529: INFORMAÇÃO

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Actualização em 11052018: 3 dias sem computador para trabalhar porque a microsoft lançou uma segunda actualização crítica do windows 10, sem ter o cuidado de testar convenientemente se esta se encontrava nas devidas condições. Isto, depois da também grande actualização crítica de 30 de Abril, essa instalada e a trabalhar sem problemas até ao dia 8 de Maio, altura em que esta segunda actualização saiu e deu buraco porque depois de reiniciar o sistema, a máquina ficou completamente bloqueada e sem poder ter acesso quer a recuperação, restauro, versão anterior, etc. E não sei ainda se não destruiu o disco SSD da Samsung de 250Gb onde se encontrava o SO win 10 Pro porque ele não está a ser reconhecido pelo sistema. Tive de instalar o windows 8 que é o SO com que estou a tentar recuperar e instalar programas, passwords, ficheiros, etc.. Quem ainda não instalou esta segunda actualização do win 10, tenha CUIDADO pois pode ter alguma surpresa muito desagradável. Depois de 4 telefonemas para os serviços técnicos da microsoft a reportar esta situação, fui informado que não podiam fazer mais nada ao que também os informei que iria recorrer ao Livro de Reclamações Electrónicas, a uma queixa ao Provedor de Justiça e outra queixa ao CACCL-Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo de Lisboa. Pode não dar em nada mas as queixas ficam registadas.

11.Mai.2018

Ao ser instalada automaticamente a última actualização crítica do WINDOWS 10, o sistema BLOQUEOU completamente e não consigo arranque.

É a merda que a Microsoft coloca ao serviço dos seus utilizadores, que deveria antes testar ad nauseum todo o software que lança antes que este provoque danos nas máquinas e prejuízos a quem tem de trabalhar e fica inoperacional.

Até poder reparar a minha máquina, todos os meus Blogues ficarão pendentes de actualização.

10.05.2018

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536: A órbita da Terra está a fazer uma coisa estranha (há centenas de milhões de anos)

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Martin Kornmesser, The International Astronomical Union / Wikimedia

Os cientistas têm suspeitado por muito tempo que as interacções planetárias tendem a mudar devagar a órbita do nosso planeta. Agora, os investigadores descobriram provas irrefutáveis em pedras antigas que mostram que este ciclo existe há centenas de milhões de anos.

As descobertas dos astrónomos foram publicadas na segunda-feira na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

A órbita terrestre mudou de forma de praticamente circular para uma forma 5% elíptica.

Este processo deve-se à interacção gravitacional entre o nosso planeta, Vénus e Júpiter. Agora, os investigadores desenterraram pedras antigas que mostram a existência deste ciclo já no período tardio do Triásico, há 215 milhões de anos.

Estas descobertas podem ter um grande impacto na forma como modelamos o clima passado da Terra, particularmente nas temperaturas globais que não são fáceis de explicar. Até é possível que os efeitos deste ciclo tenham desempenhado algum papel na evolução dos primeiros dinossauros.

“Há outro, mais curto, ciclo de órbita, mas quando olhamos para o passado, é muito difícil saber qual de qual estamos a falar, porque os ciclos de órbita mudam ao longo do tempo”, explicou Dennis Kent, autor principal do estudo e especialista em paleomagnetismo na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. “A beleza desta ciclo é que se mantém sozinho e não muda.”

Os ciclos que a Terra experimenta são conhecidos como ciclos de Milankovitch, depois de o matemático sérvio os ter descoberto em 1920. Há um ciclo de 100.000 anos que afecta a excentricidade da órbita do planeta, semelhante ao de 450.000 anos. Há também um ciclo de 41.000 anos no qual a inclinação do nosso planeta muda em relação ao plano da órbita. E, por fim, há um ciclo de 21.000 anos porque o eixo do nosso planeta oscila e não aponta sempre na mesma direcção.

Estes ciclos afectam o clima porque mudam a quantidade de energia que o Hemisfério Norte – onde a maioria da massa do planeta está localizada – recebe do Sol, o que pode criar grandes mudanças no clima global.

Actualmente, a órbita terrestre está na fracção praticamente circular do ciclo de 405.000 anos, na qual o clima tende a ser mais quente. No entanto, esta não é, de maneira nenhuma, a causa do aquecimento global.

“Todo o dióxido de carbono que atiramos para o ar é obviamente a grande causa. Isso tem um efeito mensurável. O ciclo planetário é um pouco mais subtil”, afirmou Kent. “Está muito abaixo na lista de coisas que podem afectar o clima em escalas de tempo que são importantes para nós.”

ZAP // IFL Science

Por ZAP
12 Maio, 2018

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535: Uber revela o último protótipo do seu “carro voador”

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(dr) Uber

A Uber apresentou o protótipo daquele que pretende que seja o seu “carro voador”, na segunda edição da Uber Elevate Summit, em Los Angeles.

A Uber foi obrigada a suspender os testes com os carros autónomos, mas já pensa nos “carros voadores”, que pretende que estejam disponíveis em 2020 em algumas cidades norte-americanas.

Segundo a imprensa internacional, o veículo assemelha-se a um drone e a empresa diz que vai poder voar entre os mil e os dois mil pés, isto é, entre os 305 e os 610 metros de altitude.

Inicialmente, os “táxis” vão contar com um condutor, mas a ideia da companhia é que no futuro não seja preciso um humano a conduzi-lo, ou seja, que as máquinas sejam autónomas.

Sublinhe-se que não será a Uber a construir o veículo, o que significa que este protótipo pode vir a não ser construído. Ainda assim, a ideia é que seja um modelo para aqueles que poderão ser os fabricantes da empresa, como a Helicopters, a Bell, a Embraer e a Pipistrel.

No mesmo dia, a Uber anunciou que assinou um acordo com a NASA para explorar esta possibilidade, com a agência espacial a informar que vai iniciar as simulações dos chamados “veículos de mobilidade aérea urbana”, que também inclui drones para fazer entregas.

A NASA defende que o objectivo é criar uma rede que permita aos moradores receber uma pequena aeronave da mesma forma que os utilizadores da Uber podem agora usar uma aplicação para pedir um carro. A agência espacial afirma que as simulações estão a ser planeadas nas suas instalações no aeroporto internacional de Dallas Fort Worth.

ZAP // Lusa / Mais Tecnologia

Por ZAP
12 Maio, 2018

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534: ASTERÓIDE EXILADO DESCOBERTO NOS CONFINS DO SISTEMA SOLAR

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Esta imagem artística mostra o asteróide exilado 2004 EW95, o primeiro asteróide que se confirma ser rico em carbono a existir na Cintura de Kuiper e uma relíquia do Sistema Solar primordial. Este curioso objecto formou-se muito provavelmente na cintura de asteróides situada entre Marte e Júpiter e foi depois lançado a milhares de milhões de quilómetros de distância, instalando-se assim na Cintura de Kuiper.
Crédito: ESO/M. Kornmesser

Com o auxílio dos telescópios do ESO, uma equipa internacional de astrónomos investigou uma relíquia do Sistema Solar primordial. A equipa descobriu que o invulgar objecto da Cintura de Kuiper 2004 EW95 se trata de um asteróide rico em carbono, o primeiro deste tipo que se confirma existir nos frios confins do Sistema Solar. Este curioso objecto formou-se muito provavelmente na cintura de asteróides situada entre Marte e Júpiter e foi depois lançado a milhares de milhões de quilómetros de distância, instalando-se assim na Cintura de Kuiper.

Os primórdios do nosso Sistema Solar foram muito tempestuosos. Modelos teóricos desse período predizem que depois da formação dos gigantes gasosos, estes planetas assolaram o Sistema Solar, ejectando pequenos corpos rochosos das regiões internas para órbitas mais externas, muito afastadas do Sol. Em particular, os modelos sugerem que a Cintura de Kuiper — uma região fria situada para lá da órbita de Neptuno — deveria conter uma pequena fracção de corpos rochosos originários do Sistema Solar interno, tais como asteróides ricos em carbono, os chamados asteróides carbonáceos (ou do tipo C).

Agora, um artigo científico recente apresenta evidências sólidas para a existência do primeiro asteróide do tipo C observado na Cintura de Kuiper, apoiando assim fortemente os modelos teóricos dos primórdios turbulentos do nosso Sistema Solar. Após medições difíceis obtidas por vários instrumentos montados no VLT (Very Large Telescope) do ESO, uma pequena equipa de astrónomos liderada por Tom Seccull da Queen’s University Belfast no Reino Unido, conseguiu obter a composição do objecto anómalo da Cintura de Kuiper 2004 EW95 e determinar que se trata de um asteróide carbonáceo. Este facto sugere que o asteróide se formou originalmente no Sistema Solar interno, tendo depois migrado mais para o exterior (foram igualmente detestados nos confins do Sistema Solar outros objectos do Sistema Solar interior, no entanto este é o primeiro asteróide do tipo C a ser descoberto tão longe de casa, na Cintura de Kuiper).

A natureza peculiar de 2004 EW95 foi inicialmente observada durante observações de rotina obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA por Wesley Fraser, também astrónomo na Queen’s University Belfast e igualmente um dos membros da equipa responsável por esta descoberta. O espectro de reflexão do asteróide — um padrão específico de comprimentos de onda da luz reflectida por um objecto — era diferente dos espectros de pequenos objectos da Cintura de Kuiper semelhantes, os quais apresentam tipicamente espectros pouco interessantes sem estruturas, que revelam pouca informação sobre a sua composição.

“O espectro de reflexão de 2004 EW95 era claramente distinto dos outros objectos observados no Sistema Solar externo,” explica o autor principal do trabalho, Seccull. “Era de facto suficientemente estranho para merecer uma segunda observação mais detalhada.”

A equipa observou 2004 EW95 com os instrumentos X-Shooter e FORS2 montados no VLT. A sensibilidade destes espectrógrafos permitiu aos investigadores obter medições mais detalhadas do padrão de luz reflectida pelo asteróide e consequentemente inferir a sua composição.

No entanto, mesmo com o impressionante poder colector do VLT, 2044 EW95 era ainda difícil de observar. Apesar do objecto ter uma dimensão de 300 km, encontra-se actualmente à colossal distância da Terra de 4 mil milhões de km, o que faz com que a obtenção de dados da sua superfície escura rica em carbono se torne um desafio científico bastante grande.

“É um pouco como observar uma montanha gigante de carvão sobre o fundo negro do céu nocturno,” explica o co-autor Thomas Puzia da Pontificia Universidad Católica de Chile.

“Para além de se movimentar, 2004 EW95 é também muitíssimo ténue,” acrescenta Seccull. “Tivemos que usar técnicas de processamento de dados muito avançadas para retirar a maior informação possível dos dados.” Duas estruturas nos espectros do objecto eram particularmente notórias e correspondiam à presença de óxidos de ferro e filos-silicatos. A presença destes materiais nunca tinha sido confirmada anteriormente num objecto da Cintura de Kuiper e sugere fortemente que 2004 EW95 se formou no Sistema Solar interior.

Seccull conclui: “Dada a localização actual de 2004 EW95, nos confins gelados do Sistema Solar, podemos dizer que o objecto foi lançado para a sua órbita actual por um planeta migratório durante os primórdios do Sistema Solar.”

“Apesar de já ter havido referências anteriores a outros espectros de objectos da Cintura de Kuiper ‘atípicos’, nenhuma foi confirmada com este nível de certeza,” comenta Olivier Hainaut, astrónomo do ESO que não fez parte da equipa. “A descoberta de um asteróide do tipo C na Cintura de Kuiper é uma das verificações chave de uma das previsões fundamentais dos modelos dinâmicos do Sistema Solar primordial.”

Astronomia On-line
11 de Maio de 2018

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533: Mini-helicóptero da NASA vai explorar Marte em 2020

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Goddard Space Center / NASA

A NASA anunciou que planeia enviar o primeiro helicóptero para Marte em 2020. Aproximadamente do tamanho de um drone, o aparelho tem como missão aprofundar o conhecimento daquele planeta.

O aparelho pesa menos de 1,8 quilos e foi baptizado de “O Helicóptero de Marte”, estando previsto que a sua missão seja realizada em conjunto com um robô sobre rodas. O objectivo é estudar a habitabilidade do planeta vermelho, procurar sinais de vida antiga e avaliar os recursos naturais, bem como os riscos para futuros exploradores humanos.

O lançamento está previsto para Julho de 2020 e a sua chegada para Fevereiro de 2021. “A NASA tem orgulho na sua História, como pioneira”, salientou o patrão da agência espacial norte-americana, Jim Bridenstine. “A ideia de um helicóptero a voar no céu de um outro planeta é entusiasmante”, adiantou.

O programa teve início em Outubro de 2013, como um projecto de desenvolvimento de um dos laboratórios da NASA, o Jet Propulsion Laboratory. O helicóptero vai estar equipado com “painéis solares para recarregar as suas baterias de lítio e com um dispositivo de aquecimento para o preservar das noites frias marcianas”, explicou Mimi Aung, chefe do projecto.

Para a NASA, este desafio corresponde a “uma proeza de grandes riscos e de grandes repercussões”. Em caso de sucesso, pode inspirar futuras explorações em Marte, uma vez que deverá sobrevoar locais inacessíveis a outros veículos.

“A capacidade de ver claramente o que está por detrás da próxima colina é crucial para os futuros exploradores”, destacou um dos responsáveis da agência espacial, Thomas Zurbuchen.

ZAP // Lusa

Por Lusa
12 Maio, 2018

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532: Astrónomos fotografam acidentalmente um exoplaneta bebé

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(dv) Ginski et al.

Uma equipa internacional de astrónomos liderada pela Universidade de Leiden, na Holanda, fotografou acidentalmente o que pensam ser um exoplaneta em processo de crescimento, a 600 anos-luz de distância.

A ideia inicial dos pesquisadores era fotografar um sistema estelar chamado CS Cha, localizado numa região formadora de estrelas na Constelação Camaleão.

As estrelas do sistema são do tipo T Tauri, ou seja, estrelas muito jovens, com apenas 2 a 3 milhões de anos, a idade perfeita para ser cercada por um disco protoplanetário de poeira e gás, no processo de formação de planetas.

Era exactamente esse disco que a equipa esperava encontrar enquanto estudava CS Cha usando o Very Large Telescope (Telescópio Muito Grande ou VLT) no Chile, em Fevereiro de 2017. No entanto, receberam muito mais do que pediram.

A CS Cha é um sistema binário de duas estrelas. O sistema tem o que é conhecido como “disco circumbinário” em volta de ambas.

Enquanto olhavam as imagens, no entanto, os astrónomos notaram um pequeno ponto de luz fora desse disco. Estranhando, compararam a fotografia com imagens do mesmo sistema tiradas pelo VLT há 11 anos e com imagens feitas pelo Telescópio Espacial Hubble há 19 anos.

O ponto estava lá, em todas as fotografias, pelo que não poderia ser uma falha nem uma anomalia transitória. E movia-se com CS Cha, por isso era definitivamente um companheiro para a estrela binária.

Os investigadores, abismados, ainda não podem dizer com certeza o que esse ponto é. As opções são relativamente limitadas, entretanto, uma vez que é um objecto visível orbitando um sistema estelar.

A equipa tentou realizar uma análise espectroscópica para tentar descobrir do que se tratava o “ponto”, mas deparou-se com um obstáculo: a luz do objecto é altamente polarizada. Isso geralmente ocorre quando a luz é espalhada por algo no seu caminho.

“Nós suspeitamos que o companheiro do sistema binário está cercado pelo seu próprio disco de poeira. A parte complicada é que o disco bloqueia uma grande parte da luz e é por isso que dificilmente podemos determinar a sua massa. Então pode ser uma anã castanha, mas também um Super-Júpiter em formação”, explicou o astrónomo Christian Ginski, da Universidade de Leiden, principal autor do novo estudo.

Uma anã castanha é um tipo de estrela “falhada” de massa muito baixa. Isso significa que é muito pequena para sustentar a fusão de hidrogénio, mas grande e quente demais para ser classificada como um planeta gasoso.

Ou então o ponto com o seu próprio disco poderia ser um gigante de gás que ainda está em crescimento, um tipo de planeta chamado “Super-Júpiter”, pela sua semelhança com o nosso vizinho galáctico, embora com uma massa muito maior.

Se realmente for uma dessas duas coisas, não importa qual, a descoberta será extraordinária. A maioria dos exoplanetas está muito longe para ser fotografada directamente. Podemos apenas inferir a sua presença com base na maneira como mudam a luz da estrela hospedeira. A lista de exoplanetas observados directamente é incrivelmente curta.

Não é tão diferente para anãs castanhas: a primeira observação directa de uma possível anã castanha foi anunciada apenas em 2009. Além disso, anãs castanhas companheiras de estrelas parecidas com o nosso sol são extremamente raras.

A equipa está a trabalhar para descobrir exactamente que tipo de objecto aparece na fotografia, usando o Atacama Large Millimeter/submillimetre Array (o ALMA) no Chile.

“O sistema CS Cha é o único no qual um disco circumplanetário está provavelmente presente, assim como um disco circunstelar. É também, até onde sabemos, o primeiro disco circumplanetário detectado directamente em torno de um companheiro sub-estelar com luz polarizada, que restringe a sua geometria”, escreveram os investigadores no artigo, aceite para publicação na revista Astronomy & Astrophysics, e neste momento disponível no arXiv.

ZAP // HypeScience / Science Alert

Por ZAP
11 Maio, 2018

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531: Físicos medem força nuclear fraca pela primeira vez

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DESY/Science Communication Lab

Pela primeira vez, físicos conseguiram fazer a medição precisa da força entre electrões e protões, a chamada força nuclear fraca.

Físicos internacionais aproveitaram uma particularidade estranha da física de partículas para conseguirem obter uma medida sólida numa das forças fundamentais mais fracas da natureza. Este esforço internacional conduzido no Jefferson Lab, um laboratório pertencente ao Governo norte-americano.

As interacções entre as partículas ocorrem em quatro categorias, que podem ainda combinar-se em energias altas. A primeira categoria é a gravidade, responsável por manter juntos os planetas, exigindo assim pedaços de matéria do tamanho de um planeta para que seja possível observar os seus efeitos.

A segunda força, que também já é nossa conhecida, é o electromagnetismo, responsável por manter as moléculas juntas. Na sequência, encontramos a força nuclear forte, que é uma espécie de “cola” dos núcleos atómicos, actuando sobre distâncias minúsculas para ligar partículas quarks a protões e neutrões.

Por último, a estranha força nuclear fraca, que ajuda alguns átomos a passarem pelo decaimento radioactivo e transforma neutrões em protões. Através da medição, os cientistas descobriram que, mesmo sendo tão leve quanto a gravidade, a interacção nuclear fraca representa apenas uma fracção da atracção entre as cargas de um protão e de um electrão.

Ross Young, físico da Universidade de Adelaide, explica que fazer esta medição era muito difícil “porque a força fraca é muito mais fraca do que a electromagnética“.

Os físicos aproveitaram-se de uma descoberta feita nos anos 1950. O estudo, publicado esta quarta-feira na Nature, sustenta que grande parte da física segue uma regra de equilíbrio e simetria. Isto significa que se trocássemos cargas positivas por negativas, tudo ficaria praticamente igual.

Já a força nuclear fraca é uma excepção importante, devido a um viés de esquerda e direita no colapso das partículas que estão envolvidas nesta força.

Assim, girar electrões quer para a direita, quer para a esquerda e “atirá-los” contra protões faz com que haja um efeito de ricochete de maneira precisa dependendo da sua direcção ou “helicidade” dependendo da sua rotação.

“A diferença entre as duas configurações de helicidade é de menos de 300 para cada mil milhões de electrões espalhados”, explicou Young. “Medindo essa pequena diferença com muita precisão, conseguimos determinar a fraca carga do protão”.

Os resultados da experiência estão alinhados com o que seria esperado, dentro da nossa actual compreensão da física de partículas, o Modelo Padrão.

ZAP // CanalTech / HypeScience

Por ZAP
11 Maio, 2018

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530: NASA vai acabar com programa que monitoriza gases com efeito estufa na Terra

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fauxto_digit / Flickr
Após décadas de degradação, a camada de ozono está a recuperar

A agência espacial norte-americana NASA vai terminar o programa que monitoriza o dióxido de carbono e o metano na atmosfera, disse um porta-voz, na sequência de um artigo publicado na revista Science.

No artigo, publicado na quinta-feira, a Science denunciou que a Casa Branca tem “matado silenciosamente” um programa da NASA que monitoriza os níveis de dióxido de carbono e o metano na atmosfera, gases responsáveis pelo efeito de estufa.

“A administração do Presidente dos Estados Unidos Donald Trump tem matado calmamente” o programa Carbon Monitoring System (CMS) da agência espacial norte-americana, escreveu a revista Science.

O CMS procura fontes de emissão e de fuga de dióxido de carbono, que provocam o efeito estufa no planeta Terra, explicou a revista norte-americana.

Segundo o mesmo artigo, a NASA “recusou-se a explicar a razão para o cancelamento deste programa, referindo apenas as restrições orçamentais e a existência de prioridades mais urgentes, no orçamento para a ciência”.

De acordo com o porta-voz da NASA, o Presidente dos Estados Unidos tentou cancelar no ano passado cinco programas da agência, incluindo o CMS.

A mesma fonte declarou que, após uma longa deliberação, o Congresso decidiu manter o financiamento para quatro dos cinco programas, mas o programa CMS acabou por ser removido.

Os subsídios já atribuídos serão honrados, mas nenhum novo estudo será lançado, apontou o artigo da Science.

O cancelamento deste programa pode ameaçar o controlo das emissões de gases de efeito de estufa dos países que estão no acordo de Paris, declarou o director do Centro Internacional de Políticas para o Meio Ambiente da Universidade Tufts nos Estados Unidos, Kelly Sims Gallagher.

“Se não podermos medir as reduções de emissões, não podemos confiar que os países estão cumprir o acordo”, disse.

Em meados do ano passado, Trump anunciou a retirada do país do Acordo de Paris, argumentando que o pacto põe em “permanente desvantagem” a economia e os trabalhadores norte-americanos.

Com esta decisão, os Estados Unidos cessaram todas as implementações dos seus compromissos climáticos fixados em Paris, que incluem a meta proposta pelo ex-presidente Barack Obama de reduzir até 2025 as emissões de gases de efeito de estufa entre 26% e 28% em relação aos níveis de 2005.

Concluído em 12 de Dezembro de 2015 na capital francesa, assinado por 195 países e já ratificado por 147, o acordo entrou formalmente em vigor a 4 de Novembro de 2016, e visa limitar a subida da temperatura mundial através da redução das emissões de gases com efeito de estufa.

ZAP // Lusa

Por ZAP
11 Maio, 2018

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528: Cristais do tempo podem ser encontrados em lojas de brinquedos

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JanDerChemiker / Wikimedia

Uma nova descoberta está a intrigar os cientistas. Características de cristais do tempo foram encontradas no lugar mais inesperado: um composto descoberto em fertilizantes e em kits infantis de formação de cristais.

Um cristal do tempo é um objecto que parece ter movimento enquanto está no seu estado fundamental, o estado de mais baixa energia. A ideia foi proposta em 2012 por Frank Wilczek, Nobel da Física em 2004, mas desde então o cristal só permaneceu possível na teoria.

Uma descoberta recente está a intrigar os cientistas, dado que características destes misteriosos cristais foram encontradas no lugar mais inesperado: um composto descoberto em fertilizantes – o fosfato monoamónio (MAP) – e em kits infantis de formação de cristais.

Físicos da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, estão agora a tentar perceber como é que é possível encontrarmos cristais do tempo em lojas comuns, até porque esta descoberta levanta questões sobre a formação destes cristais.

No caso dos cristais normais, os átomos estão dispostos numa estrutura fixa, como a rede atómica de um diamante ou de um cristal de quartzo. Estas redes repetidas podem ser diferentes ao nível da sua configuração, mas não se movem muito. Aliás, elas repetem-se no espaço, mas não no tempo.

Pelo contrário, os cristais do tempo têm algumas propriedades bizarras que os diferem de outros cristais. A olho nu, parecem cristais comuns, mas os seus átomos oscilam quando expostos a um pulso electromagnético.

Por serem tão novos, os cristais do tempo (DTCs na sigla em inglês) foram apenas observados uma vez num cristal sólido, quando físicos da Universidade de Harvard criaram um cristal do tempo a partir de um diamante.

Nas primeiras experiências, o comportamento do cristal temporal foi demonstrado numa linha de átomos de itérbio. Mas o mais recente cristal temporal, encontrado em Yale, é diferente.

“Decidimos procurar a assinatura do DTC”, disse o físico Sean Barrett, autor dos dois mais recentes artigos científicos, um publicado na Physical Review Letters e outro publicado na Physical Review B. “Um aluno meu tinha desenvolvido cristais de fosfato monoamónio (MAP) para uma experiência completamente diferente, pelo que tínhamos um no nosso laboratório”, explicou.

Os cristais de fosfato monoamónio são incrivelmente fáceis de desenvolver, tanto que as instruções e kits estão ao alcance de todos e disponíveis na Internet.

Anteriormente, pensava-se que as assinaturas de cristais do tempo só poderiam acontecer dentro de um ambiente mais desordenado. No entanto, depois de submeter os cristais de fosfato monoamónio a ressonância magnética nuclear, a equipa encontrou assinaturas cristalinas de tempo claras dentro de um cristal espacial altamente ordenado.

“As nossas impressões pareceram-nos logo impressionantes”, disse Barrett. “A nossa investigação sugere que a assinatura de um cristal do tempo pode ser encontrada, em princípio, através de um kit de desenvolvimento de cristais para crianças“.

Cristais do tempo têm grande potencial para aplicações práticas, dado que poderiam ser usados ​​para melhorar a nossa actual tecnologia de relógio atómico – relógios complexos que marcam o tempo mais preciso que podemos alcançar.

Poderiam também melhorar tecnologia, como giroscópios, e sistemas que dependem de relógios atómicos, como o GPS, além de ajudar ajudar em experiências quânticas de entrelaçamento.

Mas há uma incógnita que se mantém: se cristais de tempo podem ocorrer dentro de arranjos espaciais ordenados em cristais comuns, os especialistas terão que descobrir como é que esse processo acontece e por que motivo um grande número de cristais comuns não exibe assinaturas de cristal do tempo.

“É muito cedo para dizer qual será a resolução para a actual teoria dos cristais de tempo, mas estamos a trabalhar nesta questão”, garante Barrett.

ZAP // HypeScience / ScienceAlert

Por ZAP
10 Maio, 2018

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527: As erupções vulcânicas no Havai podem durar meses – ou anos

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Bruce Omori / Paradise Helicopters / EPA

Mais de 1.700 moradores tiveram que abandonar as ruas rachadas e queimadas de Leilani Estates, no Havai, na semana passada, sem saber quando poderão voltar para as suas casas.

A recente explosão na verdade não é nada nova: começou em 1983, e a destruição que está a ser desencadeada agora é apenas a última de 62 episódios de uma erupção contínua.

As fontes de lava ígnea e a erupção do vulcão Kīlauea resultaram até agora em 12 fissuras vulcânicas em Leilani Estates, com magma derretido a escorrer e consumir tudo o que aparece no seu caminho.

Infelizmente, os cientistas dizem que é impossível saber se o episódio vai durar semanas, meses ou até mesmo anos.

Enquanto alguns locais atribuem a destruição a Pele, a deusa havaiana do fogo, que, de acordo com os locais, estará a tentar recuperar a sua terra, os cientistas têm uma perspectiva diferente.

Chamada de “erupção fissural”, esse tipo de explosão vulcânica é bastante imprevisível. “Não podemos espiar através do solo e vê-la exactamente em todos os seus detalhes e complexidades”, disse o vulcanologista Bill Chadwick, da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA.

O episódio mais recente ocorreu quando o chão do lago de lava no interior do vulcão entrou em colapso, o que forçou todo o seu conteúdo fundido a ser empurrado pelo sistema de magma subterrâneo do Kīlauea.

Os cientistas não sabem o que fez o lago ceder, mas quando isso aconteceu, o magma pressurizado desencadeou uma série de terramotos ao lançar-se por novos canais de rocha, incluindo um terramoto de 6,9, o mais poderoso desde 1975.

A maior ameaça, porém, parecem ser as fissuras vulcânicas. A Agência de Defesa Civil do Havai chama a situação de “chafariz vulcânico activo”. Durante dias, vapor quente e gases nocivos têm surgido das fissuras antes de o magma irromper, com algumas fontes de lava a alcançar os 100 metros de altura.

Dados todos os canais através dos quais o magma pode escorrer de Kīlauea, é improvável que haja pressão suficiente para criar uma enorme explosão vulcânica. A longo prazo, contudo, não há como dizer onde ou quando essas fissuras – com os seus fluxos de lava e gases tóxicos – podem aparecer.

“É como um cano com fuga, onde o magma está a descer e chega a um ponto em que a pressão aumenta o suficiente para começar a rachar a superfície”, disse o vulcanologista Erik Klemetti, da Universidade de Denison, nos EUA.

Isso significa que, mesmo que uma casa hoje pareça perfeitamente segura, pode ser destruída por um fluxo de lava daqui a cinco anos se a erupção continuar. Os moradores têm vivido com essa incerteza desde 30 de Abril, quando o chão do Kilauea desmoronou e forçou a evacuação de uma área cada vez maior na região.

ZAP // HypeScience / Science Alert

Por ZAP
10 Maio, 2018

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