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	<title>Propalando</title>
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	<description>Blog pessoal de Aristóteles Cardona Júnior</description>
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		<title>Aviso!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aristóteles Cardona Júnior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Nov 2018 22:53:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[Mantinha um blog desde 2006 que se manteve ativo até 2013. De lá para cá, outras prioridades e projeto. Mas não deixei de escrever. Por uma questão mínima de segurança, transferi todas as minhas postagens aqui pro wordpress. E quem sabe um dia volto a postar o que escrevo por aqui. Abraços!]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mantinha um blog desde 2006 que se manteve ativo até 2013. De lá para cá, outras prioridades e projeto. Mas não deixei de escrever.</p>
<p>Por uma questão mínima de segurança, transferi todas as minhas postagens aqui pro wordpress. E quem sabe um dia volto a postar o que escrevo por aqui.</p>
<p>Abraços!</p>
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		<title>Quem vai denunciar o presidente do STF?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aristoteles Cardona Junior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 May 2014 14:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Joaquim Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[Mensalão]]></category>
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					<description><![CDATA[Devemos aumentar nossos esforços para por lutar para uma reforma política ampla, de todo sistema político – incluindo o Poder Judiciário – que somente virá com a convocação de uma Assembleia Constituinte&#160; 22/05/2014 Editorial da edição 586 do Brasil de Fato Nas últimas semanas, a sociedade brasileira assistiu estarrecida às ilegalidades praticadas por ninguém menos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin: 1em 0px;"><span style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">Devemos aumentar nossos esforços para por lutar para uma reforma política ampla, de todo sistema político – incluindo o Poder Judiciário – que somente virá com a convocação de uma Assembleia Constituinte&nbsp;</span></div>
<div style="margin: 1em 0px; text-align: start;"><em style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">22/05/2014</em></div>
<div style="margin: 1em 0px;"><em style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">Editorial da edição 586 do Brasil de Fato</em></div>
<div style="margin: 1em 0px;"><span style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);"></span></div>
<div style="clear: both;"></div>
<div style="clear: both;"></div>
<div style="clear: both;"></div>
<div style="clear: both;"><a href="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2014/05/blogger-image-1926813572.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" height="232" src="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2014/05/blogger-image-1926813572-300x218.jpg" width="320" /></a></div>
<div style="clear: both;"></div>
<div style="text-align: justify;">Nas últimas semanas, a sociedade brasileira assistiu estarrecida às ilegalidades praticadas por ninguém menos do que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), organismo que tem o dever constitucional de zelar pelo cumprimento das leis.</div>
<div style="margin: 1em 0px; text-align: justify;"><span style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">Já não bastassem as claras manifestações do magistrado ao longo do processo AP – 470, sempre atuando de forma discricionária, persecutória, alimentado pela mídia burguesa ávida de punição exemplar, por atos políticos, que são correntes em todas as práticas dos partidos políticos brasileiros: o uso de Caixa 2 das campanhas eleitorais pelo financiamento das empresas.</span></div>
<div style="margin: 1em 0px; text-align: justify;"><span style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">A Casa Grande precisava dar uma demonstração à senzala de quem ainda manda na fazenda Brasil. Podemos até eleger o capataz, mas jamais questionar a propriedade!</span></div>
<div style="margin: 1em 0px; text-align: justify;"><span style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">Porém, no final do processo, contrariando os interesses ideológicos de uma direita cada vez mais reacionária a qualquer mudança no país, o colegiado do supremo reverteu a pena e permitiu o seu cumprimento trabalhando fora da cela, durante o dia.</span></div>
<div style="margin: 1em 0px; text-align: justify;"><span style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">Parece que o senhor Joaquim Barbosa tomou por provocação a decisão da ampla maioria de seus colegas, e resolve se “vingar” abusando de suas prerrogativas. Usando todo tipo de argumentos escusos, manipulando-os, não concedeu esse direito legítimo aos réus. Pior, cancelou até direito já concedido a alguns deles.</span></div>
<div style="margin: 1em 0px; text-align: justify;"><span style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">A direita exultante segue de forma incessante a estimulá-lo nos meios de comunicação de massa que controla. Não só alimentando seu ego, mas mais do que tudo, parece que a direita brasileira descobriu que como já não pode usar as “fardas” do passado em sua defesa, agora prefere usar a toga! Usa a toga contra dirigentes partidários do governo que está no comando do Executivo federal, como uma forma de vigiá-los. Usa a toga contra as manifestações populares e toda luta social. Usa a toga para proteger a Polícia Militar dos abusos que comete na repressão em todo país.</span></div>
<div style="margin: 1em 0px; text-align: justify;"><span style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">Agora, a toga chegou ao absurdo de condenar as religiões afrodescendentes, como práticas inaceitáveis, somente porque a Casa Grande não gosta de subversivos terreiros?</span></div>
<div style="margin: 1em 0px; text-align: justify;"><span style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">Sobre o antidemocrático financiamento das empresas às campanhas políticas, a toga não se manifestou. Os jornais denunciaram que um “colégio eleitoral” formado por 117 empresas, empreiteiras, bancos, SA estrangeiras e agronegócio gastaram nas últimas duas eleições mais de R$ 4 bilhões para eleger seus preferidos nos governos e nos parlamentos.</span></div>
<div style="margin: 1em 0px; text-align: justify;"><span style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">Sobre propinas e corrupções notórias de empresas estrangeiras na construção de metros etc. nenhuma palavra. Sobre as escandalosas privatizações que doaram o patrimônio de todo o povo a algumas empresas, e que, inclusive, corre ainda nos tribunais a anulação do leilão fraudulento da empresa VALE, nenhuma palavra!</span></div>
<div style="margin: 1em 0px; text-align: justify;"><span style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">Envergonhado talvez por seu ato-falho descabido, o supremo magistrado correu aos cofres públicos para devolver R$ 3.414, dos R$14 mil reais que recebeu de diárias, para viagem a Europa, quando estava de férias!</span></div>
<div style="margin: 1em 0px; text-align: justify;"><span style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">Diante de tudo isso, é necessário que as forças populares, os movimentos sociais, a sociedade brasileira se manifeste sobre as ilegalidades cometidas por esse senhor. As medidas que ele tomou cancelando direito de trabalhar, durante a pena, gera jurisprudência que afeta imediatamente mais de 500 mil cidadãos brasileiros que estão cumprindo a pena desta forma. Como também fere toda construção democrática de nosso direito, de que as penas devem ser educativas, recuperadoras do ser humano e não apenas persecutórias.</span></div>
<div style="margin: 1em 0px; text-align: justify;"><span style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">É necessário denunciar essa clara perseguição que impõe injustiças descabidas aos réus. Por isso, independente de analisar aqui o mérito do processo e a atitude dos réus, mais que tudo devemos manifestar nossa solidariedade a eles, pelas injustiças que estão sofrendo e pelo abuso, que pode afetar a milhares de brasileiros e a toda sociedade.</span></div>
<div style="margin: 1em 0px; text-align: justify;"><span style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">Esperamos, como jornal que expressa a posição dos movimentos sociais brasileiros, que o pleno do Supremo Tribunal Federal se reúne com o máximo de brevidade para julgar os recursos apresentados pelos advogados das vítimas, e assim, em nome da Constituição Brasileira e da sociedade, recomponha a justiça e o procedimento que ele mesmo determinou, e repare as estripulias do seu presidente.</span></div>
<div style="margin: 1em 0px; text-align: justify;"><span style="-webkit-text-size-adjust: auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0);">Sobre a natureza da “toga” brasileira e as inaceitáveis distorções do sistema político brasileiro, devemos aumentar nossos esforços para lutar por uma reforma política ampla, de todo o sistema político – incluindo o Poder Judiciário – que somente virá com a convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva – eleita de forma soberana, sem os financiamentos de empresas – para de forma rápida e contundente fazer as mudanças democráticas necessárias a todo o sistema político brasileiro.</span></div>
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		<title>Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva realiza Curso de Formação no Vale do São Francisco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aristoteles Cardona Junior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2014 20:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Plebiscito pela Constituinte]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma Política]]></category>
		<category><![CDATA[Univasf]]></category>
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					<description><![CDATA[No último final de semana, mais de 100 militantes de diversas entidades dos sertões da Bahia e Pernambuco participaram do 1º Curso de Formação de Formadores/as do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. Realizado no campus Petrolina da Univasf, o evento reuniu pastorais, sindicatos, organizações de esquerda, entidades estudantis e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;">
<div style="text-align: justify;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/WUt0ZJYQvnwh116GDJ95VIQiMbNIR_y2u4Y9nRoPzan6HvvALQHfa3Tz-DflKefocOoMiCg-qhEaoSvyG2rHB00=s400" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/WUt0ZJYQvnwh116GDJ95VIQiMbNIR_y2u4Y9nRoPzan6HvvALQHfa3Tz-DflKefocOoMiCg-qhEaoSvyG2rHB00=s400" height="133" width="200" /></a>No último final de semana, mais de 100 militantes de diversas entidades dos sertões da Bahia e Pernambuco participaram do 1º Curso de Formação de Formadores/as do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. Realizado no campus Petrolina da Univasf, o evento reuniu pastorais, sindicatos, organizações de esquerda, entidades estudantis e camponesas para a preparação de multiplicadores/as que até setembro atuarão no trabalho de base junto à sociedade local.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Uma retrospectiva da formação do Sistema Político no Brasil abriu as atividades do primeiro dia de discussões. O militante da Consulta Popular Eduardo Mara enfatizou os motivos que impulsionaram a realização do Plebiscito. “Estamos vivendo a possibilidade de mobilizar forças sociais para debater um projeto de nação”, destacou ele. As consequências do atual sistema político no sertão nordestino foram frisadas pelo comunicador Omar Torres (Babá). Na noite cultural, uma jornada socialista homenageou os/as lutadores/as do povo que foram assassinados/as pela Ditadura Militar (1964-1985).</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/DUffu4bw-4pM9RgLkHrv4WYv-vH3zkG2YEFpzCJ1zIijg_F2grMU77jcfBp6agDBIS7F7xlPSMS8Ca0p9paweZs=s400" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/DUffu4bw-4pM9RgLkHrv4WYv-vH3zkG2YEFpzCJ1zIijg_F2grMU77jcfBp6agDBIS7F7xlPSMS8Ca0p9paweZs=s400" height="190" width="400" /></a></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">No segundo dia de curso, os/as participantes debateram a sub-representação política das mulheres e da juventude. De acordo com Erika Denise, da Marcha Mundial das Mulheres, a pauta feminista não vai avançar enquanto estiver em vigência o atual sistema político. “Temos que unificar as mulheres da classe trabalhadora para sermos representadas efetivamente nos espaços de poder”, afirma ela. Para que essa inclusão aconteça é preciso enfrentar a imposição do poder econômico no processo eleitoral. Foi o consenso do último espaço de discussão do curso, mediado por Marco Túlio, do Levante Popular da Juventude.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">A perspectiva agora é criar comitês municipais, por local de trabalho, moradia e estudo, e construir uma grande votação na semana da pátria deste ano, de 1 a 7 de setembro, em que todas as brasileiras e brasileiros possam opinar se são a favor de uma constituinte exclusiva e soberana que, de uma vez por todas, modifique o sistema político em nosso país e fortaleça a democracia participativa.</div>
</div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;">
<div></div>
<div><i>Ascom Plebiscito</i></div>
</div>
<p><a href="http://feeds.feedburner.com/Propalando" rel="alternate" type="application/rss+xml"><img decoding="async" alt="" src="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2014/03/feed-icon32x32.png" style="border: 0; vertical-align: middle;" /></a>&nbsp;<a href="http://feeds.feedburner.com/Propalando" rel="alternate" type="application/rss+xml">Assine o Feed do Propalando para nos acompanhar.</a></p>
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		<title>De Coronéis, Política e Eleições</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aristoteles Cardona Junior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2014 15:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[direita]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[Reproduzo abaixo texto do amigo e radialista Omar Torres, o Babá.&#8212; Um velho coronel, conhecida raposa da política, preparando um filho para trilhar os sinuosos&#160; caminhos da política mineira ensinava: “na política, meu filho, o melhor é não falar. Se falar,&#160;não diga; se disser, não escreva; se escrever, não assine, mas se tiver que assinar, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Reproduzo abaixo texto do amigo e radialista Omar Torres, o Babá.</span><br /><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">&#8212;</span></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2014/02/Eduardo-Campos-e-Jarbas-Vasconcelos-300x187.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2014/02/Eduardo-Campos-e-Jarbas-Vasconcelos-300x187.jpg" height="199" width="320" /></span></a></div>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Um velho coronel, conhecida raposa da política, preparando um filho para trilhar os sinuosos&nbsp;</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">caminhos da política mineira ensinava: “na política, meu filho, o melhor é não falar. Se falar,&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">não diga; se disser, não escreva; se escrever, não assine, mas se tiver que assinar, assine com&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">a mão errada”. Em outros tempos Antonio Carlos Magalhães, o Toninho Malvadeza, que se&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">jactava de ganhar eleição “com o dinheiro numa mão e o chicote na outra”, confidenciou a um&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">privilegiado interlocutor que considerava a confiança como o principal quesito para decidir&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">a escolha do seu candidato. As outras qualidades a gente faz, dizia. Entenda-se aí confiança&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">como subserviência.&nbsp;</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Quando, finalmente, no dia 24 último, o Governador Eduardo Campos anunciou o nome do&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">candidato que escolhera como de seu, depois de desgastante processo nas hostes governistas&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">e a escolha recaiu sobre o pouco provável, tímido e quase desconhecido do povo, secretário&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Paulo Câmara não pude deixar de sentir que os velhos ensinamentos, que não deveriam&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">ser tomados como lição, tinham sido postos em prática. Os preteridos falaram e disseram&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">mais do que deviam, se esforçaram para ganhar musculatura política no grupo, mas não&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">conseguiram ganhar o quesito confiança que decide a escolha. E quando o ungido proclamou&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">no seu discurso de candidato “ &#8230; Meu líder maior é Eduardo Campos e a tropa está unida”,&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">que seguirá os passos do socialista e “será o primeiro a acordar e o último a dormir” foi a&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">publicação do comprometimento com quem o escolheu e não com quem elege.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Como entristece, em pleno século vinte e hum, assistir discursos de futuro e modernidade&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">apenas como retórica que mascara os velhos ensinamentos e práticas dos séculos dezenove&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">e vinte. Como dói constatar que nós, o povo, não somos a prioridade nem o objetivo das&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">alegrias das grandes vitórias e sim meros espectadores do prazer de quem quer derrotar um&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">partido. Incomoda ser tratado como uma criança que deva abrir mão da mágica que encanta&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">para se embevecer com um mercador de ilusões. Quanto desalento constatar que os velhos&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">coronéis de roupas cáqui, chicote e dinheiro nas mãos, se apresentam agora em talhados&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">ternos Armani, com vistosas gravatas Hermès, usam notebooks, se deslocam em aviões a jato,&nbsp;</span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">mas não mudam as práticas nem a forma de bater e nos fazer sofrer.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Omar Torres</span></div>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><a href="http://feeds.feedburner.com/Propalando" rel="alternate" type="application/rss+xml"><img decoding="async" alt="" src="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2014/03/feed-icon32x32.png" style="border: 0; vertical-align: middle;" /></a>&nbsp;<a href="http://feeds.feedburner.com/Propalando" rel="alternate" type="application/rss+xml">Assine o Feed do Propalando para nos acompanhar.</a></span></p>
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		<title>MST: o que o faz necessário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aristoteles Cardona Junior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2014 13:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category>
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		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
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					<description><![CDATA[As imbricações entre a questão agrária e a urgência climática aguardam o desassombro de um protagonista, capaz de arrastar tempos históricos distintos. por: Saul Leblon na Carta Maior&#160; No percurso dos seus 30 anos, o MST não pode ser acusado de benevolência com qualquer&#160; governo, nem mesmo com o atual, do PT – alvo, não [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="background-color: white; color: #212121; font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; word-wrap: break-word;">
<h2 style="color: #8b8b83; font-size: 12pt; word-wrap: break-word;">As imbricações entre a questão agrária e a urgência climática aguardam o desassombro de um protagonista, capaz de arrastar tempos históricos distintos.</h2>
</div>
<p><span style="font-size: x-small;"><span style="background-color: white; color: #212121; font-family: Helvetica, sans-serif; font-weight: 700;">por: <a href="http://www.cartamaior.com.br/" target="_blank">Saul Leblon na Carta Maior</a></span><span style="background-color: white; color: #212121; font-family: Helvetica, sans-serif;"><a href="http://www.cartamaior.com.br/" target="_blank">&nbsp;</a></span></span><br style="background-color: white; color: #212121; font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 11px;" /></p>
<div style="background-color: white; clear: both;">
<div style="color: #212121; font-family: Verdana !important; font-size: 11pt; letter-spacing: -0.02em; line-height: 1.45em; word-wrap: break-word;"></div>
<div style="color: #212121; font-family: Verdana !important; font-size: 11pt; letter-spacing: -0.02em; line-height: 1.45em; margin: 0px; word-wrap: break-word;">
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://images.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2014/01/mst.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://images.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2014/01/mst.jpg" height="199" width="320" /></a></div>
<div style="font-size: 11pt; letter-spacing: -0.02em; line-height: 1.45em; word-wrap: break-word;">No percurso dos seus 30 anos, o MST não pode ser acusado de benevolência com qualquer&nbsp; governo, nem mesmo com o atual, do PT – alvo, não raro, da contundência de seu apoio crítico.&nbsp;<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />A manifestação de 15 mil pessoas que o movimento promoveu&nbsp; esta semana, em Brasília, simultânea ao seu VI Congresso, tampouco&nbsp; sancionou&nbsp; a facilidade com que a&nbsp; emissão conservadora tem usado a rua, desde junho de 2013, para propagandear a sua própria agenda.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Sem aderir aos seguidores de&nbsp; Pilatos, que lavam as mãos na drenagem dos protestos para as manchetes, o MST reiterou uma avaliação que confere à gestão Dilma o pior índice de assentamento, desde FHC.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Pelas contas do movimento, foram menos de dez mil novas famílias beneficiadas em 2013; pelas do governo, seriam 75 mil nos últimos três anos&nbsp; –ritmo modulado pela ênfase deliberada na viabilização dos projetos já existentes.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />A mesma passeata que cobrou mais ousadia da política agrária&nbsp; &#8211;pauta do encontro desta 5ª feira entre a Presidenta Dilma e lideranças do MST, dirigiu-se em seguida ao prédio do STF, que se viu cercado por&nbsp; brados e faixas&nbsp; autoexplicativas.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />&nbsp;‘Crime é condenar sem prova’, dizia uma delas. Outra: ‘STF, refém da&nbsp; Globo’.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Assim por diante.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />O cerco ao Supremo&nbsp; mostra como fica difícil manipular quem não quer ser&nbsp; manipulado.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Mais que isso: quem tem&nbsp; discernimento&nbsp; para enxergar na relação de forças existente a centralidade da contradição determinante, sem abafar a urgência dos conflitos&nbsp; subjacentes.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />É essa argúcia de um movimento&nbsp; que, não por acaso,&nbsp; enfatiza a educação de seus militantes&nbsp; &#8211;chegou a construiu uma universidade&#8211;&nbsp; que autoriza a aposta na capacidade do MST&nbsp; reinventar&nbsp; uma agenda hoje abafada&nbsp; no debate do desenvolvimento brasileiro: a reforma agrária do século XXI.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Uma pedaço dessa travessia passa, por certo, pelo desafio de reinscrever&nbsp; a reforma agrária em um modelo de desenvolvimento que pavimente&nbsp; um futuro capaz de produzir justiça social e preservar os recursos que formam a base da vida na terra.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />A escolha do ‘decrescimento’, abraçada, entre outros, pelo neoecologista,&nbsp; ou econeoliberal, André Lara Resende, está longe de ser a resposta para essa dupla transição (leia o artigo de Vicenç Navarro, ‘Os erros da tese do decrescimento econômico’; nesta pág.).&nbsp;<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />O problema não é de contabilidade malthusiana, mas de escolhas políticas que condicionarão&nbsp; as formas de viver e de produzir&nbsp; em nosso tempo.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Em síntese:&nbsp; quem controlará a máquina do desenvolvimento;&nbsp; quem decidirá como crescer, para quê&nbsp; e&nbsp; para quem?<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Não se trata apenas de contemplar a emergência de um&nbsp; desequilíbrio ambiental que frequenta nossas janelas&nbsp; em marcha batida amedrontadora.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />O economista Dan Rodrik , em artigo recente, lembra, ademais, que o avanço tecnológico limitará progressivamente a capacidade da indústria de absorver a mão de obra disponível nas cidades.&nbsp; &#8220;Será impossível, para a próxima geração de países industrializados&#8221;, diz ele, &#8220;deslocar 25% ou&nbsp; mais de sua força de trabalho para atividades de manufatura, como fizeram as economias do Leste Asiático&#8221; (a China em especial)”.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Isso não deprecia a importância da industrialização na matriz do desenvolvimento.&nbsp;<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Ao contrário.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Ela continuará sendo a principal usina irradiadora de produtividade em um sistema econômico sofisticado, como o do Brasil.&nbsp; Mas retira do setor a competência para gerar os empregos que a sociedade continuará a demandar.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />&nbsp;O conjunto dilata o horizonte daquilo que hoje se convenciona chamar&nbsp; ‘economia de serviços’.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />É nessa transição tecnológica e conceitual que a reforma agrária do século XXI terá que reencontrar sua relevância para não morrer –ou talvez seja mais adequado dizer, renascer— no imaginário da sociedade.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Não se trata de validar miragens de uma idílica volta ao campo. Não há volta na roda da história.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />A economia rural também se sofisticou tecnologicamente, em velocidade talvez até superior à industrial , nos últimos 20 anos –período no qual a incorporação agrícola de novas áreas no Brasil cresceu 40% , enquanto&nbsp; o volume da colheita de grãos saltou 220%.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Mesmo em projetos comerciais de&nbsp; base orgânica, a atividade rural será cada vez mais poupadora de braços.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />O&nbsp; sentido a recuperar, portanto, não se restringe a esfera produtiva, em que pese a exaltação conservadora&nbsp; de uma eficiência graneleira nunca escrutinada&nbsp; em seu custo social e ecológico.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Não por acaso, registre-se, o Brasil figura como a nação mais urbanizada entre os gigantes do planeta, com 85% da população nas cidades.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Trezentos e oitenta anos de escravidão, uma abolição sem partilha da terra e uma ditadura que, em menos de três décadas, promoveu a transição rural/urbana que nações ricas levaram um século para completar, explicam muito do presente&nbsp; ‘caos urbano’, cujos&nbsp; propagadores preferem não debater as origens remotas,nem recentes.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Quem o faz, ainda, é o MST.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Sua presença incômoda estende o fio da memória entre&nbsp; o golpe de 64, ‘contra a agitação no campo’, e a caixa de Pandora que o torniquete&nbsp; civil-militar&nbsp; instalou nas periferias conflagradas&nbsp; das&nbsp; metrópoles –e mesmo fora delas.&nbsp;<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Cinquenta anos passados, cabe inaugurar um novo mirante para&nbsp; rastrear o futuro que existe além da dimensão exclusivamente&nbsp; produtiva da reforma agrária enfatizada nos anos 60.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Que continuará a existir,&nbsp; ressalte-se.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Sobretudo em projetos cooperativistas, vinculados a compras públicas de alimentos –caso, hoje,&nbsp; de 30% da merenda escolar e do Programa de Aquisição da Alimentos,&nbsp; exportado como ferramenta de combate à fome em de fomento à agricultura familiar para a AL e África.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />O&nbsp; chave do novo horizonte&nbsp; agrário&nbsp; certamente passa pelo tema ambiental.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />O governo ensaiou uma resposta nessa direção com os projetos de assentamentos agroflorestais.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Mas sem atribuir-lhes, ainda,&nbsp; a centralidade de uma diretriz estratégica.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />As imbricações&nbsp; entre a questão agrária e a urgência climática padecem, ademais, de uma quase uniforme negligência no debate programático da frente progressista que apoia o governo.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Talvez não seja um mero acaso.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Talvez sejam agendas gêmeas, indecifráveis&nbsp; de fato enquanto mantidas&nbsp; dissociadas ou&nbsp; apenas vinculadas de forma ornamental nas prioridades de Estado.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Uma,&nbsp; remanescente do século 19; a outra, contemporânea da exacerbação capitalista em nossos dias.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Juntas, ao lado de outras, aguardam o desassombro de um protagonista político, capaz de arrastar tempos históricos distintos, dando-lhes a coerência impensável fora de uma agenda transformadora.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Não é pouco, como se vê,&nbsp; o que desafia o MST a se reinventar, junto com o seu objeto, num momento em que ambos, reconheça-se,&nbsp; foram desidratados pela universalização das políticas sociais de combate à fome e a miséria, no campo e nas cidades.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />Mas é isso que o faz necessário.<br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" /><br style="font-family: Helvetica, sans-serif; font-size: 8pt;" />E, indispensável, se for capaz de&nbsp; sacudir&nbsp; e romper as trancas que isolam o mundo rural –e a natureza&#8211;&nbsp; do debate&nbsp; sobre o novo ciclo de desenvolvimento do país.</div>
</div>
</div>
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		<title>A necessidade de uma bandeira política de massas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aristoteles Cardona Junior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Feb 2014 15:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil de Fato]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa Popular]]></category>
		<category><![CDATA[Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Luta de Classes]]></category>
		<category><![CDATA[Luta de Massa]]></category>
		<category><![CDATA[Mobilizações]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Plebiscito pela Constituinte]]></category>
		<category><![CDATA[Povo na Rua]]></category>
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					<description><![CDATA[Povo nas ruas Segue abaixo o editorial do Brasil de Fato desta semana. Ótima leitura. Abraços &#8212;- A imprensa conservadora aproveita para explorar erros primários como a queima do fusquinha de um trabalhador durante uma manifestação ou a trágica morte do cinegrafista da Band para desconstruir no imaginário popular esta importante herança das manifestações de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2014/02/mst-povo-nas-ruas.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2014/02/mst-povo-nas-ruas.jpg" height="204" width="320" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Povo nas ruas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="font-family: Georgia, Verdana, sans-serif, Arial, Helvetica; font-size: 17px; line-height: 20.15999984741211px; margin-bottom: 0.9em; margin-top: 0.5em; text-align: justify;">Segue abaixo o editorial do Brasil de Fato desta semana. Ótima leitura.</div>
<div style="font-family: Georgia, Verdana, sans-serif, Arial, Helvetica; font-size: 17px; line-height: 20.15999984741211px; margin-bottom: 0.9em; margin-top: 0.5em; text-align: justify;">Abraços</div>
<div style="color: #535353; font-family: Georgia, Verdana, sans-serif, Arial, Helvetica; font-size: 17px; line-height: 20.15999984741211px; margin-bottom: 0.9em; margin-top: 0.5em; text-align: justify;">&#8212;-</div>
<div style="color: #535353; font-family: Georgia, Verdana, sans-serif, Arial, Helvetica; font-size: 17px; line-height: 20.15999984741211px; margin-bottom: 0.9em; margin-top: 0.5em; text-align: justify;">A imprensa conservadora aproveita para explorar erros primários como a queima do fusquinha de um trabalhador durante uma manifestação ou a trágica morte do cinegrafista da Band para desconstruir no imaginário popular esta importante herança das manifestações de junho, ou seja, a legitimidade das lutas sociais. Pequenos grupos sem programa e bandeira política, com suas ações supostamente radicais, têm atraído a simpatia de jovens que participaram das manifestações de junho.</div>
<div style="color: #535353; font-family: Georgia, Verdana, sans-serif, Arial, Helvetica; font-size: 17px; line-height: 20.15999984741211px; margin-bottom: 0.9em; margin-top: 0.5em; text-align: justify;"><em>14/02/2014</em></div>
<div style="color: #535353; font-family: Georgia, Verdana, sans-serif, Arial, Helvetica; font-size: 17px; line-height: 20.15999984741211px; margin-bottom: 0.9em; margin-top: 0.5em; text-align: justify;"><em>Editorial da Edição 572 do Jornal Brasil</em></div>
<div style="color: #535353; font-family: Georgia, Verdana, sans-serif, Arial, Helvetica; font-size: 17px; line-height: 20.15999984741211px; margin-bottom: 0.9em; margin-top: 0.5em; text-align: justify;">A trágica morte do cinegrafista da Band, Santiago Andrade, atingido por um rojão na cabeça enquanto registrava uma manifestação no Rio de Janeiro, suscita uma justa onda de solidariedade em todo o Brasil. Ao mesmo tempo, a tragédia nos possibilita qualificar o debate sobre as tarefas políticas e as formas de luta adequadas para as forças populares nesse momento histórico.</div>
<div style="color: #535353; font-family: Georgia, Verdana, sans-serif, Arial, Helvetica; font-size: 17px; line-height: 20.15999984741211px; margin-bottom: 0.9em; margin-top: 0.5em; text-align: justify;">As manifestações de junho, além de possibilitar a elevação da disposição para a luta na sociedade, também abriram espaço para a legitimação da luta popular. Esse patrimônio está em risco. Isto porque ações desastradas e sem o mínimo de preparo têm marcado as manifestações pós-junho de 2013. A banalização da ação direta e o recurso à violência muito mais como um fetiche “radicaloide” do que como necessidade real da luta política está abrindo espaço para estreitar as margens para o livre exercício do direito de manifestação.</div>
<div style="color: #535353; font-family: Georgia, Verdana, sans-serif, Arial, Helvetica; font-size: 17px; line-height: 20.15999984741211px; margin-bottom: 0.9em; margin-top: 0.5em; text-align: justify;">A imprensa conservadora aproveita para explorar erros primários como a queima do fusquinha de um trabalhador durante uma manifestação ou a trágica morte do cinegrafista da Band para desconstruir no imaginário popular esta importante herança das manifestações de junho, ou seja, a legitimidade das lutas sociais. Pequenos grupos sem programa e bandeira política, com suas ações supostamente radicais, têm atraído a simpatia de jovens que participaram das manifestações de junho.</div>
<div style="color: #535353; font-family: Georgia, Verdana, sans-serif, Arial, Helvetica; font-size: 17px; line-height: 20.15999984741211px; margin-bottom: 0.9em; margin-top: 0.5em; text-align: justify;">Todo povo tem o direito de usar o recurso da violência para a defesa de sua soberania nacional. Nas sociedades democráticas de massas o recurso à violência por parte das forças populares deve ocorrer em última instância e como uma reação às agressões dos inimigos do povo. Cair em provocações das forças de repressão e cultivar a banalização da violência nas manifestações afasta a classe trabalhadora dos atos de rua. A direita se aproveita das ações violentas e desastradas de pequenos grupos para pedir mais repressão.</div>
<div style="color: #535353; font-family: Georgia, Verdana, sans-serif, Arial, Helvetica; font-size: 17px; line-height: 20.15999984741211px; margin-bottom: 0.9em; margin-top: 0.5em; text-align: justify;">Aliás, a ação dos&nbsp;<em>Black Bloc’s&nbsp;</em>no Brasil é um fenômeno típico de uma sociedade que está em transição para a retomada das lutas de massas. Há uma crise na esquerda brasileira. E o sintoma disso é que grande parte da juventude ainda não tem referência organizativa.</div>
<div style="color: #535353; font-family: Georgia, Verdana, sans-serif, Arial, Helvetica; font-size: 17px; line-height: 20.15999984741211px; margin-bottom: 0.9em; margin-top: 0.5em; text-align: justify;">No momento em que ocorrer a convergência da jovem classe trabalhadora e da juventude com o programa histórico das forças populares, tendo como síntese uma bandeira política de massas, certamente o fenômeno&nbsp;<em>Black Bloc&nbsp;</em>perderá espaço na sociedade.</div>
<div style="color: #535353; font-family: Georgia, Verdana, sans-serif, Arial, Helvetica; font-size: 17px; line-height: 20.15999984741211px; margin-bottom: 0.9em; margin-top: 0.5em; text-align: justify;">O desafio fundamental reside na necessidade de um programa e de uma bandeira política de massas que seja polo aglutinador na sociedade. As forças populares precisam urgentemente atravessar esse rubicão. Caso contrário, perderemos o tempo político e uma onda conservadora poderá varrer nosso país. O momento é propício para avançarmos no desafio da bandeira política.</div>
<div style="color: #535353; font-family: Georgia, Verdana, sans-serif, Arial, Helvetica; font-size: 17px; line-height: 20.15999984741211px; margin-bottom: 0.9em; margin-top: 0.5em; text-align: justify;">O MST passa pelo seu VI Congresso Nacional e se revigora para seguir em luta. A bandeira política da constituinte para reformar o sistema político tem um enorme potencial diante da crise por que passa sociedade brasileira.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
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		<title>Snowden envia Carta ao Povo Brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aristoteles Cardona Junior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Dec 2013 10:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assange]]></category>
		<category><![CDATA[Espionagem]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Imperialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Snowden]]></category>
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					<description><![CDATA[Snowden, disparado, é a personalidade política do ano de 2013. Responsável por concretizar algo que todo mundo imaginava, mas não havia provas, até então. Pelo menos com tantos detalhes. E renova o flanco na luta anti-imperialista e contra a espionagem. Vi a carta traduzida na Folha de São Paulo e compartilho abaixo. CARTA ABERTA AO [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Snowden, disparado, é a personalidade política do ano de 2013. Responsável por concretizar algo que todo mundo imaginava, mas não havia provas, até então. Pelo menos com tantos detalhes.</p>
<p>E renova o flanco na luta anti-imperialista e contra a espionagem.</p>
<p>Vi a carta traduzida na Folha de São Paulo e compartilho abaixo.</p>
<div style="line-height: 18px;"></div>
<div style="text-align: center;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">CARTA ABERTA AO POVO DO BRASIL</span></div>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"></p>
<div style="text-align: center;">EDWARD SNOWDEN</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2013/12/snowden.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2013/12/snowden.jpg" height="222" width="320" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Snowden</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p></span></p>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Seis meses atrás, emergi das sombras da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA para me posicionar diante da câmera de um jornalista. Compartilhei com o mundo provas de que alguns governos estão montando um sistema de vigilância mundial para rastrear secretamente como vivemos, com quem conversamos e o que dizemos.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Fui para diante daquela câmera de olhos abertos, com a consciência de que a decisão custaria minha família e meu lar e colocaria minha vida em risco. O que me motivava era a ideia de que os cidadãos do mundo merecem entender o sistema dentro do qual vivem.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Meu maior medo era que ninguém desse ouvidos ao meu aviso. Nunca antes fiquei tão feliz por ter estado tão equivocado. A reação em certos países vem sendo especialmente inspiradora para mim, e o Brasil é um deles, sem dúvida.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Na NSA, testemunhei com preocupação crescente a vigilância de populações inteiras sem que houvesse qualquer suspeita de ato criminoso, e essa vigilância ameaça tornar-se o maior desafio aos direitos humanos de nossos tempos.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">A NSA e outras agências de espionagem nos dizem que, pelo bem de nossa própria &#8220;segurança&#8221; &#8211;em nome da &#8220;segurança&#8221; de Dilma, em nome da &#8220;segurança&#8221; da Petrobras&#8211;, revogaram nosso direito de privacidade e invadiram nossas vidas. E o fizeram sem pedir a permissão da população de qualquer país, nem mesmo do delas.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Hoje, se você carrega um celular em São Paulo, a NSA pode rastrear onde você se encontra, e o faz: ela faz isso 5 bilhões de vezes por dia com pessoas no mundo inteiro.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Quando uma pessoa em Florianópolis visita um site na internet, a NSA mantém um registro de quando isso aconteceu e do que você fez naquele site. Se uma mãe em Porto Alegre telefona a seu filho para lhe desejar sorte no vestibular, a NSA pode guardar o registro da ligação por cinco anos ou mais tempo.</span></div>
<p><a name='more'></a></p>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">A agência chega a guardar registros de quem tem um caso extraconjugal ou visita sites de pornografia, para o caso de precisarem sujar a reputação de seus alvos.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Senadores dos EUA nos dizem que o Brasil não deveria se preocupar, porque isso não é &#8220;vigilância&#8221;, é &#8220;coleta de dados&#8221;. Dizem que isso é feito para manter as pessoas em segurança. Estão enganados.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Existe uma diferença enorme entre programas legais, espionagem legítima, atuação policial legítima &#8211;em que indivíduos são vigiados com base em suspeitas razoáveis, individualizadas&#8211; e esses programas de vigilância em massa para a formação de uma rede de informações, que colocam populações inteiras sob vigilância onipresente e salvam cópias de tudo para sempre.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Esses programas nunca foram motivados pela luta contra o terrorismo: são motivados por espionagem econômica, controle social e manipulação diplomática. Pela busca de poder.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Muitos senadores brasileiros concordam e pediram minha ajuda com suas investigações sobre a suspeita de crimes cometidos contra cidadãos brasileiros.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Expressei minha disposição de auxiliar quando isso for apropriado e legal, mas, infelizmente, o governo dos EUA vem trabalhando arduamente para limitar minha capacidade de fazê-lo, chegando ao ponto de obrigar o avião presidencial de Evo Morales a pousar para me impedir de viajar à América Latina!</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Até que um país conceda asilo político permanente, o governo dos EUA vai continuar a interferir com minha capacidade de falar.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Seis meses atrás, revelei que a NSA queria ouvir o mundo inteiro. Agora o mundo inteiro está ouvindo de volta e também falando. E a NSA não gosta do que está ouvindo.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">A cultura de vigilância mundial indiscriminada, que foi exposta a debates públicos e investigações reais em todos os continentes, está desabando.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Apenas três semanas atrás, o Brasil liderou o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas para reconhecer, pela primeira vez na história, que a privacidade não para onde a rede digital começa e que a vigilância em massa de inocentes é uma violação dos direitos humanos.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">A maré virou, e finalmente podemos visualizar um futuro em que possamos desfrutar de segurança sem sacrificar nossa privacidade.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Nossos direitos não podem ser limitados por uma organização secreta, e autoridades americanas nunca deveriam decidir sobre as liberdades de cidadãos brasileiros.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Mesmo os defensores da vigilância de massa, aqueles que talvez não estejam convencidos de que tecnologias de vigilância ultrapassaram perigosamente controles democráticos, hoje concordem que, em democracias, a vigilância do público tem de ser debatida pelo público.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Meu ato de consciência começou com uma declaração: &#8220;Não quero viver em um mundo em que tudo o que digo, tudo o que faço, todos com quem falo, cada expressão de criatividade, de amor ou amizade seja registrado. Não é algo que estou disposto a apoiar, não é algo que estou disposto a construir e não é algo sob o qual estou disposto a viver.&#8221;</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Dias mais tarde, fui informado que meu governo me tinha convertido em apátrida e queria me encarcerar. O preço do meu discurso foi meu passaporte, mas eu o pagaria novamente: não serei eu que ignorarei a criminalidade em nome do conforto político. Prefiro virar apátrida a perder minha voz.</span></div>
<div style="line-height: 18px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Se o Brasil ouvir apenas uma coisa de mim, que seja o seguinte: quando todos nos unirmos contra as injustiças e em defesa da privacidade e dos direitos humanos básicos, poderemos nos defender até dos mais poderosos dos sistemas.</span></div>
<div style="margin-bottom: 14px; margin-top: 14px; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Tradução de&nbsp;<b>CLARA ALLAIN</b></span></div>
<p><a href="http://feeds.feedburner.com/Propalando" rel="alternate" type="application/rss+xml"><img decoding="async" alt="" src="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2014/03/feed-icon32x32.png" style="border: 0; vertical-align: middle;" /></a>&nbsp;<a href="http://feeds.feedburner.com/Propalando" rel="alternate" type="application/rss+xml">Assine o Feed do Propalando para nos acompanhar.</a></p>
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		<title>E, de repente, a Venezuela desaparece da grande mídia!</title>
		<link>https://propalando.blog.br/2013/12/e-de-repente-a-venezuela-desaparece-da-grande-midia/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=e-de-repente-a-venezuela-desaparece-da-grande-midia</link>
					<comments>https://propalando.blog.br/2013/12/e-de-repente-a-venezuela-desaparece-da-grande-midia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Aristoteles Cardona Junior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Dec 2013 14:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Chavismo]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Maduro]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Boa sacada do Max Altman. Vi no sítio da Revista Fórum (Link) e reproduzo aqui. São boas as notícias e a revolução segue na Venezuela! &#8212; Presidente Nicolás Maduro Notaram que o noticiário sobre a Venezuela desapareceu da grande imprensa? Por Max Altman Crucial vitória de Nicolás Maduro, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Boa sacada do Max Altman. Vi no sítio da Revista Fórum (<a href="http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/12/15/max-altman-notaram-que-o-noticiario-sobre-a-venezuela-desapareceu-da-grande-imprensa/" target="_blank">Link</a>) e reproduzo aqui. São boas as notícias e a revolução segue na Venezuela!</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="margin: 0pt; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">&#8212;</span></span></div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2013/12/Nicolas-Maduro-217x300.jpg" height="320" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" width="231" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Presidente Nicolás Maduro</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2013/12/Nicolas-Maduro-217x300.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"></span></a></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="margin: 0pt; padding: 0pt;"></span></div>
<h2 style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 27px; margin: 0px; max-height: 55px; overflow: hidden; padding: 0pt; width: 680px !important;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;">Notaram que o noticiário sobre a Venezuela desapareceu da grande imprensa?</span></h2>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="margin: 0pt; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Por Max Altman</span></span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Crucial vitória de Nicolás Maduro, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e da Revolução Socialista Bolivariana; contundente derrota de Henrique Capriles, da MUD e dos setores golpistas de oposição; agora a atacar e resolver os problemas da economia e avançar nas conquistas sociais.</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><span style="margin: 0pt; padding: 0pt;">“Dedicaram-se, durante todo o ano de 2013 e, principalmente, após a morte de Chávez, a sabotar a economia, a sabotar o sistema elétrico, à desestabilização, ao caos, à guerra psicológica. Trataram de converter eleições municipais em plebiscito. E o que ocorreu: o triunfo da Revolução Socialista Bolivariana derrotou os planos golpistas da direita.”</span>&nbsp;&nbsp;<span style="margin: 0pt; padding: 0pt;">Nicolás Maduro</span></span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Notaram, meus caros amigos e amigas, que o noticiário sobre a Venezuela desapareceu da grande imprensa quando antes do 8 de dezembro enchiam suas páginas vaticinando a ‘débâcle’ do governo Maduro pelos inúmeros enviados especiais e correspondentes?</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Disseram que era um plebiscito e foram com tudo. Os oligarcas são sempre insolentes. Ainda mais se são apoiados pelos Estados Unidos. Contavam que o empurrão definitivo para derrocar Maduro viria com o 8 de dezembro. Estavam cuidando dessa tarefa fazia meses. Remarcação de preços de todos os produtos muito acima da inflação, provocando desespero na população, desabastecimento induzido, sabotagem elétrica, açambarcamento, insegurança. (E mais erros do próprio governo, que as manchetes gritantes dos jornais, rádios e televisão punham em evidência). O mesmo cenário que se havia preparado para Salvador Allende antes do golpe de 1973. Desde os Estados Unidos, Roger Noriega escreveu e descreveu a tese do colapso total, que seria arrematado oportunamente, quando a situação ficasse insustentável, pelo exército norte-americano. Que a Venezuela tem demasiado petróleo. Parte importante da oposição estava de pleno acordo com esse roteiro. Por fim, o chavismo aniquilado. Fim do pesadelo. Malditos vermelhos.</span></div>
<p><a name='more'></a></p>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Disseram que as eleições eram um plebiscito. E estavam disso plenamente convencidos. E o repetiram El País,&nbsp; ABC,&nbsp; El Mundo, Clarín, The New Yor Times, Newsweek, a CNN, Fox News, RAI, Excelsior, Miami Heral, Folha de S. Paulo, O Globo, TV Globo, o Estado de S. Paulo… Todavia eram apenas eleições municipais, com suas características próprias, conhecidas em todo o mundo político. Apresentavam-se candidatos a prefeito, vereador que iriam dar conta da prestação de serviços, asfaltamento de ruas, tráfego, varrição de lixo …, coisas de município. Mas que importância tinha tudo isso? Para que perder a ocasião? Eram as primeiras eleições municipais sem Chávez. Disseram que eram mais que urnas municipais, que o chavismo sem Chávez estava ferido de morte, que o ilegítimo e incompetente Maduro ganhara a presidencial por diferença mínima e por meio de fraude, e que agora sim, agora teria que abandonar o Palácio Miraflores, por bem ou expulso pela força. Ah, se resistisse por que não envolto num saco de lona.</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Porém eis o que o povo falou:</span></div>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><a href="http://revistaforum.com.br/blogdorovai/files/2013/12/resultados-municipales_2013.jpg" style="color: #0e73b8; cursor: pointer; margin: 0pt; outline-style: none; outline-width: medium; padding: 0pt;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="" class="aligncenter  wp-image-14017" height="368" src="http://revistaforum.com.br/blogdorovai/files/2013/12/resultados-municipales_2013.jpg" style="border: none; display: block; height: auto; margin-bottom: 0pt; margin-left: auto !important; margin-right: auto !important; margin-top: 0pt; max-width: 590px; padding: 10px; text-align: justify;" title="resultados-municipales_2013" width="717" /></a><span style="margin: 0pt; padding: 0pt;"></p>
<div style="text-align: justify;">Fonte: www.aporrea.org (Clique na imagem para ampliá-la)</div>
<p></span></span></p>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><strong style="margin: 0pt; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Comparecimento nacional de 58.92%. (Recorde nacional em eleições similares. Na Venezuela o voto não é obrigatório.)</span></strong></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong style="margin: 0pt; padding: 0pt;">1.</strong>&nbsp;As 335 prefeituras ficaram assim distribuídas:<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />242 (72,24%) para o PSUV e aliados;<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />75 (22,32%) para a MUD e aliados;<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />18 (5,44%) para independentes.</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong style="margin: 0pt; padding: 0pt;">2.</strong>&nbsp;Das 40 cidades mais populosas, o PSUV ganhou em 30.</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong style="margin: 0pt; padding: 0pt;">3.</strong>&nbsp;Das 25 capitais, o PSUV conquistou 15 e a MUD 10. Se a oposição venceu em Barinas, capital do estado Barinas, governado pelo irmão de Chávez, Adan Chávez – o que foi intensamente alardeado – a Revolução conquistou Los Teques, Guaicaipuro, estado Miranda, gobernado por Capriles – o que foi escondido.</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong style="margin: 0pt; padding: 0pt;">4.</strong>&nbsp;PSUV e aliados obtiveram um total nacional de 5.277.491 votos; a MUD e aliados, 4.423.897. Diferença: 853.594 votos. (Cumpre lembrar que a diferença a favor de Maduro nas eleições presidenciais foi de cerca de 230 mil votos ou 1,6%.).</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong style="margin: 0pt; padding: 0pt;">5.</strong>&nbsp;Se levarmos em conta apenas os votos da Revolução e da Oposição teremos, respectivamente, 54,40% e 46,60. (Vale destacar, por exemplo, que entre as agremiações políticas que concorreram independentemente está o Partido Comunista, firme aliado da Revolução, e que obteve 9 prefeituras, sendo 2 sem aliança, e cerca de 1,6% dos votos ou cerca de&nbsp; 175 mil votos. Se acrescentarmos somente esses votos à Revolução, a diferença ultrapassa os 10 pontos percentuais.)</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong style="margin: 0pt; padding: 0pt;">6.</strong>&nbsp;No Estado Miranda, governado pelo líder da oposição, Henrique Capriles, o Psuv e aliados obtiveram 560.826 votos (52,1%) contra 514.796 votos (47,9%)&nbsp; da Mud e aliados.</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><strong style="margin: 0pt; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Votação nas capitais:</span></strong></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Libertador Distrito Capital (1.625.151 eleitores)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Jorge Rodríguez – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 54,55<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Ismael Garcia – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 43,34%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Bolívar, Estado Anzoategui&nbsp; (85.764)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Guillermo Martínez &#8211;&nbsp; Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 84,63%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Olga Azuaje – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 14,39%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município San Fernando; Estado Apure (109.817)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Ofelia Padrón &#8211;&nbsp; Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 65,27%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Yadala Abouhamud – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 32,19%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Girardot, Estado Aragua (341.979)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Pedro Bastidas &#8211;&nbsp; Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 51,55%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Tonny Real – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 45,89%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Barinas, Estado Barinas&nbsp; (224.115)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Machin Machin – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 50,44%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Edgardo Ramirez – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 48,58%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Heres, Estado Bolívar&nbsp; (224.297)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Sergio Hernández – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 47,25%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Victor Fuenmayor – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 40,92%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Valencia, Estado Carabobo&nbsp; (578.193)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Michele Cochiola – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 54,24%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Miguel Flores – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 44,28%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Ezequiel Zamora,&nbsp; Estado Cojedes&nbsp; (71.330)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Pablo Rodríguez – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 54,68%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Ramon Moncada – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 36,62%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Tucupita, Estado&nbsp; Delta Amacuro (63.649)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Alexis Gonzalez – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 54,38%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Maria Mercano – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 33,30%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Iribarren, Estado Lara&nbsp; (682.682)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Alfredo Ramos – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 52,41%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Luis Bohorquez – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 46,04%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Libertador, Estado Mérida&nbsp; (168.040)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Carlos García &#8211;&nbsp; Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 63,82%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Maria Castillo – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 33,49%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Guaicaipuro, Estado Miranda&nbsp; (191.070)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Francisco Garcés &#8211;&nbsp; Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 52,21%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Romulo Harrera – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 45,89%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Arismendi, Estado Nueva Esparta&nbsp; (21.262)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Richard Fermín – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 48,20%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Luiz Dias – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 44,38%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Guanare, Estado Portuguesa&nbsp; (124.094)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Rafael Calles – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 70,76<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Francisco Mora – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 23,97%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Sucre, Estado Sucre (241.194)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />David Velásquez – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 54,71%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Robert Alcalá – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 42,35%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município San Cristóbal, Estado Tachira&nbsp; (208.183)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Daniel Ceballos – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 67,67%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Jose Zambrano – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 29,42%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">MunicípioTrujillo, Estado Trujillo&nbsp; (43.027)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Luz Castillo – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 53,16%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Luis Briceño – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 40,18%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município San Felipe, Estado Yaracuy&nbsp; (69.258)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Alex Sánchez – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 49,68%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Jose Reyes – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 46,79%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Vargas, Estado Vargas&nbsp; (265.837)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Carlos Alcalá Cordones – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 53,92%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Fabiola Colmenares – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 37,99%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Maracaibo, Estado Zulia&nbsp; (944.129)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Eveling de Rosales – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 51,74%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Perez Pirela – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 46,64%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Metropolitano,&nbsp; Alcaldia Mteropolitana&nbsp; (2.474.833)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Antonio Ledezma – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 51,28%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Ernesto Villegas – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 47,22%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Atures, Estado Amazonas&nbsp; (72.005)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Adriano Gonzalex – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 49,57%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Delmis Bastidas – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 46,78%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Maturin, Estado Monagas&nbsp; (338.694)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Warner Jimenez – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 38,63<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Jose Maicovares – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 37,26%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Miranda, Estado Falcón&nbsp; (138.895)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Pablo Acosta – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 47,97%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Victor Jurado – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 46,87%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Município Roscio, Estado Guarico&nbsp; (86.493)<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Gustavo Mendes – Psuv&nbsp; &#8211;&nbsp; 49,88%<br style="margin: 0pt; padding: 0pt;" />Douglas Gonzalez – Mud&nbsp; &#8211;&nbsp; 48,22%</span></div>
<div style="background-color: white; color: #4d4d4f; line-height: 18px; margin: 10px 0pt 15px; padding: 0pt;"><span style="margin: 0pt; padding: 0pt;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Dados do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela</span></span></div>
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		<title>Uma homenagem a Ricardo Brindeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aristoteles Cardona Junior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2013 23:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homenagem]]></category>
		<category><![CDATA[Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Brindeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[Ricardo Brindeiro Na semana passada fui surpreendido com a notícia da morte do companheiro Ricardo Brindeiro. Com pouco contato, principalmente desde que vim morar em Petrolina, Ricardo é daqueles que admiro à distância. Grande lutador de nosso povo. Deixo abaixo um texto do Alder Júlio e um grande abraço para Ana Gusmão, Matheus, familiares e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2013/12/ricardo-brindeiro.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2013/12/ricardo-brindeiro.jpg" height="213" width="320" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Ricardo Brindeiro</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;">Na semana passada fui surpreendido com a notícia da morte do companheiro Ricardo Brindeiro. Com pouco contato, principalmente desde que vim morar em Petrolina, Ricardo é daqueles que admiro à distância. Grande lutador de nosso povo. Deixo abaixo um texto do Alder Júlio e um grande abraço para Ana Gusmão, Matheus, familiares e amigxs.</div>
<div align="center" style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;"><b><br /></b></div>
<div align="center" style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;"><b><br /></b></div>
<div align="center" style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;"><b>RICARDO BRINDEIRO, UM MILITANTE AMOROSO</b></div>
<div align="center" style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;"><b>&nbsp;</b></div>
<div align="center" style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;"><b>Alder Júlio Ferreira Calado</b></div>
<div align="center" style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;"><b>&nbsp;</b></div>
<div align="center" style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Ricardo Brindeiro segue vivo entre nós, após sua grande viagem à Casa do Pai/Mãe, em cujos braços é acolhido, e com a festiva recepção de tanta gente querida que nos precedeu: Dom Oscar Romero, Dom Helder (que lhe ministrou as primeiras ordens menores), Margarida Maria Alves, Pe. José Comblin, Éliton Santana e tantas outras figuras venerandas.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Partiu, em sua grande viagem, aos seus densamente bem vividos 61 anos, ele que nasceu, em Recife, no dia 15 de agosto de 1952, numa família católica de classe média. Desde cedo, já revelava sinais de seu apreço à liberdade e de seu amor às pessoas, em especial aos pobres.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Em tenra juventude, experimentou um duplo apelo: à militância e à mística. Uma militância multiforme: nas pastorais sociais, no movimento estudantil, na política partidária, nos movimentos populares, nas organizações de base de nossa sociedade. De início, engajou-se em grupos de jovens da Igreja Católica. Depois, na militância estudantil universitária, em seu curso de Arquitetura, na UFPE, apoiando ou participando de campanhas de chapas do DCE.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Quanto ao apelo à mística, antes mesmo de sua tocante experiência de estudos no ITER (Instituto de Teologia do Recife), passa por uma repentina aventura: sem nada dizer em casa, põe-se a viajar mundo afora, indo parar em Óbidos – PA, em busca de uma experiência num Seminário franciscano. Durou pouco tempo. Mais tarde, quis vivenciar uma experiência ecumênica, tendo sido acolhido pelo conhecido monge Michel Bergman e demais irmãos na Comunidade de Taizé, em Alagoinhas, na Bahia. Tempo de fecundo encontro com Deus, nos irmãos. Aí também chegou a contribuir como arquiteto, projetando a capela desta Comunidade.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Foi, porém, no Instituto de Teologia do Recife (ITER), onde vem a ter o auge de sua experiência de formação teológica, tendo sido inspirado por figuras docentes como Humberto Plummen, René Guerre, Ivone Gebara, Sebastião Armando, Eduardo Hoornaert, Marcelo Augusto, além de tantos colegas de ITER espalhados por esse Nordeste, inclusive aqui em João Pessoa, a exemplo do Pe. Antônio Paulo Cabral de Melo.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Estudando no ITER, não abriu mão de morar e trabalhar intensamente com a Comunidade da Favela Brasília Teimosa, onde, pela imposição das mãos de Dom Helder, chegou a receber as Ordens Menores, tendo depois decidido seguir outras trilhas de militância junto ao povo dos pobres.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Vivia-se, no Brasil, um período de intensa efervescência dos movimentos populares, na qual a chamada “Igreja na Base” tinha um lugar de destaque, seja pela densa atuação das CEBs, das pastorais sociais (CIMI, Pastoral da Terra, Pastoral Operária, Pastoral da Juventude do Meio Popular e outras), do CEBI. Duas participações de Ricardo aí merecem destaque: sua contribuição, na área musical, no processo de elaboração do Ofício das Comunidades e de outros cantos litúrgicos, com Pe. Reginaldo Veloso e o o pessoal do Morro da Conceição. Também, ele conta com entusiasmo sua participação ao lado de várias figuras que atuaram na famosa Missa dos Quilombos, em começos dos anos 80.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;<a name='more'></a></b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Nessa época, também, juntamente com todo o povo dos pobres da Arquidiocese de Olinda e Recife, viveu tempos sombrios, logo após a resignação (aposentadoria) de Dom Helder, no augre da perseguição à “Igreja dos Pobres”, comandada pelo Vaticano. Para suceder a Dom Helder, o Vaticano nomeia Dom José Cardoso. Este arcebispo não tardou em comandar a vasta operação de desmonte, punindo, expulsando e substituindo os agentes de pastoral que animavam, à luz da Teologia da Libertação, a caminhada do Povo de Deus, naquela arquidiocese.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Uma dessas medidas punitivas voltou-se contra a Comunidade do Morro da Conceição, animada pelo Pe Reginaldo Veloso. Este também foi substituído. A comunidade reage à destituição de Pe. Reginaldo e à sua substituição pelo Pe. Constante. Com o propósito de “tomar posse”, o novo vigário pede a chave da Matriz, guardada pelo povo. O povo se reúne, faz uma manifestação, na qual também Ricardo estava presente, e até compôs uma música de resistência, tematizando o sentido de chave. O estribilho da música dizia:: “A chave, a chave / A chave eu não dou / A chave é de Pedro / Que é pescador.” A propósito, &nbsp;lembra o Pe. Paulo Cabral que “No processo de reintegração de posse, movido pela arquidiocese, o oficial de justiça, com todo o respaldo policial, quebra os cadeados e abre a Igreja.”</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Recém-casado com Ana Gusmão, após um período de trabalho de Ricardo junto à FASE, decide o jovem casal vir fazer uma experiência missionária em João Pessoa, a convite dos Missionários Mazzianos, no Alto do Mateus, no final dos anos 80, com a mediação de Pe. Robson, e com a entusiástica acolhida da Comunidade Mazziana, animada por figuras muito queridas, entre as quais o Pe. Carlos Avanzi, o Pe. Dario Vaona, o Pe. Lorenzo e as Religiosas da mesma Congregação.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Na companhia da comunidade mazziana, ele e Aninha passam a animar várias atividades educativas, em especial o Projeto de Educação Popular“Beira da Linha”, desenvolvendo uma série de atividades educativas com as crianças, adolescentes e jovens do bairro: desde teatro, música a outras atividades pedagógicas, sempre numa perspectiva de formação da consciência cidadã.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Graças a essas atividades com a moçada do bairro, inclusive por meio de distintas iniciativas lúdicas – quantos milagres fez Ricardo com seu violão e suas paródias! &#8211; vai brotando uma nova consciência na comunidade, de modo a despertar um fecundo sentimento de protagonismo, inclusive no plano político. Várias ações, vários atos públicos foram então realizados, por melhorias concretas das condições de vida daquela comunidade.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Por esse tempo, Ricardo contribuiu ativamente nos debates e iniciativas relativas ao Estatuto da Criança e do Adolescente, contribuiu com o Centro de Direitos Humanos Margarida Maria Alves, do qual foi presidente. Militante do PT, chegou a candidatar-se a Vereador. E, sobretudo, tornou-se o principal ícone em sucessivas manifestações e atos públicos realizados pelos movimentos sociais, pelas pastorais e pelas organizações de base de nossa sociedade, animando com suas canções, com seu violão, com suas palavras de orem&#8230;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Nos últimos anos, como membro da assessoria do Mandato do Dep. Luiz Couto, do PT, ocupou o melhor do seu tempo colaborando com qualidade com as reuniões e debates dos movimentos sociais, em especial a Consulta Popular, a Assembléia Popualr, de cujas reuniões e encontros era dos mais assíduos, ora ajudando a construir o Grito dos Excluídos e Excluídas, ora participando de comissões de organização, etc. Nesse sentido, entendo a ação de Ricardo Brindeiro como a de um intelectual orgânico a serviço dos “de baixo”, em especial em sua atuação na prática prática.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Homem de fé que, desde sua humilde e espontânea disposição em se nos apresentar, primeiro, como pecador,&nbsp; não hesita em explicitar sua fé, ao seu modo (com fome diária de Eucaristia, assíduo exercício das leituras do dia, inclusive em seu período de grande provação), estava sempre disponível para participar dos encontros do Movimento Fé e Política e de tantas atividades das CEBs e da “Igreja na Base”. Fez também parte do Conselho de Justiça e Paz, criado por Dom Marcelo Carvalheira, na Arquidiocese da Paraíba.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Merece destaque sua participação no Grupo Kairós/Nós Também Somos Igreja, grupo iniciado por inspiração do Pe. José Comblin, desde 1998, e que já há vários anos, se reúne semanalmente na UFPB, do qual Ricardo foi um dos membros mais assíduos, a debater temas delicados de conjuntura eclesial, textos de teólogos e teólogas da Libertação, etc.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Para quem não o conhecia de perto, talvez tenha sido surpresa a densa festa de alegria e esperança em que se transformou seu velório, celebrado tanto em Recife (dia 3/12, dia de sua páscoa definitiva) quanto no Alto do Mateus (em João Pessoa, dia 4/12). Aqui, na Igreja de São Mateus, a comunidade do Alto se fazia presente com muita força. Também amigos e amigas tantas de outros bairros, de outros municípios, de outros Estados. Presentes sua esposa Ana, seus filhos Mateus e Francisco. Não bastassem os depoimentos e testemunhos de tanta gente, como esquecer o testemunho prestado pelo seu filho Mateus, de 25 anos, a expressar o rico legado do pai, fundado na pedagogia do exemplo e da amorosidade, manifesta inclusive nos momentos de dar bronca nos filhos. Antes de nos dizer qualquer coisa, tomava seu violão, tocava/cantava uma música, olhava para nós e nos falava o que tinha a nos dizer.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Também não me foi surpresa a mensagem recebida de Pe. Reginaldo Veloso, hoje, dia 6/12, dando conta de que “Ricardo Brindeiro e Madiga, Nelson Mandela são os grandes sinais de Natal deste ano de 2013.” Sentimento que fazemos nosso!</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Com seu jeito amoroso de ser e de militar, Ricardo se torna figura emblemática de militante de um novo tipo. Distanciando-se daquele perfil sisudo e enrijecido, Ricardo testemunhava sinais de bondade, abertura, amorosidade a temperar sua vida de profundo compromisso com a causa libertadora do povo dos pobres, na pespectiva do Seguimento de Jesus.</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>Obrigado, Ricardo! Você segue vivo e presente a nos inspirar práticas de amorosidade com o Planeta, com os humanos e com toda a comunidade de viventes, pelas trilhas do Reinado de Deus!</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px; text-align: justify;"><b>&nbsp;</b></div>
<div style="background-color: white; color: #222222; font-family: HelveticaNeue, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 16px;"><b style="text-align: justify;">João Pessoa, 6 dezembro de 2013.</b></div>
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		<title>Capriles sofre derrota em &#8220;plebiscito&#8221; na Venezuela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aristoteles Cardona Junior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2013 15:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo Chavez]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Latuff sobre a função social de Capriles na Venezuela Venezuela: la derrota del “plebiscito” de Capriles Por Juan Manuel Karg Licenciado en Ciencia Política UBA Investigador del Centro Cultural de la Cooperación Los resultados de la elección del pasado domingo en Venezuela significaron un nuevo triunfo para el Partido Socialista Unido de Venezuela y sus [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2013/12/democracia-de-capriles.gif" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="https://propalando.blog.br/wp-content/uploads/2013/12/democracia-de-capriles.gif" height="320" width="247" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Latuff sobre a função social de Capriles na Venezuela</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div align="center" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"><span style="font-size: 16pt;"><b><span style="font-family: Liberation Serif, serif;">Venezuela: la derrota del “plebiscito” de Capriles</span></b></span></div>
<div align="justify" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"></div>
<div align="right" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Liberation Serif, serif;"><span style="font-size: medium;">Por Juan Manuel Karg</span></span></div>
<div align="right" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Liberation Serif, serif;"><span style="font-size: medium;">Licenciado en Ciencia Política UBA</span></span></div>
<div align="right" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Liberation Serif, serif;"><span style="font-size: medium;">Investigador del Centro Cultural de la Cooperación</span></span></div>
<div align="justify" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"></div>
<div align="justify" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Liberation Serif, serif;"><span style="font-size: medium;">Los resultados de la elección del pasado domingo en Venezuela significaron un nuevo triunfo para el Partido Socialista Unido de Venezuela y sus aliados. Estos conquistaron, según el primer parte informativo del Consejo Nacional Electoral, 5.111.336 de votos, es decir el 49,24% de los sufragios emitidos, frente a los 4.435. 097 de votos (42,72%) de la Mesa de Unidad Democrática (MUD).</span></span></div>
<div align="justify" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"></div>
<div align="justify" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Liberation Serif, serif;"><span style="font-size: medium;">Si bien la oposición efectivamente ganó en importantes distritos (Alcaldía Mayor de Caracas, Maracaibo, Barinas, entre otras), el primer análisis que debe hacerse es que los resultados del domingo han sido una dura derrota para el ex candidato presidencial Henrique Capriles, quien a lo largo de estos últimos meses intentó “centralizar” una elección de por sí descentralizada -ya que se votaban alcaldías y concejales-. La diferencia de “votos globales” de acuerdo al primer parte del CNE -676.239 votos a favor del PSUV y sus aliados- ha dañado el intento de Capriles, quien se había propuesto ganar en la sumatoria de votos a nivel país, para demostrar de esta forma que el chavismo había perdido la mayoría del apoyo popular (algo que, finalmente, no sucedió).</span></span></div>
<div align="justify" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"></div>
<div align="justify" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Liberation Serif, serif;"><span style="font-size: medium;">El PSUV ganó importantes alcaldías, como Municipio Libertador (Caracas), con el 54% de los votos; Bolívar (Anzóategui), 52%; San Fernando (Apure), 65%; Girardot (Aragua), 51%; Heres (Bolívar), 47%; Ezequiel Zamora (Cojedes), 54%; Tucupita (Delta Amacuro), 54%; Guaicaipuro (Miranda), 52%; Guanare (Portuguesa), 70%; Sucre (Sucre), 54%; Trujillo (Trujillo), 53%; San Felipe (Yaracuy), 49%; y Vargas (Vargas), 54%. En todos estos casos, como se ve por los porcentajes alcanzados, los triunfos han sido inobjetables.</span></span></div>
<div align="justify" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"></div>
<div align="justify" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Liberation Serif, serif;"><span style="font-size: medium;">¿Cómo se explican estas cifras en un país que viene sufriendo diversos intentos de desestabilización, tanto a nivel económico como político? El PSUV y sus aliados llegaron a esta contienda con un elemento favorable, que indudablemente incidió en el global de votos: la “ofensiva económica” que el gobierno de Maduro decidió implementar con el combate a la especulación y el posterior fomento de medidas para la baja de precios en diversas tiendas. Estas medidas, a contrapelo de lo que informaron algunos medios de comunicación hegemónicos de nuestro continente, fueron vistas con buenos ojos por las mayorías populares venezolanas.</span></span></div>
<div align="justify" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"></div>
<div align="justify" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Liberation Serif, serif;"><span style="font-size: medium;">Por otro lado la derrota en Barinas, capital del Estado natal de Hugo Chávez, ha sido probablemente la peor noticia de la elección para el chavismo. Allí, disputas internas dentro del PSUV fomentaron la aparición de dos candidaturas: ambas fueron derrotadas por el candidato de la MUD, José Luis Machín, quien se impuso con el 50%. Durante su discurso en la noche del domingo, el propio Nicolás Maduro hizo referencia a este caso, al afirmar que era necesaria la “unidad” en las filas de la Revolución Bolivariana, para evitar que casos como éste se repliquen.</span></span></div>
<div align="justify" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"></div>
<div align="justify" style="background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Liberation Serif, serif;"><span style="font-size: medium;">Vista como una totalidad, como planteaba la propia MUD antes de la misma, la elección del pasado domingo es la segunda victoria del PSUV luego de la muerte de su fundador, Hugo Chávez, y la cuarta derrota consecutiva del armado electoral que encabeza Henrique Capriles en sólo 14 meses. La MUD no ha podido vencer en su propio terreno: el de intentar “plebiscitar” la elección. Capriles deberá afrontar ahora una situación de inestabilidad como conductor de este armado, al emerger nuevamente en la &#8220;arena política&#8221; personajes que sí han vencido el pasado domingo (Ledezma, por ejemplo). Se abrirá, así, una etapa de convulsiones dentro de la propia MUD, entre perdedores y ganadores de esta elección</span></span></div>
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