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	<title>O Blog Do Mendes</title>
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	<description>Eu sou Mendes e esta é a parte branca do meu fiambre musical</description>
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		<title>Readers Digest (por António Zambujo)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[miguelaj]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 10:20:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Etcaetera]]></category>
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					<description><![CDATA[A primeira vez que uma música minha é gravada por outrem. E logo que outrem: o António Zambujo, que para mim é um dos maiores cantores do mundo. E não sou só eu que o digo: &#8220;&#8230;ouvir o CD do António Zambujo me prendeu à necessidade de ouvir de novo, de novo e de novo. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira vez que uma música minha é gravada por outrem. E logo que outrem: o António Zambujo, que para mim é um dos maiores cantores do mundo. E não sou só eu que o digo:</p>
<p><em>&#8220;&#8230;ouvir o CD do António Zambujo me prendeu à necessidade de ouvir de novo, de novo e de novo. Esse mesmo desejo senti quando Moreno me mostrou Buika cantando Mi Niña Lola. Quero ouvir muito, mais vezes, mais fundo. No caso do Zambujo, muito mais ainda. É a língua portuguesa. É a história do fado. É o fato de eu ter sempre só gostado de cantoras de fado, nunca verdadeiramente de cantores. (&#8230;)Admiro os fadistas homens, mas nunca cheguei a amar-lhes o canto. Fado para mim era cantado por mulher. Desde Ester de Abreu, da minha infância, até Mariza: mulheres, sempre mulheres.</em></p>
<p><em>Não é que o Zambujo me pegou de jeito? Há nele dois elementos que – para além do prazer imediato de ouvir-se uma voz naturalmente musical e relaxada – compõem para mim um grande passo: que seja um homem a cantar fado tão lindamente – e que o diálogo com a música brasileira se apresente tão orgânico, já não-pensado, já resultante de forças históricas que vêm se expandindo há décadas. O disco de Teresa Salgueiro é belo e emociona (finalmente com Carlos Lyra no destaque que merece). A atitude programática de Eugénia de Melo e Castro foi e é tocante, além de desbravadora. Mas o que se ouve em Zambujo é algo já que vai mais fundo. É um jovem cantor de fado que, intensificando mais a tradição do que muitos de seus contemporâneos, faz pensar em João Gilberto e em tudo que veio à música brasileira por causa dele.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Quando Zambujo canta “Nem às paredes confesso”, vamos ao fundo do fado e, ao mesmo tempo, sentimos a cultura da bossa nova e da pós-bossa nova já na corrente sangüínea da canção portuguesa. Quando ele canta um Vinicius com Antônio Maria (esse seu xará com acento circunflexo), a composição soa enfaticamente “moderna” e americanizada, embora o tratamento seja de fado. E o mais incrível é que “Lábios que beijei” não soa menos americanizada e “moderna” do que aquela. Não pelo arranjo, que é fadista, mas pelo Brasil que há ali. É de arrepiar e fazer chorar. Sentimos a força da cultura de língua portuguesa – aquela que, afinal de contas, mais me interessa (&#8230;)&#8221;</em></p>
<p>Caetano Veloso, in &#8220;Obra em Progresso&#8221;, Outubro de 2008</p>
<p><strong>Reader’s Digest</strong></p>
<p>Quero a vida pacata que acata o destino sem desatino<br />
Sem birra nem mossa, que só coça quando lhe dá comichão<br />
À frente uma estrada, não muito encurvada atrás a carroça<br />
grande e grossa que eu possa arrastar sem fazer pó no chão</p>
<p>e já agora a gravata, com o nó que me ata bem o pescoço<br />
para que o alvoroço, o tremoço e o almoço demorem a entrar<br />
quero ter um sofá e no peito um crachá quero ser funcionário<br />
com cargo honorário e carga de horário e um ponto a picar</p>
<p>vou dizer que sim, ser assim assim, assinar a reader’s digest<br />
haja este sonho que desde rebento acalento em mim<br />
ter mulher fiel, filhos, fado, anel, e lua de mel em frança<br />
abrandando a dança, descansado até ao fim</p>
<p>quero ter um t1, ter um cão e um gato e um fato escuro<br />
barbear e rosto, pagar o imposto, disposto a tanto<br />
quem sabe amiude brindar à saude com um copo de vinho,<br />
saudar o vizinho, acender uma vela ao santo</p>
<p>quero vida pacata pataca gravata sapato barato<br />
basta na boca uma sopa com pão com cupão de desconto<br />
emprego, sossego, renego o chamego e faço de conta<br />
fato janota, quota na conta e a nota de conto</p>
<p>vou dizer que sim ser assim assim assinar a reader’s digest<br />
haja este sonho que desde rebento acalento em mim<br />
ter mulher fiel, filhos, fado, anel, e lua de mel em frança<br />
abrandando a dança, descansado até ao fim</p>
<p>António Zambujo: voz<br />
Ricardo Cruz: contrabaixo<br />
Carlos Manuel Proença: Viola<br />
Bernardo Couto: Guitarra Portuguesa</p>
<p>Disponível a partir de 14 de Abril de 2010, no disco &#8220;Guia&#8221;, editado em vários países pela editora &#8220;Hamonia Mundi&#8221;.</p>
<p>Obviamente que não posso disponibilizar a música para download, mas aqui está ela para ser ouvida em streaming:</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/uDf_Dd1xNX4" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen=""></iframe></p>
<p>(No player da barra direita deste blog podem ouvir a minha versão. Gravada no quarto, de pijama, em estado de ligeira ressaca matinal, longe de imaginar que iria figurar num disco onde desfilam autores como Vinicius de Morais, Rodigo Maranhão, João Monge, etc, numa versão interpretada por estes monstros que lhe conferem toda uma dignidade jamais imaginada pelo autor)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Isaura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[miguelaj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 10:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Penas de Pato]]></category>
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					<description><![CDATA[é sal, imensa água que teima em nos separar o leito da minha mágoa vai engrossando o mar ai isaura, eu ainda nao exauri todo o sentimento que tenho por ti isaura foste a primeira do meu pobre coração segue o teu porta-bandeira vai na tua procissão vai isaura, que o Carnaval já passou o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>é sal, imensa água<br />
que teima em nos separar<br />
o leito da minha mágoa<br />
vai engrossando o mar</p>
<p>ai isaura, eu ainda nao exauri<br />
todo o sentimento que tenho por ti</p>
<p>isaura foste a primeira<br />
do meu pobre coração<br />
segue o teu porta-bandeira<br />
vai na tua procissão</p>
<p>vai isaura, que o Carnaval já passou<br />
o meu sentimento, não</p>
<p>navegar é preciso<br />
no mar dos teus caracóis<br />
nas ondas do teu sorriso<br />
na esteira dos teus lençois<br />
nas ondas da tua saia<br />
eu preciso me afogar<br />
mas sei que vou morrer na praia<br />
por não enfrentar o mar</p>
<p>quando a estação derradeira<br />
da vida me quiser me levar<br />
e a manhã de quarta feira<br />
em cinzas me tranformar</p>
<p>a poeira que do meu corpo restar<br />
fica para sempre na areia<br />
o resto, engrossou o mar</p>
<p><iframe style="border: 0; width: 100%; height: 42px;" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=880945107/size=small/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/artwork=none/track=501358203/transparent=true/" seamless=""><a href="http://miguelaraujo.bandcamp.com/album/m-sicas-do-blog">músicas do blog by Miguel Araujo</a></iframe><a href="http://oblogdomendes.com/wp-content/uploads/2014/08/mendes-isaura.mp3">download</a>&nbsp;(clicar no botão direito do rato e escolher &#8220;save target as&#8221; ou &#8220;guardar destino como&#8221;)</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Companhia Fantasia</title>
		<link>https://oblogdomendes.com/companhia-fantasia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[miguelaj]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 11:35:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Azeite Excedentário]]></category>
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					<description><![CDATA[COMPANHIA FANTASIA nós somos os cantores da companhia fantasia vivemos na fantasia de que seremos um dia a tua companhia a tua companhia e de quem está em sintonia com a sua própria companhia Fantasia! num pedaço do meu rosto vê-se o traço de um palhaço pobre mas debaixo desse traço há um fundo falso [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>COMPANHIA FANTASIA</strong></p>
<p>nós somos os cantores<br />
da companhia fantasia<br />
vivemos na fantasia de que seremos um dia<br />
a tua companhia<br />
a tua companhia<br />
e de quem está em sintonia<br />
com a sua própria companhia<br />
Fantasia!</p>
<p>num pedaço do meu rosto vê-se o traço<br />
de um palhaço pobre<br />
mas debaixo desse traço há um fundo falso<br />
que esse traço encobre<br />
o do palhaço triste<br />
que insiste em disfarçar que lá por baixo<br />
outro palhaço existe<br />
o palhaço aprendiz<br />
que aprendeu a aceitar que por um triz<br />
ele era o palhaço feliz<br />
e bis</p>
<p>nós somos os cantores da companhia<br />
fantasia&#8230;</p>
<p><iframe style="border: 0; width: 100%; height: 42px;" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=880945107/size=small/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/artwork=none/track=3778274925/transparent=true/" seamless=""><a href="http://miguelaraujo.bandcamp.com/album/m-sicas-do-blog">músicas do blog by Miguel Araujo</a></iframe></p>
<p><a href="http://oblogdomendes.com/wp-content/uploads/mendes-companhia-fantasia.mp3">download</a> (clicar no botão direito do rato e escolher &#8220;save target as&#8221; ou &#8220;guardar destino como&#8221;)</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Desdita</title>
		<link>https://oblogdomendes.com/desdita/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[miguelaj]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 15:10:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Penas de Pato]]></category>
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					<description><![CDATA[DESDITA Desdita Ouvi da minha desdita Certo dia em que eu passei Numa ruela tão estreita Onde fica, já nem sei Calhou de estar à janela Nessa dia àquela hora A criatura tão bela Que naquela casa mora Delicada de cintura E com setas no olhar Viu-me naquela &#160;figura E a sorrir mandou-me entrar Nesse [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>DESDITA</p>
<p>Desdita</p>
<p>Ouvi da minha desdita</p>
<p>Certo dia em que eu passei</p>
<p>Numa ruela tão estreita</p>
<p>Onde fica, já nem sei</p>
<p>Calhou de estar à janela</p>
<p>Nessa dia àquela hora</p>
<p>A criatura tão bela</p>
<p>Que naquela casa mora</p>
<p>Delicada de cintura</p>
<p>E com setas no olhar</p>
<p>Viu-me naquela &nbsp;figura</p>
<p>E a sorrir mandou-me entrar</p>
<p>Nesse dia a mesma hora</p>
<p>Não chegou pelo jantar</p>
<p>O fiador da cidade</p>
<p>Lá o foram procurar</p>
<p>Veio dar ao pé rio</p>
<p>Sem roupas, sem cor, desfeito</p>
<p>Com as vergonhas de fora</p>
<p>E três facadas no peito</p>
<p>Por nunca ter um tostão</p>
<p>Fui o primeiro suspeito</p>
<p>Fui nomeado &nbsp;vilão</p>
<p>Naquele golpe perfeito</p>
<p>E logo de manhazinha</p>
<p>Ao juiz eu fui chamado</p>
<p>E qual não foi o meu espanto</p>
<p>Eu já lá tinha estado</p>
<p>Era aquela tal &nbsp;ruela</p>
<p>Estreita como a minha sorte</p>
<p>Sem ter ninguém à janela</p>
<p>Desta vez bati à porta</p>
<p>Sem nada que desculpasse</p>
<p>Obra que eu não assinei</p>
<p>Fosse qual fosse o desfecho</p>
<p>Nada tinha contra a lei</p>
<p>O meu alibi ficou preso</p>
<p>Num nó da minha garganta</p>
<p>Sei que se põe à janela</p>
<p>Se houver sol, ainda canta</p>
<p><iframe style="border: 0; width: 100%; height: 42px;" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=880945107/size=small/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/artwork=none/track=600671090/transparent=true/" seamless=""><a href="http://miguelaraujo.bandcamp.com/album/m-sicas-do-blog">músicas do blog by Miguel Araujo</a></iframe><a href="http://oblogdomendes.com/wp-content/uploads/mendes-desdita.mp3">download</a> (clicar no botão direito do rato e escolher &#8220;save target as&#8221; ou &#8220;guardar destino como&#8221;)</p>
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		<title>3 Vídeos</title>
		<link>https://oblogdomendes.com/3-videos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[miguelaj]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 18:22:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Etcaetera]]></category>
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					<description><![CDATA[Da estreia do &#8220;projecto mendes&#8221; ao vivo. Eu achava que mendes era uma alcunha. Sucede que é um projecto, o &#8220;projecto mendes&#8221;. Obrigado a todos os que compareceram, e ao André é à Júlia, que filmaram estes excertos. (P.S: o concerto que ia haver na próxima sexta, dia 3 de Julho no Breyner 85, foi [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Da estreia do &#8220;projecto mendes&#8221; ao vivo. Eu achava que mendes era uma alcunha. Sucede que é um projecto, o &#8220;projecto mendes&#8221;. Obrigado a todos os que compareceram, e ao André é à Júlia, que filmaram estes excertos.</p>



<p>(P.S: o concerto que ia haver na próxima sexta, dia 3 de Julho no Breyner 85, foi adiado. Vai ser num Domingo à tarde, ainda não sei qual. &#8220;Matiné com Mendes&#8221;, assim será.)</p>



<p><strong>ANDA COMIGO VER OS AVIÕES (c/ o Salsa)</strong></p>



<figure><iframe src="https://www.youtube.com/embed/QQKnypeWB_A" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></figure>



<p><strong>READER&#8217;S DIGEST</strong></p>



<figure><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/mR2-ujQ0KoQ" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen=""></iframe></figure>



<p><strong>COSTUREIRINHA DA SÉ (c/ o João Vaz)</strong></p>



<figure><iframe loading="lazy" width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/wx-_F4h03a8" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen=""></iframe></figure>
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		<title>Eu Ao Vivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[miguelaj]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 10:10:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Etcaetera]]></category>
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					<description><![CDATA[Meninas e meninos, vou tocar ao Passos Manuel nesta quinta-feira. É a uma hora decente (22h) e a um preço muito jeitosinho (5€). Apareçam! Mendes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oblogdomendes.com/wp-content/uploads/2009/06/mendes-passos-manuel-mail.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-51" title="mendes-passos-manuel-mail" src="http://oblogdomendes.com/wp-content/uploads/2009/06/mendes-passos-manuel-mail.jpg" alt="" width="360" height="566" srcset="https://oblogdomendes.com/wp-content/uploads/2009/06/mendes-passos-manuel-mail.jpg 360w, https://oblogdomendes.com/wp-content/uploads/2009/06/mendes-passos-manuel-mail-190x300.jpg 190w" sizes="auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px" /></a></p>
<p>Meninas e meninos, vou tocar ao Passos Manuel nesta quinta-feira. É a uma hora decente (22h) e a um preço muito jeitosinho (5€).</p>
<p>Apareçam!</p>
<p>Mendes</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Os Nomes dos Cafés</title>
		<link>https://oblogdomendes.com/os-nomes-dos-cafes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[miguelaj]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 22:43:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Penas de Pato]]></category>
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					<description><![CDATA[Os nomes dos nossos estabelecimentos hoteleiros dizem muito sobre o estado da nossa mentalidade, numa determinada época. Basta olhar para os letreiros dos nossos cafés para intuir que o factor que preside à sua cristanização é sempre um ideal de progresso, uma postura provinciana perante aquilo que é moderno e novo. O provinciano é todo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os nomes dos nossos estabelecimentos hoteleiros dizem muito sobre o estado da nossa mentalidade, numa determinada época. Basta olhar para os letreiros dos nossos cafés para intuir que o factor que preside à sua cristanização é sempre um ideal de progresso, uma postura provinciana perante aquilo que é moderno e novo. O provinciano é todo aquele que ama o progresso em todos os seus aspectos externos (formais e acessórios), independentemente do que esse progresso possa representar para a vida práctica. Ora, como o progresso é uma coisa constante da vida, e representa sempre o mesmo em termos essenciais, apenas muda nos seus aspectos visíveis ao olho português. E é precisamente essa parte que parece interessar a quem baptiza os cafés de Portugal. Os letreiros dos nossos estabelecimentos são como que cataventos, que apontam o sentido dos ventos soprados pela modernidade que vem de longe. Existem 4 gerações de cafés. Existe uma 5ª geração, uma espécie de geração zero, uma pré-história do baptismo caféeiro, anterior e exterior a tudo isto. São os cafés culturalmente periféricos. São pequenos negócios de família. Chamam-se Café Barbosa, Café Pereira, Café Central, Café Juventude, Café Estação, Café Artur, e têm nomes correntes e despretensiosos, de uma autitude quase rural perante o progresso: renegando-o. Não pretendem representar nada e os seus nomes são estéticamente ocos. Têm imensa pinta, porque não pretendem ter nenhuma.<br />
 <br />
1ª Geração: Cafés cujo nome remete para os ideais de glamour, pompa, charme, requinte e grandeza da sua época. Numa altura em que o mundo, culturalmente, era europeu. São cafés amplos e de pé direito alto, com cheiro a café acabado de espremer, empregado de laço e suspensórios, camisa de manga curta e bolso com canetas e bloco de notas lá dentro, um vendedor de cautelas cego ao balcão, um pequeno quiosque que vende revistas e chocolates regina, mesmo à entrada. Café Roma, Café Paris, Café Princesa, Confeitaria Presidente, Café Imperial, Café Império, Café Rialto, Café Mónaco, Café Águia Real, Também não é de todo desprezível um apelo ao nosso próprio império: Café Lusitano, Café Douro e, porque não, Café Lisboa.<br />
 <br />
2ª Geração: Entramos na geração dos nomes que pretendem atingir o estatuto de prestígio antravés de trocadilhos inteligentes. São os Cafés com nomes compostos por várias palavras conjugadas. Cafés com grades de cerveja empilhadas, caricas no chão, calendários pirelli, veteranos do ultramar mal dispostos ao balcão,e chiclas pirata e gorila em frascos redondos de plástico. São os Café Katekero, Café Vai-e volta, Café Kátespero, Café Douripão, Café Panitejo, Café Maritó, Café Tómizé. É aqui que aparece pela primeira vez um certo apelo turístico, a louvar as virtudes de um clima que potencia o conceito de esplanada: Café A-ver-o-mar, Café Suave Brisa, Café Miratua.<br />
 <br />
3: Geração. Quando a mundo passa a ser culturalmente americano. Os ventos da modernidade e do ideal de categoria sopram agora desde o outro lado do mar.  Estes cafés já foram baptizados por gente mais &#8220;culta&#8221; e mais &#8220;instruída&#8221;, gente com o coração no estrangeiro. São os cafés da geração da TV, do sonho americano, dos filmes de hollywood, do homem na lua, dos livros de banda desenhada e dos índios contra caubóis. É a geração de cafés que formaram a minha própria geração. Cafés com setas, hamburgers e fatias de pizza ultracongelada, panikes, toldos lipton e cadeiras de plástico. Pela primeira vez, os nomes dos estabelecimentos deixam de ser em português e, nos casos de maior requinte, estão mal escritos. Café Hollywood, Café Maiami, Café Havay, Confeitaria Popeye, Café Tropical, Café Asterix, Café Dallas, Café Frog, Café Snoopy, Café No-name, Café Rock, Café Stop, Café Space,<br />
 <br />
4ª Geração. A actual. Com a América na mó-de-baixo em termos de prestígio e pinta, chegamos à tirania da estética do &#8220;cool&#8221;. Do clean. Do minimal. De milão. De Ibiza. São os cafés com &#8220;café&#8221; no fim. Lounge Café, fashion café, Cool café, Zen café, VIP café, Silk Café, River Café. Cafés com pouffs espalhados pelo chão e um plasma na parede a emitir o fashion tv 24 horas por dia. O filho do dono dá a cara, é ele o lider espiritual de todo este conceito. O dono, esse, está escondido na copa a contar o apuro e a despachar notas de encomenda. Não se mostra, pois nem sequer sabe pronunciar direito o nome do estabelecimento do qual é proprietário.<br />
 <br />
Nota: Os nomes avançados a título de exemplo são imaginados. Contudo, em alguns casos, coincidem com exemplos reais. Foi sem qualquer intenção. Mas seria impossível evitar essa coincidência.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Mail do Blogdomendes</title>
		<link>https://oblogdomendes.com/mail-do-blogdomendes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[miguelaj]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 17:35:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Etcaetera]]></category>
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					<description><![CDATA[Olá caro(a) leitor(a): Reparei que não havia forma de chegar à fala com o V/ blogger. Já aplaquei o erro: oblogdomendes@gmail.com Qualquer coisinha, é só dizer. Exultai Miguel Araújo Jorge (Mendes)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Olá caro(a) leitor(a):</p>
<p>Reparei que não havia forma de chegar à fala com o V/ blogger. Já aplaquei o erro:</p>
<p><A HREF="mailto:oblogdomendes@gmail.com">oblogdomendes@gmail.com</A> </p>
<p>Qualquer coisinha, é só dizer.</p>
<p>Exultai</p>
<p>Miguel Araújo Jorge<br />
(Mendes)</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Canção Caubói</title>
		<link>https://oblogdomendes.com/cancao-cauboi/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[miguelaj]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 23:36:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Azeitonas]]></category>
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					<description><![CDATA[No algarve, terra de coboiadas, há uma placa de auto-estrada que lê o seguinte: &#8220;FARO-ESTE&#8221; Canção Caubói ouve só os planos que eu tenho para ti tardes lentas, faro-este (quase Tenessee) os dois hipnotizados no espiral da tumbleweed tu no meu alpendre, seca de poeira embalada pelo swing do balanço da cadeira ao som duma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No algarve, terra de coboiadas, há uma placa de auto-estrada que lê o seguinte:</p>
<p>&#8220;FARO-ESTE&#8221;</p>
<p><strong>Canção Caubói</strong></p>
<p>ouve só os planos que eu tenho para ti<br />
tardes lentas, faro-este (quase Tenessee)<br />
os dois hipnotizados no espiral da tumbleweed</p>
<p>tu no meu alpendre, seca de poeira<br />
embalada pelo swing do balanço da cadeira<br />
ao som duma canção caubói que eu tenho para ti</p>
<p>sing-a-long<br />
ding-a-lin’<br />
Ride on, ride on<br />
With this poor, lonesome cowboy<br />
And this cowboy song</p>
<p>o crepitar da lenha fumegando ao lume<br />
bafo de jack daniels e nodoas de estrume<br />
uivos de lobo e lendas de mohawk</p>
<p>enquanto tu me estragas com mimos e  biscoitos<br />
aproveito para limpar o cano da minha 0.38<br />
e assobio esta canção caubói, mais certeira que bodóque<br />
sing-a-long<br />
ding-a-ling<br />
Ride on, ride on<br />
With this poor, lonesome cowboy<br />
And this cowboy song</p>
<p><iframe style="border: 0; width: 100%; height: 42px;" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=880945107/size=small/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/artwork=none/track=546209629/transparent=true/" seamless=""><a href="http://miguelaraujo.bandcamp.com/album/m-sicas-do-blog">músicas do blog by Miguel Araujo</a></iframe></p>
<p><a href="http://oblogdomendes.com/wp-content/uploads/mendes-cancao-cauboi.mp3">download</a> (clicar no botão direito do rato e escolher &#8220;save target as&#8221; ou &#8220;guardar destino como&#8221;)</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Matérias do Coração</title>
		<link>https://oblogdomendes.com/materias-do-coracao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[miguelaj]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 19:28:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Azeite Excedentário]]></category>
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					<description><![CDATA[MATÉRIAS DO CORAÇÃO Nada de novo no telejornalMais desemprego no nosso quintalUm homem gasto pela inflaçãoMorreu com um ataque de informação Já nada resta do que era de mimHa tanto tempo que eu nao sei de tiE eles não passam na televisãoDestas matérias do coração Estouros, incendios, inundaçõesEpidemias e explosõesSoam banais, em comparaçãoCom estas matérias [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>MATÉRIAS DO CORAÇÃO</strong><br /><br />Nada de novo no telejornal<br />Mais desemprego no nosso quintal<br />Um homem gasto pela inflação<br />Morreu com um ataque de informação<br /><br />Já nada resta do que era de mim<br />Ha tanto tempo que eu nao sei de ti<br />E eles não passam na televisão<br />Destas matérias do coração<br /><br />Estouros, incendios, inundações<br />Epidemias e explosões<br />Soam banais, em comparação<br />Com estas matérias do coração</p>
<p>A locutora nem quer saber<br />Do meu amor, que já não me quer<br />O mundo descamba em informação<br />Alheio às matérias do coração<br /><br />Dois continentes que se davam mal<br />Chegaram a acordo no telejornal<br />Fizeram as pazes NA televisão<br />Eu e o meu amor é que não<br /><br />Desastres, incendios, inundações<br />Epidemias e explosões<br />Meros eventos sem dimensão<br />Ao pé das matérias do coração</p>
<p>O presidente falou pra naçao<br />Mas eu nao estou em sincronizaçao<br />Onde é que se desliga o botão<br />Destas matérias do coração</p>

<iframe style="border: 0; width: 100%; height: 42px;" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=880945107/size=small/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/artwork=none/track=59445259/transparent=true/" seamless><a href="http://miguelaraujo.bandcamp.com/album/m-sicas-do-blog">músicas do blog by Miguel Araujo</a></iframe>

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