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	<title>Pragmatismo Político</title>
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	<title>Pragmatismo Político</title>
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		<title>Documentos desmentem Malu Gaspar: Advogado de Vorcaro não se encontrou com Lula, mas com vice de Bolsonaro</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/09/bolsonaro-pede-a-nunes-marques-que-suspenda-sua-prisao-mas-desiste-horas-depois-advogados-brigam-e-deixam-equipe.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 18:21:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/09/bolsonaro-pede-a-nunes-marques-que-suspenda-sua-prisao-mas-desiste-horas-depois-advogados-brigam-e-deixam-equipe.html">Documentos desmentem Malu Gaspar: Advogado de Vorcaro não se encontrou com Lula, mas com vice de Bolsonaro</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br">Pragmatismo Político</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/09/bolsonaro-pede-a-nunes-marques-que-suspenda-sua-prisao-mas-desiste-horas-depois-advogados-brigam-e-deixam-equipe.html">Documentos desmentem Malu Gaspar: Advogado de Vorcaro não se encontrou com Lula, mas com vice de Bolsonaro</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br">Pragmatismo Político</a>.</p>
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		<item>
		<title>Ministro Kassio Nunes Marques manda Instagram retirar vídeo que associa Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 13:46:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ministro Kassio Nunes Marques, do TSE, determinou que o Instagram retire, em até 24 horas, um vídeo que associa Flávio Bolsonaro ao Banco Master e ao financiamento de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A liminar, concedida a pedido do PL, sustenta que associar o senador a fatos criminosos sem comprovação concreta pode atingir [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="par_texto">O ministro Kassio Nunes Marques, do TSE, determinou que o Instagram retire, em até 24 horas, um vídeo que associa Flávio Bolsonaro ao Banco Master e ao financiamento de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A liminar, concedida a pedido do PL, sustenta que associar o senador a fatos criminosos sem comprovação concreta pode atingir sua honra e ultrapassar os limites da crítica política. A decisão, porém, chama atenção porque a ligação de Flávio com o caso não se resume a uma acusação eleitoral. O próprio STF determinou a abertura de inquérito para investigar a participação do senador em supostos crimes relacionados ao financiamento do filme, que teria recebido pelo menos R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro.</p>
<p class="par_texto">Documentos tornados públicos também revelaram cobranças e tratativas envolvendo Flávio e Vorcaro no caso Dark Horse, material que integra justamente a investigação da Polícia Federal sobre possível lavagem de dinheiro. Isso mostra que há fatos concretos sob investigação oficial. Ou seja, a ordem para remover uma publicação que aborda a relação entre um candidato à Presidência e um dos maiores escândalos financeiros do país abre um debate relevante sobre até onde a Justiça Eleitoral pode restringir a divulgação e a crítica de fatos documentados e de interesse público durante uma campanha.</p>
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		<title>Conta conjunta: organize as finanças da família</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/09/conta-conjunta-organize-as-financas-da-familia.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 20:43:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gerenciar o dinheiro da casa pode ser um desafio quando cada pessoa tem sua própria conta e não há visibilidade sobre os gastos em conjunto. É aí que entra a conta conjunta mercadopago, uma solução prática para casais, famílias ou pessoas que dividem despesas e querem manter tudo sob controle. Com ela, fica mais fácil [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 720px;" class="foto-conteudo-post nenhuma completa">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/contaconjunt.png" alt="conta conjunta mercado pago" /></div>
</div>
<p class="par_texto">Gerenciar o dinheiro da casa pode ser um desafio quando cada pessoa tem sua própria conta e<br />
não há visibilidade sobre os gastos em conjunto. É aí que entra a <a href="https://www.mercadopago.com.br/blog/como-abrir-conta-pf-digital" rel="noopener" target="_blank">conta conjunta mercadopago</a>, uma solução prática para casais, famílias ou pessoas que dividem despesas e querem<br />
manter tudo sob controle. Com ela, fica mais fácil planejar os gastos do mês, dividir contas e<br />
acompanhar para onde vai cada centavo sem precisar ficar pedindo comprovante ou fazendo<br />
contas no papel.</p>
<h2>Por que usar uma conta compartilhada para as finanças da família</h2>
<p class="par_texto">Quando mais de uma pessoa contribui para as despesas da casa, é comum surgirem dúvidas<br />
sobre quem pagou o quê, quanto ainda falta pagar e se o dinheiro vai dar até o fim do mês. Ter<br />
um espaço financeiro compartilhado resolve esse problema de forma simples: todos os<br />
envolvidos conseguem ver o saldo, acompanhar as movimentações e fazer pagamentos sem<br />
depender de transferências entre contas pessoais.</p>
<p class="par_texto">Além disso, essa modalidade ajuda a criar uma rotina de transparência financeira. Cada pessoa sabe exatamente quanto entrou, quanto saiu e para onde foi destinado. Isso reduz<br />
conflitos, facilita o planejamento e torna a gestão do dinheiro muito mais tranquila. É<br />
especialmente útil para casais que dividem aluguel, contas de luz, internet, mercado e outras<br />
despesas recorrentes.</p>
<p class="par_texto">Outro ponto positivo é a praticidade na hora de pagar. Não é necessário ficar transferindo<br />
valores de uma conta para outra toda vez que surge uma conta. Basta que ambos depositem a<br />
parte combinada no início do mês e usem esse saldo para os gastos em comum. Simples,<br />
rápido e sem complicação.</p>
<h2>Como organizar as despesas em família com mais eficiência</h2>
<p class="par_texto">O primeiro passo para organizar as finanças da casa é definir quais gastos serão<br />
compartilhados. Normalmente, entram nessa lista despesas fixas como aluguel, condomínio,<br />
energia, água, internet, telefone, alimentação e transporte. Cada família pode adaptar conforme<br />
sua realidade, incluindo também gastos com educação, lazer ou até mesmo uma reserva para<br />
imprevistos.</p>
<p class="par_texto">Depois de listar as despesas, é importante calcular o valor total e definir quanto cada pessoa<br />
vai contribuir. Pode ser meio a meio, proporcional à renda de cada um ou qualquer outro<br />
critério que faça sentido para o grupo. O importante é que todos estejam de acordo e que o<br />
combinado seja cumprido.</p>
<p class="par_texto">Com o valor definido, cada pessoa faz o depósito na conta compartilhada no início do mês. A<br />
partir daí, todos os pagamentos relacionados às despesas comuns saem desse saldo. Isso<br />
evita confusão, facilita o controle e garante que o dinheiro esteja sempre disponível quando<br />
necessário.</p>
<p class="par_texto">Outra dica valiosa é acompanhar os gastos ao longo do mês. Muitas contas digitais oferecem<br />
histórico de transações, notificações de pagamento e até gráficos que mostram para onde o<br />
dinheiro está indo. Usar essas ferramentas ajuda a identificar gastos desnecessários, ajustar o<br />
planejamento e evitar surpresas no final do mês.</p>
<h2>Vantagens de centralizar os pagamentos da casa</h2>
<p class="par_texto">Centralizar os pagamentos em uma única conta traz diversos benefícios práticos. O primeiro<br />
deles é a visibilidade: todos os envolvidos conseguem acessar o extrato e ver exatamente o<br />
que foi pago, quando e por quem. Isso elimina a necessidade de ficar trocando mensagens<br />
para saber se a conta de luz já foi quitada ou se o boleto do condomínio está em dia.</p>
<p class="par_texto">Outro benefício é a agilidade. Quando surge uma despesa inesperada, como um conserto<br />
emergencial ou uma compra urgente, não é preciso esperar transferência ou pedir dinheiro<br />
emprestado. O valor está ali, disponível para uso imediato, o que facilita muito a vida no dia a<br />
dia.</p>
<p class="par_texto">Além disso, essa forma de organização ajuda a criar disciplina financeira. Quando o dinheiro<br />
está separado por finalidade, fica mais fácil resistir à tentação de gastar com coisas que não<br />
estavam no planejamento. O saldo da conta compartilhada é destinado exclusivamente às<br />
despesas da casa, enquanto o dinheiro pessoal de cada um fica livre para gastos individuais.</p>
<p class="par_texto">Por fim, essa modalidade também facilita o planejamento de metas em conjunto. Se a família<br />
quer juntar dinheiro para uma viagem, trocar um eletrodoméstico ou fazer uma reforma, pode<br />
destinar uma parte do saldo mensal para esse objetivo. Com todos contribuindo e<br />
acompanhando o progresso, fica mais fácil alcançar o que foi planejado.</p>
<h2>Dicas para manter a organização financeira em dia</h2>
<p class="par_texto">Manter a organização financeira exige disciplina, mas algumas práticas simples ajudam<br />
bastante. A primeira delas é definir um dia fixo para fazer os depósitos na conta compartilhada.<br />
Pode ser logo após o recebimento do salário ou no primeiro dia útil do mês. O importante é<br />
criar uma rotina e segui-la.</p>
<p class="par_texto">Outra dica é revisar os gastos regularmente. Reserve um momento, seja semanal ou quinzenal,<br />
para olhar o extrato junto com as outras pessoas envolvidas. Isso ajuda a identificar gastos que<br />
podem ser reduzidos, contas que podem ser renegociadas e oportunidades de economizar.</p>
<p class="par_texto">Também vale a pena usar categorias para classificar os gastos. Muitas contas digitais<br />
permitem adicionar etiquetas ou tags nas transações, facilitando a visualização de quanto foi<br />
gasto com alimentação, transporte, moradia e outros itens. Essa organização torna o controle<br />
muito mais eficiente.</p>
<p class="par_texto">Por fim, mantenha a comunicação aberta. Sempre que houver uma mudança nos gastos, uma<br />
despesa extra ou a necessidade de ajustar o valor das contribuições, converse com as pessoas<br />
envolvidas. A transparência é fundamental para que a organização financeira funcione bem e<br />
para que todos se sintam confortáveis com o arranjo.</p>
<p class="par_texto">Organizar as finanças da família não precisa ser complicado. Com as ferramentas certas e um<br />
pouco de planejamento, é possível manter tudo sob controle, evitar conflitos e garantir que o<br />
dinheiro seja usado da melhor forma possível. O segredo está em definir regras claras,<br />
acompanhar os gastos de perto e manter a comunicação sempre aberta entre todos os<br />
envolvidos.</p>
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		<item>
		<title>Além da exposição: assessoria de imprensa passa a contribuir para estratégias de autoridade digital</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/09/alem-da-exposicao-assessoria-de-imprensa-passa-a-contribuir-para-estrategias-de-autoridade-digital.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 20:25:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[novas mídias]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A assessoria de imprensa ocupa um espaço que vai além da divulgação de informações para jornalistas. Quando uma empresa aparece em reportagens, entrevistas, análises ou conteúdos especializados publicados por terceiros, essas referências passam a fazer parte do conjunto de informações disponíveis sobre a organização na internet. A partir daí, o trabalho de comunicação pode se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 716px;" class="foto-conteudo-post nenhuma completa">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/assessoriadeimprensa.png" alt="assessoria de imprensa" /></div>
</div>
<p class="par_texto">A <a href="https://dofollow.com.br/servicos/assessoria-de-imprensa/" target="_blank" rel="noopener">assessoria de imprensa</a> ocupa um espaço que vai além da divulgação de informações para jornalistas. Quando uma empresa aparece em reportagens, entrevistas, análises ou conteúdos especializados publicados por terceiros, essas referências passam a fazer parte do conjunto de informações disponíveis sobre a organização na internet. A partir daí, o trabalho de comunicação pode se relacionar com estratégias voltadas à autoridade digital.</p>
<p class="par_texto">Essa conexão acontece principalmente por meio das menções externas. Uma publicação feita por um veículo de comunicação apresenta a marca dentro de determinado assunto, associa sua atuação a um contexto específico e, em alguns casos, inclui um link para o site oficial. O conteúdo deixa de estar restrito aos canais administrados pela própria empresa e passa a circular em um ambiente editorial independente.</p>
<h2>Menções externas ajudam a formar referências</h2>
<p class="par_texto">A autoridade digital está relacionada à forma como uma marca é apresentada e referenciada em diferentes espaços da internet. Nesse processo, a origem da menção, o contexto em que ela aparece e a relação entre o conteúdo publicado e a atuação da empresa são aspectos que podem ser observados.</p>
<p class="par_texto">Imagine uma empresa especializada em tecnologia para gestão de pessoas. Uma reportagem sobre digitalização das rotinas de RH pode citar a organização ao apresentar uma solução utilizada no setor. Caso a matéria inclua informações sobre a ferramenta e um link para uma página correspondente, cria-se uma referência externa associada àquele tema.</p>
<p class="par_texto">O mesmo princípio pode ocorrer em segmentos como finanças, logística, indústria ou tecnologia. A pertinência da pauta determina o espaço ocupado pela marca dentro do conteúdo. Quanto mais clara for essa relação, mais consistente tende a ser a leitura sobre o motivo pelo qual aquela empresa foi mencionada.</p>
<h2>O conteúdo jornalístico se conecta ao SEO</h2>
<p class="par_texto">A relação com SEO aparece de maneira mais direta quando as publicações externas incluem backlinks. Esses links direcionam o leitor para páginas do domínio da empresa e também estabelecem uma conexão entre diferentes endereços da web.</p>
<p class="par_texto">A escolha da página de destino faz diferença na experiência de navegação. Uma matéria sobre controle de despesas corporativas, por exemplo, pode apontar para uma página que explique a solução mencionada na reportagem. Já uma publicação sobre determinado conceito pode direcionar para um conteúdo aprofundado sobre o assunto.</p>
<p class="par_texto">A qualidade da referência também depende do contexto. Uma série de links sem relação temática não equivale a uma cobertura editorial construída a partir de uma pauta pertinente. Por isso, a assessoria de imprensa e a estratégia de SEO podem trabalhar com objetivos próximos, preservando as características próprias de cada atividade.</p>
<h2>Relevância editorial orienta as pautas</h2>
<p class="par_texto">Para a assessoria, o ponto de partida continua sendo a existência de uma informação que possa interessar ao veículo e ao público. Dados institucionais, lançamentos, participação de executivos em discussões setoriais, projetos e informações relacionadas à atividade da empresa podem originar pautas, desde que apresentem elementos jornalísticos adequados ao veículo.</p>
<p class="par_texto">Essa lógica também ajuda a evitar uma abordagem centrada apenas na obtenção de links. Uma reportagem publicada por um veículo relacionado ao assunto pode gerar uma referência útil mesmo quando não existe backlink. A própria menção amplia os locais em que a empresa é identificada e associada a determinado tema.</p>
<p class="par_texto">Para o SEO, essas ocorrências podem ser acompanhadas junto a outros indicadores. É possível observar quais páginas receberam links, de quais domínios vieram as referências e quais assuntos aparecem com maior frequência associados à marca.</p>
<h2>Autoridade digital exige uma visão integrada</h2>
<p class="par_texto">A assessoria de imprensa, portanto, pode participar de uma estratégia mais ampla de presença digital sem abandonar sua função editorial. A produção de pautas, o relacionamento com veículos e a conquista de menções externas podem complementar iniciativas de conteúdo, SEO e construção de autoridade.</p>
<p class="par_texto">O resultado de uma publicação também não deve ser interpretado como garantia de posicionamento nos mecanismos de busca ou de presença em respostas produzidas por sistemas de inteligência artificial. Esses ambientes consideram diferentes fatores, e uma menção isolada não determina o desempenho de uma marca.</p>
<p class="par_texto">Na prática, a integração está na construção de referências coerentes ao longo dos canais digitais. Quando uma empresa é citada em conteúdos relevantes para sua área de atuação, com informações contextualizadas e conexões adequadas para seus próprios canais, a assessoria de imprensa passa a contribuir para uma presença digital que pode ser analisada para além do alcance imediato de uma notícia.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/09/alem-da-exposicao-assessoria-de-imprensa-passa-a-contribuir-para-estrategias-de-autoridade-digital.html">Além da exposição: assessoria de imprensa passa a contribuir para estratégias de autoridade digital</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br">Pragmatismo Político</a>.</p>
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			</item>
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		<title>Fim do futebol. Começo do futebet?</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/09/fim-do-futebol-comeco-do-futebet.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Massafferri Salles]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 13:37:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Exploração Trabalhador]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Bets]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos]]></category>
		<category><![CDATA[Lucio Massafferri Salles]]></category>
		<category><![CDATA[Política Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando o campeonato leva o nome de uma casa de apostas, a publicidade se confunde com o próprio jogo, enquanto o futebol lhe empresta a sua credibilidade.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/09/fim-do-futebol-comeco-do-futebet.html">Fim do futebol. Começo do futebet?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br">Pragmatismo Político</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma super-larga" style="width: 600px">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/ARTIGO-BETS-600x335.jpg" alt="Imagem: Ilustração conceitual / Flu Press" /></div>
<div class="legenda-foto">Imagem: Ilustração conceitual / Flu Press</div>
</div>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080">Lucio Massafferri Salles*, Pragmatismo Político<br />
</span></p>
<p class="par_texto">No mundo da bola, há um detalhe que mostra o tamanho do que o futebol brasileiro deixou acontecer. É um problema. E ele vai muito além de uma casa de apostas patrocinar um campeonato. Os campeonatos passaram a carregar o nome delas.</p>
<p class="par_texto">A partir de 2023-2024, em acordo, foram “oficialmente batizados” os dois maiores torneios nacionais com nomes de casas de aposta, Brasileirão Betano e Copa Betano do Brasil (é essa a substância da coisa). Fica claro que isso deixa de ser publicidade ao lado de um produto para ser o próprio produto levando, no nome, a assinatura de quem lucra em cima da aposta. Patrocínio sempre existiu no esporte. Bancos, montadoras, cervejarias, empresas de telefonia, todo mundo já colocou dinheiro no futebol. Mas tem uma diferença grande entre uma marca aparecer ao lado do jogo e uma marca se misturar com ele até virar praticamente a mesma coisa.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://www.seudinheiro.com/2026/economia/futebol-nao-vive-sem-bet-por-que-os-clubes-se-juntaram-para-publicar-manifesto-contra-mp-que-proibiria-apostas-online-mlem/"><strong>O futebol não vive sem bet?</strong></a></p>
<p class="par_texto">Quando o nome do torneio vira <strong>Brasileirão + nome da casa de aposta</strong>, a aposta para de ser uma atividade de fora do esporte e passa a fazer parte da própria identidade comercial da competição. O torcedor ouve isso dezenas de vezes por ano, em toda transmissão, em toda manchete, em lives, até essa fusão entrar de vez na mente dele, sem ele se dar conta. Essa fusão tem um efeito prático que incomoda. Quanto mais o orçamento dos clubes depende desse dinheiro, mais difícil fica discutir abertamente os problemas que isso traz junto. A coisa ficou escancarada há pouco, quando clubes e federações reagiram à possibilidade de uma Medida Provisória restringir os jogos de cassino on-line, o que poderia derrubar as receitas das empresas de apostas que sustentam boa parte do futebol hoje. Um manifesto chegou a falar em risco de &#8220;<em>fim do futebol brasileiro</em>&#8220;, o que seria uma espécie de falecimento pós-morte, se considerarmos que, tendo as Copas de seleções como parâmetro, o futebol brasileiro já “bateu as chuteiras” faz tempo. É importante destacar que a reação mais interessante nem veio de fora, veio de dentro. Grupos e coletivos de torcedores de vários clubes discordaram na cara dos dirigentes. &#8220;<em>O meu clube não é bet</em>,<em> o meu clube é povo</em>&#8220;, escreveram dois desses coletivos.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://esportenewsmundo.com.br/torcedores-se-revoltam-apos-clubes-defenderem-bets-entao-que-acabe/"><strong>Torcedores se revoltam após clubes defenderem bets: ‘Então que acabe’</strong></a></p>
<p class="par_texto">Quando parte das torcidas se põe a pensar e enxerga o problema de um jeito tão diferente das diretorias, é sinal de que alguma coisa nessa relação já se quebrou. E, saibam, o smartphone deixou essa dependência ainda mais forte. A casa de apostas não tem mais um endereço fixo, ela mora no bolso do torcedor durante os noventa minutos inteiros, esteja ele no estádio, no bar ou diante da TV em casa. No mesmo aparelho a pessoa assiste ao jogo, recebe a propaganda, deposita dinheiro e aposta, tudo ao mesmo tempo, podendo perder e tentar de novo antes mesmo de a bola voltar a rolar. A Organização Mundial da Saúde já trata essa mistura, celular sempre à mão, acesso o tempo todo, e apostas grudadas no esporte, como parte de uma normalização rápida das apostas e do crescimento dos seus danos. Os números confirmam a gravidade da coisa: segundo estudo baseado em dados do Banco Central, as famílias brasileiras perderam sessenta e dois bilhões e meio de reais em apostas somente em 2025.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://futurodasaude.com.br/mercado-global-apostas-regulacao-danos-saude/"><strong>Como os países buscam diferentes formas para conter danos à saúde com apostas online</strong></a></p>
<p class="par_texto">Tem também um risco mais silencioso, o da integridade do próprio jogo. Apostar não significa manipular, mas quanto maior o mercado, maior o incentivo para tentar.<br />
Em 2023, o Ministério Público de Goiás denunciou dezesseis pessoas por fraudes envolvendo treze partidas, oito da Série A de 2022, uma da Série B do mesmo ano e quatro de campeonatos estaduais de 2023. Isso é um histórico documentado, com processo correndo, e não uma hipótese ou estimativa. A desconfiança já contaminou o torcedor comum. Uma pesquisa recente do instituto <strong><em>Ipsos-Ipec</em></strong> mostra que cinquenta e oito por cento dos brasileiros acreditam que as bets aumentam muito o risco de jogos combinados. Um esporte que depende fundamentalmente da crença do torcedor na própria verdade do resultado não aguenta bem esse tipo de suspeita generalizada. Ou aguenta?</p>
<p class="par_texto"><a href="https://www.mpgo.mp.br/portal/noticia/mp-gaeco-denuncia-16-pessoas-por-fraudes-em-resultados-de-13-partidas-de-futebol-8-delas-sao-do-campeonato-brasileiro-da-serie-a"><strong>MP/Gaeco denuncia 16 pessoas por fraudes em resultados de 13 partidas de futebol</strong></a></p>
<p class="par_texto">Existe um caminho possível, e ele já foi testado fora daqui. A partir da temporada 2026 e 2027, a Premier League decidiu tirar os patrocínios de casas de apostas da frente das camisas, deixando essas empresas seguirem presentes em outros espaços. Foi um recuo pontual, não uma ruptura total, mas já mostra que dá para reduzir a exposição sem quebrar tudo. É como reduzir bem o estímulo visual e a hierarquia daquilo que esse tipo de linguagem pode produzir via condicionamento. Segundo apuração recente, a própria CBF estuda limitar o número de casas de apostas entre os patrocinadores da Copa do Brasil, deixando apenas uma empresa por segmento comercial. É um primeiro sinal de que até quem lucra com esse modelo já percebe que ele passou do ponto.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/lucio-massafferri-salles"><strong>Leia aqui todos os artigos de Lucio Massafferri Salles </strong></a></p>
<p class="par_texto">O que falta ao futebol brasileiro não é dinheiro alternativo. É coragem para admitir que a dependência criada nos últimos anos parou de ser parceria e virou dependência mesmo, sem meio-termo, pura, nociva. O sinal mais claro disso já está na frente de qualquer torcedor. Não basta mais uma bet patrocinar o campeonato. O campeonato passou a carregar o nome dela.<br />
E aí fica a pergunta: o “futebol brasileiro está em vias de acabar” porque passou a depender de receber dinheiro dessa indústria, ou porque já emprestou a ela algo bem mais valioso, que é a sua história, a sua credibilidade, o seu significado cultural e a confiança de milhões de torcedores?</p>
<p class="par_texto"><strong>Leia também:</strong></p>
<p class="par_texto"><a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2025/07/manfrini-e-o-proximo-convidado-do-canal-flu-press.html">Ídolo do Fluminense, Manfrini é o próximo convidado do canal Flu Press nos &#8220;50 anos da Máquina Tricolor&#8221;</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2025/05/canal-flu-press-recebera-o-idolo-do-fluminense-edinho-nos-50-anos-da-maquina-tricolor.html">Canal Flu Press receberá o ídolo do Fluminense, Edinho, nos &#8220;50 anos da Máquina Tricolor&#8221;</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2025/04/goleiro-nielsen-e-o-proximo-convidado-do-canal-flu-press.html">Goleiro Nielsen é o próximo convidado do canal Flu Press</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2025/02/carlos-alberto-pintinho-e-o-proximo-convidado-do-canal-flu-press.html">Carlos Alberto Pintinho é o Próximo convidado do canal Flu Press</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2025/01/icone-da-maquina-tricolor-bufalo-gil-e-o-convidado-de-hoje-do-canal-flu-press.html">Ícone da Máquina Tricolor, Búfalo Gil é o convidado de hoje do canal Flu Press</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2025/03/idolo-do-flu-rubens-galaxe-e-o-convidado-desta-noite-no-flu-press.html">Ídolo do Fluminense, Rubens Galaxe é o convidado desta noite no Flu Press</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2024/03/redes-sociais-expoem-sintomas-de-adoecimento-da-sociedade.html">Redes Sociais expõem sintomas de adoecimento da sociedade</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2024/01/o-dinizismo-combate-o-etarismo-no-futebol-brasileiro.html">Etarismo, clubismo e futebol</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2023/10/uma-noite-epica-em-porto-alegre-o-fluminense-esta-na-final-da-libertadores.html">Uma noite épica tricolor em Porto Alegre</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2023/09/fluminense-da-mais-um-passo-para-a-sonhada-final-no-maracana.html">Fluminense dá mais um passo para a sonhada final no Maracanã</a></p>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080">*Lucio Massafferri Salles é Jornalista, Psicólogo, Professor Adjunto do Departamento de Psicologia da UCAM e Professor da Rede Pública de Ensino/RJ. Doutor e Mestre em Filosofia pela UFRJ, Especialista em Psicanálise pela USU, realizou seu estágio de Pós-Doutorado em Filosofia Contemporânea na UERJ. É o criador e responsável pelo canal <a href="https://www.youtube.com/@FluPress"><strong>FluPress</strong></a> (YouTube).</span></p>
<p class="par_texto"><strong><span style="color: #ff0000">→ SE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI&#8230;</span> Saiba que o Pragmatismo não tem investidores e não está entre os veículos que recebem publicidade estatal do governo. Fazer jornalismo custa caro. Com apenas R$ 1 REAL você nos ajuda a pagar nossos profissionais e a estrutura. Seu apoio é muito importante e fortalece a mídia independente. Doe através da chave-pix: <span style="color: #0000ff">pragmatismopolitico@gmail.com</span></strong></p>
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		<title>PEQUENO GLOSSÁRIO DA DIREITA PARA AS ELEIÇÕES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Delmar Bertuol]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 22:41:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[ELEIÇÕES 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Delmar Bertuol*, Pragmatismo Político É praxe: fugir das perguntas, tergiversar, relativizar absurdos&#8230; enfim, na esquerda como na direita a lista de subterfúgios para não dizer certas ideias ou dizê-las de maneira distorcidas são grandes. Não raro, os candidatos usam de eufemismo para anunciar uma proposta que vai piorar a vida do eleitor. Do mais pobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma media" style="width: 500px">
<div class="borda-foto"><span style="color: #808080">Delmar Bertuol*, </span><a style="color: #808080" href="http://www.pragmatismopolitico.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Pragmatismo Político</a></div>
</div>
<p class="par_texto">É praxe: fugir das perguntas, tergiversar, relativizar absurdos&#8230; enfim, na esquerda como na direita a lista de subterfúgios para não dizer certas ideias ou dizê-las de maneira distorcidas são grandes. Não raro, os candidatos usam de eufemismo para anunciar uma proposta que vai piorar a vida do eleitor. Do mais pobre e dos trabalhadores, é claro. Um muito usado é a “modernização” das relações de trabalho. Há quem ainda caia nessa. Ora, e quem não quer ser moderno? Quem fala em modernização não quer mais utilizar a obsoletude das leis trabalhistas que, no Brasil, tem sua base (CLT) na década de 40. Não, moderno é negociar com o patrão. O empregado faz a proposta, o patrão não aceita e faz uma contraproposta acompanhada dum convincente argumento: aceita ou tens a liberdade, que quem fala em modernidade defende a liberdade, de procurar outro emprego.</p>
<p class="par_texto">Nestas eleições, contudo, percebo uma dissimulação gigantesca por parte da direita, que diz se assumir, mas não o faz às claras. O Plano de Governo do Flávio fala em não aumentar o salário-mínimo acima da inflação. Mas ele, quando perguntado, responde que vai valorizá-lo, sim. Bem, ele mesmo já teve que se desmentir sobre sua relação com o Vorcaro&#8230;</p>
<p class="par_texto">Sendo assim e para não cairmos em falácias e termos bonitos, elaborei um pequeno glossário com termos e ideias que ouvi em programas da direita.</p>
<div class="foto-conteudo-post nenhuma media" style="width: 500px">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/04062012dicionarioportugues_fotoMarcosSantos042-500x333.jpg" alt="" /></div>
<div class="legenda-foto">Foto: Marcos Santos/USP Imagens</div>
</div>
<p class="par_texto">E já que acabei de falar dele, vamos à primeira falácia, a de que o dinheiro do Vorcaro é dinheiro privado. Mentira! A fortuna dele, na maior parte, foi roubada de servidores públicos e de aposentados. Quem se refestelou nas festas com uísque escocês e prostitutas suíças o fez com a previdência de servidor público. Vale pra financiamento de filme pastelão também.</p>
<p class="par_texto">-“O povo não aguenta mais o petêêêêê no poder.” Leia: a direita não aguenta mais perder para o PT. Em 2016 precisaram dar um golpe e em 2018 prender o Lula para assumir o Planalto.</p>
<p class="par_texto">-“A criminalidade aumentou.” Mentira. A sensação de violência aumentou, mas, afora o feminicídio, os outros crimes todos diminuíram. Só que a direita, com a sua propaganda contra, alardeia que os crimes aumentaram, fazendo aumentar a ideia de que se vive em meio à violência.</p>
<p class="par_texto">-“Flávio vai diminuir a criminalidade.” Como, se ele mesmo tem íntimas relações com bandidos e milicianos? E, mais, foi no governo do pai dele, que ele diz querer continuar, que mais armas e munições chegaram nas mãos das facções. Isso é, apesar do Bolsonaro e sua ajuda à bandidagem, Lula ainda conseguiu diminuir a criminalidade.</p>
<p class="par_texto">-“Flávio vai diminuir o feminicídio aumentando as penas para os homens que cometem esse crime.” Bem, ele pode até aumentar a pena, mas será inerte, pois se trata de crimes passionais, isso é, as consequências penais pouco ou nada importam para o criminoso. Haja vista que muitos matam os próprios filhos para atingirem as mulheres; outros se suicidam. Acham mesmo que ele quando premedita o crime tá preocupado se vai ser condenado a vinte ou cinquenta anos de prisão, ou mesmo, numa hipótese inconstitucional, prisão perpétua? Sobre isso ainda e outra interpretação: quem falou que ter filha mulher era fraquejar? Quem desrespeitou mulheres? Quem disse que mulher merece ser estuprada? Ora, será que quando o líder de uma nação pensa machistamente, não está, involuntariamente, influenciando seus liderados a fazerem o mesmo? Sim, estou relacionando o aumento dos feminicídios ao latente bolsonarismo, em que as mulheres são objetificadas. Logo, se são objetos, coisas, podem ter donos, podem ser a posse de alguém. E esse alguém, macho alfa, pode não aceitar perder uma coisa que ele achava lhe pertencer.</p>
<p class="par_texto">-“Lula dividiu o governo com Alexandre de Moraes.” Outra mentira. Lula não dividiu seu governo com ninguém mais além do que com seus ministros no que a cada um que coubessem. Bolsonaro não dividiu seu governo. Ele deixou de governar. Entregou o Executivo ao Arthur Lira enquanto tratava de tramar um golpe para se manter no poder. No que tange a Alexandre de Moraes, nem indicado pelo PT ele foi. Quem lhe indicou, com a crítica da esquerda e apoio da direita, foi o golpista Michel Temer.</p>
<p class="par_texto">-“Alexandre de Moraes precisa sofrer o impeachment.” Ele poderá ser investigado e, caso for provado algo, penso que sim, deverá pagar com os rigores da lei. Por ora, contudo, ele merece ser laureado por ter colocado na cadeia golpistas. E não me venham falar das vovós encarceradas. Elas não foram lá fazer tricô. E outra, os (as) canalhas também envelhecem. Ou alguém perdoaria Hitler depois que ele fizesse setenta?</p>
<p class="par_texto">-“O Brasil não aguenta mais esta polarização.” Aguenta. Tanto aguenta, que estamos polarizados. Agora, se tu estás do lado errado, aí não é problema do outro lado.</p>
<p class="par_texto">-“Eu sou a terceira via.” Não, não é. A terceira via seria a Marina Silva ou a Simone Tebet (que não teriam meu voto. Tô pela polarização mesmo). Os que se apresentaram como uma terceira via não passam de um acostamento do bolsonarismo.</p>
<p class="par_texto">-“Vou anistiar os envolvidos em 8 de Janeiro.” Então tu és golpista também. Se se desse o respeito, nem participava das eleições, já que defende quem tentou acabar com elas.</p>
<p class="par_texto"><strong><a href="//www.pragmatismopolitico.com.br/tag/delmar-bertuol”" target="”_blank”" rel="”noopener” noopener">Leia aqui todos os textos de Delmar Bertuol</a></strong></p>
<p class="par_texto">-“Vou pacificar o País.” Como? Soltando presos condenados pelo nosso sistema judiciário, ouvida a Polícia e o Ministério Público, num rito jurídico perfeito? Ou propondo impeachment de Ministros do STF? Não, tu não vais pacificar nada. Vai gerar uma crise entre poderes, só que estando o seu grupo no Poder Principal.</p>
<p class="par_texto">-“Vamos ajudar quem realmente produz neste País.” Então vão ajudar os trabalhadores? Sim, pois quem realmente produz são os empregados. Os patrões são os proprietários das empresas, eles não produzem propriamente. E aqui não estou querendo pegar em armas e tomar as indústrias, como propôs Marx e Engels. Primeiro que sou um pacifista. Ou melhor e já que estamos falando em eufemismos: sou cagão mesmo; segundo, porque não sou contra as empresas e nem muito menos contra os lucros, eles geram de fato prosperidade. Mas não existe produção (e nem lucro!) sem os funcionários. Dizer que vai ajudar os empresários é o mesmo que dizer que vai primeiro fazer com que eles aumentem os lucros, depois, se sobrar, quando sobrar, aí a gente vê, quem sabe mês que vem, vamos devagar&#8230; aí o teu salário aumenta um pouco.</p>
<p class="par_texto">-“Não é que eu seja contra o fim da escala 6&#215;1, é que acho que não pode ser agora.” Se esse candidato desse a opinião dele há uns 140 anos, diria: “não é que eu seja contra acabar com a escravidão. Sou a favor, mas não agora. Não creio que o Brasil esteja pronto ainda para dar esse passo&#8230; quem vai pagar essa conta? Os próprios negros, é isso que os abolicionistas não dizem.”</p>
<p class="par_texto">-“O PT odeia o agro.” Mentira. Os governos petistas são pragmáticos e não colocam ideologias nem muito menos picuinhas acima dos interesses nacionais. Infelizmente, pode ser que a recíproca não seja verdadeira, o que é não só uma desinteligência como também espécie de ingratidão. Em todos os governos petistas a agricultura familiar como os grandes agronegócios foram beneficiados. No primeiro governo Lula, os filhos de fazendeiros iam desfilar de Hilux compradas com financiamento a juros menores do que a inflação pelos centros das cidades; no governo atual, o Plano Safra bate recordes. O ranço ideológico pode advir do MST. Mas dois fatores: MST não acampa em pequenas propriedades/agricultura familiar; outra, dos grandes produtores, quantos tiveram alguma fazenda sua alvo do MST?</p>
<p class="par_texto">-“Vamos incentivar o empreendedorismo.” Verdade. Ao invés de melhorar a vida do funcionário público e privado, a ideia da direita é que cada um tenha a sua empresa, no caso, seu corpo/força de trabalho. Ao invés de pedir diminuição dos dias de trabalho sem diminuição do salário, pegue a sua bicicleta e vá entregar fésti fúdi. Pronto, passou de mero funcionário para empreendedor. Faça seu horário. Genial.</p>
<p class="par_texto">-“Somos patrióticos.” Não, não são. Quem é patriota defende o País, não o entrega aos Estados Unidos. O PT é patriótico.</p>
<p class="par_texto">-“Somos pela família.” Não, não são. Quem é pela família respeita todas as formas de amor, todas as maneiras de se constituir uma família, que cada família é louca do seu jeito. O PT é a favor da família.</p>
<p class="par_texto">-“Somos cristãos”. Não, não são, que Jesus não defendia a violência. Pregou o amor e a solidariedade. Propôs dividir o pão. O PT não é comunista. Jesus era comunista. Mas o PT, com a sua social-democracia, está mais perto de Cristo do que a direita com a sua meritocracia pra quem já nasce em berço meritório.</p>
<p class="par_texto">-“&#8230;porque o método Paulo Freire&#8230;”. Para, tu nunca leu nada do Paulo Freire.</p>
<p class="par_texto">-“O Lula é comunista.” Mentira. Ele já se declarou corinthiano.</p>
<p class="par_texto">-“O PT persegue os evangélicos.” Mentira. As igrejas neopentecostais tiveram significativo aumento de fiéis justamente a partir dos governos do PT. E muitas igrejas foram construídas com o dinheiro do dízimo oriundo do Bolsa Família. E eu teria umas críticas a fazer a determinados pastores extorquistas da fé alheia, mas o próprio Lula já brigou com seus correligionários, que ele não quer que se critique fé e tudo que a envolve. Lula não usa a fé das pessoas pra fazer politicagem, a direita sim. Lula é católico praticante desde criança. Aproveitadores de direita se converteram ao evangelismo por puro oportunismo. Lula nunca se divorciou e nem propôs pra namorada fazer aborto; Bolsonaro já fez essas duas coisas. Lula é um conservador na vida privada, mas ela não mistura o público com o privado.</p>
<p class="par_texto">-“O PT quer liberar as drogas.” Em doze anos, sequer tentou legalizar a maconha. O único avanço que teve foi, juntamente com a comunidade científica (e aí não sei se a direita vai entender essa coisa de cientificismo), mas não sem resistências, foi liberar a cannabis para uso medicinal.</p>
<p class="par_texto">-“O PT vai liberar o aborto.” Outra mentira. O que os parlamentares do PT lutaram e lutam até hoje é para aborto em casos específicos, sobretudo em fetos acéfalos e em caso de estupro.</p>
<p class="par_texto">-“O PT incentiva a homossexualidade”. Não sei, acho que é mentira. Pois já tive propostas de alguns amigos e resisti a quase todas. Menos a do Norberto&#8230; ai, Norberto&#8230; é verdade que o PT (a esquerda, pra ser justo) foi favorável à permissão do casamento homoafetivo. Mas à permissão, não à obrigação. Ninguém é obrigado a aceitar o pedido nupcial de quem quer que seja (se bem que duvido resistirem à voz doce mas máscula do Norberto&#8230;). Se bem que, por outro lado, para alguns, é conveniente culpar o PT pela sua sexualidade. Seria o momento daqueles enrustidos que pregam ódio aos LGBTSHKJSJKJLKJFPRJ4GPQIA+ saírem do armário e fazerem como sempre: “foi culpa do petêêêêêê!”.</p>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080">*Delmar Bertuol é professor de história</span></p>
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		<title>Primo de André Mendonça critica uso político da religião em texto interpretado como recado ao ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 12:48:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<title>Implante capilar de André Mendonça foi feito pelo irmão do advogado de Vorcaro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 20:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<title>Ministério Público Eleitoral impugna 15 candidatos em SP ligados a crimes, dois ao PCC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 18:37:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ELEIÇÕES 2026]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[PCC]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Órgão contesta 557 registros e utiliza nova regra do TSE para afastar crime organizado da política</p>
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<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/ministerio-publico-eleitoral-impugna-candidatos-sp-ligados-crimes-pcc.jpg" alt="Ministério Público Eleitoral impugna candidatos SP ligados crimes PCC" /></div>
<div class="legenda-foto">Imagem: Agência Brasil</div>
</div>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080;">Marcelo Oliveira, Agência Brasil</span></p>
<p class="par_texto">Ligações com o PCC, assalto, tráfico de drogas, incêndio, estelionato, uso de documento falso, sumiço de documentos públicos, sonegação de contribuição previdenciária, denunciação caluniosa, violação de medida protetiva da Lei Maria da Penha, coação no curso do processo, crime eleitoral… A lista é longa.</p>
<p class="par_texto">Estes são alguns dos crimes que fazem parte da vida pregressa de 15 dos 18 candidatos a deputados federal e estadual que tiveram as candidaturas contestadas com pedidos de inelegibilidade pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) em São Paulo. Os outros três também foram condenados, mas em processos cíveis ou administrativos. No total, foram impugnados (contestados) 557 registros de candidaturas pelo MPE paulista, no último mês de agosto. As demais 539 candidaturas impugnadas não envolvem questões de elegibilidade. São contestações mais simples que não envolvem o direito de votar e ser votado.</p>
<p class="par_texto">Desse total, 18 ações podem resultar em inelegibilidade e atingiram partidos de direita, centro e esquerda, atingindo nove candidatos a deputado estadual e nove candidatos a deputado federal.</p>
<p class="par_texto">Nove das candidaturas questionadas são de partidos de direita e centro-direita que apoiam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) à reeleição. Dois são dos Republicanos, dois do MDB e com um cada, Podemos, PSD (partido de Ronaldo Caiado, candidato a presidente), PSDB, Novo (que disputa a presidência da República com Romeu Zema) e PP.</p>
<p class="par_texto">Outras cinco candidaturas são de candidatos de partidos de esquerda que apoiam a reeleição de Lula para presidente, e a eleição de Fernando Haddad para governador de São Paulo: quatro são do PSB e um do PSOL. Além deles, três candidatos são do Mobiliza (não apoia candidatos a cargos majoritários) e um do DC (partido da candidata à presidência da República, Clariana Barão).</p>
<h2>Ligações com o PCC</h2>
<p class="par_texto">Dois dos 18 candidatos foram impugnados por ligações com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC, e o MP Eleitoral está usando pela primeira vez no Tribunal Regional Eleitoral em São Paulo uma nova jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).</p>
<p class="par_texto">Os candidatos supostamente vinculados ao “partido do crime” são Ney Santos (Republicanos), ex-prefeito de Embu das Artes, na Grande São Paulo, que tenta uma vaga de deputado federal, e Emerson Rocha (Podemos), que renunciou à candidatura a deputado estadual após ser preso. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) acusa ambos de serem membros do PCC.</p>
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<p class="par_texto">Rocha foi preso preventivamente dia 20 de agosto na Operação Cátaros do MP-SP. Ele é acusado de participar de uma rede de lavagem de dinheiro do PCC que teria o apoio de três vereadores de Cotia, na Grande São Paulo. Cinco dias depois, advogados do Podemos apresentaram a renúncia dele no dia 25 de agosto, e a desistência foi confirmada pela Justiça Eleitoral de São Paulo.</p>
<p class="par_texto">Já a presença de Ney Santos na política é tão longeva quanto seu suposto envolvimento com o PCC. Ele foi eleito e reeleito prefeito de Embu das Artes, ocupando o cargo entre 2017 e 2024, pelo então PRB (atual Republicanos), partido controlado pela Igreja Universal do Reino de Deus.</p>
<p class="par_texto">Porém, em 1999, Ney Santos foi preso sob acusação de assalto a um carro forte, portando uma metralhadora. Depois de passar pelo CDP de Itapecerica da Serra, onde esteve preso entre 2003 e 2006, Santos teria ganhado projeção muito rapidamente dentro do PCC, e passou a lavar dinheiro do crime organizado em uma rede de 15 postos de combustíveis, segundo investigações da Polícia Civil (2010).</p>
<p class="par_texto">A investigação da Polícia Civil ocorreu quando Santos tentava uma vaga de deputado federal pelo PSC. Na época, 34 kg de maconha teriam sido apreendidos pela PM com um pedreiro. Em depoimento, o homem disse que a droga seria distribuída em um evento do candidato. Dois anos depois, livre das acusações por uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, Santos candidatou-se e foi eleito vereador em Embu das Artes pelo mesmo partido.</p>
<p class="par_texto">A lei da Ficha Limpa prevê que são inelegíveis os candidatos que possuem condenação por decisão de segundo grau emitida ao menos oito anos antes da eleição. Ou seja, para concorrer em outubro de 2026 uma pessoa que possua uma condenação em segunda instância pode concorrer desde que a condenação tenha sido cumprida até outubro de 2018. A lei impede a participação de condenados por diversos tipos de crimes e também por improbidade administrativa (um ilícito cível) e para candidatos cujas contas foram rejeitadas por tribunais de contas e depois condenados pelo poder legislativo.</p>
<h2>Teste jurídico em São Paulo</h2>
<p class="par_texto">O combate às organizações criminosas nas eleições começou a mudar quando a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro testou nas eleições passadas um novo argumento: a lei da Ficha Limpa não protege a sociedade o suficiente em caso de envolvimento do crime organizado.</p>
<p class="par_texto">Os casos em que esse argumento foi usado chegaram ao TSE que não a aceitou, mas mesmo assim indeferiu todas as candidaturas usando uma arma que ninguém havia pensado antes: a Constituição, mais especificamente o parágrafo 4º do artigo 17, que veda a utilização de organização paramilitar pelos partidos políticos.</p>
<p class="par_texto">“Segundo o TSE esse artigo tem eficácia plena, portanto, imediata, e não depende de edição de lei regulamentando”, explica o Procurador Regional Eleitoral de São Paulo, Paulo Taubemblatt, procurador regional da República que ocupa a função há seis anos.</p>
<p class="par_texto">“O TSE construiu a tese de que candidatos ligados a organizações criminosas que fazem uso de armamento, como o PCC e o Comando Vermelho, por exemplo, fazem com que o partido indiretamente estivesse se valendo de organização paramilitar”, afirma Taubemblatt. E essa tese será testada pela primeira vez no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) no caso de Ney Santos.</p>
<p class="par_texto">Além da nova jurisprudência, o Procurador Geral da República, Paulo Gonet, que comanda o MP eleitoral, ao lado do Vice-Procurador Geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, estabeleceu que o combate ao crime organizado nas eleições deveria ser uma prioridade dos procuradores eleitorais.</p>
<p class="par_texto">O procurador regional de São Paulo sabe que a batalha jurídica será dura. “O Ney Santos já pode ser considerado um político tradicional, foi prefeito duas vezes. E sim, ele vai insistir. Vai se defender. É um direito dele. E se [o TRE-SP] permitir essa candidatura aqui, certamente eu vou recorrer”, afirma.</p>
<p class="par_texto">Já a defesa de Santos contestou a impugnação numa petição de 24 páginas e diz que a acusação não passa de “factóides requentados”.</p>
<p class="par_texto">Além da petição, a defesa juntou ao processo dezenas de documentos, entre eles notícias e estatísticas da Guarda Civil de Embu das Artes durante a administração de Santos na cidade. Segundo os advogados do ex-prefeito, liderados pelo advogado Joel de Matos Pereira, a guarda municipal realizou mais de 900 flagrantes de tráfico de drogas nos 8 anos em que ele esteve à frente da prefeitura.</p>
<p class="par_texto">O julgamento da legalidade da candidatura de Santos está marcado para hoje (10), a partir das 14h, no TRE de São Paulo.</p>
<h2>Crimes no passado e falta de documentos</h2>
<p class="par_texto">Entre as outras 16 candidaturas impugnadas, em 14 delas, os candidatos apresentaram registros criminais no passado, mas a maioria deles não juntou documentos que provassem cabalmente a absolvição ou se passaram oito anos desde a condenação.</p>
<p class="par_texto">Era o caso da única mulher da lista, a advogada Ana Paula Rocha Teixeira, do Novo, condenada por crime eleitoral pelo TRE-MG. Ela provou que a condenação era de 2015 e que, portanto, poderia concorrer desde 2023. O MP concordou com a tese e a Justiça deferiu a candidatura dela.</p>
<p class="par_texto">Foi o que aconteceu também com Fernando Gurjão Lopes, o Fernando Red Dog (MDB). Preso no passado por estelionato, ele não havia provado o pagamento da pena de multa. Após juntar documentos provando que não devia mais à Justiça, a candidatura foi deferida pela Justiça Eleitoral de São Paulo.</p>
<p class="par_texto">Mas este não foi o caso de Samuel Pitbull, também do MDB. Preso em 2009 por tráfico de drogas, ele teve a pena confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e já cumpriu a pena de prisão, mas a pena de multa, confirmada pelo TJ, em 2019, segue em vigor e ele, portanto, inelegível até o ano que vem, na avaliação do MP Eleitoral. A Justiça Eleitoral de São Paulo concordou com a tese do MP e indeferiu, em primeira instância, o registro do candidato.</p>
<p class="par_texto">Há casos como o do ex-prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, do PSDB, impugnado por ter as contas de sua gestão rejeitadas, em 2022, pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, decisão ratificada pela Câmara Municipal da cidade do litoral norte de São Paulo. Felipe Augusto também é réu sob as acusações de desvio de munição da Guarda Municipal da cidade e de recursos da pandemia de Covid-19, mas estes dois casos não podem ser usados para impugná-lo porque ele ainda não foi condenado.</p>
<p class="par_texto">A defesa do ex-prefeito alegou ao TRE que a condenação de Augusto no TCE é fruto de irregularidades formais e, no máximo, má gestão, mas que não houve prejuízo ao erário de São Sebastião ou enriquecimento ilícito do candidato.</p>
<h2>Agentes de Segurança Pública e veteranos também são impugnados</h2>
<p class="par_texto">As ações do MP Eleitoral não perdoaram os membros das forças policiais que se aventuraram nas eleições deste ano. O ex-prefeito de Embu Guaçu, André George Neres de Farias, o sargento Neres, candidato a deputado federal pelo PP, teve a candidatura impugnada após ter sido condenado, em segunda instância, por violar medida protetiva da Lei Maria da Penha, em processo que transitou em julgado em setembro de 2024, o que já havia lhe custado o mandato de prefeito em 2025.</p>
<p class="par_texto">Postulante também a deputado federal, o candidato delegado Adolpho Henrique (PSB), ex-prefeito de Arapeí (SP), não juntou documentos obrigatórios para provar que está apto para disputar as eleições. Ele possui ao menos uma condenação por improbidade administrativa, mas não comprovou ter cumprido com todas as obrigações referentes à pena.</p>
<p class="par_texto">Colega de partido do delegado, o ex-vereador Chamel, de Fernandópolis (SP) renunciou à candidatura para deputado federal. Ele foi enquadrado na lei da Ficha Limpa pelo MP Eleitoral, pois foi condenado em segunda instância, em 2022, pelo crime de coação no curso do processo e ainda não se passaram os oito anos exigidos pela legislação para que possa concorrer.</p>
<p class="par_texto">Genésio Gente da Gente, que se candidatou a deputado estadual pelo PSOL, foi condenado por estelionato em processo que transitou em julgado em 2022. Em 2024, no fim do ano, Genésio recebeu o indulto de Natal e a pena foi extinta. Pela jurisprudência do TSE, o candidato do PSOL pode até votar, mas não pode se candidatar, o que poderá ocorrer somente em 2030, segundo o entendimento do MP Eleitoral.</p>
<p class="par_texto">Na lista de candidaturas contestadas, há, inclusive, veteranos como Barros Munhoz (PSD). Aos 81 anos, o ex-prefeito de Itapira por 3 vezes, ex-ministro da Agricultura, ex-secretário estadual e ex-presidente da Alesp, tenta o oitavo mandato de deputado estadual. Acusado do delito cível de improbidade administrativa na Justiça Federal e Estadual, sua candidatura não apresentou até o momento documentos suficientes para demonstrar que ele está elegível. A favor de Munhoz está a idade dele. Por ser maior de 70 anos, o político já foi beneficiado anteriormente pela prescrição de processos em virtude da idade.</p>
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		<title>O que sobra quando o balanço de uma grande marca quebra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 18:27:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Victor Fortunato* Em quatro meses, três das marcas mais conhecidas do Brasil pediram Recuperação Judicial. O Grupo Toky, dono da Tok&#38;Stok, entrou com o pedido em maio, com dívidas acima de R$ 1,1 bilhão. As Casas Bahia protocolaram o seu em 16 de agosto, com R$ 17,3 bilhões em obrigações e o fechamento de 298 [&#8230;]</p>
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<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/que-sobra-quando-balanco-grande-marca-quebra.png" alt="que sobra quando balanço grande marca quebra" /></div>
</div>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080;">Victor Fortunato*</span></p>
<p class="par_texto">Em quatro meses, três das marcas mais conhecidas do Brasil pediram Recuperação Judicial. O Grupo Toky, dono da Tok&amp;Stok, entrou com o pedido em maio, com dívidas acima de R$ 1,1 bilhão. As Casas Bahia protocolaram o seu em 16 de agosto, com R$ 17,3 bilhões em obrigações e o fechamento de 298 lojas. Dez dias depois foi a vez do Grupo Gennius, dono do Habib&#8217;s, com R$ 265 milhões em dívidas espalhadas por 178 CNPJs. Não se trata de triste coincidência, mas de obstáculos enormes que também aparecem na trajetória de grandes marcas instaladas no país.</p>
<p class="par_texto">O Habib&#8217;s é o maior nome do fast-food nacional desde 1988. A Tok&amp;Stok formou o gosto de duas gerações de classe média alta em móveis e decoração desde 1978. E as Casas Bahia são, provavelmente, a marca de varejo mais reconhecida da história do país, com um jingle que qualquer brasileiro acima de trinta anos consegue cantar de cor. Diante desse cenário financeiramente negativo para essas empresas, uma dúvida se levanta: ter uma marca forte ajuda a atravessar uma crise?</p>
<p class="par_texto">A resposta curta é que marca forte não paga dívida. Se pagasse, nenhuma das três estaria em processo de Recuperação Judicial. Juros altos, crédito restrito e consumo pressionado afetam a empresa com nome consolidado da mesma forma que afetam a empresa que abriu recentemente. A marca não protege o caixa.</p>
<p class="par_texto">Contudo, a resposta completa é mais interessante, porque a marca muda tudo o que acontece depois que o caixa quebra. Repare no que as Casas Bahia carregam para a mesa de negociação. Na manhã do pedido, o valor de mercado da companhia estava perto de R$ 660 milhões, contra um passivo de R$ 17 bilhões. Pela régua da Bolsa, a empresa vale uma fração mínima do que deve. Pela régua da percepção, ela ainda é a loja onde o brasileiro comprou a primeira geladeira, o primeiro sofá, a primeira televisão, parcelado em carnê. Esse segundo ativo não aparece no balanço, mas é ele que faz credor aceitar renegociar em vez de executar, que faz fornecedor continuar entregando e que faz cliente voltar à loja mesmo lendo a notícia da recuperação. Uma empresa sem nome, com a mesma dívida, não teria tempo nem conversa. Teria falência.</p>
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<p class="par_texto">O Habib&#8217;s é o mesmo caso em outra escala. A esfirra de preço popular virou parte do repertório cultural do país. Isso não resolve o descompasso entre investimento e receita que a própria empresa apontou no pedido, mas garante que existe alguém interessado em resolver. Marca reconhecida atrai comprador, atrai sócio e o interesse que mantém o negócio vivo enquanto os números são reorganizados. Marca desconhecida em Recuperação Judicial é, na maioria das vezes, um inventário sendo liquidado.</p>
<p class="par_texto">Então, a marca forte funciona como uma reserva de confiança que só se percebe quando a confiança financeira acabou. É o que sobra quando o balanço quebra, e às vezes é o único ativo que resta para negociar.</p>
<p class="par_texto">Há, porém, o outro lado, e ele explica o motivo das três grandes marcas terem chegado aonde chegaram.</p>
<p class="par_texto">A marca forte também engana o dono. Ela sustenta a empresa por tempo suficiente para que os problemas estruturais pareçam menores do que são. As Casas Bahia já haviam feito uma recuperação extrajudicial em 2024, renegociando cerca de R$ 4 bilhões. A operação foi homologada, o nome seguiu forte, e dois anos depois a dívida era quatro vezes maior. A Tok&amp;Stok trocou de controlador duas vezes em pouco mais de uma década, passou por fusão, e a percepção de marca sofisticada seguiu intacta enquanto o endividamento chegava a 16 vezes o resultado operacional. Em ambos os casos, a força do nome comprou tempo, e o tempo foi gasto adiando a decisão em vez de executá-la.</p>
<p class="par_texto">O economista Nassim Taleb faz uma distinção que ajuda a enxergar isso. Existe o que é frágil, que quebra com o choque. Existe o que é robusto, que resiste ao choque sem mudar. E existe o que é antifrágil, que fica melhor depois do choque. A marca forte é robusta. Ela aguenta a crise em pé, mas não aprende nada com ela sozinha. Quem transforma robustez em antifragilidade é a gestão, e é justamente aí que as três falharam. Tinham a proteção da marca e usaram essa proteção para não mudar.</p>
<p class="par_texto">O que fica para o empresário brasileiro que não tem R$ 17 bilhões de dívida, mas tem os mesmos R$ 200 mil de folha atrasada e a mesma Selic apertando a margem, é uma lição em dois tempos.</p>
<p class="par_texto">O primeiro é que construir marca é construir a única reserva que não evapora quando o crédito seca. Se a sua empresa é lembrada, ela tem com quem negociar. Se não é, ela tem com quem discutir o valor da liquidação. Essa diferença aparece nos piores dias, e é nos piores dias que ela vale mais.</p>
<p class="par_texto">O segundo é que a marca forte exige mais vigilância, não menos. Quanto mais o nome sustenta, mais fácil é confundir reconhecimento com saúde. As Casas Bahia foram lembradas até o dia em que pediram Recuperação Judicial. Ser lembrado nunca foi o problema delas. O problema foi acreditar que ser lembrado bastava.<br />
Marca é o que sobra quando o balanço quebra. Mas o balanço só quebra quando alguém deixou de olhar para ele acreditando que a marca olhava sozinha.</p>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080;">*Victor Fortunato é especialista em posicionamento de marcas, estrategista de branding e autor do livro Branding pra BraSileiro.</span></p>
<p class="par_texto"><strong><span style="color: #ff0000;">→ SE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI&#8230;</span> Saiba que o Pragmatismo não tem investidores e não está entre os veículos que recebem publicidade estatal do governo. Fazer jornalismo custa caro. Com apenas R$ 1 REAL você nos ajuda a pagar nossos profissionais e a estrutura. Seu apoio é muito importante e fortalece a mídia independente. Doe através da chave-pix: <span style="color: #0000ff;">pragmatismopolitico@gmail.com</span></strong></p>
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