um ecossistema digital global cuja principal porta de entrada continua concentrada em plataformas tecnológicas dos Estados Unidos.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Essa realidade não é uma exceção brasileira. Ela apenas evidencia como a economia digital moderna é construída em diferentes camadas de dependência tecnológica.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Acredito que justamente essa percepção que explique por que a China investiu e investe pesadamente para desenvolver sua própria cadeia tecnológica e reduzir dependências consideradas estratégicas. A União Europeia também vem fortalecendo sua autonomia digital. Índia, Japão e Coreia do Sul seguem estratégias semelhantes.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;As maiores economias do mundo entenderam que tecnologia deixou de ser apenas um setor econômico. Ela passou a ser infraestrutura crítica, segurança nacional, produtividade, competitividade e influência geopolítica.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Talvez essa seja uma das discussões mais importantes que o Brasil precisa fazer.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Não para substituir a integração global, nem para abandonar parcerias internacionais. Mas para ampliar nossa capacidade de desenvolver propriedade intelectual, formar talentos, fortalecer empresas nacionais de tecnologia, produzir conhecimento, investir mais em pesquisa e desenvolvimento (P&amp;amp;D) e ocupar posições mais relevantes nas cadeias globais de inovação.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Soberania tecnológica não significa fazer tudo sozinho. Significa possuir competências suficientes para que o futuro do país dependa cada vez mais das decisões que tomamos aqui e cada vez menos das decisões tomadas em outros lugares.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Este não é um debate sobre esquerda ou direita. Tampouco é uma crítica aos Estados Unidos, cuja liderança tecnológica é resultado de décadas de investimento em pesquisa, inovação e empreendedorismo.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;É uma reflexão sobre qual papel o Brasil deseja ocupar nas próximas décadas: continuar sendo predominantemente consumidor das tecnologias que transformam o mundo ou se tornar também um protagonista na construção delas.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Somente quando avançarmos nessa direção poderemos falar em soberania nacional em toda a sua amplitude, porque, no século XXI, não existe soberania plena sem soberania tecnológica.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Pense nisso!&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/o-brasil-e-realmente-soberano/&quot;&gt;O Brasil é realmente soberano?&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/joao-kepler/&quot;&gt;João Kepler&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O mercado de capital de risco opera uma mudança estrutural silenciosa sob o pretexto da eficiência tecnológica. A ascensão das startups focadas em inteligência artificial e &lt;em&gt;equity&lt;/em&gt; concentrado tem provocado um enxugamento drástico nas estruturas de contratação, limitando o acesso a participações societárias.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;E o modelo que historicamente funcionava como um motor de democratização e enriquecimento para profissionais em início de carreira deu lugar a estruturas corporativas compactas, centralizadas e excludentes. Os dados recentes do setor expõem o tamanho desse abismo geracional na distribuição de incentivos.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;A anatomia de uma mudança forçada pelo capital&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Uma análise global conduzida pela consultoria &lt;em&gt;Altshare&lt;/em&gt; revela que a parcela de concessões de ações destinada a profissionais com menos de 30 anos desabou de 8% para apenas 3% nos últimos anos. Esse fenômeno é impulsionado por rodadas em que companhias de inteligência artificial abocanham fatias expressivas do venture capital global.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Esse movimento eleva o &lt;em&gt;valuation&lt;/em&gt; mediano das rodadas iniciais a patamares inéditos, conforme apontam levantamentos de plataformas como a Carta. O risco iminente reside no encarecimento artificial dos preços de entrada para os investidores e no estrangulamento da base de talentos técnicos e operacionais.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;O risco da bolha de expectativas e a falta de renovação&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Ao inflar avaliações sem uma contrapartida proporcional de geração de receita real ou de capilaridade operacional, o mercado cria uma bolha de expectativas onde o prêmio de liquidez se restringe a um grupo restrito de fundadores seniores.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Se o avanço tecnológico eliminar as portas de entrada nas áreas de engenharia de software e suporte, o setor perderá sua renovação intelectual. O resultado será uma crise severa quando os múltiplos de receita exigidos nos eventos de saída e IPOs não se confirmarem no mundo real.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Governança e sustentabilidade para o amanhã&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Este cenário exige uma revisão profunda de estratégia por parte de conselhos de administração e gestores de fundos de investimento. O afunilamento societário promovido pela inteligência artificial pode entregar retornos imediatos na planilha, mas compromete a sustentabilidade organizacional de longo prazo.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Afinal, alienar a força de trabalho que deveria tracionar os negócios no futuro é o mesmo que construir uma catedral sobre bases de areia. Até onde o mercado de inovação pode crescer ignorando a base da pirâmide produtiva?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/por-que-a-nova-era-das-startups-esta-excluindo-os-jovens-talentos/&quot;&gt;Por que a nova era das startups está excluindo os jovens talentos?&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/startupi/&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Durante mais de 15 anos, bastava ter um número de telefone para encontrar praticamente qualquer pessoa no WhatsApp, mas essa lógica começa a mudar. Depois de meses de testes, a Meta iniciou a implementação gradual dos @usernames, sistema que permitirá que as pessoas sejam encontradas por um nome de usuário, sem precisar compartilhar o número de celular.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Atualmente, para iniciar uma conversa, é necessário conhecer o número de telefone do contato. Com a mudança, o WhatsApp deixa de ter o número de telefone como principal &amp;#8220;endereço&amp;#8221; de uma conta e começa a adotar um modelo semelhante ao das principais plataformas digitais.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;“Com os usernames, o usuário poderá compartilhar apenas um identificador exclusivo. O telefone continuará existindo para cadastro da conta, mas deixará de ser a principal informação pública”, explica Guilherme Rocha, CEO da HelenaCRM, empresa brasileira especializada em CRM conversacional e automação de atendimento via WhatsApp.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A novidade é considerada uma das maiores mudanças estruturais da plataforma desde seu lançamento e deve alterar tanto a experiência dos usuários quanto a estratégia das empresas que utilizam o aplicativo como principal canal de relacionamento.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para Rocha, essa alteração muda completamente a forma como os clientes encontram, lembram e interagem com uma empresa. &amp;#8220;Até hoje, o consumidor precisava memorizar um número de telefone para falar com uma empresa. Com os usernames, ele passa a memorizar a marca, e isso aumenta a confiança no contato, facilita a identificação de perfis oficiais e reduz a insegurança de conversar com números desconhecidos, algo cada vez mais importante diante do aumento dos golpes digitais&amp;#8221;, afirma.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Parece uma simples mudança de interface, mas especialistas afirmam que ela inaugura uma nova fase para o maior aplicativo de mensagens do mundo, que já reúne mais de 3 bilhões de usuários, segundo a Meta.&lt;/p&gt;



&lt;h2 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;Como funcionarão os usernames&lt;/h2&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Cada usuário poderá criar um identificador exclusivo, semelhante ao que já acontece em redes, como Instagram e X. O nome deverá ter entre três e 35 caracteres, conter pelo menos uma letra e poderá combinar letras minúsculas, números, pontos e sublinhados.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Não serão aceitos nomes que comecem por &amp;#8220;www.&amp;#8221;, terminem com domínio de internet ou que possam gerar confusão com contas oficiais. Usuários públicos e marcas terão nomes reservados para reduzir tentativas de falsificação.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8220;Outra característica importante é que o WhatsApp não criará uma lista pública de usuários. Para iniciar uma conversa, será necessário conhecer exatamente o username da pessoa ou da empresa, preservando a privacidade dos perfis&amp;#8221;, destaca Guilherme Rocha.&lt;/p&gt;



&lt;h2 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;O que muda para as empresas&lt;/h2&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Se, para os usuários, a novidade representa mais privacidade, para as empresas ela inaugura uma nova camada de identidade digital.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Hoje, milhares de negócios investem em campanhas para divulgar números de WhatsApp, muitas vezes sujeitos a trocas, perda de chips ou exposição excessiva em anúncios, sites e redes sociais. Com os usernames, a tendência é que as marcas passem a divulgar um identificador único, permanente e mais fácil de memorizar.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Os usernames também facilitam a integração do WhatsApp com campanhas digitais. &amp;#8220;A empresa passa a divulgar apenas um identificador em anúncios, redes sociais, QR Codes e outros canais, tornando mais simples medir a origem dos contatos, acompanhar resultados e otimizar investimentos em aquisição de clientes&amp;#8221;, afirma o CEO da HelenaCRM.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para ele, a chegada dos usernames aproxima o WhatsApp da lógica das principais plataformas digitais e torna ainda mais estratégico o uso de automação e inteligência para transformar cada contato em uma oportunidade de relacionamento.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8220;Para quem trabalha com atendimento e CRM, o impacto é muito maior que a privacidade. O username reduz atritos na jornada do consumidor, facilita o primeiro contato, melhora o reconhecimento da marca e cria uma experiência mais consistente em todos os pontos de relacionamento. É uma mudança que influencia marketing, vendas e atendimento ao mesmo tempo&amp;#8221;, afirma.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O executivo conta que a mudança também responde a uma preocupação com segurança digital. Como o WhatsApp utiliza o número de telefone como principal identificador das contas, criminosos conseguem explorar essa informação para criar bases de contatos usadas em golpes, campanhas de spam e ataques de engenharia social. &amp;#8220;Quando o número deixa de ser a informação que circula entre clientes, fornecedores e parceiros, a superfície de exposição diminui, e isso não elimina os golpes, mas reduz um dos principais pontos de entrada utilizados hoje por fraudadores&amp;#8221;, explica o executivo.&lt;/p&gt;



&lt;h2 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;Como criar um username&lt;/h2&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O processo será simples:&lt;/p&gt;



&lt;ul class=&quot;wp-block-list&quot;&gt;
&lt;li&gt;acessar Configurações;&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;entrar em Conta;&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;selecionar Username;&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;verificar a disponibilidade do nome desejado;&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;confirmar a escolha.&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;Após a confirmação, o username poderá ser compartilhado em vez do número de telefone nas conversas e canais digitais.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Segundo o executivo da HelenaCRM, a recomendação é que as empresas façam a escolha e a reserva do username o quanto antes. A mudança tende a desencadear uma corrida pelos melhores nomes de usuário, assim como aconteceu com os domínios da internet nos anos 2000 e, mais tarde, com os perfis nas redes sociais.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;“O WhatsApp está criando um novo ativo digital para empresas, e a disputa pelos melhores nomes pode repetir a corrida pelos domínios ‘.com’ e pelos @ do Instagram, devendo mudar a forma como as empresas conquistam clientes”, conclui.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/username-do-whatsapp-disputa/&quot;&gt;Username do WhatsApp: disputa pelos melhores nomes repete corrida pelos domínios &amp;#8220;.com&amp;#8221; e pelos @ do Instagram&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/assinatura-materias/&quot;&gt;Marystela Barbosa&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A indústria global de smartphones enfrenta a sua pior desaceleração histórica. A falta de inovações realmente transformadoras fez o consumidor segurar a troca de aparelho por mais tempo, criando um cenário duro para fabricantes e investidores. Mas é no olho do furacão que a China resolveu redesenhar a arquitetura da economia mobile.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Na última Conferência Mundial de Inteligência Artificial em Xangai, a estatal chinesa ZTE apresentou o **NaviX Ultra**, anunciado como o primeiro smartphone com **IA agêntica nativa** do mundo. Em paralelo, a gigante ByteDance (dona do TikTok) entra na jogada integrando de fábrica seu assistente de linguagem, o **Doubao**.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para quem empreende no ecossistema de tecnologia, o recado é claro: **estamos prestes a assistir à morte do modelo tradicional de aplicativos.**&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;O que muda do &amp;#8220;App-Centric&amp;#8221; para o &amp;#8220;Agent-Centric&amp;#8221;?&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Até hoje, a experiência mobile dependia do usuário abrir um app específico para solucionar uma dor pontual (pedir comida, chamar transporte, fazer um PIX, comprar uma passagem). Assistentes como Siri e Google Assistant atuavam como meros atalhos de voz passivos.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A IA agêntica altera essa lógica ao migrar para uma atuação autônoma e proativa:&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8220;`&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;strong&gt;Modelo Tradicional:&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Usuário -&gt; Abre o App -&gt; Digita a busca -&gt; Executa a tarefa -&gt; Conclui&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;strong&gt;Modelo Agêntico:&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Agente de IA -&gt; Analisa o contexto -&gt; Toma decisões -&gt; Executa múltiplos serviços -&gt; Entrega o resultado pronto&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8220;`&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O smartphone deixa de ser um painel cheio de ícones para se tornar um **sistema operacional verdadeiramente inteligente**. Ele entende sua rotina, monitora dados em tempo real e orquestra fluxos complexos em segundo plano — sem que o usuário precise interagir com telas ou baixar softwares individuais.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;O paradoxo dos fundadores: ameaça e oportunidade&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A transição da Web2 mobile para a era dos &amp;#8220;robôs de bolso&amp;#8221; cria uma ruptura profunda em todo o ecossistema de startups e SaaS. Veja a seguir algumas ameaças ao modelo de negócios tradicional&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8211; Perda da propriedade da interface: Se o usuário não abre mais a tela do seu aplicativo, as métricas tradicionais como DAU (Usuários Ativos Diários), retenção por navegação e tempo de tela perdem o sentido.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8211; Fim do App Store Optimization (ASO): A forma de distribuição muda drasticamente. Ganhar destaque não será mais uma questão de ranqueamento nas lojas da Apple e Google, mas sim de ser a “API preferida do agente de IA” para resolver aquela dor.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8211; Pressão no CAC: Modelos baseados em anúncios de display dentro de apps perdem força se a interatividade humana direta for reduzida ao mínimo.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;As novas oportunidades para quem constrói o futuro&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;gt; A nova regra do jogo: As startups do futuro não venderão interfaces bonitas (UI), mas sim eficiência e integração profunda via infraestrutura e APIs.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;gt; &lt;em&gt;Middleware&lt;/em&gt; e conectividade: Surgem enormes oportunidades para startups que constroem a camada de integração entre grandes LLMs/agentes e bases de dados operacionais específicas.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;gt; Modelos B2B e IA On-Device: Com a demanda por maior capacidade de processamento local (NPUs) nos chips dos celulares, soluções focadas em privacidade e processamento eficiente de dados ganharão tração expressiva.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;gt; Segurança e Trust Governance: Agentes autônomos movimentando fundos e tomando decisões sozinhos exigirão novas camadas de validação, segurança cibernética e compliance de dados.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;A cartada geoestratégica da China&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Não se trata apenas de lançar um novo modelo de celular para aquecer vendas de hardware. Ao integrar diretamente o ecossistema da ByteDance ao hardware da ZTE, a China busca ditar as regras da próxima fase da computação pessoal.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Enquanto Big Techs ocidentais ainda refinam seus ecossistemas fechados, a abordagem chinesa acelera a execução da IA agêntica em larga escala, ancorada em uma massa gigantesca de dados do ecossistema local.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para os fundadores brasileiros e globais, a provocação que fica é urgente: se a interface do seu produto desaparecer amanhã e for substituída por um comando de IA agêntica, a sua startup continua sendo relevante? O jogo, ao que parece, já começou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/ia-agentica-e-o-fim-dos-apps-o-novo-grande-choque-de-ordem-para-as-startups/&quot;&gt;IA agêntica e o fim dos apps: o novo grande choque de ordem para as startups&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/startupi/&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;em&gt;* Por Maurício Alarcon&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Durante anos, os bancos investiram bilhões para digitalizar suas operações. Aplicativos substituíram agências, processos migraram para o ambiente online e novos canais ampliaram o acesso aos serviços financeiros. Essa transformação trouxe ganhos importantes de eficiência, mas também tornou mais fácil para o cliente trocar de instituição, já que uma pessoa pode concentrar investimentos em um banco, utilizar o cartão de crédito de outro, contratar crédito em uma fintech e realizar pagamentos por diferentes plataformas.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Isso significa que para conquistar espaço na rotina dos clientes, os bancos precisam entregar experiências personalizadas. O consumidor atual espera que sua instituição financeira compreenda seu contexto, antecipe necessidades e ofereça recomendações que façam sentido para sua realidade. Por exemplo, uma empresa em processo de expansão possui desafios diferentes de uma companhia focada em redução de custos. Um cliente que viaja frequentemente tem demandas distintas daquele que concentra gastos em compras do dia a dia. Tratar todos da mesma forma significa perder oportunidades de relacionamento, engajamento e geração de valor.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;É nesse contexto que a hiperpersonalização entra como estratégia para fidelização. Mas esse conceito só é possível se houver a combinação entre dados, analytics avançado e Inteligência Artificial, que já vem mudando o cenário deste mercado. Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, mais de 80% dos bancos brasileiros já utilizam esta tecnologia em suas operações, com resultados que vão além da eficiência operacional. São 47% das instituições registrando melhorias na personalização dos serviços e 32% observando um aumento na satisfação dos clientes.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O avanço no uso tem dado espaço para uma nova etapa dessa transformação, agora por meio dos agentes inteligentes, que começam a assumir um papel mais ativo na execução de tarefas e processos de negócio, como atendimento ao cliente, análise de crédito, prevenção a fraudes, monitoramento regulatório e compliance. Os sinais dessa mudança já são visíveis. Entre abril e maio de 2026, agentes de IA movimentaram entre 150 mil e 230 mil transações diárias por meio de protocolos especializados, de acordo com dados da Oobit, fintech global especializada em pagamentos com ativos digitais.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A chamada economia agente-a-agente, em que os sistemas passam a realizar operações entre si, começa a sair do campo experimental para ganhar aplicações práticas. A próxima evolução será a capacidade de interagir com diferentes sistemas, executar ações e apoiar jornadas completas de forma autônoma.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para os bancos, isso abre espaço para serviços capazes de compreender contextos específicos, antecipar demandas e executar ações com níveis inéditos de personalização . Mas, viabilizar essa transformação exige mais do que tecnologia, é necessário ter a capacidade de conectar estratégia, dados, processos e conhecimento de negócio. É justamente nesse ponto que a integração entre diferentes sistemas e áreas da instituição se torna determinante para que iniciativas de IA gerem resultados concretos e escaláveis.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A hiperpersonalização não nasce pronta dentro de uma plataforma, ela é construída a partir da combinação entre conhecimento do negócio bancário, dados, Inteligência Artificial e capacidade de execução. Os projetos mais bem-sucedidos começam com um desafio de negócio e não com uma ferramenta. Analisar o comportamento de utilização de cartões pode permitir, por exemplo, compreender hábitos de consumo, identificar oportunidades de engajamento e recomendar benefícios, estabelecimentos parceiros ou serviços financeiros mais aderentes ao perfil de cada cliente. O objetivo não é simplesmente vender mais. É ajudar o usuário a extrair mais valor da relação com o banco.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Só temos que lembrar que quanto maior a autonomia desses sistemas, maior também a necessidade de governança. No setor financeiro, a confiança continua sendo um ativo tão importante quanto inovação. Modelos precisam ser auditáveis, decisões rastreáveis e processos aderentes às exigências regulatórias. A discussão já não é apenas sobre o que a Inteligência Artificial é capaz de fazer, mas sobre como garantir que ela opere de forma segura, transparente e alinhada aos interesses do negócio e dos clientes.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Nos próximos anos, não estará à frente quem possui mais canais digitais, mas sim quem consegue transformar dados em experiências relevantes. Nesse cenário, Inteligência Artificial, agentes inteligentes e governança formam uma combinação indispensável. A tecnologia continuará evoluindo, mas a confiança seguirá sendo o elemento que determina quais organizações conseguirão converter inovação em relacionamento duradouro e geração de valor.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;em&gt;* Maurício Alarcon é diretor da vertical de bancos da SONDA do Brasil&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/hiperpersonalizacao-e-agentes-de-ia-bancos-precisam-gerar-valor-e-nao-apenas-ofertas/&quot;&gt;Hiperpersonalização e agentes de IA: bancos precisam gerar valor, e não apenas ofertas&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/assinatura-de-artigos/&quot;&gt;Convidado Especial&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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via &lt;a href=&quot;https://ifttt.com/?ref=da&amp;site=blogger&quot;&gt;IFTTT&lt;/a&gt;</description><link>https://www.dev-inksites.com.br/2026/07/hiperpersonalizacao-e-agentes-de-ia.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabiana lima)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7823123175662652773.post-2559325684595833230</guid><pubDate>Mon, 20 Jul 2026 08:48:39 +0000</pubDate><atom:updated>2026-07-20T01:48:39.405-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Oportunidades de tecnologia</category><title>Defense Techs colocam capital de risco na linha de frente da geopolítica</title><description>&lt;p&gt;&lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/defense-techs-colocam-capital-de-risco-na-linha-de-frente-da-geopolitica/&quot;&gt;Defense Techs colocam capital de risco na linha de frente da geopolítica&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;details class=&quot;wp-block-details is-layout-flow wp-block-details-is-layout-flow&quot;&gt;&lt;summary&gt;Resumo: O avanço geopolítico global e a busca por autonomia tecnológica transformaram as chamadas dealth-techs em um porto seguro para o capital de risco. A convergência entre inovações civis e aplicações militares está redefinindo as prioridades dos fundos globais, direcionando grandes volumes de liquidez para infraestrutura e soberania nacional. O ecossistema de alta tecnologia assume, assim, o protagonismo na nova reindustrialização das potências econômicas.&lt;/summary&gt;
&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;Um novo tabuleiro do &lt;em&gt;venture capital&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O primeiro semestre de 2026 consolidou uma mudança importante na tese de investimento dos principais fundos de &lt;em&gt;venture capital&lt;/em&gt; globais. Startups de defesa captaram US$35,4 bilhões distribuídos em 415 rodadas de investimento, segundo dados consolidados pela &lt;em&gt;PitchBook&lt;/em&gt;. Esse avanço sinaliza que a estabilidade institucional e a soberania tecnológica tornaram-se prioridades comerciais indiscutíveis.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O movimento parece refletir uma consolidação de mercado: enquanto o número absoluto de transações caiu, o tíquete médio das rodadas subiu para US$91 milhões no segundo trimestre. O grande destaque desse fenômeno foi a rodada Série H de US$5 bilhões da &lt;strong&gt;Anduril Industries&lt;/strong&gt;. O aporte massivo financiará a construção da Arsenal-1, uma megafábrica automatizada projetada para produzir mísseis e sistemas autônomos em escala.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;Do Vale do Silício ao Pentágono&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Historicamente, a relação entre o ecossistema de inovação e o setor militar passou por ciclos profundos de distanciamento e aproximação. Nos anos 1960, a &lt;strong&gt;ARPA&lt;/strong&gt; (agência do governo americano que deu origem à internet) financiou as bases tecnológicas do que viria a ser o Vale do Silício. Contudo, nas décadas seguintes, o mercado de software comercial e de consumo passou a ditar o ritmo de crescimento dos investimentos.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O cenário atual reverte essa lógica ao consagrar o conceito de tecnologias de uso dual — inovações desenvolvidas para o mercado corporativo que possuem aplicação estratégica imediata na defesa nacional. Empresas líderes em captação neste semestre, como &lt;strong&gt;Groq&lt;/strong&gt; (semicondutores) e &lt;strong&gt;Cyera&lt;/strong&gt; (segurança de dados), provam que a fronteira entre o desenvolvimento civil e o militar foi mitigada pela urgência de resiliência digital e energética.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Reindustrialização e riscos de execução&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Um fato a se esperar é que essa injeção histórica de recursos pode acelerar um processo de reindustrialização das economias ocidentais, aproximando a agilidade das startups das grandes cadeias de suprimentos tradicionais. Para as corporações tradicionais do setor, a ascensão dessas novas entrantes força uma modernização acelerada em inteligência artificial e manufatura enxuta.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Contudo, a estratégia de investir pesado em infraestrutura fabril antes da assinatura de contratos públicos definitivos carrega um risco de execução considerável. Dados do &lt;em&gt;Silicon Valley Defense Group&lt;/em&gt; apontam que o volume captado por startups de defesa ainda supera os contratos governamentais de fato convertidos. O sucesso dessa tese dependerá da capacidade do setor público em flexibilizar seus processos de compras para absorver a inovação na velocidade do ecossistema privado.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Futuro da inovação soberana&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O direcionamento do capital de risco rumo às tecnologias de defesa pode marcar o fim da era do software focado puramente em consumo e inaugurar a era da infraestrutura estratégica. E a liderança corporativa, assim como os investidores institucionais, devem compreender que a inovação, agora, pode passar a ser medida mais pela resiliência do que pela capacidade de proteger cadeias globais de valor.&lt;/p&gt;
&lt;/details&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;Um novo tabuleiro do &lt;em&gt;venture capital&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O primeiro semestre de 2026 consolidou uma mudança importante na tese de investimento dos principais fundos de &lt;em&gt;venture capital&lt;/em&gt; globais. Startups de defesa captaram US$35,4 bilhões distribuídos em 415 rodadas de investimento, segundo dados consolidados pela &lt;em&gt;PitchBook&lt;/em&gt;. Esse avanço sinaliza que a estabilidade institucional e a soberania tecnológica tornaram-se prioridades comerciais indiscutíveis.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O movimento parece refletir uma consolidação de mercado: enquanto o número absoluto de transações caiu, o tíquete médio das rodadas subiu para US$91 milhões no segundo trimestre. O grande destaque desse fenômeno foi a rodada Série H de US$5 bilhões da &lt;strong&gt;Anduril Industries&lt;/strong&gt;. O aporte massivo financiará a construção da Arsenal-1, uma megafábrica automatizada projetada para produzir mísseis e sistemas autônomos em escala.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;Do Vale do Silício ao Pentágono&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Historicamente, a relação entre o ecossistema de inovação e o setor militar passou por ciclos profundos de distanciamento e aproximação. Nos anos 1960, a &lt;strong&gt;ARPA&lt;/strong&gt; (agência do governo americano que deu origem à internet) financiou as bases tecnológicas do que viria a ser o Vale do Silício. Contudo, nas décadas seguintes, o mercado de software comercial e de consumo passou a ditar o ritmo de crescimento dos investimentos.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O cenário atual reverte essa lógica ao consagrar o conceito de tecnologias de uso dual — inovações desenvolvidas para o mercado corporativo que possuem aplicação estratégica imediata na defesa nacional. Empresas líderes em captação neste semestre, como &lt;strong&gt;Groq&lt;/strong&gt; (semicondutores) e &lt;strong&gt;Cyera&lt;/strong&gt; (segurança de dados), provam que a fronteira entre o desenvolvimento civil e o militar foi mitigada pela urgência de resiliência digital e energética.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Reindustrialização e riscos de execução&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Um fato a se esperar é que essa injeção histórica de recursos pode acelerar um processo de reindustrialização das economias ocidentais, aproximando a agilidade das startups das grandes cadeias de suprimentos tradicionais. Para as corporações tradicionais do setor, a ascensão dessas novas entrantes força uma modernização acelerada em inteligência artificial e manufatura enxuta.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Contudo, a estratégia de investir pesado em infraestrutura fabril antes da assinatura de contratos públicos definitivos carrega um risco de execução considerável. Dados do &lt;em&gt;Silicon Valley Defense Group&lt;/em&gt; apontam que o volume captado por startups de defesa ainda supera os contratos governamentais de fato convertidos. O sucesso dessa tese dependerá da capacidade do setor público em flexibilizar seus processos de compras para absorver a inovação na velocidade do ecossistema privado.&lt;/p&gt;



&lt;h3 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Futuro da inovação soberana&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;O direcionamento do capital de risco rumo às tecnologias de defesa pode marcar o fim da era do software focado puramente em consumo e inaugurar a era da infraestrutura estratégica. E a liderança corporativa, assim como os investidores institucionais, devem compreender que a inovação, agora, pode passar a ser medida mais pela resiliência do que pela capacidade de proteger cadeias globais de valor.&lt;/p&gt;


&lt;div class=&quot;wp-block-image&quot;&gt;
&lt;figure class=&quot;aligncenter size-full&quot;&gt;&lt;img fetchpriority=&quot;high&quot; decoding=&quot;async&quot; width=&quot;653&quot; height=&quot;470&quot; src=&quot;https://startupi.com.br/wp-content/uploads/2026/07/anduril-founder.jpg&quot; alt=&quot;Defense Techs colocam capital de risco na linha de frente da geopolítica&quot; class=&quot;wp-image-259557&quot; title=&quot;Defense Techs colocam capital de risco na linha de frente da geopolítica&quot; srcset=&quot;https://startupi.com.br/wp-content/uploads/2026/07/anduril-founder.jpg 653w, https://startupi.com.br/wp-content/uploads/2026/07/anduril-founder-300x216.jpg 300w, https://startupi.com.br/wp-content/uploads/2026/07/anduril-founder-150x108.jpg 150w, https://startupi.com.br/wp-content/uploads/2026/07/anduril-founder-450x324.jpg 450w&quot; sizes=&quot;(max-width: 653px) 100vw, 653px&quot; /&gt;&lt;figcaption class=&quot;wp-element-caption&quot;&gt;&lt;strong&gt;Andrey Luckey&lt;/strong&gt;, CEO e founder da &lt;strong&gt;Anduril&lt;/strong&gt;, empresa americana fabricante de drones. &amp;#8220;&lt;em&gt;Se você está falando em matar pessoas, precisa minimizar a quantidade de danos colaterais… Portanto, para mim, não há superioridade moral em usar tecnologia inferior, mesmo que isso permita dizer coisas como: &amp;#8216;Nunca deixamos um robô decidir quem vive e quem morre&lt;/em&gt;&amp;#8216;.&amp;#8221;&lt;/figcaption&gt;&lt;/figure&gt;
&lt;/div&gt;&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/defense-techs-colocam-capital-de-risco-na-linha-de-frente-da-geopolitica/&quot;&gt;Defense Techs colocam capital de risco na linha de frente da geopolítica&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/startupi/&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A Galileo Financial Technologies, plataforma de tecnologia financeira do grupo SoFi Technologies, divulgou os resultados do seu &lt;a href=&quot;https://nam10.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Fwww.galileo-ft.com%2Fblog%2Fadaptive-banking-galileo-guide-building-scalable-financial-systems-under-pressure%2F&amp;amp;data=05%7C02%7Cmarystela.barbosa%40startupi.com.br%7C13ca429309fe40e014ab08dee407d7c2%7C6f8818154bfa4ba8968c546e8246fef6%7C0%7C0%7C639198919546952731%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJFbXB0eU1hcGkiOnRydWUsIlYiOiIwLjAuMDAwMCIsIlAiOiJXaW4zMiIsIkFOIjoiTWFpbCIsIldUIjoyfQ%3D%3D%7C0%7C%7C%7C&amp;amp;sdata=hsi5YALC0dw5ZYe5mrhac5BEQesgVO9a1gPLR3YX6Qk%3D&amp;amp;reserved=0&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noreferrer noopener&quot;&gt;Galileo Adaptive Banking Report&lt;/a&gt;, que mostra que o Brasil entrou oficialmente em uma nova fase de personalização no setor financeiro. Enquanto boa parte da América Latina ainda luta com desafios básicos de infraestrutura e de prevenção a fraudes, o país já deu um passo à frente e voltou sua atenção para a experiência do usuário.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A pesquisa ouviu 337 CTOs e CIOs de empresas da região e revelou uma vantagem expressiva do Brasil nesse quesito: 50% das empresas brasileiras já alcançaram um nível avançado de personalização, quase duas vezes e meia a média latino-americana, de 21,1%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;



&lt;h2 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Experiência do cliente já disputa espaço com segurança entre as prioridades&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Esse é um dos pontos que mais chamam a atenção no estudo: diferentemente do restante da região, as empresas brasileiras não tratam mais a segurança como o único grande desafio. Em mercados como o México, a fraude ainda lidera, isoladamente, como a principal preocupação dos clientes (50,9%). No Brasil, porém, experiência do cliente e personalização (35,9%) já empataram com fraude e segurança (35,9%) no topo da lista.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Essa mudança tem tudo a ver com a rapidez com que o país adotou tecnologias em tempo real depois do sucesso do Pix. Hoje, 82,6% das empresas brasileiras já enxergam os serviços financeiros em tempo real como fonte direta de receita, bem acima da média regional, de 53,7%.&lt;/p&gt;



&lt;h2 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;A velocidade das transações e das transformações&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Grande parte da região ainda está concentrada na fase de &amp;#8220;proteção e controle&amp;#8221; do banking digital, com 84,3% das empresas priorizando dados em tempo real principalmente para o combate a fraudes. O Brasil, no entanto, já avança para o que o relatório chama de &lt;em&gt;Adaptive Banking&lt;/em&gt;, um modelo que permite ajustar a infraestrutura e a experiência do cliente em tempo real, sem abrir mão do controle operacional.&lt;/p&gt;



&lt;h2 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Referência regional em inovação contínua&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Essa liderança do Brasil se apoia em uma base técnica mais madura, que permite lançamentos mais rápidos e ciclos de melhoria mais curtos:&lt;/p&gt;



&lt;ul class=&quot;wp-block-list&quot;&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Lançamentos contínuos:&lt;/strong&gt; uma em cada quatro empresas brasileiras (25%) testa e lança novos serviços de forma contínua, quase o dobro do México (14,5%) e quatro vezes mais que a Colômbia (6,2%).&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Resposta rápida ao usuário:&lt;/strong&gt; 31,5% das empresas brasileiras conseguem transformar feedback dos usuários em melhorias reais no produto em menos de 10 dias, muito à frente do México (16,4%) e da Argentina (3,7%).&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Confiança no crescimento:&lt;/strong&gt; 63% das empresas no Brasil acreditam que sua infraestrutura seria capaz de escalar de forma permanente em até sete dias, mais do que o dobro da média regional (29,7%).&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;



&lt;h2 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;O caminho daqui para frente é o crescimento adaptativo&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Apesar de toda essa vantagem, ainda existem obstáculos: 25% das empresas brasileiras apontam a infraestrutura legada como uma barreira para inovar mais rápido. Para manter essa liderança, o relatório reforça a importância de integrar as áreas de produto, TI e risco em um único ambiente de dados, o que permite transformar sinais em tempo real em valor comercial imediato.&lt;/p&gt;



&lt;h2 class=&quot;wp-block-heading&quot;&gt;&lt;strong&gt;Principais destaques do Brasil:&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;



&lt;ul class=&quot;wp-block-list&quot;&gt;
&lt;li&gt;50% das empresas já atingiram um nível avançado de personalização (contra 21,1% na média da América Latina)&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;35,9% dos usuários apontam experiência do cliente/personalização como principal preocupação, empatado com fraude&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;82,6% veem os serviços em tempo real como fonte direta de receita&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;31,5% conseguem implementar melhorias pedidas pelos usuários em menos de 10 dias&lt;/li&gt;



&lt;li&gt;52,2% apontam finanças incorporadas (&lt;em&gt;embedded finance&lt;/em&gt;) como o principal motor de crescimento futuro&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/brasil-se-consolida-como-referencia-regional-em-personalizacao-financeira-aponta-pesquisa/&quot;&gt;Brasil se consolida como referência regional em personalização financeira, aponta pesquisa&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/assinatura-materias/&quot;&gt;Marystela Barbosa&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A Canopy, companhia brasileira dedicada à aquisição e ao desenvolvimento de negócios de tecnologia voltados para clientes corporativos, acaba de dar seu primeiro passo no agronegócio e anuncia a aquisição da Maxicon Sistemas, referência em software para gestão e logística da cadeia de grãos.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A operação marca a entrada da Canopy no agronegócio por meio de uma empresa cujas plataformas movimentam mais de R$ 120 bilhões em transações, processam cerca de 35 milhões de toneladas de grãos por ano e apoiam operações responsáveis por um volume equivalente a aproximadamente 10% da produção brasileira de soja, atendendo também algumas gigantes do setor.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Fundada em 1999, em Toledo (PR), a Maxicon tem sua carteira de clientes distribuídos nas principais regiões produtoras de grãos do país, somando mais de 7 mil usuários. Para apoiar essa operação, a companhia mantém presença física em Toledo (PR) e Luís Eduardo Magalhães (BA), no MATOPIBA, além de atuação consolidada em Sorriso (MT) por meio de parceiros locais.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Segundo Thiago Rocha, fundador e CEO da Canopy, a aquisição vem ao encontro da evidente transformação digital no agronegócio brasileiro. &amp;#8220;O agronegócio é um dos pilares da economia brasileira e continua avançando em sua transformação digital. Para a Canopy, entrar nesse mercado por meio da Maxicon representa a oportunidade de construir uma plataforma em um segmento estratégico&amp;#8221;.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Para a Maxicon, a transação representa uma oportunidade de acelerar sua expansão comercial, preservando sua cultura, autonomia operacional e equipe de gestão. Com 27 anos de atuação e forte especialização no agronegócio, a empresa conquistou grandes grupos do setor e mantém clientes em sua base desde a fundação. Como parte de seu planejamento estratégico, a companhia busca ampliar sua presença entre os principais players do mercado brasileiro de grãos.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&amp;#8220;Nosso diferencial sempre foi o profundo conhecimento das necessidades do cliente do agronegócio, aliado à capacidade de atender às especificidades de um país de dimensões continentais, com realidades diversas de norte a sul. Agora com a Canopy, o objetivo é crescer, mantendo a proximidade com nossos clientes e incorporando as melhores práticas do mercado para fortalecer a nossa atuação&amp;#8221;, afirma Anaide Holzbach, CEO da Maxicon.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Segundo Guilherme Chiaramonti, cofundador e Diretor de M&amp;amp;A da Canopy, a Maxicon se destacou em meio a um processo extenso de análise de mercado. “Analisamos mais de 300 empresas de software vertical no Brasil. Pouquíssimas combinam o que a Maxicon tem: crescimento elevado, um produto de missão crítica, liderança no segmento que atua (cadeia de grãos), e clientes que operam sobre o sistema há décadas. Quando encontramos esse perfil, agimos com convicção&amp;#8221;.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;A aquisição da Maxicon dá sequência à estratégia de expansão da Canopy por meio da consolidação de empresas de software vertical. Desde a captação de US$ 100 milhões realizada em julho de 2025 junto aos fundos Bessemer Venture Partners e Cloud9 Capital, a companhia vem acelerando seu plano de crescimento por meio de aquisições em outros segmentos.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Antes da entrada no agronegócio, a Canopy já havia adquirido a Solus Saúde, especializada em software para operadoras de planos de saúde, e a Topcon, referência em tecnologia para concreteiras e infraestrutura. Agora, com a Maxicon, a empresa inaugura sua terceira vertical de atuação e passa a apostar na consolidação do mercado de tecnologia para o agronegócio.&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;Na operação, a Maxicon foi assessorada pela BRS Partners, empresa especializada em assessoria financeira para fusões e aquisições (M&amp;amp;A).&lt;/p&gt;



&lt;p class=&quot;wp-block-paragraph&quot;&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O post &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/canopy-compra-maxicon/&quot;&gt;Canopy compra Maxicon e estreia no agronegócio com software que movimenta R$ 120 bilhões&lt;/a&gt; aparece primeiro em &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br&quot;&gt;Startupi&lt;/a&gt; e foi escrito por &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;https://startupi.com.br/autor/assinatura-materias/&quot;&gt;Marystela Barbosa&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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