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	<title>Pragmatismo Político</title>
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	<title>Pragmatismo Político</title>
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		<title>Com mais de 800 leitos, hospital no Ceará promete reduzir filas no SUS</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/04/mais-leitos-hospital-ceara-promete-reduzir-filas-sus.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 23:54:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ceará]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro Público]]></category>
		<category><![CDATA[Fortaleza]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ceará ativa hospital com mais de 830 leitos em Fortaleza, amplia atendimento no SUS e reforça serviços de alta complexidade para a população</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/04/mais-leitos-hospital-ceara-promete-reduzir-filas-sus.html">Com mais de 800 leitos, hospital no Ceará promete reduzir filas no SUS</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br">Pragmatismo Político</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma completa" style="width: 660px;">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/04/mais-leitos-hospital-ceara-promete-reduzir-filas-sus.jpg" alt="mais leitos hospital Ceará promete reduzir filas SUS" /></div>
<div class="legenda-foto">Imagem: SECOM-CE</div>
</div>
<p class="par_texto">O <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/ceara" target="_blank" rel="noopener">Ceará</a> deu um passo relevante na ampliação da saúde pública ao ativar, de forma integral, a estrutura do Hospital Universitário do Ceará (HUC), em <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/fortaleza" target="_blank" rel="noopener">Fortaleza</a>. Com a habilitação de 330 novos leitos, a unidade passa a operar com sua capacidade máxima, totalizando mais de 830 leitos voltados ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p class="par_texto">A medida foi oficializada com a presença de autoridades estaduais e do governo federal, incluindo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o governador Elmano de Freitas.</p>
<h2>Expansão com impacto direto na população</h2>
<p class="par_texto">Com a ativação total da estrutura, o hospital se consolida como o maior da rede pública estadual e um dos mais importantes do <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/nordeste" target="_blank" rel="noopener">Nordeste</a>. A ampliação deve aumentar a oferta de internações, cirurgias e atendimentos especializados, especialmente em áreas de alta complexidade.</p>
<p class="par_texto">Entre os serviços que devem ser ampliados estão procedimentos como cirurgias cardiovasculares pediátricas, além de atendimentos oncológicos e transplantes.</p>
<p class="par_texto">Segundo o governo estadual, o funcionamento completo da unidade exige um investimento anual significativo, estimado em cerca de R$ 800 milhões.</p>
<h2>Hospital também vira referência no tratamento do câncer</h2>
<p class="par_texto">Além da ampliação de leitos, o hospital foi habilitado como centro de referência para tratamento do câncer, reforçando a estratégia de descentralização do atendimento oncológico.</p>
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<p class="par_texto">A medida busca reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para grandes centros e ampliar o acesso ao tratamento em diferentes regiões do estado.</p>
<h2>Estrutura reforça rede e reduz filas</h2>
<p class="par_texto">A expansão do Hospital Universitário do Ceará deve contribuir diretamente para desafogar outras unidades de saúde e reduzir filas por procedimentos especializados.</p>
<p class="par_texto">Com maior capacidade de atendimento, a expectativa é de mais agilidade no cuidado aos pacientes, além de fortalecimento da rede pública como um todo.</p>
<h2>Produção já é expressiva</h2>
<p class="par_texto">Mesmo antes de atingir sua capacidade máxima, o hospital já apresentava números relevantes. Em pouco mais de um ano de funcionamento, a unidade realizou mais de 135 mil atendimentos, incluindo consultas ambulatoriais e procedimentos cirúrgicos.</p>
<p class="par_texto">O volume reforça a importância crescente do equipamento dentro do sistema de saúde estadual.</p>
<h2>Transporte de pacientes e investimento federal</h2>
<p class="par_texto">A ampliação da estrutura hospitalar ocorre em paralelo a outra frente de investimento: a melhoria no transporte de pacientes do SUS.</p>
<p class="par_texto">O <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br" target="_blank" rel="noopener">Ministério da Saúde</a> iniciou a distribuição de veículos em todo o país, incluindo o Ceará, como parte de um programa voltado a facilitar o deslocamento de pacientes que precisam realizar tratamentos fora de seus municípios.</p>
<p class="par_texto">A iniciativa integra um investimento nacional de R$ 815 milhões, com a aquisição de micro-ônibus, vans e ambulâncias, voltados especialmente a pacientes que necessitam de hemodiálise, radioterapia e outros atendimentos especializados.</p>
<h2>Governo rebate desinformação</h2>
<p class="par_texto">O Ministério da Saúde também contestou informações que circularam nas redes sociais sobre supostos problemas nos veículos entregues. Segundo a pasta, não há comprovação das alegações, e todos os automóveis passaram por inspeções técnicas antes de serem liberados para uso.</p>
<p class="par_texto">A orientação é que eventuais ocorrências sejam tratadas por canais oficiais, com base em dados técnicos, evitando a disseminação de informações não verificadas.</p>
<h2>Estrutura e especialidades</h2>
<p class="par_texto">O <a href="https://www.isgh.org.br/onde-estamos/hospital-universitario-do-ceara" target="_blank" rel="noopener">Hospital Universitário do Ceará</a> já opera com diversas especialidades, incluindo cirurgia geral, oncologia, ortopedia, ginecologia, neonatologia e clínica médica, além de exames laboratoriais e de imagem.</p>
<p class="par_texto">A unidade também atende públicos específicos, como pessoas trans, ampliando o acesso a serviços especializados dentro do SUS.</p>
<p class="par_texto"><strong><span style="color: #ff0000;">→ SE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI&#8230;</span> Saiba que o Pragmatismo não tem investidores e não está entre os veículos que recebem publicidade estatal do governo. Fazer jornalismo custa caro. Com apenas R$ 1 REAL você nos ajuda a pagar nossos profissionais e a estrutura. Seu apoio é muito importante e fortalece a mídia independente. Doe através da chave-pix: <span style="color: #0000ff;">pragmatismopolitico@gmail.com</span></strong></p>
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		<title>Nota máxima da S&amp;P reforça avanço econômico da Paraíba</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/04/nota-maxima-sp-reforca-avanco-economico-paraiba.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 22:51:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[Paraíba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estado mantém rating ‘brAAA’ com perspectiva estável, sustentado por baixo endividamento, superávits e alta capacidade de investimento</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/04/nota-maxima-sp-reforca-avanco-economico-paraiba.html">Nota máxima da S&#038;P reforça avanço econômico da Paraíba</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br">Pragmatismo Político</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma completa" style="width: 660px;">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/04/nota-maxima-sp-reforca-avanco-economico-paraiba.jpg" alt="Nota máxima S&amp;P reforça avanço econômico Paraíba" /></div>
<div class="legenda-foto">João Pessoa, capital da Paraíba (Imagem: reprodução)</div>
</div>
<p class="par_texto">A <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/paraiba" target="_blank" rel="noopener">Paraíba</a> manteve, pelo terceiro ano consecutivo, a nota máxima de crédito atribuída pela <a href="https://www.spglobal.com/ratings/en" target="_blank" rel="noopener">S&amp;P Global Ratings</a>. O relatório mais recente reafirma o rating ‘brAAA’, com perspectiva estável, colocando o estado entre os mais bem avaliados do país em gestão fiscal.</p>
<p class="par_texto">A classificação indica baixo risco de inadimplência e reflete uma trajetória de disciplina fiscal construída ao longo dos últimos anos, marcada pelo controle de gastos, manutenção de superávits e fortalecimento das reservas financeiras.</p>
<h2>Equilíbrio fiscal e baixo endividamento</h2>
<p class="par_texto">Segundo a agência, a Paraíba conseguiu consolidar um modelo de gestão baseado na prudência fiscal, com monitoramento constante dos indicadores e cumprimento das regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.</p>
<p class="par_texto">Esse cenário permitiu ao estado acumular “colchões de liquidez” — reservas financeiras que funcionam como proteção em momentos de instabilidade — além de manter baixos níveis de endividamento.</p>
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<p class="par_texto">A avaliação também destaca que a Capacidade de Pagamento (<a href="https://www.tesourotransparente.gov.br/temas/estados-e-municipios/capacidade-de-pagamento-capag" target="_blank" rel="noopener">CAPAG</a>), medida pelo Tesouro Nacional, permanece no nível mais alto nos últimos anos.</p>
<h2>Investimentos e crescimento econômico</h2>
<p class="par_texto">De acordo com o relatório, a solidez das contas públicas tem permitido à Paraíba ampliar investimentos em áreas estratégicas, acompanhando o ritmo de crescimento da economia local.</p>
<p class="par_texto">A expectativa é de manutenção de superávits operacionais em torno de 10%, o que, segundo a agência, não compromete a qualidade de crédito do estado, justamente por conta das reservas acumuladas.</p>
<p class="par_texto">Além disso, o bom desempenho fiscal fortalece a confiança de instituições financeiras e organismos multilaterais, facilitando o acesso a novos financiamentos.</p>
<h2>Perspectiva estável</h2>
<p class="par_texto">Para o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Gilmar Martins, a avaliação reforça a sustentabilidade do modelo adotado pelo estado.</p>
<p class="par_texto">Segundo ele, a perspectiva estável indica que o equilíbrio fiscal alcançado nos últimos anos deve continuar garantindo a manutenção de políticas públicas, investimentos e estímulos ao crescimento econômico e social.</p>
<h2>O que significa a nota ‘brAAA’</h2>
<p class="par_texto">A classificação da S&amp;P Global Ratings é uma medida de risco de crédito, que indica a capacidade de um ente — como estados ou empresas — de honrar suas dívidas.</p>
<p class="par_texto">No caso da nota ‘AAA’, trata-se do nível mais alto de confiabilidade dentro da escala nacional, associado a baixíssimo risco de inadimplência e forte solidez financeira.</p>
<p class="par_texto"><strong><span style="color: #ff0000;">→ SE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI&#8230;</span> Saiba que o Pragmatismo não tem investidores e não está entre os veículos que recebem publicidade estatal do governo. Fazer jornalismo custa caro. Com apenas R$ 1 REAL você nos ajuda a pagar nossos profissionais e a estrutura. Seu apoio é muito importante e fortalece a mídia independente. Doe através da chave-pix: <span style="color: #0000ff;">pragmatismopolitico@gmail.com</span></strong></p>
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		<item>
		<title>Trump reage a discurso do Papa Leão XIV; Vaticano tenta conter crise</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/04/trump-reage-discurso-papa-leao-xiv-vaticano-tenta-conter-crise.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 21:13:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guerra injustificável]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
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		<category><![CDATA[Irã]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Leão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Discurso do Papa sobre guerra irrita Trump, e Vaticano tenta conter crise. Pontífice nega confronto e reforça posição pela paz</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/04/trump-reage-discurso-papa-leao-xiv-vaticano-tenta-conter-crise.html">Trump reage a discurso do Papa Leão XIV; Vaticano tenta conter crise</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br">Pragmatismo Político</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma completa" style="width: 660px;">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/04/trump-reage-discurso-papa-leao-xiv-vaticano-tenta-conter-crise.jpg" alt="Trump reage discurso Papa Leão XIV Vaticano conter crise" /></div>
<div class="legenda-foto">Papa Leão XIV e Donald Trump (Imagens: Alessia Giulianii | Sipa USA e Alex Brandon | AP)</div>
</div>
<p class="par_texto">O <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Le%C3%A3o_XIV" target="_blank" rel="noopener">Papa Leão XIV</a> afirmou neste sábado (18) que não tem qualquer interesse em entrar em confronto direto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após declarações suas sobre a guerra terem sido interpretadas como uma crítica pessoal ao líder norte-americano. A fala ocorre em meio a uma escalada de tensão política e simbólica entre o Vaticano e Washington.</p>
<p class="par_texto">Durante viagem à <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/africa" target="_blank" rel="noopener">África</a>, o pontífice buscou esclarecer o sentido de seus discursos recentes. Segundo ele, suas mensagens foram preparadas com antecedência e têm caráter universal, não direcionado a governos específicos. “Não é de modo algum do meu interesse debater com o presidente”, afirmou, ao destacar que sua missão é pastoral e não política .</p>
<h2>Discurso pela paz vira alvo de disputa política</h2>
<p class="par_texto">A controvérsia teve início após Leão XIV condenar, em termos gerais, a violência e o uso da religião para justificar guerras — posicionamento que foi interpretado por Trump como um ataque direto às ações dos Estados Unidos no conflito com o Irã.</p>
<p class="par_texto">O presidente reagiu publicamente, classificando o papa como “fraco” em temas como segurança e política externa, além de sugerir que ele estaria alinhado a posições políticas adversárias . A troca de críticas elevou o tom de uma disputa incomum entre um chefe de Estado e o líder da Igreja Católica.</p>
<p class="par_texto">Diante da repercussão, o Vaticano reforçou que o discurso papal não mirava um país específico, mas sim uma crítica mais ampla ao cenário internacional, marcado por conflitos armados e aumento dos gastos militares.</p>
<h2>Um papa que evita o confronto direto</h2>
<p class="par_texto">Apesar da pressão, Leão XIV tem adotado uma postura de contenção. Ele reiterou que continuará defendendo a paz, mas sem transformar sua atuação em um embate político direto. “Minha mensagem é a do Evangelho”, afirmou, ao indicar que sua fala não responde a ataques individuais .</p>
<p class="par_texto"><strong>Siga-nos no <a href="https://www.instagram.com/pragmatismopolitico/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Instagram</a> | <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://twitter.com/pragmatismo_" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Twitter</a></span> | <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.facebook.com/PragmatismoPolitico?ref=hl" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Facebook</a></span></strong></p>
<p class="par_texto">A estratégia reforça o perfil de um pontificado que busca influência moral global, evitando a personalização de conflitos. Analistas apontam que o atual papa tenta preservar a autoridade espiritual da Igreja em meio a um cenário internacional polarizado.</p>
<h2>Herança de Francisco e novo papel global</h2>
<p class="par_texto">Eleito em 2025, Leão XIV — nascido Robert Prevost — é o primeiro papa norte-americano e herdeiro de uma linha pastoral que ganhou força no pontificado de Papa Francisco, marcada pela defesa dos pobres, do diálogo e da paz .</p>
<p class="par_texto"><strong>Saiba mais: <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2025/05/leao-xiv-robert-francis-prevost-e-o-primeiro-papa.html" rel="noopener" target="_blank">Leão 14: Nascido nos EUA, novo Papa era amigo de Francisco e criticou governo Trump</a></strong></p>
<p class="par_texto">A tensão com Trump, no entanto, revela um desafio adicional: equilibrar o papel religioso com o peso geopolítico do Vaticano em um mundo marcado por disputas entre grandes potências.</p>
<p class="par_texto">Especialistas avaliam que o episódio não se limita a uma troca de declarações, mas simboliza algo maior — o choque entre duas formas de poder: de um lado, a autoridade moral e humanitária da Igreja; de outro, a lógica estratégica e militar dos Estados nacionais.</p>
<h2>Entre a diplomacia e o conflito simbólico</h2>
<p class="par_texto">O episódio ocorre em meio a um distanciamento crescente entre <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/eua" target="_blank" rel="noopener">Estados Unidos</a> e Santa Sé, intensificado por divergências sobre guerras recentes e políticas externas americanas . Ainda assim, o papa insiste em não transformar a crise em um confronto pessoal.</p>
<p class="par_texto">Ao evitar o embate direto, Leão XIV tenta reposicionar o Vaticano como um mediador global — não como ator político convencional. Mas, em um cenário de polarização extrema, até mesmo discursos pela paz passaram a ser interpretados como posicionamentos ideológicos.</p>
<p class="par_texto">E isso, por si só, já diz muito sobre o momento atual.</p>
<p class="par_texto"><strong><span style="color: #ff0000;">→ SE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI&#8230;</span> Saiba que o Pragmatismo não tem investidores e não está entre os veículos que recebem publicidade estatal do governo. Fazer jornalismo custa caro. Com apenas R$ 1 REAL você nos ajuda a pagar nossos profissionais e a estrutura. Seu apoio é muito importante e fortalece a mídia independente. Doe através da chave-pix: <span style="color: #0000ff;">pragmatismopolitico@gmail.com</span></strong></p>
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		<title>Governo Federal prepara plano contra endividamento de brasileiros</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/04/governo-federal-prepara-plano-contra-endividamento-de-brasileiros.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 11:31:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Brasileira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Medida pode vir a restringir ainda mais as chamadas ‘bets’ e liberar recursos do FGTS</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/04/governo-federal-prepara-plano-contra-endividamento-de-brasileiros.html">Governo Federal prepara plano contra endividamento de brasileiros</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br">Pragmatismo Político</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma completa" style="width: 660px;">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/04/governo-federal-prepara-plano-contra-endividamento-de-brasileiros.jpg" alt="Governo Federal prepara plano contra endividamento brasileiros" /></div>
<div class="legenda-foto">Presidente Lula e ministro da Fazenda, Dario Durigan (Imagem: Marcelo Camargo | Agência Brasil)</div>
</div>
<p class="par_texto">O governo federal elabora um novo pacote para reduzir o endividamento das famílias brasileiras, em um cenário em que o comprometimento da renda segue em patamar elevado. A iniciativa deve atender tanto pessoas inadimplentes quanto aquelas com renda comprometida, e prevê descontos que podem chegar a 90% do valor das dívidas, com o restante sendo renegociado.</p>
<p class="par_texto">A proposta inclui mecanismos de renegociação de dívidas com garantia da União e pode estabelecer contrapartidas para os beneficiários, entre elas possíveis restrições ao uso de casa de aposta.</p>
<p class="par_texto">Para viabilizar a redução dos juros, a equipe econômica estuda reforçar o Fundo Garantidor de Operações (FGO), além de analisar alternativas como o uso de recursos esquecidos no sistema financeiro.</p>
<h2>Possível restrição a casas de aposta</h2>
<p class="par_texto">Uma das preocupações do governo é o rápido retorno das famílias beneficiadas a uma situação de endividamento. Por isso, a adesão ao programa pode vir acompanhada de algumas limitações, uma delas sendo uma pausa no acesso às casas de aposta. A medida ainda está em avaliação e não há definição final sobre sua implementação.</p>
<p class="par_texto">Levantamento sobre o perfil dos usuários realizado por uma <a href="https://www.kto.bet.br/" target="_blank" rel="noopener">casa de aposta</a> mostram que a maior parte dos apostadores está nas classes C1 (25,4%), B1 (22,9%) e B2 (17,7%), com concentração relevante na classe média.</p>
<p class="par_texto">O comportamento dos usuários da casa de aposta varia em frequência. Cerca de 27,55% afirmam apostar poucas vezes ao ano, enquanto 20,42% jogam uma ou duas vezes por mês. Há ainda grupos que apostam semanalmente (11,35%) ou mais de duas vezes por semana (13,94%), além de 12,64% que relatam prática quase diária.</p>
<p class="par_texto">Entre as motivações, 72% apontam o entretenimento como principal razão, enquanto 38% mencionam a tentativa de complementar a renda. Outros fatores incluem socialização (19%), acompanhamento esportivo (18%) e teste de conhecimento (13%).</p>
<p class="par_texto">Apesar de <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2025/01/nova-legislacao-gera-complicacoes-em-cadastro-e-verificacao-de-contas-em-bets.html" target="_blank" rel="noopener">complicações iniciais</a> quando a legislação do setor entrou em vigor em 2025, o mercado de apostas apresentou receita bruta de cerca de R$ 37 bilhões no período, considerando o total apostado descontados os prêmios pagos. Esse montante serve de base para a arrecadação de tributos e destinações legais, reforçando o peso econômico da atividade.</p>
<p class="par_texto">No mesmo período, o governo intensificou a fiscalização do setor, com o bloqueio de mais de 25 mil sites ilegais e a criação de mecanismos como a plataforma de autoexclusão, que permite ao cidadão restringir voluntariamente seu acesso à qualquer casa de aposta.</p>
<p class="par_texto">Ao mesmo tempo, a Secretaria de Prêmios e Apostas, ligada ao Ministério da Fazenda, firmou parcerias para agilizar o monitoramento do setor e retirada de conteúdos fora dos parâmetros permitidos. Entre as entidades que passaram a cooperar com o governo estão a International Betting Integrity Association (IBIA) e o Conselho Digital do Brasil, que reúne as principais plataformas de redes sociais.</p>
<h2>Financiamento com juros mais baixos</h2>
<p class="par_texto">O programa de renegociação de dívidas em elaboração pelo governo federal reúne diferentes frentes para reduzir o impacto do endividamento sobre as famílias. A proposta surge após experiências anteriores, como o <a href="https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2024/maio/desenrola-brasil-encerra-com-beneficio-a-mais-de-15-milhoes-de-pessoas-e-reducao-da-inadimplencia-entre-a-populacao-mais-vulneravel-do-pais" target="_blank" rel="noopener">programa Desenrola Brasil</a>, que renegociou bilhões em débitos, mas não conteve o avanço do endividamento no país.</p>
<p class="par_texto">O novo pacote prevê a substituição de débitos antigos por um novo financiamento com juros mais baixos e prazos mais longos, utilizando garantias do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para reduzir o risco das instituições financeiras.</p>
<p class="par_texto">Entre os pontos centrais está a possibilidade de descontos elevados sobre o valor total das dívidas, que podem chegar a até 90% em alguns casos, especialmente em débitos mais antigos. O programa deve contemplar principalmente dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, consideradas de maior custo para o consumidor.<br />
Outra medida em análise é a liberação de até 20% do saldo do FGTS para trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, permitindo a quitação parcial dos débitos. O modelo prevê que a renegociação seja feita diretamente com os bancos, sem uma plataforma centralizada.</p>
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		<title>Crime organizado, Estado capturado e os limites da resposta institucional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 03:44:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Aith]]></category>
		<category><![CDATA[PCC]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CPI do Crime Organizado (Imagem: Lula Marques &#124; ABr) Marcelo Aith* O relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira à CPI do Crime Organizado parte de uma constatação incômoda: a criminalidade organizada no Brasil deixou de ser apenas um problema de segurança pública para se tornar uma ameaça estrutural à soberania estatal, à democracia e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma completa" style="width: 660px;">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/04/crime-organizado-estado-capturado-limites-resposta-institucional.jpg" alt="Crime organizado Estado capturado limites resposta institucional" /></div>
<div class="legenda-foto">CPI do Crime Organizado (Imagem: Lula Marques | ABr)</div>
</div>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080;">Marcelo Aith*</span></p>
<p class="par_texto">O relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira à <a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/04/14/cpi-do-crime-organizado-termina-sem-relatorio-final" target="_blank" rel="noopener">CPI do Crime Organizado</a> parte de uma constatação incômoda: a criminalidade organizada no Brasil deixou de ser apenas um problema de <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/seguranca-publica" target="_blank" rel="noopener">segurança pública</a> para se tornar uma ameaça estrutural à soberania estatal, à democracia e aos direitos fundamentais. Em apenas 120 dias, com orçamento limitado e sem prorrogação de prazo, a Comissão realizou 18 reuniões, analisou 182 dos 312 requerimentos apresentados e reuniu 134 documentos, em um esforço relevante de mapeamento das engrenagens do crime contemporâneo.</p>
<p class="par_texto">O eixo central do relatório é a noção de “convergência criminosa”. De um lado, facções armadas que dominam territórios, impõem regras e substituem o Estado em áreas vulneráveis; de outro, estruturas econômicas e financeiras capazes de lavar dinheiro, ocultar patrimônio e conferir aparência lícita ao produto da violência. Organizações como o Primeiro Comando da Capital (<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/pcc" target="_blank" rel="noopener">PCC</a>), o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro, além de milícias, já não se restringem ao tráfico ou à extorsão direta, expandindo sua atuação para mercados formais como combustíveis, ouro, imóveis, fintechs e criptoativos.</p>
<p class="par_texto">Sob o ponto de vista jurídico-institucional, o relatório desloca o debate do mero endurecimento penal para a necessidade de reconstrução do Estado. O enfrentamento ao crime organizado, sustenta o relator, não pode depender exclusivamente de operações policiais episódicas, prisões ou aumento de penas. Exige inteligência, integração de bases de dados, cooperação entre órgãos, controle financeiro sofisticado, fortalecimento de mecanismos como o Coaf e aperfeiçoamento da legislação antilavagem, além de instrumentos eficazes de prevenção à captura institucional.</p>
<p class="par_texto">Nesse contexto, ganha relevo a análise da relação entre criminalidade organizada e poder público. O chamado “Caso Master” surge como exemplo emblemático de possível infiltração da criminalidade econômica em estruturas institucionais e financeiras, evidenciando fragilidades nos mecanismos de controle diante de operações complexas e redes de influência.</p>
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<p class="par_texto">O ponto mais sensível, e politicamente explosivo, reside na proposta de indiciamento de autoridades do sistema de Justiça. O relatório sugere o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República Paulo Gonet. As imputações, baseadas na <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l1079.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei nº 1.079/1950</a>, envolvem, em síntese, alegações de suspeição, incompatibilidade com o decoro do cargo e, no caso do PGR, suposta desídia funcional.</p>
<p class="par_texto">Ao avançar sobre membros do Supremo Tribunal Federal e do Ministério Público, o relatório ultrapassa o diagnóstico das estruturas criminosas e aponta para tensões internas ao próprio Estado. Segundo o relator, decisões monocráticas do STF teriam esvaziado prerrogativas investigativas da CPI, ao suspender quebras de sigilo, flexibilizar convocações e conceder habeas corpus, produzindo, na visão da Comissão, um efeito paralisante sobre os trabalhos.</p>
<p class="par_texto">No campo propositivo, o relatório apresenta uma agenda legislativa ampla: modernização dos instrumentos de combate às organizações criminosas, fortalecimento da repressão a crimes financeiros, regulamentação do lobby, criação de um marco legal da inteligência, mudanças no sistema socioeducativo e reforço das prerrogativas das CPIs. Sugere ainda a criação de um Ministério da Segurança Pública, maior controle sobre armas e um Código de Ética para Tribunais Superiores.</p>
<p class="par_texto">A gravidade do quadro descrito não está apenas na retórica de emergência, mas na fotografia institucional que emerge do relatório: o crime organizado brasileiro já não opera apenas na clandestinidade das armas, mas transita por empresas, contratos, instituições financeiras e espaços de poder. A resposta, portanto, não pode ser exclusivamente penal. Deve ser, antes de tudo, republicana, fiscal, financeira, tecnológica e institucional.</p>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080;">*Marcelo Aith é advogado criminalista. Doutorando Estado de Derecho y Gobernanza Global pela Universidad de Salamanca &#8211; ESP. Mestre em Direito Penal pela PUC-SP. Latin Legum Magister (LL.M) em Direito Penal Econômico pelo Instituto Brasileiro de Ensino e Pesquisa – IDP. Especialista em Blanqueo de Capitales pela Universidad de Salamanca.</span></p>
<p class="par_texto"><strong><span style="color: #ff0000;">→ SE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI&#8230;</span> Saiba que o Pragmatismo não tem investidores e não está entre os veículos que recebem publicidade estatal do governo. Fazer jornalismo custa caro. Com apenas R$ 1 REAL você nos ajuda a pagar nossos profissionais e a estrutura. Seu apoio é muito importante e fortalece a mídia independente. Doe através da chave-pix: <span style="color: #0000ff;">pragmatismopolitico@gmail.com</span></strong></p>
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		<title>Fluminense em crise? O futebol brasileiro e a síndrome de Sísifo</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/04/fluminense-em-crise-o-futebol-brasileiro-e-a-sindrome-de-sisifo.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Massafferri Salles]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 13:02:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Copa Libertadores da America]]></category>
		<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Fluminense]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Lucio Massafferri Salles]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ontem, no Maracanã, o Fluminense perdeu para o Independiente Rivadavia. Doer, doeu. Mas não foi só pelo placar. Foi pelo que a derrota revelou: sobre o clube, sobre o futebol brasileiro, sobre um ciclo que se repete sem misericórdia e sem memória.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma media" style="width: 500px">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Sisifo-500x273.jpg" alt="Imagem: ilustração conceitual / " /></div>
<div class="legenda-foto">Imagem: ilustração conceitual / &#8220;Sísifo Tricolor&#8221; (Flu Press)</div>
</div>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080">Lucio Massafferri Salles*, Pragmatismo Político</span></p>
<p class="par_texto"><strong>Ontem, no Maracanã, o Fluminense perdeu para o Independiente Rivadavia. Doer, doeu. Mas não foi só pelo placar.</strong></p>
<p class="par_texto">O futebol brasileiro consolidou uma relação doentia com o tempo. Não se tolera processo. Não se tolera construção. Via de regra, se quer resultado na próxima rodada, ou o treinador cai.<br />
No Brasil se demitem treinadores campeões, com o argumento de que “o futebol é assim”.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://jornalismojunior.com.br/troca-repete-e-recomeca-o-ciclo-infinito-das-trocas-de-tecnicos-no-brasil/"><strong>Troca, repete e recomeça: o ciclo infinito das trocas de técnicos no Brasil</strong></a></p>
<p class="par_texto">Cultua-se como normal xingar ídolos na saída. Tem uma violência nisso. Não é somente impaciência. É uma incapacidade estrutural de sustentar confiança. Isso é Brasil raiz às portas de mais uma Copa. O mecanismo é sempre o mesmo: o time joga bem, a expectativa sobe além do razoável, certa euforia. Vêm dois ou três tropeços, a narrativa vira, e aí qualquer resultado ruim confirma o “fracasso”. Com raras exceções, o torcedor (em seu direito, que fique claro, pra patrulha não distorcer) não avalia ciclo, mas avalia o último jogo. Os dirigentes também não avaliam ciclo: avaliam a pressão da semana, tendo como termômetro, muitas vezes, o ruído das redes sociais.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://ge.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/2026/04/16/dos-elogios-as-vaias-como-o-fluminense-entrou-numa-espiral-de-problemas-em-11-dias.ghtml"><strong>Dos elogios às vaias: como o Fluminense entrou numa espiral de problemas em 11 dias</strong></a></p>
<p class="par_texto">As redes sociais não criaram o problema, mas aprenderam a lucrar com ele. Essa dinâmica pressiona os dirigentes e encontra lá dentro, às vezes, uma diretoria que, quando não cede ao ruído das redes, inventa o seu próprio. Como no episódio lamentável da concordância com o adiamento do Fla-Flu, que irritou a torcida e desconfortou o elenco sem nenhuma pressão externa para isso. Todos sabemos que seria adiado. Mas é o cúmulo vir a público dizer que concorda e tá tudo de boa. E tem um ponto que passa batido no meio do barulho: a responsabilidade dos dirigentes com o que é seu. Ontem entrou em campo o Wesley Natã, 17 anos, faltando dez minutos, time perdendo. Pode ter sido desespero. Pode ter sido aposta. Nos dois casos, é sintomático. E a pergunta é inevitável: galera, cadê Xerém? Cadê a base que revelou Martinelli, John Kennedy e tantos outros? Não é só formar. É integrar, sustentar, dar sequência. Projeto não se faz só com discurso e contratação de ocasião. Se a principal fonte de talento do clube vira detalhe, o clube começa a se perder de si mesmo. O resultado prático disso: nenhum projeto se consolida. O treinador que sobrevive é o que ganha. O que perde, mesmo tendo construído algo real, vai embora. E o clube recomeça do zero, com novo treinador, nova ideia, nova promessa.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://ge.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/2026/04/03/fluminense-iguala-seu-melhor-comeco-de-brasileirao-nos-pontos-corridos.ghtml"><strong>Fluminense iguala seu melhor começo de Brasileirão nos pontos corridos (3/4/2026)</strong></a></p>
<p class="par_texto">Em acordo com essa paisagem, o mito-símbolo do futebol brasileiro é Sísifo. No caso, um Sísifo bastante cansado. Às vezes parece que esse Sísifo trabalha vendado, o que impede que veja o tamanho da pedra que empurra, e que sempre volta ao mesmo lugar. E ainda tem o calendário brasileiro que agrava tudo isso. É um absurdo bastante objetivo: Brasileirão, Copa do Brasil, Libertadores ou Sul-Americana, Estadual, e às vezes ainda Supercopa e Recopa. O elenco não descansa, há sempre a necessidade de reposições, o treinador não tem tempo adequado pra treinar, e quando o rendimento cai (porque vai cair, inevitavelmente) a leitura quase nunca é “o calendário cobrou o preço”. A leitura é quase sempre “o técnico perdeu o grupo”. Creio que o Fluminense está exatamente nesse ponto agora. Um time que jogava bem, talvez o melhor futebol do Brasil há poucas semanas (disseram), viu a expectativa subir rápido demais. Vieram duas semanas difíceis, e já tem gente pedindo cabeça.</p>
<p class="par_texto"><a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/lucio-massafferri-salles"><strong>Leia aqui todos os artigos de Lucio Massafferri Salles </strong></a></p>
<p class="par_texto">Ainda nem se entrou na Copa do Brasil. O calendário vai apertar mais. E, se o Zubeldía não ganhar os próximos dois ou três, a pressão vai ser ensurdecedora, independentemente do que ele fez, desde que entrou até agora.O céu e o inferno no futebol brasileiro não têm purgatório. É uma teologia sem misericórdia, sem remédio e sem memória.</p>
<p class="par_texto"><strong>Leia também:</strong></p>
<p class="par_texto"><a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2025/07/manfrini-e-o-proximo-convidado-do-canal-flu-press.html">Ídolo do Fluminense, Manfrini é o próximo convidado do canal Flu Press nos &#8220;50 anos da Máquina Tricolor&#8221;</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2025/05/canal-flu-press-recebera-o-idolo-do-fluminense-edinho-nos-50-anos-da-maquina-tricolor.html">Canal Flu Press receberá o ídolo do Fluminense, Edinho, nos &#8220;50 anos da Máquina Tricolor&#8221;</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2025/04/goleiro-nielsen-e-o-proximo-convidado-do-canal-flu-press.html">Goleiro Nielsen é o próximo convidado do canal Flu Press</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2025/02/carlos-alberto-pintinho-e-o-proximo-convidado-do-canal-flu-press.html">Carlos Alberto Pintinho é o Próximo convidado do canal Flu Press</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2025/01/icone-da-maquina-tricolor-bufalo-gil-e-o-convidado-de-hoje-do-canal-flu-press.html">Ícone da Máquina Tricolor, Búfalo Gil é o convidado de hoje do canal Flu Press</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2025/03/idolo-do-flu-rubens-galaxe-e-o-convidado-desta-noite-no-flu-press.html">Ídolo do Fluminense, Rubens Galaxe é o convidado desta noite no Flu Press</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2024/03/redes-sociais-expoem-sintomas-de-adoecimento-da-sociedade.html">Redes Sociais expõem sintomas de adoecimento da sociedade</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2024/01/o-dinizismo-combate-o-etarismo-no-futebol-brasileiro.html">Etarismo, clubismo e futebol</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2023/10/uma-noite-epica-em-porto-alegre-o-fluminense-esta-na-final-da-libertadores.html">Uma noite épica tricolor em Porto Alegre</a><br />
<a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2023/09/fluminense-da-mais-um-passo-para-a-sonhada-final-no-maracana.html">Fluminense dá mais um passo para a sonhada final no Maracanã</a></p>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080">*Lucio Massafferri Salles é Jornalista, Cronista Esportivo, Psicólogo, Professor Adjunto do Departamento de Psicologia da UCAM e Professor da Rede Pública de Ensino/RJ. Doutor e Mestre em Filosofia pela UFRJ, Especialista em Psicanálise pela USU, realizou seu estágio de Pós-Doutorado em Filosofia Contemporânea na UERJ. É o criador e responsável pelo canal <a href="https://www.youtube.com/@FluPress"><strong>FluPress</strong></a> (YouTube).</span></p>
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		<title>Urbanização descontrolada causa invasão de formigas-de-fogo pelo Brasil e risco à saúde, alerta pesquisa da UMC</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/04/urbanizacao-descontrolada-causa-invasao-formigas-de-fogo-brasil-risco-saude-pesquisa-umc.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 00:21:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[universidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo da universidade mogiana chama atenção para impactos ambientais e à população com aproximação que vem acontecendo ao longo das últimas décadas; espécie tem picada bastante dolorosa, que costuma causar fortes reações alérgicas</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/04/urbanizacao-descontrolada-causa-invasao-formigas-de-fogo-brasil-risco-saude-pesquisa-umc.html">Urbanização descontrolada causa invasão de formigas-de-fogo pelo Brasil e risco à saúde, alerta pesquisa da UMC</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.pragmatismopolitico.com.br">Pragmatismo Político</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma completa" style="width: 660px;">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/04/urbanizacao-descontrolada-causa-invasao-formigas-de-fogo-brasil-risco-saude-pesquisa-umc.jpg" alt="Urbanização descontrolada causa invasão formigas-de-fogo Brasil risco saúde pesquisa UMC" /></div>
<div class="legenda-foto">Formiga-de-fogo vermelha, uma espécie invasora que se espalhou pelo mundo (Imagem: Jesse Rorabaugh)</div>
</div>
<p class="par_texto">Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes (<a href="https://www.umc.br/" target="_blank" rel="noopener">UMC</a>) alerta para a perigosa expansão das formigas-de-fogo que vem ocorrendo no território brasileiro, com riscos para a saúde pública e para a biodiversidade. A pesquisa acompanhou o movimento silencioso de dispersão de duas espécies que vem ganhando as cidades nas últimas décadas como consequência da urbanização descontrolada.</p>
<p class="par_texto">As espécies das formigas estudadas são a Solenopsis saevissima e a Solenopsis invicta. A primeira, nativa das áreas de florestas da <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/amazonia" target="_blank" rel="noopener">Amazônia</a>, ganhou terreno ao longo dos anos e atualmente pode ser encontrada em 16 estados, entre eles Rio Grande do Norte, Alagoas e Espírito Santo, locais em que foram registradas recentemente.</p>
<p class="par_texto">Já a invicta, originalmente concentrada mais nas áreas alagadas do Pantanal, avançou para 11 estados, sendo recentemente vista no Rio de Janeiro, Piauí e em Sergipe. Essa espécie é conhecida por suas picadas bastante dolorosas, que costumam formar bolhas e causar fortes reações alérgicas – daí a preocupação com a saúde pública ao proliferar e circular em centros urbanos.</p>
<p class="par_texto">O estudo, publicado no periódico científico Biological Invasions (<a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10530-025-03720-3" target="_blank" rel="noopener">doi.org/10.1007/s10530-025-03720-3</a>), também reuniu biólogos e pesquisadores do <a href="https://mz.usp.br/pt/pagina-inicial/" target="_blank" rel="noopener">Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP)</a>, do Museu Paraense Emílio Goeldi, da Unesp de Rio Claro e do Kompetenzzentrum für Biodiversität &amp; Integrative Taxonomie der Insekten – Institut für Biologie, Universität Hohenheim, da Alemanha. Ele integra um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp &#8211; Processo nº 2023/17547-4).</p>
<p class="par_texto">“Este apoio foi fundamental para que os pesquisadores realizassem visitas às coleções biológicas e efetuassem coletas em localidades sem registros prévios de espécies de formigas-de-fogo, bem como pudessem realizar as análises moleculares para a confirmação das espécies”, destaca a Profa. Dra. Maria Santina de Castro Morini, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UMC e do estudo.</p>
<h2>Décadas de análises</h2>
<p class="par_texto">A constatação da invasão dessas espécies de formigas-de-fogo foi possível após o grupo de pesquisadores analisar mais de quatro mil registros, entre levantamentos de campos e outros dados de coleções biológicas de diferentes estados brasileiros num período que abrange 124 anos.</p>
<p class="par_texto">“Revisamos e analisamos informações do ano de 1900 a 2024 e separamos as informações em cinco décadas, para entender e reconstruir de forma detalhada a trajetória de dispersão dessas espécies. Assim, pudemos identificar padrões relacionados às transformações ambientais, a partir da utilização de coordenadas geográficas para a geração de mapas e modelos que nos deram os padrões de expansão de ambas as espécies, bem como sua relação com a fragmentação da paisagem ao longo do tempo”, explica Victor Hideki Nagatani, pós-graduando da UMC e um dos autores do estudo.</p>
<p class="par_texto">Nagatani destaca que os resultados das análises apontam que fatores como a urbanização e a fragmentação de habitats naturais tiveram e seguem tendo papel central nesse processo: “Essas mudanças no uso do solo criam condições favoráveis para a expansão das formigas, que apresentam elevada capacidade de adaptação e competição com espécies nativas, causando impactos negativos à biodiversidade, para além do risco à saúde pública, provocado pelas ferroadas e reações severas em humanos”.</p>
<p class="par_texto">Os achados da pesquisa dão mais um importante sinal de alerta sobre como as ações humanas influenciam diretamente a dinâmica dos ecossistemas, além de reforçarem a importância do monitoramento de espécies invasoras, como as formigas-de-fogo.</p>
<p class="par_texto">“Ao integrar dados históricos e abordagens científicas contemporâneas, o estudo contribui significativamente para o avanço do conhecimento em biotecnologia, biodiversidade e conservação ambiental, além de subsidiar estratégias para a construção de ambientes mais sustentáveis e resilientes”, conclui Nagatani.</p>
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		<title>Paraíba fica entre os estados com maior crescimento do varejo em fevereiro, segundo IBGE</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/04/paraiba-entre-estados-maior-crescimento-varejo-fevereiro-ibge.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 22:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Paraíba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo com juros elevados, estado supera média nacional e se destaca entre os que mais cresceram no comércio varejista, segundo dados oficiais</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma completa" style="width: 650px;">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/04/paraiba-entre-estados-maior-crescimento-varejo-fevereiro-ibge.jpeg" alt="Paraíba entre estados maior crescimento varejo fevereiro IBGE" /></div>
<div class="legenda-foto">Imagem: reprodução</div>
</div>
<p class="par_texto">Apesar da manutenção da taxa de juros em patamar elevado, o varejo da <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/tag/paraiba" target="_blank" rel="noopener">Paraíba</a> registrou a quarta maior taxa de crescimento do volume de vendas do país em fevereiro. Os dados são da <a href="https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/comercio/9227-pesquisa-mensal-de-comercio.html" target="_blank" rel="noopener">Pesquisa Mensal de Comércio (PMC)</a>, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.</p>
<p class="par_texto">O estado apresentou alta de 2,4% na comparação entre fevereiro e janeiro, desempenho bem acima da média nacional, que foi de 0,6% no mesmo período.</p>
<h2>Paraíba entre os destaques do país</h2>
<p class="par_texto">De acordo com o levantamento, os estados com maior crescimento no mês foram Paraná (2,9%), Bahia (2,7%), Minas Gerais (2,5%) e Paraíba (2,4%). O resultado coloca o estado nordestino entre os principais destaques do comércio no país.</p>
<p class="par_texto">Na comparação com fevereiro do ano passado, a Paraíba também manteve desempenho superior: crescimento de 2,6%, frente a apenas 0,2% da média nacional. Já no acumulado do primeiro bimestre, o avanço foi de 2,8%.</p>
<h2>Comércio ampliado também cresce</h2>
<p class="par_texto">No chamado comércio varejista ampliado — que inclui setores como veículos, motos, peças, material de construção e atacado de alimentos — a Paraíba registrou crescimento de 1,8% em fevereiro na comparação com janeiro. No Brasil, a alta foi de 1%.</p>
<h2>Segmentos que impulsionaram o resultado</h2>
<p class="par_texto">Entre os segmentos pesquisados, quatro apresentaram crescimento nas vendas:</p>
<p class="par_texto">⮕ livros, jornais, revistas e papelaria<br />
⮕ combustíveis e lubrificantes<br />
⮕ hiper e supermercados, alimentos, bebidas e fumo<br />
⮕ artigos farmacêuticos e de perfumaria</p>
<p class="par_texto">Por outro lado, houve queda em áreas como informática e comunicação, vestuário, móveis e eletrodomésticos.</p>
<p class="par_texto">Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Cristiano Santos, o resultado positivo foi impulsionado principalmente pelo desempenho de setores ligados a produtos essenciais. “Houve uma retomada do protagonismo de atividades que ofertam produtos básicos, especialmente supermercados e alimentos, que têm grande peso no indicador”, explicou.</p>
<h2>Política econômica e cenário local</h2>
<p class="par_texto">Para o secretário da Fazenda da Paraíba, Marialvo Laureano, o desempenho do estado reflete uma combinação de responsabilidade fiscal e estímulo à atividade econômica.</p>
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<p class="par_texto">Segundo ele, o estado tem se destacado de forma recorrente nos indicadores nacionais, impulsionado pela parceria entre o setor público e a iniciativa privada, o que contribui para a geração de emprego, renda e consumo.</p>
<h2>O que mede a pesquisa do IBGE</h2>
<p class="par_texto">A Pesquisa Mensal de Comércio acompanha o comportamento do varejo no país desde 1995, com base em dados de empresas formalmente constituídas com 20 ou mais empregados. O levantamento mede tanto o volume quanto a receita das vendas no comércio varejista e no varejo ampliado em todo o Brasil.</p>
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		<title>Médica em SP manda menino de 13 anos para casa após atribuir dores a “excesso de tela”; ele tinha H1N1 e morreu dias depois</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 15:58:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<title>Informação ou indução?</title>
		<link>https://www.pragmatismopolitico.com.br/2026/04/informacao-ou-inducao.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 11:08:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Imperialismo EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia desonesta]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vanderlei Tenório Nem sempre percebemos de onde vêm as nossas opiniões. À primeira vista, elas parecem nascer de uma reflexão própria, mas, com algum distanciamento, fica claro que foram sendo construídas aos poucos, quase sem ruído. É justamente nesse terreno que a mídia atua: não impõe ideias de forma explícita, mas sugere, repete, enquadra. Escolhe [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="foto-conteudo-post nenhuma completa" style="width: 660px;">
<div class="borda-foto"><img src="https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2026/04/informacao-ou-inducao.jpg" alt="informacao inducao jornalismo" /></div>
</div>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080;">Vanderlei Tenório</span></p>
<p class="par_texto">Nem sempre percebemos de onde vêm as nossas opiniões. À primeira vista, elas parecem nascer de uma reflexão própria, mas, com algum distanciamento, fica claro que foram sendo construídas aos poucos, quase sem ruído. É justamente nesse terreno que a mídia atua: não impõe ideias de forma explícita, mas sugere, repete, enquadra. Escolhe palavras, define prioridades e, ao final, instala no leitor a confortável ilusão de autonomia.</p>
<p class="par_texto">Não se trata de um processo acidental. Em grande medida, essa engrenagem contribui para a formação de um público menos crítico, mais propenso a aceitar o que lhe é apresentado.<br />
Quando o acesso à informação é parcial ou quando faltam referências para interpretar a realidade, diminui também a capacidade de contestação.</p>
<p class="par_texto">Entre os expedientes mais recorrentes está o uso do exagero. Termos como “crise”, “guerra”, “emergência” ou “ameaça” povoam o noticiário com frequência, criando um ambiente de tensão permanente. Sob esse estado de alerta, o pensamento tende a ceder espaço à reação imediata.</p>
<p class="par_texto">Há também um investimento deliberado no apelo emocional. Em vez de privilegiar a análise, opta-se muitas vezes por conteúdos que provoquem indignação, medo ou comoção.<br />
O resultado é eficaz em termos de atenção, mas empobrece o debate público. Questões que exigiriam reflexão acabam relegadas a segundo plano.</p>
<p class="par_texto">Outro fenômeno digno de nota é o da sobreexposição superficial. Fala-se muito sobre determinados temas, mas raramente com profundidade. A repetição constante de uma mesma abordagem produz uma sensação enganosa de domínio. O leitor julga-se informado, quando, na verdade, teve contato apenas com uma versão limitada dos fatos.</p>
<p class="par_texto">A descontextualização completa o quadro. Ao apresentar acontecimentos de forma isolada, sem a devida ancoragem histórica e política, abre-se espaço para interpretações dirigidas. Em coberturas de conflitos, por exemplo, abundam números e imagens, mas escasseiam explicações consistentes sobre as origens da violência.</p>
<p class="par_texto">No limite, a forma de apresentar um fato pode ser tão determinante quanto o próprio fato. Uma escolha lexical, uma imagem específica ou o tom da narrativa bastam para induzir empatia ou rejeição.</p>
<p class="par_texto">É possível observar esse mecanismo já no lead de uma notícia, onde, em tese, deveriam estar apenas as informações essenciais. Compare-se: “Governo anuncia pacote econômico” não produz o mesmo efeito que “Governo anuncia pacote emergencial após agravamento da crise”. No segundo caso, a simples inclusão de termos como “emergencial” e “crise” antecipa uma leitura, orienta a interpretação do leitor e delimita o campo de sentido antes mesmo que os dados sejam apresentados. O fato permanece, mas o enquadramento altera a sua recepção.</p>
<p class="par_texto">O conflito entre Israel e Palestina ilustra bem essa dinâmica. Apesar de um discurso recorrente de neutralidade, não são raros os desequilíbrios na seleção e no enquadramento das informações. Ora pela omissão de elementos relevantes, ora pela simplificação excessiva, a complexidade histórica cede lugar a narrativas reduzidas a antagonismos morais.</p>
<p class="par_texto">Há ainda uma dimensão menos visível, mas igualmente relevante: aquilo que não entra na pauta. Temas estruturais, como o funcionamento do sistema financeiro internacional, o comércio de armas ou o papel de grandes instituições, raramente ocupam espaço central no noticiário. Forma-se, assim, um paradoxo: o público sente-se bem informado, mas desconhece questões fundamentais.</p>
<p class="par_texto">Isso pode ser observado, por exemplo, na cobertura de um conflito: multiplicam-se reportagens sobre confrontos, números de vítimas e declarações oficiais, enquanto quase não se discute a origem e o financiamento das armas utilizadas ou os interesses econômicos envolvidos. O espectador acompanha cada novo episódio como se fosse um acontecimento isolado, sem perceber as engrenagens que sustentam e prolongam a situação. A informação chega em abundância, mas o essencial permanece fora de cena.</p>
<p class="par_texto">Com a ascensão das plataformas digitais como Instagram, TikTok e X, esse processo ganhou escala. Algoritmos privilegiam o que retém atenção, não necessariamente o que esclarece. Criam-se bolhas de percepção, onde opiniões são reforçadas e raramente confrontadas.</p>
<p class="par_texto">Não é difícil reconhecer esse mecanismo nas redes: um vídeo curto com a legenda “Veja o absurdo que ninguém está mostrando” tende a despertar curiosidade e indignação antes mesmo de qualquer verificação. Ao ser repetido e amplificado por perfis com a mesma inclinação, cria-se a sensação de evidência incontestável, ainda que o conteúdo seja parcial ou fora de contexto. O engajamento, nesse caso, não decorre da qualidade da informação, mas da sua capacidade de provocar reação imediata.</p>
<p class="par_texto">A informação, nesse contexto, integra a lógica da economia da atenção. Disputa cliques, tempo e engajamento. O sensacionalismo, a polêmica e o apelo emocional tornam-se, portanto, ativos valiosos. Não apenas por escolha editorial, mas por imperativo econômico.</p>
<p class="par_texto">Também não se pode ignorar a intersecção entre mídia e poder. Grandes conglomerados de comunicação mantêm relações com interesses econômicos e políticos, o que inevitavelmente influencia critérios de relevância e abordagem. Nem sempre se trata de manipulação direta, mas de inclinações sutis, muitas vezes difíceis de mapear.</p>
<p class="par_texto">Há sinais disso, por exemplo, na cobertura de reformas econômicas: enquanto determinados veículos destacam insistentemente os benefícios para o mercado e a confiança de investidores, dedicam pouco espaço a vozes críticas ou aos possíveis impactos sociais das medidas. Não há necessariamente distorção factual, mas uma seleção de enfoques que orienta o leitor a interpretar o tema sob uma perspectiva específica.</p>
<p class="par_texto">Some-se a isso o recurso à chamada autoridade aparente. Especialistas, dados e estudos são frequentemente mobilizados para conferir legitimidade a determinadas narrativas, ainda que apresentados sem o contexto necessário.</p>
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<p class="par_texto">Por exemplo, uma matéria pode afirmar que “segundo estudo internacional, a violência urbana aumentou 30%”, sem explicitar o período analisado, a metodologia utilizada ou mesmo se os dados dizem respeito ao país em questão. A presença de um número preciso e a menção a um estudo conferem peso e credibilidade ao enunciado, mas a ausência de contexto limita a compreensão e induz a uma leitura possivelmente distorcida. A informação, nesses casos, não é falsa, mas incompleta.</p>
<p class="par_texto">Por fim, há o cansaço. Diante de um fluxo contínuo de notícias, urgências e polêmicas, parte do público recua. Desliga-se ou passa a consumir informação de forma superficial.</p>
<p class="par_texto">Um exemplo cotidiano está no consumo rápido de manchetes em sequência no Instagram, sem a leitura integral das notícias: ao fim de poucos minutos de rolagem, acumulam-se impressões fragmentadas que parecem formar um panorama coerente, mas que, na verdade, se sustentam em recortes incompletos e muitas vezes enviesados. E, nesse terreno, versões prontas encontram menor resistência.</p>
<p class="par_texto">Nada disso invalida o papel central da mídia numa sociedade democrática. Pelo contrário. Mas reforça a necessidade de um consumo mais atento e crítico. Comparar fontes, questionar enquadramentos, desconfiar de excessos emocionais e buscar contexto deixam de ser gestos opcionais e passam a ser condições básicas de autonomia.</p>
<p class="par_texto">No fim, o que está em jogo não é apenas a qualidade da informação, mas a própria capacidade de pensar por conta própria.</p>
<p class="par_texto"><span style="color: #808080;">Vanderlei Tenório é jornalista e professor de atualidades, com atuação no Brasil e em Portugal.</span></p>
<p class="par_texto"><strong><span style="color: #ff0000;">→ SE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI&#8230;</span> Saiba que o Pragmatismo não tem investidores e não está entre os veículos que recebem publicidade estatal do governo. Fazer jornalismo custa caro. Com apenas R$ 1 REAL você nos ajuda a pagar nossos profissionais e a estrutura. Seu apoio é muito importante e fortalece a mídia independente. Doe através da chave-pix: <span style="color: #0000ff;">pragmatismopolitico@gmail.com</span></strong></p>
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